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I SEMINÁRIO NACIONAL DO PROGRAMA DE REORIENTAÇÃO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SAÚDE II - PRÓ-SAÚDE II

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I SEMINÁRIO NACIONAL DO PROGRAMA DE

REORIENTAÇÃO DA FORMAÇÃO

PROFISSIONAL EM SAÚDE II -

PRÓ-SAÚDE II

I ENCONTRO NACIONAL DOS COORDENADORES DOS

PROJETOS SELECIONADOS PARA O PET-SAÚDE

RELATÓRIO

(2)

RELATÓRIO DO I SEMINÁRIO NACIONAL DO PROGRAMA DE REORIENTAÇÃO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SAÚDE II - PRÓ-SAÚDE II E I ENCONTRO NACIONAL DOS COORDENADORES DOS PROJETOS SELECIONADOS PARA O PET-SAÚDE. Brasília/DF: Hotel Nacional, 2009. 456 p.

Seminário realizado pelo Departamento de Gestão da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Organização Pan-Americana da Saúde e Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa.

Editores: Geraldo Cunha Cury, Ana Estela Haddad, Sigisfredo Luis Brenelli, Francisco Eduardo de Campos e Márcia Amaral.

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SUMÁRIO

Introdução 7

Programa 9

Relato dos trabalhos 12

Trabalhos em grupos 26

Objetivos, metodologia e síntese das discussões nos

grupos 26

Tema 1 – A gestão do projeto 27

Tema 2 – Mudanças no modelo pedagógico 32

Tema 3 – A inserção dos alunos nos serviços de Saúde 35

Trabalhos em grupos - Conclusão 38

Estágio detalhado de cada projeto 38

Região Sul 39

Região Nordeste e Região Norte 47

Região Sudeste – São Paulo 53

Região Sudeste – Minas Gerais 61

Região Sudeste – Rio de Janeiro e Região Centro-Oeste 66 Apresentações e palestras realizadas no Seminário 70 Apresentação do Dr. Francisco Eduardo de Campos -

O papel do MS na indução de reformas curriculares 71 Apresentação da Dra. Ana Estela Haddad -

O Pró-Saúde na Política Nacional de Educação na Saúde 83 Apresentação do Dr. Sigisfredo Luís Brenelli -

Pró-Saúde: avanços e desafios 145

Apresentação da Dra. Jeanne Liliane Marlene Michel -

A Política Nacional da Educação Superior na Área da Saúde Apresentação do Dr. Armando Martinho Bardou Ragio -

CONASS e o Pró-Saúde

Apresentação da Dra. Elizabete Matheus -

CONASEMS e o Pró-Saúde 167

Apresentação da Dra. Claunara Shilling Mendonça - O papel da atenção básica na reorientação da formação profissional

175

Apresentação do Dr. José Rubens Rebelatto - A articulação da graduação em Saúde, dos hospitais de ensino e das residências em Saúde

(4)

Apresentação do Dr. José Paranaguá de Santana - Parceria da OPAS na reorientação profissional em Saúde no Brasil

Apresentação do Dr. José Luiz Telles - As ações estratégicas – sua importância para a

reorientação da formação profissional em Saúde

257

Apresentação do Dr. Giovanini Evelim Coelho -

Programa Nacional de Combate à Dengue 273

Apresentação da Dra. Silvana Nair Leite -

Assistência farmacêutica no SUS 305

Apresentação da Dra. Lena Vânia Carneiro Peres -

Pacto pela redução da mortalidade materna e neonatal 334 Apresentação do Dr. Dário Frederico Pasche -

Política Nacional de Humanização 373

Apresentação da Dra. Astrid Eggert Boehs - Experiências exitosas - Experiência do Curso de Enfermagem da UFSC

394

Apresentação da Dra. Alóide Ladeia Guimarães - Experiências Exitosas - Política de Integração

Ensino-Serviço - a experiência do município de Campinas/SP.

413

Apresentação do Dr. Antônio Ferreira Lima Filho - Orientações sobre a execução orçamentária do Pró-Saúde para as Instituições de Educação Superior e Secretarias Municipais de Saúde

434

Apresentação do Dr. Geraldo Cunha Cury - Esclarecimentos e discussões de dúvidas

Informações gerais sobre Projetos PET-Saúde 444

Lista dos Participantes do Seminário 449

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RELAÇÃO DE SIGLAS

CAPES Centro de Atenção Psicossocial

CGL Comissão Gestora Local

CMS Conselho Municipal de Saúde

CONASENS Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde

CONASS Conselho Nacional de Secretários de Saúde

DAB Departamento de Atenção Básica

DAF Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

DAPE Departamento de Ações Programáticas Estratégicas

DCN Diretrizes Curriculares Nacionais

DEGERTS Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde

DEGES Departamento de Gestão da Educação na Saúde

IES Instituição de Ensino Superior

INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira

LDB Lei de Diretrizes e Bases

MEC Ministério da Educação

MS Ministério da Saúde

NASF Núcleo de Apoio à Saúde da Família

OMS Organização Mundial da Saúde

OPAS Organização Pan-Americana da Saúde

PBL Ensino baseado em problemas

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PNH Política Nacional de Humanização

PRÓ-SAÚDE Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde

SAS Secretaria de Atenção a Saúde

SCTIE Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

SESU Secretaria de Educação Superior

SGTES Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde

SINAES Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior

SUS Sistema Único de Saúde

TELESSAÚDE Programa Nacional de Telessaúde

UBS Unidade Básica de Saúde

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INTRODUÇÃO

O I Seminário Nacional do Pró-Saúde II, realizado em conjunto com o I Encontro Nacional dos Coordenadores dos Projetos Selecionados para o PET-Saúde, teve por objetivo acolher os representantes dos projetos do Pró-Saúde II e do PET-Saúde e apoiá-los no desafio de reorientar a formação em Saúde durante o período da graduação e, ao mesmo tempo, atuar sobre produção dos serviços de Saúde. Essa reorientação depende da efetividade da política em contribuir nos processos de reorientação da formação nas Instituições de Ensino Superior e para a educação permanente dos profissionais que atuam na atenção à Saúde. Sabe-se que integrar áreas dentro de um mesmo curso significa uma grande transformação, ao considerar a integração do ensino das várias profissões, o Pró-Saúde II acrescenta um novo patamar de dificuldades para serem superadas no processo da co-gestão.

A consolidação do papel da rede de atenção primária como coordenadora do acesso aos demais níveis de complexidade do Sistema de Saúde, a exemplo do que vêm buscando outros Sistemas Nacionais de Saúde de caráter universal, está a depender do sucesso de iniciativas como o Pró-Saúde, Telessaúde, PET-Saúde e UNASUS, entre outras. Desse modo, garantir ensino em Saúde de qualidade e articulado com as demandas e prioridades do SUS é uma tarefa a ser compartilhada pelos atores interessados: usuários, gestores, alunos, docentes.

Dentro do escopo do Programa Pró-Saúde, o componente II deve ser valorizado pelo seu conteúdo de expansão e continuidade do Pró-Saúde I, mas principalmente por colocar novos desafios para a reformulação do ensino de graduação em Saúde, ao inserir outras profissões além da Medicina, Enfermagem e Odontologia e credenciar projetos por IES e não mais pelos cursos participantes.

(8)

A organização do I Seminário coube ao Ministério da Saúde através da SGTES e contou com a colaboração das entidades dos demais gestores do SUS, quais sejam CONASS e CONASEMS, além de vários setores do MS e do MEC. A estratégia de acolhimento dos novos participantes adotada pelo DEGES/SEGTS considerou as dificuldades apontadas pelos presentes no II Seminário Nacional do Pró-Saúde I, demandando maiores esclarecimentos sobre a execução orçamentária dos recursos, a necessidade de troca de experiências exitosas e espaço para reflexão sobre as práticas pedagógicas, de atenção e de gestão em Saúde.

