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CURSO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM P/ EBSERH AULA Nº 3 - PARTE II SAÚDE DA CRIANÇA

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Academic year: 2022

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C URSO E SPECÍFICO DE E NFERMAGEM P / EBSERH

A ULA Nº 3 - P ARTE II S AÚDE DA C RIANÇA

(2)

Aula nº 3 – Parte II - Normas do Ministério da Saúde para atuação: saúde da criança e do adolescente.

Amigo(a)!

Nesta segunda etapa da nossa aula, abordaremos os demais temas de saúde da criança, com direcionamento para o Instituto AOCP.

Primeiramente, apresentaremos a teoria e muitas questões comentadas da banca em estudo sobre alimentação infantil, visto ser um tema muito recorrente, com muitos detalhes.

Em seguida, resolveremos questões sobre outros assuntos de saúde da criança que são cobrados corriqueiramente nas provas da EBSERH.

Vale ressaltar que o aprofundamento dos temas deste curso será feito na dosagem certa, levando-se em consideração o perfil da banca. Então, não estranhe o fato de alguns temas serem mais densos do que outros. Isso é o foco!

Ainda nesta semana, publicaremos a aula nº 4 do nosso curso.

Profº. Rômulo Passos Profº. Dimas Silva

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1 - Alimentação Infantil

Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe.

Amigo(a), vamos conhecer as definições de aleitamento materno adotadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reconhecidas no mundo inteiro.

O aleitamento materno costuma ser classificado em: (1) exclusivo, (2) predominante, (3) aleitamento materno, (4) complementado, (5) misto ou parcial.

1. Aleitamento materno exclusivo. Quando a criança recebe somente leite materno, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, com

exceção

de gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos;

2. Aleitamento materno predominante. Quando a criança recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões), sucos de frutas e fluidos rituais;

3. Aleitamento materno. Quando a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independentemente de receber ou não outros alimentos;

4. Aleitamento materno complementado. Quando a criança recebe, além do leite materno, qualquer alimento sólido ou semissólido com a finalidade de complementá- lo, e não de substituí-lo. Nessa categoria a criança pode receber, além do leite materno, outro tipo de leite, mas este não é considerado alimento complementar;

5. Aleitamento materno misto ou parcial. Quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam aleitamento materno exclusivo por seis meses e complementado até os dois anos ou mais.

(4)

Vejamos agora uma questão sobre o tema:

1. (HU-UFMG/EBSERH/Instituto AOCP/2014) É muito importante conhecer e utilizar as definições de aleitamento materno adotadas pela Organização Mundial da Saúde e reconhecidas no mundo inteiro. Desse modo, o aleitamento materno (AM) costuma ser classificado em:

a) AM livre demanda, AM exclusivo, AM, AM complementar e AM suplementado.

b) AM livre demanda, AM predominante, AM complementado e AM misto ou parcial.

c) AM exclusivo, AM predominante, AM, AM complementado e AM misto ou parcial.

d) AM exclusivo, AM complementar, AM misto ou parcial e AM suplementado.

e) AM exclusivo, AM e AM misto ou parcial.

COMENTÁRIOS:

A partir do exposto anteriormente, verificamos que o gabarito é a letra C.

Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança.

Os principais benefícios do aleitamento materno para o bebê são:

Diminuição de morbidade, especificamente relacionada a INFECÇÕES como:

meningite bacteriana, bacteremia,

diarreia

,

infecção

no

trato respiratório

, enterocolite necrosante, otite média, infecção do trato urinário e sepse de início tardio em recém-nascidos pré-termo.

 Alguns estudos sugerem diminuição das taxas de morte súbita do lactente.

Redução de hospitalizações: o aleitamento materno reduz o risco de hospitalização por vírus sincicial respiratório (VSR) e pneumonia.

Redução de alergias:

O aleitamento materno exclusivo reduz o risco de asma e de sibilos recorrentes;

O aleitamento materno protege contra o desenvolvimento de dermatite atópica;

A exposição a pequenas doses de leite de vaca durante os primeiros dias de vida parece aumentar o risco de alergia ao leite de vaca, mas não afeta a incidência de doenças atópicas no futuro;

Aleitamento materno exclusivo

seis meses

Aleitamento materno complementado

até os dois anos ou mais.

(5)

Os efeitos benéficos do aleitamento materno observados em todas as crianças são particularmente evidentes em crianças com história familiar de doenças atópicas.

Redução da obesidade.

Diminuição do risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes.

 Melhor nutrição.

 Efeito positivo no desenvolvimento intelectual.

 Melhor desenvolvimento da cavidade bucal.

São muitas vantagens, nobre concurseiro a)!

Destacamos também que o INÍCIO PRECOCE do aleitamento materno sem restrições:

- Diminui a perda de peso inicial do recém-nascido;

- Favorece a recuperação mais rápida do peso de nascimento;

- Promove uma “descida do leite” mais rápida;

- Aumenta a duração do aleitamento materno;

- Estabiliza os níveis de glicose do recém-nascido;

- Diminui a incidência de hiperbilirrubinemia; e - Previne ingurgitamento mamário.

Os principais benefícios do aleitamento materno para a mãe são:

• Involução uterina mais rápida e redução na hemorragia uterina pós-parto, devido à liberação de ocitocina.

• Perda mais rápida do peso acumulado na gestação.

• Auxílio no aumento do intervalo entre as gestações.

• Maior interação mãe-bebê.

• Benefício relativo aos aspectos econômicos, uma vez que o leite materno não tem custos.

• Praticidade, pois o leite materno está sempre pronto para ser consumido.

• Diminuição do risco de câncer de mama e ovário.

De acordo com o Ministério da Saúde, a amamentação é um excelente método anticoncepcional nos primeiros seis meses após o parto (98% de eficácia), desde que a mãe esteja amamentando exclusiva ou predominantemente e ainda não tenha menstruado. Dessa forma, a amamentação pode ser considerada um método natural eficaz de planejamento familiar.

(6)

São poucas as situações em que pode haver indicação para a substituição parcial ou total do leite materno.

Fiquem atentos, pois essa parte do tema é recorrente em concursos públicos.

Nas seguintes situações, o ALEITAMENTO MATERNO não deve ser recomendado (

interrupção permanente

):

Já nas seguintes situações maternas, recomenda-se a

interrupção temporária

da amamentação:

Interrupção Temporária da Amamentação

Infecção

herpética

 Quando há vesículas localizadas na pele da mama. A amamentação deve ser mantida na mama sadia.

Varicela

 Se a mãe apresentar vesículas na pele cinco dias antes do parto ou até dois dias após o parto, recomenda-se o isolamento da mãe até que as lesões adquiram a forma de crosta. A criança deve receber imunoglobulina humana antivaricela zoster (Ighavz), que deve ser administrada em até 96 horas do nascimento, devendo ser aplicada o mais precocemente possível.

Doença de Chagas

 Na fase aguda da doença ou quando houver sangramento mamilar evidente.

Abscesso mamário

Até que ele tenha sido drenado e a antibioticoterapia iniciada. A amamentação deve ser mantida na mama sadia.

Consumo de drogas de

abuso

 Recomenda-se a interrupção temporária do aleitamento materno, com ordenha do leite, que deve ser desprezado. O tempo recomendado de interrupção da amamentação varia dependendo da droga. Ex.: Após 24 horas para maconha, cocaína, crak e 48 horas para o LSD.

