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Portugal - Ficha País

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Academic year: 2021

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Índice

1. Aspetos gerais

3

1.1 Geografia

3

1.2 População e língua

3

1.3 Síntese

3

2. Aspetos políticos

4

3. Infraestruturas

4

4. Economia

4

4.1 Estrutura económica

4

4.2 Situação económica e perspetivas 5

5. Comércio Internacional

6

6. Investimento internacional

8

6.1 Investimento direto estrangeiro em Portugal

8

(3)

Aspetos gerais

Portugal continental está geograficamente situado na costa Oeste da Europa, na Península Ibérica. Faz fronteira a Norte e a Leste com a Espanha, a Ocidente e a Sul com o Oceano Atlântico, situando-se numa posição geo-estratégica entre a Europa, a América e a África. Para além do Continente, o território português abrange ainda as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, dois arquipélagos lo-calizados no oceano Atlântico.

A estabilidade das fronteiras continentais, praticamente inalteradas desde o século XIII, torna Portugal um dos mais antigos países do mundo, com quase novecentos anos de história, e reflete a sua mar-cada identidade e unidade interna.

Geografia

No território continental, o Tejo (o maior rio) divide o norte, montanhoso e planáltico, do sul, mais baixo e com menor relevo. Também o litoral, geralmente baixo, se distingue das terras do interior. As maiores altitudes encontram-se num cordão de montanhas situado no centro do país: a Serra da Estrela, com 1.993 m, constitui o elemento culminante. Nos arquipélagos, a montanha do Pico (2.351 m) é o ponto mais alto dos Açores e o Pico Ruivo (1.862 m) é a maior elevação da Madeira.

No litoral do continente, geralmente pouco recortado, os principais acidentes correspondem a estuários (Tejo e Sado). Seguem-se pequenas baías (Peniche, Sines, Lagos) e estruturas de tipo lagunar (Vouga-Aveiro, Óbidos e Faro). As saliências costeiras são em pequeno número e de baixas amplitudes, mas de grande beleza: cabos Mondego, Carvoeiro, Roca, Espichel, Sines, S. Vicente e Santa Maria.

O clima português é caracterizado por Invernos suaves e Verãos amenos. Os meses mais chuvosos são os de novembro e dezembro; o período de precipitação mais escassa vai de abril a setembro.

População e língua

Portugal é um país com 10,6 milhões de habitantes, sendo que aproximadamente 52% é considerada população ativa. A distribuição da população pelo território do continente evidencia uma concentração mais elevada junto à faixa litoral, onde são visíveis duas áreas com densidades particularmente elevadas, centradas nas cidades de Lisboa (a capital) e do Porto.

A língua portuguesa é falada por mais de 200 milhões de pessoas, espalhadas por quase todos os continentes: Europa, África, América e Ásia. Esta diversidade tem contribuído para o aprofundamento das ligações históricas e culturais de Portugal com o mundo.

Síntese

Área 92.212,0a km2 População (milhares) 10.594a (2012) População ativa (milhares) 5.455a (2012) Densidade demográfica (hab./km2) 114,3a (2012) Designação oficial República Portuguesa

Capital Lisboa (2,1 milhões de hab. – zona

metropolitana)

Capitais de Distrito

Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Funchal (na Madeira), Guarda, Leiria, Ponta Delgada (nos Açores), Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

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Aspetos políticos

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado no respeito e na garantia dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes.

Os órgãos de soberania consagrados na Constituição são o Presidente da República, a Assembleia da República, o Governo e os Tribunais. O Presidente da República é o Chefe de Estado eleito por sufrágio universal direto por um mandato de cinco anos, podendo ser reeleito apenas para mais um mandato. O atual Presidente da República, reeleito a 23 de janeiro de 2011 é Aníbal Cavaco Silva.

O poder legislativo é da competência da Assembleia da República, composta por 230 deputados eleitos por sufrágio universal direto por um mandato de quatro anos.

O poder executivo pertence ao Governo, constituído pelo Primeiro-Ministro, pelos Ministros e pelos Secretários de Estado. O atual Primeiro-Ministro é Pedro Passos Coelho líder do partido social-democrata, que ganhou as últimas eleições legislativas realizadas em junho de 2011.

O sistema judicial português é constituído por várias categorias ou ordens de tribunais, independentes entre si, com estrutura e regime próprios. Duas dessas categorias compreendem apenas um Tribunal (o Tribunal Constitucional e o Tribunal de Contas). Os Tribunais Judiciais e Administrativos e Fiscais abrangem uma pluralidade de tribunais, estruturados hierarquicamente, com um tribunal superior no topo da hierarquia. Podem ainda existir Tribunais Marítimos, Tribunais Arbitrais e Julgados de Paz.