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PROGRAMA DO I SEMINÁRIO DO PRÓ –SAÚDE II E DO I ENCONTRO NACIONAL DOS COORDENADORES DOS PROJETOS SELECIONADOS

PARA O PET-SAÚDE

25/3/2009

9h - Sessão de Abertura Mesa de abertura:

Dr. Francisco Eduardo de Campos, Secretário da SGTES Dr. Alberto Beltrame, Secretário da SAS

Dra. Jeanne Liliane Marlene Michel, representando a Dra. Maria Paula Dallari Bucci, Secretária da SESU/MEC

Dr. Armando Marinho Bardou Raggio, representante do CONASS Dr. Antônio Carlos de Oliveira Júnior, representante do CONASEMS

Dr. José Paranguá de Santana, neste ato substituindo o Representante da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde no Brasil, Dr. Diego Vitora.

Palestra “Ações Políticas do Ministério da Saúde – Integração Ensino-Serviço” Palestrante: Prof. Dr. Francisco Eduardo de Campos – Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES/MS

Mesa de trabalho:

Dr. Francisco Eduardo de Campos – Secretário da SGTES

Dra. Ana Estela Haddad – Diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde da SGTES

Dra. Maria Helena Machado – Diretora do Departamento de Gestão e Regulação do Trabalho da SGTES

Dra. Márcia Hiromi Sakay – Diretora de Programas da SGTES

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Dr. Sigisfredo Luís Brenelli – Coordenador Geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde do DEGES/SGTES

Palestra: “A Política de Educação na Saúde, com ênfase nos avanços e desafios do Pró-Saúde e sua integração com o PET-Saúde”

Palestrante: Ana Estela Haddad – Diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde – DEGES/SGTES/MS

Palestra: “A Política Nacional da Educação Superior na área da Saúde”

Palestrante: Jeanne Liliane Marlene Michel – Coordenadora Geral da Residência de Saúde/SESU/MEC

14h - Coordenação dos trabalhos: Dr. Sigisfredo Luís Brenelli -– Coordenador Geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde do DEGES/SGTES

Palestra: “O papel da Atenção Básica na reorientação da formação profissional”

Palestrante: Claunara Schilling Mendonça – Diretora do Departamento de Atenção Básica – DAB/SAS/MS

Palestra: “A articulação da graduação em saúde, hospitais de ensino e residências em Saúde”

Palestrante: José Rubens Rebelatto – Diretor de Hospitais Universitários e Residências em Saúde – SESU/MEC

Palestra: “A parceria da OPAS na reorientação da formação profissional em Saúde no Brasil”

Palestrante: José Paranaguá de Santana – Gerente da Unidade de Políticas de Recursos Humanos em Saúde/OPAS/OMS

Palestra: “As ações programáticas estratégicas – sua importância para a reorientação da formação profissional em Saúde”

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Palestra: “Programa Nacional de Combate à Dengue”

Palestrante: Fabiano Pimenta Júnior – Diretor de Programas/SVS/MS

Palestra: “Assistência farmacêutica no SUS”

Palestrante: José Miguel do Nascimento Júnior – Diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica - DAF/SCTIE/MS

Palestra: “Pacto pela redução da mortalidade materna e neonatal”

Palestrante: Lena Vânia Carneiro Peres – Coordenadora da Saúde da Mulher – DAPES/SAS/MS

Palestra: “Política Nacional de Humanização”

Palestrante: Dario Frederico Pasche – Coordenador da PNH/SAS/MS

26/3/2009

8h - Palestra: Exemplos de experiências bem sucedidas do Pró-Saúde

Palestrantes: Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, Instituição de Educação Superior : Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina

Moderadores: representantes do CONASS, CONASEMS, MS e MEC.

Palestra: Orientações sobre a execução orçamentária do Pró-Saúde para as Instituições de Educação Superior e Secretarias Municipais de Saúde

Palestrante: Antônio Ferreira Lima Filho – Chefe de Gabinete da SGTES/MS

Palestra: Pró-Saúde – esclarecimentos e dúvidas.

Palestrante: Geraldo Cunha Cury – Coordenador Nacional do Programa Pró-Saúde

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RELATO DOS TRABALHOS

Na abertura do Seminário o mestre de cerimônias cumprimentou todos os presentes e explicitou que o I SEMINÁRIO DO PRÓ-SAÚDE II tinha como objetivo sensibilizar os atores participantes do Pró-Saúde II e do PET-Saúde para que a implementação dos projetos de mudança na graduação sejam norteados pelas políticas e programas prioritários do MS, MEC e instituições parceiras.

O Pró-Saúde foi instituído em 2005 pelo MS - SGTES e pelo MEC por meio da SESU e do INEP, selecionando 89 cursos de Medicina, Enfermagem ou Odontologia. Em 2007 o programa foi ampliado para os demais cursos de Graduação da área da Saúde por meio da portaria interministerial MS/MEC número 3019, de 2007, conforme recomendação do Conselho Nacional de Saúde e da Comissão Intergestores Tripartite. Os 68 projetos selecionados para o Pró-Saúde II, através do edital público 13/2007 da SGTES/MS, contemplam 265 cursos das 14 profissões da Saúde, envolvendo 96.649 estudantes.

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Foto: Dr. Francisco Eduardo de Campos, Secretário da SGTES.

Dr. Francisco Campos saudou e agradeceu a presença de todos os presentes no salão que lembrou estar repleto de pessoas preocupadas com a coisa mais importante nos serviços de Saúde é a formação de recursos humanos de qualidade para que se possa cumprir o que a Constituição Brasileira determina. Ressaltou a riqueza da parceria do MS com MEC neste momento, juntamente com os colegas de gestão do SUS que são o CONASS e CONASEMS e da OPAS que tem sido companheira frequente nesta iniciativa. Passou então a palavra ao Secretário da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS), Dr. Beltrame, lembrando que faria uso da palavra após a saudação da mesa aos presentes.

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Dr. Beltrame saudou todos e destacou a importância do Pró-Saúde I e o lançamento do Pró-Saúde II para a melhoria da qualidade da Atenção à Saúde de modo geral. Ressaltou que a SAS é a Secretaria que se encarrega da Atenção à Saúde, da Assistência à Saúde propriamente e é a principal interessada no sucesso de uma iniciativa como o Pró-Saúde. A interlocução permanente da SGTES com a SAS é extremamente necessária porque lá nós vivemos o dia a dia das necessidades da assistência; vemos também as falhas do sistema, as dificuldades de lidar com os profissionais, de tê-los adequadamente qualificados para o Sistema de Saúde. Lembrou que a incorporação das outras profissões ao Pró-Saúde é importante para o avanço do Sistema. A SAS se dispõe a participar junto com SGTES na formulação e acompanhamento desse programa e lembrou que ao melhorar a formação dos profissionais de Saúde melhora também a atenção à Saúde.

Foto: Dra. Jeanne Liliane Marlene Michel, representando a Dra. Maria Paula Dallari Bucci, Secretária da SESU/MEC.

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sido muito exitosos, destacando-se o projetos do Pró-Saúde são extremamente importantes para a área da Saúde, resultados muito bons e muito valorizados pelo MEC. A criação da Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde foi um grande avanço e o trabalho, desenvolvido com vínculo estreito com a SGTES e particularmente com o DEGES, tem sido muito frutífero. Todos estes encaminhamentos seguem determinação do Ministro da Educação Dr. Fernando Haddad.

