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RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA: CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE PEQUENOS ANIMAIS

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SILVIA BARREIROS BAIÃO PEREIRA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA: CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE PEQUENOS ANIMAIS

Tubarão 2020

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SILVIA BARREIROS BAIÃO PEREIRA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA: CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE PEQUENOS ANIMAIS

Relatório de Estágio Curricular Supervisionado apresentado ao curso de Medicina Veterinária da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito à obtenção do grau de bacharel em Medicina Veterinária.

Orientadora: Profa. Dayane Borba da Silva, Esp.

Tubarão 2020

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SILVIA BARREIROS BAIÃO PEREIRA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA: CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE PEQUENOS ANIMAIS

Relatório de Estágio Curricular Supervisionado apresentado ao curso de Medicina Veterinária da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito à obtenção do grau de bacharel em Medicina Veterinária.

Tubarão, 17 de julho de 2020.

______________________________________________________ Professora e Orientadora Dayane Borba da Silva, Esp.

Universidade do Sul de Santa Catarina

______________________________________________________ Professor Anderson Assumpção, Ms.

Universidade do Sul de Santa Catarina

______________________________________________________ Professor Jairo Nunes Balsini, Ms.

(4)

Dedico este trabalho aos meus pais, Marcos Baião Pereira e Rosilda da Silva Barreiros Pereira, por todo apoio e incentivo para correr atrás dos meus sonhos e objetivos.

(5)

AGRADECIMENTOS

Agradecer primeiramente à Deus, pela vida e família que me deu, pelas oportunidades, saúde e disposição para estudar e correr atrás dos meus objetivos. Sem ele não somos nada.

Agradecer à minha família, em especial aos meus pais, Marcos Baião Pereira e Rosilda da Silva Barreiros Pereira, por desde sempre apoiarem a minha escolha de ser Médica Veterinária e mesmo diante das dificuldades da vida, sempre buscaram opções de eu continuar seguindo esse sonho.

Agradecer à toda equipe do Hospital Veterinário Vital por me acolherem, em especial à Aline Alborghetti, Tayná Tramontin, Ana Livia Milhazes Vicentin e Douglas Rodrigues Vicentin, profissionais que eu admiro muito e são minha fonte de inspiração. Obrigada pela oportunidade, pela atenção e por todo ensinamento dado ao longo desse período. Vocês são demais. O amor, o carinho e o respeito que cada um tem pelos seus pacientes é lindo de se ver. Agradecer aos amigos e colegas que tive a oportunidade de me aproximar durante todo esse período. Obrigada por todos os conselhos, conversas e momentos de descontração.

Agradecer à professora e orientadora Dayane Borba da Silva, que me acompanha desde o primeiro trabalho de conclusão de curso, por toda atenção, paciência e ensinamentos.

Agradecer aos professores Anderson Assumpção e Jairo Nunes Balsini por aceitarem a participar da minha banca avaliadora e engrandecer ainda mais este relatório com suas contribuições.

Agradecer a todos os professores do curso de Medicina Veterinária da UNISUL, que contribuíram com minha jornada acadêmica.

Agradecer a Deus por colocar em minha vida meus amores, Laika e Luna, que todos os dias ao chegar em casa, me recebem com o rabinho embalançando. São minha fonte de energia e dose de amor diário.

(6)

“Escolha um trabalho que você ama e você nunca terá que trabalhar um dia sequer na vida.” (CONFÚSIO).

(7)

RESUMO

O presente relatório descreve as atividades realizadas durante o estágio curricular obrigatório supervisionado, realizado no Hospital Veterinário Vital, na cidade de Laguna/SC, durante o período de 02 de março à 08 de maio de 2020, totalizando 360 horas, distribuídas em 40 horas semanais, com a supervisão do médico veterinário Douglas Rodrigues Vicentin e orientação da Professora e Especialista Dayane Borba da Silva. Durante o estágio, foram acompanhados 480 atendimentos, sendo 51 cirurgias, 84 consultas, 4 eutanásias, 83 exames de imagem, 213 procedimentos ambulatoriais e 45 retornos. O relatório tem como objetivo relatar o local do estágio, bem como a infraestrutura, as atividades desenvolvidas, a casuística nos setores de clínica médica e cirúrgica e o relato de três casos acompanhados durante o período de estágio, sendo eles: Toracotomia com o uso de tela de polipropileno para reconstrução da parede torácica em cão; Enterectomia e enteroanastomose em cão com hemorragia intestinal e Intoxicação por cycas revoluta em cão. Estes casos foram acompanhados no internamento clínico e cirúrgico. O estágio curricular é de extrema importância, é onde o estudante de medicina veterinária tem o privilégio de participar diariamente da rotina dos profissionais da área, além de colocar em prática todo o conhecimento adquirido durante a graduação, lidar com os desafios e aprender a trabalhar em equipe.

(8)

ABSTRACT

This report describes the activities carried out during the supervised mandatory curricular internship, held at Hospital Veterinário Vital, in the city of Laguna / SC, during the period from March 2 to May 8, 2020, totaling 360 hours, distributed in 40 hours per week , with the supervision of veterinarian Douglas Rodrigues Vicentin and guidance from Professor and Specialist Dayane Borba da Silva. During the internship, 480 visits were followed, including 51 surgeries, 84 consultations, 4 euthanasias, 83 imaging tests, 213 outpatient procedures and 45 returns. The report aims to report the location of the internship, as well as the infrastructure, the activities developed, the casuistry in the sectors of medical and surgical clinic and the report of three cases followed during the internship period, namely: Thoracotomy with the use of polypropylene mesh for reconstruction of the chest wall in a dog; Enterectomy and enteroanastomosis in a dog with intestinal hemorrhage and Cycas revoluta poisoning in a dog. These cases were followed up during clinical and surgical hospitalization. The curricular internship is extremely important, it is where the veterinary medicine student has the privilege to participate daily in the routine of professionals in the field, in addition to putting into practice all the knowledge acquired during graduation, dealing with challenges and learning to work in team.

(9)

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Fachada do Hospital Veterinário Vital. ... 19 Figura 2 - Recepção do Hospital Veterinário Vital (A). Local para os tutores aguardarem o atendimento (B). ... 20 Figura 3 - Pet shop do Hospital Veterinário Vital (A). Farmácia veterinária do Hospital Veterinário Vital (B). ... 21 Figura 4 - Consultório 1 do Hospital Veterinário Vital. ... 21 Figura 5 - Laboratório de análises clínicas do Hospital Veterinário Vital, anexado ao consultório 1. ... 22 Figura 6 - Consultório 2 do Hospital Veterinário Vital. ... 22 Figura 7 - Consultório 3 do Hospital Veterinário Vital. ... 22 Figura 8 - Internamento de felinos do Hospital Veterinário Vital, anexado ao consultório 3.. 23 Figura 9 - Posto de enfermagem do Hospital Veterinário Vital. ... 24 Figura 10 - Centro cirúrgico do Hospital Veterinário Vital. ... 25 Figura 11 - Sala de preparo médico do Hospital Veterinário Vital. ... 25 Figura 12 - Setor de diagnóstico por imagem do Hospital Veterinário Vital, onde realiza-se as ultrassonografias (A). Setor de diagnóstico por imagem do Hospital Veterinário Vital, onde realiza-se as radiografias (B). ... 26 Figura 13 - Analisador bioquímico Catalyst One da marca IDEXX® (A). Analisador de hematologia da marca Mindray® (B). ... 26 Figura 14 - Solário do Hospital Veterinário Vital. Divididos em visão (A) e (B). ... 27 Figura 15 - Banho e tosa do Hospital Veterinário Vital. Divididos em visão (A) e (B). ... 27 Figura 16 - Paciente com laceração de pele e músculo na região direita do tórax, entre a 7ª e 10ª costela. ... 49 Figura 17 - Paciente estabilizado, com oxigenioterapia, após toracocentese, drenagem do pneumotórax e realização de atadura não compressiva. ... 50 Figura 18 - Paciente posicionado em decúbito lateral esquerdo na mesa cirúrgica. ... 51 Figura 19 - Visualização da cavidade torácica (A). Retirada de fragmentos de costelas (B). . 52 Figura 20 - Retalho pediculado de omento (A). Tela de polipropileno sendo fixada (B). ... 53 Figura 21 - Paciente posicionado em decúbito dorsal na mesa cirúrgica. ... 62 Figura 22 – Porção intestinal a ser tratada localizada e exteriorizada (A). Restante da cavidade abdominal protegido com compressas cirúrgicas (B)... 63

