A PROCURA
POR DEUS
É RACIONAL?
FAUSTO COSTA BORGES
2ª EDIÇÃO
Editora Recanto das Letras
© Fausto Costa Borges
Editora Recanto das Letras editorarecantodasletras.com.br
Coordenadora editorial: Cassia Oliveira Revisão do texto: Maciel Salles
Diagramação: Michael Vasconcelos
2ª edição revista e ampliada – janeiro de 2020
Todos os direitos reservados.
A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação de direitos autorais. (Lei 9.610/98) Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Angélica Ilacqua CRB-8/7057
Borges, Fausto Costa
A procura por Deus é racional? [livro eletrônico] / Fausto Costa Borges. ––
São Paulo : Recanto das Letras, 2020.
32 p.
ISBN: 978-85-7142-076-2 (e-book) 1. Deus 2. Fé 3. Teodiceia I. Título
20-1111 CDD 214
Índices para catálogo sistemático:
1. Fé e razão
H. Simone
Agradeço a Deus e ofereço este pequeno livro aos meus pais Joilson e Edinalva e aos irmãos
Flávio e Fernanda.
Sumário
Prefácio ... 7
Apresentação ... 9
Fé e razão ... 13
O argumento histórico ... 15
O argumento da moral ... 17
A causa incausada ... 19
O argumento ontológico ... 21
A presença do mal ... 23
A aposta de Pascal ... 25
O argumento antropológico ... 27
A utilidade dos argumentos ... 29
Leituras para aprofundamento do tema ... 31
Prefácio
Ler sobre teodiceia continua sendo uma das coisas de que gosto muito. Teodiceia é uma pala- vra de origem grega que significa defesa de Deus.
Então, uma das motivações de escrever este livro foi o desejo de partilhar o conteúdo assimilado durante o tempo de leitura sobre o tema. Procurei fazer de modo resumido e com linguagem acessível sem perder a profundidade. A linguagem filosófica geralmente é rebuscada. Penso que este livro pode ser útil, em alguma medida e modo, para pessoas que perguntam sobre os motivos, as causas pro- fundas da existência da religião e da fé, ou então, sobre as razões para a conquista, enfraquecimento ou perda da fé. Por fim, se a vida pede sentido, ele (o sentido) não pode ser apenas temporário, essa é a razão última deste livro.
Apresentação
Este trabalho de Fausto Borges aparece como um colírio refrescante no horizonte da literatura humanista, especificamente a de viés filosófico. Ape- sar das poucas páginas, é intenso e oportuno. O autor desenvolve a argumentação de modo existen- cial e acessível. Sou testemunha de que esse assunto o fascina há tempo, desde o início do curso de filo- sofia em que eu lecionava. Mais tarde, tive o privilé- gio de acompanhá-lo na construção do seu trabalho de especialização. A sua inquietude e a sua busca por compreensão e logicidade nos argumentos e proposições filosóficas não poderiam ter desembo- cado senão numa investigação de cunho metafísico, como é a proposta do livro. A espessura intelectual aqui presente permite a releitura desses temas por uma ótica bastante dialógica e experiencial.
O autor é feliz em deixar de lado as polêmicas de puras elucubrações mentais acerca da temática tratada e caminha por uma estrada mais palpável.
Um dos méritos deste livro é ter traduzido para uma
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linguagem e corporação atuais situações que, de um modo ou de outro, sempre acalentaram a reflexão filosófica. Os oito espinhosos argumentos que o autor aborda, arrematados pelo item final sobre a relevância e utilidade de suas proposições, são um convite para se debruçar ainda mais sobre a dinâ- mica que constitui a formação intelectual e cultural da pessoa. É um objeto básico da teodiceia, ou seja, da parte final da metafísica que muitos transcuram por preconceito ou por falta de interesse.
