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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

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Academic year: 2021

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(1)

EXERCÍCIOS

DE

APLICAÇÃO

FÍSICA PARA ENGENHARIA ELÉTRICA

José Fernando Fragalli

Departamento de Física – Udesc/Joinville

“Near the end of this decade, when they begin enumerating the names of the people who had the greatest impact on the 20th century, the name of John Bardeen, who died last week, has to be near, or perhaps even arguably at, the top of the list... Mr. [sic] Bardeen shared two Nobel Prizes and won numerous other honors. But what greater honor can there be when each of us can look all around us and everywhere see the reminders of a man whose genius has made our lives longer, healthier and better.” – Editorial do Chicago Tribune em 03/02/1991.

(2)

1. Introdução

2. Conceitos de Relatividade 3. Radiação de Corpo Negro

4. Propriedades Corpusculares da Radiação 5. Propriedades Ondulatórias da Matéria

6. Conceitos de Mecânica Quântica 7. Modelos Atômicos

8. Átomos de Muitos Elétrons e Moléculas

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

(3)

1. Introdução

2. Conceitos de Relatividade

3. Radiação de Corpo Negro

4. Propriedades Corpusculares da Radiação 5. Propriedades Ondulatórias da Matéria

6. Conceitos de Mecânica Quântica 7. Modelos Atômicos

8. Átomos de Muitos Elétrons e Moléculas

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

(4)

Exercícios da Lista 1

1. Uma barra de

1,00 m

é projetada ao espaço com

velocidade tão grande que seu comprimento aos olhos de um observador na Terra parece contraído para apenas

0,500 m

. Determine a velocidade de percurso desta barra.

Trata-se de analisar o comportamento cinemático da barra que se move com uma velocidade elevada.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Para todos os efeitos, um observador solidário à barra está em repouso em relação à ela.

Por sua vez, um observador na Terra desloca-se com a velocidade que queremos determinar em relação à barra lançada ao espaço.

(5)

Exercícios da Lista 1

Para resolver este problema, usamos a fórmula que relaciona os comprimentos medidos em dois referenciais que estão a velocidades diferentes.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Como visto em sala de aula, a relação entre os comprimentos medidos por um referencial S’ que se move com velocidade V em relação a um referencial S em repouso é

γ

S S S

L

c

V

L

L

=

=

'

1

22

(6)

Exercícios da Lista 1

É importante ter clareza aqui que neste problema S’ é o observador na Terra e S o observado solidário à barra.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Assim, temos que

γ

00

,

1

1

00

,

1

500

,

0

2 2

=

=

c

V

m

L

S

'

=

0

,

500

L

S

=

1

,

00

m

Assim, temos que

00

,

2

=

γ

(7)

Exercícios da Lista 1

Com o valor de

γγγγ

determinado, é possível calcular a velocidade com que se move a barra.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Assim, temos que

00 , 2 1 1 2 2 = − = c V

γ

Assim, temos que

c

V

=

0

,

867

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1

0

,

250

2 2

=

c

V

750

,

0

2 2

=

c

V

(8)

Exercícios da Lista 1

2. Um foguete possui na Terra um comprimento de

100 m

.

Quando está voando o seu comprimento é de

99,0 m

para um

observador situado na Terra. Determine o valor de sua velocidade.

Trata-se, como no problema anterior, de analisar o comportamento cinemático do avião que se move com uma velocidade elevada.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Para todos os efeitos, um observador solidário ao avião está em repouso em relação à ele.

Por sua vez, um observador na Terra desloca-se com a velocidade que queremos determinar em relação ao avião.

(9)

Exercícios da Lista 1

Para resolver este problema, usamos a fórmula que relaciona os comprimentos medidos em dois referenciais que estão a velocidades diferentes.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Como visto em sala de aula, a relação entre os comprimentos medidos por um referencial S’ que se move com velocidade V em relação a um referencial S em repouso é

γ

S S S

L

c

V

L

L

=

=

'

1

22

(10)

Exercícios da Lista 1

É importante ter clareza aqui que neste problema S’ é o observador na Terra e S o observado solidário ao avião.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Assim, temos que

γ

100

1

100

0

,

99

2 2

=

=

c

V

m

L

S

'

=

99

,

0

L

S

=

100

m

Assim, temos que

01

,

1

=

γ

(11)

Exercícios da Lista 1

Com o valor de

γγγγ

determinado, é possível calcular a velocidade com que se move a barra.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Assim, temos que

01 , 1 1 1 2 2 = − = c V

γ

Assim, temos que

c

V

=

0

,

141

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1

0

,

980

2 2

=

c

V

0199

,

0

2 2

=

c

V

(12)

Exercícios da Lista 1

3. Um foguete deixa a Terra com uma velocidade de

0,980

c

. Um observador situado na Terra mede o tempo que o ponteiro dos minutos de um relógio da nave leva para efetuar uma revolução completa. Determine o valor deste tempo.