(10)

Figura 23 – Pinças posicionadas em cada extremidade do segmento intestinal afetado com a presença de um nódulo e transecção... 64 Figura 24 - Paciente apresentando-se prostrado após a ingestão de palmeira sagu – cycas revoluta. ... 69 Figura 25 - Paciente apresentando mucosas ictéricas. ... 70

(11)

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Distribuição dos casos acompanhados na rotina clínica e classificados conforme o sistema ou especialidade durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020... 36 Gráfico 2 - Distribuição dos casos acompanhados na rotina cirúrgica e classificados conforme o sistema ou especialidade durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 43

(12)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Consultas de cães e gatos acompanhadas durante o período de 02 de março à 08 de maio de 2020, no Hospital Veterinário Vital. ... 34 Tabela 2 - Cirurgias de cães e gatos acompanhadas durante o período de 02 de março à 08 de maio de 2020, no Hospital Veterinário Vital. ... 34 Tabela 3 - Distribuição de tipos de atendimentos por setor realizados, durante o período de 02 de março à 08 de maio de 2020, no Hospital Veterinário Vital. ... 34 Tabela 4 - Imunizações de cães e gatos acompanhadas durante o período de 02 de março à 08 de maio de 2020, no Hospital Veterinário Vital. ... 35 Tabela 5 - Consultas do sistema cardiovascular acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 36 Tabela 6 - Consultas do sistema digestório acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 37 Tabela 7 - Consultas emergenciais acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 37 Tabela 8 - Consultas do sistema geniturinário acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 37 Tabela 9 - Consultas de doenças infectocontagiosas acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 38 Tabela 10 - Consultas do sistema musculoesquelético acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 38 Tabela 11 - Consultas do sistema nervoso acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 39 Tabela 12 - Consultas do sistema oftálmico acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 39 Tabela 13 - Consultas do sistema reprodutivo acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 40 Tabela 14 - Consultas do sistema respiratório acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 40 Tabela 15 - Consultas do sistema tegumentar/auditivo acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 40 Tabela 16 - Consultas toxicológicas acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 41

(13)

Tabela 17 - Consultas oncológicas acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 42 Tabela 18 - Cirurgias do sistema digestório acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 43 Tabela 19 - Cirurgias do sistema geniturinário acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 44 Tabela 20 - Cirurgias do sistema musculoesquelético acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 44 Tabela 21 - Cirurgias do sistema oftálmico acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 45 Tabela 22 - Cirurgias do sistema reprodutivo acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 45 Tabela 23 - Cirurgias do sistema tegumentar/auditivo acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 46 Tabela 24 - Cirurgias oncológicas acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 46 Tabela 25 - Procedimentos de diagnóstico por imagem acompanhados na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 47 Tabela 26 - Procedimentos ambulatoriais acompanhados na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. ... 47

(14)

LISTA DE ABREVEATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS

% Por cento

°C Graus Celsius

1/2 Meio

ALB Albumina

ALB/GLOB Relação albumina: globulina ALKP Fosfatase alcalina

ALT Alanina amino transferase AMBU Artificial Manual Breathing Unit

ASA Sociedade Americana de Anestesiologistas AVE Acidente vascular encefálico

BID Bis in die (duas vezes ao dia)

bpm Batimentos por minuto

BUN Ureia

BUN/CREA Relação ureia: creatinina

Ca Cálcio

CHOL Colesterol

CID Coagulação intravascular disseminada

cm Centímetros

CREA Creatinina

DTUIF Doença do Trato Urinário Inferior de Felinos

FC Frequência cardíaca

FeLV Vírus da Leucemia Felina

FIV Vírus da Imunodeficiência Felina

FR Frequência respiratória

g Grama

GGT Gama glutamil transferase

GLOB Globulinas GLU Glicose h Hora HCT Hematócrito HGB Hemoglobina IM Intramuscular

(15)

IV Intravenosa

kg Quilograma

LTDA Limitada

Mcg Micrograma

MCH Hemoglobina corpuscular média

MCHC Concentração de hemoglobina corpuscular média

MCV Volume corpuscular médio

mg Miligrama

ml Mililitro

mmHg Milímetros de mercúrio

MPA Medicação pré-anestésica

mpm Movimentos por minuto

MPV Volume plaquetário médio

MRA Movimento de recrutamento alveolar

n° Número

PAS Pressão arterial sistólica

PCT Procalcitonina

PDW Platelet distribution widthe

PHOS Fósforo

PLT Contagem de plaquetas

QID Qualque in die (quatro vezes ao dia)

RBC Contagem de hemácias

RDW Red cell distribution width

SAME S-Adenosil-Metionina

SC Subcutânea

SID Semel in die (uma vez ao dia)

SpO2 Saturação oxigênio capilar periférico TBIL Bilirrubina total

TID Ter in die (três vezes ao dia)

TP Proteína total

TR Temperatura retal

TPC Tempo de preenchimento capilar

VO Via oral

(16)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO... 18

2 DESCRIÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO ... 19

2.1 ESTRUTURA FÍSICA ... 20

3 ROTINA DO HOSPITAL VETERINÁRIO VITAL ... 28

3.1 SETOR DE ATENDIMENTO CLÍNICO E ESPECIALIDADES ... 28

3.2 POSTO DE ENFERMAGEM ... 29

3.3 SETOR DE INTERNAMENTO ... 29

3.4 SETOR DE CIRURGIA ... 30

3.5 SETOR DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM ... 30

3.6 LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS ... 31

4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ... 32

4.1 SETOR DE CLÍNICA MÉDICA... 32

4.2 SETOR DE CLÍNICA CIRÚRGICA ... 33

5 CASUÍSTICA ACOMPANHADA DURANTE O PERÍODO DE ESTÁGIO ... 34

5.1 CASUÍSTICA NO SETOR DE IMUNIZAÇÕES ... 35

5.2 CASUÍSTICA NO SETOR DE CLÍNICA ... 36

5.2.1 Enfermidades do Sistema Cardiovascular ... 36

5.2.2 Enfermidades do Sistema Digestório ... 37

5.2.3 Enfermidades Emergenciais ... 37

5.2.4 Enfermidades do Sistema Geniturinário ... 37

5.2.5 Enfermidades Infectocontagiosas ... 38

5.2.6 Enfermidades do Sistema Musculoesquelético ... 38

5.2.7 Enfermidades do Sistema Nervoso ... 39

5.2.8 Enfermidades do Sistema Oftálmico ... 39

5.2.9 Enfermidades do Sistema Reprodutivo ... 40

5.2.10 Enfermidades do Sistema Respiratório ... 40

5.2.11 Enfermidades do Sistema Tegumentar/auditivo ... 40

5.2.12 Enfermidades Toxicológicas ... 41

5.2.13 Enfermidades Oncológicas ... 42

5.3 CASUÍSTICA DO SETOR DE CIRÚRGIA ... 42

5.3.1 Cirurgias do Sistema Digestório ... 43

(17)

