1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
FACULDADE DE FARMÁCIA, ODONTOLOGIA E ENFERMAGEM DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM NÍVEL MESTRADO
LARYSSA MIRANDA VIDAL CAVALCANTE FARIAS
POSIÇÕES MATERNAS E SUA INFLUÊNCIA NO DESFECHO DO PARTO E NASCIMENTO: UM ESTUDO CASO-CONTROLE
FORTALEZA 2020
2 LARYSSA MIRANDA VIDAL CAVALCANTE FARIAS
POSIÇÕES MATERNAS E SUA INFLUÊNCIA NO DESFECHO DO PARTO E NASCIMENTO: UM ESTUDO CASO-CONTROLE
Dissertação de Mestrado apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem da Universidade Federal do Ceará como requisito parcial para obtenção do Título de Mestre em Enfermagem.
Área de concentração: Enfermagem na
Promoção da Saúde.
Linha de pesquisa: Enfermagem no Processo de Cuidar na Promoção da Saúde.
Orientadora: Profª. Dra. Ana Kelve de Castro Damasceno.
FORTALEZA 2020
4 LARYSSA MIRANDA VIDAL CAVALCANTE FARIAS
POSIÇÕES MATERNAS E SUA INFLUÊNCIA NO DESFECHO DO PARTO E NASCIMENTO: UM ESTUDO CASO-CONTROLE
Dissertação de Mestrado apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem da Universidade Federal do Ceará como requisito parcial para obtenção do Título de Mestre em Enfermagem.
Aprovado em: ____/____/____
BANCA EXAMINADORA
__________________________________________________________ Profª. Dra. Ana Kelve de Castro Damasceno (Orientadora)
Universidade Federal do Ceará (UFC)
_________________________________________________________ Profª. Dra. Liana Mara Rocha Teles (1º Membro - EFETIVO)
Universidade Federal do Ceará (UFC)
__________________________________________________ Profª. Dra. Camila Chaves da Costa (2º Membro - EFETIVO)
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab)
_________________________________________________________ Profª. Dr. Igor Cordeiro Mendes (Membro suplente)
5 A Deus. Aos meus amados pais, José Valadares e Leyisle Anne.
6 AGRADECIMENTOS
A Deus, inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas, criador que nos dá a benção e alegria de sermos có-criadores. O amor e a fé me aproximam de ti cada vez mais.
Aos meus Pais, José Valadares e Leyisle Anne, que nas lutas da vida são meus pilares; nas derrotas meus ombros consoladores, e nas vitórias meus mais ardentes torcedores. Agradeço pelo amor, incentivo, credibilidade e por não medirem esforços para que eu me tornasse a pessoa que hoje sou... Amo vocês!
À minha irmã, Isla Miranda e minha sobrinha Giovanna, pelo carinho, apoio e incentivo sempre.
À Mauro, meu amor, companheiro e grande incentivador.Meus dias ao seu lado são mais alegres e leves. Sua compreensão e auxílio me ajudaram muito nessa jornada.
À minha professora e orientadora, Dra. Ana Kelve de Castro Damasceno, exemplo de humanidade, sabedoria e firmeza. Proporcionou-me grande aprendizado intelectual e moral durante a minha jornada enquanto residente e mestranda. Uma verdadeira mestra na arte de cuidar e orientar.
A banca, pela disponibilidade, apoio e incentivo. Agradeço por concordar em compor a banca avaliadora dessa defesa de dissertação.
Às amigas de turma, em especial a Marcella e Gabriela, amigas confidentes e companheiras especiais que fizeram esta viagem mais alegre e encantadora, por compartilharmos momentos de angústias e alegrias e estarmos juntas vencendo mais um desafio. Levo vocês no coração e não quero perdê-las de vista.
Residentes de Enfermagem Obstétrica, por todo apoio e ajuda durante a coleta de dados. Não seria possível sem o auxílio de vocês. Gratidão!
Às mães participantes, pela disponibilidade e atenção. Vocês foram à razão principal de tudo o que foi feito.
A Universidade Federal do Ceará que proporcionou recursos e infraestrutura para minha formação como mestre.