Infraestruturas

Infraestruturas rodoviárias: Portugal detém atualmente uma das

redes mais desenvolvidas da Europa, composta de Autoestradas (AE), Itinerários Principais (IP), Itinerários Complementares (IC), Estradas Nacionais (EN) e Estradas Regionais. Em 2010, a rede rodoviária nacional atingiu, no Continente, 13.123 km, dos quais 2.737 km com tipologia de Autoestrada, ou seja, mais de 1/5 do total da rede viária.

Rede ferroviária: Conta com cerca de 2.843 Km (2.794 km com

tráfego) e assegura a ligação Norte-Sul ao longo da faixa litoral do continente português e as ligações transversais. A densidade desta rede tende a ser mais significativa nas regiões de maior concentração populacional.

Rede aeroportuária: Abrange 15 aeroportos. No continente

português, salientam-se os de Lisboa, do Porto e de Faro, todos eles internacionais e situados na orla litoral do continente. A condição de insularidade das regiões autónomas explica a presença de um maior número de aeroportos. A Região Autónoma dos Açores conta com nove aeroportos e a Região Autónoma da Madeira com dois. A maioria das companhias aéreas internacionais serve os principais aeroportos do País.

Ligações marítimas: Existem no continente português nove

portos principais: Viana do Castelo e Leixões, na região Norte; Aveiro e Figueira da Foz, no Centro; Lisboa e Setúbal, na região de Lisboa; Sines, no Alentejo; Faro e Portimão, no Algarve. A Região Autónoma dos Açores conta com oito portos e a região Autónoma da Madeira com três. No que se refere aos portos continentais, apenas em Lisboa e Leixões se verifica movimento de passageiros, embora pouco expressivo no caso de Leixões. A principal vocação desta infraestrutura portuária é o transporte de mercadorias, destacando-se o porto de Sines (38,6% do total em 2011), Leixões (24,4%) e Lisboa (18,5%).

Economia

Estrutura da economia

A estrutura da economia portuguesa, nas últimas décadas, é caracterizada por elevado peso do setor dos serviços, à semelhança, aliás, dos seus parceiros europeus, que contribuiu com 79,3% do VAB e empregou 63,9% da população em 2012. A agricultura, silvicultura e pescas representaram apenas 2,2% do VAB (contra 24% em 1960) e 10,5% do emprego, enquanto a indústria, a construção, a energia e a água corresponderam a 23,4% do VAB e 25,6% do emprego.

Na última década, para além de uma maior incidência e diversificação dos serviços na atividade económica, registou-se uma alteração significativa no padrão de especialização da indústria transformadora em Portugal, saindo da dependência de atividades industriais tradicionais para uma situação em que novos setores, de maior incorporação tecnológica, ganharam peso e uma dinâmica de crescimento, destacando-se o destacando-setor automóvel e componentes, a eletrónica, a energia, o setor farmacêutico e as indústrias relacionadas com as novas tecnologias de informação e comunicação. Ainda nos serviços, salienta-se a importância da posição geográfica de Portugal, usufruindo do clima mediterrânico, moderado pela influência do Atlântico, bem como o significado da imensa costa portuguesa, que apoia uma relevante indústria turística.

Fonte: GEE – Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e do Emprego Nota: VAB – Valor acrescentado bruto

Distribuição do VAB – 2012

Serviços Agricultura, silvicultura

e pescas Indústria, construção, energia e água 2,2% 23,4% 79,3%

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Situação económica e perspetivas

A recuperação gradual da procura à escala global e das economias dos nossos principais parceiros comerciais, iniciada ainda em finais de 2009, permitiu a Portugal retomar uma trajetória de crescimento em 2010 (PIB cresceu 1,9% face ao período homólogo), com base no bom desempenho das exportações, principal “motor” dessa recuperação.

Indicadores Económicos 2008 2009 2010 2011 2012 2013a 2014a

PIB pm Milhões EUR 171.983 168.504 172.835 171 040 165.387 163.774 166.431

Milhões USD 252.815 234.220 229.870 237.745 213.349 217.819 218.025

t.v. volume 0,0 -2,9 1,9 -1,6 -3,2 -2,3 1,1

Per capita EUR 16.205 15.893 16.208 16.199 b 15.484 b 15.123 15.224

USD 23.821 22.091 21.557 22.516 b 19.975 b 20.114 19.943

Por pessoa empregada t.v. valor 1,0 0,8 4,1 0,9 1,0 1,7 1,1

Consumo Privado Milhões EUR 114.957 109.774 113.979 113.778 109.609 107.179 109.159

