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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UFRN CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA CCET INSTITUTO DE QUÍMICA IQ CURSO DE QUÍMICA BACHARELADO

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE – UFRN CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – CCET

INSTITUTO DE QUÍMICA – IQ CURSO DE QUÍMICA – BACHARELADO

HELOISA GABRIELA CLEMENTE DE CASTRO

PROFQUI-UFRN: UM BREVE HISTÓRICO DO CURSO E ASPECTOS DA TRAJETÓRIA ACADÊMICA DOS EGRESSOS DA PRIMEIRA

TURMA

NATAL/RN

2020

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HELOISA GABRIELA CLEMENTE DE CASTRO

PROFQUI-UFRN: UM BREVE HISTÓRICO DO CURSO E ASPECTOS DA TRAJETÓRIA ACADÊMICA DOS EGRESSOS DA PRIMEIRA

TURMA

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito parcial para obtenção de título de Bacharel em Química.

Orientadora: Prof.ª Dr.ª Grazielle Tavares Malcher Co-orientadora: Prof.ª Dr.ª Fernanda Marur Mazze.

NATAL/RN

2020

(3)

Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN Sistema de Bibliotecas - SISBI

Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial Prof. Francisco Gurgel De Azevedo - Instituto Química - IQ

Castro, Heloisa Gabriela Clemente de.

PROFQUI-UFRN: um breve histórico do curso e aspectos da trajetória acadêmica dos egressos da primeira turma / Heloisa Gabriela Clemente de Castro. - Natal: UFRN, 2020.

66f.: il.

Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Exatas e da Terra - CCET, Instituto de Química. Curso de Química Bacharelado.

Orientadora: Dra. Grazielle Tavares Malcher.

Coorientadora: Dra. Fernanda Marur Mazze.

1. PROFQUI-UFRN. 2. Acompanhamento dos Egressos. 3. Análise das Dissertações. I. Malcher, Grazielle Tavares. II. Mazze, Fernanda Marur. III. Título.

RN/UF/BSIQ CDU 54:37.06

Elaborado por FERNANDO CARDOSO DA SILVA - CRB-759/15

(4)

HELOISA GABRIELA CLEMENTE DE CASTRO

PROFQUI-UFRN: UM BREVE HISTÓRICO DO CURSO E ASPECTOS DA TRAJETÓRIA ACADÊMICA DOS EGRESSOS DA PRIMEIRA

TURMA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito parcial para obtenção de título de Bacharel em Química.

Aprovada em: 11/12/2020.

BANCA EXAMINADORA

____________________________________________

Prof.ª Dr.ª Grazielle Tavares Malcher Orientadora

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

_____________________________________________

Prof.ª Dr.ª Maria de Fátima Vitória de Moura Membro externo

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

_____________________________________________

Prof. Dr. Ótom Anselmo de Oliveira Membro externo

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

(5)

À minha mãe Marlene (tudo para mim), à minha Irmã Hellen e às minhas amigas Gracinha, Martha e Fátima.

A todos os meus familiares que foram meu combustível para que eu pudesse chegar até aqui.

In memoriam:

À Cristina Maria Castro de Carvalho (Mainha), à Ana

Célia Castro de Carvalho (Tia), à Maria de Lourdes

Castro (Bisavó) e à Débora Maria Oliveira de Lima

(Amiga).

(6)

AGRADECIMENTOS

Ao ser Supremo e todo poderoso que chamo de Deus, por estar sempre comigo ao meu lado, sendo luz para minha vida e me levando a trilhar os caminhos da Química da vida e do amor, vendo muito além do que apenas uma ciência.

À minha mãe/avó Marlene que tanto se sacrificou e se doou para que eu e minha irmã pudéssemos ter bons estudos e uma boa educação, a essa mulher incrível, maravilhosa e super heroína, que renunciou tantas coisas, que cuidou de nós com amor incondicional de filhas, a ela minha gratidão eterna, assim como todo meu amor.

À minha irmã Hellen por todo apoio diante dessa estrada pedregosa que passamos durante nossas vidas, minha gratidão e meu amor, a única ligação de família direta que me resta de mainha. Sem ela, falta sempre um pedaço de mim.

In memoriam: à Cristina (minha mainha) que mesmo vivendo um breve período tanto me ensinou e sua maior lição foi o amor; à Aninha (minha tia), que tanto cuidou de mim, minha amiga e confidente; à Débora, minha amiga querida que me trouxe alegrias, me motivava a estudar e querer o melhor e o mais importante que sempre me levava para Deus e à Vó Lourdes, minha bisa que nos deixou este ano, deixando uma enorme saudade do seu sorriso, brincadeiras e alegrias.

Minha gratidão especial, às minhas tias Edilene, Rosiane e Leniara que com zelo estiveram presentes na minha vida e ao meu tio Washington, todos eles deram apoio nesta longa jornada, sempre de maneira amorosa e com preocupação. Aos meus primos Víctor, Gabriel, Ytalo, Yuri e Kaio, pela motivação.

Aos meus amigos: Martha Isabelle (Belle), minha melhor amiga que está sempre comigo desde o ensino médio, chorando e sorrindo, com minhas lutas em busca da realização de sonhos como o de hoje; Maria Auxiliadora (Dôra), por estar sempre presente na nossa família, nos dando apoio e compartilhando momentos;

André, Kátia e Raissa que sempre fizeram parte das minhas conquistas dando apoio; Irís Zélia pela amizade e incentivo; Rodrigo pelo apoio e incentivo; Aurélio pelas contribuições e auxílio e Gracinha que tanto mudou minha forma de pensar e ver a vida, de maneira a ser um exemplo e modelo de superação.

A todos que fazem parte da APABB (Associação de Pais, Amigos e Pessoas

com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade),

especialmente na pessoa de Clécia, posso dizer que de todos os projetos de que

(7)

participei na universidade, esse é o mais especial e que mudou a minha vida e acabou por se tornar uma parceria que dura até hoje.

À Professora e amiga Fátima Vitória, que me acolheu em seu laboratório mesmo sem me conhecer, quando eu passava por uma fase muito difícil dentro do curso, me deu uma chance de trabalhar como voluntária e depois como sua bolsista, onde tive a oportunidade de aprender muito, inclusive manusear equipamentos e aprender novas técnicas, por tudo que ela fez por mim, acreditando e me dando forças, minha eterna gratidão.

À minha orientadora Professora Grazielle Malcher pelos ensinamentos recebidos e suas importantes contribuições para esse trabalho, o meu muito obrigada.

À Professora Fernanda Mazzer, que acompanhou toda minha trajetória como minha orientadora acadêmica, conselheira e depois ainda me acolheu no seu grupo de pesquisa para que eu pudesse desenvolver esse trabalho, por ter acreditado sempre em mim mesmo quando eu não acreditava mais e por todas as suas contribuições, minha gratidão sem tamanho.

Às minhas colegas de pesquisa: Darlene, Ellen e Fernanda, hoje faço parte desse grupo com muito orgulho, obrigada por todo acolhimento, ensinamento e partilha, só posso dizer que vocês três são tudo de bom!

Ao Professor Ótom Oliveira, por toda amizade, apoio e contribuições na minha vida acadêmica e de modo particular para este trabalho, minha gratidão.

