1. Resumo:
O objetivo precípuo desse estudo foi analisar o sofrimento psíquico e social de jovens desempregados, perante a atual crise sanitária e política mundial, devido ao distanciamento social ocasionado pelo Covid-19, agravando ainda mais a situação de desemprego, principalmente no que diz respeito aos jovens. Os jovens foram convidados em suas redes sociais a participar da pesquisa de modo remoto, por meio da resposta a um formulário online (formulário Google). Entre os dias 01 e 28 de Julho de 2020, 201 jovens entre 18 e 25 anos de idade em situação de desemprego, responderam a Escala Para Avaliação de Sofrimento Psíquico-Social de Trabalhadores Desempregados, validada, e um questionário elaborado pelas próprias autoras. Obteve-se como resultados que a maioria da amostra é composta por mulheres, estudantes, desempregados que já trabalharam antes, não beneficiários de programas do governo, por jovens que aceitariam trabalhar em homeoffice ou fora de casa, mesmo em um momento de pandemia. A pontuação média de sofrimento psíquico foi maior que o sofrimento social, indicando que eles sofrem predominantemente de questões internas padecendo com maior intensidade de sentimentos relacionados à angústia, vergonha, medo e desânimo que corresponde ao fator de sofrimento psíquico. Foi verificado que tanto o sofrimento psíquico quanto o social são maiores no grupo de jovens que já trabalharam se comparado aos que nunca labutaram, indicando que houve uma diferença significativa, pois quem já trabalhou antes sofre mais do que quem nunca trabalhou.
Palavras-chave: Jovem; Desemprego; Sofrimento Psíquico e Social;
Pandemia; Covid-19.
2. Introdução:
Este projeto de pesquisa insere-se em um dos ramos do projeto guarda-chuva intitulado “Impactos Psicológicos do desemprego “iniciado em 2018 pelas professoras orientadoras, com o objetivo principal de buscar evidências de validade da escala de Sofrimento Psíquico e Social de Trabalhadores Desempregados em sua versão online.
O emprego (trabalho) faz parte da estrutura do psiquismo humano e contribui para a construção da identidade pessoal, social e profissional do indivíduo. Essa atividade proporciona ao sujeito oportunidades de: reconhecimento, autorrealização,
relações com outras pessoas, bem como uma fonte de renda (Lima & Gomes, 2010).
O desemprego é visto como a ausência do trabalho e a busca dele, tendo o sujeito disponibilidade para realizá-lo (Oliveira & Mendes, 2014). Para os desempregados, essa condição de estar dentro desse fenômeno é tida como uma experiência, na qual o indivíduo sente-se desamparado, excluído, isento de perspectiva, amedrontado e impotente diante das suas próprias capacidades (Abs &
Monteiro, 2010).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2020), no início do segundo trimestre de 2020, a taxa de desocupação foi de 12,9 milhões de pessoas, 10,5% a mais em relação ao trimestre anterior. Constata ainda que, entre os jovens de 18 à 24 anos, o desemprego passou de 23,8% do último trimestre de 2019 para 27,1% no primeiro trimestre de 2020, e no nordeste chegou a 34,1%
(Abdala, 2020). Alguns Estados visitados pelo IBGE, já constavam na base de dados, da PNAD (Pesquisa Nacional de Dados) contínua, mas em função da pandemia de Covid-19, e de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, o IBGE interrompeu a coleta de dados presencial das pesquisas em 17 de março de 2020. Desde então, foi instituído um plano de contingência para manter a coleta das informações das pesquisas por telefone.
O desemprego afeta mais intensamente trabalhadores jovens, que têm menor grau de escolaridade e são menos experientes no mercado de trabalho, principalmente se o jovem advém de famílias com menor poder aquisitivo (Cacciamali & Tatei, 2017). Sendo assim, possuem maior risco de desenvolverem distúrbios psicossociais, exatamente no momento em que estes jovens definem suas identidades pessoais e ocupacionais (Veiga & Silva, 2007).
O desemprego afeta os indivíduos que o experienciam, nas esferas da vida:
social, psicológica, moral, na construção da sua singularidade e do seu meio. Este fenômeno impede que o sujeito se entenda como produtor da sua história de vida (Veiga & Silva, 2007).
Veiga e Silva (2007) afirmam que:
As experiências do trabalhador desempregado envolvem dois aspectos distintos, de um lado, o sofrimento psíquico, o qual engloba vivências de angústia, tristeza, vergonha; por outro lado, tem-se o sofrimento social, o qual trata de aspectos no campo social, como o afastamento dos colegas, dificuldade em fazer novos amigos. (p. 17)
Dentre as consequências psíquicas geradas pelo desemprego e que produzem inúmeros sentimentos negativos relativos ao sofrimento dos indivíduos desempregados, de acordo com Veiga e Silva (2007) envolvem: “desespero, perda da esperança e medo de não encontrar um novo trabalho, sensação de desamparo e desorientação, revolta, tristeza, inutilidade e vergonha” (p. 18).