I

• Mães infectadas pelo HIV;

II

• Mães infectadas pelo HTLV1 e HTLV2 (vírus linfotrópico humano de linfócitos T);

III

• Uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação, podendo ser containdicação absoluta ou relativa, a depender do medicamento;

IV

Criança portadora de galactosemia, doença do xarope de bordo e fenilcetonúria.

(7)

Amigo(a), é importante destacar que, em todos os casos referidos na tabela acima, deve- se estimular a produção do leite com ordenhas regulares e frequentes, até que a mãe possa amamentar o seu filho.

Atenção! Nas seguintes condições maternas, o aleitamento não deve ser contraindicado: tuberculose, hanseníase, hepatites B e C, consumo de cigarro e álcool. Todavia, alguns cuidados específicos para cada uma dessas situações devem ser tomados.

Em caso de consumo abusivo de drogas, recomenda-se a interrupção temporária do aleitamento materno, com ordenha do leite, que deve ser desprezado. O tempo recomendado de interrupção da amamentação varia dependendo da droga (ver tabela abaixo).

Recomendação quanto ao tempo de interrupção do aleitamento materno após o consumo de drogas de abuso

Drogas Período recomendado de interrupção da amamentação Anfetamina, ecstasy de 24 a 36 horas.

Cocaína, crack, Heroína, morfina, Maconha

24 horas.

LSD, Barbitúricos 48 horas.

Etanol (álcool) 1 hora por dose ou até a mãe estar sóbria.

Fenciclidina de 1 a 2 semanas.

O Ministério da Saúde recomenda a interrupção temporária do aleitamento materno por um período de 24horas após o consumo, pela mãe, de maconha, crack, heroína, morfina ou cocaína.

2. (Prefeitura de Juazeiro-BA/AOCP/2012) Em qual das seguintes situações maternas recomenda-se a interrupção temporária da amamentação?

a) Tuberculose.

b) Varicela.

c) Hanseníase.

d) Hepatite B.

e) Dengue.

COMENTÁRIOS:

(8)

Recomenda-se a interrupção temporária da amamentação no caso de varicela. Se a mãe apresentar vesículas na pele cinco dias antes do parto ou até dois dias após o parto, recomenda-se o isolamento da mãe até que as lesões adquiram a forma de crosta. A criança deve receber imunoglobulina humana antivaricela zoster (Ighavz), que deve ser administrada em até 96 horas do nascimento, devendo ser aplicada o mais precocemente possível. A letra B, portanto, é a alternativa correta.

3. (HULW-UFPB/EBSERH/Instituto AOCP/2014) No caso de infecção herpética com vesículas localizadas na pele de apenas uma das mama, a orientação sobre a amamentação é a) contraindicar absolutamente a amamentação.

b) interromper temporariamente o aleitamento materno, com ordenha do leite de ambas as mamas, que deve ser desprezado, até cicatrização das vesículas.

c) interromper a amamentação até início de antimicrobiano específico a esta bactéria.

d) manter a amamentação em ambas as mamas.

e) manter a amamentação na mama sadia.

COMENTÁRIOS:

O gabarito da questão é a letra E, pois na infecção herpética, quando há vesículas localizadas na pele da mama. A amamentação deve ser mantida na mama sadia.

4. (HU-UFES/EBSERH/AOCP/2014/CM) O aleitamento materno exclusivo, sob livre demanda, é recomendado até, no mínimo, o sexto mês de vida do bebê. No entanto, pelo Ministério da Saúde, há contraindicação da amamentação na seguinte condição materna:

a) Hepatite B, com vacina e a administração de imunoglobulina específica (HBIG) após o nascimento.

b) Hanseníase, em tratamento com Rifampicina.

c) Hepatite C, com ausência de fissuras mamilares.

d) Infecção herpética, com vesículas nas mamas.

e) Abcesso mamário unilateral, não drenado.

COMENTÁRIOS:

Bravo (a) concurseiro (a), essa é uma das questões recorrentes em concursos públicos!

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Observe que são poucas as situações em que pode haver indicação para a substituição parcial ou total do leite materno.

Vamos analisar as alternativas da questão, a qual pede aquela que apresenta uma contraindicação da amamentação. Observe que a questão não especificou se é uma contraindicação permanente ou temporária, então podemos encontrar uma das duas nas assertivas abaixo.

Item A. Incorreta. Hepatite B, com vacina e a administração de imunoglobulina específica (HBIG) após o nascimento não é contraindicação, pois a vacina e a administração de imunoglobulina específica (HBIG) após o nascimento praticamente eliminam qualquer risco teórico de transmissão da doença via leite materno.

Item B. Incorreto. Hanseníase, em tratamento com Rifampicina. A Hanseníase por se tratar de doença cuja transmissão depende de contato prolongado da criança com a mãe sem tratamento, e considerando que a primeira dose de Rifampicina é suficiente para que a mãe não seja mais bacilífera, deve-se manter a amamentação e iniciar tratamento da mãe.

Item C. Incorreto. Hepatite C, com ausência de fissuras mamilares. A prevenção de fissuras mamilares em lactantes HCV positivas é importante, uma vez que não se sabe se o contato da criança com sangue materno favorece a transmissão da doença.

Item D. Correto. Infecção herpética, com vesículas nas mamas. De acordo com o Ministério da Saúde, vimos que é uma contraindicação temporária quando há vesículas localizadas na pele da mama. Sendo que a amamentação deve ser mantida na mama sadia.

Item E. Incorreto. Abcesso mamário unilateral, não drenado. É recomendada a interrupção da amamentação na mama afetada até que o abscesso tenha sido drenado e a antibioticoterapia iniciada. Mas, deve manter a amamentação na mama sadia.

O gabarito da questão dado pela banca organizadora foi a letra D, sendo que essa questão poderia ter sido anulada, pois tanto o item D quanto o item E, trazem uma contraindicação temporária na mama afetada, sendo mantida a amamentação na mama sadia.

Dentre a alternativa D e E, a melhor resposta realmente é a letra D, pois descreve uma situação que a interrupção da amamentação deve ser feita nas duas mamas, enquanto que a situação descrita na letra E, a interrupção deverá ser feita apenas em uma mama.

(10)

O leite de vaca “in natura”, integral, em pó ou fluido não é considerado alimento apropriado para crianças menores de um ano, pelo risco de anemia, além de apresentar várias inadequações na sua composição. Esse leite deve ser diluído em água e acrescido de pequena porção de óleo comestível até os quatro meses de idade.

O consumo regular do leite de vaca integral por crianças menores de 1 ano pode também acarretar a sensibilização precoce da mucosa intestinal dos lactentes e induzir neles a hipersensibilidade às proteínas do leite de vaca, predispondo-os ao surgimento de doenças alérgicas e de micro-hemorragias na mucosa intestinal, o que contribui ainda mais para o aumento da deficiência de ferro.

Para as crianças não amamentadas, deve-se oferecer água nos intervalos entre as refeições de leite.

A alternativa mais indicada de alimentação de crianças menores de 1 anos que não podem amamentar é a utilização de fórmulas infantis especiais, a exemplo do leite NAN 1.

