• Nenhum resultado encontrado

Eixo Temático – A Importância da Interdisciplinaridade no Ensino Fundamental sala nº 17

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Eixo Temático – A Importância da Interdisciplinaridade no Ensino Fundamental sala nº 17"

Copied!
19
0
0

Texto

(1)

XV ERIC – (ISSN 2526-4230)

Eixo Temático – A Importância da Interdisciplinaridade no Ensino Fundamental sala nº 17 (ARTIGO)

(2)

XV ERIC – (ISSN 2526-4230)

A CONTRIBUIÇÃO DA LITERATURA INFANTIL PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Maria Clara Manchini Xavier [email protected] Mikaella Mariana Nhani [email protected] Orientadora Me. Silvana Malheiro Huss [email protected]

Resumo

A pesquisa tem como o objetivo compreender se há influências da Literatura Infantil no desenvolvimento da criança na primeira etapa da Educação Básica. O estudo pretende responder à seguinte problemática: Qual a importância da literatura infantil no desenvolvimento da criança? São objetivos específicos: conhecer a História da Literatura Infantil no Brasil, analisar a relevância da literatura infantil no processo de desenvolvimento da criança, identificar a importância da Literatura Infantil no processo ensino/aprendizagem. É importante considerar que o desenvolvimento infantil é advindo do humano desde o seu nascimento e percorre ao longo de sua vida, sofrendo modificações conforme os acontecimentos que nela perpassa. O ser humano já possui um conhecimento prévio, desde que possua interação com outros da sua espécie. Portanto, ele aprende, por meio da cultura, de instrumentos, signos e símbolos para posteriormente se desenvolver, e este desenvolvimento deve ser mediado por um professor que o instigue. A literatura infantil, como sendo um signo/símbolo, permitindo a imaginação, acaba por interferir no desenvolvimento infantil, pois, a criança recebe influência de quem está contando, sendo assim relevante para o seu processo de desenvolvimento.

Palavras- chave: literatura infantil, desenvolvimento, criança.

1. Introdução

O presente estudo terá como objetivo geral compreender se há influências da Literatura Infantil no desenvolvimento da criança na primeira etapa da Educação Básica, bem como evidenciar sua importância no processo do desenvolvimento da

(3)

criança. São objetivos específicos: conhecer a História da Literatura Infantil; analisar a importância da literatura infantil no processo da formação da personalidade da criança e na formação da imaginação; Identificar a importância da Literatura Infantil no processo ensino/aprendizagem.

A Literatura Infantil, assim como as demais, receberam influências da cultura de povos, de mitos e está interligada com os sentimentos da população passada. Portanto, para esclarecermos sua relação de influência com a formação da personalidade, devemos minuciar todas as representações que há por trás da história da Literatura Infantil. Ao se referir à história da Literatura Infantil no Brasil, percebemos que ela é formada, em grande parte, por lendas e crenças.

Um aspecto relevante sobre a Literatura Infantil, é que por meio dela, a criança consegue estimular a sua imaginação, obtendo sensibilidade sob o que está escutando, e assim “[...] criando disponibilidades para a criança descobrir e cultivar seus valores, abrindo a porta da inteligência e da sensibilidade para sua formação integral”.

O tema “A importância da Literatura Infantil no processo de desenvolvimento da criança” é abordado, pois, desde pequenos, crianças estão inseridas em instituições, onde trocam experiências e recebem valores do meio em que vive.

Na escola não é diferente. Dentro de uma instituição de ensino escolar infantil, um dos recursos mais utilizados para transmissão de valores, é a Literatura Infantil. Professores e alunos, muitos, sem ao menos saber a influência contida nos clássicos da Literatura Infantil, perpassam durante anos a mesma história.

Desde que entramos na escola, no primário, estamos submetidos a ouvir e ler histórias, sem ao menos saber que elas podem nos influenciar na nossa formação. Desse modo, o projeto visa contribuir com a prática pedagógica, a fim de ampliar nossa formação como influenciadores dentro do espaço da sala de aula.