Às Professoras Márcia Gorette e Márcia Barroso pelas contribuições dadas para o desenvolvimento deste trabalho, compartilhando conhecimento e histórias, obrigada.

Aos Professores queridos Klécia Morais, Paulo Campos, Nedja Fernandes, Jailson Melo, Jeanete Moreira, Teresa Neuma e Djalma Ribeiro, que ao longo da minha caminhada acadêmica me deram apoio, suporte e amizade para seguir sem hesitar, a eles minha gratidão especial.

Aos colegas, sócios da Ecoaroma, Mayara, Aimée e Francimar, que mesmo

com tantas dificuldades e inúmeros desafios, sonham junto comigo nesse espírito

empreendedor que nos apaixonou, a eles, por todo conhecimento trocado e cada

teste e produção executada, o meu muito obrigada por terem me deixado participar

de tudo isso.

(8)

Meus agradecimentos aos meus colegas do laboratório LAQUANAP, o qual eu tive o prazer de conviver e aprender tantas coisas que nunca imaginei ser capaz de executar: Luciene Lira, Denise Emerenciano, Geovane Chacon, Adriano, Caio César e Karen. Aos técnicos de laboratório: Marcondes Azevedo, Jhonatas e Joadir por todo aprendizado e partilha de conhecimento que foi muito enriquecedor na minha jornada.

A minha amiga Prof.ª Surama, pelo apoio. Aos meus alunos e colegas de profissão que de alguma forma me impulsionaram a chegar até aqui.

A todos que fazem parte do Instituto de Química da UFRN, corpo discente, docente

e técnico, que tanto me ensinaram e foram tão importantes para o meu

amadurecimento e crescimento.

(9)

A vida não é fácil para nenhum de nós. Mas e daí? Nós devemos ter persistência e, acima de tudo, confiança em nós mesmos. Devemos acreditar que somos talentosos em alguma coisa, e que essa coisa, a qualquer custo, deve ser alcançada.

Marie Curie

(10)

RESUMO

Com a realização deste trabalho se busca mostrar a relevância que os Mestrados Profissionais apresentam hoje na área do Ensino de Química, que se revela pelo reconhecimento proporcionado aos professores em exercício nos diversos espaços formativos de reflexão e aplicação do conhecimento. Ele surge no contexto do projeto “Contribuições para os Mestrados Profissionais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) a Partir de Suas Produções e Acompanhamentos de Egressos”, cujo objetivo geral é realizar estudos de descrição, análise e avaliação da produção acadêmica dos Mestrados Profissionais e acompanhamentos dos egressos desses programas. Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo resgatar um pouco da história do Programa de Pós- Graduação em Química em Rede Nacional (PROFQUI), da sua formação no pólo da UFRN, e identificar algumas características das dissertações produzidas pela primeira turma de egressos do PROFQUI-UFRN, bem como o impacto deste programa na vida destes egressos. Os dados obtidos nessa pesquisa basearam-se principalmente na Análise Documental e na Análise de Conteúdo. Foram analisadas as sete dissertações e os sete produtos educacionais produzidos pela primeira turma do PROFQUI-UFRN, bem como nos sete questionários respondidos por esses egressos. As fichas de caracterização das dissertações foram preenchidas de acordo com adaptações feitas a partir dos descritores do Centro de Documentação em Ensino de Ciências (CEDOC). Em linhas gerais, o conjunto dos resultados sinaliza uma contribuição positiva do PROFQUI-UFRN na prática pedagógica dos egressos.

Palavras - Chave: PROFQUI-UFRN, Acompanhamento dos Egressos e Análise das

Dissertações.

(11)

ABSTRACT

This work seeks to show the relevance that Professional Master's Degrees have today in the area of Chemistry Teaching, which is revealed by the recognition provided to teachers in practice in the various formative spaces for reflection and application of knowledge. It arises in the context of the project “Contributions for Professional Master's Degrees at the Federal University of Rio Grande do Norte (UFRN) Starting From Its Productions and Accompaniments of Graduates”, whose general objective is to carry out studies of description, analysis and evaluation of the academic production of the Professional Master's Degrees and accompaniment of the graduates of these programs. In this context, the present work aims to rescue a little of the history of the Graduate Program in Chemistry Rede Nacional (PROFQUI), from its formation at the UFRN center, and to identify some characteristics of the dissertations produced by the first group of graduates of PROFQUI-UFRN, as well as the impact of this program in the lives of these graduates. The data obtained in this research were based mainly on Document Analysis and Content Analysis. The seven dissertations and the seven educational products produced by the first PROFQUI-UFRN class were analyzed, as well as in the seven questionnaires answered by these graduates. The characterization sheets of the dissertations were completed according to adaptations made from the descriptors of the Center for Documentation in Science Teaching (CEDOC). In general, the set of results indicates a positive contribution from PROFQUI-UFRN in the pedagogical practice of the graduates.

Key words: PROFQUI-UFRN, Accompaniment of Graduates and Analysis of

Dissertations.

(12)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Polos Regionais do PROFQUI...30

Figura 2 Perfil dos Docentes...38

Figura 3 Linhas de Pesquisa dos Docentes...41

Figura 4 Interesse nos Resultados da Pesquisa………..……..42

Figura 5 Produto Educacional Aplicado Após Mestrado……….………..42

Figura 6 Local e Nível Escolar que o Produto foi aplicado…...….………….………..43

Figura 7 Dificuldade de Aplicação do Produto……….…..…….………….…………...44

Figura 8 Tipos de Dificuldades Enfrentadas para Aplicação do Produto…….…...44

Figura 9 Produto Educacional Aplicado em Mais de uma Turma………….………...45

Figura 10 Séries em que foram aplicados os Produtos Educacionais.……...46

Figura 11 Produto Educacional Aplicado Produzido por outro Egresso…………... 46

Figura 12 Séries: Produto Educacional Produzido por outro Egresso……..…....…...47

Figura 13 Adequações ao Produto Educacional……….……....…..……..48

Figura 14 Alguém Utilizou seu Produto Educacional………...49

Figura 15 Produto Educacional Divulgado ou Publicado……….………...49

Figura 16 Forma de Divulgação ou Publicação………...………....…50

Figura 17 Mudança na Prática Profissional………...………...51

Figura 18 Atividades Inovadoras…………...……….……...52

Figura 19 Tipos de Atividades Inovadoras………...……….53

Figura 20 Influência em Algum Tipo de Mestrado………..……….………...53

Figura 21 Melhoria Salarial………..…...54

Figura 22 Continuidade na Formação………...……….55

Figura 23 Tipo de Formação………..………....55

Figura 24 Profissão no Período do Mestrado……….……….…....56

Figura 25 Mudança de Cargo………..……….……..57

Figura 26 Cargo Atual………..………...58

(13)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Características da Análise Documental e da Análise de

Conteúdo……...…..25

Tabela 2 Estrutura Curricular: Química PROFQUI (2015.2)...30

Tabela 3 Estrutura Curricular: Comum a todas as áreas do PROFQUI (2015.2)...31

Tabela 4 Focos Temáticos...32

Tabela 5 Sub–focos Temáticos...33

Tabela 6 Estratégias de ensino que dão suporte a elaboração do produto educacional…………...34

