• Nenhum resultado encontrado

Zika vírus: característica da doença e métodos de diagnóstico

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Zika vírus: característica da doença e métodos de diagnóstico"

Copied!
6
0
0

Texto

(1)

Zika virus: characteristic of the disease and diagnostic

methods

Zika vírus: característica da doença e métodos de diagnóstico

Zika virus: característica de la enfermedad y métodos de diagnóstico

ABSTRACT

Objective: Verification of zika virus manifestation and effective methods for its diagnosis. Methodology: were held searches in databases pubmed, scielo and science direct with the words "epidemiology of zikv", "diagnostics zikav", "zika virus" and "aedes aegypti" in portuguese and / or english, isolated mode and associated with the temporary cut from 2011 to 2017. Results: in the laboratory examinations used for the diagnosis of zikv, the most specific for the detection of infection by zikv is the PCR technique that uses amplification thousands of times in a region specific to the dna molecule, another technique used is detection of viral rna in patient's blood, the immunofluorescence test is used for confirmation of diagnosis, however, due to its low concentration of immunoglobulin antibodies and immunoglobulin g in the phase of incubation torna the virus identification is difficult. Final Considerations: symptoms are autolimitated, the zikav incubation period will vary from 3 to 12 days after cut. in this way, the most widely available diagnostic method is pcr. it is a highly complex test that is only carried out in highly specialized laboratories, detecting the presence of the virus in a very short period of time: five days after the appearance of the symptoms.

RESUMO

Objetivo: Verificação da manifestação do zika vírus e métodos eficazes para o seu diagnóstico. Metodologia: Foram realizadas buscas nas bases de dados pubmed, scielo e science direct com os descritores “epidemiologia do zikv”, “diagnósticos do zikav”, “zika vírus” e “aedes aegypti”, em português e/ou inglês, de modo isolado e associados, com o recorte temporal de 2011 a 2017. Resultados: Dentre os exames laboratoriais utilizados para o diagnóstico do zikv, o mais específico para a detecção da infecção pelo zikv é a técnica de PCR que utiliza a amplificação milhares de vezes em uma região específica da molécula de DNA, outra técnica utilizada é detecção do RNA viral no sangue do paciente, o teste de imunofluorescência é utilizado para a confirmação do diagnóstico, no entanto, devido à sua baixa concentração de anticorpos imunoglobulina m e imunoglobulina g na fase de incubação torna-se mais difícil a identificação do vírus. Considerações Finais: Os sintomas são autolimitados, o período de incubação do zikav varia de 3 a 12 dias após a picada. Deste modo, o método de diagnóstico mais disponível atualmente é o PCR, é um exame de alta complexidade que só é realizado em laboratórios muito especializados, detectando a presença do vírus em um período muito curto de tempo: cinco dias depois do aparecimento dos sintomas.

RESUMEN

Objetivo: verificación de la manifestación del zika virus y métodos eficazos para su diagnóstico. Metodología: En el caso de que se produzca un accidente de tránsito en el que se haya producido un accidente de tránsito en la ciudad de buenos aires, y asociados, con el recorte temporal de 2011 a 2017. Resultados: dentre los exámenes laboratorios utilizados para el diagnóstico del zikv, el más específico para la detección de la infección por el zikv es la técnica de PCR que utiliza la amplificación miles de veces en una región especial de la molécula de ADN, otra técnica utilizada es detección del ARN viral en la sangre del paciente, la prueba de inmunofluorescencia es utilizado para la confirmación del diagnóstico, entre, debido a su baja concentración de anticuerpos imunoglobulina me inmunoglobulina g en la fase de incubación torna - más difícil la identificación del virus. Consideraciones Finales: los síntomas son autolimitados, el período de incubación del zikav varia de 3 a 12 días después de la picada. de este modo, el método de diagnóstico más disponible actualmente es el pcr, es un examen de alta complejidad que solo se realizado en laboratorios muy especializados, detectando la presencia del virus en un período muy corto de tiempo: cinco dias después del aparecimiento de los síntomas.

Francisco Vinícius Bezerra Oliveira¹

Lucas Balbino de Sousa Veras²

Mizael Araujo Lima³

Descriptors Zikv epidemiology. Diagnostics of

zika. Zika virus. Aedes Aegypti. Descritores Epidemiologia do Zikv. Diagnósticos do zika. Zika vírus. Aedes aegypti. Descriptores Epidemiología del Zikv. Diagnósticos del Zika. Zika virus. Aedes Aegypti.