Portanto, para realização da pesquisa analisaremos a história da Literatura Infantil no Brasil, assim como evidenciaremos como ocorre o desenvolvimento infantil, para, assim, relatar a importância da Literatura Infantil no processo de desenvolvimento da criança. Toda a pesquisa será desenvolvida com base em autores renomados no assunto.

(4)

Por fim, a questão problema que nos norteará é se e como a literatura infantil perpassa no desenvolvimento da criança.

2. História da Literatura Infantil no Brasil

A concepção de Literatura modifica-se conforme a demanda da sociedade. Não existia uma literatura direcionada apenas para as crianças, pois eram vistas, segundo Souza (2016, p. 13), , como “adultos em miniatura”, assim a literatura que os adultos faziam eram as mesmas que as crianças. Segundo Coelho (1993, p 8):

Literatura é um fenômeno de linguagem plasmado por uma experiência vital/cultura direta ou indiretamente, ligada a determinado contexto social. Literatura é arte e, como tal, as relações de aprendizagem e vivência, que se estabelece entre ela e o indivíduo, são fundamentais para que esta alcance sua formação integral (eu + outro + mundo, em harmonia dinâmica).

A partir do século XVIII, a criança começa a ser vista de outra maneira, com suas particularidades. Porém, para Gondim, Cunha e Dias (2006) o fator social interfere na literatura que a criança irá fazer; crianças de pais ricos liam clássicos, e obras renomadas, contudo crianças de pais pobres ouviam narrações folclóricas e contos.

Com a nova perspectiva de infância, a partir da Revolução Industrial, Giatti (2005, p.5) acredita que a família ficaria responsável por garantir a sobrevivência das crianças, evitando a morte precoce, já a escola ficaria responsável por “introduzir a criança neste mundo diferente e a proteger contra as agressões dele.”.

Esse “mundo diferente” que a autora cita, deriva da ideologia da época, pois a escola seria um centro de formação de trabalhadores para a sociedade.

Com as modificações recorrentes aos séculos passados, a literatura precisou, segundo Souza (2016, p. 13), passar por mudanças, entre elas surgiu a necessidade de pensar no desenvolvimento moral e intelectual das crianças, em vez de, como era antes, limitar-se somente com regras e deveres.

No Brasil, de acordo com Moretti (2009, p.8),

[...] a criança se manteve no anonimato até o século XIX; a infância era tratada com descaso, havendo exploração da mão de obra infantil e uma situação precária relativa à higiene e alimentação. Foram os jesuítas que

(5)

desempenharam um papel de grande importância no processo educacional brasileiro, voltando a atenção para a figura da criança, durante o período de colonização.

Porém, foi durante a primeira metade do século XIX, que, segundo Coelho (1991), o Brasil progrediu economicamente, politicamente e culturalmente. No âmbito educacional ainda havia a superação do ensino jesuíta, com outro sistema de ensino, porém de maneiras isoladas. Assim, foi entre os séculos que “[...] o sistema escolar nacional passa por reformas de real alcance e incorporava em sua área também a produção literária para jovens e adultos”. (COELHO, 1991, p. 204).

Após a implantação da Imprensa Régia, em 1908, a circulação de livros infantis era representada apenas por edições portuguesas. Segundo Leite (2017, p. 3),

Alberto Figueiredo Pimentel foi uns dos primeiros autores da época a fazer adaptações que ficaram conhecidas pela inserção dos contos europeus no Brasil. O autor publica traduções dos contos de Perrault, dos irmãos Grimm e de Andersen, em obras como “Contos da carochinha”, “Histórias da avozinha”, “Histórias da baratinha”.

Porém, o nacionalismo de Monteiro Lobato (1882) fez com que se abrissem as portas para novas ideias e fórmulas que o século exigia, sendo assim um divisor de águas na literatura brasileira. O primeiro registro de história infantil nacional dá-se pela publicação em 1920, a obra “A menina do narizinho arrebitado”.

Em suas obras, Lobato (1882) visava evidenciar a cultura folclórica brasileira, assim como costumes dos campos e lendas, pois estava exaurido das traduções portuguesas. Suas principais obras são: Reinações de Narizinho, O saci, Memórias de Emília, O pica-pau amarelo, Emília no País da gramática, Aritmética da Emília, Geografia de Dona Benta.