Tabela 7 Instrumentos de Coletas de Dados . ...34

Tabela 8 Referencial de Análise de Dados...35

Tabela 9 Análise da Dissertação...36

Tabela 10 Análise do Produto Educacional...37

Tabela 11 Descrição das linhas de Pesquisa do PROFQUI...39

Tabela 12 Adequações Feitas ao Produto Educacional……….48

Tabela 13 Mudanças na Prática Profissional………51

Tabela 14 Tipo de Mestrado Profissional Feito Pelos Colegas………...…..54

(14)

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CEDOC Centro de Documentação em Ensino de Ciências

CNE Conselho Nacional de Educação

CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CONSEPE Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão

EJA Educação de Jovens e Adultos IES Instituições de Ensino Superior IQ Instituto de Química

MA Mestrado Acadêmico MEC Ministério da Educação

MNPEF Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física MP Mestrado Profissional

PET Programa de Educação Tutorial

PIBIC Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica PIBID Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência

PMPQRN/IQ Programa de Pós-graduação em Química - Rede Nacional/Instituto de Química

PNE Plano Nacional de Educação

PROFMAT Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional ProfLetras Programa de Mestrado Profissional em Letras em Rede Nacional PROFARTES Programa de Mestrado Profissional em Artes em Rede Nacional ProfHistória Programa de Mestrado Profissional em História em Rede Nacional PROFQUI Programa de Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional SBQ Sociedade Brasileira de Química

UAB Universidade Aberta do Brasil

UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte

UNICAMP Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas

(15)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 16

2 OBJETIVOS 22

2.1 OBJETIVO GERAL 22

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 22

3 METODOLOGIA 23

3.1. INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS 23

3.1.1 Documentos 23

3.1.2 Entrevista 23

3.1.3 Questionário 23

3.2. ANÁLISE DE DADOS 24 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 26 4.1 HISTÓRIA 26 4.2 PÓLOS REGIONAIS 29 4.3 ESTRUTURA CURRICULAR 30 4.4 ANÁLISE DAS DISSERTAÇÕES 31

4.5 ANÁLISE DOS PRODUTOS EDUCACIONAIS 36

4.6 CORPO DOCENTE DO PROFQUI 38

4.6.1 Formação e Produção 38

4.6.2 Linhas de Pesquisa 39

4.7 ANÁLISE DO QUESTIONÁRIO 41

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 59

6 REFERÊNCIAS 61

APÊNDICES 65

(16)

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como foco resgatar a história de um curso de pós-graduação que faz a diferença no que se refere ao ensino de química no Brasil, além de retratar os avanços conquistados até aqui, seja através de produções acadêmicas ou de seus respectivos produtos educacionais, investigando o perfil e atuação dos egressos do PROFQUI-UFRN.

O ensino atual tem exigido cada vez mais que os docentes estejam capacitados e que tenham aptidões em metodologias que favoreçam a aprendizagem. Com o cenário da Pandemia do Covid-19 que toda a humanidade está vivenciando, cada um teve que se reinventar para passar por esse momento difícil. No caso dos docentes, todos tiveram que descobrir novas estratégias de ensinar que favorecessem a aprendizagem dos alunos mesmo sem ter presencialmente a figura do professor.

Escutamos relatos nos mais diversos meios de comunicação de como tem sido desafiador “recriar” o modo de transmitir o conteúdo para facilitar o aprendizado por partes dos alunos. Alguns profissionais da educação recorreram ao auxílio dos seus familiares mais jovens ou até mesmo participaram de cursos on-line de formação e aperfeiçoamento em informática e mídias digitais, para se adaptar aos recursos tecnológicos e plataformas digitais que nunca imaginaram que fosse preciso utilizar.

As aulas presenciais deram lugar às aulas na configuração remota, em que o contato professor - aluno é exclusivamente virtual. Infelizmente, a maioria dos estudantes da rede pública de ensino básico foram prejudicados por não ter condições financeiras para participar das aulas remotas muitos viverem em situação precária de moradia, saúde e alimentação, e os recursos tecnológicos necessários não são baratos nem para os docentes, o que deixa esses alunos sem opção para acompanhar o ensino na modalidade remoto.

As novas tecnologias têm sido o fator que mais tem exigido capacitação para os docentes, daí a grande importância da formação continuada para essa classe trabalhadora.

6

Em um complemento a capacitação docente, a escola se constitui no

instrumento mais poderoso dentro de uma sociedade, pois, por meio dela é que se

constrói o conhecimento. Vimos que infelizmente muitas escolas públicas da rede

(17)

básica, não têm os recursos necessários para favorecer a aprendizagem dos estudantes, faltam muitas coisas, entre elas: uma sala de informática equipada e com internet. As consequências dessa deficiência, por exemplo, ficaram cada vez mais evidenciadas com a Pandemia no novo Coronavírus. E os docentes tiveram que tentar suprir carências de recursos tecnológicos, tendo em vista que, a maioria dos alunos não tem nem internet e nem computador para acompanhar as aulas remotamente, de modo a possibilitar aos que não têm acesso a esses meios pudessem acompanhar as aulas de alguma maneira.

Nesse contexto, a qualificação dos profissionais de química é crucial para possibilitar a disseminação deste conhecimento como um instrumento mediador para a sociedade, bem como articular essa formação profissional com instituições ou associações diversas, despertando o interesse por esta ciência não apenas na educação, mas, também atividades profissionais da área de química, contribuído para a competitividade e aumentando o interesse de organizações privadas e públicas, podendo assim mais empregos na área de química e fazendo movimentar a economia do País.

O Plano Nacional de Educação (PNE), a Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, mostra que através de uma análise diagnóstica, só é possível se obter qualidade do ensino se houver valorização dos profissionais da educação. Todavia, essa meta só poderá ser atingida através de um sistema político global que esteja capacitado e empenhado em articular os seguintes pontos: formação inicial, formação continuada, carreira, melhoria nas condições salariais e de trabalho. Na Meta 16 deste mesmo documento está explícito o seguinte:

“formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos (as) os (as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino.”

(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20112014/2014/lei/l13 005.htm).

Os Mestrados Profissionais (MPs) são cursos de pós-graduação direcionados

para o campo profissional, ou seja; estão relacionados à pesquisa aplicada. Moreira

(18)

(2009) argumenta que os MPs têm possibilidade de formar profissionais do ponto de vista do ensino e não somente da pesquisa, destacando-se dos mestrados acadêmicos. “O foco do mestrado profissional em ensino, deve estar na aplicação do conhecimento, não na produção do conhecimento, ou seja, no desenvolvimento, na pesquisa aplicada e não na pesquisa básica” (MOREIRA e NARDI, 2009).

Espera-se que no MP: haja reflexão a partir da prática profissional, convergindo com seu objeto de estudo na pós-graduação; a estrutura curricular seja voltada para a preparação e aplicação no campo de atuação profissional do mestrando; o relatório da dissertação envolva uma proposta de ação profissional (produto), a qual possa promover impacto, de certa forma, imediato, no campo específico de atuação (MOREIRA, 2004; RIBEIRO, 2009). A principal diferença entre os MPs e os Mestrados Acadêmicos (MA) é a elaboração dos produtos educacionais.

O Projeto do Programa de Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI) foi elaborado por uma comissão composta pelo então Presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) (2012-2014) e por três ex- Presidentes da referida Sociedade. Em 2014, foi então criado o PROFQUI, tendo o Instituto de Química (IQ) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aderido a este programa.

No Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE) da UFRN, na RESOLUÇÃO No 116/2015-CONSEPE, de 04 de agosto de 2015, foi aprovada a criação do PROFQUI. Segundo os artigos abaixo:

Art. 1

o

. Aprovar a criação do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Química – PROFQUI, em Rede Nacional, vinculado ao Instituto de Química, do Centro de Ciências Exatas e da Terra – CCET, da Universidade Federal

do Rio Grande do Norte UFRN.

(https://sigrh.ufrn.br/sigrh/public/colegiados/filtro_busca.jsf), 2015.

Art. 2

o

. Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

(https://sigrh.ufrn.br/sigrh/public/colegiados/filtro_busca.jsf),

2015.

(19)

A partir do ano de 2017, através da Portaria Nº 389, Ministério da Educação (MEC), estabelece a criação de novos cursos de pós-graduação de mestrado e doutorado profissional em rede nacional, ficando a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), conforme definido na e a Portaria Nº 131 de 28 de junho de 2017, como o órgão que regulamenta, avalia e acompanha os cursos de mestrado ou doutorado profissional. Com isso, sendo instituído e regulamentado no Brasil, um avanço importante para as instituições beneficiadas, tendo em vista, as contribuições que essa modalidade tem trazido na formação continuada de professores dentro da sociedade, de modo particular, as escolas que estão ganhando ao receberem profissionais da educação mais qualificados nas mais diversas didáticas e metodologias de ensino.

O PROFQUI está presente hoje em 18 Instituições de Ensino Superior (IES), colaborando na formação docente em química, de modo a tratar com mais competência o conhecimento científico e tecnológico. Além de ter como centro a formação continuada que se torna a base para mão de obra qualificada e a renovação do conhecimento químico, com novas técnicas, materiais didáticos e pesquisas, que sejam essenciais para o exercício pelo do ensino docente da educação básica no Brasil. O programa é de um mestrado profissional em Química, podendo capacitar profissionais para outras áreas, além do ensino.

Essa modalidade de curso teve a RESOLUÇÃO No 127/2015-CONSEPE e 042/2019-CONSEPE, de 04 de agosto de 2015 que foi atualizada respectivamente no dia 07 de maio de 2019, em que apresenta a aprovação dessa atualização no regimento interno no âmbito da UFRN. Nos seguintes artigos:

Art. 1º. Aprovar a atualização do Regimento Interno do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Química – PROFQUI, em Rede Nacional, vinculado ao Instituto de Química – IQ, do Centro de Ciências Exatas e da Terra – CCET, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN.

(https://sigrh.ufrn.br/sigrh/public/colegiados/filtro_busca.jsf), 2019.

Art. 2º. Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua

publicação, revogadas as disposições em contrário.

(20)

(https://sigrh.ufrn.br/sigrh/public/colegiados/filtro_busca.jsf), 2019.

Segundo o regimento interno no âmbito da UFRN diz:

Art. 1º. O Programa de Mestrado Profissional em Química (PROFQUI) stricto sensu, em rede nacional, tendo a Universidade Federal do Rio Grande do Norte como instituição associada, está organizado no nível de Mestrado, na modalidade Profissional e na área de concentração: Química.

(https://sigaa.ufrn.br/sigaa/public/programa/documentos.jsf?lc=

pt_BR&id=9493&idTipo=2).

Art. 2º. O Programa de Mestrado Profissional em Química (PROFQUI) stricto sensu, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, tem como objetivo proporcionar ao professor de Química do Ensino Básico, formação Química aprofundada e relevante ao exercício da docência. (Programa de Mestrado Profissional em Química-PROFQUI. Mestrado profissional em rede nacional regimento no âmbito da UFRN).

(https://sigaa.ufrn.br/sigaa/public/programa/documentos.jsf?lc=

pt_BR&id=9493&idTipo=2).

De acordo com o plano quadrienal, a primeira seleção nacional, ocorreu em 18 de junho de 2017, a UFRN teve a participação de aproximadamente 50 candidatos inscritos.

É importante ressaltar que muito tem sido feito para que essa modalidade de curso se fortaleça em meio às dificuldades socioeconômicas dos participantes e ao baixo investimento financeiro do poder público. Por isso, se faz necessário ter o fortalecimento do programa e ver a sua importância para a sociedade no desenvolvimento do País.

Esse fortalecimento pode ser reconhecido a partir das avaliações feitas pela

CAPES a cada quatro anos, cuja primeira realização ocorrerá no próximo ano, mas

que já dá os seus primeiros passos com a formação de uma Comissão Nacional,

especificamente para construir um relatório de autoavaliação na área de

concentração de Química Mestrado Profissional em Rede do PROFQUI e

(21)

compreender seus desafios e contribuições dos seus egressos, de modo particular, a primeira turma que concluiu no ano de 2019.

Tratando dessa questão, no primeiro capítulo será descrita a metodologia utilizada, como foram coletados os dados e os instrumentos utilizados para analisá- los.

O segundo capítulo, resultados e discussões, estará também dividido em tópicos, tendo primeiramente a revisão bibliográfica e, em seguida, o tratamento dos dados.

No terceiro e último capítulo, são feitas as considerações finais, chamando a

atenção para os fatos mais relevantes tratados no trabalho, além das informações

que nos fazem acreditar que os objetivos propostos foram alcançados.

(22)

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Este trabalho tem como objetivo resgatar a história do PROFQUI e fazer um levantamento da trajetória da primeira turma dos egressos do Programa de Pós- graduação em Química-Rede Nacional/Instituto de Química (PMPQRN/IQ), a fim de obter informações sobre o impacto da sua formação na sua prática profissional.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

➢ Resgatar e descrever um pouco da história do PROFQUI;

➢ Mostrar que caminhos estão sendo trilhados, a partir do que foi conquistado até agora no programa;

➢ Analisar o perfil do corpo docente que compõe o programa;

➢ Analisar as dissertações e produtos educacionais dos egressos da primeira turma do programa;

➢ Analisar a atuação profissional e melhorias decorrentes após a conclusão do

mestrado profissional de rede.

(23)

3. METODOLOGIA

3.1. INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS

Para atender aos objetivos propostos acima, diferentes instrumentos de coleta de dados foram utilizados. São eles:

3.1.1. Documentos

Enquadram-se nesta categoria as sete dissertações analisadas, que podem ser encontradas no Repositório Institucional da UFRN, Regimentos: Interno Nacional e no âmbito da UFRN para o Mestrado Profissional de Rede Nacional, documentos da CAPES como: o Relatório do Seminário de Meio Termo Área de Ensino, Relatório do Seminário de Meio Termo Mestrados Profissionais (Educação Básica) em Rede, Ficha de Avaliação Grupo de Trabalho, Ficha de Avaliação da Plataforma Sucupira, Documento de Área Ensino. O Plano de Ação Quadrienal PROFQUI UFRN, Artigos, Editais para seleção dos alunos e por fim, as dissertações e seus respectivos produtos educacionais elaborados, foram analisados.

