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(1)

Liderança e Formação de Equipes

(2)

ESTUDO DOS GRUPO

• Nos últimos 30 anos o estudo do comportamento dos grupos vem

aparecendo como uma parte cada vez mais importante do

comportamento organizacional e da literatura administrativa. Há várias

razões de senso-comum que mostram por que o estudo e o interesse

pelos grupos vai continuar. Uma das razões mais fortes é a de que a

maior parte do dia de trabalho das pessoas é gasta dentro de

grupos.

(3)

Por que estudar grupos?

Como já é fato consumado que a filiação a um grupo é parte da vida de trabalho da

maioria dos empregados, é preciso que o gerente compreenda a formação, o

desenvolvimento e as características dos grupos. Eis algumas das razões mais

evidentes que mostram por que a compreensão dos pequenos grupos é importante

para os administradores:

O administrador lidera grupos de subordinados.

A participação no grupo influencia a conduta e o desempenho de seus membros.

Os grupos que entram em conflito podem restringir a realização das metas

organizacionais.

A influência que o grupo exerce sobre a pessoa é diferente para cada indivíduo.

Algumas pessoas podem ser totalmente influenciadas pelo grupo, outras sofrem

influência mínima ou não sofrem influência alguma.

(4)

Definição de grupo

"Entendemos por grupo certo número de pessoas que se comunicam entre si, com

freqüência, durante certo tempo e que estejam em número suficientemente

pequeno, de modo que cada pessoa possa comunicar-se com todas as outras,

não de maneira indireta, mas diretamente, face a face".

Supomos também que, se existe um grupo numa organização, seus membros;

estão motivados para nele ingressar;

percebem o grupo como uma unidade integrada de pessoas que interagem

entre si;

contribuem de vários modos para os processos grupais (isto é, algumas

pessoas contribuem com mais tempo e energia que outras, para o grupo);

concordam e discordam mediante várias formas de interação.

Portanto, o grupo é definido como: "Dois ou mais empregados que interagem

entre si, de tal maneira que o comportamento e o desempenho de um deles é

influenciado pelo comportamento e pelo desempenho do outro".

(5)

Estrutura dos Grupos

Papéis: Conjunto de padrões comportamentais esperados, atribuídos a

alguém que ocupa uma determinada posição em uma unidade social.

Normas: Padrões aceitáveis de comportamento que são compartilhados por

todos os membros do grupo.

Status: É uma posição social definida ou atribuída pelas pessoas a um

grupo ou a membros de um grupo.

Tamanho: As evidências indicam que os grupos menores são mais rápidos

na realização de tarefas, porém os maiores dão melhores resultados na

resolução de problemas.

Coesão: o grau em que os membros são atraídos entre si e motivados a

permanecer como grupo.

(6)

Grupo

Equipe

Trabalhar “sozinho”

Trabalhar “Juntos”

Ênfase nas habilidades técnicas

Ênfase nas habilidades

interdisciplinares (interpessoal)

Atividades e tarefas estritamente

definidas

Tarefas (habilidade e conhecimento

amplo)

Coordenadores determinam o

trabalho

Coordenadores e equipe

determinam e planejam juntos

Informações restritas ao

coordenador

Informações compartilhadas entre

todos

Recompensa no desempenho

individual

Recompensas individuais e de

equipe

Assumir riscos é desencorajado e

punido

Assumir riscos é encorajado

(7)

Quando um grupo se transforma numa equipe, há

entre os membros:

Confiança;

Confiança;

Empatia;

Empatia;

Respeito a individualidade;

Respeito a individualidade;

Comunicação aliada a interação;

Comunicação aliada a interação;

Afetividade;

Afetividade;

(8)

PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DE UMA

EQUIPE

COOPERAÇÃO

COOPERAÇÃO

Sinergia – derivada do grego Synergia –

Sinergia – derivada do grego Synergia –

syn – cooperação, érgon – trabalho

syn – cooperação, érgon – trabalho

Diz-se que o todo supera a soma das

Diz-se que o todo supera a soma das

partes

(9)

Cinco Desafios das equipes

Os membros confiam uns nos outros.

Os membros confiam uns nos outros.

Eles se envolvem em conflitos de idéias sem qualquer

Eles se envolvem em conflitos de idéias sem qualquer

censura, porém, sem radicalismo.

censura, porém, sem radicalismo.

Eles se comprometem com as decisões e planos de ação.