Foto: Dr. Armando Marinho Bardou Raggio, representante do CONASS.

Dr. Armando Raggio saudou todos e destacou passos muito importantes que têm ocorrido na aproximação entre Educação e Saúde para o avanço da formação em Saúde. Lembrou a importância da formação multiprofissional em Saúde.

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Dr. Antonio Carlos saudou todos, lembrou que o que é importante para a parceria entre o MS, CONASS e CONASEMS é a perspectiva fundamental do desenvolvimento da oferta e a melhoria da qualidade de vida para a população. Ressaltou que o Programa Pró-Saúde é importantíssimo para o CONASEMS. O CONASEMS apoia integralmente esse programa porque com ele consegue-se visualizar dias melhores para o consegue-serviço. Ao receber o profissional egresso da academia após ter sido inserido no serviço durante sua graduação, aprendendo na academia e no serviço. Certamente, esse profissional vai entender melhor o que é o SUS e atender melhor as demandas do SUS, suprindo uma carência que os serviços de Saúde vivenciam hoje. O CONASEMS aposta nessa mudança na graduação porque ela propicia a formação de um profissional que atende melhor as demandas do SUS. Essa integração Ensino-Serviço é fundamental. O conhecimento não está só na academia: a Gestão da Saúde também é constituída por atores importantes na formação de graduação. Destacou que têm muito a contribuir e a gestão municipal não pode ser vista apenas como campo de estágio, mas como ator importante na formação em todas as áreas da Saúde.

Foto: Dr. José Paranguá de Santana, neste ato substituindo o Representante da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde no Brasil Dr. Diego Vitora.

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Vitora justificando sua ausência em função do mesmo se encontrar em missão oficial no exterior. Apresentou seus cumprimentos e destacou o voto de compromisso que a OPAS tem com o desenvolvimento desse projeto de cooperação, que é na verdade uma iniciativa muito mais ampla do que caberia no conceito tradicional de um projeto. Neste sentido lembrou que os cumprimentos são feitos também em nome da Diretora da OPAS, Dra. Mirta Roses, haja vista que esse projeto além de integrar um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Diretora da OPAS e o Ministro da Saúde do Brasil, integra também de forma muito clara, explícita e como uma prioridade, a estratégia de cooperação entre a OMS, OPAS e o governo brasileiro definida para o período de 2008 a 2012, assinada ano passado pelo Ministro de Estado da Saúde do Brasil, Dr. José Gomes Temporão, pela Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan e pela Diretora da OPAS, Dra. Mirta Roses Periago. Esse programa é o maior projeto de cooperação que a OMS desenvolve entre todos os países membros das Nações Unidas, tomando-se como parâmetros o número de instituições participantes e o volume de recursos que envolve a participação da OPAS nesta iniciativa. Destacou a presença no I Seminário do Dr. Félix Riva, do Escritório Central da OPAS em Washington, que veio acompanhar esta importante reunião do Pró-Saúde.

Dr. Francisco Eduardo de Campos agradeceu a todos e encerrou esta fase dos trabalhos.

Em seguida constituiu-se a nova mesa de trabalho composta pelo Dr. Francisco Eduardo de Campos, Dra. Ana Estela Haddad, Dra. Jeanne Michel, Dra. Maria Helena Machado, Dra. Márcia Hiromi Sakay e Dr. Sigisfredo Luís Brenelli.

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o fato de que a definição pelo MS da Estratégia do Saúde da Família como decisão política do Brasil colocou para todos a importância da formação de profissionais de Saúde com visão abrangente do Sistema de Saúde. Reafirmou que a Educação Permanente em Saúde não foi criada em 2003: ela vem de muitas décadas atrás, com destaque para os ensinamentos de Paulo Freire. Em seguida fez sua apresentação que se encontra disponibilizada anexo. No

slide com os sinaleiros destacou que objetivo central do Pró-Saúde I e II é

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PET-Saúde e outros Programas, instrumentos para que se possa viabilizar essa ideia. Lembrou que tem trabalhado nesta direção desde quando assumiu a SGTES, há quase 4 anos. Recordou que naquele tempo Dra. Célia Pierantoni era a Diretora do DEGES e Dra. Ana Estela Haddad estava na Coordenação Geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde, no lugar que Dr. Brenelli ocupa hoje.

Destacou ainda a importante sintonia com o MEC, através das construções conjuntas com a Dra. Jeane, com o Diretor Dr. José Rubens e com a Secretária da SESU/MEC, Dra. Maria Paula Dalari. Ressaltou que a Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde tem sido citada em vários locais do mundo como modelo de integração entre Educação e Saúde e tem sido absolutamente essencial para o avanço desse processo de mudança. Encerrou lembrando novamente a importante conquista para a Saúde que representou a “ordenação da formação em Saúde” determinada pela Constituição do Brasil de 1988.

Foto: Dra. Ana Estela Haddad – Diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde da SGTES.

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os trabalhos de sua Diretoria. Lembrou que o Conselho Nacional de Saúde (CNS) possui a Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIR-RH) que é coordenada por ela. O CNS retomou a missão de construir pareceres sobre a autorização, reconhecimento, renovação de reconhecimento de Cursos de graduação na área da Saúde e sobre a abertura de mais vagas para todos os cursos de Medicina, Psicologia e Odontologia do país, ação esta que tem ampliação prevista para acontecer com todos os outros cursos da área da Saúde. Lembrou o importante trabalho que desenvolve em conjunto com CONASS e CONASEMS nas questões do esforço para a desprecarização do trabalho em Saúde, dentre outros aspectos. Ressaltou o papel das mesas de negociação nos níveis federal e estadual e da Câmara de regulação do trabalho que cria ou não novas profissões e determina qual a competência dessas profissões. Citou o PROGESUS que cuida e gerencia da qualificação dos trabalhadores da Saúde através da UNASUS. Ressaltou que outro ponto que tem sido discutido em sua Diretoria: a questão do estabelecimento da carreira nacional para os trabalhadores do SUS em áreas longínquas e de difícil acesso, principalmente na Amazônia e Nordeste, destacando que não significa centralização nem “desmunicipalização” do SUS. A atuação junto ao MERCOSUL, na área dos trabalhadores da Saúde, é outro aspecto importante que tem sido desenvolvido. Lembrou que no dia deste seminário estava acontecendo no Congresso Nacional uma manifestação de representantes de aproximadamente 800.000 auxiliares e atendentes de Enfermagem de todo o Brasil que querem organização própria e jornada de 30 horas de trabalho. Dra. Ana Estela agradeceu à Dra. Maria Helena e lembrou que é um grande desafio tratar das questões de educação e trabalho em conjunto.

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gestores dos serviços de Saúde. Frisou a importante iniciativa relacionada à necessidade de qualificar algo em torno de 110.000 gestores da Saúde. Destacou a importância da integração ensino, serviço e comunidade no Pró-Saúde e que a formação em gestão e gerência também deve ser feita durante a graduação.

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Foto : Dra. Jeanne Liliane Marlene Michel – Coordenadora Geral da Residência de Saúde/SESU/MEC.

