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Orientacoes Curriculares Conhec literatura

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Academic year: 2021

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Texto

(1)

Discurso Literário

: vai além da elaboração linguística.

Função

: exercício da liberdade, amadurecimento do aluno,

comportamento crítico e menos preconceituoso.

(2)

Opinião de uma mãe de um aluno sobre arte.

Trabalho = dor

Trabalho = prazer

A literatura era tão valorizada que chegou

mesmo a ser tomada como sinal distinto de

cultura. Retórica.

As mudanças.

Stricto sensu = arte que constrói com palavras.

Arte = Literatura = serve para quê?

(3)

Ensino Médio(p.53)

Ensino da literatura = inciso III

Literatura = humanização(p.54)

Letramento literário: estado ou condição de

quem não apenas capaz de ler poesia ou

drama, mas dele se apropria efetivamente

por meio da experiência estética, fruindo-o.

É ter experiência literária, o contato com o

texto literário(sensibilidade, reflexão).

(4)

Privação de ler Machado. (p. 56)

Valor cultural e valor estético

Fruição estética(p.67 = PCN)

Prazer estético = difícil conceituar

Catarse ao prazer estético. Tragédia.

A escola(final da p.60)

(5)

Nos letramentos escolares, a literatura tem

sentido restrito.

“...a Literatura, como conteúdo curricular,

ganha contornos distintos conforme o nível de

escolaridade dos leitores em formação. As

diferenças decorrem de vários fatores ligados

não somente à produção literária e à circulação

de livros que orientam os modos de apropriação

dos leitores, mas também à identidade do

segmento

da

escolaridade

construída

(6)

O ensino da Literatura no ensino fundamental,

e aqui nos interessa de perto o segundo

segmento dessa etapa da escolaridade (da 5ª à

8ª série), caracteriza-se por uma formação

menos sistemática e mais aberta

do ponto de vista das escolhas, na qual se

misturam

livros

que

indistintamente

denominamos “literatura infanto-juvenil” a

outros que fazem parte da literatura

dita “canônica”, legitimada pela tradição

escolar, inflexão que, quando acontece, se dá

sobretudo nos últimos anos desse segmento (7ª

ou 8ª série).

(7)

O livro / filtragem (p.62)

É evidente, então, que se coloca não só o problema

da Literatura, mas o da leitura, em práticas reais de

letramento literário, menos submetidas, como se

sabe, a restrições de valor do ponto de vista das

instituições literária e escolar. Parte-se, assim, do

princípio de que os jovens, no ensino fundamental,

lêem Literatura à

sua maneira e de acordo com as possibilidades que

lhes são oferecidas.

Constata-se, de maneira geral, na passagem do

ensino fundamental para o ensino médio, um

declínio da experiência de leitura de textos

ficcionais, seja de livros da Literatura infanto-juvenil,

seja de alguns poucos autores representativos da

Literatura brasileira selecionados, que aos poucos

cede lugar à história da Literatura e seus estilos.

(8)

“...três tendências predominantes, que se

confirmam nas práticas escolares de Leitura

da Literatura como deslocamentos ou fuga do

contato direto do leitor com o texto literário:

a) substituição da Literatura difícil por uma

Literatura considerada mais digerível;

b) simplifi cação da aprendizagem literária a

um conjunto de informações externas às

obras e aos textos;

c) substituição dos textos originais por

simulacros, tais como paráfrases ou resumos

(OSAKABE; FREDERICO, 2004, p. 62-63).

(9)

Esse quadro geral de deslocamentos só será

revertido se se recuperar a dimensão formativa

do leitor, em processo iniciado no ensino

fundamental, que, no ensino médio, se perde em

objetivos pragmáticos, formulados, sobretudo,

nos manuais didáticos, que, mais para o mal que

para o bem, vêm tradicionalmente cumprindo o

papel de referência curricular para esse nível da

escolaridade.

Acreditamos que os manuais didáticos

poderão, a médio prazo, apoiar mais

satisfatoriamente a formação do leitor

da Literatura rumo à sua autonomia.

(10)

A importância do leitor: “A palavra plural, disseminadora de

sentidos, requer uma leitura também ela múltipla, não mais

regulada pela busca do significado único ou pela verdade

interpretativa, mas atenta às relações e às diferentes vozes

que se cruzam nos textos literários.(p. 66)

Tenho a impressão de que, no decorrer das últimas décadas,

os direitos dos intérpretes foram exagerados.(um ponto de

vista)

A leitura das obras literárias nos obriga a um exercício de

fidelidade e de respeito na liberdade de interpretação.(outro

ponto de vista)

Que leitores somos?

