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1) - Expressionismo

PROFESSORA CABRIELLA NOVELLO

1904

-1905

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Expressionismo

Edvard Munch (1863-1944), O Grito, 1893

• No sentido lato, designa as formas artísticas que tendem para a expressão subjectiva e emotiva.

• Num sentido restrito, designa uma corrente de vanguarda das três primeiras décadas do século XX, marcadamente alemã, que proclama como objectivo da arte a representação de emoções e insiste na escolha de temas fortes de índole psicológica e social.

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Movimento artístico que teve origem entre artistas alemães por volta de 1900.

Os artistas adeptos a esse movimento queriam explorar as emoções expressando em suas obras as reações subjetivas que os acontecimentos cotidianos causavam nas pessoas.

Expressionismo

Série trágica: Minha mãe morrendo (nº 7), de Flávio de Carvalho, 1947.

Carvão sobre papel, 69,4 cm x 50,4 cm. Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (S.P)

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Características

expressionistas:

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Os expressionistas acreditavam que a arte deveria ser uma

manifestação do universo interior e pessoal de seu criador.

Para os expressionistas a emoção não estava no tema. Sentimentos como a angústia e a

tragédia podiam aparecer mesmo quando a pintura fosse

apenas um retrato ou uma paisagem.

O exagero era um dos artifícios para conseguir comunicar a

emoção. Representavam as emoções

empregando formas distorcidas e cores intensas em suas obras.

Não acreditavam na realidade puramente visível, queriam olhar

além das aparências das coisas mostrando as situações

dramáticas da vida. O tema central das obras são os sentimentos e as emoções. Por isso,

os artistas interessaram-se pela representação da emoção e do lado

dramático da vida.

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Dois importantes grupos que difundiram a idéia do expressionismo:

1) A ponte

Formado em Dresden, em 1905, por Kirchner e Emil Nodel, entre outros.

Seus modelos inspiradores eram a pintura de Van Gogh e Edvard Munch.

Expressionismo

2) O cavaleiro azul

Formado em Munique, em 1911, tinha à frente Vassily Kandinsky, Frans Marc e August Macke.

Esses artistas aprofundaram a forma de representar o que chamavam as “vibrações da alma” e os sentimentos. Por isso, acabaram por abandonar a representação figurativa e direcionaram-se para o abstracionismo.

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Expressionismo, corrente artística que, pela deformação ou exagero das figuras, buscava a expressão dos sentimentos e emoções do autor. Este movimento surgiu como reação aos modelos dominantes nas artes européias desde o Renascimento, particularmente nas ultrapassadas academias de Belas-Artes. O artista expressionista buscava a experiência emocional, preocupando-se mais com as emoções do observador do que com a realidade externa. Para aumentar a dramaticidade da comunicação artística, exageravam e, mesmo, distorciam os temas trabalhados.

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EXPRESSIONISMO – ALEMANHA → Abandono do conceito clássico de beleza.

→ Deformação do real em nome da expressão direta e

veemente da subjetividade.

→ Inquietação religiosa e social, arte engajada.

→ Utilização, na literatura, do fluxo de consciência (apreensão da consciência em operação)

O grupo expressionista mais importante do século XX surgiu na Alemanha, denominado Die Brücke (A ponte).. Esta primeira fase do Expressionismo Alemão foi marcada por uma visão satírica da burguesia e forte desejo de representar emoções subjetivas. Die Brücke dissolveu-se em 1913, um ano antes do início da I Guerra Mundial (1914-1918).

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CARACTERÍSTICAS:

-Niilismo (descrença em qualquer fundamentação metafísica para a existência humana)

-Antipositivismo

-Reação à frieza e racionalismo impressionista. -Negativismo

-Melancolia, tristeza, morte e solidão como temas.. -Crítica e denúncia social

-Obras com formas exageradas ou deformadas, ressaltando o conteúdo abordado

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A fase seguinte do Expressionismo se chamou Nova Objetividade e surgiu junto com a desilusão reinante após a I Guerra Mundial. Fundada por Otto Dix e George Grosz, foi marcada pelo pessimismo existencial e por uma atitude irônica e cínica diante da sociedade. Este período

do Expressionismo transformou-se em movimento

internacional, podendo-se perceber a influência dos alemães no trabalho de artistas de várias partes do mundo, entre eles, o austríaco Oskar Egon Schiele e o brasileiro Cândido Portinari.