Em 1930 surgem novos autores, como Viriato Correia, Cecília Meireles, que enfatizaram a cultura brasileira em suas literaturas. Porém, o Brasil, a partir de 1940, começa a passar por transformações em seu setor econômico. Nesse sentido, a literatura infantil não mais estava restrita ao campo.

Foi a partir da década de 60 que as histórias infantis ganham as “cidades”. Mário Quintana, Vinícius de Morais e Clarice Lispector se interessam por escrever para o público infantil. Já na década de 80, surgem outros grandes nomes, como

(6)

Ziraldo, Ana Maria Machado e Ruth Rocha, contribuindo assim, com a criação de novas histórias infantis brasileira.

Portanto, na atualidade, a literatura infantil brasileira ainda recebe influências desses renomados autores. Fazendo com que as histórias sejam perpassadas por todas as épocas como referência para novos autores.

2.1 O desenvolvimento infantil

Desde o nascimento, o indivíduo depende das relações com outros de sua espécie para se tornar humano. Assim, para se humanizar é preciso que haja interação com outras pessoas vivendo em um ambiente social. Os adultos ou crianças mais experientes tendem a transmitir informações de suas próprias culturas para os mais novos, desta forma Vygotsky (1998, p.129) acredita que:

A compreensão do ser humano depende do processo de internalização das formas culturalmente dadas de funcionamentos psicológicos em que, cada um dá um significado particular as suas vivências. A aprendizagem precede o desenvolvimento.

Sabendo que o homem criou um sistema próprio de símbolos para desvendar as significações do mundo, via cultural, Vygotsky (1989) acredita que existem dois elementos básicos responsáveis pela mediação símbolo/homem.

O primeiro seria o instrumento, que tem a função de “[...] regular as ações sobre o objeto” (2000, p.20), já o segundo, o signo, “[...] regula as ações sobre o psiquismo das pessoas” (2000, p.20).

Desse modo, o instrumento seria um objeto qualquer, como caderno, livro, etc. e o signo seria a representação social desse objeto. Portanto, só há o signo se antes houver o objeto concreto.

Segundo Vygotsky (1989), o desenvolvimento infantil precede a aprendizagem, portanto como os indivíduos, desde o nascimento, interagem com outros seres da mesma espécie, tendem a seguir a mesma cultura.

Assim, a aprendizagem ocorre muito antes de entrar na escola, pois os alunos já possuem um conhecimento prévio. Porém o desenvolvimento da criança não deve ficar restrito ao que ela já consegue fazer sozinha. O professor mediador,

(7)

para Vygotsky (1989), deve estimular o desenvolvimento de maneira que a criança seja capaz de fazer com a ajuda de outras pessoas.

Conforme argumenta Vygotsky (1989), o desenvolvimento humano ocorre de fora para dentro, isso quer dizer que o sujeito recebe influências do meio em que vive. Tais influências se dão por interação de seres da mesma espécie, e também por meio dos objetos ou instrumentos.

Quando as influências são captadas, elas interferem na aprendizagem, pois o processo de aprendizagem se dá pela cultura que está sendo transmitida dentro ou fora da escola, por meio das instituições sociais, como, a igreja, a escola, a família, a sociedade geral e etc.

Portanto, entende-se que o desenvolvimento humano, segundo Vygotsky (1989), ocorre pelas aprendizagens decorrentes da interação dos indivíduos mediadas por instrumentos, adultos ou crianças mais experientes, que transmitem culturalmente influências sobre elas.

No âmbito escolar o desenvolvimento humano, baseado na teoria vygotskyana, presa por um trabalho voltado para a interação dos alunos, entre eles e também com um professor, pois este tem um papel de ser mediador, instigando, propiciando recursos e provocando conflitos para que ocorra uma aprendizagem efetiva.

3. A importância da Literatura Infantil no Processo do Desenvolvimento Infantil

A literatura infantil é funcional, ou seja, não se pode dissociá-la de seu leitor, afinal é ele sua “razão de ser”. O objetivo do livro infantil é recrear a criança, educando, se possível, e favorecendo o desenvolvimento da sua inteligência.

Segundo Carvalho (1989), a capacidade de ouvir e dizer é o ponto de partida da literatura, porém na criança não se restringe somente ao ler e ao escrever, mas também à fantasia, que é a capacidade de combinar imagens e reconstruí-las. A imaginação, a principal característica da fantasia, deve ser devidamente aproveitada e orientada na fase de quatro a sete anos, pois é nessa que está aflorada.

A literatura infantil, como sendo um dos instrumentos possíveis de imaginação, conduz para a criação da fantasia, contribuindo, desse modo, para o

(8)

efetivo desenvolvimento na criança.

O pesquisador da linguagem humana, Mikhail Mikhailovich Bakhtin (1992, p.281),

[...] expressa sobre a literatura infantil abordando que por ser um instrumento motivador e desafiador, ele é capaz de transformar o indivíduo em um sujeito ativo, responsável pela sua aprendizagem, que sabe compreender o contexto em que vive e modificá-lo de acordo com a sua necessidade.

A narração de histórias infantis, é importante, tendo em vista que proporciona à criança um desenvolvimento emocional, social e cognitivo. Segundo Abramovich (1991, p. 112):

Quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara, sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos.

O contato com a literatura, desde a infância, faz com que, segundo Castro (2013) a criança que ouve ou lê uma história se torne capaz de comentar, duvidar ou discutir sobre ela, realizando uma interação verbal. Esta interação constitui o pensamento da criança, pois, quando há contrariedade na interlocução à linguagem se torna constitutiva, ou seja, o sujeito “[...] constrói o seu pensamento, a partir do pensamento do outro”. Com isso, quando se tornar um adulto terá a possibilidade de se converter num leitor assíduo, resultando em um ser crítico e reflexivo.

Portanto, a literatura infantil, como instrumento de comunicação, tem a função, também, de transmitir conhecimentos e culturas.

Segundo Souza (2016, p. 14),

A literatura infantil só tem a contribuir com o desenvolvimento infantil, e deve ser utilizada como ferramenta com os artifícios certos - oferendo crescimento particular e emancipação intelectual – para auxiliar no processo de educação infantil.

Logo, a literatura infantil é de suma importância para contribuir para o processo de desenvolvimento na criança.

(9)

Considerações Finais

Com a realização deste artigo, pode-se concluir que a literatura muda com o decorrer da época e indo ao encontro com a demanda social. Em tempos passados, a literatura era expressa por mitos, lendas, crenças e passada de gerações para gerações. Foi a partir de 1920, com a obra “A menina do narizinho arrebitado”, que Monteiro Lobato (1982) mudou a trajetória da história infantil brasileira, pois, antes só havia publicações com traduções de literatura portuguesas, e Lobato (1982) estava exaurido, querendo enaltecer a cultura brasileira.

Após a era lobatiana, as histórias não focam apenas nos mitos e crenças, mas sim são utilizadas para a aprendizagem infantil, promovendo desenvolvimento cognitivo, intelectual e emocional. Portanto a literatura infantil não tem finalidade de ensinar, de promover aprendizagem. Em primeiro lugar, ela é arte, fruição, é prazer. Assim deve ser trabalhada de início, posteriormente exploram-se outras questões mais implícitas.

Segundo Vygotsky (1989), primeiro a criança aprende para depois se desenvolver, ou seja, a criança possui um conhecimento prévio antes mesmo de entrar numa instituição de ensino, e o professor, como mediador desse processo, deve retirar o aluno da zona de conforto, e levá-lo a uma aprendizagem efetiva, causando inquietações para que ocorra um desenvolvimento integral. A mediação feita pelo professor pode ser por meio dos instrumentos, signos e símbolos.

Quando um professor consegue cativar o seu aluno por meio da literatura infantil, provavelmente se tornará um leitor frequente, um ser capaz de refletir e criticar a sociedade vigente. Além de, também, favorecer a empatia, pois por meio da literatura é possível ter o conhecimento de novas culturas, assim como entendê-las para respeitá-entendê-las, promovendo um desenvolvimento intelectual.