Foi aprovada em julho de 2017, por iniciativa do Governo Federal, a reforma da legislação trabalhista, com profundas e surpreendentes modificações nas regras e princípios jurídicos. Há forte resistência à sua aplicação nos sindicatos, no Poder Judiciário, no Ministério Público e mesmo nos órgãos de fiscalização do Governo Federal, por entenderem que as novas leis aumentam o poder de gestão do empregador, o que acaba desfavorecendo o desempregado (Amorim, 2018). O crescimento do desemprego e do trabalho informal mostra que a realidade se revoltou contra a rigidez da legislação trabalhista e alguns objetivos da mudança podem justificar essa situação, como por exemplo: segurança jurídica; maior liberdade individual de contratação; redução do custo do trabalho; reconhecimento das formas atípicas de trabalho; liberdade de terceirização; redução do ativismo judicial.
3. Objetivo do Estudo
O objetivo geral deste trabalho foi identificar o nível do sofrimento psíquico e sofrimento social da amostra de jovens desempregados, comparar a intensidade destes dois tipos de sofrimento e verificar se havia diferença entre ambos em relação aos desempregados que nunca tiveram um emprego e os que já tiveram um emprego com carteira assinada.
4. Metodologia
Trata-se de uma pesquisa Descritiva, Transversal e com abordagem Quantitativa.
5. Desenvolvimento
Participaram 201 jovens entre 18 e 25 anos de idade, em situação de desemprego, de ambos os sexos, com qualquer nível de escolaridade e qualquer situação conjugal, beneficiários ou não de programas do governo, que já tiveram ou não experiência de trabalho. Esses participantes são usuários de redes sociais que
responderam aos instrumentos por meio do Google Forms (Google Formulários) no período de 01 até 28 de Julho de 2020.
Foram utilizados a Escala Para Avaliação de Sofrimento Psíquico-Social de Trabalhadores Desempregados, construída e validada por Veiga e Silva (2007) e um questionário. A escala contém 15 itens, que identifica dois fatores: o sofrimento interno que corresponde ao sofrimento psíquico, cujo conteúdo trata das experiências associadas ao desemprego como angústia, desânimo, ansiedade e tristeza e o sofrimento social relacionado às vivências de sofrimento nas relações sociais, apresenta questões que revelam ser o desemprego o propulsor de dificuldades de ordem social. É uma escala do tipo Likert de cinco pontos, sendo: (1) nunca, (2) raramente, (3) às vezes, (4) frequentemente e (5) sempre, sendo que quanto maior a pontuação, mais sofrimento psíquico-social.
O questionário foi elaborado pelas autoras desta pesquisa, composto por 17 itens, e teve como objetivo obter conhecimento sobre a situação do indivíduo em relação ao desemprego.
O Projeto de Pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da universidade (parecer número 4.099.394, CAAE 33530720.5.0000.0089). O participante foi convidado através das redes sociais WhatsApp ou Facebook a participar da pesquisa, tendo acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), o participante interessado selecionou o “Li, compreendi e tenho interesse em participar” e foi direcionado para responder o questionário e posteriormente para a escala.
Os dados foram analisados com SPSS (Statiscal Package for Social Science), versão 21.0 e o nível de significância adotado foi de 0,05. Foi utilizado o teste t para amostras pareadas e para amostras independentes.
6. Resultados e Discussão
Participaram da amostra 201 indivíduos e pode ser observado na Tabela 1, a maioria das pessoas da amostra são do sexo feminino, de etnia branca, solteiro e sem filhos. Em relação à escolaridade, prevaleceram estudantes com ensino superior incompleto. Quando perguntado se havia na casa outras pessoas desempregadas, é possível observar que há voluntários que são os únicos desempregados na residência, enquanto há outros cujas famílias têm mais desempregados. A maioria dos voluntários respondeu que aceitariam trabalhar tanto
em homeoffice como fora de casa, o que mostra a necessidade de adquirir um trabalho, mesmo em um momento de alta na proliferação do vírus COVID-19.
