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GUARDAS DE PROTEÇÃO EM EDIFÍCIOS

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G UARDAS DE P ROTEÇÃO EM E DIFÍCIOS

DE H ABITAÇÃO

I

NÊS

M

ARIA

B

ARBOSA

B

ARREIRO DE

M

AGALHÃES

Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL —ESPECIALIZAÇÃO EM CONSTRUÇÕES

Orientadora: Professora Doutora Ana Margarida Vaz Duarte Oliveira e Sá

JUNHO DE 2021

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MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA CIVIL 2020/2021 DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

Tel. +351-22-508 1901 Fax +351-22-508 1446

[email protected]

Editado por

FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

Rua Dr. Roberto Frias 4200-465 PORTO Portugal

Tel. +351-22-508 1400 Fax +351-22-508 1440

[email protected]

 http://www.fe.up.pt

Reproduções parciais deste documento serão autorizadas na condição que seja mencionado o Autor e feita referência a Mestrado Integrado em Engenharia Civil - 2020/2021 - Departamento de Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, Portugal, 2021.

As opiniões e informações incluídas neste documento representam unicamente o ponto de vista do respetivo Autor, não podendo o Editor aceitar qualquer responsabilidade legal ou outra em relação a erros ou omissões que possam existir.

Este documento foi produzido a partir de versão eletrónica fornecida pelo respetivo Autor.

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

À memória do meu pai

Strive not to be a success, but rather to be of value.

Albert Einstein

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

i AGRADECIMENTOS

À Professora Doutora Ana Margarida Vaz Duarte Oliveira e Sá, agradeço toda a orientação dada ao longo deste trabalho, bem como a incansável ajuda na organização de ideias.

Ao meu pai, por sempre acreditar em mim.

À minha mãe, por todo o apoio incondicional em todos os momentos da minha vida.

Ao meu irmão, por sempre me incentivar a ser melhor e por todo o apoio e motivação ao longo deste percurso.

À minha restante família, de sangue e de coração, por todo o apoio ao longo destes anos.

A todos os meus amigos que me têm acompanhado ao longo dos anos, por todas as memórias criadas.

Ao Pedro, por acreditar em mim, pelo seu positivismo mesmo nas alturas mais difíceis e por todo o amor e carinho.

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

iii RESUMO

A construção de guardas de proteção em edifícios habitacionais não é novidade nos dias de hoje.

Apesar da evolução da Indústria da Construção, ainda continuam a existir muitos acidentes, relativamente à falta de segurança em guardas de proteção em edifícios habitacionais. Não só crianças, mas também adultos, sofrem quedas devido ao pouco cuidado que existe na conceção das guardas.

De acordo com esta necessidade de haver uma maior segurança, esta dissertação aborda o tema das guardas de proteção, tentando sugerir correções que respeitem as exigências regulamentares já existentes noutros países europeus.

É neste contexto que, numa primeira fase do trabalho, é apresentada a diferente documentação existente em diversos países europeus, bem como a informação sobre as exigências das guardas que ainda não são seguidas em Portugal.

Numa última fase do trabalho, apresentam-se diversos casos de estudo, com possíveis soluções a adotar para corrigir as falhas identificadas.

PALAVRAS-CHAVE:Segurança, Guardas de Proteção, Edifícios de habitação, Exigências regulamentares

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

v ABSTRACT

Building protection guards in dwellings is not a new subject nowadays.

In spite of developments in the construction industry, many accidents concerning lack of safety in protection guards in dwellings are still happening. Not only children, but also adults are subject to falls resulting from the lack of safety when building the protection guards.

According to the need of having higher safety, this dissertation studies the subject of protection guards, trying to suggest corrections which respect legal regulations of other European countries.

It is in this context, that in the beginning of this work, the different documents existing in some European countries and the legal regulations not followed in Portugal are presented.

In the last chapter of this work, different case studies with possible solutions to correct the identified mistakes are presented.

KEYWORDS:Safety, Protecting guards, Dwellings, Legal Regulations

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

vii ÍNDICE GERAL

AGRADECIMENTOS ... i

RESUMO ... iii

ABSTRACT ... v

1. INTRODUÇÃO ... 1

1.1.OBJETIVOS DO TRABALHO E ENQUADRAMENTO DO TEMA ... 1

1.2. ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO ... 1

2. ESTADO DA ARTE - GUARDAS DE PROTEÇÃO ... 3

2.1.INTRODUÇÃO ... 3

2.2. DOCUMENTAÇÃO DISPONÍVEL EM PORTUGAL ... 3

2.2.1.NORMA PORTUGUESA ... 3

2.2.2.OUTROS DOCUMENTOS ... 4

2.3. DOCUMENTAÇÃO DISPONÍVEL EM FRANÇA ... 4

2.3.1.NORMAS FRANCESAS ... 4

2.3.2.OUTROS DOCUMENTOS ... 4

2.4. DOCUMENTAÇÃO DISPONÍVEL NO REINO UNIDO ... 5

2.4.1.NORMAS INGLESAS ... 5

2.4.2.OUTROS DOCUMENTOS ... 5

2.5. NORMAS EUROPEIAS ... 5

2.6.DOCUMENTAÇÃO RELATIVA ÀS GUARDAS ... 5

2.7. EXIGÊNCIAS DAS GUARDAS ... 6

2.7.1.GUARDAS EM VARANDAS ... 6

2.7.2.GUARDAS EM JANELAS COM ABERTURA, COM PARAPEITOS DE PEQUENA ALTURA ... 7

2.7.3.GUARDAS EM JANELAS COM PARAPEITOS DE PEQUENA ALTURA ... 9

3. GUARDAS EM VIDRO ... 13

3.1. DESCRIÇÃO DO SISTEMA... 13

3.2.TIPOS DE VIDRO E AS SUAS CARACTERÍSTICAS ... 13

3.2.1.ENQUADRAMENTO ... 13

3.2.2.VIDRO LAMINADO ... 13

3.2.3.VIDRO TEMPERADO ... 14

3.2.4.VIDRO LAMINADO TEMPERADO ... 14

3.2.5.QUEBRA DOS DIFERENTES TIPOS DE VIDRO ... 14

3.3.VIDROS DE PROTEÇÃO ... 17

3.4. SÍNTESE DOS REQUISITOS NORMATIVOS ... 19

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

viii

3.5. SISTEMAS DE FIXAÇÃO E MONTAGEM DO VIDRO ... 20

3.5.1.SISTEMA DE FIXAÇÃO MECÂNICA... 20

3.5.1.1.Fixação pontual ... 20

3.5.1.2.Fixação com calços em calha de alumínio ... 21

3.5.1.3.Fixação com prumos ... 22

4. CASOS DE ESTUDO ... 23

4.1.CONSIDERAÇÕES GERAIS ... 23

4.2. APRESENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO CASO 1 ... 23

5.2.1.ANÁLISE DAS GUARDAS DE PROTEÇÃO E COMPARAÇÃO COM AS EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES25 5.2.2. APRESENTAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO ADEQUADA ... 26

4.3.APRESENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO CASO 2 ... 28

5.3.1.ANÁLISE DAS GUARDAS DE PROTEÇÃO E COMPARAÇÃO COM AS EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES29 5.3.2. APRESENTAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO ADEQUADA ... 30

4.4. APRESENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO CASO 3 ... 31

5.4.1.ANÁLISE DAS GUARDAS DE PROTEÇÃO E COMPARAÇÃO COM AS EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES32 5.4.2. APRESENTAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO ADEQUADA ... 32