A leitura do texto literário é, pois, um acontecimento que

provoca reações, estímulos, experiências múltiplas e variadas,

dependendo da história de cada indivíduo. Não só a leitura resulta

em interações diferentes para cada um, como cada um poderá

interagir de modo diferente com a obra em outro momento de

leitura do mesmo texto.

(11)

3.3 – Formação do leitor crítico na escola.

“A prática escolar em relação à leitura literária tem sido a de desconsiderar a leitura propriamente e privilegiar atividades de

metaleitura, ou seja, a de estudo do texto (ainda que sua leitura não

tenha ocorrido), aspectos da história literária, características de estilo, etc., deixando em segundo plano a leitura do texto literário, substituindo-o por simulacros, como já foi dito, ou simplesmente ignorando-o. Atividades de metaleitura são necessárias na escola, mas devem ser vistas com muito cuidado,...”(p.70)

 Motivação

As escolhas anárquicas dos adolescentes fora da escola, além de

permitir essa formação do gosto, levam a um conhecimento dos

gêneros literários que deve ser considerado como base para a didática da literatura na escola e pode contribuir para o planejamento de atividades de reorientação de leitura, uma vez que a escola não é uma mera extensão da vida pública, mas tem uma especificidade.

Entretanto, parece que a escola tem sistematicamente

desconsiderado essas práticas sociais de leitura, produzindo-se nela um fenômeno que contraria seus objetivos mais caros, isto é, obriga ao afastamento e à rejeição do aluno em relação ao texto literário, “um veto à fruição na leitura e à formação do gosto literário, quando não têm representado, pura e simplesmente, um desserviço à formação do leitor...” (GERALDI, 1985, p.138).

(12)

4.1 O professor e a seleção de textos

Pensamos que se deve privilegiar como

conteúdo de base no ensino médio a Literatura

brasileira, porém não só com obras da tradição

literária, mas incluindo outras, contemporâneas

significativas.

Além de mediador de leitura, portanto leitor

especializado, também se requer do professor um

conhecimento mais especializado, no âmbito da

teoria literária.

(13)

4.2 – O professor e o tempo

No caso da Literatura, o tempo é crucial. A leitura de um

romance, por exemplo, requer planejamento do

professor para orientar a leitura e tempo para o aluno ler

o livro. Trazer para a sala trechos da obra (a partir dos

quais seja possível recuperar aspectos significativos da

obra que está sendo lida) e a esses dedicar uma ou mais

aulas não é perder tempo, pelo contrário, é imprimir à

escola um outro ritmo, diferente daquele da cultura de

massa, frenético e efêmero, opondo a este o ritmo mais

lento do devaneio e da reflexão.

Textos curtos, com densidade poética, são instrumentos

poderosos para sensibilizar o aluno, ainda que muitos

professores observem a resistência, sobretudo do jovem

do sexo masculino, à fruição do poema, considerado por

este “coisa de mulher”

(14)

4.3 – O leitor e o espaço

[...] no microcosmo da sala de aula [...] talvez não sejamos nós,

professores, o melhor informante para nossos alunos. Rodízios

de livros entre alunos, bibliotecas de sala de aula, biblioteca

escolar, freqüência a bibliotecas públicas são algumas das

formas para iniciar este circuito. (GERALDI, 1985, p. 87).

“...as práticas da leitura se efetivam quase exclusivamente na

escola, podendo, a partir dela, projetarem-se para o universo

familiar dos alunos e propiciar, assim, as experiências estética

e ética...” (p.80)

Práticas de leitura e de metaleitura responderiam a uma dupla

dimensão da Literatura na escola: por um lado, a fruição

individual do texto, que é o modo como se lê Literatura fora da

escola, revela uma autêntica prática social, que, de regra, o

professor não consegue mensurar (a não ser que ele esteja

efetivamente próximo de seus alunos e atento ao perfil da

comunidade escolar e da sua turma); por outro lado, a reflexão

e a análise, a leitura como instrumento de aprendizagem e

ensino, revelam a prática escolar, esta sim já apresentando

uma certa possibilidade de mensuração por parte do professor,

já que mobiliza um saber institucionalizado, previamente

definido.

Referências

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