5.3.3 Cirurgias do Sistema Musculoesquelético... 44

5.3.4 Cirurgias do Sistema Oftálmico ... 45

5.3.5 Cirurgias do Sistema Reprodutivo ... 45

5.3.6 Cirurgias do Sistema Tegumentar/auditivo ... 46

5.3.7 Cirurgias Oncológicas ... 46

5.4 CASUÍSTICA DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM ... 46

5.5 CASUÍSTICA DE PROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS ... 47

6 RELATOS DE CASOS ... 48

6.1 RELATO DE CASO 1: TORACOTOMIA COM O USO DE TELA DE POLIPROPILENO PARA RECONSTRUÇÃO DA PAREDE TORÁCICA EM CÃO ... 48

6.1.1 Resenha ... 48

6.1.2 Histórico e anamnese ... 48

6.1.3 Exame físico ... 48

6.1.4 Exames Complementares ... 49

6.1.5 Tratamento ... 49

6.1.5.1 Toracotomia com o uso de tela de polipropileno para reconstrução da parede torácica 50 6.1.6 Evolução do caso... 53

6.1.7 Retorno ... 55

6.1.8 Discussão e revisão de literatura ... 55

6.2 RELATO DE CASO 2: ENTERECTOMIA E ENTEROANASTOMOSE EM CÃO COM HEMORRAGIA INTESTINAL ... 59

6.2.1 Resenha ... 59

6.2.2 Histórico e anamnese ... 59

6.2.3 Exame físico ... 59

6.2.4 Exames Complementares ... 60

6.2.5 Tratamento ... 60

6.2.5.1 Celiotomia, enterectomia e enteroanastomose ... 61

6.2.6 Evolução do caso... 65

6.2.7 Retorno ... 65

6.2.8 Discussão e revisão de literatura ... 66

6.3 RELATO DE CASO 3: INTOXICAÇÃO POR CYCAS REVOLUTA EM CÃO ... 69

6.3.1 Resenha ... 69

(18)

6.3.3 Exame físico ... 70

6.3.4 Exames Complementares ... 70

6.3.5 Tratamento ... 71

6.3.6 Evolução do caso... 71

6.3.7 Discussão e revisão de literatura ... 71

7 CONCLUSÃO ... 75

REFERÊNCIAS ... 76

ANEXOS ... 79

ANEXO A – PARECER RADIOGRÁFICO, CANINO, MACHO, 1 ANO, YORKSHIRE TERRIER, 4,395 KG ... 80

ANEXO B – HEMOGRAMA, CANINO, MACHO, 1 ANO, YORKSHIRE TERRIER, 4,395 KG ... 82

ANEXO C – HEMOGRAMA, CANINO, MACHO, 1 ANO, YORKSHIRE TERRIER, 4,395 KG ... 83

ANEXO D – HEMOGRAMA COMPLETO COM PESQUISA DE HEMATOZOÁIOS, CANINO, MACHO, 5 MESES, PASTOR ALEMÃO, 24,1 KG ... 84

ANEXO E – BIOQUÍMICO, CANINO, MACHO, 5 MESES, PASTOR ALEMÃO, 24,1 KG ... 85

ANEXO F – LAUDO ULTRASSONOGRÁFICO, CANINO, MACHO, 5 MESES, PASTOR ALEMÃO, 24,1 KG ... 86

ANEXO G – PARECER RADIOGRÁFICO, CANINO, MACHO, 5 MESES, PASTOR ALEMÃO, 24,1 KG ... 89

ANEXO H – HISTOPATOLÓGICO, CANINO, MACHO, 5 MESES, PASTOR ALEMÃO, 24,1 KG ... 92

ANEXO I – HEMOGRAMA, CANINO, MACHO, 11 MESES, PITBULL, 26,6 KG ... 93

ANEXO J – BIOQUÍMICO, CANINO, MACHO, 11 MESES, PITBULL, 26,6 KG ... 94

ANEXO K – LAUDO ULTRASSONOGRÁFICO, CANINO, MACHO, 11 MESES, PITBULL, 26,6 KG ... 95

ANEXO L – TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM DO HOSPITAL VETERINÁRIO VITAL ... 98

(19)

1 INTRODUÇÃO

O presente relatório tem por objetivo descrever as atividades realizadas durante o estágio curricular obrigatório supervisionado. É no estágio curricular supervisionado que o acadêmico coloca em prática todo conhecimento adquirido no período de faculdade, por isso é uma etapa considerada de grande importância. Com ele é possível visualizar a medicina veterinária atual, acompanhada de seus desafios e ficar por dentro de como funciona o mercado de trabalho. O contato direto com os profissionais e pacientes proporciona o debate de casos clínicos e realização do acompanhamento de casos clínicos desde o atendimento inicial até sua resolução.

O estágio curricular teve duração de 2 meses, e foi realizado com ênfase nas áreas de Clínica Médica e Cirurgia de Pequenos Animais, no Hospital Veterinário Vital, localizado em Laguna/Santa Catarina. Foi supervisionado pelo médico veterinário Douglas Rodrigues Vicentin e orientado pela professora e especialista Dayane Borba da Silva. O estágio teve início em 02 de março e término no dia 08 de maio, totalizando 360 horas.

A escolha do Hospital Veterinário Vital partiu de diversos fatores, no qual incluem a proximidade, infraestrutura adequada e disponibilidade de métodos diagnósticos, possibilitando desta forma maior acompanhamento clínico e cirúrgico dos pacientes.

Este relatório tem como objetivo apresentar e descrever a estrutura física do hospital, as atividades envolvendo a clínica e cirurgia de pequenos animais, e a casuística no período de estágio. Foram relatados três casos clínico-cirúrgicos dentre os casos acompanhados: Toracotomia com o uso de tela de polipropileno para reconstrução da parede torácica em cão; Enterectomia e enteroanastomose em cão com hemorragia intestinal e Intoxicação por cycas

(20)

2 DESCRIÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO

O estágio curricular supervisionado obrigatório foi realizado no Hospital Veterinário Vital, localizado na Avenida João Pinho, nº 589, bairro Mar Grosso, no município de Laguna, estado de Santa Catarina (Figura 1). Possui atendimento ao público de segunda-feira a sexta-feira, das 08:30 às 12:00 horas e 13:30 às 19:00 horas e aos sábados das 08:30 horas às 13:00 horas. Além disso, o hospital possui Médico Veterinário em plantão 24 horas.

Figura 1 - Fachada do Hospital Veterinário Vital.

Fonte: A Autora, 2020.

O local conta com uma estrutura completa para melhor atendimento de seus pacientes e familiares, como plantão 24 horas, laboratório de análises clínicas, serviço de estética canina e felina, petshop, farmácia veterinária e serviço de diagnóstico por imagem.

O Hospital Veterinário Vital possui veterinários especialistas nas áreas de Anestesiologia e Medicina Felina, Cirurgia de Tecidos Moles e Oncologia e Clínica Médica. Além disso, conta com o serviço terceirizado com veterinários especialistas em Cardiologia Veterinária, Ultrassonografia, Neurologia Veterinária, Ortopedia e Traumatologia Veterinária.

(21)

2.1 ESTRUTURA FÍSICA

O Hospital Veterinário Vital possui dois andares. No térreo há uma recepção, três consultórios, um laboratório de análises clínicas, dois internamentos, um posto de enfermagem, um centro cirúrgico, sala de diagnóstico por imagem, dois banheiros, um dormitório, um depósito e um banho e tosa. No segundo andar há uma sala para esterilização de equipamentos, uma cozinha, uma sala e um banheiro.

Ao entrar no hospital, encontra-se a recepção (Figura 2A), onde os tutores dos animais realizam o cadastro para consultas, retornos, procedimentos e o pagamento. Após o cadastro, os tutores aguardam o atendimento (Figura 2B), sendo direcionados posteriormente para o consultório 1, consultório 2 ou consultório 3.

Figura 2 - Recepção do Hospital Veterinário Vital (A). Local para os tutores aguardarem o atendimento (B).

Fonte: A Autora, 2020.

Em conjunto à recepção, há o pet shop (Figura 3A) e a farmácia veterinária (Figura 3B). Produtos como coleiras, guias, potes de alimentação, brinquedos, camas, caixas de transporte, rações de boa qualidade e/ou terapêuticas, entre outros, são encontrados para venda neste local. Esta disponibilidade de produtos é de grande importância, sendo possível explicar aos tutores qual a alimentação ideal e quais seus benefícios, por exemplo. A farmácia veterinária facilita o atendimento aos tutores, uma vez que eles já saem de lá com os medicamentos necessários para o tratamento de seus animais.

