• Nenhum resultado encontrado

EIXO TEMÁTICO I

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "EIXO TEMÁTICO I"

Copied!
30
0
0

Texto

(1)

24

EIXO TEMÁTICO I

Cuidado ao recém-nascido e família no âmbito da atenção básica e hospitalar

(2)

25

32233 - Perfil epidemiológico dos nascimentos: indicador para planejamento da assistência materno

infantil

Ivanete Fernandes do Prado

Universidade do Estado da Bahia – UNEB/ Universidade Católica de Brasília – UCB

Elionara Teixeira Boa Sorte

Universidade do Estado da Bahia – UNEB/Universidade Federal da Bahia

Jaciara Xavier de Oliveira

Programa de Saúde da Família

Nanci Maria França

Universidade Católica de Brasília - UCB

Introdução: O conhecimento das informações relacionadas aos nascimentos através da análise dos dados contidos nas declarações de nascidos vivos é uma ferramenta importante na elaboração de indicadores de saúde da mulher e da criança em seus aspectos epidemiológicos e demográficos, que representam a realidade de um município, estado ou país no planejamento da assistência materno infantil. A utilização desses indicadores possibilita o conhecimento do perfil da população e consequentemente, fornece informações necessárias para priorização de ações pelos gestores dos serviços de saúde (CORREIO, 2016). Traçar o perfil epidemiológico da saúde materno infantil é fundamental para promover melhoria na atenção à saúde das gestantes, uma vez que identificar fatores de risco associados ao ciclo gravídico-puerperal possibilita direcionar e adotar medidas adequadas à realidade local. Neste sentido, orientações sobre estilo de vida saudáveis incluindo práticas corporais/atividade física devem ser inseridas na rotina de atendimento a gestante, porque dentre outros benefícios, destacam-se: a melhora da postura e do equilíbrio, a prevenção de doenças cardiovasculares, a manutenção do peso, o equilíbrio dos níveis glicêmicos, a melhora da autoestima, maior controle na musculatura do assoalho pélvico, oferecendo maior suporte ao feto e ainda prevenindo a ocorrência de incontinência urinária e o melhor controle dos níveis pressóricos (GIACOPINI, 2016; REZENDE, 2016). Objetivo: Objetivou-se neste estudo descrever o perfil epidemiológico dos nascimentos num município da microrregião de Guanambi e comparar com a Bahia, Região Nordeste e Brasil. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo, com abordagem quantitativa, realizado com base nos dados secundários disponíveis no banco de dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, provenientes das declarações de nascidos vivos. As distribuições de frequências das características dos nascimentos no município em estudo foram comparadas com as distribuições do estado, da região e do país pelo teste de Qui-quadrado, considerando o nível de significância de 5%. Resultados: Os resultados apontaram que na comparação dos perfis dos nascimentos, o município encontra-se em melhor situação, porque apresentou menor percentual de mães adolescentes e solteiras, de nascimentos prematuros, de gravidez dupla e maior percentual de mães com mais de oito anos de estudo, sete ou mais consultas de pré-natal e Apgar entre oito e dez no primeiro e quinto minuto de vida do recém-nascido. Já em relação ao peso ao nascer e tipo de parto, o município encontra-se em desvantagem, pois apresentou menor porcentagem de peso entre 3000 e 3999 e maior de peso < que 2500 gramas. Com relação ao tipo de parto apresentou maior percentual de partos cesáreos que a Bahia e o Nordeste, porém menor que o Brasil. Conclusões: Diante desses resultados, políticas de incentivo à promoção da prática de atividade física durante a gestação podem ser uma alternativa de efeito positivo sobre os desfechos materno infantis, visto que essa prática pode contribuir para menores prevalências de parto cesáreo e baixo peso ao nascer. Conclui-se ainda que, a declaração de nascidos vivos é um importante instrumento para conhecimento da realidade epidemiológica municipal, avaliação e planejamento de estratégias e ações referentes a qualidade da assistência materno infantil.

Descritores: Saúde Coletiva; Nascimento vivo; Sistema de informação; Assistência materno infantil; Atividade física. Referências

CORREIO, R.A.S.; CORREIO L.F.; CORREIO M.A.B. Perfil epidemiológico dos nascidos vivos no município de Chapecó-SC. Ver Eletron Comum Inf inov Saúde. v.10, n 1, 2016.

GIACOPINI, S.M.; OLIVEIRA, D.V.; ARAÚJO, A.P.S. Benefícios e Recomendações da Prática de Exercícios Físicos na Gestação. Revista BioSalus. v.1, n.1, p.1-19, 2016.

REZENDE, R.S.; MARCHIORI, T.P.; TEODORO, E.C.M. Exercício aeróbico em gestantes com pré-eclâmpsia. Revista

(3)

26

32234 - Associação dos fatores de risco gestacional com prematuridade e baixo peso ao nascer

Ivanete Fernandes do Prado

Nanci Maria França

Introdução: A prematuridade e o baixo peso são considerados os principais determinantes do risco de morrer no período neonatal e podem estar associados com baixa escolaridade, não realizar atividade remunerada, parto cesáreo, oligodrâmnio, descolamento prematuro da placenta e pré-eclâmpsia (GONZAGA et al., 2016). Esses fatores favorecem a prematuridade, síndrome do desconforto respiratório, sepses (AL-RIYAMI et al., 2013), restrição do crescimento intrauterino, morte intraútero e baixo peso ao nascer. Estas são intercorrências que, isolados ou em associação, estão relacionadas com o maior risco de morrer no primeiro ano de vida, com os problemas de desenvolvimento na infância e com a maior probabilidade de ocorrência de várias doenças na vida adulta (COSTA et

al., 2014). Objetivo: Este estudo objetivou identificar a prevalência de fatores de risco durante a gestação e

associa-los com a prematuridade e o baixo peso ao nascer. Metodologia: Estudo tipo caso-controle realizado no hospital público, utilizando as declarações de nascidos vivos e prontuários das gestantes. A população foi composta por 207 gestantes e 212 recém-nascidos vivos, divididos em grupo-caso e grupo-controle. Foi utilizado um protocolo de pesquisa para registro dos dados do recém-nascido, dados mãe, gestação/parto e fatores de risco gestacional: hemorragia, deslocamento prematuro de placenta, placenta prévia, amniorrexe prematura, oligoddrâminio, TORCHS, infecção do trato urinário, alcoolismo, diabetes, hipertensão, tabagismo, uso de medicações e drogas e parto. O estudo teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa sob o parecer nº 913.952. As associações das possíveis variáveis preditoras da prematuridade e baixo peso ao nascer foram analisadas por meio de modelos hierarquizados de regressão logística múltipla. Resultados: A prevalência de mães que apresentaram fatores de risco gestacional na amostra estudada foi de 53,3%. Foram analisados os fatores de risco gestacional mais comuns: amniorrexe prematura (18,4%), hipertensão arterial (13,2%), infecção urinária (11,8%) e oligodrâmnio (8,5%). Houve associação significativa (p<0,05) entre os fatores de risco gestacional e a prematuridade. A hipertensão arterial esteve associada tanto com a prematuridade, quanto com o baixo peso ao nascer. Os fatores de risco gestacional e a prematuridade também estiveram associados com o baixo peso do recém-nascido (p<0,05). Mães com hipertensão apresentam 3,47 (IC95%: 1,37-8,81) vezes mais chance de ter filho prematuro e 2,55 (1,03-6,32) vezes mais chance de ter filho com baixo peso, mães que apresentam outros fatores de risco que não a hipertensão têm 2,21 (IC95%:1,13-4,31) vezes mais chance de ter filho prematuro (p<0,05) e 1,79 (IC95%: 0,96-3,36) vez mais chance de ter filhos com baixo peso (p=0,0681), quando comparadas com mães sem fatores de risco gestacional. As mães com menos de sete consultas pré-natais têm 2,31 (1,22-4,34) vezes mais chance de ter filho prematuro do que as com pelo menos 7 consultas (p<0,05). O baixo peso não esteve associado com o número de consultas de pré-natal. Conclusões: Fatores de risco gestacional pode induzir a prematuridade e o baixo peso ao nascer. Frente a esse desfecho, orienta-se que gestantes nessa situação sejam encaminhadas e asseguradas do acompanhamento de alto risco, bem como orientadas sobre estilos de vida saudáveis e prática de atividade física.

Descritores: Fatores de risco; Prematuridade, Baixo peso ao nascer, Promoção da saúde, Atividade física. Referências:

1.Gonzaga ICA, et al. Atenção pré-natal e fatores de risco associados à prematuridade e baixo peso ao nascer em capital do nordeste brasileiro. Ciência & Saúde Coletiva, 2016; 21(6) :1965-1974.