O livro vem todo encadeado por questio- namentos e interrogativos, iniciando pela relação entre fé e razão e passando pelos argumentos de um possível conhecimento racional da realidade abso- luta, ou seja, Deus. Essas provocações partem do dado histórico e de sua ambiguidade, atravessando a esfera moral e a causalidade para focar na cons- trução ontológica, que é formada pela incidência da lógica com o conhecimento experimental. Outro tema presente é também uma grande pedra no cal- çado dos estudiosos: a presença do mal e o desa- fio que ele impõe à vontade e ao intelecto. O autor acrescenta nesta segunda edição o argumento da aposta, relacionado a Pascal, e o argumento antro- pológico. O ser humano sente e sabe que não veio de
si mesmo e que depende de um Outro. Esse Outro é Deus, presente em cada ser criado e totalmente Outro de qualquer ser criado.
Por fim, o autor se pergunta: qual a utilidade desses argumentos? A sua conclusão é que todos procuram uma razão para viver, e os aponta mentos a favor da fé oferecem pistas para encontrar o sen- tido da vida. O homem quer ser Deus, mas sem Deus o homem é apenas uma ilusão.
Vale a pena ler e degustar este livro. É uma oportunidade maravilhosa de se aprofundar em questões que afetam a todos e ainda se deliciar com indicações de como isso pode ajudar na elaboração de uma filosofia mais humanizada e que dialogue com a população em geral.
Agradeço imensamente o convite para escre- ver esta apresentação. Na verdade, é um grande pra- zer, pois possibilita uma renovação na trajetória dos estudos da área metafísica e da filosofia da religião.
Padre Jorge Ribeiro Diretor da Faculdade Católica de Feira de Santana – BA
Fé e razão
“Cuidado com os ismos e afins.” (Pe. Xavier).
“Deus é como o sol que arde ao meio-dia”:
assim entende uma corrente de monoteístas do Oriente Médio, onde o calor fortíssimo é quase con- tínuo. Esse modo de se colocar diante do tema Deus é chamado em teologia de fideísmo. Termina com a percepção de que a razão só atrapalha quando o tema é a fé. A posição extremada do fideísmo é o racionalismo, que diz: a razão humana por força própria consegue conhecer de modo total tudo que é real e verdadeiro.
Creio que a proposta equilibrada é a de que podemos valorizar a razão humana sem deixar de crer que Deus é um mistério. E mistério não quer dizer irracional. A razão humana sozinha não con- segue dar conta, em sua totalidade, do tema Deus, porém ela pode ser aliada da fé, e seria uma tristeza se assim não o fosse.
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A fé cristã diz que o Criador nos deu a razão, é o que temos de mais característico, por exemplo:
sabemos que sabemos e sabemos quando não sabe- mos. Por vezes, ou por muitas vezes, escolhemos uma coisa e negamos outra com o auxílio da razão.
Supor que o doador da razão exige que a negue- mos por completo para podermos Nele crer é uma contra dição absurda. Portanto, nem fideísmo, nem racionalismo, mas sim fé e razão. Uma boa definição técnica do ato de crer é o de fazer a opção de consi- derar como real e verdadeiro o que não se pode ver.
Vejamos, agora, argumentos que buscam mos trar a razoabilidade da fé.
O argumento histórico
“Não se tem notícia de sociedade humana que não tivesse culto à divindade, este grande consenso histórico
e quase universal tem grande probabilidade de ser retrato da realidade existente.”
(Cícero, Senador Romano, 106–43 a.C.).
Diz-se que psicologia e psiquiatria apontam para o ser humano como um ser que possui desejo pelo infinito. Ou seja, não somente o anseio de ser desejado por outro ser humano (finito). Pessoas, mesmo as boas, e bens materiais não conseguem preencher totalmente o vazio e a falta que se per- cebe no coração humano. Por isso, uma corrente de psicólogos e psiquiatras aconselha a fé. A psicolo- gia possui um longo passado, porém, uma história curta. A psicologia enquanto ciência só surgiu no final do século XIX, mas até então Deus não dei- xou de ser procurado e acreditado. Os historiadores ainda desconhecem a existência de uma civilização que não tenha procurado manter uma relação com um Deus ou deuses. Desse modo, as civilizações
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fizeram isso mesmo sem o apoio da psicologia e psiquiatria.