4.5.APRESENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO CASO 4 ... 34

5.5.1.ANÁLISE DAS GUARDAS DE PROTEÇÃO E COMPARAÇÃO COM AS EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES35 5.5.2. APRESENTAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO ADEQUADA ... 35

4.6. APRESENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO CASO 5 ... 37

5.6.1.ANÁLISE DAS GUARDAS DE PROTEÇÃO E COMPARAÇÃO COM AS EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES38 5.6.2. APRESENTAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO ADEQUADA ... 39

5. METODOLOGIA... 41

5.1.INTRODUÇÃO ... 41

5.2. INSTALAÇÃO DE GUARDAS DE PROTEÇÃO ... 41

6. CONCLUSÕES ... 43

6.1.CONCLUSÕES FINAIS ... 43

6.2. DESENVOLVIMENTOS FUTUROS ... 43

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 44

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

ix ÍNDICE DE FIGURAS

Fig. 1 – Guardas em varandas com altura de parapeito ≤ 300 mm ... 6

Fig. 2 – Guardas em varandas com 300 mm ≤ altura do parapeito ≤ 600 mm ... 7

Fig. 3 - Guardas em varandas com altura de parapeito ≥ 600 mm ... 7

Fig. 4 - Guardas em janelas com altura de parapeito ≤ 300 mm ... 8

Fig. 5 - Guardas em janelas com abertura com 300 mm ≤ altura do parapeito ≤ 600 mm ... 8

Fig. 6 - Guardas em janelas com abertura com 600 mm ≤ altura do parapeito ≤ 800 mm ... 9

Fig. 7 - Guardas em janelas com altura do parapeito < 800 mm ...10

Fig. 8 - Guardas em janelas com altura do parapeito < 600 mm ...10

Fig. 9 - Guardas em janelas com 600 mm ≤ altura do parapeito ≤ 800 mm ...11

Fig. 10 – Janela de saída de emergência ...12

Fig. 11 - Vidro normal [25]...14

Fig. 12 - Vidro temperado [25] ...14

Fig. 13 - Vidro laminado [25] ...14

Fig. 14 – Exemplo de proteção residual ...17

Fig. 15 – Vidro de segurança (adaptado de [6] e [7]) ...18

Fig. 17 - Guarda de proteção (adaptado de [6] e [7]) ...18

Fig. 16 - Vidro de segurança na parte inferior (adaptado de [6] e [7]) ...18

Fig. 18 - Exemplos de fixações pontuais [31]...21

Fig. 19 - Tipos de calços [3]...21

Fig. 20 – Prumo [32] ...22

Fig. 21 – Edifício 1 ...24

Fig. 22 – Pormenor das guardas da varanda ...24

Fig. 23 – Pormenor das guardas da janela ...25

Fig. 24 – Esquema da solução adequada das guardas nas janelas ...27

Fig. 25 – Esquema da solução adequada das guardas nas varandas ...27

Fig. 26 – Edifício 2 ...28

Fig. 27 – Pormenor da guarda em vidro da janela ...29

Fig. 28 – Esquema da solução adequada ...30

Fig. 29 – Edifício 3 ...31

Fig. 30 – Pormenor das guardas ...31

Fig. 31 – Esquema da solução adequada ...32

Fig. 32 – Edifício 4 ...34

Fig. 33 – Pormenor das guardas ...34

Fig. 34 - Esquema da solução adequada ...36

Fig. 35 – Edifício 5 ...37

Fig. 36 – Pormenor das guardas das janelas ...37

Fig. 37 – Pormenor das guardas da varanda ...38

Fig. 38 - Esquema da solução adequada ...39

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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ÍNDICE DE QUADROS

Quadro 1 - Documentos publicados em Portugal, França e Reino Unido... 5

Quadro 2 - Documentos em vigor na Europa ... 5

Quadro 3 - Sistemas de guarda corpos em vidro (Adaptado de [26]) ...16

Quadro 4 - Requisitos normativos ...19

Quadro 5 - Características das guardas nas varandas...26

Quadro 6 - Características das guardas nas janelas ...26

Quadro 7 - Características das novas guardas nas varandas ...27

Quadro 8 – Características das novas guardas nas janelas ...28

Quadro 9 - Características das guardas nas janelas ...29

Quadro 10 - Características das novas guardas nas janelas ...30

Quadro 11 – Características das guardas ...32

Quadro 12 – Características das novas guardas ...33

Quadro 13 – Características das guardas ...35

Quadro 14 – Caraterísticas das novas guardas ...36

Quadro 15 - Características das guardas nas varandas ...38

Quadro 16 - Características das guardas nas janelas ...39

Quadro 17 – Características das novas guardas nas varandas ...40

Quadro 18 – Características das novas guardas nas janelas ...40

Quadro 19 - Guardas em janelas ...41

Quadro 20 - Características das guardas ...42

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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INTRODUÇÃO

1.1. OBJETIVOS DO TRABALHO E ENQUADRAMENTO DO TEMA

Esta dissertação pretende abordar um tema que atualmente não tem diretivas bem definidas e ao qual não é dada a devida importância.

Feita uma extensa pesquisa, em documentação portuguesa e de outros países europeus, pretende-se chamar a atenção para um tema tão importante como o da segurança.

A qualidade da construção, relacionada com os materiais adotados, conforto térmico, conforto acústico, entre outros, tem evoluído. No entanto, no que respeita a questões de segurança contra a queda, estagnou há algum tempo.

Em Portugal, a primeira documentação normativa sobre guardas de proteção foi publicada em outubro de 2005, pelo LNEC. Baseada em normas já existentes de outros países europeus, como França e Espanha, constavam apenas as características dimensionais das guardas em varandas, escadas e rampas e, ainda, os métodos de ensaio a utilizar.

Em 2009, foi elaborada uma nova norma, ainda que feitas apenas pequenas alterações à norma de outubro de 2005.

Todavia, atualmente, é visível que uma boa parte dos edifícios portugueses apresenta guardas de proteção que não se encontram em conformidade com a norma existente.

Desta forma, com este trabalho procura-se valorizar todas as questões de segurança relativas ao dimensionamento de guardas de proteção, assim como o seu cumprimento com adequadas práticas de construção.

1.2. ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO

A presente dissertação encontra-se dividida em seis capítulos.

No primeiro capítulo é feito um pequeno enquadramento do tema, indicando a finalidade do trabalho desenvolvido. É também apresentada uma síntese dos conteúdos abordados em cada um dos capítulos.

No segundo capítulo está exposta a documentação existente em diversos países europeus, que serviu de auxílio na elaboração da dissertação e é feito um levantamento de informação existente noutros países, sobre a correta execução das guardas e que deveria ser implementada em Portugal.

No terceiro capítulo são introduzidas as guardas em vidro, bem como os sistemas de fixação do vidro.

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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No quarto capítulo são apresentados diversos casos de estudo. Os casos analisados tiveram em conta o incumprimento das normas e requisitos existentes.

No quinto capítulo é apresentada a metodologia que deve ser seguida para a instalação de guardas em edifícios habitacionais.

Por último, no sexto capítulo são apresentadas as principais conclusões do trabalho desenvolvido.

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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ESTADO DA ARTE - GUARDAS DE PROTEÇÃO

2.1. INTRODUÇÃO

Uma guarda é uma barreira destinada a proteger as pessoas que permaneçam ou circulem na sua proximidade contra o risco de queda fortuita, sem, no entanto, impedir a sua passagem forçada [1].