Sources of funding: No Conflict of interest: No

Date of first submission: 2017-10-27 Accepted: 2017-15-01

Publishing: 2017-12-28

Corresponding Address

Francisco Vinícius Bezerra Oliveira Rua motorista chicão, Bairro Planalto Ininga, Numero 3267, APTO 402, Edifício

Milano. Teresina,pi, Brasil. E-mail: [email protected]

REVISÃO / REVIEW / REVISIÓN

¹Graduando em Biomedicina pela faculdade Mauricio de Nassau. Rua motorista chicão, Bairro Planalto Ininga, Numero 3267, APTO 402, Edifício Milano, Teresina,pi, Brasil. [email protected]

²Graduando em Biomedicina pela faculdade Mauricio de Nassau. Rua Dlfim Moreira, Barirro Lourival Parente, PI, Brasil, CEP: 64.260-000. [email protected]

(2)

INTRODUÇÃO

O zika é um arbovírus do gênero Flavivirus da família Flaviviridae, isolado pela primeira vez a partir de macacos da espécie Rhesus. Após o isolamento do vírus nos finais da década de 1940, foram detectados os primeiros casos de infecção por Zika vírus (ZIKV) em seres humanos no ano de 1952 na Uganda, no ano de 1953 foram igualmente detectados casos na Nigéria e em 1956 mosquitos da espécie Aedes aegypti foram infetados laboratorialmente resultando na transmissão bem sucedida do vírus em ratos em (60%) dos casos4.

Na década de 1960, indivíduos com sorologia positiva para o ZIKV continuaram a ser identificados em inquéritos sorológicos carregados a cabo na Nigéria e também em doentes com quadro febril durante epidemia da (FA) em 19701.

Acredita-se que maior parte da população infectada se apresenta assintomática, porém quando o quadro é sintomático a clínica descrita é: exantema

maculopapular, pruriginoso, febre intermitente,

conjuntivite não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia, astenia, cefaléia9.

As primeiras aparições do Zika vírus foram no continente Africano nos anos de 1977 e 1978, onde inúmeras pessoas com os quadros de febre aguda foram internados em um hospital da Indonésia, nos quais foram encontrados anticorpos contra o ZIKV no soro de 30 pacientes6.

Em fevereiro de 2014, ocorreram pela primeira vez nas Américas, casos da doença que foram encontradas na Ilha de Páscoa (território Chileno no Oceano Pacífico), visto que provavelmente estavam relacionados com o surto na Micronésia e nas outras ilhas do Oceano Pacífico, no ano de 2015 foi confirmado à circulação do vírus no nordeste do Brasil a partir do isolamento viral de casos suspeitos de dengue, em maio de 2015, o vírus zika foi descoberto no Brasil, no estado da Bahia e São Paulo, trazido provavelmente por algum turista7.

Alguns especialistas acham que a introdução do vírus no Brasil se deu durante a maciça vinda de turistas na Copa do Mundo de 201412.

O principal vetor do zika é o Aedes aegypti havendo casos de transmissão vertical, e também, um

único caso de relação sexual registrado. No Brasil há casos que o vetor é o Aedes albopictus que ocasiona a febre zika, o seu período de incubação do ZIKV pode variar de 3 a 7 dias após a picada do mosquito Aedes aegypti ou Aedes

polynesiensis4.

Dentre os Exames Laboratoriais utilizados para o diagnóstico do ZIKV, o mais especifico para a sua detecção é a identificação do RNA viral no sangue do paciente3.

A reação da cadeia de polimerase da transcriptase reversa (RT-PCR) é a técnica de referência para o diagnóstico do ZIKV, tanto na fase de incubação, quanto na fase de latência do vírus, sendo ideal realizar o exame no 4° dia do aparecimento dos sintomas.

Alguns testes como os de ELISA ou de imunofluorescência são amplamente utilizados para a confirmação do diagnóstico do ZIKV, no entanto, devido à baixa concentração de anticorpos Imunoglobulina M (IgM) e Imunoglobulina G (IgG) na fase de incubação, torna-se mais difícil a identificação do vírus no paciente6.

