Foto 15 – Quarta tarefa
O pedido foi para que cada uma escolhesse uma caixa e, sem abri
lugares. Novamente uma rápida retomada dessa tarefa e quando ficaram l
abrirem a caixa... uma surpresa... colada na tampa, na parte interna, havia um espelho... pois ao destamparem em busca da beleza imortal... ficou a mensagem de que essa beleza está dentro de cada uma!!! Ao se ver no espelho, dentro de sua si
possibilidades para ver o outro...
Um silêncio profundo percorreu a sala... expressões de espanto, encantamento e surpresa se fizeram presentes... e a proposta seria para cada uma
Psiquê para r ealizar a quarta tarefa, trariam as linhas, formas e cores que desejassem para imprimir, na caixa, como marca dos momentos que vivenciaram até chegar ao final da história. Foi um fazer criativo que buscou mobilizar momentos da história do
signi ficativos para cada professora.
Este foi um dos momentos mais desafiadores, pois tendo por base o
nível criativo ao buscar o poder de síntese e de atualização de significados que foram evocados durante a vivência, contribui para uma
seguida de um caráter avaliativo de prazer e satisfação. É uma oportunidade de abrir um canal Quarta tarefa – o que será que há dentro das caixas?!
O pedido foi para que cada uma escolhesse uma caixa e, sem abri - la, deveriam voltar aos seus uma rápida retomada dessa tarefa e quando ficaram l
caixa... uma surpresa... colada na tampa, na parte interna, havia um espelho... pois ao destamparem em busca da beleza imortal... ficou a mensagem de que essa beleza está dentro de cada uma!!! Ao se ver no espelho, dentro de sua singularidade, abrem possibilidades para ver o outro...
Um silêncio profundo percorreu a sala... expressões de espanto, encantamento e surpresa se fizeram presentes... e a proposta seria para cada uma , pensando nos desafios enfrentados por ealizar a quarta tarefa, trariam as linhas, formas e cores que desejassem para como marca dos momentos que vivenciaram até chegar ao final da história. Foi um fazer criativo que buscou mobilizar momentos da história do
ficativos para cada professora.
Este foi um dos momentos mais desafiadores, pois tendo por base o
nível criativo ao buscar o poder de síntese e de atualização de significados que foram evocados durante a vivência, contribui para uma sensação concomitante de fechamento seguida de um caráter avaliativo de prazer e satisfação. É uma oportunidade de abrir um canal
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o que será que há dentro das caixas?!
la, deveriam voltar aos seus uma rápida retomada dessa tarefa e quando ficaram l iberadas para caixa... uma surpresa... colada na tampa, na parte interna, havia um espelho... pois ao destamparem em busca da beleza imortal... ficou a mensagem de que essa beleza está ngularidade, abrem -se
Um silêncio profundo percorreu a sala... expressões de espanto, encantamento e surpresa se pensando nos desafios enfrentados por ealizar a quarta tarefa, trariam as linhas, formas e cores que desejassem para como marca dos momentos que vivenciaram até chegar ao final da história. Foi um fazer criativo que buscou mobilizar momentos da história do Mito que foram
Este foi um dos momentos mais desafiadores, pois tendo por base o continuum do ETC, o
nível criativo ao buscar o poder de síntese e de atualização de significados que foram
sensação concomitante de fechamento
seguida de um caráter avaliativo de prazer e satisfação. É uma oportunidade de abrir um canal
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de contato entre mundo interno e externo. Importante frisar que os outros níveis sensório/motor, perceptivo/afetivo e cognitivo/simbólico também permearam toda a atividade, uma vez que ao escolher as cores e as configurações para a pintura e ao fazer uso dos pincéis para as respectivas representações, as outras etapas também se fizeram presentes.
Ostrower (2002, p. 25) também aprofunda essa idéia ao expressar:
Qualquer tipo de ordenação torna-se significativa para nós. Ao percebê-la projetamos de imediato algum sentido ao evento [...] através da estrutura formal, a mensagem simbólica
23sempre articula, além das associações possíveis em cada caso, modos de ser essenciais – justamente pelos aspectos de espaço / tempo – que são entendidos como qualificações de vida. Trata-se, nessas ordenações interiores, de processos afetivos, ou seja, de formas do íntimo sentimento de vida. São as
‘nossas formas’ psíquicas.