As guardas em edifícios devem ser executadas com o máximo cuidado, uma vez que servem como proteção contra a queda de pessoas, animais e objetos e podem evitar graves acidentes ou até mesmo a morte.

Neste capítulo serão apresentadas as diferentes normas e outra documentação alusiva às guardas de proteção, existentes em Portugal, França e Reino Unido, bem como as normas europeias relativas às guardas em vidro. Serão também descritas detalhadamente as guardas de proteção adequadas a instalar, dependendo da solução construtiva existente.

2.2. DOCUMENTAÇÃO DISPONÍVEL EM PORTUGAL 2.2.1. NORMA PORTUGUESA

O único documento existente em Portugal relativo às especificações das guardas em edifícios é a Norma Portuguesa de Guardas para Edifícios - NP 4491 [1].

Esta Norma Portuguesa, publicada em 2009, teve por base a especificação do documento do LNEC E 470:2005 [2] e define as exigências mínimas de qualidade, no que diz respeito às características dimensionais que devem ser adotadas e aos métodos de ensaio a realizar, retratando guardas na parte exterior dos edifícios e guardas em escadas e em rampas. Nesta dissertação apenas serão abordadas as guardas na parte exterior dos edifícios habitacionais.

Uma norma é voluntária, tornando-se obrigatória a partir do momento em que exista legislação que determina o seu cumprimento, o que atualmente não acontece. Todavia, de acordo com o Regulamento Geral das Edificações Urbanas (RGEU), as normas da boa edificação devem ser seguidas e, segundo o Artigo 15º do mesmo, “Todas as edificações, seja qual for a sua natureza, deverão ser construídas com perfeita observância das melhores normas da arte de construir e com todos os requisitos necessários para que lhes fiquem asseguradas, de modo duradouro, as condições de segurança, salubridade e estética mais adequadas à sua utilização e as funções educativas que devem exercer.”. Deste modo, a NP 4491-2009 [1] deve ser indispensável na realização de projeto, construção e reabilitação, conduzindo à eficaz finalidade das guardas. Esta norma deverá remeter para uma legislação específica e vinculativa no seu cumprimento.

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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2.2.2. OUTROS DOCUMENTOS

Portugal conta ainda com documentação disponibilizada pelo LNEC e ainda com o Manual do Vidro da Saint-Gobain Glass [3] que contém informação sobre quais os vidros específicos a usar como guardas de proteção.

2.3. DOCUMENTAÇÃO DISPONÍVEL EM FRANÇA 2.3.1. NORMAS FRANCESAS

Os principais documentos alusivos às guardas e que devem ser cumpridos são a NF P01-012 [4], publicada em 1988, que diz respeito às regras de segurança relativas às dimensões das guardas e a NF P01-013 [5], relativa aos métodos de ensaio a realizar.

A instalação das guardas é fiscalizada e tem que respeitar as especificações, sendo que a sua conceção é regulamentada para alturas de queda iguais ou superiores a 1 metro [4].

Em obras novas, podem haver certas obrigações específicas quanto à norma como, por exemplo, o material a utilizar, a forma e a cor, que são mencionadas no Plan Local d'Urbanisme (P.L.U.).

Em relação às guardas em vidro, para além das normas mencionadas anteriormente, França conta ainda com a NF DTU 39 [6], com informação relativa a vidros de segurança em guardas de proteção.

2.3.2. OUTROS DOCUMENTOS

França conta com múltiplos documentos que abordam guarda corpos em vidro e de outros materiais.

Existem documentos do CSTB - Centre Scientifique et Technique du Bâtiment, como, por exemplo, guias práticos, com destaque para o Guia Prático Garde-corps de bâtiments (Guarda corpos de edifícios) [7], que constitui uma síntese fundamental sobre este tema.

Quanto às guardas em vidro, existem diversas avaliações técnicas, bem como o Manual do Vidro da Saint-Gobain Glass (SGG) [3].

Relativamente a janelas que possam requerer a instalação de uma guarda de proteção, existe ainda a regulamentação específica de guarda corpos e janelas, presente no artigo R111-15 do Code de la Construction et de l'Habitation (C.C.H.), que menciona o seguinte:

Em pisos diferentes do piso térreo:

As janelas que não abram para varandas, terraços ou galerias e, cujas partes inferiores estejam a menos de 0,90 metros do piso, devem ser dotadas de uma barra de suporte e um elemento de proteção, que estejam a, pelo menos, 1,0 metros do chão;

As grades de proteção das varandas, terraços ou galerias devem ter, pelo menos, um metro de altura, sendo que essa altura pode ser reduzida para 0,80 metros se a guarda de proteção tiver mais de 0,50 metros de espessura [8].

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

5 2.4. DOCUMENTAÇÃO DISPONÍVEL NO REINO UNIDO

2.4.1. NORMAS INGLESAS

No caso do Reino Unido, tem-se os chamados British Standards (BS). O principal documento a seguir é o BS 6180 [9], publicado em 2011, que contém uma vasta informação sobre os requisitos das guardas.

Para além da norma referida anteriormente, existem ainda outras normas sobre a utilização do vidro em edifícios. São estes o BS 6262-4 [10] e o BS 6206 [11], utilizados também para guardas em vidro, que dizem respeito à segurança contra o impacto provocado por pessoas ou objetos.

2.4.2. OUTROS DOCUMENTOS

O Reino Unido conta ainda com documentos aprovados, para o regulamento de edifícios. São eles o documento K [12] e o documento N [13], que respetivamente se referem à proteção contra quedas, colisões e choques e à segurança contra impacto no vidro.

2.5. NORMAS EUROPEIAS

São várias as normas europeias existentes sobre as guardas de proteção. No entanto, estas dizem respeito apenas a guardas em vidro. São estas a EN ISO 12543 [14] e a EN 14449 [15], que correspondem a vidros laminados e vidros laminados de segurança, a EN 12150 [16] que corresponde a vidro de segurança temperado termicamente e, por último, a EN 12600 [17], relativa ao ensaio de impacto no vidro. Interessa ainda referir a existência de outras normas mais específicas acerca do vidro em edifícios.

2.6. DOCUMENTAÇÃO RELATIVA ÀS GUARDAS

No quadro seguinte (Quadro 1) estão identificados os documentos relativos às guardas de proteção, publicados em Portugal, França e Reino Unido.

Quadro 1 - Documentos publicados em Portugal, França e Reino Unido

País Normas Outra documentação

Portugal NP 4491-2009 [1] LNEC [2]

Manual do Vidro – SGG [3]

França

NF P01-012 [4]

NF P01-013 [5]

NF DTU 39 [6]

Manual do Vidro – SGG [3]

Documentação do CSTB [7]

C.C.H. - artigo R111-15 [8]

Reino Unido

BS 6180 [9]

BS 6262-4 [10]

BS 6206 [11]

Documento K [12]

Documento N [13]

No Quadro 2 estão apresentadas as normas publicadas na Europa.

Quadro 2 - Documentos em vigor na Europa

Região Normas Outra documentação

Europa

EN ISO 12543 [14]

EN 14449 [15]

EN 12150 [16]

EN 12600 [17]

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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2.7. EXIGÊNCIAS DAS GUARDAS

Do mesmo modo que as guardas oferecem proteção contra quedas, as janelas também devem assegurar essa mesma proteção para pessoas que permaneçam na sua proximidade. Deste modo, se existir possibilidade de queda através de uma janela acima do nível do solo, atendendo ao tipo de parapeito, devem-se prever limitadores de abertura ou guardas de proteção adequadas. Ao considerar uma guarda, a altura mínima de proteção deve ser cumprida, de forma a garantir a segurança contra possíveis quedas.