Sendo assim, concluímos que a contribuição da literatura infantil é relevante no desenvolvimento da criança, pois faz com que seus ouvintes ou leitores aperfeiçoem sua imaginação. Por meio da literatura infantil, também é possível trabalhar diversos assuntos, trazendo consigo conhecimentos científicos e até mesmo conhecimentos emocionais, desde conscientizações ambientais, até autoconhecimento e autoestima.

(10)

Referências

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosura e bobice. 2. ed. São Paulo: Scipione, 1991.

BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. São Paulo: Martins Fontes, 1992. p. 277-326

CASTRO, Eline Fernandes de. A importância da leitura infantil para o

desenvolvimento da criança. 2013. Disponível em:

<https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-importancia-literatura-infantil-para-desenvolvimento.htm> Acesso em: 16 jul. 2019.

CARVALHO, Bárbara Vasconcelos de. A literatura infantil: visão histórico critica. 6. ed. São Paulo: Global, 1989.

COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil. Teoria, análise e didática. 6. ed. São Paulo: Ática, 1993.

COELHO, Nelly Novais. Panorama histórico da literatura infantil juvenil. 4. ed. São Paulo: Ática, 1991.

GIATTI, Yara. No mundo do era uma vez... : uma análise psicanalítica dos contos de fadas. Campinas, São Paulo: UNICAMP 2005.

GONDIM, Maristella M. Ribeiro; CUNHA, Maria A. Antunes; DIAS, Selma A. Passos Wanderley. Linguagens e códigos. Brasília: MEC, 2006.

LEITE, Lhais. O Contexto histórico da literatura infantil. 27 nov. 2017. Disponível em: <

https://www.webartigos.com/artigos/o-contexto-historico-da-literatura-infantil/154769> . Acesso em: 17 jul. 2019.

MORETTI, Cássia. Contribuição dos contos de fadas para o desenvolvimento

infantil. Campinas, São Paulo: Universidade Estadual de Campinas, 2009.

SOUZA, Damaris Leme de. Literatura infantil: origens e contribuições na Educação Infantil. Rio Claro, 2016. Disponível em: <

https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/144023/000869945.pdf>. Acesso em: 20 jul. 2019.

VYGOTSKY, Lev Semeneovich. O desenvolvimento psicológico na infância. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

(11)

ZILBERMAN, Regina. A Literatura infantil na escola. 10 ed. São Paulo: Global, 1998.

ZILBERMAN, Regina; LAJOLO, Marisa. Literatura infantil brasileira. 4 ed. São Paulo: Ática, 1988.

ZILBERMAN, Regina; LAJOLO, Marisa. Um Brasil para crianças. Para conhecer a literatura infantil brasileira: Histórias, autores e textos. 2 ed. São Paulo: Global, 1986.

(12)

XV ERIC – (ISSN 2526-4230)

O ENSINO DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL:UM ESTUDO SOBRE A CONSTRUÇÃO DA MATRIZ CURRICULAR

Dias, Ana Paula

Resumo

Este projeto tem como tema a Matemática na Base Curricular da Educação Infantil tendo como objetivo geral: analisar como os conceitos matemáticos propostos na Base Curricular da Educação Infantil do município de Mandaguari estão sendo construídos na prática escolar e conferir se os objetivos matemáticos que estão nesta Base Curricular estão amparados nos documentos oficiais. Com problema de pesquisa temos: como os conceitos matemáticos descritos na Base Curricular da Educação Infantil do município de Mandaguari-PR, são construídos na prática escolar? E temos como hipótese que por meio da base curricular os conteúdos precisam ser construídos na prática escolar, porém os professores apresentam dificuldades conceituais e metodológicas para o encaminhamento e a construção destes saberes. Esta pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender melhor o trabalho da matemática na educação infantil. Esta pesquisa será de caráter qualitativo, com base em pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo.

Palavras-Chave: Educação Infantil, Matemática, Base Curricular.