Em seguida Dra. Jeanne Liliane Marlene Michel, Coordenadora Geral da Residência de Saúde/SESU/MEC apresentou a palestra: “A Política Nacional da Educação Superior na área da Saúde”. Destacou que não apresentaria

power point e que é muito difícil falar em nome da Dra. Maria Paula Dalari, pois

como boa jurista que ela é tem o “dom da palavra” e disse à Dra. Jeanne, no dia anterior, que não gosta de usar apresentações em power point. Relatou que

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especialistas ser articulada com as necessidades do Sistema de Saúde. Disse que em relação à Política da Educação Superior em Saúde vai ser feita uma política voltada de fato para a ordenação de recursos humanos para o Sistema. Esta é uma determinação do Ministro de Estado da Educação, Fernando Haddad, e da Secretária da SESU, Maria Paula Dallari e está sendo desenhada para ser uma política da própria estrutura do MEC, que não dependa das pessoas que lá estão, que faça parte da estrutura do Ministério da Educação. Despediu-se dizendo que esta é a mensagem que a Secretária Dra. Maria Paula pediu para trazer a todos.

Foto: Dr. Sigisfredo Luís Brenelli – Coordenador Geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde do DEGES/SGTES.

Em seguida Dr. Brenelli, lembrando a ausência da União Nacional dos Estudantes, convidou o estudante Roberto Maranhão, da recém-eleita Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM) para usar a palavra, não como representante de todos os estudantes mas como um membro de uma das executivas dos estudantes. O estudante Roberto Maranhão, da UFC após se apresentar, discorreu sobre a importância de serem pautados nas discussões das executivas os temas levantados neste Seminário. Despediu-se convidando os estudantes de todos os cursos presentes para uma discussão a ser realizada após o encerramento das atividades do dia.

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Foto: Dr. Armando Marinho Bardou Raggio, representante do CONASS; Dra. Elisabete Matheus da Silva, representante do CONASEMS e Dr. Sigisfredo Luís Brenelli, Coordenador Geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde do DEGES/SGTES/MS.

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TRABALHOS EM GRUPOS

Objetivos: De acordo com a Coordenação do Seminário, a perspectiva dos trabalhos em grupo era de propiciar um espaço de escuta aos participantes, uma vez que os projetos estão em sua fase inicial, quando seria esperada a ocorrência de dúvidas acerca da operacionalização das ações inseridas na proposta apresentada e aprovada pelo MS.

Outra diretriz foi proporcionar maior interação entre os membros das Comissões Gestoras Locais existentes ou em formação, assim como com os representantes de outras IES e municípios participantes do Seminário.

Metodologia de trabalho nos grupos: Foram constituídos 8 grupos, usando-se o critério da região geográfica para dividir os 67 Programas do Pró-Saúde II. Os temas centrais discutidos foram: A gestão do Programa Pró-Saúde II; As mudanças no modelo pedagógico e A inserção dos alunos nos serviços, à semelhança do ocorrido no II Seminário Nacional do Pró-Saúde I.

Os participantes de cada projeto discutiram num primeiro momento acerca da sua realidade, após o que elaboraram uma síntese, a qual foi então compartilhada com os demais participantes do grupo. Logo após algumas sugestões de estratégias foram encaminhadas.

A seguir, apresentamos o relato das discussões ocorridas nos grupos de trabalho.

SÍNTESE DAS DISCUSSÕES NOS GRUPOS

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TEMA 1 – A GESTÃO DO PROJETO

Contexto do SUS e da formação em Saúde

Existe ainda em parte da sociedade a visão de que o SUS é um sistema pobre para os pobres e isto interfere nas expectativas dos alunos, aumenta sua rejeição ao SUS, apesar deste ser um dos maiores empregadores de profissionais de Saúde. Por outro lado, o compromisso social das Universidades com o SUS vem melhorando, mas ainda contribui para a dificuldade de formar sujeitos socialmente comprometidos. Neste debate, apareceu a proposta (e a polêmica) de uma lei que obrigasse a prestação de serviços públicos de Saúde, na perspectiva de aproximar os profissionais de Saúde da realidade brasileira. Os serviços de Saúde funcionam ainda segundo um padrão de baixa responsabilização pelo cuidado e sua continuidade. O modelo assistencial hegemônico é o biomédico, centrado no procedimento, em que o usuário é visto como objeto.

Por outro lado, o histórico da participação do controle social no SUS, mesmo que seja incipiente em muitos lugares do país, acumulou experiência suficiente para que neste Seminário, a participação dos Conselheiros de Saúde tenha sido bastante qualificada, sendo seus representantes capazes de debater todos os temas, com muita propriedade, inclusive a metodologia e a reforma curricular.

Dessa maneira, o processo de reorientação da formação profissional não se dará descolado dessa realidade, mas inserido profundamente dentro dela, com suas contradições e coerências, devendo o processo ensino-aprendizagem incorporar estas reflexões.

Funcionamento da CGL

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todos os segmentos. Isto ocorre com todos os envolvidos, sendo que os representantes dos CMSs são os que encontram maiores dificuldades de participação, embora exista uma melhora progressiva.

Outra ocorrência apontada em diversas experiências é o pouco envolvimento nos processos de mudança das pessoas que não são membros das comissões, demonstrando a necessidade de se ampliar a divulgação do Pró-Saúde e a comunicação interna às instituições envolvidas.

Número de CGL / integração entre projetos

Os vários projetos de incentivo às mudanças curriculares, cada um com sua comissão gestora, têm promovido grande número de reuniões envolvendo muitas vezes os mesmos atores. Desta maneira a existência de várias comissões gestoras acaba sobrecarregando os envolvidos além de causar certa redundância nas discussões e não contribuir para melhorar a articulação entre os cursos. Foi sugerida a criação de uma Comissão Gestora Única, para planejamento e avaliação das atividades do Pró-Saúde I, II, PET-Saúde e residências em Saúde.

Entre as iniciativas, foram apresentadas duas experiências exitosas de CGL integradas entre Pró-Saúde I e II, assim como de alguns projetos que constituíram sub-núcleos de trabalho dentro da CGL para dar mais agilidade aos encaminhamentos.

Outro exemplo de experiência bem sucedida no maior envolvimento dos atores e planejamento das atividades a serem desenvolvidas na rede de serviços, foi a criação de sub-comissões por curso, com presença de profissionais das instituições de ensino e das Secretarias de Saúde.

Relação com CIES

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inserção de representantes dos projetos na CIES estadual. Algumas vezes a Secretaria Estadual tem um projeto de qualificação da gestão do SUS, com potencialidade de articulação com o Pró-Saúde, mas a oportunidade é desperdiçada. Um fórum, como a CIES, pode se converter em instrumento de para aproveitar as situações em benefício do Pró-Saúde.

Muitos projetos apresentaram também o PET-Saúde como um elemento de maior aproximação entre os atores do Pró-Saúde e da própria CIES.

Envolvimento dos atores implicados

Reafirmou-se a necessidade de maior comprometimento e maior participação dos gestores municipais e estaduais no apoio aos processos de mudanças, com a efetiva co-responsabilização dos gestores do SUS na discussão dos três eixos de mudança apontadas pelo Pró-Saúde. Reconhece-se que tanto na academia como na gestão do SUS existem parceiros, mas também existem resistências aos processos de mudanças.

À semelhança do que foi apontado no II Seminário Nacional do Pró-Saúde I, identificou se uma descontinuidade grande dos participantes da CGL, em especial das SMS em função das mudanças na gestão. Apesar da ainda incipiente participação dos representantes dos Conselhos Municipais de Saúde, esta foi bastante valorizada como um instrumento para oferecer maior estabilidade às relações institucionais, mesmo após mudanças de gestão, devendo haver maior esclarecimento ao controle social sobre o Pró-Saúde.

Papel do MS no acompanhamento e fomento à circulação de informações

Solicita-se maior presença do Ministério da Saúde, através da SGTES e do grupo de apoio ao Pró-Saúde que inclui o CONASS e o CONASEMS junto aos gestores, para ampliar o contato, visando à sensibilização dos atores envolvidos e redução das resistências à participação nos processos de mudanças.