1 - Os vidros que possam ter contacto por parte das pessoas, devem:

caso se quebrem com o impacto, partir de forma a não causar ferimentos; ou

resistir ao impacto sem se quebrarem; ou

estar protegidos contra impactos [13].

2.7.1. GUARDAS EM VARANDAS

Ao considerar guardas em varandas, a altura mínima de proteção de 1100 mm, medida a partir do nível do chão da varanda, é necessária para garantir a proteção adequada contra quedas.

As figuras presentes neste subcapítulo (fig. 1 a fig. 3) têm por base os esquemas do documento BCA Technical Guidance Note 25 [18].

Os tipos de guardas aceitáveis variam de acordo com as seguintes alturas de parapeito:

Para parapeitos de altura inferior ou igual a 300 mm acima do nível do pavimento da varanda, deverá ser colocada uma guarda não escalável com, pelo menos, 800 mm de altura e altura mínima de 1100 mm, incluindo o parapeito;

Para parapeitos de altura entre 300 mm e 600 mm acima do nível do pavimento da varanda, deverá ser colocada uma guarda não escalável com, pelo menos, 700 mm de altura e altura mínima de 1100 mm, incluindo o parapeito;

Fig. 1 – Guardas em varandas com altura de parapeito ≤ 300 mm

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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Para parapeitos de altura igual ou superior a 600 mm acima do nível do pavimento da varanda, deverá ser colocada uma guarda horizontal ou vertical, com altura mínima de 1100 mm, incluindo o parapeito.

2.7.2. GUARDAS EM JANELAS COM ABERTURA, COM PARAPEITOS DE PEQUENA ALTURA

As figuras deste subcapítulo (fig. 4 a fig. 6), foram elaboradas a partir dos esquemas do documento BCA Technical Guidance Note 16 [19].

Para parapeitos de altura inferior ou igual a 300 mm acima do nível do pavimento, em que o vidro exterior está em conformidade com o referido no ponto 1, deverá ser colocada uma guarda exterior não escalável, com pelo menos, 800 mm de altura e altura mínima de 1100 mm, incluindo o parapeito;

Fig. 2 – Guardas em varandas com 300 mm ≤ altura do parapeito ≤ 600 mm

Fig. 3 - Guardas em varandas com altura de parapeito ≥ 600 mm

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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Para parapeitos de altura entre 300 mm e 600 mm, em que o vidro exterior está em conformidade com o referido no ponto 1, deverá ser colocada uma guarda de proteção interior ou exterior, não escalável, com, pelo menos, 700 mm de altura;

Fig. 4 - Guardas em janelas com altura de parapeito ≤ 300 mm

Fig. 5 - Guardas em janelas com abertura com 300 mm ≤ altura do parapeito ≤ 600 mm

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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Para parapeitos de altura entre 600 mm e 800 mm, em que o vidro exterior está em conformidade com o referido no ponto 1, deverá ser colocada uma guarda de proteção interior ou exterior com altura mínima de 800 mm, incluindo o parapeito.

2.7.3. GUARDAS EM JANELAS COM PARAPEITOS DE PEQUENA ALTURA

As figuras seguintes (fig. 7 a fig. 10) foram concebidas tendo por base os esquemas do documento BCA Technical Guidance Note 1 [20].

Janelas envidraçadas fixas:

Para alturas de parapeito inferiores a 800 mm acima do nível do pavimento em que o vidro está em conformidade com as normas [21] e [9], tanto o vidro como o caixilho da janela devem atuar como guarda, sempre que a altura de queda exceder os 600 mm;

Fig. 6 - Guardas em janelas com abertura com 600 mm ≤ altura do parapeito ≤ 800 mm

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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Para alturas de parapeito inferiores a 600 mm acima do nível do pavimento em que o vidro não está em conformidade com as normas [21] e/ou [9], deverá ser colocada uma guarda interior não escalável com, pelo menos, 700 mm de altura;

Fig. 7 - Guardas em janelas com altura do parapeito < 800 mm

Fig. 8 - Guardas em janelas com altura do parapeito < 600 mm

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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Para alturas de parapeito entre 600 mm e 800 mm acima do nível do pavimento em que o vidro não está em conformidade com as normas [21] e/ou [9], deverá ser colocada uma guarda de proteção interior com altura mínima de 800 mm, incluindo o parapeito.

Janelas envidraçadas com abertura:

Para alturas de parapeito inferiores a 800 mm acima do nível do pavimento, em que vidro está em conformidade com as normas [21] e [9], tanto o vidro como o caixilho da janela devem atuar como guarda, sempre que a altura de queda exceder os 600 mm, e a abertura máxima da janela deve ser de 100 mm, sendo ainda necessária a instalação de uma guarda de proteção adequada.

Janelas que servem como saída de emergência:

Deve ser instalada uma guarda de proteção não escalável, com alturas mínima e máxima de 800 mm e 1100 mm desde o nível do pavimento, respetivamente, e com altura mínima de 450 mm e área mínima de abertura de 0,33 m2, medidas desde o topo da guarda até ao topo da abertura da janela.

Fig. 9 - Guardas em janelas com 600 mm ≤ altura do parapeito ≤ 800 mm

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

12

A informação sobre a altura adequada a adotar para uma guarda de proteção em função da altura do parapeito da janela, foi obtida através de estudos da Childdata, que refere que 50% das crianças com quatro anos de idade podem subir até 410 mm e 3% consegue subir até 510 mm. Desta forma, qualquer altura de parapeito inferior a 600 mm pode ser considerada escalável por uma criança.

Da mesma maneira, apenas 5% das crianças com quatro anos têm mais de 1,20 m de altura. Assim sendo, para a maioria destas crianças não haveria problemas de segurança com uma guarda de altura mínima de 700 mm.

Fig. 10 – Janela de saída de emergência

(29)

Guardas de proteção em edifícios de habitação

13

3

GUARDAS EM VIDRO

3.1. DESCRIÇÃO DO SISTEMA

O sistema Guarda Corpos em Vidro é constituído pelo vidro, utilizado como material de preenchimento do sistema, e pelo tipo de sistema de fixação do vidro à estrutura onde o sistema assenta.

Nos pontos seguintes deste capítulo faz-se a descrição destes dois componentes do sistema: o vidro e o respetivo sistema de fixação, apresentando-se as suas características dimensionais e mecânicas à luz da legislação atual.

3.2. TIPOS DE VIDRO E AS SUAS CARACTERÍSTICAS 3.2.1. ENQUADRAMENTO

A aplicação do vidro na Indústria da Construção tem tido um crescimento significativo ao longo do tempo. Enquanto que há muitos anos atrás, o vidro apenas era aplicado em janelas, hoje é usado em fachadas de edifícios, pavimentos e especialmente em guardas de proteção.

Apesar de existirem diversos tipos de vidro, nem todos podem vir a ser utilizados em guardas de proteção.

3.2.2. VIDRO LAMINADO

O vidro laminado é constituído por duas ou mais placas de vidro unidas por uma camada intermédia de material de reforço, geralmente polivinil butiral (PVB). É considerado um vidro com características de segurança contra impactos, uma vez que, em caso de rotura, os fragmentos permanecem agregados à película de PVB [22] [23].

É considerado vidro laminado de segurança, de acordo com a espessura, com os constituintes do vidro e o número de películas de PVB, tendo normalmente uma camada intermédia com uma espessura de 0,38 mm ou de 0,76 mm, dependendo do desempenho exigido. Assim, este oferece uma maior proteção contra ferimentos e quedas [22] [23].