1.Introdução

A matemática está presente em nosso cotidiano em infinidades de situações tanto para os adultos como para as crianças. É uma área de conhecimento muito importante, fundamental para o desenvolvimento das habilidades do ser humano. Tendo em vista a importância desta área, o presente projeto tem como tema a Educação Infantil e como recorte temático a Matemática na Base Curricular da Educação Infantil do município de Mandaguari.

A realização deste trabalho deu-se pela necessidade de compreender melhor esta área de conhecimento, pois através do estágio observei que havia conteúdos que eram pouco discutidos na minha formação acadêmica, porém necessários a serem ensinados de maneira lúdica, por meio de jogos, brincadeiras, contação de histórias e músicas para as crianças. O contato com a realidade

(13)

escolar, me fez perguntar: Como ensinar determinados conteúdos, em especial da área da Matemática, para crianças pequenas?

Sabemos que os conteúdos ensinados para os alunos têm como base um plano curricular, tanto para a matemática como para todas as outras áreas, o que não sabemos é como é construído este conteúdo no plano de ensino que é aplicado nas escolas. Com isso chegamos a seguinte problemática: Como os conceitos matemáticos descritos na Base Curricular da Educação Infantil do município de Mandaguari-PR são construídos na prática escolar?

No decorrer da presente pesquisa trabalharemos as seguintes hipóteses que os conceitos matemáticos da Base Curricular da Educação Infantil são construídos de acordo com o conhecimento que o professor tem sobre estes. Por meio da Base Curricular os conteúdos precisam ser construídos na prática escolar, porém os professores apresentam dificuldades conceituais e metodológicas para o encaminhamento e a construção destes saberes.

Ressaltamos, que são apenas hipóteses, que poderão ser contestadas através dos dados obtidos no decorrer da presente pesquisa, a qual tem como objetivo principal analisar como os conceitos matemáticos propostos na Base Curricular da Educação Infantil do município de Mandaguari-PR estão sendo construídos na prática escolar.

Para isso buscaremos reconhecer as concepções e os encaminhamentos metodológicos na área da matemática, em especifico da educação infantil, nos documentos oficiais brasileiros, analisar como os conceitos matemáticos estão sendo descritos na base curricular do município de Mandaguari- PR, conferir se os objetivos matemáticos que estão na Base Curricular da Educação Infantil do município de Mandaguari estão sendo amparados nos documentos oficiais e analisar como os professores materializam estes objetivos no cotidiano escolar.

Em primeiro momento apresentaremos um breve panorama histórico e a concepção da educação infantil defendida neste trabalho, visto que é fundamental conhecermos como a criança que frequenta essa etapa da vida escolar aprende e se desenvolve, buscando compreender a concepção da matemática na educação infantil e como são encaminhados metodologicamente os conteúdos proposto na base curricular.

(14)

No segundo momento analisar a Base Curricular do município de Mandaguari-PR, verificando em duas instituições de ensino como é construído os conteúdos matemáticos, quais os objetivos propostos pelos professores. Finalmente faremos uma comparação da base curricular, com as entrevistas que será feita por meio de questionário previamente elaborado em duas instituições do município, analisando se está realmente sendo construído em sala de aula o que pede no documento oficial. Por meio das etapas descritas, chegaremos ao objetivo principal do presente trabalho respondendo também os específicos.

2.Justificativa

O presente tema foi escolhido pela necessidade de compreender melhor o trabalho da matemática na educação infantil, pois através de um estágio observei que a matemática era pouco falada na escola de educação infantil porem era ensinada de outras formas através de jogos, brincadeiras, cotação de histórias, musicas, etc. Sabemos que os conteúdos ensinados para as crianças têm como base um plano curricular, só não sabemos como é desenvolvido este currículo que é aplicado nas escolas.

Podemos notar que as crianças aprendem brincando qualquer tipo de matéria, com a matemática isso se percebe que através de uma simples brincadeira de esconde-esconde, amarelinha e musicalização por exemplo desenvolve a contagem e o conhecimento dos números. Por meio deste ensino lúdico na matemática nos anos iniciais acaba fazendo com que o aluno começa a ter interesse pela matéria, que des dai possa entender futuramente que não é tão difícil como falam atualmente.