2.Al-Riyami N, et al. Perinatal outcome in pregnancies with extreme preterm premature rupture of membranes (Mid-Trimester PROM). Sultan Qaboos Univ Med J. 2013; 13(1):38-42.

3.Costa GM, et al. Determinantes do baixo peso ao nascer a partir das declarações de nascidos vivos. Ciência e Enfermeria, 2014; XX(3):21-31.

(4)

27

32256 - Uma proposta de protocolo em transporte neonatal

Fabíola Santos LinoI, Silvana Santiago da RochaII , Fabiane do Amaral Gubert III , Fernanda Valéria Silva Dantas AvelinoIV Ana Maria Ribeiro dos SantosV

*

Artigo extraído de dissertação de mestrado em enfermagem intitulada: Cuidados em transporte neonatal: uma contribuição para a enfermagem.

Introdução: o cuidado ao neonato inicia-se desde a concepção e continua após o nascimento por meio de uma assistência efetiva que atenda a criança em suas necessidades. O transporte inter-hospitalar de recém-nascidos é um trabalho que envolve atividades de organização, comunicação, recursos humanos e materiais para um deslocamento seguro (ALBUQUERQUE et al., 2012). O enfermeiro destaca-se como membro da equipe de remoção e a capacitação profissional deve incluir o uso de protocolos para guiar os cuidados, pois ajuda no desenvolvimento de habilidades e na atuação em equipe (SNOW, 2014). Objetivo: Trata-se de um recorte de dissertação de mestrado que objetivou desenvolver, em conjunto com os enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, uma proposta de protocolo de cuidados de enfermagem no transporte neonatal inter-hospitalar. Metodologia: Estudo qualitativo, baseado no referencial metodológico da Pesquisa Convergente-Assistencial, que possui relação com a prática assistencial, com o objetivo de solucionar ou minimizar problemas, executar mudanças e gerar inovações no cuidado, com potencial para construções teóricas. (TRENTINI; PAIM, 2004). Os participantes foram dezessete enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. A coleta de dados ocorreu nos meses de fevereiro, março e abril de 2015 por meio de entrevistas com roteiro semiestruturado e quatro grupos focais. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (Parecer nº 886.186). Resultados: os relatos provenientes das entrevistas e grupos focais resultaram na construção coletiva de uma proposta de protocolo de cuidados de enfermagem em transporte neonatal inter-hospitalar. A proposta foi realizada com base nos cuidados expostos pelos participantes durante os grupos focais e posteriormente justificados com base na literatura atual. O protocolo possui duas etapas. A primeira contempla os cuidados de enfermagem antes do transporte e a segunda refere-se aos cuidados de enfermagem durante e após a remoção neonatal. A fase prévia à remoção da criança é rica em diversas abordagens, como as orientações para prevenção de infecções; conferência dos equipamentos; comunicação e acolhimento do neonato. A assistência durante o deslocamento da criança destaca-se pelo zelo e avaliação do neonato, além de atenção aos parâmetros apresentados pelos monitores e redução da manipulação da criança. Na fase pós-transporte houve valorização do registro dos cuidados, organização dos materiais, desinfecção da incubadora, equipamentos e viatura. Conclusões: o enfermeiro precisa de uma boa fundamentação para executar um cuidado efetivo na transferência de neonatos. O diálogo entre profissionais e o respeito à realidade do serviço apoiam a execução de protocolos em prol da segurança do cuidado ao neonato.

Descritores: Transporte de Pacientes; Recém-Nascido; Enfermagem Neonatal. Referências

Albuquerque AMA, et al. Avaliação da conformidade do transporte neonatal para hospital de referência do Ceará. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 2012; 12(1):55-64.

Snow TM. Successful transportation managing common respiratory conditions of precious cargo: becoming na expert neonatal transport nurse. Advances in Neonatal Care, 2014; 14(5):S1-2.

Trentini M, Paim L. Pesquisa convergente assistencial. 2. ed. Florianópolis: Insular, 2004

I

Secretaria de Estado da Saúde do Piauí/ Mestre em Enfermagem, Enfermeira do Hospital Infantil Lucídio Portela

II Universidade Federal do Piauí- UFPI / Enfermeira, Profª Drª do Programa de Graduação e Pós- Graduação em Enfermagem III

Universidade Federal do Ceará- UFC / Enfermeira, Profª Drª do Programa de Graduação e Pós- Graduação em Enfermagem IV

Universidade Federal do Piauí- UFPI / Enfermeira, Profª Drª do Programa de Graduação e Pós- Graduação em Enfermagem V Universidade Federal do Piauí- UFPI / Enfermeira, Profª Drª do Programa de Graduação e Pós- Graduação em Enfermagem

Autor correspondente: Rua Governador Raimundo Artur de Vasconcelos, 220 - Centro (Sul), Teresina - PI, 64001-450, e-mail:

(5)

28

32383 - Assistência de enfermagem em UTI neonatal a recém-nascido com ictiose lamelar: relato de caso

Etiene Leticia Leone de Moraes1;Marcia Helena de Souza Freire2 ; Izabela Linha Secco1 ; Regiane Queiroz Afonso1 ; Taine Costa1

Intodução: A ictiose lamelar congênita é uma doença de herança autossômica recessiva, caracterizada por queratinização defeituosa e descamação da epiderme, frequentemente relacionada a consanguinidade entre os pares. A incidência é de 1:300 000, apresenta igual distribuição entre o gêneros, envolve uma mutação no gene TGM1 no cromossomo 14 (Vahlquist; Gânemo; Virtanen, 2008). É aparente logo ao nascimento, o neonato apresenta-se envolto em uma membrana de material córneo, que descama nos próximos dias, formando um eritema difuso, que evolui para escamas espessas por toda a superfície corporal, predominante em áreas flexoras. Pode ocorrer ectrópio e eclábio, associado a distrofias ungueais e alopecia (Elder et al., 2001). O diagnóstico é predominante clínico, a biópsia da pele é considerada um exame complementar. A insuficiência respiratória pode ser uma complicação, assim como infecções secundárias devido às fissuras na pele (Azulay; Azulay, 2006; Elizondo; Del Pino Rojas, 2010; Montes, 2011). Objetivo: Relatar a implementação de um protocolo de cuidados de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal a um recém-nascido com Ictiose Lamelar Congênita. Metodologia: Relato de caso, realizado no período de junho a agosto de 2016, em um Hospital Infantil do estado do Paraná. Aprovado pela instituição e pelo Comitê em Pesquisa com Seres Humanos e com termo de consentimento assinado pela mãe. Resultados: Recém-nascido a termo, nasceu às 12:35 do dia 06 de junho de 2016, primogênito de uma família residente no interior do Paraná, parto vaginal. Peso 2160g, Apgar 9/10. Ao nascimento apresentou-se envolto em membrana de material córneo, que após descamação evolui para lesões em pele por todo o corpo. A mãe relatou que o pai apresentou quadro descamativo ao nascimento. Ambos, primos de primeiro grau. À admissão na UTI Neonatal, o recém-nascido apresentava placas laminares descamativas generalizadas, além de fissuras extensas e membrana endurecida (carapaça) em todo o corpo. Também, apresentava ectrópio e eclábio. Os cuidados de enfermagem presentes no protocolo basearam-se em: manter a integridade da pele mediante hidratação e lubrificação contínua com emolientes, controle da temperatura, nutrição e prevenção de infecções secundárias. O recém-nascido foi mantido em incubadora aquecida e umidificada para prevenir o ressecamento da pele, hidratação da pele com vaselina líquida por 58 dias e após este período como a pele estava sem descamação, foi liberado Cetaphil creme, banho com aveia e clorexidina degermante diariamente, compressas mornas com chá de camomila a cada 12 horas, agrupamento dos cuidados, pois o manuseio causava irritabilidade, hidratação da pele com vaselina líquida a cada 2 horas e para amenizar a dor, realizado contato pele a pele diariamente. Para evitar lesões nas córneas foi utilizado Genteal colírio lubrificante de 4/4h. Conclusão: A implementação de protocolo de assistência de enfermagem foi parte essencial do tratamento multidisciplinar do recém-nascido, com melhora das condições da pele e mucosas, prevenção de infecções, melhores condições de sobrevida, com garantia de autonomia dos pais nos cuidados no domicílio e adesão ao tratamento.

Descritores: Ictiose Lamelar, Recém-nascido, Cuidados de Enfermagem Referências

Azulay RD, Azulay DR. Dermatologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. Elder D, et al. Histopatologia da pele de Lever: manual e atlas. Barueri: Manole; 2001.