Tabela 1
Perfil da Amostra
Características n %
Sexo
Feminino 185 92,0%
Masculino 16 8,0%
Etnia
Amarelo 5 2,5%
Branco 124 61,7%
Índio 1 0,5%
Pardo 51 25,4%
Preto 20 10,0%
Estado Civil
Casado (a) 3 1,5%
Noivo (a) 3 1,5%
Solteiro (a) 195 97,0%
Possui Filhos
Sim 4 2,0%
Não 197 98,0%
Escolaridade
Médio completo 47 23,4%
Médio incompleto 4 2,0%
Superior completo 5 2,5%
Superior incompleto 145 72,1%
Estuda
Sim 185 92,0%
Não 16 8,0%
Desempregados na casa (com exceção do voluntário)
0,0 82 40,8%
1,0 75 37,3%
2,0 25 12,4%
3,0 16 8,0%
4,0 1 0,5%
Oportunidade de Emprego em Pandemia
Homeoffice ou Fora de casa 141 70,1%
Somente Homeoffice 55 27,4%
Somente fora de casa 5 2,5%
Como pode ser observado na Tabela 2, o grupo de pessoas da amostra que está procurando emprego é composta em sua maioria por pessoas que já trabalharam, mas estão desempregadas, que aceitariam oportunidades de trabalhos em homeoffice ou fora de casa durante a pandemia, não sendo beneficiários de programas do governo e estão estudando.
Tabela 2
Características da condição de desemprego
Procurando Emprego
Não está Procurando
Emprego Total Já trabalhou
Nunca trabalhou 38 25 63
Já trabalhou, está
desempregado 103 29 132
Nunca formalmente 5 1 6
Oportunidade de Emprego na pandemia
Homeoffice ou Fora de casa 117 24 141
Somente Homeoffice 25 30 55
Somente fora de casa 4 1 5
Beneficiário de Programa do Governo
Sim 34 5 39
Não 112 50 162
Estuda
Sim 133 52 185
Não 13 3 16
De acordo com a Tabela 3, a pontuação de sofrimento psíquico foi estatisticamente maior que a pontuação do sofrimento social, indicando que o sofrimento psíquico é maior nos participantes, o que corrobora com os resultados de Schmidt, Januário e Rotoli (2018) que afirmam que o desemprego provoca consequências psicológicas nos desempregados, na dimensão do sofrimento
psíquico, enquanto na dimensão do sofrimento social, as frequências do impacto foram menos expressivas. Este resultado é semelhante ao estudo de Rodrigues, Silva, Martins e Alves (2018), no qual o sofrimento psíquico é maior do que o sofrimento social de trabalhadores desempregados, observando que eles sofrem predominantemente de questões internas padecendo com maior intensidade de sentimentos relacionados à angustia, vergonha, medo e desânimo que corresponde ao fator de sofrimento psíquico.
Tabela 3
Comparação de Pontuação de Sofrimento Psíquico e Sofrimento Social
Fatores N M DP t p
F1 - Sofrimento Psíquico 223 3,5 0,99
30,050 <0,001 F2 - Sofrimento Social 223 1,9 0,78
De acordo com a Tabela 4, houve diferença significativa na pontuação média de sofrimento psíquico e também no sofrimento social de quem nunca trabalhou quando comparado com quem já trabalhou e está desempregado, indicando que os participantes que já trabalharam têm o sofrimento maior do que os que estão desempregados e nunca trabalharam. De acordo com Lima e Gomes (2010), ao se encontrarem fora do modo de produção capitalista, surgem principalmente os sentimentos de inutilidade e desprestígio perante à família e à sociedade.
Tabela 4
Média, desvio padrão e teste t da pontuação de sofrimento psíquico e social por histórico de trabalho.
Comparação
entre Grupos N M DP t p
Sofrimento Psíquico
Nunca trabalhou 69 3,12 1,09
-3,992 <0,001 Já trabalhou 154 3,68 0,90
Sofrimento Social
Nunca trabalhou 69 1,44 0,53
-7,338 <0,001 Já trabalhou 154 2,10 0,79
7. Considerações Finais
O objetivo precípuo desse estudo foi analisar o sofrimento psíquico e social de jovens desempregados, perante a atual crise sanitária e política mundial, devido à pandemia causada pelo Covid-19 impondo a quarentena que consequentemente gerou uma crise econômica que culminou no aumento do desemprego. Participaram 201 jovens por meio de redes sociais que responderam aos instrumentos através do Google Forms (Google Formulários) devido à pandemia de Covid-19. Foi verificado que a maioria dos participantes foi do sexo feminino, etnia branca, estudantes e com Ensino Superior Incompleto. A maior parte dos voluntários aceitaria trabalhar em homeoffice ou fora de casa. Houve na pesquisa, uma predominância de respondentes que já trabalharam, mas que no momento da pesquisa estavam desempregados e que não são beneficiários de programas do governo. O sofrimento psíquico é maior nos participantes se comparado ao sofrimento social. Os respondentes que já trabalharam têm o sofrimento psíquico maior do que os que estão desempregados e nunca trabalharam.