Quando não for possível, pode ser utilizado o leite de vaca em pó ou fluido de forma diluída. O custo elevado das fórmulas infantis possibilita que o consumo de leite de vaca no Brasil seja elevado nos primeiros seis meses de vida. Assim, o leite de vaca deve ser diluído até os 4 meses de idade da criança por causa do excesso de proteína e eletrólitos, que fazem sobrecarga renal sobre o organismo do lactente.

Para melhorar a densidade energética, a opção é preparar o leite com 3% de óleo (1 colher de chá de óleo para cada 100 ml de leite de vaca). O carboidrato fica reduzido, mas a energia é suprida e não é necessária a adição de açúcares e farinhas, que não são aconselhados para crianças menores de 24 meses.

Em síntese, temos que o leite diluído deve ser acrescido de óleo, ou seja, 1 colher de chá de óleo para cada 100ml de leite, até a criança completar 4 meses.

Após o bebê completar 4 meses de idade, o leite integral líquido não deverá ser diluído e nem acrescido do óleo, já que nessa idade a criança receberá outros alimentos.

Nos primeiros dias, o leite materno é chamado colostro, que contém mais proteínas e menos gorduras do que o leite maduro, que passa a ser secretado a partir do sétimo ao décimo dia pós-parto.

(11)

A principal proteína do leite materno é a lactoalbumina e a do leite de vaca é a caseína, de difícil digestão para a espécie humana.

Apesar de a alimentação variar enormemente, o leite materno, surpreendentemente, apresenta composição semelhante para todas as mulheres que amamentam do mundo.

Apenas as com desnutrição grave podem ter o seu leite afetado na sua qualidade e quantidade.

O volume de leite produzido na lactação já estabelecida varia de acordo com a demanda da criança. Em média, uma mulher amamentando EXCLUSIVAMENTE produz 800 ml de leite por dia. No entanto, a capacidade de produção de leite das mulheres costuma ser maior que as necessidades de seus filhos, o que explica a possibilidade de amamentação exclusiva de gêmeos e o leite extra produzido pelas mulheres que doam leite humano aos bancos de leite.

O leite humano possui numerosos fatores imunológicos que protegem a criança contra infecções. A IgA secretória é o principal anticorpo, atuando contra microorganismos presentes nas superfícies mucosas.

A concentração de gordura no leite aumenta no decorrer de uma mamada. Assim, o leite do final da mamada (chamado leite posterior) é mais rico em energia (calorias) e sacia melhor a criança, daí a importância de a criança esvaziar bem a mama.

O esvaziamento das mamas é importante também para o ganho adequado de peso do bebê e para a manutenção da produção de leite suficiente para atender às demandas do bebê.

Leite Materno

Colostro rico em proteinas

Maduro

(a partir do 7º ao 10º dia pós-parto)

rico em gorduras

Principal Proteina

leite materno lactoalbumina

leite de vaca caseina

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Quando o bebê pega a mama adequadamente – o que requer uma abertura ampla da boca, abocanhando não apenas o mamilo, mas também parte da aréola –, forma-se um lacre perfeito entre a boca e a mama, garantindo a formação do vácuo, indispensável para que o mamilo e a aréola se mantenham dentro da boca do bebê.

Figura - Pega adequada ou boa pega (Brasil, 2009).

A má pega dificulta o esvaziamento da mama, levando a uma diminuição da produção do leite.

Figura - Pega inadequada ou má pega (Brasil, 2009).

Além de dificultar a retirada do leite, a má pega machuca os mamilos. Quando o bebê tem uma boa pega, o mamilo fica em uma posição dentro da boca da criança que o protege da fricção e compressão, prevenindo, assim, lesões mamilares.

(13)

Figura - Posição adequada da mãe na amamentação (Brasil, 2009).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca quatro pontos-chave que caracterizam o posicionamento e pega adequados.

Para entender melhor, recomendo o seguinte vídeo sobre o processo de amamentação (http://www.youtube.com/watch?v=TH-mepjCGa4).

Pontos-chave do

POSICIONAMENTO adequado

• Rosto do bebê de frente para a mama, com nariz na altura do mamilo;

• Corpo do bebê próximo ao da mãe;

• Bebê com cabeça e tronco alinhados (pescoço não torcido);

• Bebê bem apoiado.

Pontos-chave da PEGA adequada

• Mais aréola visível acima da boca do bebê;

• Boca bem aberta;

• Lábio inferior virado para fora;

• Queixo tocando a mama.

(14)

Vejamos agora questões sobre o tema:

5. (HU-UFMG/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Recém-nascido a termo, internado em alojamento conjunto, durante a amamentação, é posicionado com o rosto de frente para a mama, com nariz na altura do mamilo, corpo próximo ao da mãe, com cabeça e tronco alinhados, bem apoiado no colo da mãe; na pega, a aréola é visível acima da boca do bebê, que está com a boca bem aberta, lábio inferior virado para dentro e queixo sem tocar a mama; as bochechas do bebê encovadas a cada sucção. Diante desse caso, é correto afirmar que:

a) a mãe está com as mamas ingurgitadas e possui bico do seio introvertido.

b) o posicionamento e a pega do recém-nascido estão adequados.

c) o posicionamento e a pega do recém-nascido estão inadequados.

d) o posicionamento do recém-nascido está inadequado e a pega adequada.

e) o posicionamento do recém-nascido está adequado e a pega inadequada.

COMENTÁRIOS:

É possível observar que o posicionamento está correto, mas a pega está inadequada, pois se encontra com o lábio inferior virado para dentro e queixo sem tocar a mama; as bochechas do bebê encovadas a cada sucção. Verificamos que o correto é lábio inferior virado para fora; queixo tocando a mama, entre as demais características que foi estudada.

Assim, a questão correta é a letra E. Mas, foi anulada pela AOCP. Veja abaixo a justificativa da banca:

“JUSTIFICATIVA: Prezados Candidatos, em resposta aos recursos interpostos para esta questão, temos a esclarecer que a mesma será anulada, tendo em vista que há controvérsias nas publicações do Ministério da saúde quanto ao posicionamento e pega do recém-nascido durante o aleitamento materno (Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica no 33, Saúde da Criança:

crescimento e desenvolvimento. Brasília, DF; 2012. Ministério da Saúde. Saúde da Criança:

Nutrição infantil e – aleitamento materno e alimentação complementar. Brasília, DF; 2009).

Portanto, recurso deferido”

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(Prefeitura de São Carlos-SP/VUNESP/2011-Adaptada) Em palestra de educação para gestantes, são levantadas dúvidas em relação à sucção, posicionamento da mãe e do bebê e sintomas durante a amamentação. Acerca das orientações e esclarecimentos que o enfermeiro deve fazer, julgue os itens a seguir.

Questão 6. A pega do mamilo é suficiente desde que o bebê faça movimentos para baixo, para frente, para cima e para trás.

COMENTÁRIOS:

O bebê deve abocanhar, além do mamilo, parte da aréola (aproximadamente 2 cm além do mamilo). É importante lembrar que o bebê retira o leite comprimindo os seios lactíferos com as gengivas e a língua. Assim, a questão está incorreta.

Questão 7. A posição adequada do bebê para a sucção é de boca bem aberta com o lábio inferior virado para fora.