MÉTODOLOGIA

O estudo foi desenvolvido mediante a pesquisa documental complementado com a pesquisa bibliográfica. A pesquisa documental iniciou-se em janeiro de 2016, quando coletados dados para contextualizar a dimensão do problema do zika vírus, seus principais tratamentos e diagnósticos, visando à construção de uma revisão bibliográfica, nos quais foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, Scielo e Science Direct com os descritores “Epidemiologia do ZIKV”, “Diagnósticos do Zikav”, “Zika vírus” e “Aedes aegypti”, em português e/ou inglês, de modo isolado e associados, com o recorte temporal de 2011 a 2017.

Foram encontrados 153 artigos, na qual foram selecionados 80, destes, foram incluídos 25 dos quais se enquadraram no objetivo proposto, de modo fidedigno, com os descritores inclusos no título e/ou resumo.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Ao analisar os artigos selecionados foi observado que cerca de (65%) dos estudos retratavam sobre a

(3)

epidemiologia do ZIKV junto aos seus agentes transmissores e, (35%) mostravam as técnicas para o seu diagnóstico. Visto que, uma quantidade considerável de obras encontradas com o descritor “Epidemiologia do ZIKV” citava algum tipo de diagnóstico específico.

EPIDEMIOLOGIA

A partir de 1951 a 1981, teve-se infecção humana relatada em países africanos. O Zika Vírus causou um surto na ilha Yap dos Estados Federados da Micronésia no Pacifico3. Foi à primeira transmissão documentada fora da

tradicional área endêmica na África e Ásia. Os vírus

Chikungunya e Ross River também eram suspeitos5. No

entanto, as amostras de soro de pacientes na fase aguda da doença continham Ácido Ribonucleico (RNA) de vírus Zika.

A evolução do surto foi relativamente branda: 49 casos confirmados, 59 casos não confirmados, sem óbitos e ausência de internações. É considerada uma doença emergente com potencial de expansão para áreas onde a circulação do Aedes está presente7. E aos poucos o Zikav

vem sendo incidente nas regiões do nordeste com certa frequência (Tabela 1).

Tabela 1- Incidência do zika nas regiões do Nordeste, no período do mês de abril de 2016.

Nordeste Notificações Incidência

MA 1.202 17,4 PI 7 0,2 CE 156 1,8 RN 640 18,6 PB 1.060 26,7 PE 333 3,6 AL 1.479 44,3 SE 348 15,5 BH 25.061 164,8 Média 30.286 53,5

Fonte: Adaptado de (Ministério da Saúde, 2016).

Dentre a sintomatologia desta infecção, na maioria dos casos, é assintomático, o zika poderá ocasionar casos mais severos, como no sistema nervoso central, sendo associada à síndrome de Guillian-Barré1,

microcefalia, que é definida como a medida da circunferência da cabeça menor ou igual a dois desvios padrões abaixo da média para a idade gestacional e sexo

da criança ao nascerem, as consequências em longo prazo da microcefalia dependem de anomalias cerebrais subjacentes, e pode variar de atrasos leves no desenvolvimento motor à graves e déficits intelectuais, podendo ocorrer paralisia cerebral e comprometimento da parte sensorial (visão/audição)9.

Durante o desenvolvimento deste trabalho ainda não era existente vacinas contra o zika vírus, mas cientistas do Instituto Evandro Chagas, em parceria com a Universidade do Texas em Galveston, nos Estados Unidos, estudavam a eficácia do vírus atenuados e, obtiveram resultados animadores em testes com camundongos.

O tratamento é bastante parecido com o da dengue clássica, que inclui a ingestão de grande quantidade de líquido (indispensável para combater a desidratação), para alívio da febre indica-se o uso de acetaminofeno (Paracetamol) ou dipirona e anti-histamínicos podem ser utilizados em caso de erupções pruriginosas, e o zika é caracterizado por mialgia, dor de cabeça, artralgia principalmente nas mãos e nos pés,

conjuntivite não purulentas, complicações

hemorrágicas10.

TRANSMISSÃO

A transmissão do zika ocorre por mosquitos e foi

isolado a partir de um número de espécies do gênero Aedes: Aedes aegypti. Professor Brian Foy, biólogo da Universidade Estadual do Colorado no artrópode Borne e

Infectious Disease Laboratory, visitou o Senegal e foi

mordido em inúmeras ocasiões durante sua pesquisa. Poucos dias depois ao voltar para os Estados Unidos apresentou sintomas de Febre Zika, mas não antes de ter relações sexuais com sua esposa que, posteriormente, apresentou sintomas de infecção pelo vírus Zika1.