Eles se comprometem com as decisões e planos de ação.

Eles chamam uns aos outros à responsabilidade quando

Eles chamam uns aos outros à responsabilidade quando

alguma coisa não sai de acordo com seus planos.

alguma coisa não sai de acordo com seus planos.

Eles se concentram na realização dos resultados coletivos.

Eles se concentram na realização dos resultados coletivos.

( E não somente os individuais)

(10)

Equipes de trabalho autogerenciadas

Equipes de trabalho autogerenciadas

: São equipes autônomas, que

:

podem não apenas solucionar os problemas, mas também

implementar as soluções e assumir total responsabilidade pelos

resultados.

Equipes multifuncionais: São equipes formadas por funcionários do

Equipes multifuncionais:

mesmo nível hierárquico, mas de diferentes setores da empresa, que

se juntam para cumprir uma tarefa. As equipes desempenham várias

funções (multifunções), ao mesmo tempo, ou seja, não há

especificação para cada membro. O sentido de equipe é exatamente

esse, os membros compensam entre si as competências e as

carências, num aprendizado contínuo.

(11)

LIDERANÇA

(12)

É a habilidade de

influenciar

pessoas

para trabalharem entusiasticamente

visando a atingir aos objetivos

identificados como sendo para bem

comum.

(13)

DIFERENÇAS ENTRE GERENTE (CHEFE) E LÍDER

Entre os autores de maior respeito, Bennis (1996, p. 42) aponta as diferenças de

atitudes entre o líder e o gerente de forma bastante explícita. Para ele:

O gerente administra; o líder inova.

O gerente é uma cópia; o líder é original.

O gerente mantém; o líder desenvolve.

O gerente prioriza sistemas e estrutura; o líder prioriza pessoas.

O gerente depende do controle; o líder inspira confiança.

O gerente tem uma visão a curto prazo; o líder, perspectiva de longo prazo.

O gerente pergunta como e quando; o líder pergunta o que e por quê.

O gerente vive com os olhos voltados para o possível; o lí der com os olhos no

horizonte.

O gerente imita; o líder inventa.

O gerente aceita o status quo; o líder o desafia.

O gerente é o bom soldado clássico; o líder é seu próprio comandante.

O gerente faz certo as coisas; o líder faz as coisas certas.

(14)

DIFERENÇA ENTRE PODER E AUTORIDADE

• poder - é uma faculdade pela qual se exige que alguém faça

a sua vontade, nem que seja contrária a dele.

• autoridade - é uma habilidade pela qual se motiva as

pessoas a fazerem o que é necessário, de boa vontade, por

inspiração e conhecimento de sua verdadeira finalidade. O

resultado, dessa forma, torna-se muito melhor.

(15)

TIPOS DE PODER

O PODER DE COERÇÃO baseia-se no temor. Um líder com alto poder coercitivo induz ao cumprimento de suas ordens, porque a desobediência poderá acarretar punições, tais como execução de tarefas desagradáveis,

repreensão ou até a demissão.

O PODER DE RECOMPENSA baseia-se no poder do líder de recompensar os outros, que acreditam que o cumprimento das suas ordens lhes trará incentivos em termos de salário, de promoção ou de reconhecimento. • O PODER DE CONEXÃO baseia-se nas “conexões” do líder com pessoas importantes ou influentes dentro ou fora

da organização. Um líder com alto poder de conexão induz outras pessoas a cumprir os seus desejos, porque querem obter favores ou evitar as ameaças da conexão influente.

O PODER DE LEGITIMIDADE baseia-se na posição ocupada pelo líder. Normalmente, quanto mais elevada for a posição, tanto maior será o poder de legitimidade. Um líder com alto poder de legitimidade induz ao cumprimento de suas ordens ou influencia o comportamento dos outros porque estes percebem que ele, em virtude do cargo que ocupa na organização, tem o direito de esperar que seus desejos sejam realizados.

O PODER DE INFORMAÇÃO baseia-se na posse ou acesso, por parte do líder, a informações, consideradas importantes pelos outros. Esta base de poder influencia as pessoas porque estas necessitam de tais informações ou desejam estar a par das coisas.

O PODER DE COMPETENCIA baseia-se na experiência, habilidade e conhecimento que o líder possui e que através de respeito influencia os outros. Um líder com alto poder de competência facilita o comportamento de trabalho dos demais. Esse respeito induz ao cumprimento dos desejos do líder.