Elizondo ADP, Del Pino Rojas GT. Ictiosis graves del recién nacido: una patología infrecuente. Archivos De Investigación Materno Infantil, 2010; 2(2):56-9.

Montes GAA, et al. Ictiosis Arlequín: Reporte de un caso en Honduras y Revisión de la Literatura. Consejo Editorial 2011-2012, 2011; 79(4):199.

1

Hospital Infantil Waldemar Monastier – Campo Largo – PR. 2

(6)

29

32394 - Fatores associados ao acesso do recém-nascido a serviços de saúde e ações de enfermagem

Poliana Remundini de Lima1; Maria Cândida de Carvalho Furtado2; Jéssica

Batistela Vicente3;Waldomiro Roberto Tavares4;Márcia Cristina Guerreiro dos Reis5

Introdução: Considerando a importância do acesso aos serviços de saúde e do cuidado integral para redução do Coeficiente de Mortalidade Infantil, que ainda apresenta números expressivos, o Programa Floresce uma Vida possui como foco principal a articulação entre a atenção hospitalar e a rede básica de saúde, mediante o agendamento, após o nascimento, da primeira consulta neste nível de atenção, especificamente dos recém-nascidos (RN) usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) residentes no município (FURTADO, 2010). Objetivos: O estudo tem como objetivo geral analisar o acesso, após o nascimento, ao atendimento de enfermagem na rede básica de serviços públicos de saúde de RN residentes em um município do interior paulista. Como objetivos específicos tem-se, descrever o acesso dos RN às ações de enfermagem ofertadas na rede básica de saúde do município de Ribeirão Preto – SP e identificar os fatores associados a esse acesso. Metodologia: Estudo transversal, analítico. Participaram 22.463 RN usuários SUS nascidos e residentes no município no período de 01 de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2014. Os dados foram obtidos a partir das planilhas do Programa Floresce uma Vida da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto, sendo utilizado o programa Statística versão 12.0 para processamento dos mesmos. Na fase descritiva da análise, buscou-se informações que identificassem melhoria no acesso aos serviços de saúde, contemplando o atendimento da criança na primeira semana de vida. Na fase analítica, foram verificadas associações entre as variáveis peso ao nascer, idade materna, número de consultas de pré-natal realizadas e paridade e a variável acesso dos RN às ações de enfermagem na rede básica. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Ofício Nº 152/2015). Resultados: No período estudado, nasceram 41.267 crianças, das quais 54,4% são usuárias SUS; 10,6% apresentaram baixo peso e 11,4% foram agendadas para atendimento no Serviço de Estimulação Precoce. Ações preconizadas para a primeira semana de vida, como triagem neonatal, vacina BCG e consulta de enfermagem, apresentaram cobertura inferior ao esperado, principalmente quando se analisa a realização destas três ações no mesmo dia. Dentre as crianças que não realizaram esses três procedimentos no mesmo dia, identificou-se como maioria aquelas que apresentaram peso adequado ao nascer e cujas mães, com idade entre 20 e 34 anos, realizaram sete ou mais consultas de pré-natal. Conclusões: As informações obtidas através do estudo, constituem-se instrumento para gestores e equipes de saúde identificarem as fragilidades que são passíveis de intervenções e reavaliarem as estratégias de atendimento ao RN, qualificando a assistência prestada, mediante a garantia do acesso em tempo oportuno e do cuidado integral, transpondo resultados para realidades semelhantes a nível regional e/ou nacional.

REFERÊNCIAS:

Furtado MCC, Mello DF, Parada CMGL, Pinto IC, Scochi CGS. Avaliação da atenção ao recém-nascido na articulação entre maternidade e rede básica de saúde. Rev. Eletr. Enf., 2010; 12(4):640-6.

DESCRITORES: Recém-nascido, cuidado pós-natal, cuidado de enfermagem, avaliação em saúde.

1

Aluna de Mestrado da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP. E-mail: [email protected] 2

Professor Doutor Associado junto ao Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública (EERP/USP). E-mail: [email protected]

3

Aluna de Doutorado da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto /USP. E-mail: [email protected] 4

Enfermeiro da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto. E-mail: [email protected] 5

(7)

30

32410 - Implementação de protocolo de enfermagem de prevenção e tratamento da dermatite de fraldas

em recém-nascidos

Natália Pinheiro Braga Sposito I,II; Isabel Cristina Coelho Pires Gouveia I; Lílian Mara Rondello Nepomuceno I; Rosangela Venâncio da Silva I; Gilceria Tochika Shimoda I

I

Enfermeira, Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. II

Docente da graduação em Enfermagem, Universidade Cidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Introdução: Durante a hospitalização, a dermatite de fraldas é frequente em recém-nascidos, sendo considerada uma das principais causas de afecções de pele em lactentes e crianças (STAMATAS, 2014). Embora o grau de severidade das lesões varie de leve a moderada na maioria dos casos, gera desconforto e dor, havendo necessidade de tratamento e de adoção de medidas preventivas. A medida mais efetiva de prevenção é eliminar o contato direto da pele com urina e fezes(HORII, 2013), a fim de manter a área das fraldas seca, evitando a irritação e maceração da pele. Objetivo: Este estudo teve como objetivo geral melhorar a qualidade da assistência de enfermagem na prevenção e tratamento da dermatite de fraldas nos recém-nascidos internados na Unidade Neonatal, a fim de reduzir a incidência desta intercorrência. Metodologia: realizou-se estudo quase experimental, composto por três fases: realização de auditoria de base envolvendo conhecimento da equipe de enfermagem e cuidadores dos recém-nascidos, bem como incidência da dermatite de fraldas, implementação de boas práticas, incluindo a realização de treinamento da equipe de enfermagem quanto às melhores práticas baseadas em evidências na prevenção e tratamento inicial da dermatite de fraldas, e auditoria pós-implementação, utilizando os mesmos critérios auditados na fase um. Resultados: A descrição de aplicação de creme barreira no períneo aumentou de 2% para 27%, a porcentagem de profissionais de saúde que referiram ter recebido educação sobre prevenção da dermatite de fraldas aumentou de 21% para 96%, e a porcentagem de cuidadores que referiram ter sido orientados sobre prevenção e tratamento da dermatite de fraldas aumentou de 39% para 94%. A taxa de recém-nascidos que apresentou dermatite de fraldas durante a internação diminui de 72,7% para 40,5%. Conclusões: Foi obtida melhora na incidência de dermatite de fraldas, conhecimento dos pais e da equipe de enfermagem, porém as taxas de registro da condição do períneo na Evolução diária e dos cuidados com o períneo na anotação de enfermagem permaneceram abaixo do desejado. Portanto, é necessário continuar orientando tanto os pais quanto os cuidadores sobre a prevenção da dermatite de fraldas, e reforçar com a equipe de enfermagem a importância de manter os cuidados implementados e melhorar o conteúdo dos registros realizados.

DESCRITORES: Dermatite das fraldas; Recém-nascido; Enfermagem Neonatal; Auditoria Clínica. Referências:

Horii KA, Prossick T. Overview of diaper dermatitis in infants and children. UpToDate. 2013. Disponível em: <http://www.uptodate.com/contents/overview-of-diaper-dermatitis-in-infants-and-chidren>. Acesso em: 05 dez. 2013.

STAMATAS, G. N.; TIERNEY, N. K. Diaper Dermatitis: etiology, manifestations, prevention, and management. Pediatric Dermatology, Hoboken, v. 31, n. 1, p. 1-7, jan-fev. 2014.

(8)

31

32416 - Avaliação e manejo da dor em recém-nascidos internados em unidade de terapia intensiva:

estudo longitudinal

Natália Pinheiro Braga Sposito I, II; Lisabelle Mariano Rossato III; Mariana Bueno III; Taine Costa IV, V; Danila Maria Batista Guedes IV

I

Enfermeira do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. II

Docente da graduação em enfermagem, Universidade Cidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

III Docente do Departamento de Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica, Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

IV

Doutoranda em Enfermagem, Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. V Enfermeira do Hospital Infantil Waldemar Monastier, Paraná, Brasil.