Uns optam por crer que isso só foi possível porque Deus existe, outros dirão que se trata de um ressentimento, ou seja, o ser humano, por não conseguir realizar seus anseios mais íntimos, acaba por inventar um Deus que tenha o poder de realizá- -los. Contudo, a fé em Deus continua encantando muita gente, mesmo depois dos “golpes” do helio- centrismo, darwinismo e freudismo.
O argumento da moral
“Se Deus não existe, tudo é permitido?” (Dostoiévski).
“Deus é mais íntimo a nós que nós mesmos.”
(Agostinho de Hipona).
Moral trata do agir certo ou errado. A ideia desse argumento é que uma moral que tem como fundamento somente o ser humano e sua capaci- dade de pensar e do experimento trata-se de uma moral de fundamento frágil.
Imagine alguém que tenta com perseve- rança corrigir um defeito arraigado, porém, certo dia “acorda” e começa a fazer questionamentos do tipo “quem disse que isso é defeito, errado?”. Se a resposta for “um ser humano”, pode vir outra inda- gação: “o que tem ele de diferente de mim para ser a medida da moral, o criador das regras?”. Por fim, a resposta “nada”. Daí, a pergunta do escritor, filósofo e jornalista russo Fiódor Dostoiévski (1821–1881):
“Se Deus não existe, tudo é permitido?”.
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Então, a fé em um Criador-Deus propõe uma moral que tem como fundamento Aquele que nos conhece mais do que qualquer outro, pelo fato de ter nos criado. Ter somente uma criatura humana como fundamento da moral faz um argumento frágil.
A causa incausada
“Por que existe o ser, e não o nada?” (Leibniz).
O primeiro a pensar nesse argumento foi o filósofo da Grécia Antiga Aristóteles (384–322 a.C).
Nada existe por si mesmo. Você foi causado por seus pais, seus pais por seus avós, seus avós por seus bisavós... Porém, retroagir infinitamente não satis- faz a razão humana que pergunta “quem começou tudo isso?”. A causa primeira, suprema e necessária, respondia Aristóteles. Então, boa parte dos mono- teístas utiliza esse argumento para dizer que Deus causou também o começo da matéria e do movi- mento sem ser causado por nada e ninguém.
Os ateus contestam esse argumento inda- gando por quais motivos se valoriza não aceitar o retroceder infinito e se “demoniza” questionar de onde veio esse causador primeiro de tudo que existe que a fé chama de Deus. O mais famoso pro- pagador vivo do fim da religião é o biólogo evolu- tivo e escritor britânico Richard Dawkins. Ele tem
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conhecimento e honestidade para dizer, por exem- plo, que a vida, até que se prove o contrário, come- çou com uma molécula autorreplicativa, mas que ele não sabe como ela surgiu.
Esse argumento não tem a intenção de preencher a todo custo uma lacuna ou uma falta momentânea da observação humana. Trata-se de um argumento que satisfaz a razão de alguém de boa vontade que já sabe de Deus por meio da fé.
O argumento ontológico
“O conhecimento não germina em natureza estranha.”
(Platão).
Ontologia estuda a realidade, a existência e a natureza do ser. Dito isso, imagine uma pessoa que tem o conhecimento de Deus por meio da fé e que busca ajudar os descrentes a crerem. Os descrentes aos quais ela se dirige começam a exigir uma prova puramente racional. Não vale usar a Bíblia nem a beleza e ordem do Universo.