(22)

Figura 3 - Pet shop do Hospital Veterinário Vital (A). Farmácia veterinária do Hospital Veterinário Vital (B).

Fonte: A Autora, 2020.

O hospital possui três consultórios de atendimento clínico. No consultório 1 (Figura 4) realiza-se consultas voltadas à clínica geral e vacinações de cães adultos. Anexado ao consultório 1 há o laboratório de análises clínicas (Figura 5). O consultório 2 (Figura 6) é utilizado para vacinações de filhotes e para as consultas de clínica geral. O consultório 3 (Figura 7) é voltado para o atendimento com a especialista em medicina felina e conta com uma estrutura adequada para o atendimento destes pacientes, assim como caixas de parede para o entretenimento deles. Anexado ao consultório 3 há o internamento de felinos (Figura 8). Os atendimentos são realizados em animais de pequeno, médio e grande porte (cães e gatos).

Figura 4 - Consultório 1 do Hospital Veterinário Vital.

(23)

Figura 5 - Laboratório de análises clínicas do Hospital Veterinário Vital, anexado ao consultório 1.

Fonte: A Autora, 2020.

Figura 6 - Consultório 2 do Hospital Veterinário Vital.

Fonte: A Autora, 2020.

Figura 7 - Consultório 3 do Hospital Veterinário Vital.

(24)

Figura 8 - Internamento de felinos do Hospital Veterinário Vital, anexado ao consultório 3.

(25)

Os pacientes que tinham necessidade de procedimento cirúrgico ou ambulatorial, eram encaminhados ao posto de enfermagem (Figura 9).

Figura 9 - Posto de enfermagem do Hospital Veterinário Vital.

Fonte: A Autora, 2020.

Os animais que necessitavam de algum procedimento cirúrgico eram encaminhados ao centro cirúrgico, sendo ele equipado com anestesia inalatória, oxigênio, foco cirúrgico, bombas de infusão, monitor multiparamétrico e ultrassom odontológico (Figura 10). Antes de entrar para o centro cirúrgico existe uma sala de preparo médico (Figura 11). A sala para esterilização de equipamentos é um local separado desses ambientes, que fica no segundo andar do hospital.

(26)

Figura 10 - Centro cirúrgico do Hospital Veterinário Vital.

Fonte: A Autora, 2020.

Figura 11 - Sala de preparo médico do Hospital Veterinário Vital.

Fonte: A Autora, 2020.

Os tutores de pacientes submetidos ao internamento ou cirurgia devem assinar um termo de responsabilidade. Caso há alguma mudança de protocolo clínico ou intervenções cirúrgicas, o responsável é avisado antes de qualquer realização. Já nos casos de retirada do animal antes do cumprimento do tratamento proposto pelo hospital, o tutor torna-se responsável por qualquer problema que o paciente venha a apresentar.

O hospital possui radiografia digital, serviço de ultrassonografia terceirizada e setor laboratorial, exames complementares considerados de grande importância para facilitar e agilizar o diagnóstico em diversas situações.

(27)

O setor de diagnóstico por imagem é onde realiza-se as ultrassonografias (Figura 12A) e as radiografias (Figura 12B).

Figura 12 - Setor de diagnóstico por imagem do Hospital Veterinário Vital, onde realiza-se as ultrassonografias (A). Setor de diagnóstico por imagem do Hospital Veterinário Vital, onde realiza-se as radiografias (B).

Fonte: A Autora, 2020.

A IDEXX® laboratories oferece vários serviços, como analisadores internos e testes SNAP. No hospital há o analisador bioquímico Catalyst One (Figura 13A), que possui diferentes perfis, onde o médico veterinário escolhe de acordo com a necessidade de cada paciente. Os testes SNAP disponíveis são o SNAP Parvovirose, SNAP Cinomose e o SNAP FIV/FeLV da Alere® Diagnóstico Veterinário. Além disso, o hospital também possui BC-2800, um analisador de hematologia compacto e totalmente automático da Mindray® (Figura 13B).

Figura 13 - Analisador bioquímico Catalyst One da marca IDEXX® (A). Analisador de hematologia da marca Mindray® (B).

(28)

O hospital conta com um solário, onde os pacientes internados são levados para urinar e defecar (Figura 14).

Figura 14 - Solário do Hospital Veterinário Vital. Divididos em visão (A) e (B).

Fonte: A Autora, 2020.

O Hospital Veterinário Vital possui plantão 24 horas, por isso tem um quarto para os plantonistas e estagiários acompanhantes. Neste local há um beliche, uma escrivaninha, uma mesinha e uma televisão.

Nos fundos do hospital há um banho e tosa, composto por 5 funcionários, sendo 2 responsáveis pelos banhos, 2 pelas secagens e 1 pelo serviço de tosa (Figura 15). Os tutores podem optar por levar e buscar seus animais ou então solicitar o serviço de Taxi Dog.

Figura 15 - Banho e tosa do Hospital Veterinário Vital. Divididos em visão (A) e (B).

(29)

3 ROTINA DO HOSPITAL VETERINÁRIO VITAL

O Hospital Veterinário Vital funciona 24 horas. De segunda à sexta-feira o horário normal vai das 08:30 às 12:00 e das 13:30 às 19:00. O horário de plantão é considerado das 19:00 às 08:00. Aos sábados o horário normal vai das 08:00 às 13:00 e o restante do final de semana fica um médico veterinário de plantão, acompanhado de um estagiário.

Durante o horário normal o corpo clínico é composto por quatro médicos veterinários, uma gerente, uma recepcionista, uma pessoa responsável pelo setor financeiro, estagiários (a quantidade varia de acordo com o dia), uma auxiliar de médico veterinário, uma auxiliar de limpeza, um motorista e cinco funcionários do banho e tosa.

3.1 SETOR DE ATENDIMENTO CLÍNICO E ESPECIALIDADES

O atendimento clínico é realizado por agendamento, sendo que os emergenciais são atendidos prontamente. A consulta inicia-se com uma anamnese detalhada, onde o médico veterinário busca entender o que está se passando com o paciente, através da coleta de informações do tutor. Neste momento pergunta-se a queixa principal, quando que os sinais clínicos tiveram início, tipo de ambiente em que vive, se há convívio com mais animais, tipo de alimentação, se o paciente tem acesso a rua ou a outros ambientes, histórico médico, tratamentos atuais ou realizados anteriormente, protocolo vacinal, vermifugação, entre outros. Durante o exame físico do paciente, são aferidos parâmetros fisiológicos, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura retal, grau de hidratação, coloração de mucosas, tempo de perfusão capilar, palpação de linfonodos, palpação de coluna, palpação abdominal, ausculta pulmonar e pesagem. Quando necessário, são solicitados exames complementares e/ou indicada a internação do paciente. O animal é levado ao posto de enfermagem ou, dependendo do procedimento, realiza-se no próprio consultório.

O Hospital Veterinário Vital possui veterinários especialistas nas áreas de Anestesiologia e Medicina Felina, Cirurgia de Tecidos Moles e Oncologia e Clínica Médica. Além disso, conta com o serviço terceirizado com veterinários especialistas em Cardiologia Veterinária, Ultrassonografia, Neurologia Veterinária e Ortopedia e Traumatologia Veterinária. Todos os profissionais atendiam em horários previamente agendados.

(30)

3.2 POSTO DE ENFERMAGEM

O posto de enfermagem possui duas mesas de inox, onde eram realizados os procedimentos de pacientes que passaram por consulta ou até mesmo os internados. Neste local havia uma prateleira contendo álcool, água oxigenada, clorexidina, iodo, gaze, algodão, cotonete, luvas, borracha para realização do garrote, tesouras, pinças, cortadores de unhas, esparadrapo e etc.; gaveta contendo seringas e agulhas; uma segunda gaveta com cateteres para acesso venoso e tubos para coleta de sangue; uma prateleira com solução fisiológica a 0,9%, ringer com lactato, solução fisiológica de ringer com lactato de sódio e equipos. Ainda havia uma segunda prateleira onde ficava a caixa de emergência e soluções abertas destinados a limpezas. Além disso, havia um balcão, onde era guardado os medicamentos, separados de acordo com sua classe.