7 RESUMO
Objetivou-se avaliar as posições maternas e sua influência nos desfechos do parto e nascimento. Trata-se de um estudo observacional, correlacional, do tipo caso-controle, realizado entre os meses de fevereiro de 2019 a abril de 2020 em uma maternidade de referência em Fortaleza-Ceará. A população foi composta por todas as mulheres nulíparas que tiverem parto vaginal na instituição durante a pesquisa e que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão definidos para o estudo. Foram 138 mulheres para o grupo controle (nulíparas em trabalho de parto e que pariram em posições não verticalizadas) e 60 mulheres para o grupo caso (nulíparas em trabalho de parto e que pariram em posições verticalizadas). Os dados foram coletados a partir de um formulário com perguntas fechadas, compilados e analisados no SPSS e utilizou-se Teste Estatístico de Fisher e aplicou-se Odds-Ration e Intervalo de Confiança quando significativos. O projeto foi submetido ao comitê de ética em pesquisa e aprovado segundo o parecer nº 3.545.134. Verificou-se associação entre a faixa etária e ocorrência do parto na posição vertical (p=0,011), sendo observado que mulheres com idade superior a 34 anos possuem 12,59 mais chances (OR=12,59; IC=1,44-110,30) de parirem em posições verticalizadas. Em relação às condições do períneo, não houve associação entre as variáveis posição do parto e a presença de lacerações perineais. Constatou-se a preConstatou-sença de associação entre o parto realizado por enfermeiro e o parto na posição vertical (p<0,001) com aumento de 4,53 vezes de chances a mais da ocorrência do parto na posição vertical quando realizado por esses profissionais. Foi possível detectar diferenças significativas quando houve orientação médica (p=0,045), observando um aumento em 86% da chance de realizar o parto na posição vertical quando a orientação foi de outros profissionais e não foi do médico. Quanto à vitalidade neonatal, quase a totalidade tiveram índice de Apgar ≥ 7 no primeiro e no quinto minuto de vida, indicando boa vitalidade. Foi verificado relação estatística entre a posição de parir e a satisfação da mulher (p=0,021). Para as mulheres que realizaram o parto vertical, existe uma chance de 6,63 vezes maior de serem muito satisfeitas com o parto, quando comparada aquelas insatisfeitas ou pouco insatisfeitas. Conclui-se que há uma menor prevalência de práticas não recomendadas nas posições verticalizadas, os profissionais enfermeiros destacam-se no estímulo a essas posições e há uma maior satisfação materna em mulheres que pariram em posições verticalizadas. No tocante aos desfechos neonatais, ambas as posições foram satisfatórias para os neonatos. Palavras-chaves: Parto Normal; Posicionamento do Paciente; Parto Humanizado; Obstetrícia; Segunda fase do trabalho de parto.
8 ABSTRACT
The aim of the study was to assess maternal positions and their influence on the outcomes of childbirth and birth. This is an observational, correlational, case-control study carried out between the months of February 2019 and April 2020 at a reference maternity hospital in Fortaleza-Ceará. The population was composed of all nulliparous women who had a vaginal delivery at the institution during the research and who met the inclusion and exclusion criteria defined for the study. There were 138 women in the control group (nulliparous women in labor and giving birth in non-vertical positions) and 60 women in the case group (nulliparous women in labor and giving birth in vertical positions). Data were collected using a closed questions form, compiled and analyzed in SPSS. Fisher's Statistical Test was used and Odds-Ration and Confidence Interval were applied when significant. The project was submitted to the research ethics committee and approved - No. 3,545,134. There was an association between age group and occurrence of upright delivery (p = 0.011), with it being observed that women over the age of 34 have 12.59 more chances (OR = 12.59; CI = 1.44- 110,30) of giving birth in vertical positions. Regarding the conditions of the perineum, there was no association between the variables position of delivery and presence of perineal lacerations. It was found association between deliveries assisted by nurses and upright delivery (p <0.001) with an increase of a 4.53 in the chances of upright delivery when performed by these professionals. It was possible to detect significant differences when there was medical advice involved (p = 0.045), observing an increase of 86% in the chance of carrying out the upright delivery when the advice was from other professionals that not the doctor. As for neonatal vitality, almost all newborns had an Apgar score ≥ 7 in the first and fifth minutes of life, indicating good vitality. There was a statistical relation between the position of giving birth and woman's satisfaction (p = 0.021). For women who performed a vertical birth, there is a 6.63 times greater chance of being very satisfied with the delivery, when compared to those who are dissatisfied or not very satisfied. It is concluded that there is a lower prevalence of not recommended practices in verticalized positions, professional nurses stand out in encouraging these positions and there is a greater maternal satisfaction in women who have given birth in verticalized positions. Regarding neonatal outcomes, both positions were satisfactory for neonates.