Isso aconteceu com Anselmo da Cantuária (1033–1109). Ele aceitou o desafio, e mesmo expe- rimentando a vontade de desistir durante a emprei- tada, findou elaborando a seguinte defesa: “Deus é o Ser acima do qual nada de maior pode ser pensado.
Esse Ser existe na realidade ou somente no intelecto humano? Existe na realidade, do contrário não teria sido pensado de tal modo, porque que existir na rea- lidade é maior que existir somente na inteligência.
Logo, Deus existe”.
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De fato, todos nós, sem exceção, conseguimos pensar em um ser maior. Para Anselmo, a existência de um ser, desse modo pensado, é uma necessidade.
Esse argumento tem sido muito revisitado.
Em livros, artigos e redes sociais, encontramos adeptos assim como refutações respeitosas e outras sarcásticas. A questão é: a existência na realidade de um ser de tal modo pensado é uma necessidade ou uma possibilidade plausível?
A presença do mal
“Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os Teus mandamentos.” (Sl 119:71).
“Porquanto nós somos colaboradores de Deus.” (1 Co 3:9).
Para facilitar a abordagem do tema do mal na disciplina teodiceia, fala-se no mal como problema e como presença. Como problema, refere-se à per- gunta “se Deus é bom, poderoso e onisciente, por qual motivo existe o mal?”. Não trataremos dessa pergunta, mas, sim, do mal como presença, que nos remete à pergunta “como lido com isso?” ou “pode- -se tirar proveito do mal?”.
Não é tão difícil perceber que certos gestos e graus elevados de bondade só aparecem depois de gestos e acontecimentos ruins. Canta-se “o que não me mata, fere”. Claro, quem seria contra fazer o que nos cabe para evitar dor e sofrimento, desde que não cancele a justiça? Porém, será que é otimismo sau- dável dizer que o ser humano sozinho irá arrancar
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desse mundo a dor e o sofrimento definitivamente?
Existe, então, a proposta de olharmos para a pre- sença do mal como um, por assim dizer, chamado do Criador para crescermos em bondade. Podemos aceitar ver os acontecimentos que são, em si, ruins como chamado de Deus para colaborar na obra da Criação.
A aposta de Pascal
“A glória de Deus é o ser humano vivo.” (Irineu de Lyon).
“O medo pode ser o início de uma grande conversão.”
(João Maria Vainney).
O francês Blaise Pascal (1623-1662), cristão, filósofo e matemático, elaborou a seguinte proposta a favor da fé: depois do declínio natural de todo ser humano (morte), se descobrirmos que Deus existe e em vida termos feito a opção de Nele crer, ganha- mos tudo. Porém, se tivermos fé, mas ao morrermos descobrirmos que Deus não existe, nada perdemos.
O terrível é não crer, e ao findarmos descobrirmos que Deus é real, pois, desse modo, perdemos tudo.
Logo, é melhor crer.
A aposta de Pascal é acusada de ser um argu- mento porrete, bastão, catequese do medo. Dizem ainda que ele só poderia estar brincando ao fazer tal proposta. Se Deus não existir, quem passou a vida crendo Nele perdeu muito, sofreu perseguições,
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calúnias e até preferiu morrer a negá-Lo, dizem os críticos.
Por outro lado, certa vez achei interessante o entrevistado responder que o problema não era morrer, e sim deixar de viver. Nessa declaração está contido o louvor à vida. Entende-se a morte como o findar, a vida tirada. Entretanto, se Deus existir, qual é o problema para Ele ressuscitar alguém, ou seja, fazer com que a vida continue?
No que se refere ao medo, na teologia cristã o temor é um dom do Espírito Santo: temor servil, abandonar um hábito ruim por conta do medo de Deus e de Seu Juízo Final; temor filial, some o medo, escolhe-se o bem por amor.
Se a vida é boa, mas findará porque Deus e ressurreição não existem, ela é uma dádiva ou “mal- dade do acaso”?
O argumento antropológico
“Tinha-me tornado para mim próprio uma grande interrogação.” (Agostinho de Hipona).
