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Prof. William VolinoMETABOLISMO DE CARBOIDRATOS

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Academic year: 2022

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA BIOQUÍMICA RELACIONADA À ANIMAIS

Prof. William Volino METABOLISMO DE CARBOIDRATOS

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Metabolismo

É o conjunto de processos físicos e de reações que ocorrem em um sistema vivo e resulta na montagem ou quebra de moléculas complexas. É constituído por reações anabólicas e catabólicas.

- Anabolismo

Reações de síntese Absorvem energia Exemplo: fotossíntese - Catabolismo

Reações de degradação Liberam energia

Exemplo: respiração

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Metabolismo dos carboidratos

a)Digestão dos carboidratos

- Hidrólise das ligações glicosídicas mediada por glicosidases

•Inicia-se na boca

-Ação da alfa-amilase salivar (ptialina)

-Rompe algumas ligações de forma aleatória, resultando numa mistura de oligossacarídeos

-Esta atividade cessa quando chega ao estômago, devido ao pH ácido -É o único componente da dieta que tem a digestão iniciada na boca

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• Continua no intestino delgado (duodeno)

- Ação da alfa-amilase pancreática

- O pH ácido que vem do estômago é alcalinizado pelo bicarbonato secretado pelo pâncreas

• Se completa no jejuno

- Ação de dissacaridases e oligossacaridases secretadas pelas células intestinais

Ex. isomaltase, glicoamilase, lactase, sacarase

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• Absorção dos monossacarídeos pela mucosa intestinal

- Glicose - Frutose - Galactose

- Não requer insulina

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Metabolismo da frutose

Monossacarídeo proveniente da quebra da sacarose Sacarose  frutose + glicose

-A frutose não precisa de insulina para entrar nas células

-É clivada pela aldolase beta em dois compostos:

Dihidroxiacetona e D – gliceraldeído

-Podem ser usados na produção de energia

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Metabolismo da galactose

Monossacarídeo proveniente da quebra da lactose Lactose  galactose + glicose

-A galactose não precisa de insulina para entrar nas células -Deve ser fosforilada pela enzima galactoquinase

D – galactose  galactose-1-fosfato

-É convertida em glicose-1-fosfato, pela galactose 1P uridiltransferase -Entra a via glicolítica

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Regulação da glicemia

Glicemia: 60 a 99 mg/100 mL de sangue

Hiperglicemia – 100 a 125 (acima 125 – diabetes) Hipoglicemia – menos de 50

Controle feito por hormônios: adrenalina, insulina, glucagon e glicocorticóides

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Fonte da glicose sanguínea

Ingestão de carboidratos

-Principalmente de amido, que resulta em glicose no intestino delgado

-Outros monossacarídeos são convertidos em glicose no fígado, que chegam pela veia porta

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Glicogenólise hepática

- A reserva hepática não é muito grande

- O músculo faz glicogenólise apenas para consumo próprio

- É controlada pelo glucagon (sem estresse) e adrenalina (com estresse)

- Etapas:

1 – Encurtamento de cadeias

Feito pela enzima glicogênio fosforilase, que quebra as ligações alfa-1,4

A quebra ocorre até que sobrem quatro glicoses antes da ramificação

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2 – Remoção das ramificações

Feita por uma transferase, que transfere três glicoses da ramificação para a cadeia principal

A glicogênio fosforilase volta a agir quebrando as ligações alfa-1,4

3 – Hidrólise da ligação alfa-1,6

Feita pela enzima amilo-alfa – 1,6 – glisosidase

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4 - Conversão da glicose

A glicogênio fosforilase libera glicose-1-fosfato

Para ser liberada para o sangue ela deve estar sem o fosfato

A enzima fosfoglicomutase transforma a glicose-1-fosfato em glicose-6-fosfato

A enzima glicose-6-fosfatase retira o fosfato da glicose

O músculo não possui esta última enzima

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Gliconeogênese

- A reserva hepática dura 10 a 18 horas no jejum

- Na ausência de ingestão e sem reservas o organismo produz glicose a partir do lactato e do glicerol, provenientes dos triglicerídeos, ou de alfa-

acetoácidos, como o piruvato, proveniente dos aminoácidos - No fígado ocorre 90% e no rim 10%

- Regulação da gliconeogênese

• Glicocorticóides

• Disponibilidade de substrato

• Níveis diminuídos de insulina – mobiliza aminoácidos glicogênicos do músculo

• Jejum – lipólise em excesso inunda o fígado de ácidos graxos

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Destino da glicose sanguínea

•Glicogênese hepática e muscular

-É um polissacarídeo ramificado que possui ligações alfa -1,4 na cadeia principal e alfa-1,6 no ponto de ramificação

-É feita a partir da molécula de alfa-D-glicose e requer ATP (energia)

-As ligações alfa-1,4 são feitas pela enzima glicogênio sintetase

-As ligações alfa-1,6 são feitas por uma enzima ramificadora chamada glicosil alfa – 4:6 transferase

-As ligações alfa-1,6 ocorrem a cada intervalo de 8 glicoses

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Glicólise

- Utilização pelas células

- Quebra da glicose em piruvato, para produção de energia através da respiração celular

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-Transporte por difusão facilitada (independente de sódio) -Co-transporte monossacarídeo-Na+

Difusão facilitada independente de Na+

-Realizada por uma família de transportadores (GLUT-1 a GLUT-14)

-Existem na membrana em dois estados conformacionais, que se modifica com a ligação da glicose

Transporte de Glicose para dentro das células

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- GLUT-1

- Abundante nos eritrócitos e encéfalo, envolvido na captação de glicose do sangue.

- É mais comum em tecidos fetais.

- Não depende de insulina e mantém os níveis basais de glicose

- GLUT-2

- Encontrada no fígado, pâncreas (B), rins e células intestinais (após a absorção).

- Transporta nos dois sentidos, envolvido na regulação da glicemia (jejum). Não depende de insulina.

- GLUT-3

- Principal nos neurônios , envolvido na captação de glicose do sangue. É independente de insulina.

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- GLUT-4

- Abundante no tecido adiposo, músculo esquelético e cardíaco, que aumenta de quantidade e se abre em resposta à insulina.

- Envolvido na captação de glicose do sangue.

- A célula possui armazenada em vesículas, que são transportadas para a membrana sob estímulo da insulina.

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-GLUT-5

- Transporta frutose no intestino delgado e testículos.

-GLUT-7

- Encontrada no fígado e outros tecidos gliconeogênicos, para entrada de glicose no retículo endoplasmático.

Os outros GLUT ainda não tiveram a função bem estabelecida

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Co-transporte monossacarídeo-Na+

-Requer energia, pois é contra o gradiente de concentração

-Está ligado a um carreador que depende do gradiente de sódio, que é transportado concomitantemente

-Ocorre nas células epiteliais do intestino (absorção), túbulos renais (reabsorção) e plexo coroide

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Referências

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