3.1.2. Entrevistas

Foram realizadas duas entrevistas não estruturadas, via troca de e-mails com o ex-diretor do IQ e com a coordenadora do PROFQUI. Os entrevistados compartilharam suas experiências, desafios e expectativas, mas, tendo em vista o atual cenário da Pandemia devido ao Covid-19, tornou-se inviável realizar as entrevistas presencialmente como era o planejado, o que de certo modo, acabou deixando os entrevistados mais livres ao relatarem o que vivenciaram no início do programa.

3.1.3. Questionário

(24)

Foi aplicado um questionário composto por perguntas abertas e fechadas, em que os egressos responderam questões que estão relacionadas com dados pessoais, atuação profissional e aplicação do produto educacional.

3.2. ANÁLISE DOS DADOS

Os dados foram obtidos tomando-se por base as análises: documental e de conteúdo. A análise documental é baseada na abordagem de dados qualitativos, seja de maneira a complementar informações previamente identificadas ou por outras técnicas, como por exemplo, aspectos novos sobre o tema ou situação problema estudada (DE MELO, 2014). A análise documental busca identificar e representar uma fonte “natural” de informação que fundamenta as afirmações e declarações do pesquisador, ao qual cabe perceber, através da obtenção de dados, o que será mais relevante para ser adicionado na sua pesquisa (DE MELO, 2014).

Os documentos utilizados foram as dissertações, registros escritos e via e-mail, que foram recolhidos como fonte de informação.

São considerados documentos "quaisquer materiais escritos que possam ser usados como fonte de informação sobre o comportamento humano" (Phillips, 1974, p. 187). Estes incluem desde leis e regulamentos, normas, pareceres, cartas, memorandos, diários pessoais, autobiografias, jornais, revistas, discursos, roteiros de programas de rádio e televisão até livros, estatísticas e arquivos escolares (LÜDKE; ANDRÉ, 1986). Identificou-se através de documentos como leis, regulamentos, normas, discursos etc.

Já a análise de conteúdo é definida como um método empírico, cuja

metodologia de pesquisa é utilizada para descrever e interpretar dados, textos,

informações ou documentos. Voltada para o campo da pesquisa investigativa, alia a

teoria com a prática, de modo, que se complementam. Bardin (2011) apresenta três

etapas fundamentais na análise do conteúdo, entres elas estão a descrição,

interpretação e os critérios de categorização que implica dizer que a essa escolha de

categorias envolve classificação e agregação, na qual, a categoria reflete o

pensamento e a realidade de uma forma em um determinado momento. A

categorização é uma operação de classificação dos elementos de uma mensagem

seguindo determinados critérios pré-estabelecidos, facilitando assim a análise das

(25)

informações e tendo como função agrupar dados, levando em consideração a parte comum existente entre eles.

Segundo Bardin (2011, p.15), a análise de conteúdo é um conjunto de instrumentos de cunho metodológico em constante aperfeiçoamento, que se aplicam a discursos (conteúdos e continentes) extremamente diversificados (Revista eletrônica de educação, maio, 2012). Bardin (2011), estabeleceu reflexões acerca da análise do conteúdo e a linguística, por conterem, um objeto comum, a linguagem.

Embora suas diferenças sejam acentuadas, a linguística preocupa-se com o estudo da língua e seu funcionamento, ao passo que a análise do conteúdo procura conhecer aquilo que está por trás do significado das palavras; da análise do conteúdo e análise documental, pois, segundo ela algumas técnicas e procedimentos da análise de conteúdo, fazem menção à análise documental como uma forma de condensação das informações, para consulta e armazenamento. Na tabela 3, são apresentadas algumas dessas características:

Tabela 1: Características da Análise Documental e da Análise de Conteúdo.

ANÁLISE DOCUMENTAL ANÁLISE DO CONTEÚDO

Foca-se em documentos; Foca-se em mensagens (comunicações);

Classificação – Indexação; Categorial-temática (é apenas uma das possibilidades de análise);

Objetivo: Representação condensada da informação para consulta e armazenagem.

Objetivo: Manipulação de mensagens para confirmar os indicadores que permitam interferir sobre outra realidade que não a da mensagem.

Fonte: Adaptado aos estudos de BARDIN, 2011.

Para fins didáticos, os dados analisados foram separados em:

- História;

- Pólos Regionais;

- Estrutura Curricular;

- Análise das Dissertações;

- Análise dos Produtos Educacionais;

- Corpo Docente do PROFQUI

- Análise do Questionário.

(26)

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 HISTÓRIA

De acordo com a entrevista realizada via recursos virtuais, foi constatado que o PROFQUI foi aprovado no ano de 2015, entretanto, só deu início às suas atividades em 2017, após liberação de recursos financeiros pela CAPES.

O programa foi recomendado pela CAPES, reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e validado pelo MEC com conceito 4.

Através dos editais e do site oficial da sede do PROFQUI foi possível obter as informações de que o Curso de Mestrado Profissional de Química em Rede Nacional é um programa de pós-graduação de modalidade semipresencial, Stricto Sensu, composto por uma rede de instituições de ensino superior, como um contexto de Universidade Aberta do Brasil (UAB)/CAPES. Em linhas gerais, a UAB é um programa que busca ampliar e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior, tendo como prioridades oferecer formação inicial de docentes em exercício na educação básica pública, que ainda não tenham um curso de graduação e para aqueles que já tenham graduação, proporcionar uma formação continuada de qualidade, bem como reduzir as desigualdades na oferta de ensino superior, desenvolvendo assim um amplo sistema nacional de educação superior à distância.

Com o apoio da UAB/CAPES e coordenado pelo IQ da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tendo a cogestão da SBQ e o apoio das Instituições Associadas, surgiu o PROFQUI a nível nacional.

Através das entrevistas e do plano quadrienal, foi possível conhecer um pouco da história e como se deu o início do PROFQUI, que foi criado em 2014, e nos anos de 2015 e 2016 houve várias discussões sobre como ocorreria a implementação da rede.

Foi considerado como principal desafio, iniciar uma grande rede com poucos

recursos para um nível de gerenciamento nacional. Houve também alguns embates

envolvendo a natureza das atividades a serem executadas, que ocorreram

principalmente entre pesquisadores das áreas de concentração de química e de

ensino. Com a demora na implementação, algumas mudanças de instituições

(27)

participantes e de seus corpos docentes acabaram acontecendo. Logo, esses foram alguns dos motivos pelos quais os cursos nas associadas somente iniciaram efetivamente em 2017.2.

O programa iniciou suas atividades em 2017, ocorrerá, em 2021, sua primeira avaliação quadrienal pela CAPES, abrangendo as atividades desenvolvidas no período 2017-2020. Essa avaliação é realizada quadrienalmente, e para isso é composta por uma Comissão Nacional para desenvolver um relatório de autoavaliação na área de Química no MP.

Nessa avaliação da CAPES do quadriênio é formado um Comitê que se pode considerar como misto, por ser composto de especialistas de várias áreas, como química, ensino de ciências, educação, entre outros. Assim, todas as associadas estão se debruçando sobre seus relatórios de autoavaliação. Além desta será realizada uma outra avaliação interna, desenvolvida por cada um dos polos regionais para avaliar o andamento do programa dentro do seu departamento ou instituto.