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operacionalização e acompanhamento dos projetos, em suas diferentes etapas e dimensões.

Que se organizem encontros regionais, uma vez que só as diretrizes gerais não são suficientes. O tipo de referência proposta é o apoio matricial aos projetos do Pró-Saúde, em que especialistas em diferentes áreas da formação oferecessem suporte técnico e de gestão para a operacionalização das diretrizes.

Sugeriu-se a realização de encontros periódicos com os atores envolvidos nos projetos de forma descentralizada, tais como oficinas estaduais, regionais e locais.

Os objetivos desses encontros seriam incentivar as SMS a promoverem a interlocução entre os projetos situados em territórios comuns, ouvir os gestores e as IES sobre suas necessidades e demandas, enfim, estabelecer uma relação de troca e apoio.

Nos espaços nacionais deve haver mais atividades que priorizem o intercâmbio entre os projetos, mais trocas entre as regiões do país, organizando os trabalhos de grupo deste modo. Devem-se organizar as exposições a partir dos eixos do Pró-Saúde e não dos programas do MS. Finalmente, propôs se a disponibilização dos projetos do Pró-Saúde na homepage.

Financiamento

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ainda, a possibilidade do uso dos recursos com diárias e passagens para as IES.

Sustentabilidade do Programa

Existe clareza de que as mudanças de concepção e metodológicas não dependem somente de questões financeiras. Porém, como a sensibilização de muitos atores ainda está em processo e várias adesões dependem da obtenção de resultados no curto prazo, é preciso pensar a sustentabilidade do Pró-Saúde independente de recursos adicionais e para isto deve haver um investimento na sensibilização. O desenvolvimento de estratégias de fortalecimento da mobilização social para a implementação do Pró-Saúde concorrerá para que suas diretrizes se tornem uma prática hegemônica, para além de um projeto com tempo e recortes pré-definidos.

Também identificam-se diferenças na construção dos projetos quanto à participação do controle social, algumas vezes sendo inseridos somente porque é obrigatório. Porém, o processo é positivo em relação à mobilização das IES, a aproximação com SMS e CMS, o reconhecimento e inclusão de todas as profissões da Saúde, diversos atores focados na educação. O Pró-Saúde II, ao proporcionar a ida do estudante para o serviço de Pró-Saúde, contribuirá com a educação da população para a Saúde.

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TEMA 2 – MUDANÇAS NO MODELO PEDAGÓGICO

Integração entre cursos e entre disciplinas e novas metodologias de ensino/aprendizagem

Sabemos que o Pró-Saúde II propõe uma mudança no modelo pedagógico, baseado em mais vivências nos serviços e no território, com metodologias ativas de aprendizagem, principalmente a problematização. Existem diferentes experiências e trajetórias nas IES e entre as IES. Nessas diferentes experiências identificam-se grandes dificuldades para promover a integração entre cursos e entre as disciplinas de um mesmo curso, assim como o planejamento conjunto das mudanças pedagógicas. Destaca-se que o Pró-Saúde e o PET-Saúde têm sido dispositivos importantes para apoiar as mudanças institucionais, no sentido de ampliar a integração entre os cursos.

Foram citadas experiências exitosas de participação de cursos fora da área da Saúde, nas atividades nos serviços de Saúde e na comunidade, como Jornalismo e Comunicação, e que esta participação tem favorecido o desenvolvimento de ações intersetoriais. Sugere-se que experiências dessa natureza sejam incorporadas às diretrizes para o conjunto dos projetos.

Sobre metodologia de ensino-aprendizagem, as iniciativas mais estruturadas são as relatadas por algumas instituições que usam a metodologia do PBL na estruturação do currículo. Nesse sentido, foi destacada a necessidade de organização de redes de apoio entre as instituições para discutir os diferentes projetos, promovendo troca de experiências e fomentando linhas de pesquisa interinstitucionais.

Coerência entre os propósitos e os meios

De forma geral, as mudanças no modelo pedagógico estão em transição. Os atores têm muita resistência às mudanças: docentes, discentes e familiares dos alunos, caracterizando um grande desafio a ser enfrentado.

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poder centralizado instituído na organização departamental dificulta a implantação de um currículo mais integrado. Os modelos de gestão colegiada estão caminhando muito lentamente, pois ninguém quer reduzir sua cota de poder. Há um distanciamento entre o currículo escrito e a prática pedagógica, entre o formal e o real, sendo que os professores possuem um alto grau de autonomia para desempenhar suas funções, o que dificulta as mudanças de modelos de gestão e pedagógico.

Como principais desafios para as mudanças metodológicas foram apontados: a sensibilização dos docentes e discentes; rearranjo institucional, com nova organização dos cursos e departamentos; reformas curriculares com ênfase na atenção básica e maior integração entre cursos e disciplinas.

Qualificação docente para o novo modelo pedagógico

A qualificação/participação dos docentes é uma preocupação uníssona. Os alunos convivem em alguns casos com professores que não valorizam os conteúdos da Saúde Coletiva, mostrando despreparo para o exercício da docência dentro dos novos conceitos. Sugere-se que as capacitações dos docentes tenham foco na reflexão crítica sobre suas práticas e sobre o processo de trabalho na IES. Os professores devem aproveitar e valorizar a criatividade dos alunos.

Sem cair no exagero, pode-se dizer que ainda há um grande abismo entre a teoria e a prática. Há vários fatores envolvidos como a resistência dos professores para modificações de suas práticas pedagógicas e a compreensão das suas áreas de conhecimentos voltados para desenvolver uma relação com o SUS de maneira construtiva.

Estratégias de maior envolvimento dos atores envolvidos

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no processo de mudança (docentes, gestores, profissionais, estudantes e da comunidade). Foram sugeridas as seguintes estratégias:

• Cursos de desenvolvimento docente, a exemplo do Curso de Ativadores de Processos de Mudanças para docentes e preceptores da rede que recebe alunos;

• Valorização institucional, nas avaliações realizadas pelo Ministério da Educação (SINAES) das instituições que estão em processo de mudança; • Valorização dos docentes que participam dos processos de mudança nas

avaliações institucionais;

• Realização de seminários e atividades integradoras contabilizando como carga-horária de trabalho;

• Utilizar o processo de mudança como processo formativo dos diversos atores envolvidos.

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TEMA 3 : A INSERÇÃO DOS ALUNOS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Quais as práticas nas quais os alunos estão inseridos, como e por quem tem sido definidas

Destaca-se como questão a ser mais explorada nos encontros o que os estudantes estão realmente fazendo nos serviços, quais são as práticas realizadas, de que forma se relacionam com as equipes, quais são seus desejos e interesses em realizar tais atividades, e o impacto das mudanças na formação dos profissionais.

De maneira geral as instituições apontam as mudanças especialmente nos primeiros anos dos cursos, com inserção nas UBS para discussão de território, promoção e prevenção à saúde. Muitos cursos estão passando por reformas curriculares em que há maior espaço para práticas na Atenção Básica. Existe uma dificuldade para a inserção de novos conteúdos e práticas nos últimos anos e para maior aproximação com a prática clínica nos diferentes cursos. Houve exemplificação de uma IES em que a inserção no serviço de todos os cursos do projeto está ocorrendo, com atuação conjunta e seguimento longitudinal de um mesmo grupo de pacientes durante todo o período do curso.

A participação efetiva dos profissionais da rede na definição das atividades práticas a serem desenvolvidas nos serviços, foi destacada como maneira muito positiva para qualificar e fortalecer a inserção dos estudantes nos serviços. Nesse sentido, teria sido pertinente a participação dos coordenadores do PET-Saúde nas discussões dos grupos, pois auxiliaria nesta reflexão. Foi proposta a realização de seminários entre SMS/CMS/IES para aprofundar o debate e definir as formas de inserção dos alunos nos serviços.