(16)

Estilos de Liderança – Autocrata / Diretivo

Orientado para resultados.

Decidido, eficiente, rápido,

objetivo, assume riscos.

Valoriza resultados,

cumprimento de metas.

Sob a influência deste

estilo o grupo age como

ser dependente de uma

orientação constante.

(17)

Estilos de Liderança – Democrata / apoiador

Orientado para idéias;

Orientado para idéias;

criativo, entusiasmado,

criativo, entusiasmado,

estimulante e persuasivo.

estimulante e persuasivo.

Valoriza o reconhecimento

Valoriza o reconhecimento

e promove o Espírito de

e promove o Espírito de

Equipe / time.

Equipe / time.

(18)

Orientado para o

Orientado para o

relacionamento.

relacionamento.

Amável, compreensivo,

Amável, compreensivo,

prestativo. Valoriza a

prestativo. Valoriza a

atenção que recebe,

atenção que recebe,

criando assim

criando assim

constante dependência

constante dependência

de seus colaboradores.

de seus colaboradores.

(19)

Significa literalmente

Significa literalmente

deixar fazer, deixar ir,

deixar fazer, deixar ir,

deixar passar.

deixar passar.

Neste tipo de

Neste tipo de

liderança a equipe

liderança a equipe

atingiu a maturidade e

atingiu a maturidade e

não mais precisa de

não mais precisa de

supervisão extrema de

supervisão extrema de

seu líder. Os liderados

seu líder. Os liderados

ficam mais livres para

ficam mais livres para

por seus projetos em

por seus projetos em

prática

prática

.

.

Estilos de Liderança – Liberal ou Laissez

-faire

(20)

ESTILOS BÁSICOS DE LIDERANÇA

LIDERANÇA SITUACIONAL

E4

E3 E2

E1

(Alto) (Baixo) C O M P O R T A M E N T O D E A P O IO (Alto) COMPORTAMENTO DIRETIVO Alto grau de DIREÇÃO Baixo grau de APOIO Alto grau de APOIO Alto grau de DIREÇÃO Alto grau de APOIO Baixo grau de DIREÇÃO Baixo grau de DIREÇÃO Baixo grau de APOIO DETERMINAR DETERMINAR PERSUADIR PERSUADIR COMPARTILHAR COMPARTILHAR DELEGAR DELEGAR

D 1

D 2

D 3

D 4

ComprometimentoCompetência

(21)
(22)

Liderança Situacional

O Líder completo

O verdadeiro líder assume as

quatro posições, de acordo

com a situação em que

esta envolvido.

Liderar é uma questão de

bom senso, de saber

posicionar-se na medida

certa em relação as

pessoas e circunstâncias.

(23)

LÍDER COACH

• Papel COACH (TREINADOR)

• O que significa coach? Coach em inglês, significa treinador,

orientador. Nesse sentido, a função coach é a de assumir

uma postura de educador, valorizando a ação transformadora

do homem, ao invés de aprisioná-lo em suas potencialidades,

dentro do velho estilo de mando e cobrança.

(24)

O QUE SIGNIFICA SER UM COACH?

 selecionar segundo a competência, as perspectivas de desempenho e o potencial;

 desenvolver pessoas e competências, dirigindo, orientando, apoiando, delegando;

 fornecer feedbacks sistemáticos e diversificados, sugerindo e incentivando ações formais

de auto-desenvolvimento (cursos, leituras, estágios,...);

 proporcionar desafios no trabalho com oportunidades de aprendizagem contínua através

da movimentação para outros cargos, participação em grupos técnicos ( de estudo ou de

projetos);

 promover o enriquecimento e ampliação das responsabilidades.

 incentivar o planejamento individual da carreira, conhecendo e gerando oportunidades

para a transformação do potencial em desempenho;

 reconhecer e incentivar a ampliação dos pontos fortes da competência e do potencial;

formar sucessores, aconselhando e sugerindo rumos e caminhos para um melhor

(25)

CONFIANÇA: a pedra fundamental da liderança

• Confiança é uma expectativa positiva de que outra pessoa

não irá agir de maneira oportunista. Confiança é um processo

que depende de uma história baseada em algumas

experiências relevantes, mas limitadas. É preciso tempo para

que ela se forma, seja construída e acumulada.

• Dimensões básicas da confiança: integridade, competência,

consistência, lealdade e abertura.

Referências

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