Os animais que chegam para atendimento emergencial são encaminhados ao posto de enfermagem, e estes possuem prioridade, sendo atendidos imediatamente. Há uma caixa com medicações de emergência, laringoscópio, tubo endotraqueal, AMBU (Artificial Manual Breathing Unit) e cateteres para acesso venoso. Neste setor ainda tem máquina de tricotomia e oxigênio, itens importantes para o atendimento desse tipo de paciente.

3.3 SETOR DE INTERNAMENTO

O hospital possui um canil e um gatil, destinados para a internação dos pacientes em tratamento, observação ou que necessitam de cuidados no pós-operatório. Cada baia possui a identificação do paciente: nome, peso, nome do tutor, médico veterinário responsável e o que o paciente apresenta ou qual procedimento irá realizar. As prescrições dos pacientes são organizadas no Vet Control – Sistema de Controle Veterinário, fornecida pelo Easy Vet® Serviços Veterinários LTDA. A ficha de prescrição mostra os medicamentos administrados; observações diárias, como: frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura retal, pressão arterial, glicemia, lactato, estado do paciente, aspecto da urina, aspecto das fezes, se o paciente comeu, bebeu, urinou, defecou e/ou convulsionou; e orientações/prescrições. A ficha de prescrição apresenta todas as recomendações de manejo, procedimentos a serem realizados no dia, horários de medicações, pesagem diária, diagnóstico presuntivo, veterinário responsável, data e hora de internação e box.

A realização da evolução dos pacientes e aferição de parâmetros é feito no mínimo em 2 horários, com exceção de pacientes críticos, que são avaliados constantemente.

(31)

Procedimentos ambulatoriais como limpeza de feridas, troca de curativos, acesso venoso, coleta de sangue, sondagem, administração de fluidoterapia, aplicação de quimioterápicos (pelo profissional especializado), drenagem torácica, drenagem abdominal, limpeza de ouvido, corte de unhas, entre outros, são realizados no posto de enfermagem.

3.4 SETOR DE CIRURGIA

O setor cirúrgico é composto por um centro cirúrgico, uma sala de paramentação/antissepsia e uma sala para lavagem e esterilização de materiais cirúrgicos. O centro cirúrgico do HVV possui equipamentos para todos os tipos de cirurgias, tanto para as eletivas, quanto para as emergenciais. As cirurgias eletivas são agendadas na recepção. Pacientes submetidos a qualquer tipo de procedimento cirúrgico necessitam de exames pré-operatórios, como hemograma, perfil hepático, perfil renal e eletrocardiografia. Outros exames podem ser solicitados, dependendo da necessidade do paciente. O médico veterinário responsável pela internação, ou o cirurgião, passa ao tutor as orientações quanto ao jejum, riscos e o procedimento em geral.

A equipe é composta por cirurgião, anestesista e um auxiliar. São realizados o acesso venoso e a tricotomia do paciente no posto de enfermagem. A anestesista é responsável pela avaliação clínica do paciente, realização da medicação pré-anestésica, indução, intubação, posicionamento do paciente e antissepsia. Há um monitor multiparâmetro, onde o animal é monitorado durante todo o procedimento, assim como aferição de pressão arterial sistólica e uso de bomba e infusão. Após o procedimento cirúrgico era realizado a limpeza da ferida cirúrgica e curativo, se necessário. Em seguida o paciente era extubado e encaminhado ao internamento, onde era monitorado até se recuperar da anestesia.

3.5 SETOR DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Os exames de ecocardiograma e ultrassonografia são realizados por médicos veterinários especialistas terceirizados. O médico veterinário responsável pelo paciente que necessita de algum desses exames entra em contato com o especialista, que vem de outra clínica, e agenda o melhor horário. As radiografias e eletrocardiogramas são realizadas no próprio hospital e em seguida enviadas à um especialista para laudar.

(32)

3.6 LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

O laboratório de análises clínicas era anexado ao consultório 1. Era realizado os exames bioquímicos no analisador bioquímico Catalyst One, da marca IDEXX®. No hospital possuía os perfis CHEM 10 e CHEM 15. O CHEM 10 realizava os exames bioquímicos de albumina – ALB; relação albumina: globulina – ALB/GLOB; fosfatase alcalina – ALKP; alanina aminotransferase – ALT; ureia – BUN; relação ureia: creatinina – BUN/CREA; creatinina – CREA; globulinas – GLOB, glicose – GLU e proteína total – TP. O CHEM 15 realizava os exames bioquímicos de albumina – ALB; relação albumina: globulina – ALB/GLOB; fosfatase alcalina – ALKP; alanina aminotransferase – ALT; ureia – BUN; relação ureia: creatinina – BUN/CREA; cálcio – Ca; colesterol – CHOL; creatinina – CREA; gama glutamil transferase – GGT; globulinas – GLOB; glicose – GLU; fósforo – PHOS; bilirrubina total – TBIL e proteína total – TP. O exame hematológico analisava os seguintes parâmetros: contagem de leucócitos – WBC; contagem de hemácias – RBC; hemoglobina – HGB; hematócrito – HCT; volume corpuscular médio – MCV; hemoglobina corpuscular média – MCH; concentração de hemoglobina corpuscular média – MCHC; red cell distribution width – RDW; contagem de plaquetas – PLT; volume plaquetário médio – MPV; platelet distribution widthe – PDW; procalcitonina – PCT. Além disso, realizava os testes SNAP, sendo que os disponíveis eram o SNAP Parvovirose, SNAP Cinomose e o SNAP FIV/FeLV da Alere® Diagnóstico Veterinário.

(33)

4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

4.1 SETOR DE CLÍNICA MÉDICA

O estágio curricular obrigatório teve início no dia 02 de março e término em 08 de maio de 2020, com horário das 08:00 às 12:00 horas e das 14:00 às 18:00 horas, totalizando uma carga horária diária de 8 horas e carga horária total de 360 horas. Durante esse período foi acompanhada a rotina de clínica médica, exames de diagnóstico por imagem, como ultrassonografia, eletrocardiografia, ecocardiografia e radiografia. Foram acompanhadas também consultas com especialistas e tratamento de animais internados. A supervisão da estagiária era realizada pelo médico veterinário.

Normalmente os atendimentos ocorriam após um agendamento. Os animais que chegavam sem consulta agendada eram encaixados quando havia disponibilidade de horário de algum médico veterinário. A estagiária acompanhava as consultas, auxiliava na contenção de animais, tanto na consulta, quanto em procedimentos ambulatoriais, coleta de sangue, aplicação de vacinas, medicações e realizações de exames.

Durante as consultas, era realizada a anamnese detalhada, para obtenção de todas as informações possíveis dos tutores, seguido de exame físico do paciente, avaliando-o e verificando parâmetros vitais, como frequência cardíaca e respiratória, palpação abdominal, temperatura retal, coloração da mucosa e tempo de preenchimento capilar (TPC). Quando necessário, o veterinário pedia a autorização do tutor para realização de exames complementares, como coleta de sangue, exames de imagem ou procedimento cirúrgico. Esses pacientes eram encaminhados ao posto de enfermagem.

Os animais que passavam por consulta sem necessidade de exames complementares, o tratamento e/ou indicações necessárias geralmente eram realizadas em associação ao quadro sintomático que o paciente se encontrava. Os que precisavam de exames complementares após a consulta (como ultrassonografia, eletrocardiograma ou radiografia) deveriam esperar o laudo pelo médico veterinário terceirizado. O animal ia para casa com a receita médica do quadro sintomático, até que o laudo saísse e então o tratamento definitivo era liberado.

