TÍTULO: A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA VISITA DOMICILIAR TÍTULO:
CATEGORIA: EM ANDAMENTO CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:
SUBÁREA: ENFERMAGEM SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO ÍTALO-BRASILEIRO INSTITUIÇÃO:
AUTOR(ES): ANTÔNIA NASCIMENTO DE CARVALHO, ANNE CHRISTINE BASTOS BRITO, ANTONIA DO NASCIMENTO ALVES, THAIS ALICE DA PAIXÃO, THAIS MEDEIROS DE SOUZA
AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): PAULA ARQUIOLI ADRIANI ORIENTADOR(ES):
RESUMO
O sistema de saúde brasileiro ao longo dos tempos vem adquirindo características próprias, segundo seus avanços políticos e econômicos. A partir de 1994, com a criação do Programa Saúde da Família, o sistema de saúde brasileiro voltou-se para um modelo de assistência à saúde voltada principalmente para o atendimento centrado na atenção básica o qual desenvolveu um programa voltado ao atendimento in loco, denominado visita domiciliar, fortalecendo as relações entre os diferentes sujeitos e embasando-se na Universalidade, Integralidade e Equidade. Este estudo tem como objetivo avaliar os periódicos científicos nacionais publicados entre os anos de 2007 a 2017 que possuem informações sobre a atuação do Enfermeiro da Estratégia Saúde da Família em Visita Domiciliar e a participação do profissional Enfermeiro nestas publicações. Para este estudo a metodologia adotada foi o estudo bibliométrico, por ser uma ferramenta estatística que permite mapear e determinar diferentes indicadores de tratamento e gestão da informação e do conhecimento.
INTRODUÇÃO
Com a evolução do sistema de saúde brasileiro, conseguimos adquirir características marcantes que foram acompanhadas com os fatos e avanços políticos e econômicos da sociedade, obedecendo a visão do capitalismo nacional que por sua vez era influenciado pelo capitalismo internacional (AGUIAR, 2015).
Com a criação do PSF em 1994, voltada a um modelo de assistência à saúde, que direciona a população em áreas de risco, transforma-se em Estratégia Saúde da Família (ESF) a fim de para fortalecer a atenção básica por meio da Norma Operacional Básica 96 (NOB 96), que prevê incentivos financeiros aos municípios aderentes à proposta (BRASIL, 2001).
O ESF tem princípios como caráter substitutivo dos modelos assistenciais de da Atenção Primaria a Saúde (APS) no país, programas de saúde pública, atendimento à demanda espontânea, integralidade e intersetorialidade. Atualmente, o PSF passou a ser chamado e definido como ESF, decorrente de uma atividade com início, desenvolvimento e finalização, enquanto que o PSF é uma estratégia de
reorganização da atenção primária e não prevê um tempo para finalizar esta reorganização (MAGALHÃES; COELHO, 2011).
Na sociedade contemporânea, tem sido crescente a busca por estratégias que visem à redução de custos, refletindo o enfoque da política de redução dos gastos estatais, até mesmo nas ações de saúde. Nesse contexto, a assistência prestada por meio da Visita Domiciliar (VD), constitui um instrumento de atenção à saúde que possibilita, a partir do conhecimento da realidade do indivíduo e sua família no lugar que vivem, o fortalecimento do vínculo do paciente, da terapêutica e do profissional, assim como atuar na promoção de saúde, prevenção, tratamento e reabilitação de doenças e agravos (SANTOS; MORAIS, 2011).
Quando a VD é realizada pela enfermagem, esta passa a incluir um conjunto de ações de saúde voltadas para o atendimento, tanto educativo como assistencial, e através dela, são avaliadas as condições ambientais e físicas em que vivem o indivíduo e sua família, visando, entre outros aspectos, a aplicação de medidas de controle nas doenças transmissíveis ou parasitárias e voltando-se principalmente para a educação (SILVA; CADETE, 2014).
A realização da VD amplia o vínculo entre Enfermeiro e comunidade, promovendo uma relação de confiança entre as partes, facilitando ações de prevenção, educação, recuperação, redução dos custos da administração estadual, a identificação de certos riscos encontrados nas residências e a promoção as saúde voltadas para a população. Além destes fatores, permite ainda conhecer a maior parte das necessidades da comunidade em que atua, favorecendo o planejamento de intervenções voltadas as suas reais necessidades (SARRETA, 2009).