Introdução: Os recém-nascidos (RNs) compõem uma população vulnerável à dor, e a vivência repetida desta experiência pode resultar em prejuízos para seu desenvolvimento (GRUNAU, 2006). Estudos retratam realidade alarmante vivenciada na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), onde o número de procedimentos dolorosos realizados diariamente é expressivo (CRUZ, 2016). Objetivos: determinar a prevalência da dor; identificar o tipo e a frequência de procedimentos invasivos aos quais os RN são submetidos, e verificar as medidas não farmacológicas e farmacológicas implementadas no alívio da dor. Metodologia: Estudo retrospectivo e longitudinal composto por todos os RNs internados na UTIN de um hospital universitário da cidade de São Paulo durante período de 12 meses. Das 188 internações ocorridas, 15 foram excluídas conforme os critérios estabelecidos e houve 2 perdas, o que resultou em 171 internações referentes a 150 RNs. A coleta dos dados foi realizada em impresso próprio por meio de leitura dos prontuários e a presença de dor foi avaliada com base na escala NIPS (Neonatal Infant Pain Scale) e presença de anotação de enfermagem sugestiva de dor. Para a análise estatística, utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) e foi adotado nível de significância de 5%. Resultados: Os RNs foram submetidos à média de 6,6 procedimentos invasivos por dia, e os mais frequentes foram punção de calcâneo (35,75%) e aspiração de vias aéreas (26,02%). Somente 3,6% dos procedimentos foram realizados sob analgesia ou sedação realizadas especificamente para sua realização. Apenas 32,5% dos registros de dor (NIPS ou anotação de enfermagem sugestiva de dor) resultaram na adoção de condutas para seu alívio, e os fármacos mais administrados para esta finalidade foram: o hidrato de cloral, o midazolam e a dipirona. As intervenções não farmacológicas mais frequentes foram a sucção não nutritiva e o posicionamento ventral. Conclusões: Em 50,3% das internações foi realizado, ao menos, 1 registro de dor, conforme a aplicação da NIPS, ou a anotação de enfermagem sugestiva de dor. A associação da NIPS com anotação de enfermagem sugestiva de dor implicou em melhores índices de intervenção. Contudo, a presença de dor, de acordo com a NIPS, não resultou em maiores taxas de intervenção para seu alívio.

Descritores: Medição da dor; Manejo da dor; Recém-nascido; Enfermagem Neonatal. Referências:

Cruz MD, Fernandes AM, Oliveira CR. Epidemiology of painful procedures performed in neonates: A systematic review of observational studies. European Journal of Pain, 2016; 20(4):489-98.

Grunau RE, Holsti L, Peters JW. Long-term consequences of pain in human neonates. Seminars in Fetal & Neonatal Medicine, 2006; 11(4):268-75.

(9)

32

32436 - Identificação das escalas de vínculo mãe-filho: uma revisão integrativa

Andréa Maria Alves Vilar

Enfermeira. Mestre em Saúde Materno-Infantil (FM/UFF). Especialista em Terapia Intensiva Pediátrica (IFF/FIOCRUZ). Enfermeira do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Plantonista da Unidade Neonatal do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ). Participante do Grupo de Inovação e Tecnologia (UERJ). Rio de Janeiro (RJ), Brasil. E-mail: [email protected]

Rosângela Da Silva Santos

Enfermeira. Doutora em Enfermagem (EEAN/UFRJ). Professor Adjunto da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Coordenadora do Grupo de Pesquisa Inovação e Tecnologia(UERJ). Orientador de Doutorado. Pesquisador do CNPq e FAPERJ. Rio de Janeiro (RJ), Brasil. E-mail:[email protected]

Objetivo: identificar artigos publicados na literatura científica acerca de escalas que mensurem o vínculo entre mãe-filho. Metodologia: Revisão integrativa. A pesquisa foi realizada nas bases de dados: LILACS, MEDLINE, SciELO e CAPES, com os descritores em português e inglês, num período de 2001 a 2015. Foram evidenciados inicialmente 490 estudos, porém apenas 08 artigos atenderam aos critérios de inclusão, descrevendo estudos nacionais e internacionais (03 em inglês e 05 em português), através da combinação dos descritores: “escala AND vínculo mãe-filho”, “relação mãe-filho AND instrumento”, “newborn AND relationship mother AND assessment”, e “newborn AND relationship mother-child AND instrument”. Resultados: Os estudos tiveram como autor principal o predomínio de médicos (62,5%), seguido por psicólogos (25%) e enfermeiros (12,5%). Apesar da relevância do enfermeiro no cotidiano do trabalho com o binômio mãe-filho, pouco se pesquisa sobre a temática, no que tange a aplicação de instrumentos de medida para avaliação do vínculo. Há a existência de instrumentos que utilizam a visão materna e a do pesquisador para a avaliação do vínculo, estes se mostraram através das 19 variações de instrumentos apresentados, sendo distribuídos em: 7 escalas , 6 questionários, 3 inventários, 1 método de observação, 1 sistema de codificação e 1 sistema de intervenção. Será apresentada uma sumária descrição de cada instrumento, seus objetivos, grupo-alvo e, alguns instrumentos apontaram ainda evidencias de validade e fidedignidade. Que há maior aplicabilidade e variedade dos instrumentos com a estrutura de escalas, inventários ou questionários e que fatores relacionados ao comportamento, sentimento e expectativas maternas contribuem para o estabelecimento do vínculo, podendo estes desencadear um vínculo positivo ou não. Conclusão: há uma gama de instrumentos de avaliação do vinculo entre mãe-filho. O vínculo se constitui ainda na fase de formação do bebê e sofre influência de variados fatores inerentes aos aspectos biopsicossociais que permeiam o ambiente materno e que se não forem bem estabelecidos, podem gerar sérios danos ao bebê e repercutir na fase adulta.

(10)

33

32469 - Terapias utilizadas na internação neonatal e comportamento do sono de prematuros

Tamires Rebeca Forte Viana1; Maria Vera Lúcia Moreira Leitão Cardoso1

1

Universidade Federal do Ceará

Introdução: fatores estressantes presentes na unidade neonatal influenciam no desenvolvimento das regiões frontal e parietal do cérebro, além de alterações na sua microestrutura e na função conectiva dos lobos parietais (SMITH et al., 2011). Essas más-formações cerebrais podem vir a influenciar no desenvolvimento de alterações no comportamento do sono tardio da criança. Objetivos: identificar principais terapias utilizadas durante internação neonatal e avaliar o comportamento do sono de crianças que nasceram prematuras egressas da Unidade Neonatal de 12 a 18 meses de idade. Metodologia: estudo do tipo descritivo, exploratório e transversal concluído com 60 participantes, sendo 30 prematuros egressos da unidade neonatal com 12 a 18 meses de idade. Realizado em duas instituições públicas localizadas em Fortaleza, Brasil de julho de 2015 a agosto de 2016. Dentre os instrumentos para a coleta dos dados, utilizou-se um questionário (Morrell, 1999) para avaliar o comportamento do sono infantil por meio do relato dos pais no último mês de acordo com três critérios: escores totais, sendo ≥12 sugestivo de alteração, critério do avaliador e do cuidador e um instrumento para a caracterização dos participantes. Os dados foram analisados de forma descritiva. Estudo aprovado com número CAAE 446786615.3.0000.5054. Resultados: 10 (33,3%) crianças nasceram prematuras ≤ 30 semanas, 14 (46,7%) prematuros entre 31 e 34 semanas e 6 (20%) prematuros de 35 a 36 semanas de gestação. A média de peso ao nascer foi de 1566 gramas, sendo 18 (60%) crianças do sexo masculino. Dentre as terapias utilizadas na internação destaca-se o uso do CPAP (63,3%), do HOOD (80,0%), do ventilador mecânico (43,3%), de algum tipo de antibiótico (73,3%), da fototerapia (90,0%), da posição canguru (53,3%) e da alimentação por sonda (86,6%). De acordo com a avaliação dos escores do questionário do sono de 12 a 18 meses, 14 (46,6%) crianças possuíam o comportamento do sono alterado, 14 (46,6%) com o critério do cuidador e 12 (40%) de acordo com o critério do avaliador. A antibioticoterapia obteve associação significativa com a avaliação do critério do cuidador com p= 0,01, odds ratio 8,0 e intervalo de confiança entre 1,2 a 51,1. Conclusão: Percebe-se a alta prevalência na utilização de múltiplas terapias na internação neonatal o que podem influenciar diretamente na construção do ciclo vigília-sono do recém-nascido. A ausência do uso de antibióticos foi associada com a presença de comportamento do sono alterado. Descritores: Prematuro; Hospitalização; Sono.

Referências:

SMITH, G. C.; GUTOVICH, J.; SMYSER, C.; PINEDA, R.; NEWNHAM, C.; TJOENG, T. H.; VAVASSEUR, C.; WALLENDORF, M.; NEIL, J.; INDER, T. Neonatal intensive care unit stress is associated with brain development in preterm infants. Ann neurol, v. 70, n. 4, p. 541–9, 2011.