Keywords: Natural Childbirth; Patient positioning; Humanizing Delivery; Obstetrics; Second stage of labor.
9 LISTA DE QUADROS
Quadro 1- Distribuição das combinações dos descritores de acordo com a base
de dados. Fortaleza,
2020...
22
Quadro 2 - Síntese dos artigos que compuseram a amostra da revisão de
literatura. Fortaleza,
2020...
10 LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Fluxograma do processo de seleção dos artigos inclusos na revisão
de literatura. Fortaleza,
2020...
11 LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Tamanhos amostrais em função do erro máximo permitido, de k e do nível de significância... 31 Tabela 2 - Distribuição dos dados segundo perfil sociodemográficos segundo a
posição de parto. Fortaleza, no período de set/2019 a jan/2020, MEAC. Fortaleza –
CE, 2020... 35
Tabela 3 - Distribuição da característica posição de parto relacionada a assistência pré-natal segundo a posição de parto. Fortaleza, no período de set/2019 a jan/2020,
MEAC. Fortaleza –CE, 2020... 37
Tabela 4 - Distribuição dos dados informações recebidas no pré-natal e profissional que realizou orientação segundo a posição de parto. Fortaleza, no período de set/2019
a jan/2020, MEAC. Fortaleza –CE, 2020... 38
Tabela 5 - Distribuição dos dados dilatação na admissão e estado das membranas
segundo a posição de parto. Fortaleza, no período de set/2019 a jan/2020, MEAC.
Fortaleza –CE, 2020... 39
Tabela 6 - Distribuição das práticas de atenção ao parto e nascimento segundo a
posição de parto. Fortaleza, no período de set/2019 a jan/2020, MEAC. Fortaleza –
CE, 2020... 39
Tabela 7 - Distribuição dos dados informações recebidas na sala de parto e profissional que realizou orientação segundo a posição de parto. Fortaleza, no período
de set/2019 a jan/2020, MEAC. Fortaleza –CE, 2020... 42
Tabela 8 - Distribuição das práticas realizadas do terceiro período clínico do parto e desfecho neonatal segundo a posição de parto. Fortaleza, no período de set/2019 a
jan/2020, MEAC. Fortaleza –CE, 2020... 43
Tabela 9: Distribuição dos dados referentes a satisfação materna segundo a posição
de parto. Fortaleza, no período de set/2019 a jan/2020, MEAC. Fortaleza –CE,
12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
CHU Complexo Hospitalar Universitário CO Centro Obstétrico
DLE Decúbito Lateral Esquerdo
MEAC Maternidade Escola Assis Chateaubriand
MNFAD Métodos Não Farmacológicos de alívio da dor MS Ministério da Saúde
OMS Organização Mundial da Saúde OR Odds-Ration
PBE Prática Baseada em Evidências PN Pré-Natal
PPP Pré-parto, Parto e Pós-parto RC Rede Cegonha
RI Revisão Integrativa RN Recém-nascido
SHEG Síndromes Hipertensivas Específicas da Gestação SUS Sistema Único de Saúde
UBS Unidades Básicas de Saúde UFC Universidade Federal do Ceará
13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 14 2 OBJETIVOS 20 3 REVISÃO INTEGRATIVA 21 4 MATERIAL E MÉTODOS 29 4.1 – Tipo de estudo 29
4.2 – Período e Local do estudo 29
4.3 – População e Amostra 30
4.4 – Coleta de Dados 32
4.5 – Análise dos dados 33
4.6 – Aspectos Éticos 33 5 - RESULTADOS 35 6 - DISCUSSÃO 45 7 - CONCLUSÃO 55 8 – REFERÊNCIAS 57 9 – APÊNDICES 62
A – Instrumento de Coleta de Dados 62
B – Termo de Consentimento Livre Esclarecido 67