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influências

Na arte expressionista notamos a influência

instintiva de Paul Gauguin, no entanto a vida e

a obra de Vincent Van-Gogh é a mais

marcante. A proposta de pintar o que sentia e

não o que via, a preocupação e a denúncia

social, a melancolia, a solidão de Van-Gogh

serviram de base para a mais intensa corrente

artística

do

século

XX.

Seguindo

as

tendências de Gauguin e Van-Gogh, teremos

outros importantes expoentes como Daumier,

Eduard Munch e Ensor.

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Autorretrato com Orelha Cortada, de Vincent Van Gogh (1889). Óleo sobre tela, 60,5 x 50 cm. Courtauld Institute Galleries, London

Court auld In sti tut e Ga lleri es , London Expressionismo

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Daumier, Vagão de 3ª Classe

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Edvard Munch foi um importante artista plástico

norueguês. É considerado, por muitos estudiosos das artes plásticas, como um dos artistas que iniciaram o expressionismo na Alemanha. Edvard Munch nasceu na cidade de Løten (Noruega) em 12 de dezembro de

1863. Teve uma vida familiar muito conturbada, pois sua mãe e uma irmã morreram quando Munch ainda era jovem. Uma outra irmã tinha problemas mentais. O pai de Munch tinha uma vida marcada pelo

fanatismo religioso. Para complicar, Munch ficou

muito doente durante a infância. Já adulto, começou a apresentar um quadro psicológico conturbado e

conflituoso. Alguns estudiosos afirmam que Munch, provavelmente, possuía transtorno bipolar.

- Munch estudou artes plásticas no Liceu de Artes e Ofícios da cidade de Oslo (capital da Noruega).

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Em 1885, viajou para Paris onde entrou em contato com vários movimentos artísticos.

Ficou muito atraído pela arte de Paul Gauguin. No final da década de 1930 e início da década de 1940 passou por uma forte decepção. O governo nazista ordenou a retirada de todas as obras de arte de Munch dos museus da Alemanha por considerá-las esteticamente imperfeitas e por não

valorizar a cultura alemã.

- Munch morreu em 23 de janeiro de 1944, na cidade de Ekely (próximo a Oslo).

Estilo artístico

- Abordagem de temas relacionados aos sentimentos e

tragédias humanas (angústia, morte, depressão, saudade). -Pintura de imagens desfiguradas, passando uma sensação de angústia e desespero.

-- Forte expressividade no rosto das personagens retratadas.

- Pintura de figuras marcadas por fortes atitudes.

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O grito, de Edvard Munch 1893. Óleo, guache, caseína, têmpera e pastel sobre cartão, 91 cm x 73,5 cm.

Galeria Nacional de Oslo (Noruega).

O pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944) quis

transportar para esta pintura toda a emoção que um grito pode conter.

Neste quadro, a paisagem parece estar em movimento e as cores realçam a angústia da figura representada. 16 O Grito Co u rt au ld In sti tu te G all eri es , Lo n d o n Expressionismo

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Eduard Munch

O Grito, 1893 , se encontra

na Galeria Nacional de Oslo.

Munch foi um dos mais

importantes artistas

pré-expressionistas. Suas obras são carregadas de agonia, drama, emoção e

negativismo.

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Observa-se uma figura contorcida sob o efeito de alguma emoção talvez ligada ao medo, num momento de profunda angústia ou de desespero existencial. Expressionismo

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O movimento das linhas curvas do céu e da água, assim como a linha forte da ponte, parecem conduzir o olhar do espectador à boca da figura, que se abre num grito perturbador.

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O Grito é

considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci. ““ Puberdade” de Edvard Munch “ A mãe morta” Edvard Munch “ Meninas no rio ” -1902 Separação , óleo sobre tela- 1896 - Edvard Munch “ Desespero” Expressionismo

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Ansiedade, 1894

Observe esta obra. Ela praticamente

prenuncia os fatos que eclodirão nas primeiras décadas do século XX, traduzindo a própria angústia da sociedade européia no final do século XIX. Época de conflitos ideológicos, sociais e políticos; de marcante disparidade promovida pelo capitalismo. Expressionismo

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Morte, 1895 – Munch perdeu a mãe e a irmão muito cedo, por enfermidade, seu irmão foi internado em um sanatório, sua saúde não era das melhores...

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A besta, 1901

As desilusões

amorosas,

como o

abandono

pela noiva,

fazem com

que a mulher

seja

representada

de maneira

demoníaca

por Munch.