Trata-se, como no problema anterior, de analisar o comportamento cinemático do avião que se move com uma velocidade elevada.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Para todos os efeitos, um observador solidário ao foguete está em repouso em relação à ele.

Por sua vez, um observador na Terra desloca-se com a velocidade de 0,980

⋅⋅⋅⋅

c.

(13)

Exercícios da Lista 1

Neste caso, queremos determinar o tempo medido por um observador na Terra após o observador no foguete ter observado que o relógio marcou a passagem de 1 hora

(uma revolução completa no ponteiro dos minutos).

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Como visto em sala de aula, a relação entre os tempos medidos por um referencial S’ que se move com velocidade V em relação a um referencial S em repouso é

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

S S S

t

c

V

t

t

=

=

2 2 '

1

1

γ

(14)

Exercícios da Lista 1

É importante ter clareza aqui que neste problema S’ é o observador na Terra e S o observado solidário ao avião.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Assim, temos que

hora

t

S

=

1

,

00

Assim, temos que

03

,

5

=

γ

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

2 2 980 , 0 1 1 1 1       ⋅ − =       − = c c c V γ

c

V

=

0

,

980

(15)

Exercícios da Lista 1

Com o valor de

γγγγ

determinado, é possível calcular o tempo que o observador em S’ (na Terra) mede no relógio do foguete.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Assim, temos que

horas

t

S

'

=

5

,

03

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

00

,

1

03

,

5

'

=

=

t

S

γ

t

S

(16)

Exercícios da Lista 1

4. Um avião faz a volta em torno da Terra com uma velocidade de

300 m/s

. Determine o número de anos antes que um relógio no avião e outro na Terra difiram de

1,00 s

.

Neste caso trata-se de analisar o comportamento cinemático de um relógio dentro de um avião viajando a 300 m/s com outro na Terra.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Fazemos a suposição que antes do avião decolar o relógio na Terra e aquele no avião foram sincronizados.

Também neste caso um observador solidário ao avião está em repouso em relação a ele.

(17)

Exercícios da Lista 1

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Também aqui um observador na Terra desloca-se com a velocidade de 300 m/s em relação ao avião.

Para resolver este problema, usamos a fórmula que relaciona os tempos medidos em dois referenciais que estão a velocidades diferentes.

Como visto em sala de aula, a relação entre os tempos medidos por um referencial S’ que se move com velocidade V em relação a um referencial S em repouso é

S S S t c V t t ⋅∆ − = ∆ ⋅ = ∆ 2 2 ' 1 1

γ

(18)

Exercícios da Lista 1

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Como o relógio na Terra viaja a 300 m/s em relação ao relógio no avião, então o tempo se dilatará para o observador na Terra, tal que

Em 1 ANO (1 ANO = 3,11

××××

106 s), os dois relógios vão

diferir de A T t t ⋅∆       × − = ∆ 2 8 10 00 , 3 300 1 1

tT ≈ ∆tA A T t t ≠ ∆ ∆

Assim, para que a diferença entre eles seja de 1,00 s, o número de anos deve ser igual a

(19)

Exercícios da Lista 1

5. Um homem deixa a Terra em um foguete que faz uma viagem de ida e volta à estrela mais próxima distante

4,00

anos

luz

com uma velocidade de

0,900

c

. No seu retorno determine o tempo que ele é mais jovem do que seu irmão gêmeo que permaneceu na Terra.

Neste caso trata-se de analisar o comportamento cinemático do irmão gêmeo que viaja ao espaço com velocidade 0,900

⋅⋅⋅⋅

c comparando sua idade com a do irmão gêmeo que fica na Terra.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Fazemos a suposição que antes do foguete decolar os dois irmãos gêmeos tenham a mesma idade.

(20)

Exercícios da Lista 1

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Neste caso o irmão gêmeo solidário ao foguete está em repouso em relação a ele.