MORRELL, J. M. B. The Infant Sleep Questionnaire: A new tool to assess infant sleep problems for clinical and research purposes. Child Psychology and Psychiatry Review, v. 4, n. 1, p. 20-6, 1999.

(11)

34

32512 - Sentimentos maternos acerca da primeira visita domiciliar ao binômio mãe-bebê

Anna Tereza Alves Guedes¹; Anniely Rodrigues Soares¹; Tarciane Marinho A. de Vasconcellos Cruz¹; Nathanielly Cristina Carvalho de Brito Santos¹; Altamira Pereira da Silva Reichert ¹

¹ Universidade Federal da Paraíba

Introdução: A garantia de um cuidado com qualidade para a mãe e o recém-nascido no período pós-natal precoce é o objetivo dos gestores de saúde, no entanto, as taxas de sobrevida infantil em países em desenvolvimento, a mortalidade materna e neonatal ainda não são satisfatórias (MCCONNELL et al., 2016). Diante desta realidade, o Ministério da Saúde estabeleceu a Primeira Semana Saúde Integral, preconizando a visita domiciliar como instrumento para promover o cuidado integral do binômio-mãe-filho. Ressalta-se que, fragilidades na oferta desta ação podem aumentar os riscos de morbimortalidade nesse período (ALBUQUERQUE; BOSI, 2009). Objetivo: Compreender os sentimentos maternos acerca da primeira visita domiciliar ao binômio mãe-bebê. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa exploratória com abordagem qualitativa, visando incorporar o universo de significados, aspirações, crenças, valores, atitudes e intencionalidade como inerentes aos atos, às relações e às estruturas sociais (MINAYO, 2014). A coleta de dados foi realizada de fevereiro a junho de 2016 através de entrevista semiestruturada com 11 mães de recém-nascidos que receberam a visita domiciliar no período neonatal (até 28 dias de vida) por profissionais de saúde que atuam nas Unidades de Saúde da Família de uma capital do nordeste. Os dados foram analisados por meio da análise temática, que resultou na seguinte categoria: Sentimentos maternos acerca da primeira visita domiciliar ao binômio mãe-bebê. A pesquisa foi conduzida conforme a Resolução n° 466/12 do Conselho Nacional de Saúde tendo parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba, cujo número de protocolo 008/2015 CAAE foi 39801714.2.0000.5188. resultados: Os sentimentos maternos como tranquilidade e segurança geraram satisfação para a maioria das mães com a atenção ofertada, no entanto, a insatisfação foi referida diante de ações focadas apenas na queixa apresentada com ações curativistas dispensadas pelo médico e a enfermeira. Conclusão: A visita domiciliar ao binômio puérpera-neonato é um instrumento que permite ao profissional compreender o contexto familiar em que a criança está inserida e fornecer um cuidado integral através da escuta qualificada da mulher e sua família. Neste estudo, a presença do profissional no domicílio do binômio, em sua maioria, despertou sentimentos maternos positivos. No entanto, para garantir a integralidade das ações, os profissionais devem buscar reduzir as fragilidades que permeiam este processo e estar disponíveis, para ouvir e esclarecer dúvidas que resultarão em uma relação de confiança e responsabilidade. Descritores: Recém-nascido; Visita domiciliar; Período pós-parto.

Referências

ALBUQUERQUE, A. B. B.; BOSI, M. L. M. Visita domiciliar no âmbito da Estratégia Saúde da Família: percepções de usuários no Município de Fortaleza, Ceará, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.25, n.5, p.1103-1112, Mai, 2009.

MCCONNELL, M. et al. Can a community health worker administered postnatal checklist increase health-seeking behaviors and knowledge?:evidence from a randomized trial with a private maternity facility in Kiambu County, Kenya. BMC Pregnancy and Childbirth, v.16, n.136, 2016.

MINAYO, M.C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 12. ed. Rio de Janeiro: HUCITEC/ABRASCO, 2014.

(12)

35

32528 - Estratégias utilizadas pelos pais para início do sono noturno de prematuros egressos da unidade

neonatal

Lusiana Moreira de Oliveira¹ Tamires Rebeca Forte Viana¹ Ingridy da Silva Medeiros¹ Maria Vera Lúcia Moreira Leitão Cardoso¹

1Universidade Federal do Ceará.

Introdução: Conforme Sadeh, Tikotzky e Scher (2010) o sono infantil pode receber influência de diversos aspectos, dentre eles cita-se associações com comportamentos paternos, cognitivos e emocionais, relações entre pais-filhos e apego, bem-estar e psicopatologias dos pais e o contexto sociocultural. Objetivo: identificar as estratégias usadas pelos pais de prematuros egressos da Unidade Neonatal de 12 a 18 meses de idade para o início do sono noturno. Metodologia: estudo transversal, descritivo, exploratório realizado com 30 cuidadores de crianças nascidas prematuras de 12 a 18 meses de idade atendidas em duas instituições públicas, em Fortaleza-CE, de julho/2015 a fevereiro/2016. Utilizou-se um instrumento de caracterização no qual continha informações acerca dos hábitos de sono de prematuros egressos da unidade neonatal de 12 a 18 meses de idade e as intervenções que os pais utilizavam junto ao filho para facilitar o início do sono. Os dados foram tabulados no Microsoft Excel e analisados de forma descritiva com valores absolutos e porcentagens. Estudo aprovado no comitê de ética sob número CAAE 446786615.3.0000.5054, segundo a resolução 466/2012. Resultados: quanto à caracterização dos cuidadores, estes possuíam entre 30 e 48 anos de idade, predominando os do sexo feminino e em união com um companheiro. A média da idade das crianças foi de 14 meses com idade gestacional ao nascer predominando entre 31 e 34 semanas, peso entre 1500 e 2500g ao nascer e com tempo de internação na unidade neonatal mais prevalente entre 41 e 111 dias. Acerca da investigação do sono, as estratégias mais referidas pelos cuidadores para o início do sono noturno das crianças foram: o uso da chupeta em 14 crianças (46,7%), balançar na rede em 10 crianças (33,3%) e ser alimentada em 8 crianças (26,7%). Outras estratégias como o uso de lençol, assistir televisão, deitar na cama dos pais, ser embalada e outros também foram citadas pelos cuidadores, porém em frequência menor que 20%. Alguns cuidadores referiram utilizar mais de uma estratégia de intervenção para a indução do sono infantil. Conclusão: Percebe-se a necessidade do uso de constantes e múltiplas intervenções utilizadas pelos cuidadores para o estabelecimento do sono de crianças prematuras e egressas da unidade neonatal, demostrando a necessidade da presença do adulto para o início do ciclo do sono.

Descritores: Enfermagem; Sono; Prematuro. Referências:

(13)

36

32533 - Aleitamento materno na primeira hora de vida e a relação com o sono infantil

Lusiana Moreira de Oliveira¹ Ingridy da Silva Medeiros¹ Tamires Rebeca Forte Viana¹ Sofia Esmeraldo Rodrigues¹ Maria Vera Lúcia Moreira Leitão Cardoso¹

1 Universidade Federal do Ceará.

Introdução: A Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) é um programa de incentivo mundial, idealizado em 1990, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância e pela Organização Mundial da Saúde, com a finalidade de promover, proteger e apoiar a prática do aleitamento materno e prevenir o desmame precoce a partir dos “dez passos para o sucesso do aleitamento materno”. O aleitamento materno na primeira hora de vida compreende o passo 4 (WHO, 2009) devendo ser implementado como prática de rotina hospitalar em todos os países. Objetivo: Investigar a relação entre o aleitamento materno na primeira hora de vida e o comportamento do sono de crianças de 12 a 18 meses de idade. Metodologia: Estudo transversal realizado em creches públicas e privadas cadastradas junto a Secretária de Educação do Estado do Ceará e postos de saúde do município de Fortaleza no período de 21 de janeiro a 25 de maio de 2015. Amostra formada por 369 crianças na faixa etária de 12 a 18 meses de idade. Os dados referentes ao comportamento do sono foram coletados por meio do Questionário do Sono Infantil e um formulário foi utilizado para a coleta de informações relativas a prática do aleitamento materno. Os dados foram computados no Microsoft Office

Excell 2013 e depois inseridos no Statistical Package for the Social Science (SPSS) versão 20.0 para análise estatística.