Existem vários tipos de vidro usados como componentes para o fabrico quer do vidro laminado, quer do vidro laminado de segurança que são referidos em normas europeias [15], tais como diversos tipos de vidro simples, vidro temperado, vidro colorido, entre outros.

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

14

3.2.3. VIDRO TEMPERADO

O vidro temperado obtém-se através de um tratamento térmico que lhe concede maior resistência. É submetido a uma temperatura de aproximadamente 600º C e, de seguida, a um arrefecimento, tornando- se assim 4 a 5 vezes mais resistente do que o vidro normal. Ao sofrer um impacto mais violento e quebrar, o vidro temperado fragmenta-se em pequenos pedaços não cortantes [24].

3.2.4. VIDRO LAMINADO TEMPERADO

O vidro laminado composto por, pelo menos, uma lâmina de vidro temperado é uma das soluções mais utilizadas nas guardas em vidro, uma vez que reúne as qualidades de segurança e resistência dos vidros laminado e temperado. No caso de sofrer um impacto mais forte, os fragmentos de vidro formados ficam retidos na película, evitando assim que os fragmentos do vidro se espalhem, ao contrário do que acontece no vidro temperado.

3.2.5. QUEBRA DOS DIFERENTES TIPOS DE VIDRO

Dependendo do tipo de vidro, no caso de forte impacto e consequente quebra do mesmo, como referido anteriormente, a rotura ocorre de forma diferente. De seguida é apresentada esta mesma diferença de acordo com o tipo de vidro.

Fig. 11 - Vidro normal [25] Fig. 12 - Vidro temperado [25] Fig. 13 - Vidro laminado [25]

(31)

Guardas de proteção em edifícios de habitação

15 4.2.6.TIPOS DE VIDRO DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS DAS GUARDAS

Há que ter em consideração que os tipos de vidro a adotar para cada caso são diferentes e que, no que se refere às guardas, a principal função é a de proteção. Pode-se optar por guardas em vidro por razões estéticas, pela sua transparência, entre outros, mas nunca esquecendo que o vidro a aplicar na guarda deve garantir condições de segurança e estar sempre em conformidade com as normas existentes. Assim, de acordo com o documento “Guidance for European Structural Design of Glass Components” [26] o vidro adequado à utilização em guardas deverá ser um vidro laminado de segurança ou um vidro laminado temperado. O vidro apropriado está dependente dos tipos de suporte do vidro à estrutura, de acordo com seguinte:

No caso de ser um vidro com suporte em três lados, base e duas laterais, com um corrimão com suporte próprio (Quadro 3 – a.) o vidro recomendado pode ser qualquer tipo de vidro laminado de segurança ou um vidro duplo com, pelo menos, um painel de vidro laminado de segurança;

No caso de ser um vidro com suporte em três lados, base e duas laterais, sem corrimão (Quadro 3 – b.), o vidro recomendado pode ser qualquer vidro laminado de segurança;

No caso de ser um vidro com suporte em três lados, base e duas laterais, em que o corrimão é suportado pelo vidro (Quadro 3 – c.), o vidro recomendado pode ser qualquer tipo de vidro laminado temperado;

Para vidro com suporte de dois lados, as duas laterais (Quadro 3 – d.), o vidro a adotar poderá ser qualquer tipo de vidro laminado de segurança;

Para vidro com suporte próprio, com ou sem corrimão (Quadro 3 – e.), o vidro a adotar já deverá ser um vidro laminado temperado.

Relativamente aos requisitos gerais dos suportes das guardas em vidro, são apresentados os seguintes valores:

Contorno do vidro mínimo de 12 mm, mas pelo menos 1,5 vezes a espessura do vidro para os seguintes tipos: - vidro com suporte em três lados, base e duas laterais, com um corrimão com suporte próprio (Quadro 3 – a.), vidro com suporte em três lados, base e duas laterais, sem corrimão (Quadro 3 – b.) e vidro com suporte em três lados, base e duas laterais, em que o corrimão é suportado pelo vidro (Quadro 3 – c.);

Contorno do vidro mínimo de 18 mm, no caso de serem necessários ensaios ao vidro apoiado por fixações pontuais - vidro com suporte dos dois lados (Quadro 3 – d.);

Os suportes do vidro são fixados à parte inferior da guarda e os painéis individuais são conectados por um corrimão contínuo, com a altura exigida - vidro com suporte próprio, com função de guarda (Quadro 3 – e.) [26].

O vidro de segurança distingue-se dos outros vidros pela diferença fundamental de, perante uma fratura, não produzir fragmentos que possam causar danos às pessoas em causa.

De acordo com as normas EN 12600 [17] e NF DTU 39 [6], para validar a função das guardas, o vidro a instalar deve passar por dois tipos de ensaios, o ensaio de impacto suave e o ensaio de choque de corpo rígido.

(32)

Guardas de proteção em edifícios de habitação

16

De acordo com o referido anteriormente, o vidro apropriado está dependente dos tipos de suporte do vidro à estrutura. No quadro seguinte (Quadro 3) estão ilustrados os diversos sistemas de guarda corpos em vidro.

Quadro 3 - Sistemas de guarda corpos em vidro (Adaptado de [26])

Descrição do sistema Ilustração do sistema Tipo de vidro a adotar a. Vidro com suporte em

3 lados: base e laterais, com corrimão com

suporte próprio.

Vidro laminado de segurança ou um vidro duplo com, pelo menos,

um painel de vidro laminado de segurança.

b. Vidro com suporte em 3 lados: base e laterais,

sem corrimão.

Vidro laminado de segurança.

c. Vidro com suporte em 3 lados: base e laterais,

com corrimão suportado pelo vidro.

Vidro laminado temperado.

d. Vidro com suporte em 2 lados, nas laterais.

Vidro laminado de segurança.

e. Vidro com suporte em apenas 1 lado, a base.

Vidro laminado temperado.

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

17 No caso do vidro temperado, segundo o LNEC e a NF P01-012 [4], para as soluções de guarda corpos apresentadas em cima, este poderá ser utilizado apenas se associado a uma proteção residual, ou seja, se tiver perfis situados pelo menos a 0,15 m, 0,45 m e 1,0 m do pavimento. Esta proteção residual deve ser colocada pelo interior, de forma a proteger o vidro de um possível impacto.

3.3. VIDROS DE PROTEÇÃO

De acordo com a NF DTU 39 [6], a NF P 01-012 [4] e outros documentos regulamentares, são considerados como vidros que visam a segurança contra a queda de pessoas:

Vidros de janelas que não deem para varandas, nem terraços, nem galerias e, cuja parte superior, esteja situada a menos de 1 m da zona de estacionamento normal;

Vidros de guardas de varandas, esplanadas, galerias, alpendres e, cuja parte inferior, esteja situada a menos de 1 m da zona de estacionamento normal.

A NP 4491-2009 [1] prevê que esta altura seja de 1,10 m.

De acordo com a NF DTU 39-P5 [27], nos casos indicados anteriormente, pode-se utilizar os seguintes vidros de segurança:

Vidro laminado com camada intermédia diferente de PVB classificado 1B1 de acordo com a norma EN 12600;

Vidro laminado com camada intermediária de PVB classificado 1B1 de acordo com a norma EN 12600;

Vidros temperados termicamente e em conformidade com a norma EN 14179-1 e classificados 1C1 de acordo com a norma EN 12600. Os vidros temperados devem estar sempre associados à proteção residual [17] [28].