COMENTÁRIOS:

Os lábios do bebê devem estar curvados para fora, formando um lacre. Para visualizar o lábio inferior do bebê, muitas vezes é necessário pressionar a mama com as mãos. Dessa forma, a questão apresenta-se correta.

Questão 8. Os dedos da mãe devem ser colocados em forma de tesoura a fim de facilitar a saída do leite.

COMENTÁRIOS:

A mãe deve segurar a mama de maneira que a aréola fique livre. Não se recomenda que os dedosda mãe sejam colocadosem forma de tesoura, pois dessa maneira podem servir de obstáculo entre a boca do bebê e a aréola. Portanto, a questão está errada.

Questão 9. As bochechas devem estar encovadas na sucção e que os ruídos da língua são esperados durante o processo.

COMENTÁRIOS:

Os seguintes sinais são indicativos de técnica inadequada de amamentação:

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As bochechas encovadas na sucção e os ruídos da língua são indicativos de técnica inadequada de amamentação. Por isso, a questão está incorreta.

Questão 10. A dor e a deformação das mamas são esperadas durante a sucção.

COMENTÁRIOS:

A mama aparentando estar esticada ou deformada durante a mamada e a dor na amamentação são indicativos de técnica inadequada de amamentação. Logo, a questão está incorreta.

Após os seis meses, a criança amamentada deve receber três refeições ao dia (duas papas de fruta e uma papa salgada1/comida de panela). Após completar sete meses de vida, respeitando-se a evolução da criança, a segunda papa salgada/comida de panela pode ser introduzida (arroz, feijão, carne, legumes e verduras).

1 É importante salientar que o objetivo do uso do termo “papa salgada" não é adjetivar a expressão, induzindo ao

I • Bochechas do bebê encovadas a cada sucção;

II • Ruídos da língua;

III

• Mama aparentando estar esticada ou deformada durante a mamada;

IV

• Mamilos com estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas ou achatadas quando o bebê solta a mama;

V • Dor na amamentação.

(17)

Entre os seis aos 12 meses de vida, a criança necessita se adaptar aos novos alimentos, cujos sabores, texturas e consistências são muito diferentes do leite materno. Durante essa fase, não é preciso se preocupar com a quantidade de comida ingerida; o mais importante é proporcionar introdução lenta e gradual dos novos alimentos para que a criança se acostume aos poucos.

A título de exemplo, apresentaremos, no quadro a seguir, uma proposta de esquema alimentar para crianças menores de dois anos de idade, elaborado a partir das recomendações do Ministério da Saúde (2009). Esse esquema não é rígido, apenas serve de guia para a orientação das mães quanto à época e frequência de introdução da alimentação complementar.

Esquema alimentar para crianças menores de dois anos que estão em aleitamento materno

Após completar 6 meses Após completar 7 meses Após completar 12 meses

Aleitamento materno sob livre demanda

1 papa de frutas no meio da manhã

1 papa salgada no final da manhã

1 papa de frutas no meio da tarde

Aleitamento materno sob livre demanda

1 papa de frutas no meio da manhã

1 papa salgada no final da manhã

1 papa de frutas no meio da tarde

1 papa salgada no final da tarde

Aleitamento materno sob livre demanda

1 refeição pela manhã (pão, fruta com aveia)

1 fruta

1 refeição básica da família no final da manhã

1 fruta

1 refeição básica da família no final da tarde

O Programa Nacional de Suplementação de Ferro destina-se à suplementação preventiva de todas as crianças de 6 a 18 meses com ferro; gestantes a partir da 20ª semana gestacional com ferro e ácido fólico e mulheres até o terceiro mês pós-parto e pós-aborto com ferro.

Esquema alimentar de crianças menores de 2 anos que amamentam

até o sexto

mês aleitamento materno exclusivo.

após o sexto

mês aleitamento + duas papas de fruta e uma papa salgada/comida de panela.

após o sétimo

mês aleitamento + duas papas de fruta e duas papa salgada/comida de panela.

após um ano aleitamento + três refeições principais da familia e lanches nutritivos.

(18)

O leite de mães de recém-nascidos prematuros é diferente do de mães de bebês a termo.

O leite materno do RN prematuro possui

maior

teor de proteína, lipídeos e calorias, atendendo à maior necessidade de crescimento do pré-termo.

O leite materno pode ser conservado em geladeira por 12 horas e, no freezer ou congelador, por 15 dias.

11. (Prefeitura de Ponta Grossa-PR/2011/ESF-FAFIPA) Após o retorno ao trabalho, a Nutriz deve, durante as horas do trabalho, esvaziar as mamas por meio de ordenha e guardar o leite em geladeira. Levar para casa e oferecer à criança no mesmo dia ou no dia seguinte, ou congelar. Assim, a orientação para conservação do leite cru é:

a) em geladeira por 48 horas e, no freezer ou congelador, por 7 dias.

b) em geladeira por 72 horas e, no freezer ou congelador por 20 dias.

c) em geladeira por 2 horas e, no freezer ou congelador, por 5 dias.

d) em geladeira por 12 horas e, no freezer ou congelador, por 15 dias.

e) em geladeira por 4 horas e, no freezer ou congelador, por 8 dias.

COMENTÁRIOS:

O leite materno pode ser conservado em geladeira por 12 horas e, no freezer ou congelador, por 15 dias. Logo, o gabarito da questão é a letra D.

Vejamos algumas questões complementares do Instituto AOCP e outras bancas para finalizarmos essa parte da aula:

12. (HULW-UFPB/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Al m da gA, o leite materno cont m outros fatores de prote o, que favorecem o crescimento de

a) Shigella.

b) Lactobacilus bifidus.

c) Salmonella.

d) Escherichia coli.

e) Enterococcus faecalis.

COMENTÁRIOS:

Além da IgA, o leite materno contém outros fatores de proteção, que favorecem o crescimento do Lactobacilus bifidus, uma bactéria não patogênica que acidifica as fezes,

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dificultando a instalação de bactérias que causam diarréia, tais como Shigella, Salmonella e Escherichia coli.

O gabarito da questão é a letra B.

13. (HU-UFMS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) O Brasil, dentro da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança, desenvolve ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Assinale a alternativa que NÃO corresponde às ações de incentivo ao aleitamento materno.

a) Iniciativa Hospital Amigo da Criança e doação de leite humano.

b) Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil e rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.

c) Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano e incentivo publicitário ao aleitamento materno.

d) Iniciativa Hospital Amigos do Peito e Ação Brasil Carinhoso.

e) Ação de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta e Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil.

COMENTÁRIOS:

Vejamos a descrição dos serviços referidos na questão:

A Iniciativa Hospital Amigo da Criança – IHAC – foi idealizada em 1990 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo UNICEF para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. O objetivo é mobilizar os funcionários dos estabelecimentos de saúde para que mudem condutas e rotinas responsáveis pelos elevados índices de desmame precoce. Para isso, foram estabelecidos os Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno. Fonte: UNICEF

A "Estratégia Nacional para Promoção do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável no SUS - Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil", lançada em 2012, tem como objetivo qualificar o processo de trabalho dos profissionais da atenção básica com o intuito de reforçar e incentivar a promoção do aleitamento materno e da alimentação saudável para crianças menores de dois anos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa é o resultado da integração de duas ações importantes do Ministério da Saúde: a Rede Amamenta Brasil e a Estratégia Nacional para a Alimentação

(20)

tem como compromisso a formação de recursos humanos na atenção básica.