Todos os aspectos éticos da pesquisa com seres humanos foram respeitados. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Ceará com CAAE 37142514.1.0000.5054 sob parecer de número 851476. Resultados: Do total de crianças investigadas, 281 (76,2%) mamaram na primeira hora de vida, sendo a ausência dessa prática o que elevou de maneira estatisticamente significante, após ajuste de variáveis, em 1,95 e 2,28 vezes as chances para problema de sono segundo os critérios dos escores e do avaliador, respectivamente. Quando a amamentação no período da coleta, das crianças que ainda permaneciam em aleitamento materno, 53 (44,2%) frequentavam creche pública, 43 (35,8%) não frequentavam creche e 24 (20%) frequentavam creche privada, sendo estas diferenças estatisticamente significantes (p<0,01). O tempo médio de aleitamento materno total também mostrou diferença estatisticamente significante entre os três grupos de estudo (p=0,007), Conclusão: A amamentação na primeira hora de vida, passo 4 da IHAC, que constitui ação estratégica no contexto dos eixos estruturantes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) instituída pelo Ministério da Saúde no ano de 2015, representou efeito protetor sobre a existência de alterações no comportamento de sono das crianças avaliadas, devendo, portanto, ser incentivada pelas profissionais da saúde tanto no pós-parto imediato, como durante o pré-natal.

Descritores: Sono; Aleitamento Materno; Enfermagem. Referências:

WORLD HEALTH ORGANIZATION, UNICEF. Baby-friendly Hospital Initiative: Revised, updated, and expanded for integrated care. Geneva: World Health Organization, 2009.

(14)

37

32543 - A enfermagem no cuidado em transporte neonatal

Fabíola Santos LinoI, Silvana Santiago da RochaII, Anna katharinne Carreiro SantiagoIII

Introdução: o nascimento é um fenômeno de vulnerabilidade biológica e quando vem acompanhado por transtornos como prematuridade e malformações, cuidados especiais poderão ser necessários em outra unidade de saúde. Para Hernando et al., (2013) a remoção neonatal constitui uma forma de assistência perinatal. O enfermeiro no cuidado em transporte deve seguir recomendações específicas para um cuidado de qualidade antes, durante e após a realização do deslocamento. (ROEHRS; MALAGUTTI, 2015). Objetivos: trata-se de um recorte de dissertação de mestrado que objetivou discutir os conhecimentos e práticas dos enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no transporte neonatal inter-hospitalar; analisar as dificuldades e possibilidades dos enfermeiros na prática do transporte neonatal e desenvolver, em conjunto com os enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, uma proposta de protocolo de cuidados de enfermagem no transporte neonatal inter-hospitalar. Metodologia: Estudo qualitativo, baseado no referencial metodológico da Pesquisa Convergente-Assistencial, que possui relação com a prática assistencial, com o objetivo de gerar inovações no cuidado (TRENTINI; PAIM, 2004). Participaram dezessete enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. A coleta de dados ocorreu nos meses de fevereiro, março e abril de 2015 por meio de entrevistas com roteiro semiestruturado e quatro grupos focais. A análise dos dados ocorreu por meio da análise de conteúdo de Bardin. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (Parecer nº 886.186). Resultados: os conhecimentos obtidos na graduação, em treinamentos, experiências prévias e saberes sobre o recém-nascido, equipamentos e procedimentos fundamentam os cuidados em remoções neonatais. A prática consiste em cuidados prévios ao deslocamento e durante o transporte há vigilância e monitorização da criança. Como dificuldade, destaca-se a falta de capacitação específica, ausência de neonatologista, falhas de comunicação e ausência de materiais adequados para neonato. Como possibilidade, enfatiza-se a realização de treinamentos na área, presença do neonatologista, estratégias para melhorar a comunicação e materiais adequados. Aponta-se a necessidade do Serviço de Atendimento Móvel Neonatal através da Rede Cegonha. O protocolo foi realizado com base nos cuidados expostos pelos participantes do estudo durante os grupos focais e dividido em duas etapas. A primeira contempla os cuidados de enfermagem antes do transporte neonatal e a segunda refere-se aos cuidados de enfermagem durante e após a remoção. Conclusões: O enfermeiro precisa de boa fundamentação para executar um cuidado efetivo na transferência de neonatos graves, visto que uma assistência pautada em atenção, sensibilidade e vigilância contribui para o sucesso do transporte. Sugerir protocolos assistenciais em prol da segurança e qualidade é uma alternativa para boas práticas em enfermagem.

Descritores: Transporte de Pacientes; Recém-Nascido; Enfermagem Neonatal. Referências

HERNANDO, J. M.; et al. Recomendaciones sobre transporte neonatal. Anales de Pediatría, v, 79, n. 2, p. 117.e1-117.e7, aug. 2013.

ROEHRS, H.; MALAGUTTI, W. Remoção de pacientes críticos: aspectos éticos e legais. In: MALAGUTTI, W; CAETANO, K. C. Transporte de pacientes: a segurança em situações críticas. 1. ed. São Paulo: Yendis, 2015.

TRENTINI, M.; PAIM, L. Pesquisa convergente assistencial. 2. ed. Florianópolis: Insular, 2004

I

Secretaria de Estado da Saúde do Piauí/ Mestre em Enfermagem, Enfermeira do Hospital Infantil Lucídio Portela II Universidade Federal do Piauí- UFPI / Enfermeira, Profª Drª do Programa de Graduação e Pós- Graduação em Enfermagem

III

(15)

38

32555 - Motivos de internação dos recém-nascidos em uma unidade neonatal

Ingridy da Silva Medeiros1; Sofia Esmeraldo Rodrigues2; Maria Vera Lúcia Moreira Leitão Cardoso3; Fabíola Chaves Fontoura4; Márcia Maria Coelho Oliveira Lopes3

Introdução: O avanço tecnológico e a capacitação de profissionais impactam positivamente na prática assistencial aos recém-nascidos (RN) com saúde comprometida (CARVALHO, LINHARES, MARTINEZ, 2001). Em virtude dessas condições de nascimento, em situações clínicas ou cirúrgicas, os RNs necessitam de atendimento nas unidades de internação, que aumentam-lhes as possibilidades de sobrevivência (VIEIRA, LINHARES, 2011). Sendo a identificação dos principais motivos de internação, essencial para nortear a qualificação da assistência a fim de reduzir o tempo de internação. Objetivos: Identificar os principais motivos de internação dos recém-nascidos em uma Unidade Neonatal. Metodologia: Estudo descritivo, quantitativo, realizado com 123 neonatos internados na Unidade Neonatal, distribuídos em duas instituições públicas, 54 e 69 respectivamente. A coleta de dados ocorreu no período de novembro de 2015 a março de 2016, sendo aplicado um formulário para obtenção de informações da mãe (socioeconômicas, perinatais) e do recém-nascido (variáveis neonatais). Os dados foram organizados em tabelas no

Microsoft Office Excell 2013 e utilizou-se a estatística descritiva para a análise dos dados. Pesquisa aprovada pelo

Comitê de Ética da Universidade Federal do Ceará sob protocolo nº 49720615.3.0000.5054. Os princípios éticos da resolução número 466/12 do Ministério da Saúde foram respeitados. Resultados: Dos 123 RN internados na unidade pré-natal, 20 (16%) internaram-se por apresentarem algum tipo de malformação congênita e 53 (43%) apresentaram mais de um motivo de internação hospitalar, sendo os motivos mais frequentes: desconforto respiratório precoce (DRP) 41(33,5%), prematuridade 28(23%), malformação congênita 28(23%). No perfil desses neonatos, prevaleceu sexo masculino, idade gestacional < 37 semanas, Apgar no primeiro minuto entre 7 e 10, peso ao nascer com média 2598,5g ± 841,33, estatura média 46,06cm ± 4,1. Conclusão: Os principais motivos de internação dos recém-nascidos estão relacionados ao desconforto respiratório precoce, prematuridade e malformação congênita, apresentando porcentagem considerável. O conhecimento da população atendida e os motivos envolvidos permitem planejar uma assistência adequada, direcionada aos recém-nascidos que necessitam de internação nas unidades neonatais reduzindo o tempo de internação e, consequentemente, o risco de agravos relacionados a internação, como infecções.

Descritores: Enfermagem. Recém Nascido. Unidades de Terapia Intensiva Referências:

CARVALHO, A. E.; LINHARES, M. B. M.; MARTINEZ, F.E. História de desenvolvimento e comportamento de crianças nascidas prematuras e de baixo peso (< 1.500 g). Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 14, n. 1, 1-33, 2001.

VIEIRA, M. E. B.; LINHARES, M. B. M. Desenvolvimento e qualidade de vida em crianças nascidas pré-termo em idades pré-escolar e escolar. J Pedriatr, v. 87, n. 4, p. 281-291, 2011.

1

Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal do Ceará.

2Enfermeira. Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará.

3

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Ceará.

4Enfermeira. Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará.

