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Cap16 Sec7 2x4

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(1)

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Capítulo 16

Cálculo Vetorial

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16.7

Integrais de Superfície

Nesta seção, aprenderemos sobre: Integrais de diferentes tipos de superfície. CÁLCULO VETORIAL

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE

A relação entre integral de superfície e área de superfície é semelhante àquela entre a integral de linha e o comprimento de arco. Suponha que f seja uma função de três

variáveis cujo domínio inclui uma superfície S.

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Definiremos a integral de superfície de f em

S de modo que, nos casos em que

f(x, y, z) = 1, o valor da integral de superfície seja igual à área de superfície de S.

Começamos com superfícies parametrizadas e então trataremos o caso especial em que S é o gráfico de uma função de duas variáveis.

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. SUPERFÍCIES PARAMETRIZADAS

Suponha que a superfície S tenha equação vetorial

r(u, v) = x(u, v) i + y(u, v) j + z(u, v) k

(u, v) D



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Vamos admitir inicialmente que o domínio dos parâmetros D seja um retângulo e vamos dividi-lo em sub-retângulos Rijcom dimensões u e v. SUPERFÍCIES PARAMETRIZADAS Então, a superfície é dividida em retalhos correspondentes

S

ij

.

SUPERFÍCIES PARAMETRIZADAS Calculamos f em um ponto Pij* de cada retalho, multiplicamos pela área Sijdo retalho e formamos a soma de Riemann * 1 1

( )

m n ij ij i j

f P

'

S

¦¦

SUPERFÍCIES PARAMETRIZADAS

(2)

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INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE Equação 1

A seguir, tomamos o limite quando o número de retalhos aumenta e definimos a integral

de superfície de f na superfície S como

* , 1 1

( , , )

lim

m n

( )

ij ij m n i j S

f x y z dS

f P

S

of

¦¦

'

³³

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Observe a analogia com

ƒ a definição de integral de linha (16.2.2); ƒ a definição de integral dupla (15.1.5). INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE

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Para calcular a integral de superfície na Equação 1, aproximamos a área do retalho Sijpela área de um paralelogramo

aproximador no plano tangente.

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE

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Em nossa discussão sobre a área de superfície na Seção 16.6, fizemos a aproximação

Sij |rux rv| u v onde:

são os vetores tangentes em um canto de Sij.

u v x y z x y z u u u v v v w w w w w w w w w w w w r i j k r i j k INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE

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Se as componentes são contínuas e rue rv são não nulos e não paralelos no interior de

D, pode ser mostrado, da Definição 1,

mesmo quando D não é retangular, que

( , , )

( ( , )) |

u v

|

S D

f x y z dS

f

u v

u

dA

³³

³³

r

r r

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE Fórmula 2

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Compare com a fórmula para a integral de linha:

Observe também que

( , , )

b

( ( )) | '( ) |

C

f x y z ds

a

f

t

t dt

³

³

r

r

1

|

u v

|

( )

S D

dS

u

dA

A S

³³

³³

r r

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE

A Fórmula 2 nos permite calcular a integral de superfície, convertendo-a em uma integral dupla sobre o domínio dos parâmetros D. Quando usamos essa fórmula, precisamos lembrar que f(r(u, v) deve ser calculada escrevendo-se

x = x(u, v), y = y(u, v), z = z(u, v)

na fórmula de f(x, y, z).

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE

Calcule a integral de superfície

,

onde S é a esfera unitária

x

2

+ y

2

+ z

2

= 1.

2

S

x dS

³³

(3)

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Como no Exemplo 4 da Seção 16.6, utilizamos a representação paramétrica

x = sen  cos , y = sen  sen , z = cos ,

0   S, 0    2S

ƒ ou seja,

r(, ) = sen  cos  i + sen  sen  j + cos  k

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE EXEMPLO 1

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Como no Exemplo 10 da Seção 16.6, podemos obter que

|r



x r



| = sen 

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE EXEMPLO 1

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Portanto, pela Fórmula 2,

ƒ As integrais de superfície têm aplicações semelhantes àquelas das integrais que estudamos anteriormente.

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIE EXEMPLO 1

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. MASSA

Por exemplo, se uma folha fina (digamos, uma folha de alumínio) tiver:

ƒ a forma de uma superfície S e se;

ƒ a densidade (massa por unidade de área) no ponto (x, y, z) for r(x, y, z).