O programa atua hoje com um importante papel na educação básica do ensino de química, de modo que está além da formação continuada de professores de química em exercício, pois está diretamente ligado com o desenvolvimento e aplicações de estratégias didáticas inovadoras e com a produção de produtos educacionais que contribuem na aprendizagem especialmente dos estudantes da Educação Básica de escolas públicas.

Para o ingresso no PROFQUI são realizadas seleções anuais, regulamentadas em edital que descrevem orientações e informações necessárias para a realização do Exame Nacional de Acesso ao programa (https://profqui.iq.ufrj.br/edital-2017/;

https://profqui.iq.ufrj.br/edital-2018/; https://profqui.iq.ufrj.br/edital-2019/).

O IQ da UFRN defendeu e participou dos esforços para criação do Programa

iniciados pela SBQ. O PROFQUI pode ser considerado o “caçula” dentre os

Mestrados Profissionais em Rede Nacional da área de exatas, tendo em vista que o

mais antigo é o Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional

(PROFMAT), o qual iniciou suas atividades no ano de 2011, em seguida veio o

Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF), com o PROFIS, e, o

Programa de Pós-Graduação em Letras em Rede Nacional (ProfLetras) que

iniciaram suas atividades no ano de 2013.

(28)

No ano de 2014 o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Artes em Rede Nacional (PROFARTES) iniciou suas atividades no programa na UFRN. Em 2016, o ProfHistória deu início ao seu programa.

No início das atividades, o PROFQUI do IQ/UFRN contava com um corpo docente 13 professores permanentes; destes, um solicitou desligamento em 2018.2 e outro passou para professor colaborador em 2019.1, ambos por possuírem outros cargos e funções. Essas denominações de permanente e colaborador na Pós- Graduação são regulamentadas pela CAPES e definidas pelas instituições e colegiados dos cursos na forma de resoluções. No final de 2019 foram credenciados mais dois docentes como permanentes e mais dois como colaboradores.

Segundo a coordenação do programa, através de entrevista realizada via e- mail, os desafios são muitos, entre eles: o de manter um financiamento mínimo para continuação e expansão da rede, buscar uma maior integração entre as associadas e intensificar a produção bibliográfica (artigos, livros, produtos técnicos). Na UFRN ainda é necessário maior articulação das atividades com os cursos de graduação, com os programas PET (Programa de Educação Tutorial), PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), PIBIC (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica), dentre outros.

O primeiro edital de seleção do PROFQUI (Nº 176 de 12/04/2017) e o segundo (Nº 140 de 03/04/2018), das vagas destinadas ao campus da UFRN, foram ofertadas respectivamente, 11 e 08 vagas, sendo contempladas todas, sem precisar de segunda chamada. Já no terceiro edital (Nº 279 de 04 de junho de 2019) mais 08 candidatos foram selecionados, podendo assim, estar preenchendo todas as vagas ofertadas. Dos 11 alunos que iniciaram o curso em 2017.2, 07 discentes concluíram em 2019.1. Houve um abandono logo no início, um pedido de desligamento em 2018 e duas reprovações em Exames de Qualificação de Dissertação em 2019. Dos oito alunos que iniciaram o curso em 2018.2, sete já defenderam suas dissertações com aprovação e um está para concluir ainda este ano.

Dos 11 discentes selecionados no primeiro edital, somente seis solicitaram

bolsas da CAPES, pois preenchiam os requisitos do Regulamento para concessão

das bolsas no Programa. Dentre estes seis alunos, somente um atua na rede

privada de ensino da cidade de Natal-RN, quatro ensinam na rede pública estadual

do Ceará e um na Paraíba. Já os cinco restantes atuam em escolas públicas

(29)

estaduais e federais da capital e do interior do RN, promovendo assim, uma integração regional, além da inerente inserção social que o programa possui.

Atualmente, o PROFQUI/UFRN é composto por 13 discentes matriculados ativos no programa, dos quais cinco estão próximos de defender e 17 docentes doutores.

Os professores que procuram o curso, atuam na rede básica em média a mais de 10 anos. Então, o curso é um importante aliado na atualização de conteúdos de química e na inserção destes professores em pesquisas sobre ensino da mesma.

4.2 PÓLOS REGIONAIS

O PROFQUI está presente em 11 Estados do Brasil, distribuídas em 18 instituições de ensino, as quais são: Araraquara na Universidade Estadual Paulista (UNESP); Campo Grande, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS);

Curitiba na Universidade Federal do Paraná (UFPR); Ilhéus, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC); Jequié na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB); Londrina, Universidade Estadual de Londrina (UEL); Maceió na Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Medianeira, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Natal na UFRN; Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Recife na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP); UFRJ; Seropédica, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ); Uberaba na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM); Viçosa, Universidade Federal de Viçosa (UFV); Vila Velha no Instituto Federal de Ciência, Tecnologia e Educação do Espírito Santo (IFES); Volta Redonda, Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Campinas na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

No mapa abaixo é possível visualizar as regionais em que essa modalidade de

mestrado profissional de rede é ofertada, bem como, observar em quais regionais

ainda não tem o programa.

(30)

Figura 1: Polos Regionais do PROFQUI.

Fonte: Adaptada do site: https://profqui.iq.ufrj.br/polos-regionais/, 2020.

4.3 ESTRUTURA CURRICULAR

No que se refere a estrutura curricular podemos afirmar que através de entrevista tivemos a oportunidade de constatar que a do PROFQUI foi desenvolvida ainda no ano de 2015. Na Tabela 2 é mostrada a seguir denominada “Química”, que é composta por três disciplinas, contabilizando um total de carga horária de 15h.

Tabela 2: Estrutura Curricular: Química do PROFQUI (2015.2).

CÓDIGO COMPONENTE CURRICULAR CARGA HORÁRIA

PFQ0011 ORIENTAÇÃO DE QUALIFICAÇÃO DA DISSERTAÇÃO 15h

PFQ0012 EXAME DE QUALIFICAÇÃO DE MESTRADO 0h

PFQ0013 DISSERTAÇÃO DE MESTRADO 0h

Fonte: http://www.quimica.ufrn.br/quimica/site/profqui, 2015.

Na Tabela 3 é apresentada a estrutura curricular descrita como “Comum a

todas as áreas”, podemos observar que existem quatro disciplinas semipresenciais

que são obrigatórias no curso, são elas: Seminários via web 1, 2, 3 e 4; as quais são

realizadas via recursos digitais, cada uma com carga horária de 15h, contabilizando

um total de 60h. Essas disciplinas tornam o PROFQUI uma modalidade de curso

semipresencial. Ao todo, desta estrutura cinco disciplinas são presenciais com carga

horária de 60 horas para cada uma, que somadas totalizam 300 horas presenciais.

(31)

Tabela 3: Estrutura Curricular: Comum a Todas as Áreas do PROFQUI (2015.2).

CÓDIGO COMPONENTE CURRICULAR CARGA HORÁRIA

PFQ0001 QUÍMICA 1: ORIGEM DOS ELEMENTOS E MOLÉCULAS 60h

PFQ0002 QUÍMICA 2: PILARES DA QUÍMICA 60h

PFQ0003 QUÍMICA 3: QUÍMICA DA VIDA, AMBIENTE E MATERIAIS 60h

PFQ0004 FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS PARA A PESQUISA EM ENSINO DE QUÍMICA

60h

PFQ0005 ABORDAGENS TECNOLÓGICAS ATUALIZADAS PARA O ENSINO (ATÉ)

60h

PFQ0006 SEMINÁRIOS VIA WEB 1 15h

PFQ0007 SEMINÁRIOS VIA WEB 2 15h

PFQ0008 SEMINÁRIOS VIA WEB 3 15h

PFQ0009 SEMINÁRIOS VIA WEB 4 15h

Fonte: http://www.quimica.ufrn.br/quimica/site/profqui, 2015.