O objetivo desta pesquisa consiste em apontar os periódicos científicos nacionais publicados entre os anos de 2007 a 2017 que possuem informações sobre a atuação do Enfermeiro da Estratégia Saúde da Família em Visita Domiciliar e a participação do profissional Enfermeiro nestas publicações.
METODOLOGIA
Para este estudo a metodologia adotada foi o estudo bibliométrico, por ser uma ferramenta estatística que permite mapear e determinar diferentes indicadores de tratamento e gestão da informação e do conhecimento (GUEDES; BORSCHIVER, 2005).
DESENVOLVIMENTO
O levantamento dos dados da literatura será realizado entre julho a setembro de 2017 nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google acadêmico.
Como critério de inclusão serão considerados os artigos do ano de 2007 a 2017, pelas palavras Visita Domiciliar, Enfermeiro e Estratégia Saúde da Família, publicados na íntegra e na língua portuguesa. Serão excluídos os artigos duplicados ou que não contemplem a temática sobre a atuação do Enfermeiro na Estratégia Saúde da Família por meio da Visita Domiciliar. Os artigos utilizados serão analisados conforme seus dados bibliométrico relativos a: periódico, nome dos autores, formação dos autores, metodologia da pesquisa, ano de publicação e palavras chave, sendo inicialmente dispostos em uma tabela com os dados citados acima, possibilitando uma analise quantitativa destes dados para em seguida serem analisados o perfil dos conteúdos obtidos.
RESULTADOS PARCIAIS
A enfermagem é uma profissão que transita entre a ciência e a pesquisa, a fim de se fortalecer, cada vez mais como profissão não só de prática, mas também de conhecimento (MCEWEN; WILLS, 2016)
Um estudo realizado no Brasil por Erdmann e De Melo Lanzoni (2008) sobre as “características dos grupos de pesquisa da enfermagem brasileira certificados pelo CNPQ de 2005 a 2007”, mostrou que houve um crescimento significativo dos grupos de pesquisa da área da Enfermagem neste período principalmente quanto a produção e qualificação dos integrantes, o que fortaleceu significativamente a visibilidade e reconhecimento da Enfermagem.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da saúde. Regionalização da assistência à saúde: aprofundando a descentralização com equidade no acesso. Norma Operacional da Assistência à Saúde – NOAS-SUS 01/01(Portaria MS/GM n.º 95, de 26 de janeiro de 2001, e regulamentação complementar). 2001. Disponível em:
http://siops.datasus.gov.br/Documentacao/Noas%2001%20de%202001.pdf Acessado em: 30 de jul. 2016.
ERDMANN, A. L.; DE MELO LANZONI, G. M. Características dos grupos de
pesquisa da enfermagem brasileira certificados pelo CNPq de 2005 a 2007. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, v. 12, n. 2, p. 316-322, 2008.
GUEDES, V.L.S.; BORSCHIVER, S. Bibliometria: uma ferramenta estatística para a gestão da informação e do conhecimento, em sistemas de informação, de
comunicação e de avaliação científica e tecnológica. Encontro Nacional de Ciência
da Informação, v. 6, p. 1-18, 2005. Disponível em:
http://www.cinform-anteriores.ufba.br/vi_anais/docs/VaniaLSGuedes.pdf. Acessado em 11 de abr.2017. MCEWEN, M.; WILLS, E. M. Bases teóricas de enfermagem. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.
MAGALHÃES, P. l. Programa Saúde da Família: uma estratégia em
construção. Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização em Atenção
Básica em Saúde da Família, Universidade Federal de Minas Gerais – Universidade de Minas Gerais – Corinto, 2011. Disponível em:
https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/3011.pdfAcessado em: 30 de abr. 2017.
SANTOS, E. M.; MORAIS, S.H. L. A visita domiciliar na Estratégia Saúde da Família: percepção de enfermeiros. Cogitare Enfermagem, v. 16, n. 3, 2011. Disponível em: http://www.redalyc.org/html/4836/483648968014/. Acessado em 21 de mar. 2016. SILVA,C,A,C; CADETE,M,M,M.A visita domiciliaria na promoção à saúde da família dos moradores da zona rural. Lagoa Santa-MG. 2014. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/4524.pdf. Acessado em:04 de abr . 2016.