Por outro lado, o irmão gêmeo que ficou na Terra desloca-se com a velocidade de 0,900

⋅⋅⋅⋅

c em relação ao seu irmão que viaja no foguete.

Para resolver este problema, usamos a fórmula que relaciona os tempos medidos em dois referenciais que estão a velocidades diferentes.

Como visto em sala de aula, a relação entre os tempos medidos por um referencial S’ que se move com velocidade V em relação a um referencial S em repouso é

(21)

Exercícios da Lista 1

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

S S S t c V t t ⋅∆ − = ∆ ⋅ = ∆ 2 2 ' 1 1

γ

Como o irmão gêmeo que fica na Terra viaja a 0,900

⋅⋅⋅⋅

c

em relação ao irmão que está no foguete, então o tempo se dilatará para o irmão gêmeo na Terra, tal que

GF GT t c c t ⋅∆       ⋅ − = ∆ 2 900 , 0 1 1

t

GT

=

2

,

29

t

GF

(22)

Exercícios da Lista 1

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Precisamos calcular agora quanto tempo durou a viagem do irmão gêmeo que está no foguete.

Como a estrela para a qual o irmão gêmeo do foguete se destinou está a 4,00 anos

⋅⋅⋅⋅

luz da Terra e como ele se desloca

a 0,900c, então o tempo de viagem deste gêmeo (ida e volta

até a estrela) é

Por sua vez, para o gêmeo que ficou na Terra, o tempo que seu irmão demorou para ir e vir da estrela a 4,00 anos

⋅⋅⋅⋅

luz é dado por

c

anos

c

t

GF

=

900

,

0

00

,

4

2

t

anos

GF

=

8

,

89

(23)

Exercícios da Lista 1

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Assim, o diferença entre estes dois tempos é o quanto o irmão gêmeo que ficou no foguete é mais jovem do que aquele que ficou na Terra.

89

,

8

4

,

20

=

t

GF GT

t

t

=

2

,

29

t

GT

=

20

,

4

anos

anos

t

=

11

,

5

(24)

Exercícios da Lista 1

6. Certa partícula possui vida média igual a

1,00

×

10

-7

s

quando medida em repouso. Determine o valor desta vida média caso a sua velocidade no instante de sua criação for igual a

0,990

c

.

Neste caso trata-se de analisar o comportamento cinemático dos “dois relógios” naturais, um no referencial da partícula em repouso e outro no referencial da partícula em movimento com velocidade V = 0,990

⋅⋅⋅⋅

c.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Tanto o tempo medido em repouso quanto aquele medido em movimento dizem respeito à medidas feitas no referencial do laboratório.

(25)

Exercícios da Lista 1

O tempo de vida médio obtido com a partícula em repouso corresponde ao tempo medido no referencial S’, já que este referencial está solidário à partícula.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Como visto em sala de aula, a relação entre os tempos medidos por um referencial S’ que se move com velocidade V em relação a um referencial S em repouso é

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

S S S

t

c

V

t

t

=

=

2 2 '

1

1

γ

(26)

Exercícios da Lista 1

É importante ter clareza aqui que neste problema S’ é o observador no laboratório e S o observado solidário à partícula.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Assim, temos que

s

t

S

=

1

,

00

×

10

7

Assim, temos que

09

,

7

=

γ

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

2 2 990 , 0 1 1 1 1       ⋅ − =       − = c c c V γ

c

V

=

0

,

990

(27)

Exercícios da Lista 1

Com o valor de

γγγγ

determinado, é possível calcular o tempo que o observador em S’ (na Terra) mede no relógio do foguete.

2. CONCEITOS DE RELATIVIDADE

Assim, temos que

s

t

S

'

=

7

,

09

×

10

7

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

7 '

7

,

09

1

,

00

10

×

=

=

t

S

γ

t

S

(28)

1. Introdução

2. Conceitos de Relatividade

3. Radiação de Corpo Negro

4. Propriedades Corpusculares da Radiação 5. Propriedades Ondulatórias da Matéria

6. Conceitos de Mecânica Quântica 7. Modelos Atômicos

8. Átomos de Muitos Elétrons e Moléculas

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

(29)

Exercícios da Lista 2

1. Em que comprimento de onda um irradiador de cavidade a

6000 K

irradia mais energia por comprimento de onda? Justifique a sua resposta.