A estrutura curricular apresenta pouca flexibilidade, o que se deve ao fato de ser constituída exclusivamente de disciplinas obrigatórias, retratando assim, uma deficiência já identificada no “Relatório do Seminário de Meio Termo: Área de Ensino” da CAPES. Diante disso, a estrutura está em processo de adequação para melhoria na formação dos futuros mestres.

4.4 ANÁLISE DAS DISSERTAÇÕES

O professor Dr. Jorge Megid Neto da UNICAMP, juntamente com seu grupo de pesquisa FORMAR, em agosto de 1997, criou o Centro de Documentação em Ensino de Ciências (CEDOC). Segundo NETO (2008), o CEDOC tem duas linhas de ação principais, uma delas refere-se à organização, atualização periódica e divulgação de acervo de documentos didáticos, como os livros: didáticos, paradidáticos, didática de Ciências, apoio pedagógico ao professor, além de teses e dissertações, revistas científicas, projetos curriculares de ensino, propostas curriculares, material experimental de laboratório, vídeos, CD-ROM e softwares educacionais. A outra linha consiste no desenvolvimento de pesquisas do tipo

“estado da arte” ou de “revisão bibliográfica”, isto é, pesquisas que mapeiam a

produção científica e acadêmica na área de ensino de Ciências, estudam e

descrevem as principais características dessa produção e suas tendências.

(32)

Nas análises das dissertações do PROFQUI/UFRN, foram feitas as investigações através dos chamados descritores que serviram como roteiro específico, os quais foram adaptados do CEDOC, pois houve a necessidade de inserir novos descritores, com a intenção de caracterizar o acompanhamento dos egressos, além de detalhar os trabalhos produzidos, permitindo visualizar se estes atendem às características desejadas no Programa de Mestrado Profissional de Química em Rede Nacional.

A categoria “análise da dissertação” é composta pelos seguintes descritores:

grande área; foco temático; sub-foco; sujeitos que se destina; nível escolar a que se destina; referencial teórico; referencial metodológico; referencial de análise;

apresentação de produto; produto destacável; tipo de produto; público-alvo;

aplicação do produto; instituição que foi aplicada; setor; local de divulgação; e link da dissertação. é importante destacar que informações tais como data da defesa; título;

autor; e orientador não serão apresentadas para preservar a identidade dos envolvidos. Deste modo, enumeramos de 1 a 7 para nos referirmos a cada uma das dissertações defendidas pela primeira turma do PROFQUI/UFRN e analisadas.

No que se refere aos descritores, abaixo estão as Tabelas de 4 a 7 que abordam todas as características utilizadas como parâmetro para a análise das dissertações e dos seus respectivos produtos educacionais. Na Tabela 4 são retratados os focos temáticos que subdividem em 11 focos aplicados nas dissertações.

Tabela 4: Focos Temáticos.

FOCOS DESCRITORES FOCOS DESCRITORES

(F1) Conteúdo-método (F7) Currículo e programa

(F2) Recursos didáticos (F8) Formação do professor

(F3) História da Matemática (F9) Filosofia da Ciência (F4) Características do aluno (F10) Formação de conceitos (F5) Características do professor (F11) Argumentação (F6) História da Ciência

Fonte: Adaptado do CEDOC, 2020.

(33)

O foco temático se divide em 9 sub – focos, em que podemos identificar na análise de descrição das dissertações do PMPQRN/IQ. Na Tabela 5, é mostrado a cada sub – foco, especificando o que é descrito do SF1 ao SF9.

Tabela 5: Sub- focos Temáticos.

SUB–FOCOS DESCRITORES

SF1 Trabalhos que propõem e/ou aplicam e avaliam novos materiais, kits experimentais, softwares ou outros recursos e meios instrucionais em situações de ensino.

SF2 Trabalhos que propõem método alternativo para o ensino de Ciências, ou que descrevem e avaliam práticas pedagógicas e a metodologia de ensino nelas presentes.

SF3 Identificação das concepções do professor sobre ciência, de seu conhecimento

“espontâneo” sobre experimentação.

SF4 Identificação do conhecimento prévio do aluno, de suas concepções sobre ciência, conceitos científicos etc.

SF5 Estudos de revisão bibliográfica em fontes primárias e secundárias que resgatam acontecimentos, fatos, debates, conflitos e circunstâncias da produção científica em determinada época do passado remoto e as articulações entre eles. Necessariamente, esses estudos devem explicitar alguma relação com o ensino na área de Ciências, como fundamentação de currículos, programas de formação de professores, concepções “espontâneas” dos estudantes e outras implicações para o processo ensino-aprendizagem.

SF6 Idem para História da Matemática.

SF7 Investigações relacionadas com a formação inicial de professores para o ensino na área de Ciências Naturais, no âmbito da Licenciatura.

SF8 Comparação de modelos de pensamento com modelos conceituais presentes na história da ciência.

SF9 Avaliação de propostas curriculares ou projetos educacionais. Proposição e desenvolvimento de programas para uma disciplina ou ciclo escolar completo.

Fonte: Adaptado do CEDOC, 2020.

O referencial teórico inclui os que orientam a elaboração do produto educacional, situam a questão-foco e apoiam a análise da intervenção de aplicação do produto.

Podem ser de três grupos (os que apareceram nas dissertações), (a)

referencial teórico de suporte ao produto educacional, que se enquadram todas as

estratégias de ensino que dão suporte a elaboração do produto educacional e (b)

dos instrumentos de coleta de dados e (c) referencial teórico que sustenta a análise

da intervenção, isto é, a análise dos dados, da avaliação do produto possibilita a

fundamentação que dá consistência a todo estudo, também tem como função

(34)

nortear a pesquisa, mostrando que o(a) pesquisador(a) tem conhecimento suficiente em relação a pesquisas relacionadas e a tradições teóricas que apoiam e cercam o estudo.

Na Tabela 6, são apresentadas as estratégias de ensino que dão suporte a elaboração do produto educacional, em que são caracterizados o referencial teórico com seus códigos e respectivos significados.

Tabela 6: Estratégias de ensino que dão suporte à elaboração do produto educacional.

ESTRATÉGIAS DE ENSINO QUE DÃO SUPORTE A ELABORAÇÃO DO PRODUTO EDUCACIONAL

(AI) Aprendizagem Invertida (CB) Aprendizagem Colaborativa (CTS) Ensino CTS

(EI) Ensino por Investigação (JG) Jogos Educativos

(POGIL) Processo de Aprendizagem Orientado por Investigação Guiada (RP) Resolução de Problemas

(TAS) Teoria da Aprendizagem Significativa (TG) Ensino por Tema Gerador

(TGSC) Teoria Geral dos Signos de Charles Peirce (TIC/TDIC) Tecnologias de Informação e Comunicação

(TSIV) Teoria Sócio - Interaccionista de Vygotsky Fonte: Adaptado do CEDOC, 2020.