Os exames laboratoriais, como hemograma, bioquímico e testes rápidos eram realizados no hospital, durante o atendimento. Procedimentos cirúrgicos eram realizados também no hospital, exceto casos não rotineiros, onde era chamado um médico veterinário volante para realização do mesmo.

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Em exames de diagnóstico por imagem, a estagiária auxiliava na contenção dos pacientes e observação das alterações, quando presentes.

Os pacientes internados ficavam em baias limpas, com fornecimento de água e ração. Em pacientes internados, a estagiária realizava o acesso venoso e auxiliava nos procedimentos e administração de medicamentos.

4.2 SETOR DE CLÍNICA CIRÚRGICA

Para a realização dos procedimentos cirúrgicos era realizado a contenção do paciente para aplicação da MPA seguido de tricotomia, acesso venoso, indução anestésica, intubação endotraqueal, colocação dos equipamentos para monitorização, manutenção de anestesia inalatória e antissepsia. A estagiária auxiliava nessas etapas e, sempre que possível, no procedimento cirúrgico.

Após o procedimento era realizado a administração da terapia pós-operatória, limpeza de feridas e curativos. Os pacientes que apresentavam temperatura baixa iam para a incubadora e ao melhorarem voltavam para o canil ou gatil, onde ficavam sendo monitorados.

(35)

5 CASUÍSTICA ACOMPANHADA DURANTE O PERÍODO DE ESTÁGIO

Será relatada a casuística de casos clínicos (Tabela 1) e cirúrgicos (Tabela 2) acompanhados durante o estágio curricular, realizado no Hospital Veterinário Vital, no período de 02 de março à 08 de maio. As casuísticas serão divididas em tabelas, para um melhor entendimento, em cirurgias, consultas, eutanásia, exames de imagem, procedimentos ambulatoriais e retornos (Tabela 3).

Houve uma maior frequência de atendimentos/procedimentos em cães durante o período de estágio.

Tabela 1 - Consultas de cães e gatos acompanhadas durante o período de 02 de março à 08 de maio de 2020, no Hospital Veterinário Vital.

Cirurgias Sexo Nº. total

de casos Machos Fêmeas Caninos 15 32 47 Felinos 2 2 4 Total 17 34 51 Fonte: A Autora, 2020.

Tabela 2 - Cirurgias de cães e gatos acompanhadas durante o período de 02 de março à 08 de maio de 2020, no Hospital Veterinário Vital.

Consultas Sexo Nº. total

de casos Machos Fêmeas Caninos 36 35 71 Felinos 9 4 13 Total 45 39 84 Fonte: A Autora, 2020.

Tabela 3 - Distribuição de tipos de atendimentos por setor realizados, durante o período de 02 de março à 08 de maio de 2020, no Hospital Veterinário Vital. (continua)

Tipo de atendimento N° de procedimentos

Cirurgias 51

(36)

(conclusão)

Tipo de atendimento N° de procedimentos

Eutanásia 4 Exames de imagem 83 Procedimentos ambulatoriais 213 Retornos 45 Total 480 Fonte: A Autora, 2020.

Dos atendimentos que foram acompanhados, 88,1% (423/480) eram da espécie canina e 11,9% (57/480) da espécie felina.

5.1 CASUÍSTICA NO SETOR DE IMUNIZAÇÕES

As vacinas acompanhadas no período de estágio estão representadas em forma de tabela (Tabela 4) de acordo com a espécie do animal e os tipos de vacinas realizadas. Antes de receber qualquer tipo de vacina, os pacientes eram avaliados pelo médico veterinário para certificar-se de que estavam em condições de saúde adequada para recebê-las.

Tabela 4 - Imunizações de cães e gatos acompanhadas durante o período de 02 de março à 08 de maio de 2020, no Hospital Veterinário Vital.

Vacinas Espécie Nº. total

de casos Canina Felina Antirrábica 3 3 6 Giárdia 10 0 10 Gripe canina 5 0 5 V10 44 0 44 V5 0 5 5 Total 62 8 70 Fonte: A Autora, 2020.

(37)

5.2 CASUÍSTICA NO SETOR DE CLÍNICA

Na clínica foram acompanhados 84 casos de consultas. O gráfico 1 mostra as consultas subdivididas pelos sistemas, onde o tegumentar/auditivo e musculoesquelético foram os mais acometidos dentre as consultas clínicas, seguido do uso de tabelas determinando as afecções de cada sistema.

Gráfico 1 - Distribuição dos casos acompanhados na rotina clínica e classificados conforme o sistema ou especialidade durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Fonte: A Autora, 2020.

5.2.1 Enfermidades do Sistema Cardiovascular

Tabela 5 - Consultas do sistema cardiovascular acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Consultas do sistema cardiovascular Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Cardiomiopatia hipertrófica felina 0 1 1

Total 0 1 1 Fonte: A Autora, 2020. 1% 11% 2% 6% 11% 13% 4% 8% 5% 2% 31% 2%4% CARDIOVASCULAR DIGESTÓRIO EMERGENCIAIS GENITURINÁRIO INFECTOCONTAGIOSAS MUSCULOESQUELÉTICO NERVOSO OFTÁLMICO REPRODUTIVO RESPIRATÓRIO TEGUMENTAR/AUDITIVO TOXICOLÓGICAS ONCOLÓGICAS

(38)

5.2.2 Enfermidades do Sistema Digestório

Tabela 6 - Consultas do sistema digestório acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Consultas do sistema digestório Espécie Nº. total

de casos Canina Felina Constipação 1 0 1 Gastroenterite Bacteriana 2 0 2 Gastroenterite Hemorrágica 2 0 2 Giardíase 1 0 1

Inflamação intestinal crônica 1 1 2

Periodontite 2 0 2

Total 9 1 10

Fonte: A Autora, 2020.

5.2.3 Enfermidades Emergenciais

Tabela 7 - Consultas emergenciais acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Consultas emergenciais Espécie Nº. total

de casos Canina Felina Pneumotórax 1 0 1 Politraumatismo 0 1 1 Total 1 1 2 Fonte: A Autora, 2020.

5.2.4 Enfermidades do Sistema Geniturinário

Tabela 8 - Consultas do sistema geniturinário acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. (continua)

Consultas do sistema geniturinário Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

(39)

(conclusão)

Consultas do sistema geniturinário Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Doença renal crônica 2 0 2

DTUIF 0 1 1

Total 4 2 6

Fonte: A Autora, 2020.

5.2.5 Enfermidades Infectocontagiosas

Tabela 9 - Consultas de doenças infectocontagiosas acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Consultas do doenças infectocontagiosas Espécie Nº. total de casos Canina Felina

Cinomose 3 0 3

Parvovirose 2 0 2

Traqueobronquite infecciosa canina 5 0 5

Total 10 0 10

Fonte: A Autora, 2020.

5.2.6 Enfermidades do Sistema Musculoesquelético

Tabela 10 - Consultas do sistema musculoesquelético acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. (continua)

Consultas do sistema musculoesquelético Espécie Nº. total de casos Canina Felina

Displasia coxofemoral 1 0 1

Doença degenerativa articular 1 1 2

Espondilose 1 0 1

Fratura em corpo da mandíbula 2 0 2

Fratura em íleo 1 0 1

Fratura em úmero 1 0 1

(40)

(conclusão) Consultas do sistema musculoesquelético Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Ruptura do ligamento cruzado cranial 1 0 1

Osteoartrite dissecante 1 0 1

Osteomielite 1 0 1

Total 11 1 12

Fonte: A Autora, 2020.

5.2.7 Enfermidades do Sistema Nervoso

Tabela 11 - Consultas do sistema nervoso acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Consultas do sistema nervoso Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Acidente vascular encefálico (AVE) 1 0 1

Epilepsia idiopática 2 0 2

Meningoencefalie necrotisante 1 0 1

Total 4 0 4

Fonte: A Autora, 2020.