“Sem Deus, tudo se desertifica.” (Joseph Raztinger).
Antropologia é a ciência que estuda o ser humano abrangendo todas as suas dimensões. O italiano e doutor em filosofia da religião Battista Mondin entende que o ser humano é, por assim dizer, flecha e dedo que apontam para Deus.
Diz-se: imagine o momento em que o pri- meiro ser humano tomou consciência de que iria morrer, pode ter tido como que um ataque de pânico. E quando foi ao pedaço de terra onde enter- rou seu pai e mãe, fez uma prece. Essa imaginação pode fazer compreender de algum modo a mulher que cuidava bem dos vivos, mas que não se esquecia dos mortos. Ela muito hesitou em assinar a auto- rização para que a empresa fizesse desaparecer sua vila com a construção da barragem. O motivo? Ali
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era o local onde enterrara sua mãe, lá ia rezar com frequência. Com a barragem isso acabaria.
Outro exemplo é o rapaz que nasceu, brincou e aprendeu a rezar nos becos e vielas do povoado.
Então vieram os imperialistas e mudaram toda a arquitetura sem consultar ninguém. Ao voltar de férias, o quase já formado rapaz viu aquilo e sen- tiu-se profundamente desrespeitado: “Cadê aquela viela que nos dava acesso à mesquita?”. Pensou em colocar em prática o “olho por olho, dente por dente”, mas mudou de ideia ao lembrar-se da pro- posta de que o perdão não cancela a justiça de Deus.
É isso, o ser humano pede um Deus. A primeira edição de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, trazia alguns depoimentos de amigos. Um deles escreveu que, certa vez, numa conversação sobre política, Guimarães desabafou:
“Não estou preocupado em saber se comunismo e socialismo são boas ideologias, o que me preocupa é saber se Deus existe ou não”.
A utilidade dos argumentos
“A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva à contemplação da
verdade.” (Karol Wojtyla).
Encontramos pessoas que não conseguiram aprender a ler e a escrever, mas que, por meio da fé, sabem responder sobre as chamadas perguntas grandes, como: Qual o sentido da vida? Quem me colocou aqui? Por qual motivo existem sofrimento, dor e morte? Sabem, só não sabem conceituar.
Podemos ser instigados a pensar que saber ler e escrever poderia fazer dessas pessoas descrentes de Deus, dando a entender que saber ler e escrever e ter contato com a literária clássica faz de alguém neces- sariamente incrédulo. Todavia, saber ler e escrever poderia contribuir para fazer dessas pessoas de boa vontade, pessoas de mais fé. Compreender melhor pode ajudar a crer melhor, já sentenciava Agostinho de Hipona (354–450 d.C).
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Os argumentos trazem alívio psicológico aos que já sabem por meio da fé. Todo ser humano quer razões e, no tocante a Deus, não é diferente. Essa é a utilidade dos argumentos resumidos nestas poucas páginas: defender que é racional, em boa medida, procurar por Deus.
Leituras para aprofundamento do tema
Se o leitor ficou com o espírito sedento por mais profundidade no tocante ao tema, segue abaixo uma lista de leitura que certamente saciará em boa medida essa curiosidade pela plausibilidade da fé.
● Carta encíclica Fides et Ratio, de João Paulo II;
● Ensaios de teodiceia, de G. W Leibniz;
● Capítulo I do livro O sal da terra, de Joseph Ratzinger;
● Crer depois de Freud, de vários autores;
● Quem é Deus? Elementos de teologia filosófica, de Batista Mondin;
● O homem, quem é ele? Elementos de antropologia filosófica, de Batista Mondin;
● Proslógio, de Anselmo da Cantuária;
● Deus, um delírio, de Richard Dawkins;
● Em busca de um sentido, de Victor Frankl;
● Carta apostólica Salvifici Doloris, de João Paulo II.
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