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PSICOLOGIA TRANSPESSOAL NA EDUCAÇÃO

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Academic year: 2021

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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO- “PSICOLOGIA

TRANSPESSOAL” - CLASSI

LENY BOER

PSICOLOGIA TRANSPESSOAL NA EDUCAÇÃO

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INTRODUÇÃO

A grande importância da Psicologia Transpessoal, leva-nos à necessidade de se repensar a educação, em especial a de uma criança, fazendo-se uso das ferramentas de estudo da área acima referida.

Em observação ao exposto, far-se-ão algumas alusões ao grande Jung, Freud e outros autores com experiências na área educacional e evolução do ser humano. Para tanto leitura e mais leituras de obras a área foram feitas para que se chegasse à aplicação da Psicologia Transpessoal no ensino fundamental de nossas escolas.

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DESENVOLVIMENTO I – Os mitos e os símbolos

Conforme Freud em “Interpretação dos Sonhos”, pág. 63. deduz-se que o autor explora o inconsciente e a simbologia dos sonhos. Reflete sobre nossas experiências que são afetadas por pulsões primais contidas no inconsciente. Pensando nas afirmações do autor, conclui-se que os pensamentos inconscientes não possam ser alcançados pela simples introspecção, o inconsciente pode comunicar-se com o consciente de algumas maneiras. No tratamento psicanalítico, uma vez que o inconsciente é inacessível, os conflitos só ficam aparentes pelos sintomas que se manifestam no plano consciente. O sofrimento emocional, dizia Freud, é o resultado de um conflito inconsciente. Não podemos ficar sempre lutando contra nós mesmos.

A abordagem inovadora utilizada por Freud no tratamento de distúrbios psicológicos, incluía lidar com os conflitos existentes no inconsciente. O objetivo era livrar o paciente das memórias reprimidas e assim, aliviar o seu sofrimento mental. Mensagens que nascem do conflito entre consciente e inconsciente tendem a aparecer disfarçadas ou codificadas, no caso, a tarefa do psicanalista é interpretar essas mensagens acessando o inconsciente.

II – Acessando o inconsciente

Outras manifestações do inconsciente bastante conhecidas são os atos falhos e o processo de associação livre. O ato falho freudiano é um erro verbal, um lapso de linguagem que revela uma convicção, um pensamento ou uma emoção reprimidos. É a substituição involuntária de uma palavra por outra que soa parecida, mas que, sem querer, revela algo que de fato a pessoa sente. Por exemplo, um homem pode dizer a uma mulher por quem se sente atraído que o jantar que ela lhe ofereceu “estava muito bem peito”, e o deslize expõe seus verdadeiros pensamentos.

Freud utilizava a técnica da associação livre (criada por Carl Jung) na qual os pacientes ouviam uma palavra e deveriam dizer em seguida a primeira palavra que lhes ocorresse. Esse processo permitia que o inconsciente viesse à tona, pois a mente usa associações automáticas e, desta maneira os pensamentos “ocultos” poderiam ser enunciados antes que a mente consciente pudesse detê-los.

Para ajudar um indivíduo a sair do estado de recalque e começar a lidar de forma consciente com as questões que realmente o afetam, Freud julgava necessário acessar os sentimentos recalcados desse indivíduo. Por exemplo, se é difícil um homem confrontar outros indivíduos, ele prefere recalcar seus sentimentos a ter que lidar com enfrentamentos. Com o tempo essas emoções recalcadas acumulam-se e revelam-se de outras maneiras - raiva, angústia, depressão, excesso de álcool e drogas ou distúrbios alimentares, tudo isso pode ser resultado da luta para afastar esses pensamentos recalcados em vez de lidar com eles. A análise permite que memórias e sentimentos aprisionados venham à superfície e é comum que o paciente surpreenda-se com a emoção que estava oculta. Não é raro que pacientes se emocionem até as lágrimas por alguma questão antiga que julgavam “superadas”. Essa reação demonstra que o evento e

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a emoção continuavam vivos – ainda detinham energia emocional – e estavam recalcados, em vez de serem confrontados. Na terminologia freudiana, a “catarse” é este ato de liberar e sentir as emoções profundas ligadas às memórias recalcadas. Se um evento significativo – como a morte do pai – não foi totalmente experimentado na época por ser muito devastador, a dificuldade e a energia ficam preservadas e são liberadas no momento da catarse.

III – O inconsciente coletivo

Segundo Carl Jung (1875-1961) o inconsciente coletivo é formado por arquétipos. Jung, discípulo de Freud, aperfeiçoou e aprofundou o estudo sobre o inconsciente. Investigou os elementos constituintes do inconsciente e seus mecanismos. Era fascinado pelo fato de diferentes sociedades, espalhadas ao redor do mundo, compartilharem impressionantes semelhanças a despeito de suas enormes diferenças culturais. Tais sociedades apresentavam um misterioso compartilhamento de mitos e símbolos a milhares de anos. Jung concluiu que isso só poderia ser fruto de algo maior que é a experiência individual de um homem; os símbolos, pensou ele, devem existir como parte da psique humana.

Para Jung, a existência desses mitos compartilhados era prova de que parte da psique humana contém ideias preservadas em uma estrutura atemporal que age como uma espécie de “memória coletiva”. Jung introduziu o conceito de que uma parte distinta e independente do consciente existe dentro de cada um de nós, uma parte que não se apoia em nenhuma de nossas experiências individuais – é o inconsciente coletivo.

Os símbolos e mitos mais conhecidos são para Jung parte desse inconsciente coletivo e universalmente compartilhado. Ele acreditava que os símbolos existem como parte das memórias hereditárias passadas de geração em geração e que sofrem mudanças apenas sutis conforme diferentes culturas e época. Essas memórias herdadas surgem na psique sob a linguagem de símbolos, os quais Jung chamou de arquétipos.