t.v. volume 1,3 -2,3 2,5 -3,8 -5,6 -3,8 -0,4

Consumo Público Milhões EUR 34.532 37.160 37.311 34.271 30.221 29.984 28.797

t.v. volume 0,3 4,7 0,1 -4,3 -4,4 -2,4 1,5

Investimento (FBCF) Milhões EUR 38.635 34.629 33.830 30.534 26.146 24.071 25.244

% do PIB 22,5 20,6 19,6 17,9 15,8 14,7 15,2

t.v. volume -0,3 -8,6 -3,1 -10,7 -14,5 -7,1 1,9

FBCF excluindo construção % do PIB 9,1 7,9 7,5 6,8 6,4 n.d n.d

t.v. volume 6,2 -11,3 -1,7 -9,7 -9,7 n.d n.d

População Mil hab 10.622 10.633 10.637 10.651 10.656 10.661 10.667

Emprego Mil indiv 5.198 5.054 4.978 4.884 4.675 4.550 4.572

Entretanto, a demora na resolução e o consequente alastrar da crise da dívida soberana na Zona Euro ao longo dos últimos dois anos, contribuiu para a deterioração das condições de acesso aos mercados de financiamento internacionais. Para a economia portuguesa, caracterizada por um elevado grau de endividamento externo e baixo crescimento económico tendencial, conjugados com um défice público excessivo, estes acontecimentos vieram colocar em causa a sustentabilidade das finanças públicas, tornando inevitável o pedido de assistência financeira à União Europeia e FMI em abril de 2011.

As principais linhas estratégicas do Programa de ajustamento económico e financeiro em vigor até 2014 foram desenhadas para assegurar um desenvolvimento equilibrado e sustentado da economia no médio-longo prazo, e para garantir uma trajetória sustentável para as finanças públicas.

O seu impacto na economia portuguesa foi, contudo, muito significativo. Portugal assistiu a uma contração do PIB de -1,6% em 2011 e de -3,2% em 2012, perspetivando-se uma melhoria no final dos dois próximos anos, pois as projecções para 2013 ainda apontam para uma diminuição da actividade económica (-2,3%), mas em 2014 a economia deverá recuperar com um crescimento na ordem dos 1,1%.

Fonte: GEE – Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e do Emprego

Distribuição do Emprego – 2012

Serviços Agricultura, silvicultura

e pescas Indústria, construção, energia e água 10,5% 25,6% 63,9%

(6)

Comércio internacional

Em 2012, as exportações de bens e serviços registaram um crescimento próximo dos 4%, sendo de salientar a evolução mais positiva da vendas de bens1 (acréscimo de 5,7%), enquanto que os serviços assinalaram um ligeiro decréscimo (-0,3%). As importações de bens e serviços decrescerem (-6,1% em relação ao ano de 2011), conseguindo Portugal apresentar um superavit desta balança em 2012, invertendo a tendência negativa e quase sempre crescente dos últimos 15 anos. O saldo da balança de bens continuou a expor um deficit em 2012, mas registou um forte decréscimo face a 2011 (-39,6%), o mais acentuado dos últimos cinco anos, sendo que a diminuição das importações de bens na ordem dos 6%, contribuíram muito para este resultado.

Quanto aos principais mercados de destino das exportações de bens em 2012, a Espanha mantém a liderança, embora a perder quota, seguindo-se a Alemanha e a França, que em conjunto absorveram cerca de 47% do total exportado por Portugal. Angola continua a ser o 4º maior cliente, assumindo uma maior importância em 2012 (7% do total exportado).

Os EUA ascendem a 7 º cliente, ocupando o lugar da Itália. A China ocupou a 10ª posição do ranking dos maiores clientes de Portugal, lugar que pertenceu ao Brasil em 2011.

As máquinas e aparelhos foram o grupo de produtos mais exportado, com 15,1% do total e um crescimento de 10% em termos homólogos. Seguiram-se os veículos e outro material de transporte (11,7% de quota e uma redução de 4,7%) e em 3º lugar os combustíveis com 8,5% do total, atingindo um valor mais elevado do que em 2011 e o maior crescimento (+24,9%), em relação à evolução dos restantes grupos de produtos. Em relação às importações de bens, os combustíveis, as máquinas e aparelhos, os produtos químicos e os agrícolas lideram o ranking das compras efetuadas em 2012, representando, em conjunto, 57% do total do total importado por Portugal. As importações de veículos e outro material de transporte perdem importância na estrutura de importações em 2012 (8,4% do total, quando em 2011 o seu peso fora de 10,6%).