Foi a primeira pessoa conhecida por transmitir o vírus a outro ser humano por contato sexual e também pode acarretar na deportação de Hemoglobina corpuscular

(MCH) transplacentária, potencialmente pela

amamentação (o ZIKV foi isolado no leite materno) para a exposição ocupacional laboratório e, potencialmente, pelo sangue. Há um caso descrito pela exposição ao sêmen durante a relação sexual(6).

(4)

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Os sintomas comuns da infecção do zika vírus incluem dor de cabeça leve, erupção cutânea maculopapular, febre, mal-estar, diarreia, conjuntivite e artralgia(2). Os sintomas são autolimitados, segundo a

literatura. O período de incubação do ZIKV pode variar de 3 a 12 dias após a picada. A Polinésia francesa informou aumento significativo de síndromes neurológicas e doenças autoimunes após o surto de 2014, entretanto ainda está em investigação está correlação.

Os sintomas são semelhantes aos da dengue e

chikungunya, mas a evolução é branda, sem relato de

cronificação, complicação ou óbito pela doença(4).

O diagnóstico diferencial faz-se principalmente com dengue e chikungunya. Na seguinte tabela (Tabela 2) são ilustradas as diferenças entre as manifestações clínicas das três doenças (Dengue,Chikungunya e Zika). As patologias exantemáticas causadas por vírus como o

Human parvovirus B19, infeção pelo vírus Epstein- Barr,

sarampo e rubéola entre outras devem também ser investigadas pela sua alta capacidade de transmissão na comunidade. A infecção por ZIKV também deve ser considerada em casos de febre pós-viagem em indivíduos que retornam de países de clima tropical(4).

Tabela 2- Manifestações clínicas provocadas por vírus dengue, vírus chikungunya e vírus Zika.

Fonte: Adaptado de (Manual de Manejo Clínico do Chikungunya, Ministério da Saúde, Brasil, 2014).

TRATAMENTO

Não há vacina ou medicamento preventivo, todos os potenciais ainda passam por estudos in vitro e in vivo, enquanto realizado a presente revisão. Anti-inflamatórios não esteroides /ou analgésicos não salicílicos são

utilizados conforme necessidade individual. Em alguns casos é utilizado analgésico e antipiréticos nos quais o uso deve ser criterioso para se evitar a indução de efeitos adversos, como hepatopatia, alergias e nefropatia(1). O

uso de aspirina (salicilatos) é usado como desencorajado para evitar a indução de fenômenos hemorrágicos em doentes com dengue diagnosticados erroneamente como infecções pelo ZIKV em virtude de o diagnóstico clínico não ser conclusivo e mesmo a análise sorológica apresentar possibilidade de falha(7).

Nos casos de Síndrome de Guillain-Barré (SGB) o tratamento dos portadores ou suspeitos dessa doença, deve ser monitorizado em unidades de cuidados intensivos pelo risco de evolução de paralisia da musculatura respiratória. As opções terapêuticas para a SGB incluem plasmaferese ou imunoglobulina hiperimune intravenosa: ambas são dispendiosas, mas diminuem o tempo até a recuperação(4).

DIAGNÓSTICOS

Os exames laboratoriais mais específicos para o diagnóstico da infecção pelo ZIKV é a identificação do RNA viral no sangue do paciente. A reação da cadeia de polimerase da transcriptase reversa (RT-PCR) é a técnica de referência para o diagnóstico do ZIKV, tanto na fase de incubação, quanto na fase de latência do vírus, sendo ideal realizar o exame no 4° dia do aparecimento dos sintomas(3). Alguns testes como os de ELISA ou de

imunofluorescência são amplamente utilizados para a detecção do ZIKV, no entanto, devido à baixa concentração de anticorpos Imunoglobulina M (IgM) e Imunoglobulina G (IgG) na fase de incubação, torna-se mais difícil a identificação do vírus no paciente(6).

O diagnóstico confirmatório é feito através do RT-PCR ou pesquisa de anticorpos Imunoglobulina M (IgM) e Imunoglobulina G (IgG), dependendo do período de duração da doença(4). O isolamento viral é dificultado pela

baixa viremia apresentada. No momento, não há disponibilidade de testes comerciais para ZIKA-V no mundo, no período pesquisado. No Brasil os exames foram realizados na forma de pesquisa, portanto ainda não há definição do período de evolução dos sinais e sintomas Sintoma Dengue Chikungunya Zika Febre (intensidade) +++ ++ + Mialgia +++ ++ + Exantema + ++ +++ Artralgia +/- +++ + Cefaleia +++ + + Conjuntivite - ++ +++ Discrasia ++ +/- - Choque +++ +/- - Plaquetopenia +++ +/- +/- Neutropenia ++ + SI Linfopenia ++ +++ SI

(5)

para coleta dos exames, bem como da metodologia que será utilizada(3).