Expressionismo

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Ensor, entrada de Cristo em Bruxelas, 1888 – aqui o artista critica a perda de sensibilidade da sociedade, a perda de valores, do sentido da religião, retratando cristo (rodeado por uma auréola no centro da imagem) retornando e sendo recebido por uma turba de mascarados, simbolizando a falsidade humana e todas as maldades.

Ensor: moralismo, indignação e repúdio à sociedade e seus valores

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Banquete dos famintos. Compare esta obra à Santa Ceia de Da Vinci e tente assimilar a mensagem e a visão do artista quanto à sociedade.

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MODIGLIANI

Vejamos algumas obras de importantes

expressionistas

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Modigliani, nu reclinado

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Nu deitado, 1917

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Esculturas sintetizadas

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"De agora em diante nós iremos empreender uma guerra implacável contra os últimos remanescentes da desintegração cultural (...). Por tudo que nós apreciamos, esses bárbaros pré-históricos da Idade da Pedra podem retornar às cavernas de seus ancestrais e lá realizar os seus rabiscos primitivos internacionais." (Adolf Hitler, Discurso acerca da Arte Moderna, 1937)

Em torno de nós vê-se o monstruoso, fruto da insanidade, imprudência inépcia e completa degeneração. O que essa exposição oferece inspira horror e aversão em todos nós."

(Adolf Ziegler. Discurso de abertura

da exposição "Arte Degenerada", 1937)

Embora tenha sido o principal país a desenvolver a arte expressionista (em suas mais variadas expressões), a Alemanha, sob governo nazista, foi

também a maior perseguidora dos artistas modernos, em especial dessa corrente.

Leia as frases abaixo:

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Hitler considerava a arte moderna como degenerada, promotora do horror, da irracionalidade e anti-estética. Sob curadoria de Adolf Ziegler foram organizadas as exposições da chamada “arte degenerada”, nas quais obras de modernistas das várias correntes eram expostas justapostas a fotografias de dementes, deformados, e acometidos de outros problemas físicos e mentais. O discurso pregava a valorização dos artistas modernos ao gen que dentro de décadas acabaria com a pureza e a beleza ariana. Hitler pregava que somente a arte grega e renascentista espelhava a beleza do seu respectivo povo. Defendeu e financiou a arte nazista, visando uma renascença alemã na predominou a cultura do belo. Na verdade, o governo afastou a arte questionadora e crítica, como a expressionista, do povo, cegando-o e seduzindo-o com as maravilhas e o preciosismo da arte clássica.

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Veja esta pintura de Otto Dix, que lutou na primeira guerra mundial. Certamente era o horror da guerra que Hitler não gostaria que o povo contemplasse.

Otto Dix, Flanders, 1934

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Rua de praga, 1920

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FRANCIS BACON

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Francis Bacon, Papa Incocêncio

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Diego Rivera, noite dos pobres

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Diego Rivera, o carregador de flores

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Botero, casal arnolfini

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• Botero, em cima do muro Expressionismo

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Oswaldo Guayasamin – as mãos da angústia

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Brasil

• Aqui as correntes de vanguarda marcaram pintores

presentes na Semana de Arte Moderna de 1922. O Expressionismo pode ser notado em obras de Tarsila e Di Cavalcanti, mas principalmente em Anita Mafaltti, Goeldi e Portinari. O modernismo teve como grande influente o lituano Lasar Segall em sua breve passagem pelo país, por volta de 1914, trazendo consigo, principalmente composições típicas do expressionismo europeu.

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Lasar Segall

Mãe Preta Navio de Imigrantes

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Anita Malfatti, a precursora do

modernismo brasileiro

• A boba, 1915

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Anita Malfatti – O Homem Amarelo

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Goeldi, abandono

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Di Cavalcanti

Carnaval

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mulheres

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(56)
(57)

O expressionismo de

PORTINARI

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• Retirantes

(59)

• Menino morto

(60)

No cinema, o expressionismo foi adotado por

muitos diretores que desenvolveram uma

linguagem exageradamente emocional para

contar histórias.

Expressionismo no cinema

O filme O Gabinete do

Dr. Caligari, dirigido por

Robert Wiene e lançado

em 1920, e Nosferatu,

dirigido por F.W.

Murnau e levado às telas

em 1922, são alguns

exemplos do cinema

expressionista alemão.

60

Cena do filme O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene, 1920 Foto: Decla-Bioskop/Álbum

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ATIVIDADES –

Por dentro do assunto: Em

relação as tendências

artísticas da primeira metade

do século XX – Expressionismo,

destaque:

a)- duas características deste

movimento;

b)- um artista que a

representou.

Referências

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