Espanha, Alemanha, França e Itália assumem-se como principais fornecedores, com 55% do total importado, no mesmo período.

Comércio Internacional Português 2008 2009 2010 2011 2012 TVH (%) 2011/2012

Comércio de bens e serviços

Exportações (fob) Milhões EUR 57.066 48.339 54.972 62.232 64.625 3,8

Importações (fob) Milhões EUR 73.449 60.148 67.497 68.740 64.514 -6,1

Saldo (fob) Milhões EUR -16.383 -11.809 -12.525 -6.508 111 …

% do PIB -9,5 -7,0 -7,2 -3,8 0,1 …

Comércio de bens

Exportações (fob) Milhões EUR 39.201 32.021 37.394 43.073 45.526 5,7

Importações (cif) Milhões EUR 62.186 49.815 56.581 57.278 54.109 -5,5

Saldo (fob-cif) Milhões EUR -22.985 -17.794 -19.186 -14.205 -8.582 -39,6

% do PIB -0,1 -10,3 -11,4 -8,2 -5,2 …

Fonte: Banco de Portugal (Balança de Pagamentos) Notas: n.d - Não disponível

Fonte: INE – Instituto Nacional de Estatística (2011 - resultados provisórios e 2012 preliminares) Nota: (a) Inclui membros associados e Venezuela (2012); (b) Inclui: Argélia, Líbia, Marrocos, Mauritânia e Tunísia

Distribuição Geográfica das Exportações de Bens Distribuição Geográfica das Importações de Bens

1 INE, Contas Trimestrais Preliminares (base 2006), através da fonte: GEE – Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e do Emprego – Balança de Pagamentos – 19 de março de 2013

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatísticas (2011 - resultados provisórios e 2012 preliminares) Nota: (a) inclui membros associados e Venezuela (2012); (b) inclui: Argélia, Líbia, Marrocos, Mauritânia e Tunísia. 71,1% 8,0% 5,0% 2,3% 2,3% 11,3% 2011 74,4% 6,8% 5,0% 2,1% 1,8% 9,8% 2012 UE 27 PALOP NAFTA Mercosul (a) MAGREBE (b) Outros 71,8% 3,2% 3,0% 2,6% 2,2% 17,2% 2011 73,6% 2,9% 2,7% 2,1% 1,6% 17,1% 2012 UE 27 Mercosul (a) PALOP MAGREBE (b) NAFTA Outros

(7)

Fonte: INE – Instituto Nacional de Estatística (2011 - resultados provisórios e 2012 preliminares)

10 Principais Países nas Exportações de Bens 10 Principais Países nas Importações de Bens

Principais Grupos de Produtos Exportados

Principais Grupos de Produtos Importados

22,5% 12,3% 11,8% 6,6% 5,3% 4,2% 3,7% 4,1% 3,1% 1,7% 24,7% 2011 24,9% 12,2% 5,4% 5,2% 3,9% 3,7% 3,5% 3,1% 1,4% 23,2% 13,6% 2012 Espanha Alemanha França Angola RU Países Baixos EUA Itália Bélgica China Brasil Outros 31,8% 11,5% 6,6% 5,3% 4,9% 3,2% 2,5% 3,0% 2,4% 2,4% 26,4% 2011 32,3% 6,8% 5,5% 4,8% 3,3% 2,6% 2,5% 2,5% 2,5% 24,9% 12,4% 2012 Espanha Alemanha França Itália Países Baixos Angola RU Bélgica China Brasil Nigéria Outros Fonte: INE – Instituto Nacional de Estatística (2011 - resultados provisórios e 2012 preliminares)

Combustíveis Minerais Máquinas, Aparelhos Químicos Agrícolas 17,5% 15,3% 10,3% 10,4% 20,6% 14,7% 11,1% 10,8% 0 Máquinas, Aparelhos Veículos, Outro Material de Transporte Combustíveis Minerais Metais Comuns Plásticos, Borracha Outros Produtos Químicos Vestuário Agrícolas Alimentares Pastas Celulósicas, Papel Minerais, Minérios Matérias Têxteis Calçado Madeira, Cortiça Óptica e Precisão Peles, Couros 0 14,6% 13,0% 7,2% 8,0% 6,8% 5,9% 5,7% 5,7% 5,4% 5,2% 5,1% 5,1% 4,0% 3,7% 3,3% 1,1% 0,4% 15,1% 11,7% 8,5% 8,2% 6,8% 6,1% 5,7% 5,4% 5,4% 5,2% 4,9% 4,9% 3,7% 3,6% 3,2% 1,2% 0,4% 2012 2011

(8)

Investimento internacional

Investimento direto estrangeiro em Portugal

O investimento direto estrangeiro (IDE), nos últimos 5 anos, tem evidenciado um comportamento positivo em termos brutos, com valores entre os 32 e os 43 mil milhões de euros.