5.2.8 Enfermidades do Sistema Oftálmico

Tabela 12 - Consultas do sistema oftálmico acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Consultas do sistema oftálmico Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Cerato conjutivite seca 3 0 3

Glaucoma 1 0 1

Úlcera de córnea 3 0 3

Uveíte 1 0 1

Total 8 0 8

(41)

5.2.9 Enfermidades do Sistema Reprodutivo

Tabela 13 - Consultas do sistema reprodutivo acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Consultas do sistema reprodutivo Espécie Nº. total

de casos Canina Felina Distocia 2 0 2 Piometrite 3 0 3 Total 5 0 5 Fonte: A Autora, 2020.

5.2.10 Enfermidades do Sistema Respiratório

Tabela 14 - Consultas do sistema respiratório acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Consultas do sistema respiratório Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Broncopatia inflamatória crônica 1 0 1

Rinotraqueíte felina 0 1 1

Total 1 1 2

Fonte: A Autora, 2020.

5.2.11 Enfermidades do Sistema Tegumentar/auditivo

Tabela 15 - Consultas do sistema tegumentar/auditivo acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020. (continua)

Consultas do sistema tegumentar/auditivo Espécie Nº. total de casos Canina Felina

Acne felina 0 1 1

Celulite juvenil 1 0 1

Dermatite acral por lambedura 1 0 1

Dermatite atópica 3 0 3

(42)

(conclusão) Consultas do sistema tegumentar/auditivo Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Dermatofitose 1 1 2

Feridas por mordedura 2 2 4

Inflamação da glândula anal 1 0 1

Otite bacteriana 2 0 2

Otite fúngica 2 0 2

Otohematoma 2 0 2

Pele ressecada 1 0 1

Reação de hipersensibilidade à picada de inseto

3 0 3

Reação de hipersensibilidade à tosa 1 0 1

Sarna demodécica 2 0 2

Total 25 4 29

Fonte: A Autora, 2020.

5.2.12 Enfermidades Toxicológicas

Tabela 16 - Consultas toxicológicas acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Consultas toxicológicas Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Intoxicação por cycas revoluta 1 0 1

Intoxicação por piretróide 1 0 1

Total 2 0 2

(43)

5.2.13 Enfermidades Oncológicas

Tabela 17 - Consultas oncológicas acompanhadas na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Consultas oncológicas Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Carcinoma de células escamosas 1 0 1

Fibrossarcoma 1 0 1

Mastocitoma 1 0 1

Osteossarcoma 1 0 1

Total 4 0 4

Fonte: A Autora, 2020.

5.3 CASUÍSTICA DO SETOR DE CIRÚRGIA

Foram acompanhados 51 procedimentos cirúrgicos de cães e gatos na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital. O gráfico 2 mostra as cirurgias subdivididas pelos sistemas, onde o reprodutivo e musculoesquelético foram os de maior número dentre as cirurgias. Foi utilizado tabelas para determinar as cirurgias realizadas em cada sistema.

Houve uma maior frequência de procedimentos cirúrgicos em cães durante o período acompanhado.

(44)

Gráfico 2 - Distribuição dos casos acompanhados na rotina cirúrgica e classificados conforme o sistema ou especialidade durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Fonte: A Autora, 2020.

5.3.1 Cirurgias do Sistema Digestório

Tabela 18 - Cirurgias do sistema digestório acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Cirurgias do sistema digestório Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Enterectomia 1 0 1

Enteroanastomose 1 0 1

Enterotomia – Exérese de corpo estranho 1 0 1

Profilaxia dentária 4 0 4 Total 7 0 7 Fonte: A Autora, 2020. 12% 3% 19% 2% 50% 7% 7% DIGESTÓRIO GENITURINÁRIO MUSCULOESQUELÉTICO OFTÁLMICO REPRODUTIVO TEGUMENTAR/AUDITIVO ONCOLÓGICAS

(45)

5.3.2 Cirurgias do Sistema Geniturinário

Tabela 19 - Cirurgias do sistema geniturinário acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Cirurgias do sistema geniturinário Espécie Nº. total

de casos Canina Felina Cistotomia 2 0 2 Total 2 0 2 Fonte: A Autora, 2020.

5.3.3 Cirurgias do Sistema Musculoesquelético

Tabela 20 - Cirurgias do sistema musculoesquelético acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Cirurgias do sistema musculoesquelético Espécie Nº. total de casos Canina Felina

Artroplastia excisional da cabeça e colo femoral

2 0 2

Caudectomia 2 0 2

Craniotomia – Fratura de osso parietal 1 0 1

Osteossíntese de rádio e ulna 1 0 1

Osteossíntese de tíbia e fíbula 1 0 1

Reconstrução de parede torácica – Fratura de costelas

1 0 1

Retirada de pino intramedular 0 2 2

Sutura fabelo-tibial 1 0 1

Total 9 2 11

(46)

5.3.4 Cirurgias do Sistema Oftálmico

Tabela 21 - Cirurgias do sistema oftálmico acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Cirurgias do sistema oftálmico Espécie Nº. total

de casos Canina Felina Correção de entrópio 1 0 1 Total 1 0 1 Fonte: A Autora, 2020.

5.3.5 Cirurgias do Sistema Reprodutivo

Tabela 22 - Cirurgias do sistema reprodutivo acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Cirurgias do sistema reprodutivo Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Cesariana 5 0 5

Mastectomia unilateral total 1 0 1

Orquiectomia 4 2 6 Ovariossalpingohisterectomia eletiva 10 2 12 Ovariossalpingohisterectomia terapêutica 3 0 3 Penectomia 1 0 1 Uretrostomia 1 0 1 Total 25 4 29 Fonte: A Autora, 2020.

(47)

5.3.6 Cirurgias do Sistema Tegumentar/auditivo

Tabela 23 - Cirurgias do sistema tegumentar/auditivo acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Cirurgias do sistema tegumentar/auditivo Espécie Nº. total de casos Canina Felina

Otohematoma 2 0 2

Reparação cirúrgica – Reação ao fio cirúrgico

2 0 2

Total 4 0 4

Fonte: A Autora, 2020.

5.3.7 Cirurgias Oncológicas

Tabela 24 - Cirurgias oncológicas acompanhadas na rotina cirúrgica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Cirurgias oncológicas Espécie Nº. total

de casos Canina Felina

Exérese de Tumor – Carcinoma de células escamosas

1 0 1

Exérese de Tumor – Mastocitoma 2 0 2

Exérese de Tumor – Lipoma 1 0 1

Total 4 0 4

Fonte: A Autora, 2020.

5.4 CASUÍSTICA DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Foram acompanhados 83 procedimentos de diagnóstico por imagem na rotina clínica médica do Hospital Veterinário Vital. A tabela a seguir mostra os exames subdivididos por tipo e espécie.

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Tabela 25 - Procedimentos de diagnóstico por imagem acompanhados na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Diagnóstico por imagem Espécie Nº. total

de casos Canina Felina Ecocardiograma 3 0 3 Eletrocardiograma 8 0 8 Radiografia 33 2 35 Ultrassonografia 31 6 37 Total 75 8 83 Fonte: A Autora, 2020.

5.5 CASUÍSTICA DE PROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS

Foram acompanhados 213 procedimentos ambulatoriais na rotina clínica médica do Hospital Veterinário Vital.

Tabela 26 - Procedimentos ambulatoriais acompanhados na rotina clínica do Hospital Veterinário Vital, durante o período de 02 de março a 08 de maio de 2020.

Procedimentos ambulatoriais Espécie Nº. total

de casos Canina Felina Abdominocentese 2 0 2 Acesso venoso 77 14 91 Cistocentese 5 0 5 Coleta biopsia 6 0 6 Coleta líquor 2 0 2 Coleta sangue 95 5 100 Eletroquimioterapia 2 0 2 Sondagem uretral 0 4 4 Toracocentese 1 0 1 Total 190 23 213 Fonte: A Autora, 2020.

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6 RELATOS DE CASOS

Dos casos acompanhados durante a rotina do estágio curricular, foram selecionados três casos, que serão relatados a seguir.