A base legal adotada para a formulação da estratégia são políticas e programas já existentes como a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) , a Política Nacional de Aleitamento Materno (PNAM) e a Rede Cegonha. Fonte: DAB

Os ministérios da Saúde e do Planejamento e a Sociedade Brasileira de Pediatria estão incentivando empresas a implantar salas de apoio à amamentação para mães que voltam ao trabalho. Com essa iniciativa, o retorno não se torna um momento tão doloroso e o tempo de aleitamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de até os dois anos ou mais, pode ser respeitado. Fonte: Planalto

A Rede Brasileira de Bancos de Leites Humanos (Rede BLH) tem por missão a promoção da saúde da mulher e da criança mediante a integração e a construção de parcerias com órgãos federais, a iniciativa privada e a sociedade.

Fonte: http://www.redeblh.fiocruz.br/

Questão facilmente resolvida pelo bom senso. É óbvio que não existe o Hospital Amigos do Peitos, mas sim os Hospitais Amigos da Criança. Nesse sentido, o gabarito da questão é a letra D.

14. (SES-ES/CESPE/2013) Acerca de aleitamento materno e da assistência do profissional de enfermagem à alimentação da criança, assinale a opção correta.

a) O bebê deve ser acordado a cada três horas para amamentar.

b) O leite cru (não pasteurizado) pode ser conservado em geladeira por até vinte e quatro horas, e, no freezer ou no congelador, por até quinze dias.

c) O leite materno é o único alimento recomendado para bebês de até seis meses de idade, por conter os nutrientes necessários ao seu bom desenvolvimento.

d) É necessário lavar o mamilo com água e sabão sempre que o bebê for mamar.

e) A melhor posição para amamentar é com o bebê na posição horizontal e com o pescoço estendido.

COMENTÁRIOS:

Vamos resolver a última questão dessa aula. O que vocês estão achando do nosso curso?

(21)

Item A. Recomenda-se que a criança seja amamentada sem restrições de horários e de tempo de permanência na mama. É o que se chama de amamentação em livre demanda. Nos primeiros meses, é normal que a criança mame com frequência e sem horários regulares.

Por isso, o bebê

não

deve ser acordado a cada três horas para amamentar.

Item B. O leite materno pode ser conservado em geladeira por

12

horas e, no freezer ou congelador, por 15 dias.

Item C. É evidente que o leite materno é o único alimento recomendado para bebês de até seis meses de idade, por conter os nutrientes necessários ao seu bom desenvolvimento.

Item D. Não é necessário lavar as mamas com água e sabão sempre antes de amamentar e nem aplicar lubrificante a base de óleo.

Item E. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca quatro pontos-chave que caracterizam o posicionamento e pega adequados:

Pontos-chave do posicionamento adequado:

1. Rosto do bebê de frente para a mama, com nariz na altura do mamilo;

2. Corpo do bebê próximo ao da mãe;

3. Bebê com cabeça e tronco alinhados (pescoço não torcido);

4. Bebê bem apoiado.

(22)

Figura 5 - Posição adequada da mãe na amamentação (Brasil, 2009).

Vamos visualizar abaixo qual é a técnica de amamentação preconizada pelo Ministério da Saúde:

• A cabe a do bebê está no mesmo nível da mama da m e e o queixo está tocando-a;

• A boca está bem aberta;

• O lábio inferior está virado para fora;

• As bochechas est o arredondadas (n o encovadas) ou achatadas contra a mama;

• Vê-se pouco a aréola durante a mamada (mais a porção superior da aréola do que a inferior);

• A mama parece arredondada, n o repuxada;

• As suc ões s o lentas e profundas: o bebê suga, dá uma pausa e suga novamente (suc o, deglutição e respiração);

• A m e pode ouvir o bebê deglutindo;

• O corpo do bebê está totalmente voltado para o corpo da m e (posi o de barriga com barriga) e um dos braços está ao redor do corpo da mãe;

• A cabe a e o corpo do bebê est o alinhados;

• A m e está sentada de forma confortável e relaxada.

(23)

Dessa forma, a melhor posição para amamentar

não

é com o bebê na posição horizontal e com o pescoço estendido.

Nesses termos, o gabarito da questão é a letra C.

15. (Prefeitura de Lagarto-SE/2011-AOCP) Assinale a alternativa INCORRETA no que diz respeito ao Aleitamento Materno.

a) As mulheres que amamentam devem ser encorajadas a ingerir líquidos em quantidades suficientes para saciar a sua sede. Entretanto, líquidos em excesso devem ser evitados, pois não aumentam a produção de leite.

b) No ingurgitamento mamário patológico pode ser recomendado compressas frias (ou gelo envolto em tecido), em intervalos regulares após ou nos intervalos das mamadas; em situações de maior gravidade, podem ser feitas de duas em duas horas.

c) O trauma mamilar, traduzido por eritema, edema, fissuras, bolhas, “marcas” brancas, amarelas ou escuras, é uma importante causa de desmame para sua prevenção e recomenda- se uso de protetores (intermediários) de mamilo.

d) Na mastite o sabor do leite materno costuma alterar-se, tornando-se mais salgado devido a um aumento dos níveis de sódio e uma diminuição dos níveis de lactose. Tal alteração de sabor pode ocasionar rejeição do leite pela criança.

e) No consumo de drogas de abuso recomenda-se interrupção temporária do aleitamento materno, com ordenha do leite, que deve ser desprezado. O tempo recomendado de interrupção da amamentação varia dependendo da droga.

COMENTÁRIOS:

Item A. Para aumentar a produção de leite, as seguintes medidas são úteis:

• Melhorar o posicionamento e a pega do bebê, quando não adequados;

• Aumentar a frequência das mamadas;

• Oferecer as duas mamas em cada mamada;

• Dar tempo para o bebê esvaziar bem as mamas;

• Trocar de mama várias vezes numa mamada se a crian a estiver sonolenta ou se não sugar vigorosamente;

• Evitar o uso de mamadeiras, chupetas e protetores (intermediários) de mamilos;

• Consumir dieta balanceada;

(24)

• ngerir líquidos em quantidade suficiente (lembrar que líquidos em excesso n o aumentam a produção de leite, podendo até diminuí-la);

• Repousar.

Item B. Se o ingurgitamento mamário patológico não pode ser evitado, recomendam- se as seguintes medidas:

• Ordenha manual da ar ola, se ela estiver tensa, antes da mamada, para que ela fique macia, facilitando, assim, a pega adequada do bebê;

• Mamadas frequentes, sem horários preestabelecidos (livre demanda);

• Massagens delicadas das mamas, com movimentos circulares, particularmente nas regiões mais afetadas pelo ingurgitamento; elas fluidificam o leite viscoso acumulado, facilitando a retirada do leite, e são importantes estímulos do reflexo de ejeção do leite, pois promovem a síntese de ocitocina;

• Uso de analg sicos sistêmicos/antiinflamatórios. buprofeno considerado o mais efetivo, auxiliando também na redução da inflamação e do edema. Paracetamol ou Dipirona podem ser usados como alternativas;

• Suporte para as mamas, com o uso ininterrupto de suti com al as largas e firmes, para aliviar a dor e manter os ductos em posição anatômica;

• Compressas frias (ou gelo envolto em tecido), em intervalos regulares após ou nos intervalos das mamadas; em situações de maior gravidade, podem ser feitas de duas em duas horas.