Embora os vírus da Imunoglobulina M possam ser observados pelo método de ELISA, o diagnóstico laboratorial é difícil, e a viremia ocasionará o cruzamento rasteiro reatividade de anticorpos com outros flavivírus, incluindo vírus da dengue, confirmação exigindo ensaio de neutralização.

Se a viremia período não tiver sido estabelecido, a detecção do vírus durante 3 a 5 dias após o início dos

sintomas(9). Estudos investigaram a utilidade de

diagnóstico PCR-ARN VZIK em -TR urina; no estudo VZIK- ARN foi detectada em Amostras de urina de 6 pacientes, amostras de urina que resultaram fortemente positivos, com uma estimativa de (0,7) a carga viral máxima 220,106 cópias/ml. Todos os casos com amostras ARN sequencial VZIK- foram detectados em ≤15 dias (intervalo de 10 dias> 20 dias) após o início dos sintomas(5).

Este método não é invasivo, mas é validado maior número de amostras. A saliva é outro agente investigado, pois apresenta um fluido corporal que tem sido estudado para o diagnóstico de VZIK, os resultados indicam detecção viral mais frequentemente saliva quando comparado com o sangue(6).

Tabela 3 – Testes de diagnósticos mais utilizados na detecção do Zikav, 2015.

Fonte: adaptado de(6).

MEDIDAS DE CONTROLE

O Aedes aegypti é um agente altamente sinantrópico, que retira partido dos ambientes peridomésticos, podendo fazer os seus repastos sanguíneos no interior das habitações humanas5.

É importante ressaltar que, um método de medidas para controle vetorial é baseadas na utilização de inseticidas. Porém, podem ser complicadas por (I) restrições financeiras, (II) questões logísticas, (III)

disseminação de resistências na população vetorial, à eliminação dos criadouros de larvas assume um papel importante no controle deste vetor.

As medidas de proteção individual também devem ser usadas, os repelentes com frequência e a instalações de telas em janelas e portas.

A vigilância em saúde deve priorizar a detecção e a analisar casos suspeitos com o objetivo de combater a transmissão em áreas mais problemáticas, sendo que os indivíduos com doença ativa ou que a tiveram recentemente não podem doar sangue11.

CONCLUSÃO

O método de diagnóstico mais disponível atualmente é o PCR, sendo um exame de alta complexidade que só é realizado em laboratórios muito especializados. Nas regiões em que já houve diagnóstico laboratorial para zika, os diagnósticos desses outros pacientes devem ser clínicos, pela avaliação dos sintomas que o paciente apresenta.

Um dos problemas da PCR é que ela só detecta a presença do vírus em um período de cinco dias depois do aparecimento dos sintomas. Já são existentes testes sorológicos capazes de detectar os anticorpos contra o vírus, que poderia detectar a infecção em uma janela maior de tempo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou ao menos três testes do tipo, mas eles ainda não estão disponíveis comercialmente.

Contudo, a efetividade das políticas de prevenção e o financiamento público insuficiente para dar cobertura a essa questão, onde o déficit em apoio financeiro tem retardado o avanço das pesquisas por cientistas brasileiros.

REFERÊNCIAS

1 CRUZ, A.B; RAMOS, R. D. D; MORALES, A. B. L; MUÑIZ, C.G; OSORIO, A.V; CERVERA, H. A. Z; DÁVILA, J. J. A. Lineamientos técnicos para la prevención, diagnóstico y tratamiento de la infección por virus Zika. Rev Med Inst Mex Seguro Soc. 2016;54(2):211-24

2 ZANLUCA, C; MELO, V. C. A; MOSIMANN, A. L. P; SANTOS, G. I; SANTOS, C. N; LUZ,K .First report of autochthonous transmission of Zika virus in Brazil. Financial support: FIOCRUZ, CNPq, CAPES, Fundação Araucária, Mem Inst Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. 110(4), June 2015. Diagnósticos Método

RNA No RNA viral do sangue ELISA Anticorpos IgM e IgG Imunofluorescência Anticorpos IgM e IgG RT-PCR Anticorpos IgM e IgG PCR-ARN VZIK TR urina

(6)

3 GAYTÁN, D. A. C; HERNÁNDEZ, S. A. G. Manifestaciones clínicas del virus Zika. Rev Med Inst Mex Seguro Soc. 2016;54(2):225-9.