É possível entender os arquétipos como padrões herdados de comportamento ou emoção. Eles nos dão condição de reconhecer um conjunto de comportamentos ou expressões emocionais. Temos a impressão de fazer isso instintivamente, mas, para Jung o que julgamos ser instinto é na verdade o uso inconsciente dos arquétipos.

Segundo ele, a psique é formada por três componentes: o ego, o inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo. O ego representaria a mente consciente ou o self , enquanto o inconsciente pessoal conteria as memórias do indivíduo. Inclusive as que estão suprimidas. O inconsciente coletivo seria a parte da psique que abriga os arquétipos.

Embora os arquétipos possam se misturar e imitar uns aos outros em diferentes culturas, cada ser humano possui dentro de si um modelo de cada um dos diversos arquétipos. A natureza de um arquétipo é tal que nós o reconhecemos instantaneamente e somos capazes de lhe atribuir um significado emocional específico. A Persona é um dos arquétipos mais importantes descritos por Jung. Desde muito cedo, percebeu sua própria tendência de mostrar apenas uma parte de sua personalidade ao mundo exterior. Identificou o mesmo traço em outras pessoas e notou que os seres humanos dividem suas personalidades e componentes. Mostram apenas alguns deles, conforme o meio e a situação. O self que apresentamos ao mundo – nossa imagem pública – é um arquétipo que o autor chamou de Persona. Segundo Jung, um dos arquétipos representa a parte de nós que não nos desejamos mostrar ao mundo denominada Sombra, o oposto da Persona, simboliza todos os nossos pensamentos secretos ou reprimidos e os aspectos vergonhosos do nosso caráter. Aparece na Bíblia sob a forma do diabo e na

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literatura como o Mr. Hyde do Dr. Jekyll. A Sombra é o nosso lado ruim que projetamos sobre os outros.

De todos os arquétipos o mais importante é o verdadeiro self. É um arquétipo central, organizador, que tenta harmonizar todos os outros aspectos para formar um self unificado e interiço. O verdadeiro objetivo da existência humana, segundo ele, é atingir um estado psicológico esclarecido e avançado denominado “autorrealização”. Esse arquétipo é fonte de sabedoria e verdade.

Além dos estudos sobre o inconsciente coletivo e os arquétipos Jung foi o primeiro a investigar a prática da associação de palavras e introduzir o conceito de tipos de personalidades extrovertidas e introvertidas.

A obra de Jung teve grande impacto sobre a psicologia, antropologia e espiritualidade, e seus arquétipos são tão conhecidos que podem ser facilmente identificados em filmes, na literatura e outras manifestações culturais que retratam personagens universais.

E a educação? O que se pode fazer no sentido de orientar a criança em relação aos arquétipos? Por que ela tem medo de monstros (filmes ou desenhos)? Cabe ao educador ter um conhecimento mais aprofundado sobre a Psicologia Transpessoal e fazer a orientação adequada aos alunos; desenvolver com as crianças exercícios de arteterapia para que elas extravasem o que lhes vai na alma. Acima de tudo, bem como em toda atitude do educador, busca-se transmitir-lhes segurança e muito amor.

Imagem e cores – efeitos psicológicos

Considera-se de suma importância destacar o valor das imagens e cores na didática do professor, bem como em sessões de terapia, conforme o autor Roberto Assagioli em Psicossíntese – “As bases da Psicologia Moderna” - à página 295 “Imagens e objetos de várias especies (pinturas, desenhos e todos os objetos de arte) possuem um grande poder sugestivo sobretudo aos indivíduos que pertencem ao tipo visual. Essa influência é dupla. Por um lado isso se deve à intensidade do poder expressivo ou ao fascínio da beleza das imagens e, por outro, ao seu significado inerente”

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CONCLUSÃO

Do exposto deduz-se que a criança, principalmente alunos iniciantes da área educativa ou seja ensino fundamental, diante de imagens coloridas e vivas desenvolvem a capacidade de observação e cognição, principalmente ao prazer de executar tarefas relacionadas ao ensino da Matemática, Ciências e Língua Portuguesa, daí dizer que o colorido e a imagem viva proporcionam-lhes facilitação de aprendizagem e desenvolvimento da imaginação.

Beatrice Irwin, autora de “New Science of Color” diz: “a cor exerce sobre nós um dos três efeitos: sedativo, recuperativo ou estimulante. Uma cor é sedativa quando tem o poder de induzir contemplação, reflexão e resignação, capazes de causar a liberação de pensamentos e emoções por meio de realização, renovação espiritual e novo crescimento”.

Conclui-se que, tanto na psicoterapia pessoal como na arte de educar, deve-se ater ao conteúdo representado pelos pacientes bem como, ao comportamento de um aluno que nos preocupa em sala de aula. Conhecer apenas a teoria da Psicologia Transpessoal e não praticá-la é o mesmo que ter lido livros e mais livros de Psicanálise, ou seja, toda obra de Freud e Jung e nada ter aproveitado para a vida profissional e prática. Os métodos mais simples e que partam da observação do cotidiano são muitas vezes mais eficazes do que aqueles, um tanto quanto sofisticado e que nada trazem de consistência ao educando.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSAGIOLI, Roberto. Psicossíntese – As Bases da Psicologia Moderna e Transpessoal. Editora Cultrix, 2013.

JUNG, Carl Gustav. O homem e seus Símbolos. Editora Nova Fronteira. 2008 FREUD, Sigmund. A Interpretação dos Sonhos. L&PM Editores. 2013.

Referências

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