De acordo com a norma EN 12600, as classificações “B” e “C” relacionam-se com as características de quebra do vidro laminado e do vidro temperado, respetivamente. Já a classificação “1” relaciona-se com a altura de queda de 1200 mm que é lançado o objeto, no teste de impacto de pêndulo [17].

Também de acordo com o DTU 39 e com o Guia Prático Garde-corps de bâtiments, no que diz respeito a vidros em zonas comuns de edifícios residenciais:

os vidros cuja parte inferior se encontra a menos de 1,25 m do piso interior acabado e que não estejam protegidos por um dispositivo, nas faces acessíveis às crianças, devem ser vidros de segurança (Fig. 15);

os vidros cuja parte inferior se encontre a, pelo menos, 1,25 m do piso interior acabado devem ter um dispositivo de segurança associado, que pode ser um vidro de segurança na parte inferior (Fig. 17), uma guarda (Fig. 16), uma grade ou uma malha de arame rígida com vazios até 0,11 m de largura [6] [7].

Fig. 14 – Exemplo de proteção residual

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

18

Fig. 15 – Vidro de segurança (adaptado de [6] e [7])

Fig. 17 - Vidro de segurança na parte inferior (adaptado de [6] e [7])

Fig. 16 - Guarda de proteção (adaptado de [6] e [7])

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

19 3.4. SÍNTESE DOS REQUISITOS NORMATIVOS

É apresentada, de seguida, o Quadro 4, com a síntese dos requisitos a adotar para os vidros de segurança, de acordo com as normas atuais [1] [3] [4] [5] [17].

Quadro 4 - Requisitos normativos

Característica Requisitos das guardas em vidro

Preenchimento Vidro laminado de segurança/Vidro laminado temperado [3] [4]

Ensaios estáticos

• Força estática horizontal:

- Ensaio de deformação - Ensaio de segurança

- Ensaio de deformação:

• 0,5 kN/m – aplicada durante 3 minutos

• Deformação residual ≤ 1 mm – guardas metálicas;

• Deformação residual ≤ 3 mm – guardas em outros materiais.

- Ensaio de segurança:

• Força de segurança de 1,5 a força do ensaio de deformação – aplicada durante 15 minutos

• Guardas com prumos: f = A / 125 f - deformação residual admissível;

A - distância, medida na vertical, entre a superfície superior do elemento superior da guarda e a superfície de fixação do prumo.

• Guardas sem prumos: f = L / 125

L é a distância, medida na horizontal, entre as superfícies de fixação da guarda [1] [5].

• Força estática vertical

• 1,0 kN/m

• Deformação residual ≤ 1 mm – guardas metálicas;

• Deformação residual ≤ 3 mm – guardas em outros materiais [1] [5].

Ensaios dinâmicos

• Impacto no centro do preenchimento:

- Corpo duro de pequena dimensão

- Corpo mole de grande dimensão

- Corpo duro de pequena dimensão:

• Energia de choque: 3,75 J;

• Altura de queda do corpo: 0,75 m.

- Corpo mole de grande dimensão:

• Energia de choque: 600 J;

• Altura de queda do corpo: 1,20 m

- Durante os choques não deve ocorrer a projeção de quaisquer fragmentos provenientes da guarda, que possam provocar danos físicos a pessoas que se encontrem nas imediações;

- Após os choques, o preenchimento das guardas não deve permitir a passagem de um gabarito esférico de 0,15 m de diâmetro, nem deve ocorrer o desprendimento das peças do preenchimento da guarda [1] [5].

• Impacto de corpo mole entre fixações pontuais do vidro

• Energia de choque: 900 J

• Altura de queda: 1,80 m

- O vidro não pode ser atravessado nem permitir a queda de fragmentos que possam causar ferimentos [3].

Reação ao fogo Pelo menos classe A2

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

20

3.5. SISTEMAS DE FIXAÇÃO E MONTAGEM DO VIDRO

Com o decorrer do tempo e consequente aumento da utilização do vidro na construção, também os sistemas de fixação do mesmo têm vindo a evoluir, em especial no que toca à sua dimensão.

Os sistemas de fixação podem ser decompostos em dois grandes grupos, os sistemas de fixação mecânica e os sistemas de colagem.

Existem três técnicas possíveis de montagem do vidro exterior que se inserem nestes sistemas, sendo elas as técnicas do Vidro Exterior Preso (VEP), Vidro Exterior Agrafado (VEA) e Vidro Exterior Colado (VEC) [3].

3.5.1. SISTEMA DE FIXAÇÃO MECÂNICA

Este tipo de fixação é o único a utilizar para as guardas de proteção em vidro, sendo que dispõe de diversas opções. Geralmente os materiais destas fixações são em aço inoxidável ou em alumínio.

3.5.1.1. FIXAÇÃO PONTUAL

Tal como o nome refere, nestes sistemas o vidro é sustentado pontualmente. Geralmente estas fixações são realizadas em aço inoxidável especial e suportam os esforços estáticos e dinâmicos dos vidros, transferindo-os para a estrutura de suporte [29]. Estas fixações estão associadas ao Vidro Exterior Agrafado (VEA).

Dentro das fixações pontuais, distinguem-se as fixações aparafusadas e as fixações por aperto.

Segundo a Saint-Gobain Glass e o BS 6180, para guardas em vidro que contenham um corrimão e suporte dos dois lados, deve-se ter em consideração o seguinte:

Fixações aparafusadas:

As conexões aparafusadas devem fornecer pontos de fixação dos dois lados do vidro com uma cobertura mínima de 50 mm de diâmetro para o vidro;

Os pontos de fixação devem ter, pelo menos, 6 mm de espessura em aço;

Os pontos de fixação devem ser colocados a, pelo menos, 80 mm da borda do vidro ou de um furo adjacente [9] [30];

Fixações por aperto:

Os “clips” de fixação devem ter, pelo menos, 50 mm de comprimento e dar uma profundidade mínima de cobertura ao vidro de 25 mm;

A profundidade de aperto deve ser, pelo menos, de 12 mm [9] [30].

Em relação a guardas em vidro de suporte próprio, existem dois diferentes sistemas de fixação:

Grampos de fixação pontual: as pinças de cada lado do vidro devem ter um mínimo de 100 mm por 150 mm e ser feitas de um metal adequado com espessura mínima de 12 mm. Deve haver pelo menos 2 grampos por metro de comprimento;

Sistemas de fixação contínua: grampos de, pelo menos, 100 mm de largura devem prender o vidro continuamente ao longo de todo o seu comprimento de ambos os lados. Os grampos devem ser feitos de um metal adequado com espessura mínima de 12 mm e com um espaçamento máximo dos parafusos de 500 mm [9] [30].

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

21 Existem diversas fixações pontuais, tais como pinças, rótulas ou grampos de fixação.

3.5.1.2. FIXAÇÃO COM CALÇOS EM CALHA DE ALUMÍNIO

A fixação com calços assegura e mantém o correto posicionamento do vidro na gola. Realiza-se através de “fixações pontuais” - calços, que evitam o contacto do vidro com o caixilho e permitem a repartição do peso do vidro por pontos específicos do caixilho [3].

Existem três tipos de calços:

De suporte ou de apoio – transmitem o peso do vidro para o caixilho;

De distanciamento ou periféricos – permitem posicionar e manter corretamente o vidro em relação ao fundo da gola e contribuem, em grande parte dos casos, para a manutenção da esquadria dos caixilhos móveis;

Laterais – permitem posicionar e manter corretamente o vidro em relação ao apoio da gola de um lado e os bites de suporte do outro, assegurando a junta de estanqueidade entre o vidro e o caixilho [3].