6.1 RELATO DE CASO 1: TORACOTOMIA COM O USO DE TELA DE POLIPROPILENO PARA RECONSTRUÇÃO DA PAREDE TORÁCICA EM CÃO

6.1.1 Resenha

Paciente da espécie canina, macho, Yorkshire, um ano de idade, não castrado, pesando 4,395 kg.

6.1.2 Histórico e anamnese

O paciente chegou para atendimento emergencial no Hospital Veterinário Vital, com o histórico de ser atacado por um cão de grande porte.

6.1.3 Exame físico

Foi realizado, cuidadosamente, o exame físico do paciente. O mesmo apresentava-se prostrado, dispneico, em decúbito lateral, mucosas normocoradas, normohidratado, temperatura retal de 37,4ºC, frequência cardíaca 130bpm e pressão arterial sistólica 140mmHg. Pode-se constatar tórax flutuante e laceração de pele e musculatura na região direita do tórax, entre a 7ª e 10ª costela (Figura 16).

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Figura 16 - Paciente com laceração de pele e músculo na região direita do tórax, entre a 7ª e 10ª costela.

Fonte: A Autora, 2020.

6.1.4 Exames Complementares

Foi realizado exame radiográfico (ANEXO A) e hemograma (ANEXO B). O exame radiográfico apresentou fraturas em costelas direitas (7ª, 9ª e 10ª costelas), irregularidade da parede torácica direita, sugerindo ruptura dos músculos grande dorsal, escaleno, peitoral, serrátil ventral, intercostal externo e intercostal interno. Ainda foi possível observar pneumotórax em hemitórax direito; achados sugestivos de contusão pulmonar; enfisema subcutâneo adjacente à parede torácica direita, articulação escapulo-umeral e processos espinhosos. O hemograma revelou leucocitose. Os demais parâmetros encontravam-se dentro dos valores de referência para a espécie.

6.1.5 Tratamento

Após a consulta, o paciente foi encaminhado ao posto de enfermagem, onde foram realizados o acesso venoso e a administração de fluidoterapia – Solução Ringer com Lactato (2

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ml/kg/h/IV), e posteriormente administrado meloxicam1 0,2% (0,1mg/kg/SID/IM), ceftriaxona2 10% (25mg/kg/BID/IV) e cloridrato de metadona3 (0,3mg/kg/SID/IM). Para a estabilização do paciente realizou-se oxigenioterapia, toracocentese para drenagem do pneumotórax e em seguida a atadura não compressiva, com o objetivo de estabilizar o tórax flutuante e evitar a ocorrência novamente do pneumotórax até o momento da cirurgia (Figura 17).

Figura 17 - Paciente estabilizado, com oxigenioterapia, após toracocentese, drenagem do pneumotórax e realização de atadura não compressiva.

Fonte: A Autora, 2020.

6.1.5.1 Toracotomia com o uso de tela de polipropileno para reconstrução da parede torácica

No primeiro dia o paciente foi encaminhado para a cirurgia. Realizado jejum sólido e hídrico de 8 horas, que foi o tempo de chegada até o momento da cirurgia. Paciente classificado

1 Flamavet® 0,2%, 20ml, Injetável, Agener União. 2 Ceftriaxona dissódica, 1g, Injetável, Teuto. 3 MYTedom® 10mg/ml, 1 ml, Injetável, Cristália.

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como ASA III. De medicação pré-anestésica (MPA) recebeu citrato de fentanila + droperidol4 4mg/kg/IM e em seguida realizou-se a tricotomia. Encaminhado para o centro cirúrgico, onde foi realizada indução anestésica, com a administração de cloridrato de lidoicaína 2% sem vasoconstrição 1mg/kg/IV, cloridrato de cetamina5 1mg/kg/IV e propofol6 4mg/kg/IV (ao efeito). Realizou-se a intubação endotraqueal (traqueotubo nº 4,5). O paciente foi posicionado em decúbito lateral esquerdo na mesa cirúrgica (Figura 18), realizada a antissepsia e colocação dos campos cirúrgicos estéreis. A manutenção anestésica foi feita com isoflurano vaporizado em oxigênio a 100% e infusão contínua para analgesia com cloridrato de remifentanila7 0,08mg/kg/h/IV. Durante todo o procedimento cirúrgico foi realizada a monitoração multiparamétrica (FC, FR, PAS, TR e SpO2) pela anestesista. Para resgate anestésico foi utilizado o próprio cloridrato de remifentanila 0,08mg/kg/IV.

Figura 18 - Paciente posicionado em decúbito lateral esquerdo na mesa cirúrgica.

Fonte: A Autora, 2020.

4 Nilperidol® 0,0785mg + 2,5mg/ml, 2ml, Injetável, Cristália. 5 Ketamina Agener 10%, 50ml, Injetável, Agener União. 6 Provive® 1%, 10mg/ml, 20ml, União Química.

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O procedimento cirúrgico deu-se início com a toracotomia intercostal. Realizou-se uma incisão de pele, subcutâneo e músculo cutâneo do tronco, utilizando bisturi, no 7° espaço intercostal, na região torácica direita, desde as proximidades dos corpos vertebrais até o esterno. Em seguida, realizou-se a incisão dos músculos grande dorsal, escaleno e peitoral, em sentido transversal de suas fibras. Para aprofundar a incisão e obter a visualização do músculo intercostal externo foi dissecado as fibras do músculo serrátil ventral. Após, foi feita a incisão dos músculos intercostal externo e intercostal interno, permitindo que a pleura parietal e o pulmão fossem visualizados. A pleura parietal foi rompida, com o auxílio de uma tesoura de Mayo. A incisão da pleura foi ampliada com cuidado, dando visualização da cavidade torácica (Figura 19A). Logo pode-se observar costelas fraturadas e lacerações. Após retirada de fragmentos de costelas (Figura 19B), foi posicionado o afastador de Finochietto para deslocar as costelas lateralmente. Neste momento observou-se sinais de contusão e atelectasia pulmonar. Após avaliação de toda a cavidade torácica foi realizado o teste de aerostasia e manobra de recrutamento alveolar (MAR).

Figura 19 - Visualização da cavidade torácica (A). Retirada de fragmentos de costelas (B).

Fonte: A Autora, 2020.

Dando continuidade ao procedimento, iniciou-se a reconstrução da parede torácica. Foi feito um retalho pediculado de omento (Figura 20A). Para isso o omento foi alcançado através

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de uma pequena laparotomia paracostal; em seguida foi criado um túnel subcutâneo pela lateral abdominal a partir da incisão paracostal até o defeito da parede torácica para passagem do retalho; o retalho passou por esse túnel e então foi posicionado sobre a lesão e a tela de polipropileno foi fixada utilizando fio absorvível monofilamentar (poliglecaprone 25) número 2-0. (Figura 20B).

Figura 20 - Retalho pediculado de omento (A). Tela de polipropileno sendo fixada (B).

Fonte: A Autora, 2020.

Foi realizado a fixação de um dreno na porção ventral do tórax, no 6° espaço intercostal, com sutura padrão bailarina chinesa, com sua extremidade caudal exteriorizada na pele e em seguida a toracorrafia. Realizou-se a sutura dos músculos serrátil ventral, escaleno e peitoral com sutura contínua simples, utilizando fio absorvível monofilamentar (poliglecaprone 25) número 2-0. Em seguida o mesmo foi feito com o músculo grande dorsal. Neste momento foi aspirado o ar, através da sonda, até atingir pressão negativa. O subcutâneo foi suturado com sutura contínua simples, utilizando o mesmo fio. A dermorrafia foi realizada com fio monofilamentar inabsorvível sintético (náilon) número 3-0 em padrão simples contínuo.

6.1.6 Evolução do caso

Após o procedimento cirúrgico, o paciente acordou excitado e permaneceu na incubadora, até estabilização de sua temperatura. O protocolo medicamentoso no pós-operatório imediato foi citrato de fentanila8 0,002mg/kg/IV diluído em 3ml de solução

Referências

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