(16)

39

32569 - A amamentação sob o olhar de familiares de nutrizes

Carla Patrícia da Silva Santos1; Paula Rafaela Nunes do Carmo1; Emmanuelle Maria da Costa Santos2; Janderly Nunes dos Santos2; Renise Bastos Farias Dias1

1 Universidade Federal de Alagoas 2

SMS/Arapiraca-AL

Introdução: A proteção, a promoção e o apoio ao aleitamento materno (AM) têm sido uma estratégia mundialmente relevante no setor de saúde e outros setores sociais para, entre outros esforços, melhorar as condições de saúde das crianças1. Essas estratégias, ao mesmo tempo em que são grandes prioridades, são também grandes desafios, já que a amamentação está fortemente atrelada às crenças, valores e mitos, estes transmitidos, principalmente, pela rede familiar2. Esta compreensão motivou um estudo que respondesse a seguinte questão: o que representa a amamentação para os familiares de nutrizes? Objetivo: Conhecer as representações sociais de familiares de nutrizes sobre a amamentação. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa, onde foram entrevistados 30 familiares acompanhantes de nutrizes que se encontravam internadas em Maternidades no Município de Arapiraca, Alagoas. Como instrumento de coleta de dados foi utilizado entrevista semiestruturada. A coleta de dados iniciou-se após aprovação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Utilizou-se a análise temático-categorial de conteúdo de Bardin como método para categorizar as falas dos familiares entrevistados. A Teoria das Representações Sociais, de Serge Moscovici, foi utilizada como referencial teórico. Resultados: A maioria dos sujeitos da pesquisa tinha entre 20 e 29 anos, eram mulheres e a escolaridade não diferenciou as representações relatadas pelos mesmos sobre a amamentação. Observou-se que as influências familiares foram expressas mais significativamente que as midiáticas e a dos profissionais de saúde. As representações trazidas pelos familiares voltavam-se constantemente para o caráter saudável do leite humano e seu efeito preventivo para algumas doenças materno-infantis, de forma que a tríade leite humano-amamentação-benefícios interliga-se de forma mais estreita com a criança, ou seja, a nutriz ocupou um papel muito mais de provedora do alimento de seu filho, sendo percebida como coadjuvante nesse quesito. Conclusões: Os embasamentos das percepções acerca do termo e de seus desmembramentos emitidos pelos familiares vinham de concepções próprias, influenciadas, substancialmente, pelas suas crenças, valores, simbologias ou imaginário gerado para cada um deles ao se depararem com a terminologia. Em geral, conclui-se que é preciso que as percepções diversificadas que são transpassadas no contexto multidimensional que é amamentação sejam levadas em conta. Descritores: Aleitamento Materno; Percepção Social; Relações Familiares.

Referências:

1. SOUZA, S.N.D.H.; MELLO, D.F.; AYRES, J.R.C.M. O aleitamento materno na perspectiva da vulnerabilidade programática e do cuidado.Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, Jun, 29(6):1186-1194, 2013.

2. PRATES, L.A.; SCHMALFUSS, J.M.; LIPINSKI, J.M.. Amamentação: a influência familiar e o papel dos profissionais de saúde. Rev Enferm UFSM, Abr/Jun; 4(2):359-367, 2014.

(17)

40

32589 - Método canguru: limitações vivenciadas por mães

Joise Magarão Queiroz Silva

Enfermeira, Gradução em UTI Neonatal e Pediátrica, mestre em Mulher, Gênero e Saúde do programa de Pós-graduação da EEUFBA- E-mail: [email protected],

Mariza Silva Almeida2

Enfermeira, Professora Dra. Do Programa de pós-graduação da EEUFBA. E-mail: [email protected]

Introdução; Anualmente, em todo o mundo nascem cerca de 20 milhões de crianças pré-termo e/ou de baixo peso, e um terço delas morre antes de completar um ano de vida. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, houve um aumento proporcional do número de nascidos vivos - NV com baixo peso ao nascer, no período de 2000 a 2004(BRASIL 2009).A assistência e cuidados neonatais associados ao MC reforçam seu valor para a sobrevida e a redução da morbidade dos neonatos. Acreditamos, contudo, que a observância das questões individuais que possam facilitar ou atender às necessidades singulares de cada mãe são elementos primordiais para a autodeterminação e autonomia, importantes para o alcance da cidadania. Objetivo: Este estudo tem o objetivo de analisar o significado da vivência de mães no Método Canguru. Método: Estudo exploratório e descritivo com abordagem qualitativa realizado em duas Instituições públicas no Munícipio de Salvador-Ba no período de julho a dezembro de 2013. Participaram desta pesquisa 19 mães, respeitando os aspectos éticos e legais da Resolução 466/2012, aprovado sob parecer nº 309606 e CAA de nº16367713. 4.0000.5531(BRASIL, 2014). A produção do material empírico deu-se em três momentos: mediante a realização de observação participante, oficinas de reflexão e entrevistas individuais. Para análise do material coletado foi utilizado à análise de conteúdo, modalidade temática, norteada por Bardin (BARDIN, 2011). Trata-se de um recorte da dissertação de mestrado Intitulada “Significado da vivência de Mães no Método Canguru” .A mesma configuram-se em quatro categorias e uma sub-categoria: Significado da vivência no Método Canguru; Aprendizagem para a continuidade do cuidado no domicílio; Dificuldades para vivência e convivência no MC; Subcategoria: Ambivalência do ser humano ; Atendendo às construções sociais na vivência do MC. Para este trabalho foi utilizado a categoria: Dificuldades para vivência e convivência no MC; Subcategoria: Ambivalência do ser humano. Resultados: As mães expressaram várias dificuldades, como a falta de privacidade por ficarem em uma enfermaria de alojamento conjunto em um único quarto, considerando o espaço pequeno e desconfortável. Encaram a longa permanência como uma espécie de “confinamento”, o qual, na maioria das vezes causa desordem na estrutura familiar, pelo fato de permanecerem por muitos dias fora de suas casas, resultando em preocupação relativa aos cuidados de outros (as) filhos (as) e do marido, além de ter reflexo na situação econômico-financeira da família. Conclusão: Consideramos ser importante a implementação de mudanças com vistas ao acolhimento e empoderamento das mulheres, preservando a humanização do cuidado.

Descritores: Método Canguru. Cuidado e enfermagem. Prematuridade. Referẽncias

1. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Uma Análise dos Nascimentos no Brasil e Regiões. Brasília, DF, 2009. [Citado 2011 Abr 11] Disponível em: < http//www.portal.saude.gov.br>

2. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Resolução 466/2012. Sobre pesquisza envolvendo seres humanos. [Internet] [Citado 2014 Abr 02];Disponível em:<http:www.conselho.saude.gov.br/.../reso466.pdf >

3. BARDIN L. Análise de conteúdo. Edição Revista e Actualizada. Tradução por Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 71, 2011

(18)

41

32614 - Caracterização da amamentação no pós-parto mediato em uma maternidade de referencia

Ivanilda Sepúlveda Gomes1; Lívia Maria Mello Viana2; Fancidalma Soares Sousa Carvalho Filha3; Francineide das Chagas Do Nascimento Sousa4; Jéssica Keilany do Nascimento Fonseca5; Haglaia Moira Brito de Sena Oliveira6

Introdução: O aleitamento materno (AM) é uma das maneiras mais eficientes de atender os aspectos nutricionais, imunológicos e psicológicos da criança em seu primeiro ano de vida. Objetivo: caracterizar a amamentação no pós-parto mediato em uma maternidade pública. Método: Estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa, com 167 puérperas. Identificou-se a prevalência de baixo nível de escolaridade, ocupação do lar, com união estável e muitas dúvidas em relação ao AM. Resultados: Observou-se falta de interação entre puérperas e profissionais de enfermagem, a qual prejudicava diretamente no processo de amamentação. Apresentou resultados negativos em relação a atuação da enfermagem e a realização do processo de enfermagem, visto que ambos aconteciam de maneira superficial. A maior parte das puérperas tinha um breve conhecimento e sabiam como amamentar, mas, esses saberes vinham de paridades anteriores ou de cunho popular. Conclusão: as informações fornecidas sobre AM as puérperas são repassadas sem que haja uma interação entre paciente-enfermeiro.

Descritores: Aleitamento Materno. Parto. Cuidado do Lactente. Enfermagem.

1

Universidade Federal do Piauí -UFPI 2

Universidade Federal do Piauí -UFPI

3 Universidade Estadual do Maranhão – UEMA 4

Associação de Ensino Superior do Piauí - AESPI 5

Associação de Ensino Superior do Piauí - AESPI 6 Universidade Federal do Piauí -UFPI

(19)

42

32617 - A figura paterna em UTIN: uma revisão de literatura

Lorena de Santana Ribeiro; Maurício dos Santos Barbosa; Renata Marques Reis Silva; Thais de Andrade Alves; Maria Carolina Ortiz Whitaker.