A distância entre o eixo dos calços de apoio e o bordo do vidro deve estar compreendida entre 1/4 e 1/10 do comprimento do vidro [3].

Fig. 18 - Exemplos de fixações pontuais [31]

Fig. 19 - Tipos de calços [3]

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

22

3.5.1.3. FIXAÇÃO COM PRUMOS

Os prumos podem estar situados apenas na parte inferior da guarda em vidro ou então desde a base da guarda até ao topo da mesma. O material usado nos mesmos é, geralmente, o aço inox.

Fig. 20 – Prumo [32]

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

23

4

CASOS DE ESTUDO

4.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS

No presente capítulo serão abordados alguns casos reais em que as guardas de proteção em edifícios de habitação foram incorretamente executadas, pondo em causa a segurança de quem comparece nas suas imediações.

Foram identificados e estudados diferentes tipos de guardas, sendo que, houve a possibilidade de realizar medições em alguns dos edifícios.

Desta forma, será feita uma análise das guardas construídas, bem como uma comparação das medições efetuadas com as exigências regulamentares que deveriam ser cumpridas. Por último, será apresentada uma solução possível e adequada a cada caso.

4.2. APRESENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO CASO 1

O edifício localiza-se na Rua Manuel Tomé Viegas Vaz, nº73, na cidade de Olhão, distrito de Faro. A data de construção do mesmo é 2004.

Trata-se de um edifício misto de habitação/comércio, que apresenta 5 pisos e é constituído por 12 fogos dos pisos 1 ao 4 e por 3 lojas de comércio no rés-do-chão.

A construção das paredes é em tijolo duplo de alvenaria e reboco interior em gesso, e as guardas de proteção são em ferro.

De seguida são apresentadas algumas fotografias do edifício e das guardas em estudo.

(40)

Guardas de proteção em edifícios de habitação

24

Fig. 21 – Edifício 1

Fig. 22 – Pormenor das guardas da varanda

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

25 5.2.1.ANÁLISE DAS GUARDAS DE PROTEÇÃO E COMPARAÇÃO COM AS EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES

Neste primeiro caso, as guardas de proteção estão presentes tanto nas varandas como nas janelas do edifício.

A seguinte informação foi retirada através de medições realizadas no piso 3.

Relativamente às guardas nas varandas, de acordo com a informação indicada no capítulo 3, como as varandas não apresentam parapeito, a guarda colocada deveria ser uma guarda não escalável e com uma altura de, pelo menos, 1100 mm desde o nível do pavimento, o que não se verifica, pois é uma guarda escalável e a altura da mesma é de 885 mm.

De acordo com a NP 4491, quando as guardas são construídas por elementos horizontais, os

espaçamentos entre eles não devem ultrapassar os 90 mm para uma altura da guarda inferior a 450 mm e os 180 mm para uma altura de guarda igual ou superior a 450 mm [1]. Apesar de esta condição ser verificada, uma vez que o espaçamento entre os elementos horizontais é de 108 mm, as restantes exigências das guardas não são cumpridas.

Para elementos verticais, o espaçamento entre eles deve ser inferior a 90 mm [1].

Relativamente às guardas nas janelas, de acordo com a informação indicada no capítulo 3, como as janelas não apresentam parapeito, a guarda colocada deveria ser uma guarda exterior e não escalável,

Fig. 23 – Pormenor das guardas da janela

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

26

com uma altura mínima de 1100 mm desde o nível do pavimento interior. Estas condições também não são verificadas, uma vez que a altura total da guarda é de 930 mm e é uma guarda escalável, com um espaçamento de 115 mm entre os elementos horizontais.

É de salientar que no último piso do edifício foi feita, em 2007, pelos proprietários, uma intervenção às guardas, tanto da varanda como das janelas, de forma a tentar corrigir as mesmas. No entanto, apesar da altura mínima ser cumprida, diminuindo o risco de queda, há possibilidade de escalar as guardas, não sendo assim cumpridas todas as condições de segurança.

As guardas nas varandas e nas janelas dos restantes pisos também não estão de acordo com as exigências regulamentares, sendo extremamente perigosas.

De seguida são apresentadas duas tabelas com as informações relativas às características das guardas representadas e às características que devem ser respeitadas.

Quadro 5 - Características das guardas nas varandas

Características dimensionais Requisitos Características da guarda em estudo

Altura do parapeito - -

Altura da proteção H ≥ 1,10 m H = 0,885 m

Tipo de guarda Não escalável Escalável

Tipo de vidro - -

Direção dos elementos de

preenchimento Vertical Horizontal

Espaçamento entre os

elementos de preenchimento Elementos verticais: d < 0,09 m -

Quadro 6 - Características das guardas nas janelas

Características dimensionais Requisitos Características da guarda em estudo

Altura do parapeito - -

Altura da proteção H ≥ 1,10 m H = 0,930 m

Tipo de guarda Exterior e não escalável Exterior e escalável

Tipo de vidro - -

Direção dos elementos de

preenchimento Vertical Horizontal

Espaçamento entre os

elementos de preenchimento Elementos verticais: d < 0,09 m -

5.2.2. APRESENTAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO ADEQUADA

Numa possível reconstrução futura, uma solução possível para as guardas nas janelas e nas varandas passa pela substituição das guardas existentes por umas guardas construídas por elementos verticais, de modo a não haver a possibilidade de escalar as mesmas, com uma altura de 1,15 m e com um espaçamento entre os elementos verticais de 0,085 m, como representado nos esboços seguintes.

(43)

Guardas de proteção em edifícios de habitação

27 Em seguida são apresentadas as tabelas com os requisitos das guardas e as características das novas soluções adotadas para as guardas de proteção das varandas e das janelas, respetivamente.

Quadro 7 - Características das novas guardas nas varandas

Características dimensionais Requisitos Características da guarda em estudo

Altura do parapeito - -

Altura da proteção H ≥ 1,10 m H = 1,15 m

Tipo de guarda Não escalável Não escalável

Tipo de vidro - -

Direção dos elementos de

preenchimento Vertical Vertical

Espaçamento entre os

elementos de preenchimento d < 0,09 m d = 0,085 m

Fig. 25 – Esquema da solução adequada das guardas nas varandas

Fig. 24 – Esquema da solução adequada das guardas nas janelas

(44)

Guardas de proteção em edifícios de habitação

28

Quadro 8 – Características das novas guardas nas janelas

Características dimensionais Requisitos Características da guarda em estudo

Altura do parapeito - -

Altura da proteção H ≥ 1,10 m H = 1,15 m

Tipo de guarda Exterior e não escalável Exterior e não escalável

Tipo de vidro - -

Direção dos elementos de

preenchimento Vertical Vertical

Espaçamento entre os

elementos de preenchimento d < 0,09 m d = 0,085 m

4.3. APRESENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO CASO 2

Trata-se de um edifício de habitação multifamiliar, localizado na Rua Entre Muros, nº 771, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto. A data de construção do mesmo é 2009.

Apresenta 5 pisos, sendo a cave para estacionamento e os restantes quatro para habitação, com um total de 12 fogos.

A construção das paredes é em tijolo duplo de alvenaria e as guardas de proteção são em vidro.

De seguida são apresentadas algumas fotografias do edifício e das guardas em estudo.

Fig. 26 – Edifício 2

(45)

Guardas de proteção em edifícios de habitação

29 5.3.1.ANÁLISE DAS GUARDAS DE PROTEÇÃO E COMPARAÇÃO COM AS EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES

Neste segundo caso, foram apenas estudadas as guardas de proteção em vidro das janelas do edifício habitacional, uma vez que foi o único local com acesso para efetuar as medições necessárias.