Então, a massa total da folha será

( , , )

S

m

³³

U

x y z dS

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

CENTRO DE MASSA E MOMENTOS DE INÉRCIA

O centro de massa será onde

ƒ Os momentos de inércia também podem ser definidos como antes (veja o Exercício 39).

x y z, ,

1 ( , , ) 1 ( , , ) 1 ( , , ) S S S x x x y z dS m y y x y z dS m z z x y z dS m U U U

³³

³³

³³

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. GRÁFICOS

Qualquer superfície S com equação

z = g(x, y) pode ser considerada uma

superfície parametrizada com equações paramétricas x = x y = y z = g(x, y) e, então, temos x y g g x y § · w w § · ¨ ¸  ¨ ¸ w w © ¹ © ¹ r i k r j k De modo que, e x y

g

g

x

x

w

w

u 





w

w

r r

i

j k

2 2

|

x y

|

1

z

z

x

y

§

·

w

w

§

·

u

¨

¸



¨

¸



w

w

©

¹ © ¹

r r

GRÁFICOS Equação 3

Logo, neste caso, a Fórmula 2 se torna:

2 2

( , , )

( , , ( , ))

1

S D

f x y z dS

z

z

f x y g x y

dA

x

y

§

·

w

w

§

·





¨

¸

¨

w

¸

w

©

¹ © ¹

³³

³³

GRÁFICOS Fórmula 4

(4)

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Existem fórmulas análogas para quando for mais conveniente projetar S no plano yz ou no plano xz.

GRÁFICOS

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Por exemplo, se S for a superfície com equação y = h(x, z) e D for sua projeção no plano xz, então 2 2

( , , )

( , ( , ), )

1

S D

f x y z dS

y

y

f x h x z z

dA

x

z

w

w

§

· §



·



¨

w

¸ ¨

w

¸

©

¹ ©

¹

³³

³³

GRÁFICOS

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Calcule onde S é a superfície

z = x + y2, 0  x  1, 0  y  2

S

y dS

³³

GRÁFICOS EXEMPLO 2

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Como ʳz/ʳx = 1 e ʳz/ʳy= 2y, a Fórmula 4 dá

2 2 1 2 2 0 0 1 2 2 0 0 2 2 3/ 2 1 2 4 3 0 1 1 1 4 2 1 2 13 2 2 (1 2 ) 3 S D z z y dS y dA x y y y dy dx dx y y dy y § · w w § · ¨ ¸  ¨ ¸ w w © ¹ © ¹    º  ¼

³³

³³

³ ³

³

³

GRÁFICOS EXEMPLO 2

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Se S é uma superfície lisa por partes, ou seja, uma união finita de superfícies lisas S1,

S2, . . . , Sn que se interceptam somente ao longo de suas fronteiras, então a integral de superfície de f sobre S é definida por:

1 ( , , ) ( , , ) ( , , ) n S S S f x y z dS f x y z dS ˜˜˜˜˜˜ f x y z dS

³³

³³

³³

GRÁFICOS

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Calcule , onde S é a superfície cujo:

ƒ lado S1é dado pelo cilindro x2+ y2= 1.

ƒ fundo S2é o círculo x2+ y2 1 no plano z = 0.

ƒ topo S3é a parte do plano z = 1 + x que está

acima de S2.

S

z dS

³³

GRÁFICOS EXEMPLO 3

A superfície S está ilustrada. Trocamos a posição

usual dos eixos para enxergar melhor S.

GRÁFICOS EXEMPLO 3

Para S1, usamos como parâmetros  e z (veja o Exemplo 5 da Seção 16.6) e escrevemos suas equações paramétricas como: x = cos  y = sen  z = z onde: ƒ 0    2S ƒ 0  z  1 + x = 1 + cos  GRÁFICOS EXEMPLO 3

(5)

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Portanto,

e

GRÁFICOS EXEMPLO 3

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Então, a integral de superfície em S1é:

GRÁFICOS EXEMPLO 3

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Como S2está no plano z = 0, temos:

z dS

S2

0dS

S2

0

GRÁFICOS EXEMPLO 3

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A superfície do topoS3está acima do círculo

D e é parte do planoz = 1 + x. ƒ Portanto, tomando g(x, y) = 1 + x na Fórmula 4 e transformando para coordenadas polares, temos o resultado que segue. GRÁFICOS EXEMPLO 3

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

GRÁFICOS EXEMPLO 3

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Portanto,

GRÁFICOS EXEMPLO 3

SUPERFÍCIES ORIENTADAS

Para definir integrais de superfície de campos vetoriais, precisamos excluir superfícies não orientáveis como a faixa de Möbius, mostrada na figura.