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Cenários de práticas

Este termo está sendo universalmente utilizado, embora “Cenários de práticas” não seja um termo adequado,. Ao incorporar outras profissões que não apenas as inseridas na equipe da Saúde da Família, o Pró-Saúde II acrescenta mais um desafio, que é a inserção destes cursos em novos cenários, sobretudo porque estes profissionais não estão tradicionalmente na UBS (Biologia, Farmácia, Fisioterapia e outros). Já se identificava esta complexidade no Pró-Saúde I, e o Pró-Saúde II acrescenta a necessidade de buscarmos novas alternativas na organização dos serviços e a incorporação crítica das profissões no SUS, de modo a não contribuir para reforçar o modelo de especialização precoce.

Além disso, existe a necessidade da inserção dos alunos em outros cenários de práticas além das UBS, tais como CAPS, NASF, etc., com uma atuação em rede, incluindo os demais serviços e níveis de atenção. Em alguns cursos, como por exemplo, Fonoaudiologia, pode-se pensar em cenários para além da área da Saúde, como escolas e creches.

Outros pontos debatidos foram os relativos ao perfil dos alunos, os quais algumas vezes resistem em ir para a rede de Atenção Básica. A atividade curricular obrigatória nesta rede durante todo o curso de graduação, talvez pudesse atuar como ferramenta para a superação da resistência dos alunos. Os alunos presentes afirmam que depois que a prática se desenvolve, ficam apaixonados pela rede de atenção básica!

Em um dos grupos, um aluno questionou o que chamou de “mitificação da Atenção Básica”, dizendo que os professores e os gestores do SUS temem ampliar e aprofundar o debate sobre a especialização e os demais níveis de atenção no SUS, no contexto da formação. Essa colocação causou um furor nos docentes e gestores, o que demonstra a necessidade de enfrentamento dessa discussão sem excessos emocionais.

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A realização de encontros regionais para a apresentação mais detalhada dos projetos, em especial dos arranjos encontrados pelas instituições para a inserção dos estudantes na rede de maneira mais prática, foi uma das sugestões para esse tema.

Viabilidade das práticas nos serviços

Há dificuldades por parte dos profissionais da rede para assumirem papel na formação dos alunos. Muitos não estão preparados para apoiar os estágios, não são contratados para isto, e muitas vezes também baseiam sua prática no modelo biomédico, com resistência para modificar o seu processo de trabalho. A gestão também tem parte da responsabilidade na construção desse abismo quando produz uma relação muito ruim com o profissional, na busca de produtividade para cumprir metas e pactos. Em algumas instituições são apontadas dificuldades com a SMS em relação ao entendimento das atividades desenvolvidas nos serviços de Saúde.

Nesse sentido, o PET-Saúde novamente surge como uma importante estratégia de ampliar a viabilidade do Pró-Saúde e da reorientação da formação profissional na área, ainda que não abranja todos os projetos. Entre as propostas relacionadas ao PET-Saúde, estão a inclusão do Agente Comunitário de Saúde no programa e a possibilidade de integração do mestrado profissional com o PET-Saúde e Pró-Saúde, com critérios de avaliação viáveis.

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CONCLUSÃO

Apesar do tempo restrito para a discussão nos grupos, foi possível apreender-se o atual estágio dos participantes dos projetos do Pró-Saúde II acerca da familiaridade com a dinâmica do programa, assim como foi possível ocorrer troca de experiências entre os que estavam iniciando e aqueles inseridos no Pró-Saúde I, os quais possuíam mais vivência no tema da reorientação profissional.

O fato de que as mudanças precisam acontecer sem interromper as atividades de ensino e de assistência, leva a um tempo maior de maturação dos resultados. Como sub-produto, nos grandes encontros os problemas acabam superando as conquistas e os avanços; daí a demanda reiterada para que ocorram encontros com mais troca de experiências operacionais, sobre o como fazer. Uma das virtudes deste I Seminário Nacional do Pró-Saúde II foi a apresentação de experiências exitosas, muito didáticas, mas que estiveram mais afeitas à gestão e menos às mudanças pedagógicas e práticas nos serviços.

Sugerimos que as políticas prioritárias do MS sejam trabalhadas mais articuladamente entre si, podendo inclusive serem apresentadas dentro de experiências de mudanças na IES e no serviço, como humanização, assistência farmacêutica, redução da mortalidade materna e infantil, na rede básica e em outros equipamentos de saúde.

O que se percebe é que a cada novo seminário cresce a massa crítica participante e vai se constituindo um coletivo convicto da necessidade de oferecer aos alunos a possibilidade de vivenciar experiências significativas na formação profissional, adquirir novas habilidades, atitudes éticas e compreensão dos problemas de saúde.

V – ESTÁGIO DETALHADO DE CADA PROJETO

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REGIÃO SUL

Curso Gestão do Projeto Mudanças Pedagógicas Atividades nos serviços

UFSC

- Comissão Única em processo de organização envolvendo todos os participantes do Pró-saúde II.

- Realização de dois Seminários Pró-Saúde II envolvendo docentes e profissionais do serviço.

- Inserção regionalizada através na rede docente-assistencial.

- Representantes das profissões se apropriando do projeto na SMS e se organizando para definir as práticas dos alunos.

- O Pró-Saúde fortaleceu as mudanças no modelo pedagógico baseadas na inserção precoce na prática e integração interdisciplinar.

- Mudanças no modelo pedagógico feitas através de várias alterações curriculares e com capacitações sobre metodologias ativas.

- Currículo com eixo central e disciplinas articuladas.

- Dificuldade de integração entre disciplinas e cursos.

- Em Odontologia e Farmácia já havia inserção, agora em número maior.

- Serviço social em articulação com os NASF.

- Psicologia em CAPS e Centros de Saúde.

- Educação Física: programa Floripa Ativa. - Nutrição realiza atividades em três Centros de Saúde, se adaptando ao modelo de matriciamento.

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Chapecó

- Interação entre SMS e cursos tem sido viabilizada pela coordenação geral.

- Comitê gestor com reuniões mensais. - PET-Saúde e Pró-Saúde favoreceram a compressão e adesão dos diferentes atores na gestão.

- Diálogo com as bases. Permanece desafio para ampliar a participação dos diferentes segmentos.

- Participação dos profissionais dos serviços em

atividades de ensino e pesquisa.

- Necessário ampliar atividades teórico - práticas interdisciplinares.

- Cursos de formação docentes visando implementação de metodologias ativas. - Currículos com disciplinas articuladoras, núcleos ou módulos.

- Necessidade de promover estratégias que possibilitem interação efetiva entre cursos, centros, etc.

- Desafio: participação da rede no planejamento dos projetos pedagógicos e atividades teórico – práticas

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Unisul

- CGL existente, com coordenador de projeto, coordenadores de cursos, representantes da SMS e um professor por curso.

- CGL com reuniões mensais, planejamento e avaliação das atividades.

- Sem participação das CIES.

- Realização de seminários envolvendo os diferentes atores.

- Currículo sem alterações estruturais, mas com mudanças funcionais.

- Integração entre cursos com seminários comuns a todos.

- Compartilhamento dos resultados das atividades realizadas entre cursos.

- Agregaram-se conteúdos e atividades práticas voltadas para as políticas públicas de saúde (SUS e ESF).

- Articulação envolvendo sete cursos da área da Saúde.

- Integração dentro dos próprios cursos através de oficinas de planejamento de atividades.

- Participação dos atores nas atividades teórico-práticas na UBS.