3.OBJETIVOS

3.1.Objetivo Geral

Analisar como os conceitos matemáticos propostos na Base Curricular da Educação Infantil estão sendo construídos na prática escolar do município de Mandaguari.

(15)

• Reconhecer as concepções e os encaminhamentos metodológicos na área da matemática, em específico da educação Infantil, nos documentos oficiais brasileiros;

• Analisar como os conceitos matemáticos estão sendo descritos na base curricular do município de Mandaguari- PR;

• Conferir se os objetivos matemáticos que estão na Base Curricular da Educação Infantil do município de Mandaguari estão amparados nos documentos oficiais;

• Analisar como os professores materializam estes objetivos no cotidiano escolar.

4.Metodologia

O presente trabalho utilizará como metodologia a pesquisa bibliográfica,

qualitativa e pesquisa de campo. A bibliográfica é uma pesquisa feita por meio de livros e artigos onde buscaremos opiniões, pensamentos e conteúdo de diferentes autores e pesquisadores renomadas na temática. Também nos apoiaremos em autores marxistas, analisando o problema numa visão ampla e de totalidade.

A pesquisa qualitativa busca trabalhar os dados de acordo com seus significados, segundo Triviños (1987) o uso da pesquisa qualitativa procura captar não só a aparência do fenômeno como também sua essência procurando explica sua origem, relações e mudanças. Por entender que nossos estudos estão inseridos em um contexto social, econômico, político e cultural específico, buscaremos uma análise profunda mergulhando em autores clássicos que nos auxiliarão no tema em destaque e também na Base Curricular do município de Mandaguari.

Finalizando, faremos uma pesquisa de campo com professores que atuam em duas instituições de Educação Infantil no município de Mandaguari. Uma pesquisa de campo com aplicação de questionário previamente elaborado para que os

(16)

professores possam manifestar como encaminham a prática pedagógica no cotidiano escolar, em especial, sobre os conteúdos da área da matemática.

5.Referencial Teórico

Para discutir a temática do presente projeto traremos os seguintes autores que abordam o assunto. Segundo Leontiev (2004) a educação tem diversas formas, originalmente ela tem seu desenvolvimento na infância onde a criança inserida na sociedade humana imita os atos que estão ao seu redor e posteriormente se aprimorando no ensino e na educação escolar.

Neste contexto, fica nítido que o processo de desenvolvimento da criança está ao seu redor, o adulto sendo o espelho da criança necessita então garantir que suas ações reflitam de forma positiva no desenvolvimento e aprendizagem. Consequentemente é muito importante que a criança vivencie não só com sua família, mais em outro ambiente onde ela possa passar por novas experiências.

Já para Vigotsky (1991):

A capacidade de raciocínio e a inteligência da criança, as suas ideias sobre o que a rodeia, as suas interpretações das causas físicas, o seu domínio das formas lógica abstrata são considerados pelos eruditos como processos autônomos que não são influenciados de modo algum pela aprendizagem escolar. (VIGOTSKY, 1991 p.1)

Portanto para Vigotsky a criança interpreta tudo ao nosso redor de uma forma diferente, pois elas têm sua própria percepção de entender e interpretar o mundo a sua volta mas esta capacidade de raciocínio e inteligência não se influencia na aprendizagem escolar.

Para Oliveira (2012), a Educação Infantil proporciona ás crianças aprendizados significativos, pois estarão inseridos em um ambiente coletivo e com diversas interações com adultos e crianças, que vão contribuir com o desenvolvimento infantil de forma ampla.

Educação Infantil é compreendida como aquela etapa da educação Básica voltada para acolher crianças de zero a cinco anos e que se faz em instituições do sistema de ensino em período parcial ou integral, sob a responsabilidade de professores legalmente habilitados para a tarefa. (OLIVEIRA, 2012 p.10)

(17)

De acordo com Sacristán (1998), as escolas de um modo geral sob qualquer modo de educação ou nível educacional adotam ou posição ou orientação frente a cultura que descreve e concretiza as funções da escola, prática essa que se refere ao currículo que em seu conteúdo traz a base de ensino.