Relativamente às guardas das varandas, por observação direta não há forma de saber ao certo se as mesmas estão de acordo com as exigências regulamentares. De qualquer das formas, a altura mínima a cumprir será de 1,10 m.

De seguida são apresentados os valores das medições realizadas. As janelas apresentam uma altura de parapeito de 476 mm. Deste modo, de acordo com a informação indicada no capítulo 3, apesar da guarda colocada ser uma guarda exterior e não escalável, apresenta uma altura de 582 mm, quando a sua altura deveria ser, no mínimo, 700 mm, de forma a não haver perigo de queda, não cumprindo assim com as exigências.

Quadro 9 - Características das guardas nas janelas

Características dimensionais Requisitos Características da guarda em estudo

Altura do parapeito - 476 mm

Altura da proteção H ≥ 0,7 m H = 0,582 m

Tipo de guarda Exterior e não escalável Exterior e não escalável Tipo de vidro Vidro laminado e temperado ou

vidro laminado de segurança -

Direção dos elementos de

preenchimento - -

Espaçamento entre os

elementos de preenchimento - -

Fig. 27 – Pormenor da guarda em vidro da janela

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

30

5.3.2. APRESENTAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO ADEQUADA

De acordo com os capítulos 3 e 4, uma solução adequada seria a remoção da guarda de proteção em vidro presente e posterior substituição por uma nova, sendo o vidro a adotar um vidro laminado e temperado ou um vidro laminado de segurança, com a devida altura de 0,7 m para as guardas nas janelas e 1,10 m para as guardas nas varandas, como apresentado na figura seguinte.

De seguida está representada uma tabela com os requisitos das guardas e as características das novas soluções adotadas para as guardas de proteção das janelas.

Quadro 10 - Características das novas guardas nas janelas

Características dimensionais Requisitos Características da guarda em estudo

Altura do parapeito - 476 mm

Altura da proteção H ≥ 0,7 m H = 0,7 m

Tipo de guarda Exterior e não escalável Exterior e não escalável Tipo de vidro Vidro laminado e temperado ou

vidro laminado de segurança

Vidro laminado e temperado ou vidro laminado de segurança Direção dos elementos de

preenchimento - -

Espaçamento entre os

elementos de preenchimento - -

Fig. 28 – Esquema da solução adequada

(47)

Guardas de proteção em edifícios de habitação

31 4.4. APRESENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO CASO 3

O edifício em estudo é um edifício exclusivamente de habitação unifamiliar, situado na Avenida Barão Lourenço Martins, nº159, em Paço de Sousa, concelho de Penafiel. A data de construção do mesmo é de 1980.

Sofreu intervenções em 2012, inclusive no que respeita às guardas de proteção, em que as guardas antigas foram substituídas por umas guardas novas em ferro.

Fig. 29 – Edifício 3

Fig. 30 – Pormenor das guardas

(48)

Guardas de proteção em edifícios de habitação

32

5.4.1.ANÁLISE DAS GUARDAS DE PROTEÇÃO E COMPARAÇÃO COM AS EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES

A altura das guardas é de 0,98 m e o espaçamento mínimo verificado entre os elementos verticais é de 0,12 m.

De acordo com a NP 4491, a altura mínima de proteção é de 1,10 m e o espaçamento máximo entre os elementos é de 0,09 m [1].

Tendo a intervenção nas guardas sido realizada após 2009, ano de publicação da norma portuguesa que define as exigências mínimas para as guardas, as características dimensionais das mesmas deveriam ter sido respeitadas, o que não se verifica.

Quadro 11 – Características das guardas

5.4.2. APRESENTAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO ADEQUADA

A solução adequada para este caso será a substituição das guardas existentes, que não apresentam a altura mínima regulamentar e que em algumas zonas apresentam um espaçamento excessivo entre os elementos verticais, para umas guardas com uma altura de 1,10 m e um espaçamento entre os elementos de 0,08 m, por exemplo.

Características dimensionais Requisitos Características da guarda em estudo

Altura do parapeito - -

Altura da proteção H ≥ 1,10 m H = 0,98 m

Tipo de guarda Não escalável Não escalável

Tipo de vidro - -

Direção dos elementos de

preenchimento Vertical Vertical

Espaçamento entre os

elementos de preenchimento d < 0,09 m d = 0,12 m

Fig. 31 – Esquema da solução adequada

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

33 A tabela seguinte representa os requisitos das guardas e as características das novas soluções adotadas para as guardas de proteção em estudo.

Quadro 12 – Características das novas guardas

Características dimensionais Requisitos Características da guarda em estudo

Altura do parapeito - -

Altura da proteção H ≥ 1,10 m H = 1,10 m

Tipo de guarda Não escalável Não escalável

Tipo de vidro - -

Direção dos elementos de

preenchimento Vertical Vertical

Espaçamento entre os

elementos de preenchimento d < 0,09 m d = 0,08 m

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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4.5. APRESENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO CASO 4

O edifício em seguida é um edifício misto de habitação/comércio e localiza-se entre as Ruas de Oliveira Monteiro e da Quinta Amarela e a Travessa da Quinta Amarela.

Apresenta 3 pisos, onde o rés-do-chão é para uso comercial e os restantes dois para uso habitacional, com um total de dois fogos.

Fig. 32 – Edifício 4

Fig. 33 – Pormenor das guardas

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

35 5.5.1.ANÁLISE DAS GUARDAS DE PROTEÇÃO E COMPARAÇÃO COM AS EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES

Como é possível observar na figura acima, as guardas de proteção da varanda são muito baixas. Apesar de o edifício aparentar ser de uma construção mais antiga, em que provavelmente não existiam regulamentos ou normas no sentido de segurança contra queda, a fachada do mesmo demonstra ter sido reabilitada recentemente. Neste caso, dever-se-ia ter tido em atenção os atuais requisitos em questões de segurança, como as características dimensionais das guardas.

As características dimensionais da guarda em estudo foram obtidas por perceção visual, uma vez que não foi possível efetuar medições no local.

Quadro 13 – Características das guardas

Características dimensionais Requisitos Características da guarda em estudo

Altura do parapeito - -

Altura da proteção H ≥ 1,10 m H ≈ 0,6 m

Tipo de guarda Não escalável Não escalável

Tipo de vidro - -

Direção dos elementos de

preenchimento Vertical Vertical

Espaçamento entre os

elementos de preenchimento d < 0,09 m d ≈ 0,15 m

5.5.2. APRESENTAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO ADEQUADA

Uma solução adequada passa pela colocação de umas novas guardas, que até podem ter um formato idêntico às anteriores, uma vez que não são escaláveis, mas com uma altura de 1,10 m e um espaçamento entre os elementos verticais inferior a 0,09 m, como sucede na figura seguinte.

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Guardas de proteção em edifícios de habitação

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A seguinte tabela apresenta os requisitos das guardas e as características das novas soluções adotadas para as guardas de proteção das janelas do edifício habitacional.

Quadro 14 – Caraterísticas das novas guardas

Características dimensionais Requisitos Características da guarda em estudo

Altura do parapeito - -

Altura da proteção H ≥ 1,10 m H = 1,10 m

Tipo de guarda Não escalável Não escalável

Tipo de vidro - -

Direção dos elementos de

preenchimento Vertical Vertical

Espaçamento entre os

elementos de preenchimento d < 0,09 m d = 0,08 m

Fig. 34 - Esquema da solução adequada

Referências

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