Importante: o tempo de aplicação das compressas frias não deve ultrapassar 20 minutos devido ao efeito rebote, ou seja, um aumento de fluxo sanguíneo para compensar a redução da temperatura local. As compressas frias provocam vasoconstrição temporária pela hipotermia, o que leva à redução do fluxo sanguíneo, com consequente redução do edema, aumento da drenagem linfática e menor produção do leite, devida à redução da oferta de substratos necessários à produção do leite;

• Se o bebê n o sugar, a mama deve ser ordenhada manualmente ou com bomba de sucção.

O esvaziamento da mama é essencial para dar alívio à mãe, diminuir a pressão dentro dos alvéolos, aumentar a drenagem da linfa e do edema e não comprometer a produção do leite, além de prevenir a ocorrência de mastite.

Item C. Trauma mamilar, traduzido por eritema, edema, fissuras, bolhas, “marcas”

brancas, amarelas ou escuras, hematomas ou equimoses, é uma importante causa de desmame e, por isso, a sua prevenção é muito importante, o que pode ser conseguido com as seguintes medidas:

(25)

• Amamenta o com t cnica adequada (posicionamento e pega adequados);

• Cuidados para que os mamilos se mantenham secos, expondo-os ao ar livre ou à luz solar e trocas frequentes dos forros utilizados quando há vazamento de leite;

• Não uso de produtos que retiram a proteção natural do mamilo, como sabões, álcool ou qualquer produto secante;

• Amamenta o em livre demanda – a criança que é colocada no peito assim que dá os primeiros sinais de que quer mamar vai ao peito com menos fome, com menos chance de sugar com força excessiva;

• Evitar ingurgitamento mamário;

• Ordenha manual da ar ola antes da mamada se ela estiver ingurgitada, o que aumenta a sua flexibilidade, permitindo uma pega adequada;

• ntrodu o do dedo indicador ou mínimo pela comissura labial (canto) da boca do bebê, se for preciso interromper a mamada, de maneira que a sucção seja interrompida antes de a criança ser retirada do seio;

Não

uso de protetores (intermediários) de mamilo,

pois eles, além de não serem eficazes, podem ser a causa do trauma mamilar.

As lesões mamilares são muito dolorosas e, com frequência, são a porta de entrada para bactérias. Por isso, além de corrigir o problema que está causando a dor mamilar (na maioria das vezes a má pega), faz-se necessário intervir para aliviar a dor e promover a cicatrização das lesões o mais rápido possível.

Em primeiro lugar, podem-se sugerir as seguintes medidas de conforto, que visam a minimizar o estímulo aos receptores da dor localizados na derme do mamilo e da aréola:

• nício da mamada pela mama menos afetada;

• Ordenha de um pouco de leite antes da mamada, o suficiente para desencadear o reflexo de ejeção de leite, evitando dessa maneira que a criança tenha que sugar muito forte no início da mamada para desencadear o reflexo;

• Uso de diferentes posi ões para amamentar, reduzindo a press o nos pontos dolorosos ou áreas machucadas;

• Uso de “conchas protetoras” (alternativamente pode-se utilizar um coador de plástico pequeno, sem o cabo) entre as mamadas, eliminando o contato da área machucada com a roupa. Esse artifício, no entanto, favorece a drenagem espontânea de leite, o que torna o tecido aréolo-mamilar mais vulnerável a macerações. Por isso, essa recomendação deve ser

(26)

avaliada em cada caso, pesando-se os riscos e os benefícios;

• Analg sicos sistêmicos por via oral se houver dor importante.

É importante ressaltar que limitar a duração das mamadas não tem efeito na prevenção ou tratamento do trauma mamilar.

Têm sido utilizados dois tipos de tratamento para acelerar a cicatrização das lesões mamilares: tratamento seco e tratamento úmido. O tratamento seco (banho de luz, banho de sol, secador de cabelo), bastante popular nas últimas décadas, não tem sido mais recomendado porque acredita-se que a cicatrização de feridas é mais eficiente se as camadas internas da epiderme (expostas pela lesão) se mantiverem úmidas.

Por isso, atualmente tem-se recomendado o tratamento úmido das lesões mamilares, com o objetivo de formar uma camada protetora que evite a desidratação das camadas mais profundas da epiderme. Para isso, pode-se recomendar o uso do próprio leite materno ordenhado nas fissuras. É preciso ter cautela ao recomendar cremes, óleos e loções, pois eles podem causar alergias e, eventualmente, causar obstrução de poros lactíferos.

O trauma mamilar, traduzido por eritema, edema, fissuras, bolhas, “marcas” brancas, amarelas ou escuras, é uma importante causa de desmame para sua prevenção e recomenda- se uso de protetores (intermediários) de mamilo.

Item D. Mastite é um processo inflamatório de um ou mais segmentos da mama (o mais comumente afetado é o quadrante superior esquerdo), geralmente unilateral, que pode progredir ou não para uma infecção bacteriana. Ela ocorre mais comumente na segunda e terceira semanas após o parto e raramente após a 12ªsemana. A estase do leite é o evento inicial da mastite e o aumento de pressão intraductal causado por ela leva ao achatamento das células alveolares e formação de espaços entre as células.

Nem sempre é fácil distinguir a mastite infecciosa da não-infecciosa apenas pelos sinais e sintomas. Em ambas, a parte afetada da mama encontra-se dolorosa, vermelha, edemaciada e quente. Quando há infecção, costuma haver mal-estar importante, febre alta (acima de 38ºC) e calafrios.

O sabor do leite materno costuma alterar-se nas mastites, tornando-se mais salgado devido a um aumento dos níveis de sódio e uma diminuição dos níveis de lactose. Tal alteração de sabor pode ocasionar rejeição do leite pela criança.

A produção do leite pode ser afetada na mama comprometida, com diminuição do

(27)

volume secretado durante o quadro clínico, bem como nos dias subsequentes. Isso se deve à diminuição de sucção da criança na mama afetada, diminuição das concentrações de lactose ou dano do tecido alveolar.

As medidas de prevenção da mastite são as mesmas do ingurgitamento mamário, do bloqueio de ductos lactíferos e das fissuras, bem como manejo precoce desses problemas.

Mastite

Figura - Mastite (Brasil, 2009).

O tratamento da mastite deve ser instituído o mais precocemente possível, pois sem o tratamento adequado e em tempo oportuno a mastite pode evoluir para abscesso mamário, uma complicação grave. O tratamento inclui os seguintes componentes:

Esvaziamento adequado da mama: esse é o componente mais importante do tratamento da mastite. Preferencialmente a mama deve ser esvaziada pelo próprio recém- nascido, pois, apesar da presença de bactérias no leite materno, quando há mastite, a manutenção da amamentação está indicada por não oferecer riscos ao recém-nascido a termo sadio. A retirada manual do leite após as mamadas pode ser necessária se não houve um esvaziamento adequado;

• Antibioticoterapia: indicada quando houver sintomas graves desde o início do quadro, fissura mamilar e ausência de melhora dos sintomas após 12–24 horas da remoção efetiva do leite acumulado.