Os instrumentos para a coleta de dados são métodos e técnicas utilizadas para coleta de informações qualitativas que servem como objeto de estudo das dissertações e seus produtos.

Na Tabela 7, estão os parâmetros utilizados com referência para a coleta de dados que foi realizada para a produção da dissertação e do seu respectivo produto.

Tabela 7: Instrumentos de Coletas de Dados.

TIPOS DE INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS (AG) Análise de Gravações de Áudios, Vídeos e Portfólio (AP) Avaliação Pedagógica

(AT) Atividades de Sala

(35)

(DC) Diário de Campo (E) Entrevista

(EX) Atividade Experimental (FP) Filmagens e Produções (MC) Mapas Conceituais

(ME) Mídias Eletrônicas celulares/computadores (OB) Observação (de aula/local)

(PA) Perguntas Abertas (PB) Pesquisa Bibliográfica (PC) Protocolos

(PF) Perguntas Fechadas (Q) Questionário

(SF) Simuladores para Fixação/Aprofundamento Fonte: Adaptado do CEDOC,2020.

O referencial de análise de dados é necessário para se compreender todas as informações recolhidas e organizar de modo sintético os dados obtidos, tendo como base o referencial teórico.

Na Tabela 8, podemos averiguar de que maneira foi desenvolvido o referencial para a análise dos dados coletados, ou seja, em qual dessas categorias se encaixam nas informações fornecidas. Também é possível ver os códigos que foram utilizados para realizar essa categorização.

Tabela 8: Referencial de Análise de Dados.

REFERENCIAL DE ANÁLISE DE DADOS (AC) Análise de Conteúdo

(AD) Análise de Discurso

(AMC) Análise de Mapas Conceituais (AT) Análise Etnográfica

(CP) Método Comparativo (DR) Análise Descritiva (DT) Análise de Documentos (OC) Observação de Campo

(TD) Triangulação de Dados

Fonte: Adaptado do CEDOC, 2020.

(36)

Na Tabela 9, os resultados encontrados a partir das análises das dissertações:

foco temático; sub–foco; referencial teórico; instrumentos de coleta de dados e o referencial de análise.

Tabela 9: Análise da Dissertação.

D FT SF EESEPE ICD RA

1 F2 SF1 e SF2 (AI) e (TIC/TDIC) (Q), (AT), (AG),

(OB) e (AP)

(AC)

2 F2 SF1 e SF2 (TIC/TDIC) (Q), (PA), (PF),

(ME) e (AT)

(CP)

3 F1 e F10

SF2 e SF4 (ROGIL) (AT), (Q), (AP),

(EX) e (DC)

(AC) e (TD)

4 F2 SF1 (TSIV) e (TGSC) (Q), (DC), (OB),

(AP), (EX), (PC) e (AG).

(DR)

5 F2 SF1 e SF2 (CB) e

(TIC/TDIC)

(AG), (ME), (FP) e (AT)

(DT) e (DR)

6 F1 SF1, SF2 e

SF4

(TAS) (OB), (MC), (PB), (SF), (ME) e (AT)

(AMC)

7 F2 SF1 (JG)

(Q), (PA), (PF), (AT)

(DC) e (AG) (TD)

Legenda: D: dissertações; FT: foco temático; SF: subfoco; EESEPE: estratégias de ensino que dão suporte a elaboração do produto educacional; ICD: Instrumento de coleta de dados; RA: referencial de análise.

Fonte: Autora, 2020.

4.5 ANÁLISE DOS PRODUTOS EDUCACIONAIS

De acordo com a pesquisa realizada conseguimos obter dados relacionados aos produtos educacionais como: instituição em que foi aplicada, o tipo de produto, se esse produto dissertação, o público-alvo, sujeitos participantes da pesquisa e o setor, que foi possível identificar que em todas as dissertações ocorreram no setor público.

Em relação ao tipo de produto educacional poderiam ser classificados como:

sequência de ensino/caderno de atividades/unidade didática; material de apoio ao professor; proposta curricular; objeto tecnológico e/ou mídia; roteiro experimental ou não prevê produto educacional.

A Tabela 10 abaixo retrata alguns dos critérios analisados nos produtos

educacionais, bem como se o questionário foi respondido pelos egressos.

(37)

Tabela 10: Análise do Produto Educacional.

D AP TP SP ADP RQ

1 Sim Sequência Didática (Est 3ª Série do EM) e (PE) Sim Sim

2 Sim Sequência Didática (Est 1ª Série do EM) e (PE) Sim Sim

3 Sim Sequência Didática (Est 2ª Série do EM Técnico) e (PE)

Sim Sim

4 Sim Sequência Didática (Est 3ª Série do EM) Sim Sim

5 Sim Sequência Didática e Produção de Vídeos

(Est 1ª Série do EM) e (PE) Sim Sim

6 Sim Sequência Didática (Est 2ª Série do EM) e (PE) Sim Sim

7 Sim Sequência Didática e Jogo (Est 2ª Série do EM) e (PE) Sim Sim

Legenda: D: dissertações; AP: apresentação do produto; TP: tipo de produto; SP: sujeitos participantes da pesquisa; ADP: aplicação/destacável produto; RQ: respondeu ao questionário.

Fonte: Autora, 2020.

A análise das dissertações produzidas pelo PROFQUI da UFRN indicou que

todas possuem produto educacional que, embora seja uma exigência dos Mestrados

Profissional sinaliza para o fato de que coordenação e corpo docente conhecem este

tipo de modalidade, tendo em vista que na grande maioria dos casos muitos destes

docentes possuem pós-graduação acadêmica. Observa-se que todos os produtos

educacionais elaborados consistem em uma sequência didática e que alguns

apresentem um jogo ou um vídeo. Além disso, as dissertações trazem os produtos

educacionais destacáveis, o que contribui com a utilização destes por terceiros,

sendo este um dos objetivos dos produtos educacionais, ou seja, desenvolver

materiais a serem utilizados por outros professores em exercício.

(38)

4.6 CORPO DOCENTE DO PROFQUI

4.6.1 Formação e Produção

A formação dos professores é a base que serve de alicerce para o perfil desses profissionais na área do ensino de química. Por isso, é de suma importância que o corpo docente do PROFQUI tenha experiência mínima e produções nessa área, tendo em vista que, fica expresso de algum modo o comprometimento com a proposta pedagógica do programa, além de contribuir na formação dos egressos.

O gráfico da Figura 2 mostra o perfil do corpo docente do PROFQUI/IQ da UFRN através de percentuais de professores que: têm formação ou produção na área de ensino; não tem nenhuma formação e nem produção na área de ensino; tem algum tipo de produção ou publicação ou aproximação com a área de ensino.

Figura 2: Perfil dos Docentes.

Fonte: Autora, 2020.

Como podemos observar, 65% dos docentes têm formação ou produção na

área de ensino e 35% têm algum tipo de aproximação ou publicação na respectiva

área. Isso mostra um resultado positivo e satisfatório, já que no quadro de docentes

atuantes no PROFQUI, nenhum deles foi categorizado como não tem nenhuma

formação e produção na área. Esses resultados foram obtidos a partir da análise do

currículo Lattes de cada docente, como método de investigação.

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