ƒ Seu nome é uma homenagem ao geômetra alemão August Möbius (1790-1868). FAIXA DE MÖBIUS

Você pode construir uma:

ƒ tomando uma faixa retangular longa de papel; ƒ torcendo-a por um angulo S;

(6)

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Se uma formiga andasse sobre uma faixa de Möbius começando no ponto P, ela acabaria do “outro lado” da faixa (ou seja, com sua parte de cima apontando para o sentido oposto).

FAIXA DE MÖBIUS

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Então, se a formiga continuasse a andar na mesma direção, ela acabaria de volta no mesmo ponto P sem ter nunca cruzado uma aresta.

ƒ Se você construiu uma faixa de Möbius, tente desenhar uma linha a lápis pelo meio.

FAIXA DE MÖBIUS

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Portanto, na verdade, uma faixa de Möbius tem apenas um lado.

ƒ Você pode traçar a faixa de Möbius usando as equações paramétricas no Exercício 32 da Seção 16.6.

FAIXA DE MÖBIUS

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. SUPERFÍCIES ORIENTADAS

Daqui para a frente consideraremos somente as superfícies orientáveis (com dois lados).

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Começaremos com uma superfície S que tenha um plano tangente em todos os pontos (x, y, z) sobre S (exceto nos pontos da fronteira).

ƒ Em cada ponto (x, y, z) existem dois vetores normais unitários n1e

n2= –n1.

SUPERFÍCIES ORIENTADAS

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SUPERFÍCIE ORIENTADA & ORIENTAÇÃO

Se for possível escolher um vetor normal unitário n em cada ponto (x, y, z) de modo que n varie continuamente sobre S, então

S é chamada superfície orientada.

A escolha dada de n fornece a S uma

orientação.

ORIENTAÇÕES POSSÍVEIS

Existem duas possíveis orientações para qualquer superfície orientada.

ORIENTAÇÃO PARA CIMA Equação 5

Para uma superfície z = g(x, y) dada como o gráfico de g, usamos a Equação 3 e vemos que a orientação induzida é dada pelo vetor normal unitário

ƒ Como a componente na direção de k é positiva, isso fornece a orientação para cima da superfície.

2 2 1 g g x y g g x y w w    w w § · w w § · ¨ ¸ ¨ ¸ w w © ¹ © ¹ i j k n

(7)

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Se S for uma superfície orientada lisa dada na forma paramétrica pela equação vetorial

r(u, v), então ela está automaticamente

associada a orientação do vetor normal unitário

e a orientação oposta é dada por –n.

|

|

u v u v

u

u

r r

n

r r

ORIENTAÇÃO Equação 6

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Por exemplo, no Exemplo 4 da Seção 16.6 encontramos a representação paramétrica

r(, )

= a sen  cos  i + a sen  sen  j + a cos  k

para a esfera x2+ y2+ z2= a2

ORIENTAÇÃO

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Então, no Exemplo 10 da Seção 16.6, encontramos que: rx r= a2sen2  cos  i + a2sen2  sen  j + a2 sen  cos  k e |rx r| = a2sen  ORIENTAÇÃO

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Assim, a orientação induzida por r(, ) é definida pelo vetor normal unitário

ORIENTAÇÃO

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. ORIENTAÇÃO POSITIVA

Observe que n aponta na mesma direção que o vetor posição, ou seja, para fora da esfera.

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. ORIENTAÇÃO NEGATIVA

A orientação oposta (para dentro) poderia ser obtida se tivéssemos trocado a ordem dos parâmetros, porque

rx r= –rx r

SUPERFÍCIES FECHADAS

Para uma superfície fechada, isto é, uma superfície que seja a fronteira de uma região sólida E, a convenção é que a orientação

positiva é aquela para a qual os vetores

normais apontam para fora de E. Os vetores normais que apontam para dentro correspondem à orientação negativa.

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIES DE CAMPOS VETORIAIS

Suponha que S seja uma superfície orientada com vetor normal unitário n, imagine um fluido com densidade (x, y, z) e campo de velocidade v(x, y, z) escoando através de S.

ƒ Pense em S como uma superfície imaginária que não impeça a passagem do liquido, como uma rede de pesca em uma corrente de água.

(8)

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Então a vazão (massa por unidade de tempo) por unidade de área é v.

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIES DE CAMPOS VETORIAIS

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Se dividirmos S em pequenos retalhos

S

ij

,

então

S

ijé aproximadamente plana

.

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIES DE CAMPOS VETORIAIS

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Desse modo, podemos aproximar a massa de fluido que passa por Sijna direção da normal n por unidade de tempo pela quantidade

(v· n)A(Sij)

onde , v e n são calculados em algum ponto de Sij.

ƒ Lembre-se de que a componente do vetor v na

direção do vetor unitário n e v· n.

INTEGRAIS DE SUPERFÍCIES DE CAMPOS VETORIAIS

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CAMPOS VETORIAIS Equação 7

Somando essas quantidades e tomando o limite, obtemos, de acordo com a Definição 1, a integral de superficie da função v· n sobre S:

e ela é interpretada fisicamente como a vazão através de S. ( , , ) ( , , ) ( , , ) S S dS x y z x y z x y z dS U U ˜ ˜

³³

³³

v n v n

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. CAMPOS VETORIAIS

Se escrevermos F = v, então F também é um campo vetorial em R³.

A integral da Equação 7 fica:

S

dS

˜

³³

F n

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. INTEGRAL DE FLUXO

Uma integral de superfície dessa forma aparece frequentemente em física, mesmo quando F não é v, e é denominada

integral de superficie (ou integral de fluxo)

de F em S.

Se F for um campo vetorial contínuo definido sobre uma superfície orientada S com vetor normal unitário n, então a integral de

superfície de F em S é

Essa integral é também chamada fluxo de F através de S.

S S

d

dS

˜

˜

³³

F S

³³

F n

INTEGRAL DE FLUXO Definição 8

Em palavras, a Definição 8 diz que:

ƒ a integral de superfície de um campo vetorial sobre S é igual a integral de superfície de sua componente normal em S (como definido anteriormente).

(9)

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Se r(u, v) é uma função vetorial dada, então

n é dado pela Equação 6 da Definição 8

e, da Equação 2, temos

onde D é o domínio dos parâmetros.

( ( , )) u v u v S S u v u v u v D d dS u v dA u ˜ ˜ u ª u º ˜ u « u » ¬ ¼

³³

³³

³³

r r F S F r r r r F r r r r r INTEGRAL DE FLUXO

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Então, temos

(

u v

)

S D

d

dA

˜

˜

u

³³

F S

³³

F r r

INTEGRAL DE FLUXO Fórmula 9

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Determine o fluxo do campo vetorial

F(x, y, z) = z i + y j + x k

através da esfera unitária

x

2

+ y

2

+ z

2

= 1

INTEGRAL DE FLUXO EXEMPLO 4

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Usando a representação paramétrica

r(, )

= sen  cos  i + sen  sen  j + cos  k 0   S 0    2 S

temos

F(r(, ))

= cos  i + sen  sen  j + sen  cos  k

INTEGRAL DE FLUXO EXEMPLO 4

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Do Exemplo 10 da Seção 16.6,

rx r

= sen2  cos  i + sen2  sen  j

+ sen  cos  k Portanto,

F(r(, )) · (rx r)

= cos  sen2  cos  + sen3  sen2 

+ sen2  cos  cos 

INTEGRAL DE FLUXO EXEMPLO 4

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Então, pela Fórmula 9, o fluxo é:

pelos mesmos cálculos que no Exemplo 1.

INTEGRAL DE FLUXO EXEMPLO 4

INTEGRAL DE FLUXO

A figuramostra o campo vetorial F do Exemplo 4 em pontos da esfera unitária.

CAMPOS VETORIAIS

Se, por exemplo, o campo vetorial do Exemplo 4 é um campo de velocidade descrevendo o escoamento de um fluido de densidade 1, então a resposta 4S/3

representa a vazão através da esfera unitária em unidade de massa por unidade de tempo.

(10)

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No caso de uma superfície dada por um gráfico z = g(x, y), podemos considerar x e y como parâmetros e usar a Equação 3 para escrever: ( x y) ( ) g g P Q R x y § w w · ˜ u   ˜ ¨   ¸ w w © ¹ F r r i j k i j k CAMPOS VETORIAIS

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Logo, a Fórmula 9 se torna

:

ƒ Esta fórmula pressupõe uma orientação de S para cima.

ƒ Para uma orientação para baixo, multiplicamos por -1.

S D

g

g

d

P

Q

R dA

x

y

§

w

w

·

˜

¨







¸

w

w

©

¹

³³

F S

³³

CAMPOS VETORIAIS Fórmula 10

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. CAMPOS VETORIAIS

Fórmulas semelhantes podem ser obtidas se

S for dada por y = h(x, z) ou x = k(y, z).

ƒ veja os Exercícios 35 e 36.

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CAMPOS VETORIAIS EXEMPLO 5

Calcule

onde:

ƒ F(x, y, z) = y i + x j + z k

ƒ S é a fronteira da região sólida E delimitada pelo paraboloide z = 1 – x2– y2e pelo plano z = 0.