As opções são: Cefalexina 500mg, por via oral, de seis em seis horas, Amoxicilina 500 mg ou Amoxicilina associada ao Ácido Clavulânico (500mg/125mg), por via oral, de oito em oito horas. Em pacientes alérgicas a essas drogas, está indicada a Eritromicina 500mg, por via oral, de seis em seis horas. Em todos os casos, os antibióticos devem ser utilizados por, no mínimo, 10 dias, pois tratamentos mais curtos apresentam alta incidência de recorrência;

(28)

ser considerada a possibilidade de abscesso mamário e de encaminhamento para unidade de referência, para eventual avaliação diagnóstica especializada e revisão da antibioticoterapia.

Diante dessa situação, é importante que o profissional agende retorno da mãe à unidade de saúde e que a unidade ofereça acesso sob demanda espontânea, para garantir a continuidade do cuidado;

• Suporte emocional: esse componente do tratamento da mastite muitas vezes negligenciado, apesar de ser muito importante, pois essa condição é muito dolorosa, com comprometimento do estado geral;

• Outras medidas de suporte: repouso da m e (de preferência no leito); analgésicos ou antiinflamatórios não-esteróides, como ibuprofeno; líquidos abundantes; iniciar a amamentação na mama não afetada; e usar sutiã bem firme.

Item E. Nas seguintes situações maternas, recomenda-se a interrupção temporária da amamentação:

Situações maternas em que se recomenda a interrupção temporária da amamentação

Infecção herpética

Quando há vesículas localizadas na pele da mama. A amamentação deve ser mantida na mama sadia.

Varicela

Se a mãe apresentar vesículas na pele cinco dias antes do parto ou até dois dias após o parto, recomenda-se o isolamento da mãe até que as lesões adquiram a forma de crosta. A criança deve receber imunoglobulina humana antivaricela zoster (Ighavz), que deve ser administrada em até 96 horas do nascimento, devendo ser aplicada o mais precocemente possível.

Doença de Chagas

Na fase aguda da doença ou quando houver sangramento mamilar evidente.

Abscesso mamário

Até que ele tenha sido drenado e a antibioticoterapia iniciada. A amamentação deve ser mantida na mama sadia.

Consumo de drogas de abuso

Recomenda-se a interrupção temporária do aleitamento materno, com ordenha do leite, que deve ser desprezado. O tempo recomendado de interrupção da amamentação varia dependendo da droga. Ex.: Após 24 horas para maconha, cocaína, crak e 48 horas para o LSD.

(29)

Amigoa), é importante destacar que em todos os referidos casos deve-se estimular a produção do leite com ordenhas regulares e frequentes, até que a mãe possa amamentar o seu filho.

Verificamos que a letra C é a única alternativa errada.

16. (Prefeitura de Vitória da Conquista-BA/AOCP/2013) O aleitamento materno está contra indicado na seguinte situação:

a) Tuberculose.

b) Hanseníase.

c) Hepatite B.

d) Dengue.

e) Medicações antineoplásicas.

COMENTÁRIOS:

São poucas as situações em que pode haver indicação para a substituição parcial ou total do leite materno. Nas seguintes situações o aleitamento materno não deve ser recomendado:

• M es infectadas pelo H V;

• M es infectadas pelo HTLV1 e HTLV2;

• Uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação. Alguns fármacos são citados como contraindicações absolutas ou relativas ao aleitamento, como por exemplo os

antineoplásicos

e radiofármacos;

• Crian a portadora de galactosemia, doen a rara em que ela n o pode ingerir leite humano ou qualquer outro que contenha lactose.

Atenção! Nas seguintes condições maternas, o aleitamento não deve ser contraindicado: dengue, tuberculose, hanseníase, hepatites B e C, consumo de cigarro e álcool. Todavia, alguns cuidados específicos para cada uma dessas situações devem ser tomados.

A partir do exposto, o gabarito da questão é a letra E.

(30)

2 – Outros Temas de Saúde da Criança

Nesta última parte da aula, trouxemos as demais questões sobre Programa da Criança, cobradas nas provas do instituto AOCP, para termos a visão geral sobre os temas. Para fechar as lacunas, comentamos também algumas questões de outras bancas que elaboraram provas para a EBSERH.

Profº. Rômulo Passos Profª. Cássia Móesia

17. (HU-UFGD/EBSERH/AOCP/2014/CM) Assinale a alternativa que pode ser indicativo de sofrimento fetal agudo, ao se avaliar os batimentos cardiofetais (BCF) no anteparto:

a) 112 bpm.

b) 137 bpm.

c) 149 bpm.

d) 153 bpm.

e) 168 bpm

COMENTÁRIOS:

De acordo com o Ministério da Saúde, a ausculta dos batimentos cardiofetais tem como objetivo constatar a cada consulta a presença, o ritmo, a frequência e a normalidade dos batimentos cardíacos fetais (BCF) que deve ser realizada com sonar, após 12 semanas de gestação, ou com Pinard, após 20 semanas. É considerada normal a frequência cardíaca fetal entre 120 a 160 batimentos por minuto.

É importante considerar como sinal de alerta, quando na avaliação dos batimentos cardíacos fetais (BFC), apresentar uma bradicardia (<110bpm) ou taquicardia (>160bpm), pois se deve suspeitar de sofrimento fetal.

Com isso, analisando as alternativas da questão, a única que apresenta indicativo de sofrimento fetal é a letra E, pois esta acima do padrão normal dos batimentos cardiofetais, apresentando, portanto uma taquicardia.

(31)

18. (HU-UFES/EBSERH/AOCP/2014/CM) Para evitar a morte súbita, a Pastoral da Criança, com o apoio do Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria, UNICEF e Criança Esperança, lançou em 2009 a campanha que preconiza colocar os bebês para dormirem em posição:

a) prona.

b) lateral esquerdo.

c) lateral direito.

d) ventral.

e) supina.

COMENTÁRIOS:

A Pastoral da Criança lidera uma campanha no sentido de informar a população sobre a importância de colocar os bebês para dormirem de barriga para cima (posição supina) – o que contraria uma antiga crença popular, mas pode evitar a morte súbita, considerada a maior causa de mortes entre bebês de 1 a 12 meses nos países desenvolvidos.

Com o apoio do Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria, Unicef, Criança Esperança e outros organismos internacionais, a campanha é baseada em estudos brasileiros e na publicação Sudden infant death syndrome, de Rachel Y Moon, Rosemary S C Horne, Fern R Hauck (Lancet 2007; 370: 1578–87).

Campanhas semelhantes a “Dormir de barriga para cima é mais seguro” já foram divulgadas nos Estados Unidos e na Inglaterra e segundo Cesar Victora, doutor em Epidemiologia pela London School of Hygiene and

Tropical Medicine, pesquisador da UFPel e coordenador do Comitê de Mortalidade Infantil da cidade de Pelotas-RS, há formas de reduzir o risco de morte súbita em bebês e uma delas é deixá-los dormindo de barriga para cima.

No entanto, isso ainda é pouco usado pelas mães brasileiras.