Durante a realização da atividade, algumas questões foram sugeridas para que pudessem servir de guia para a realização da proposta. Importante a observação de que essa quarta tarefa foi uma das mais significativas, pois se representa uma morte simbólica para poder recomeçar uma nova etapa. É a possibilidade de vivenciar a transformação no sentido de mudanças necessárias para um maior esclarecimento e autoconhecimento. Eis alguns direcionamentos:
• Em quais situações de sua vida pessoal e profissional, você se deparou com momentos de muita frustração, sentindo chegar em seu limite, experienciando extremo sentimento de perda e depois de um contato com o problema bem de frente, conseguiu sair-se bem, descobrindo uma solução criativa e pessoal?
• Quando, em seu papel de professora, você cria situações desafiadoras para que seu aluno possa agüentar e se fortalecer desprendendo-se do excesso de prazer, de indiferenciação para se tornar autor/herói de sua própria aprendizagem, enfrentando seus dragões e monstros?
• Lembra-se de já ter vivido alguma situação em que efetivamente achasse que teria chegado no “final do túnel”? Muito medo, insegurança, mas... depois de um tempo você foi se contatando com seu próprio poder, conseguindo resgatar sua força?
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Para a autora as
formas simbólicas são configurações de uma matéria física ou psíquica (configuraçõesartísticas ou não-artísticas, científicas, técnicas, comportamentais) em que se encontram articulados aspectos
espaciais e temporais (OSTROWER, 2002, p.25).
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Feitas essas considerações iniciais sobre possíveis significados desse desafio para Psiquê, novamente busca-se detalhar mais profundamente a simbologia do mesmo. Angwin (1994) ao estudar esse Mito, iguala essa tarefa à própria morte, pois a descida ao mundo subterrâneo, ao inferno, permite que Psiquê se contate com seus próprios limites emocionais.
Erich Neumann complementa a análise afirmando que nas três primeiras tarefas a jovem teve o auxílio de ajudantes, isto é, elementos que representaram as forças interiores do seu inconsciente e que “pertenceram aos reinos das plantas e dos animais; dessa vez, ela será ajudada por uma torre, como símbolo da cultura humana” (NEUMANN, 1995, p.88). Embora surja a torre para orientá-la, ela efetivamente realizará a tarefa e enquanto a preciosa água da vida tivera que ser recolhida do mais alto penhasco (com a ajuda da águia – representada pela função da consciência/o pensamento), agora, aquilo que Psiquê deverá buscar se situa nas profundezas insondáveis do inferno, e se encontra nas mãos da própria Perséfone
24.
Significativo analisar que essa quarta tarefa surge quando a jovem já se sente mais fortalecida para a empreitada, uma vez que as experiências anteriores, isto é, a ampliação da consciência exercitada pelas funções: sensorial-perceptiva (primeira tarefa); intuitiva (segunda tarefa);
pensamento (terceira tarefa) trouxeram fortalecimento para seus atos. Para esta última tarefa é a função sentimento que se manifesta, trazendo sempre seu caráter avaliativo quando o sujeito se encontra em busca de alguma realização. Ela teve sucesso em conseguir obter a caixinha com a poção da beleza dada por Perséfone, conseguiu voltar para a terra, mas movida pela curiosidade e pelo desejo de também possuir um pouco da poção da beleza, acabou abrindo a caixa que a deixou por um tempo em um sono profundo.
Esta tarefa é muito rica em simbologia, entretanto para o propósito dessa análise sob um enfoque (psico)pedagógico, procurei analisar somente o elemento simbólico da torre. Ainda dentro da simbologia apresentada por Neumann, ela representa um edifício construído por mãos humanas, isto é, resulta de um trabalho coletivo entre os homens, sendo o símbolo da cultura e da consciência humana e por isso é chamada de “a torre que vê longe” (1995, p.89).
Também surge para ajudar Psiquê a exercitar o limite, o dizer “não” quando possui uma meta
24Perséfone = dentro do estudo das deusas realizado por Jean Shinoda Bolen, ela foi adorada de dois modos: