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#127 | 04 a 08.10 | 2021
TRANSCRIÇÃO DAS LIVES @italomarsili
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ENTENDA O SEU MATERIAL
1. O Caderno de Ativação ajudará você a incorporar e a colocar em prática o conteúdo de uma das
fabulosas lives. É um material para FAZER.
2. No LIVES você encontrará transcrições, resumos e uma visão geral das lives selecionadas para a
semana. É um material para se CONSULTAR.
3. Se quiser imprimir, utilize a versão PB, mais econômica.
4. Imprima e pendure o seu PENDURE ISTO.
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É NO SOFRIMENTO QUE SURGE A FORÇA
Existem alguns jargões que, apesar de soarem de modo tosco e cafona quando falamos irrefletidamente, funcionam. Eis um deles: “Seja mais forte do que as suas desculpas”. Parece que você vai encontrar essa frase na pichação do muro, na tatuagem de um adolescente ou no pára-choque de um caminhão, mas a mensagem é muito grave, pois muitas vezes somos mais fracos do que as nossas desculpas.
Ontem um rapaz escreveu-me pedindo ajuda. Ele fazia suas orações, se confessava, seguia a religião, po- rém tinha muito medo de Deus, medo do qual não con- seguia se livrar. Lembrei-lhe daquela passagem em que o apóstolo Paulo diz: “Foi-me posto um espinho na car- ne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte”. O apóstolo não conseguia livrar-se desse espinho, mesmo pedindo ao Senhor para que o afastasse dele.
Eu disse ao rapaz que o seu espinho na carne talvez fosse esse medo, com o qual seguiria ainda por muitos anos, mesmo pedindo a Deus para se livrar dele. “Pode ser que isso seja justamente a coisa que Ele mandou para você não cair na soberba e vaidade”, disse-lhe.
“Imagine que, sem esse medo, você comece a achar que é o próprio Santo Agostinho, ou um novo cruzado. Tal- vez seja esse medo um presente dado por Deus para você ser humilde.”
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Eu sei qual é o meu espinho na carne. Entendi numa manhã de Natal, há alguns anos, e chorei, grato a Deus, por tê-lo compreendido. Aquela coisa da qual eu estava tentando me livrar é justamente aquilo que vai me aju- dar a ser humilde. Nessa hora, trezentas toneladas de neuroses saíram da minha cabeça e do meu peito.
Essa coisa que você julga ser um peso em sua vida, para a qual você diz “não agüento mais” — uma quere- la que você teve na infância, o medo que você tem do próprio Deus, pensamentos niilistas e de destruição, de morte, ou um peso depressivo que você tem no peito —, talvez seja o seu espinho na carne. Isso está o esbofete- ando para que você não se exalte e possa ser um sujei- to minimamente útil nesta vida.
Reflitam nisso, pois é uma oportunidade de uma mudança radical no seu modo de viver e no modo de estar no mundo, porque uma parte do estar no mundo é sofrimento e provação. As pessoas que olham para o sofrimento e para a tristeza com lamentos não conse- guem entender que isso é um presente.
No sermão das bem-aventuranças, que é um dos textos mais bonitos que já foram escritos, Jesus diz, de modo claro e resumido: “Bem-aventurados os que se ferram”. Quando você recebe essa coisa no peito, você começa a ter força para se livrar da postura de alguém que só sabe reclamar e murmurar, de alguém que, en- chendo-se de sentimentos de autopiedade, busca adu- lação dos outros. Isso não funciona. Everybody loves a winner. As pessoas gostam de gente que faz as coisas, que é vitorioso em seus projetos; ninguém quer saber de gente que fica toda hora reclamando.
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Há pessoas no mundo que olham para a realidade e dizem: “Que coisa extraordinária esse peso no peito, esses nós na cabeça, essa insegurança no braço, isso aqui é a minha vida, e é daqui que eu vou tirar a espe- rança e o amor para fazer uma ação que, mesmo peque- na, impacte algumas almas e alguns corações que vão se iluminar e vão ter motivo para acordar”. A dor deve ser o seu ponto de partida. Leve a sério esta afirmação do Sermão da Montanha: bem-aventurados os que se ferram.