S

d

˜

³³

F S

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A superfície S é constituída pela:

ƒ Superfície parabólica do topo S1.

ƒ Superfície circular do fundo S2.

CAMPOS VETORIAIS EXEMPLO 5

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Como S é uma superfície fechada, usamos a convenção de orientação positiva (para fora).

ƒ Isso significa que S1é orientada para cima.

ƒ Podemos usar a Equação 8 com D sendo a projeção de S1sobre o plano xy, ou seja, o

círculo x2+ y2 1.

CAMPOS VETORIAIS EXEMPLO 5

Como sobre S1, P(x, y, z) = y Q(x, y, z) = x R(x, y, z) = z = 1 – x2– y2 e

2

2

g

g

x

y

x

y

w



w



w

w

CAMPOS VETORIAIS EXEMPLO 5

Nós temos:

(11)

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O círculo S2é orientado para baixo, então seu vetor normal unitário é n = –k e temos

já que z = 0 sobre S2. 2 2 ( ) ( ) 0 0 S S D D d dS z dA dA ˜ ˜  

³³

³³

³³

³³

F S F k

CAMPOS VETORIAIS EXEMPLO 5

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Finalmente, calculamos, pela definição, como a soma das integrais de superfície de F sobre SS 1e S2:

d

˜

³³

F S

1 2

0

2

2

S S S

d

d

d

S

S

˜

˜

˜



³³

F S

³³

F S

³³

F S

CAMPOS VETORIAIS EXEMPLO 5

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. APLICAÇÕES

Embora tenhamos exemplificado a integral de superfície de um campo de vetores com seu uso em mecânica dos fluidos, esse conceito também aparece em outras situações físicas.

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. FLUXO ELÉTRICO

Por exemplo, se E é um campo elétrico (veja o Exemplo 5 da Seção 16.1), então a integral de superfície

é chamada fluxo elétrico de E através da superfície S.

S

d

˜

³³

E S

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LEI DE GAUSS Equação 11

Uma importante lei de eletrostática é a Lei

de Gauss, que diz que a carga total

englobada por uma superfície S é:

onde:

ƒ 0é uma constante (denominada permissividade

no vácuo) que depende das unidades usadas (no sistemaSI, 0 8,8542 x 10–12C2/N · m2).

0

S

Q

H

³³

E S

˜

d

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. LEI DE GAUSS

Portanto, se o campo vetorial F do Exemplo 4 representa um campo elétrico, podemos concluir que a carga envolvida por S é

Q = 4 0/3

FLUXO DE CALOR

Outra aplicação de integrais de superfície ocorre no estudo de fluxo de calor.

ƒ Suponha que a temperatura em um ponto (x, y, z) em um corpo seja u(x, y, z).

Então, o fluxo de calor é definido como o campo vetorial

F = –K Шu

onde K é uma constante determinada experimentalmente, chamada

condutividade da substância. FLUXO DE CALOR

(12)

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

A taxa de transmissão de calor através da superfície S no corpo é então dada pela integral de superfície S S

d

K

u d

˜



’ ˜

³³

F S

³³

S

FLUXO DE CALOR

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A temperatura u em uma bola metálica é proporcional ao quadrado da distância do centro da bola.

ƒ Determine a taxa de transmissão de calor através de uma esfera S de raio a e centro no centro da bola quando a é menor que o raio da bola metálica.

FLUXO DE CALOR EXEMPLO 6

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Tomando o centro da bola como origem, temos:

u(x, y, z) = C(x2+ y2+ z2)

onde C é a constante de proporcionalidade.

FLUXO DE CALOR EXEMPLO 6

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Então o fluxo de calor é:

F(x, y, z) = –K Шu

= –KC(2x i + 2y j + 2z k)

onde K é a condutividade do metal.

FLUXO DE CALOR EXEMPLO 6

© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Em vez de usar a parametrização usual da esfera dada no Exemplo 5, observamos que o vetor normal à esfera x2+ y2+ z2= a2que

aponta para fora no ponto (x, y, z) é:

n = 1/a (x i + y j + z k) e, então, 2 2 2

2

KC

(

)

x

y

z

a

˜ 





F n

FLUXO DE CALOR EXEMPLO 6

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Mas, sobre S, temos:

x2+ y2+ z2= a2

e,

F· n = –2aKC

FLUXO DE CALOR EXEMPLO 6

Portanto, a taxa de transmissão de calor através de S é: 2 3

2

2

( )

2

(4

)

8

S S S

d

dS

aKC

dS

aKCA S

aKC

a

KC a

S

S

˜

˜









³³

F S

³³

F n

³³

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