Nossa hipótese era que teria um nível alto de sofrimento tanto psíquico como social, sendo agravado pelas condições atuais da sociedade mundial provocadas pela Covid-19. No entanto, diante dos resultados da pesquisa de Schmidt, Januário e Rotoli (2018) foi possível perceber que o nível de sofrimento psíquico já era maior, se comparado ao social, antes mesmo da pandemia, eles explicam que:
Estes resultados confirmam que o desemprego pode gerar uma desorganização e desagregação na identidade construída pelo individuo, trazendo consequências a sua saúde mental, tais como:
sentimento de vergonha, incapacidade, tornar-se dependente de alguém ou de uma ajuda. Em relação ao sofrimento social, o impacto foi menor, pois a família e os amigos servem de apoio e motivação para o individuo desempregado ir em busca de um novo trabalho.
(p.83)
É importante ressaltar que o trabalho está arraigado na identidade do indivíduo que já experienciou um emprego, ao contrário dos jovens que não tiveram esta vivência. Este estudo teve como foco os jovens, e evidenciamos a importância de que sejam feitos mais estudos com este público acerca deste tema tão atual e que tem causado grande impacto na vida dos jovens desempregados.
8. Fontes de Consultadas.
Abdala, V. (2020). IBE: taxa de desemprego de jovens atinge 27,1% no primeiro
trimestre. Agência Brasil. Recuperado de
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-05/ibge-taxa-de- desemprego-de-jovens-atinge-271-no-primeiro-trimestre
Abs, D., & Monteiro, J. K. (2010). Práticas da Psicologia clínica em face do sofrimento psíquico causado pelo desemprego contemporâneo. Psicologia em
Estudo, 15, 419-426. Recuperado de
https://www.scielo.br/pdf/pe/v15n2/a21v15n2.pdf
Alvim, M. (2020, 03 de Abril). Entre novo emprego e exposição ao coronavírus: os dois lados da oferta de vagas na saúde. BBC news. Recuperado de https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52146697
Amorim, R.L.C. (2018) Moderns reformas laborais redução do intervencionismo estatal:aumento do poder de gestão do empregador. Revista do Tribunal Superior do Trabalho: Vol. 84, n° 3 (jul./ set. 2018) https://hdl.handle.net/20.500.12178/147013
Cacciamali, M. C., & Tatei, F. (2017). Impacto do desemprego e da informalidade sobre a empregabilidade e a renda futura do jovem. Boletim Regional, Urbano
e Ambiental, 16, 57–69. Recuperado de
http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7939/1/BRU_n16_Impacto.pdf Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2020). Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios Contínua.
:https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia- de-noticias/releases/27534-pnad-continua-taxa-de-desocupacao-e-de-12-2-e- taxa-de-subutilizacao-e-de-24-4-no-trimestre-encerrado-em-marco-de-2020 Lima, A. V. de Q., & Gomes, M. W. F. (2010). “Estou formado (a), e agora?”: uma
análise sobre o sofrimento psíquico de desempregados recém-formados em instituições de nível superior em São Luís-MA. Cadernos de Pesquisa, 17(3),
37–46. Recuperado de
http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/cadernosdepesquisa/article /view/280
Ministério da Economia. (2020). Queda nas admissões influencia saldo de empregos formais do Caged até abril de 2020. São Paulo. Recuperado de http://trabalho.gov.br/noticias/7409-queda-nas-admissoes-influencia-saldo-de- empregos-formais-do-caged-ate-abril-de-2020
Morales, J. (2020, 15 de Abril). 20 profissões em alta durante a pandemia do
coronavírus. Guia do Estudante. Recuperado de
https://guiadoestudante.abril.com.br/carreiras/20-profissoes-em-alta-durante-a- pandemia-do-coronavirus/
Oliveira, J. N., & Mendes, A. M. (2014). Sofrimento Psíquico e Estratégias Defensivas Utilizadas por Desempregados: Contribuições da Psicodinâmica do Trabalho. TemasEm Psicologia, 22(2), 389–399. doi.org/10.9788/TP2014.2-10 Rodrigues, J., Silva, B. J., Martins, L. C., Alves, M.O. (2018) O Impacto do
Desemprego no Sofrimento Psíquico e Social. Edit. Instituto de Psicologia da universidade de São Paulo. http://www.newpsi.bvs.org.br
Schmidt, M. L. G., Januário, C. A. R. M., &Rotoli, L. U. M. (2018). Sofrimento psíquico e social na situação de desemprego. Cadernos de Psicologia Social Do Trabalho, 21(1), 73–85. https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v21i1p73- 85
Veiga, H. M. S., Silva, N. I. A. (2007). Construção de Escala para Avaliar Sofrimento Psíquico-Social de Trabalhadores Desempregados. Avaliação Psicológica, 6 (1), 13-20. [Fecha a Consulta 22 de maio de 2020]. ISSN: 1677-
0471. Disponível em:
https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=3350/335027181003