Instituição: Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Introdução: O nascimento prematuro é visto atualmente como um problema de saúde pública, devido às afecções perinatais que constituem a primeira causa de mortalidade infantil. Com os avanços tecnológicos, houve uma melhora na qualidade dos serviços de saúde prestados aos recém-nascidos (RN) prematuros. A necessidade dos cuidados da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) quando o RN nasce prematuro, ou com algum agravo de saúde, acarreta num desequilíbrio na estrutura familiar. O período em que o bebê fica na UTIN, resulta no distanciamento entre ele e seus familiares (SANTOS, et al 2012). Estudos revelam que o casal frente à gestação idealiza seu filho. Quando à necessidade de cuidados na UTIN, a relação de toda a família passa por uma série de dificuldades, entre elas destacam-se os limites de horários para visita, rotinas dos serviços de saúde, procedimentos invasivos, entre outros. Na sociedade, a mulher possui uma maior associação à proteção e cuidado aos filhos em relação ao homem, devido ao modelo patriarcal que limita o papel de provedor da família. Atualmente, este papel vem sendo substituído por novos formatos de famílias. Desta forma, a figura paterna vem sendo estimulada e fortalecida em todos os ambientes, inclusive o hospitalar, como forma de criação e fortalecimento do vínculo no processo de recuperação do RN na UTIN. Objetivo: Identificar na literatura científica qual o papel exercido pela figura paterna em UTIN. Metodologia: Através da realização de um levantamento bibliográfico no banco de dados da biblioteca virtual em saúde (BVS) no qual foram cruzadas as palavras-chaves pai, unidade de tratamento intensivo neonatal e prematuro, foram encontrados 18 artigos. No entanto, apenas 13 abordavam a temática proposta neste estudo, tendo sido publicados no período de 2001 a 2015. Resultados: Os artigos em sua maioria descrevem a relação do pai e do bebê durante o período de internação na UTIN. Por meio de relatos qualitativos, os autores demonstram como acontecem a construção dos laços afetivos, vínculos emocionais e ações realizadas pela figura paterna desde o período gestacional até a experiência na UTIN. Os artigos convergem na ideia de que a internação do recém-nascido em uma UTIN constitui uma barreira na construção do vínculo paterno devido a sua complexidade (utilização de aparelhos, medicações, necessidade de cuidados especializados, risco de morte). O pai compartilha o processo de hospitalização do prematuro como um coadjuvante, e na literatura à descrições de um desejo de maior participação, não como visitante habitual, mas como pai. Dessa forma, os profissionais devem entender a importância dessa inclusão ativa do pai na UTIN para o amparo no desenvolvimento e recuperação do bebê. Conclusão: A Enfermagem pode contribuir na inserção do pai no cuidado ao RN na UTIN, principalmente na situação familiar frente ao internamento, melhorando assim a assistência prestada a família. O acolhimento da figura paterna, o torna consciente e participativo; não é uma tarefa simples, mas nós como profissionais, temos que valorizar a conversa, a expressão de sentimentos ora positivos, ora negativos e o relacionamento familiar, garantindo assim qualidade de vida ao RN.

Descritores: Pai; Unidade de Terapia Intensiva Neonatal; Prematuro. Referências:

CARVALHO, JBL et al. Representação social de pais sobre o filho prematuro na unidade de terapia intensiva neonatal. Revista Brasileira de Enfermagem [online]. Natal, RN. 2009, vol.62, n.5, pp.734-738.

CHAVES FF; CAVALCANTE FF; LEITÃO CMVL; MENDONÇA SMDOS. Experiência de ser pai de recém-nascido prematuro internado em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste. Fortaleza, 2011 jul/set; 12(3):518-25.

MEDEIROS, FB; PICCININI, CA. Relação pai-bebê no contexto da prematuridade: gestação, internação do bebê e terceiro mês após a alta hospitalar. Estudos de Psicologia I, Campinas I 32(3) I 475-485 I julho - setembro 2015. RODRIGUES LM; MOREIRA PL. Tornar-se pai vivenciando a internação do filho em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. J Health Sci Inst. Jundiaí-SP. 2012;30(3):227-30.

SANTOS, LM; SILVA, CLS; SANTANA, RCB; SANTOS, VEP. Vivências paternas durante a hospitalização do recém-nascido prematuro na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Revista Brasileira Enfermagem, Brasília, 2012 set-out; 65(5): 788-94.

(20)

43

32634 - Letalidade por sepse neonatal em Salvador de 2005-2014

BARBOSA, Maurício dos Santos; SOUZA, Flávia Pontes; FELZEMBURGH, Ridalva Dias Martins; LIMA, Carla Cristina Oliveira de Jesus; SANTOS, Marcia Lúcia dos.

Instituição: Universidade Federal da Bahia

Introdução: A sepse precoce ocorre devido à má qualidade ou ausência da assistência prestada pelos obstetras e outros profissionais de saúde no pré-natal da gestante. Caracteriza-se por sinais de comprometimento sistêmico com elevada letalidade variável entre 15% e 50%. Já a sepse tardia está mais relacionada à contaminação no ambiente hospitalar ou através do contato com familiares. O início da doença é insidioso, com manifestações clinicas inespecíficas, apresentando letalidade de 20%, sendo a meningite a causa mais frequente. A contaminação ocorre de forma geral, após o nascimento da criança, a partir de microorganismos transmitidos pelo contato humano ou indireto por meio de um ambiente contaminado. (ROMANELLI ET AL, 2013). Objetivo: O objetivo deste estudo foi estimar as taxas de letalidade por sepse neonatal no município de Salvador-Bahia-Brasil. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico de evolução temporal, realizado na cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Os dados foram coletados no site do DATASUS do Ministério da Saúde, oriundos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações do SUSSIH/SUS, com recém-nascidos no período de 2005 à 2014. Resultados: Os dados desta pesquisa revelaram que no período de 2005 a 2014, 13.419 recém-nascidos foram internados e diagnosticados com sepse neonatal em instituições hospitalares do município de Salvador, representando 3,1% do total da população exposta de nascidos vivos para o período. Os dados da pesquisa coletados no SIM pelo site do Ministério da Saúde quantificaram um total de 875 óbitos de recém-nascidos prematuros por sepse neonatal no período de 2005 a 2014. Foi possível identificar a partir da coleta de dados, o declínio das taxas de letalidade para cada ano estudado, no qual apresentou variação de 13,36 em 2006 para 3,7 no ano de 2014. Conclusão: Podemos observar a importância dos dados disponibilizados pelo governo a partir da notificação de agravos e doenças a população de recém-nascidos, grupo que está mais exposto a infecções por conta da própria imaturidade do sistema imunológico. Do total de 435.187 recém-nascidos, 875 evoluíram para óbito neonatal, fato que reflete a grande importância da adequada atenção à saúde da mulher no pré-natal e no periparto a fim de diminuir os riscos de infecções congênitas e intraparto, colaborando com a redução das taxas de mortalidade.

Referências

Documentos relacionados

O Naive Bayes não conseguiu atingir resultados superiores a 50% dentre os conjuntos de dados de treinamento analisados, sendo o k-NN um intermediário que conseguiu bons resultados

O Forasteiro, como se fosse o mais babil pratico d'aquelles lugares, tinha conduzido o mancebo por atalhos e trilhos, umas vezes para encurtar as distancias, o outras para fugir de

O paciente necessita aprender a viver a mudança, elaborar o luto da perda, e é importante saber que aprender signi- fica caminhar para frente e retroceder sempre que necessário,

Apenas três trabalhos envolveram lodos de tanques sépticos e resíduos orgânicos domiciliares (KONÉ e STRAUSS, 2004; GALLIZZI, 2003; FANG, WONG e WONG, 1998) e

Relacionando o calendário agrícola com a turbidez, verificou-se que este não exerce influência na turbidez, porque as safras mais significativas em termos de terra

Todo mundo aqui sabia/ De todo aquele amor que eu tinha Só você não quis saber/ Fingindo não ter nada a ver Olhe eu sei do seu desejo/ Eu sempre soube do seu peito Mas agora

Neste espaço coloco os trabalhos realizados no segundo semestre e, também, os entendimentos a partir das ações e movimentações criadas anteriormente.

E este tipo de trabalho torna-se essencial no design para a sustentabilidade, uma vez que é contextualizado nos processos de aprendizagem e de inovação social, constituindo a