- Troca de experiências entre alunos, professores e trabalhadores do SUS. - Pró- Saúde envolvendo diferentes cursos fortaleceu trabalho em equipe para acompanhamento de casos e construção de projetos coletivos.

UEL

- CGL ativa.

- Colegiados dos três cursos

- Representação dos municípios, comunidade e discentes.

- Convênios realizados através da universidade aumentaram a burocracia. - CMS acompanha as atividades e participa da construção.

- Construção coletiva do projeto integrado com Pró-Saúde envolvendo Medicina e Odontologia.

- Os cinco cursos estão em estágios diferentes.

- Enfermagem: problematização e PBL. - Fisioterapia: implementação de disciplina de saúde pública.

- Farmácia: currículo tradicional e módulo de integração escola-serviço-comunidade. - Dificuldade de integração entre docentes (resistentes às mudanças).

- Boa integração com o serviço.

- Atividades na AB com alguns cursos mais avançados (Enfermagem), Farmácia vem crescendo e Fisioterapia no início. - Profissionais dos serviços atuando como preceptores.

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UEM

- CGL em fase de implementação.

- Em funcionamento comitê de acompanhamento (Medicina, odontologia e Enfermagem).

- Participação ativa no conselho local.

- Currículo não é integrado e nem utiliza metodologias problematizadoras.

- Tem momentos de integração por meio de seminários de integração.

- Capacitação em metodologias ativas antes da implementação de novo currículo.

- Ações problematizadoras têm diminuído as resistências às mudanças.

- Participação de várias disciplinas e alguns departamentos.

- Atividades de Clínica e de Saúde Coletiva desenvolvidas desde o início do curso.

- Incipiente ênfase em Saúde Coletiva. - Participação em vários projetos: Mãe-Canguru, Banco de Leite, Médicos da Graça, Vila Rural, Asilo e Parto Humanizado.

- Boa integração com as equipes dos serviços.

FURB

- Portaria municipal publicada com nomeação da Comissão de Gestão Local. - Representação do Conselho Municipal de Saúde, Secretaria, Universidade, alunos. - Reuniões semanais.

- Modelo do espelho: para cada curso há um representante da categorial profissional pela secretaria.

- CIES: sem relação.

- Realização de seminário para discutir integração ensino-serviço.

- Perspectiva de mudança curricular integrada com a construção de projeto pedagógico, a partir das principais políticas e diretrizes.

- Integração entre cursos e disciplinas através de eixos articuladores, módulos e projetos.

- Utilização de metodologias de problematização e projetos de pesquisa no ensino.

- Política de formação institucional e para Centros de Saúde.

- Assessoria pedagógica através de oficinas e seminários.

- Inserção na AB presente de forma variável, conforme curso (Medicina e Enfermagem com maior ênfase).

- Falta de integração entre os cursos no trabalho.

- Estrutura física das unidades ainda não adequada para comportar alunos.

- Resistência de alguns profissionais da rede para receber alunos.

(43)

Univali

- Comissão integrada com 8 cursos. - Contato inicial com CIES.

- Alunos sensibilizados.

- Mudança na gestão municipal promoveu re-organização da rede e mudança dos representantes do Conselho Municipal de Saúde e da Secretaria.

- Realização de dois seminários de acompanhamento e avaliação do Pró-Saúde I.

- Preparação de formação para rede e professores.

- Formação continuada de docentes. - Atividades intercursos: processo saúde-doença, planejamento de estágios e disciplinas.

- Oficinas intercursos para análise dos projetos pedagógicos.

- Auxílio na re-estruturação das unidades após perda de matérias por conta das enchentes.

- Planejamento conjunto e pactuação com a rede das atividades a serem desenvolvidas nos serviços.

Univilli - Não esteve presente na atividade.

Universidade de Santa Maria- USM

- Existe grupo interdisciplinar (docentes, discentes, Município e Controle Social) na condução do projeto.

- Existe uma cartilha de divulgação do Pró-Saúde II.

- Participação efetiva nas CIES Regional. - Plena Integração com o COGERE.

- Gestão do projeto coletiva atendendo as demandas da IES e da SMS, com reuniões quinzenais.

- Resistência por parte dos docentes quanto as mudanças propostas no modelo pedagógico.

- Em processo a integração das grades curriculares entre os cursos.

- Baixa participação dos Docentes e Discentes no processo e

- Já é realizada uma Semana Acadêmica Integrada.

- Já ocorre a inserção dos alunos nas UBS e ESF.

- Verificada a dificuldade em trabalhar em equipe em função do Modelo Hegemônico. - Existe maior inserção da Medicina e Enfermagem proporcionalmente aos demais cursos.

- Carência de espaços físicos adequados para executar as ações de ensino e de assistência.

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Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

- Comissão Gestora Local está em Processo de Implantação.

- Pouca sensibilização dos atores ao Pró-Saúde II.

- Modelo envolve três “esferas de gestão (Federal, Municipal e Privado) acarretando problemas de Gestão.

- CIES com baixo comprometimento com o Pró-Saúde II.

- Participação de variados responsáveis pelos parceiros nas reuniões, não permitindo um processo contínuo de responsabilização e prestação de contas. - Não reconhecimento do “Controle Social” como cenário de formação.

- Baixa adesão dos docentes as práticas de formação na Atenção Básica.

- Modelo Departamental não contempla a integralidade das ações e da formação. - Baixo investimento na qualificação dos docentes.

- Mudanças nos currículos são incipientes as necessidades do projeto.

- Existe a necessidade de valorizar e reconhecer as ações de ensino e extensão como produção docente.

- Atividades de ensino dissociada da prática.

- Falta de compreensão por parte dos discentes e docentes do que vem ser o conceito de atenção integral.

-

Universidade Santa Cruz

do Sul

- Comissão Gestora do Pró-Saúde II é a mesma do I.

- Existe proposta de estruturação de nova Comissão com ampliação dos atores e de contato com a CIES.

- Dificuldade de realizar discussões entre os discentes e dar continuidade a representação nos Colegiados Gestores dos projetos.

- Existem diversas ações com o intuito de ampliar as mudanças pedagógicas (aula inaugural coletiva dos cursos de Saúde, Semana Acadêmica Integrada, criação da Coordenação Acadêmica de Cenários de práticas comunitárias, capacitação dos docentes em práticas integrativas e propostas de disciplinas comuns aos alunos dos cursos da Saúde).

- Reunião semestral entre os profissionais da Atenção básica, os docentes e representantes do projeto .

- Existe planejamento das atividades e cronogramas das práticas com as Equipes de Saúde da Família.

- Existe participação dos discentes no planejamento da Rede Básica de Saúde; - É realizado “Seminário Integrador” dos alunos nas unidades de saúde.

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Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

- Fase de implantação da Comissão Gestora – dia 14 de abril de 2009 será a primeira reunião com frequência mensal.

- Em processo de readequação dos projetos após o corte. Ação realizada pela IES/SMS (15 projetos, 8 cursos e 15 cenários de práticas).

-Formação de um “QG” com equipamentos que servirão de banco de dados do projeto para estudos permanentes.

- Oito cursos atuando integradamente os conteúdos através da tutoria multiprofissional do PET-Saúde.

-mExistência de disciplinas e estágios vinculados ao problema de saúde em diferentes cenários de prática e do controle social e Diretrizes curriculares novas direcionadas à Atenção Básica.

- Os alunos acompanham as atividades de grupos multidisciplinares nos serviços. - O método utilizado para os trabalhos é o da “Problematização”.

Universidade Católica de Pelotas

- O Convênio foi assinado recentemente. - A CGL está articulada.