4 JUNIOR, V. L. P; LUZ, K; PARREIRA, R; FERRINHO, P .Vírus Zika: Revisão para Clínicos. Revista Científica da Ordem dos Médicos, Acta Med Port 2015 Nov-Dec;28(6):760-765.

5 CHAVES, M. R. O; BERNARDO, A. S; BERNARDO, C. D; FILHO, J. F.D; PAULA, H. S.C; PASSOS, X.S. Dengue, Chikungunya e Zika: a nova realidade brasileira. Instituto de ciências da saúde, Universidade Paulista, Aparecida de Goiânia- GO, 2015.

6 CARVAJAL, A.C; PEÑA, S. O; OLETTA, J. F. L .Infeccion por Virus Zika (VZIK): Arbovirosis emergente en las Americas. MED INTERNA (CARACAS) VOLUMEN 31 (1) – 2015 7 FAYE,O; FREIRE, C. C. M; IAMARINO, A; FAYE, OUSMANE; OLIVEIRA, J. V. C; DIALLO, M; ZANOTTO, P. M. A; SALL, A. A. Molecular Evolution of Zika Virus during Its Emergence in the 20th Century. PLOS Neglected Tropical Diseases , January 2014 , Volume 8 , Issue 1.

8 FREIRE, C. C.M; LAMARINO, A; NETO, D. F.L; SALL, A. A; ZANOTTO, A. M. A. .Spread of the pandemic Zika virus lineage is associated with NS1 codon usage adaptation in Humans. bioRxiv preprint first posted online November 25, 2015;

9 MOREIRA, A. S; DE OLIVEIRA, P. A. B. Infecção pelo zika vírus e malformações do sistema nervoso central. UNIFESO, v.1, n.1, ano 2016.

10 Febre Amarela: saiba quem deve se

vacinar.Link:http://portalsaude.saude.gov.br/index.php /oministerio/principal/secretarias/svs/zika. Acessado dia 28 de janeiro de 2017, as 17h30 min.

11 Viviane C. Maniero; Maísa O. Santos; Ricardo L. Ribeiro; Patrícia A. C. de Oliveira; Talitha B. da Silva; Andrea B. Moleri; Isis R. Martins; Cristiane C. Lamas; Sergian V. Cardozo. Dengue, chikungunya e zika vírus no brasil: Situação epidemiológica, aspectos clínicos e medidas preventivas. UNIVERSIDADE UNIGRANRIO, V. 1, N. 1, ano 2016.

12 LUZ, K.G; SANTOS, G.I. V; VIEIRA, R. M. Febre pelo zika virus. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Instituto de Medicina Tropical, Natal-RN, Brasil, Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, dez 2015.

Referências

Documentos relacionados

Este trabalho buscou, através de pesquisa de campo, estudar o efeito de diferentes alternativas de adubações de cobertura, quanto ao tipo de adubo e época de

O objetivo do curso foi oportunizar aos participantes, um contato direto com as plantas nativas do Cerrado para identificação de espécies com potencial

esta espécie foi encontrada em borda de mata ciliar, savana graminosa, savana parque e área de transição mata ciliar e savana.. Observações: Esta espécie ocorre

O valor da reputação dos pseudônimos é igual a 0,8 devido aos fal- sos positivos do mecanismo auxiliar, que acabam por fazer com que a reputação mesmo dos usuários que enviam

Esta pesquisa discorre de uma situação pontual recorrente de um processo produtivo, onde se verifica as técnicas padronizadas e estudo dos indicadores em uma observação sistêmica

Devido à importância epidemiológica da Doença de Chagas, a técnica de biologia molecular utilizando como ferramenta a eletroforese capilar, podem ser utilizadas

Garreta-Harkot et al (1991) e Acserald (2006) consideram que tais conflitos comprometem a manutengao das atividades no espago e o desconhecimento das vulnerabilidades e limites

No ano de 2015 foi observada uma relação temporal entre o aumento de notificações de microcefalia e o surto de infecção pelo Zika Vírus (ZIKV) tornando-se um