Em 2012, o IDE bruto em Portugal atingiu um montante total de 39,3 mil milhões de euros (-8,9% face a 2011). Em termos líquidos, totalizou 6,9 mil milhões de euros, o que também significou uma redução de 13,5% em termos homólogos. O comércio por grosso e a retalho foi o setor que mais beneficiou com a entrada de capitais estrangeiros, tendo representado

cerca de 34% do total em 2012, seguido pelas atividades financeiras e de seguros (22%) e das indústrias transformadoras (19%), representando, em conjunto, 75% do total de IDE bruto registado neste período.

A UE mantém-se como a principal origem do IDE em Portugal (91%). Os Países Terceiros, por seu lado, representaram 9% do IDE bruto total em 2012.

Espanha, França, Reino Unido, Luxemburgo e Países Baixos (73% do total) lideram o ranking. Fora da UE27, apenas a Suíça surge na lista dos 10 maiores investidores estrangeiros em Portugal, no mesmo período.

Fonte: Banco de Portugal; Nota: (a) Investimento bruto Fonte: Banco de Portugal; Unidade: Milhões EUR

Evolução do Investimento Direto Estrangeiro em Portugal

Investimento Direto Estrangeiro em Portugal

por Setores ª Investimento Direto Estrangeiro em Portugal por Países de Origem ª

2008 2009 2010 2011 2012

Investimento Bruto Investimento Líquido

34,1% 21,9% 19,2% 9,1% 5,7% 2,8% 1,1% 0,7% 5,3% 2011 5,5% 0,9% 2,7% 19,5% 41,7% 1,6% 0,4% 3,8% 23,9% 2012 Actividades de informação e comunicação Actividades de consultoria, ciêntificas e técnicas Construção Actividades imobiliárias Outros

Comércio por grosso e a retalho Actividades financeiras e de Seguros Indústria transformadora Electricidade, gás, água 18,2% 16,3% 15,6% 13,4% 9,0% 8,3% 4,6% 5,8% 4,3% 3,2% 1,3% 2011 11,8% 15,2% 3,8% 9,0% 1,2% 3,0% 6,7% 24,4% 1,4% 3,8% 19,7% 2012 Espanha França RU Luxemburgo Países Baixos Alemanha Suiça Bélgica Áustria Irlanda EUA Outros

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Investimento direto de Portugal no estrangeiro

Nos últimos 5 anos o investimento direto português no exterior (IDPE) em termos brutos situou-se entre os 7 e os 20 mil milhões de euros, sendo notório que o final da década de 90 e o início desta corresponderam à fase dos grandes investimentos, nomeadamente em Espanha e no Brasil.

Em 2012 o IDPE bruto ascendeu a 9 mil milhões de euros, o que significou um forte decréscimo face a 2011, mas próximo dos valores realizados em 2009 e 2010.

Em termos líquidos atingiu-se o montante de 1,5 mil milhões de euros, assinalando também uma acentuada queda face a 2011, mas atingindo um valor superior aos registados entre 2009 e 2010.

As Atividades Financeiras e de Seguros foram aquelas em que as empresas portuguesas mais investiram em 2012 (76% do total), seguindo-se as indústrias transformadoras (8%).

Os Países Baixos lideram, com larga margem (59%), o ranking dos mercados de destino do IDPE, seguindo-se a Espanha (13%), o Brasil (7%) e Angola (4%).

No entanto, observa-se uma maior diversificação de destinos de investimento português, sendo de destacar, para além do Brasil (3º) e de Angola (4º), os EUA (6º) e Moçambique (9º).

Evolução do Investimento Directo de Portugal no Estrangeiro

Investimento Direto de Portugal no Estrangeiro

por Setores ª Investimento Directo de Portugal no Estrangeiro por Países de Destino ª

Fonte: Banco de Portugal; Unidade: Milhões EUR

2008 2009 2010 2011 2012

Investimento Bruto Investimento Líquido

8,2% 5,1% 4,6% 4,0% 0,4% 0,3% 1,1% 0,5% 2011 4,7% 4,2% 3,3% 2,8% 0,1% -4,1%* 2012 3.5% 2,5% 1,4% 8,9% 1,3% 1,2% 1,1% 1,0% 2011 2012 2,8% 2,8% 1,3% 1,1% 0,7% 0,7% 0,7% 8,4%

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Referências

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