O currículo é a ligação entre a cultura e a sociedade exterior a escola e a educação; entre o conhecimento e cultura herdados e a aprendizagem dos alunos; entre teoria (ideias, suposições e aspirações) e a pratica possível, dadas as determinadas condições (SACRISTAN 1998, p. 61).

Segundo o Parecer CNE/CEB nº 20/09, art. 3º:

O currículo da educação infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e o saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultura, artístico, ambienta, cientifico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade.

Oliveira (2012), diz que a definição de currículo defendida nas diretrizes foca na ação que intervém da instituição de educação infantil como articuladora das experiências e saberes que circulam na cultura mais ampla e que despertam o interesse das crianças. É uma definição que foge de versões já superadas de gerar listas de conteúdos obrigatórios e atividades que apenas antecipam aprendizagens, ou ainda da ideia de que na Educação Infantil não há necessidade de qualquer planejamento de atividades e também da ideia de que o saber do censo comum é o que deve ser tratado como crianças pequenas.

Nas atuais Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação infantil em seu antigo 9º especificam doze campos de experiências de aprendizagem que devem ser garantidos no currículo de qualquer instituição de Educação Infantil brasileira.

Segundo Dante (2007), a criança cria um conceito das coisas do mundo através de um processo lento e gradual, vem daí a necessidade de desenvolver desde cedo, por meio de jogos em atividades manipuladoras e explorações espontâneas e intuitivas.

As primeiras noções matemáticas fazem parte do acervo comum a todo ser humano. Surgem de maneira espontânea e natural, com as primeiras experiências oferecidas a crianças por seu próprio universo. A partir dessas experiências, vão surgindo situações que revelam gradativamente as dificuldades, os desafios e que permitem aprofundar pouco a pouco os conhecimentos das diversas noções matemáticas. Para terem significado,

(18)

as situações e os desafios devem ser extraídos da realidade vivida pela criança, do seu dia a dia. Isso contribuirá para que, através das ideias matemáticas, ela passe a compreender melhor o mundo em que vive e a perceber que, além de um modo de pensar logicamente, a matemática também é útil no seu cotidiano. (DANTE, 2007,p.19)

Já para Reame (2012), as crianças antes de ingressar na escola vivenciam experiências em seu dia a dia que envolvem números, medidas, formas e o conhecimento do espaço, quando recita uma sequência numérica ao reproduzir fala de adultos, referisse ao número de telefone da sua casa ou celular, conta pontos de um jogo e descobre um vencedor, observam a quantidade de suco em diferentes recipientes e comparam essas quantidades, comparam alturas, comprimentos e temperaturas. Quando elas entram para escola o professor tem a função de auxiliá-las a organizar todo esse conhecimento matemático dando significados além do lúdico, do intuitivo, do natural.

6.Cronograma

MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV Elaboração do projeto X X Leitura e fechamento X X X Escrita X X X Escrita e revisão X X X Entregar pré banca X Banca X Entregar TCC final X 7.Referências bibliográficas

DANTE, Luiz Roberto. Didática da Matemática na Pré-Escola. 1ª ed. São Paulo: João Guizzo, 2007.

LEONTIEV, Alexis. O Desenvolvimento do Psiquismo. 2ª ed. São Paulo: Centauro, 2004.

OLIVEIRA, Zilma Ramos de. O trabalho do professor na Educação Infantil. São Paulo: Biruta, 2012

PEQUENINA, Criança. DCNEI: Um desafio para todos nós educadores da criança pequena. Disponível em: < http://criancapequenina.blogspot.com/2012 /06/dcnei-um-desafio-para-todos-nos.html>. Acesso em: abril/2019.

REAME, Eliane. Matemática no dia a dia da Educação Infantil: rodas, cantos, brincadeiras e histórias. São Paulo: Livraria Saraiva, 2012.

(19)

SACRISTÁN, J. Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3 edª. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

TRIVINOS, Augusto Nibaldo Silva. Introdução a pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.

VYGOTSKY. L. S. Psicologia e pedagogia: Bases Psicológicas da Aprendizagem e do Desenvolvimento. 1ª ed. São Paulo: Editora Moraes Ltda. 1991.

Referências

Documentos relacionados