- Os atores já foram envolvidos e Relação com a CIES é ainda incipiente.

- Existe um novo currículo com maior integração entre disciplinas e docentes. - Currículo dos cursos de acordo com as DCN.

- Existem disciplinas comuns entre os cursos e em processo inicial de integração das turmas.

- Falta capacitação do docente para a nova realidade.

- Existe uma inserção precoce do discente nas UBS.

- Existe resistência inicial dos profissionais da rede de saúde.

- Pouco contato com as Equipes de Saúde da Família.

- Alunos nas UBS sem integração multiprofissional.

Centro Universitário

Franciscano – UNIFRA

- Comissão Gestora Local constituída ( reuniões semanais, puta prévia e atas atualizadas, regimento interno aprovado no CMS).

- Projetos aprovados na CIES. - Participação dos discentes discreta.

- Criada comissão de avaliação curricular. - Processo de nova matriz curricular em processo e Sensibilização e capacitação dos docentes em ciclos de palestras e oficinas do Pró-Saúde II (Utilização de Metodologias ativas e críticas).

-É histórica a inserção dos alunos da instituição nos serviços antes mesmo dos Pró – Saúde.

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Universidade Federal de

Pelotas

- O Coordenador do projeto participa na CIES.

- Gestão do projeto é compartilhada e pactuada com a SMS.

- O Projeto foi encaminhado ao Conselho Municipal de Saúde aguardando aprovação.

- Existe resistência interna às mudanças na graduação.

- Utilização de metodologia ativa no processo ensino aprendizagem.

- O projeto pedagógico com ênfase na Atenção Básica (primeira turma 2009).

- Profissionais da Rede de Saúde foram contratados para a Rede de Educação Permanente.

- Existe espaço para troca de saberes. - Existe inserção precoce do aluno no cenário de práticas no mundo do trabalho e possibilidade de construção de trabalhos acadêmicos em espaços reais.

Universidade de Passo

Fundo

- A revisão do Regimento Interno pela inserção do Pró-Saúde II e do PET-Saúde em processo.

- O Grupo executivo é formado por docentes, discentes, a gestão municipal, Controle Social, Tutores, Preceptores, Monitores e representantes do CIES . - É estudada a ampliação da Comissão Gestora Local do Pró-Saúde II.

- Está em processo de reformulação todos os currículos da área da Saúde.

- A reforma curricular visa contemplar as políticas estratégicas prioritárias do SUS. - Foi criado o Núcleo de Integração dos Cursos da área da Saúde.

- Existem ações multidisciplinares e específicas de cada curso.

(47)

REGIÃO NORDESTE E REGIÃO NORTE

INSTITUIÇÃO Gestão do projeto Mudança no modelo pedagógico Inserção dos alunos nos serviços

UFPB

- Encontros mensais sistemáticos com reuniões extraordinárias de acordo com a necessidade.

- Coordenadores do Pró-Saúde I e II; Coordenadores dos cursos (Odontologia, Enfermagem, Medicina, Fisioterapia, Educação Física, Farmácia e Nutrição) participação do estudante ,conselho e gestão municipal. - Fragilidade na participação sistemática dos autores da CGL.

- Currículos individualizados/não - integrados - encaminhada oficina de discussão dos programas dos cursos para 30 e 31 de março.

- Iniciativas pontuais de metodologias ativas. - Encaminhada oficina sobre as atividades de práticas para discussão de metodologia ativas com os professores dos cursos.

-Não há interação instituída entre os departamentos, mas iniciando a discussão na comissão dentro do CGL.

- Implementação da rede escola; inserção do módulo horizontal da Medicina na rede; pactuação semestral dos cenários de prática na rede municipal frágil.

- Integração com equipes: módulo horizontal Med , saúde coletiva inicialmente pontual. Fragilidade de integração entre cursos no mesmo cenário e com equipe; inserção de cenário PET , RMSF, RMFC nos cenário do Pró-Saúde I e II.

- Cenário de práticas instituídos do Pró-Saúde vão receber estudantes de todos os cursos – em construção; ainda não há inserção da Educação Física nos cenários de práticas da saúde - em discussão.

UFAL FSCS ALAGOAS

- Comissão gestora local estabelecida, precisando de melhorias na articulação.

- CGL estabelecida (UFAL/UNCISAL); relação com CIES incipiente (UFAL).

- Cronograma de reuniões estabelecido (mensal) com pauta Pró-Saúde.

- Aplicação dos recursos precisam ser mais socializada.

- Programas reorientados de acordo com as diretrizes curriculares (escrita); falta de integração entre os cursos; capacitação inadequada de docentes em metodologias ativas.

- Falta de integração entre as disciplinas. - Resistência dos docentes a novas metodologias;

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UFPE

- Formação de uma CGL única (Pró-Saúde I e II);dificuldade de articulação dentro da CGL devido ao acúmulo de tarefas; relacionamento do PET.

- Dos 8 cursos participantes do projeto, dois

já estão com a reforma curricular aprovada. - Seminário agendado do Pró-Saúde I, PET-Saúde e residência (determinantes de saúde); integração entre Pró-Saúde, PET-Saúde, residência multiprofissional; integração serviço e IES (construção do projeto e inserção dos estudantes).

UFRO

- CGL: ainda não foi constituída porque o projeto só teve início agora.

- A CGL não está funcionando; já foram realizadas iniciativas no sentido de pactuar a integração ensino-serviço.

- Está prevista a participação dos alunos dos cursos envolvidos, representantes de cada unidade de saúde, docentes e gestão.

- Integração entre cursos através dos determinantes do processo saúde/ doença. Não há divisão departamental; há fragmentação disciplinar; é condição “sine qua non” para avançarmos na IES. O projeto local prevê recursos para tal.

- Todas as atividades práticas são desenvolvidas na rede pública; no entanto ocorre uma forte concentração destas atividades em ambiente hospitalar; na Saúde coletiva, predominam as atividades teóricas, em detrimento das práticas. - Baixa integração com equipes dos serviços com o PET-Saúde, existem perspectivas de mudanças.

UEPA

- Sem participação do controle social na comissão gestora.

- Repasse dos recursos financeiros para a UEPA ainda não foi efetivado.

- Mudanças concomitantes dos modelos pedagógicos e assistencial; construção do diagnóstico e plano de saúde das áreas das ESF com participação docente, discente, comunidade e profissional do serviço ; plano de ensino e pesquisa são fundamentados nos planos de saúde elaborados com a participação popular; Atenção Primária em Saúde com desenvolvimento de ações pelos atores dos 4 cursos; utilização das metodologias ativas de aprendizagem na execução das atividades do processo ensino-aprendizagem

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UFRR

Não participou do grupo.

UPE Não participou do grupo - esteve presente apenas uma aluna que não faz parte da CGL.

UFBA de

Vitoria da

Conquista não compareceu.

UFBA:

Universidade Federal da Bahia.

- Instalação da Comissão Gestora Local e coordenação executiva. - Estratégias de sensibilização dos atores e apresentação dos projetos.

-Colegiado de Gestão Microrregional implantado em Salvador, articulação para implantação do CIES.

- Adoção de múltiplas estratégias de sensibilização para os diferentes atores.

Integração entre as IES e os serviços.

- Criação das atividades curriculares de campo (CCS) com atuação no SUS com o tema violência – comum a todos os cursos. - Articulação interdisciplinar em cursos e com os serviços. Criação de Institutos de Bacharelado Interdisciplinar.

- Falta de integração entre as unidades e os modelos de gestão.

Imagem

Foto : Dra. Jeanne Liliane Marlene Michel – Coordenadora Geral da Residência de Saúde/SESU/MEC

Referências

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