Segundo o pesquisador, a informação de que ao dormir de barriga para cima o bebê vai aspirar ao vômito e se afogar não passa de uma crença popular

(32)

bebê respira um ar viciado, ou seja, o ar que ele próprio expira e os riscos de dormir de barriga para baixo são semelhantes a dormir de lado, já que essa posição é instável e muitos bebês rolam e ficam de barriga para baixo. Se uma criança está deitada de barriga para cima e se afoga, sua tendência, por instinto, é tossir e com isso chamar a atenção dos pais. No caso da morte súbita, essa rea o n o acontece e a morte se dá de forma “silenciosa”.

Logo, o gabarito da questão é a letra E.

19. (HU-UFS/EBSERH/AOCP/2014/CM) No cuidado à saúde da Criança, o Ministério da Saúde recomenda quantas consultas de rotina no Primeiro ano de vida?

a) Três.

b) Quatro.

c) Cinco.

d) Seis.

e) Sete.

COMENTÁRIOS:

Meus bravos concurseiros, o Ministério da Saúde recomenda sete consultas de rotina no primeiro ano de vida (na 1ª semana, no 1º mês, 2º mês, 4º mês, 6º mês, 9º mês e 12º mês), além de duas consultas no 2º ano de vida (no 18º e no 24º mês) e, a partir do 2º ano de vida, consultas anuais, próximas ao mês do aniversário. Essas faixas etárias são selecionadas porque representam momentos de oferta de imunizações e de orientações de promoção de saúde e prevenção de doenças. As crianças que necessitem de maior atenção devem ser vistas com maior frequência.

Nesses termos, o gabarito é a letra E.

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20. (HU- UFRN/EBSERH/IADES/2014/CM) A vitamina K, aplicada 1 mg via IM no RN, tem a finalidade de prevenir a (o):

a) xeroftalmia.

b) escorbuto.

c) anemia falciforme.

d) doença hemorrágica do RN.

e) hepatite B

COMENTÁRIOS:

As manifestações clínicas predominantes da carência da vitamina K são as hemorragias, decorrentes da não ativação das proteínas dependentes da vitamina. Apesar de ocorrer em qualquer faixa etária, o recém-nascido é mais susceptível à doença, por apresentar níveis mais baixos de fatores da coagulação, menores reservas de vitamina K.

Assim, o Ministério da Saúde recomenda, que seja administrado uma dose de 1 mg de vitamina K, por via intramuscular logo após o nascimento, como uma forma efetiva de prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido, causada pela deficiência de vitamina K.

Nessa tela, o gabarito é a letra D.

21. (HU-UFPI/EBSERH/IADES/2012/CM) No Brasil nascem cerca de três milhões de crianças ao ano, das quais 98% são em hospitais. O adequado acompanhamento pré-natal possibilita a identificação de problemas e riscos em tempo oportuno para intervenção.

Neste contexto, julgue os itens a seguir.

I - A Organização Mundial de Saúde - OMS recomenda que o aleitamento materno inicie na primeira hora após o parto.

II - O boletim de Apgar não deve ser utilizado para determinar o início da reanimação, nem as manobras a serem instituídas no decorrer do procedimento.

III - Os sinais de Escore de Apgar ampliado são: freqüência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor.

IV - Os parâmetros utilizados para determinar a necessidade de reanimar um RN recém- nascido são: coloração de pele e mucosas, frequência cardíaca e frequência respiratória.

A quantidade de itens certos é igual a

(34)

COMENTÁRIOS:

Vamos analisar cada uma das assertivas:

Item I. Correta. A Organização Mundial de Saúde - OMS recomenda que o aleitamento materno inicie na primeira hora após o parto. De acordo com as recomendações da OMS em relação ao aleitamento materno, são as seguintes:

 Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, a qual deve ser rotineiramente transmitida a toda a equipe de cuidados de saúde.

 Treinar toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-a para implementar esta norma.

 Informar todas as grávidas atendidas sobre as vantagens e a pratica da amamentação.

 Ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto.

 Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo que tenham de ser separadas de seus filhos.

 Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que seja por indicação médica.

 Praticar o alojamento conjunto - permitir que mães e os bebés permaneçam juntos 24 horas por dia.

 Encorajar a amamentação sob livre demanda (sempre que o bebé quiser).

 Não dar bicos artificiais (tetinas) ou chupetas a crianças amamentadas.

 Encorajar a criação de grupos de apoio à amamentação, para onde as mães devem ser encaminhadas por ocasião da alta hospitalar.

Item II. Correto. Conforme o Ministério da Saúde, o boletim de Apgar não deve ser utilizado para determinar o início da reanimação nem as manobras a serem instituídas no decorrer do procedimento. No entanto, sua aferição longitudinal permite avaliar a resposta do RN às manobras realizadas e a eficácia dessas manobras. Assim, se o escore é inferior a 7 no 5º minuto, recomenda-se realizá-lo a cada cinco minutos, até 20 minutos de vida. É necessário documentar o escore de Apgar de maneira concomitante à dos procedimentos de reanimação executados

(35)

Item III. Correto. Os sinais de Escore de Apgar ampliado são: freqüência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor. A Escala de Apgar é o método criado em 1952 por Virginia Apgar, na qual é utilizado para avaliar o ajuste imediato do recém-nascido à vida extrauterina. Fundamentando-se na observação frequência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor. A cada item atribui-se um escore de 0, 1, 2 e as avaliações de todas as cincos categorias são feitas em 1 e 5 minutos após o nascimento e repetidas até a condição do recém nascido estabilizar.

Avaliação do Recém-nascido ao Nascimento - Índice de Apgar

Sinal Notas

0 1 2

Frequência cardíaca Ausente Lenta, < 100

batimentos/min > batimentos/min Esforço respiratório Ausente Irregular, lento, choro

fraco Bom, choro forte

Tônus muscular Fraco Alguma flexão dos

membros Bem flexionado

Irritabilidade reflexa Nenhuma resposta Careta Choro, espirro Cor Cianótico, pálido Corpo rosado, membros

cianóticos Completamente rosa Fonte: Wong (8ª Ed.)

Item IV. Incorreto. Os parâmetros utilizados para determinar a necessidade de reanimar um RN recém-nascido são: coloração de pele e mucosas, frequência cardíaca e frequência respiratória. Imediatamente após o nascimento, a necessidade de reanimação depende da avaliação rápida de quatro situações referentes à vitalidade do concepto, sendo feitas as seguintes perguntas: - Gestação a termo? - Ausência de mecônio? - Respirando ou chorando?

- Tônus muscular bom? Se a resposta é sim a todas as perguntas, considera-se que o RN está com boa vitalidade e não necessita de manobras de reanimação.

A reanimação depende da avaliação simultânea da respiração e da frequência cardíaca (FC). A FC é o principal determinante da decisão de indicar as diversas manobras de reanimação. Logo após o nascimento, o RN deve respirar de maneira regular, suficiente para manter a FC acima de 100 bpm. A FC deve ser avaliada por meio da ausculta do precórdio com estetoscópio, podendo eventualmente ser verificada pela palpação do pulso na base do cordão umbilical. Tanto a ausculta precordial quanto a palpação do cordão podem subestimar a FC. A avaliação da coloração da pele e mucosas do RN não é mais utilizada

Referências

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