Um irradiador de cavidade é uma outra forma de se referir a um corpo negro.

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

Por outro lado, a energia por comprimento de onda é proporcional à radiância espectral Rλλλλ.

Desta forma o problema nada mais pede do que o comprimento de onda na qual a radiância espectral emitida por um corpo negro é máxima.

(30)

Exercícios da Lista 2

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

Abaixo mostramos espectros de Rλλλλ(

λλλλ

) = Iλλλλ(

λλλλ

) de um corpo negro para várias temperaturas.

b

T

MAX

=

λ

K

m

b

=

2

,

89

×

10

−3

(31)

Exercícios da Lista 2

Para determinar este comprimento de onda onde a radiação emitida seja máxima usamos a Lei de Deslocamento de Wien.

No problema em questão temos que T = 6000 K, o que nos conduz ao seguinte resultado para o comprimento de onda onde a radiação emitida pelo irradiador é máxima

b

T

MAX

=

λ

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

K

m

b

=

2

,

89

×

10

−3

nm

MAX

=

481

λ

azul

455 nm ≤ λazul ≤ 492 nm

(32)

Exercícios da Lista 2

3. Um irradiador de cavidade a

6000 K

tem um orifício de

0,10 mm

de diâmetro feito em sua parede. Determine a potência irradiada através do orifício

a) no intervalo de comprimentos de onda entre

550

e

552

nm

.

Queremos determinar a potência irradiada por um orifício, que neste caso representa o corpo negro.

A radiância é definida como sendo a energia irradiada por unidade de área, por unidade de tempo.

Assim, a radiância nada mais é do que a potência irradiada por unidade de área.

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

(33)

Exercícios da Lista 2

Assim, como a área do orifício é A =

π⋅

π⋅

π⋅

π⋅

D2/4, onde D é o

seu diâmetro, temos que

Por sua vez, a radiância é determinada através da integração da radiância espectral no intervalo de comprimentos de onda solicitado, isto é

4 2 D R A R P = ⋅ = ⋅π ⋅

( )

=

2 1 λ λ

R

λ

λ

d

λ

R

Vamos usar nesta equação a fórmula de Rλλλλ(

λλλλ

) obtida por Planck para a radiação de corpo negro.

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

(34)

Exercícios da Lista 2

Desta forma, usamos

Substituímos então a fórmula de Planck e calculamos a radiância no intervalo de comprimentos de onda solicitado.

( )

      −       ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ = 1 exp 1 2 5 2 T k c h c h R B λ λ π λ λ





=

2 1

1

exp

1

2

5 2 λ λ

λ

λ

λ

π

d

T

k

c

h

c

h

R

B

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

(35)

Exercícios da Lista 2

Aqui nós observamos que o intervalo de comprimentos de onda solicitado é de apenas 2 nm (de 550 a 552 nm)

Para intervalos de comprimentos de onda suficientemente pequenos (como é o caso neste problema), podemos aproximar o resultado da integral por

( )

λ λ λ λ λ π λ λ λ ⋅ = ⋅∆       −       ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ =

d R T k c h c h R B 2 1 1 exp 1 2 5 2

Nesta equação

λλλλ

= 551 nm é a média do intervalo de comprimentos de onda considerado e

∆λ

∆λ

∆λ

∆λ

= 2 nm.

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

(36)

Exercícios da Lista 2

Assim, obtemos então o seguinte resultado para a potência irradiada pelo orifício

λ π λ λ π         −       ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ = 4 1 exp 1 2 2 5 2 D T k c h c h P B Usamos h = 6,63

××××

10-34 J

⋅⋅⋅⋅

s, c = 3,00

××××

108 m/s,

λλλλ

= 551 nm, kB = 1,38

××××

10-23 J/K, T = 6000 K, D = 0,10 mm,

∆λ

∆λ

∆λ

∆λ

= 2 nm, e obtemos

mW

P

=

1

,

50

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

(37)

Exercícios da Lista 2

3. Um irradiador de cavidade a

6000 K

tem um orifício de

0,10 mm

de diâmetro feito em sua parede. Determine a potência irradiada através do orifício

b) no intervalo de comprimentos de onda entre

200

e

800

nm

.

Neste caso, não podemos simplificar o cálculo da integral.

Para tanto devemos resolver a integral nos limites solicitados pelo problema.

∫ ⋅       −       ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ = 2 1 1 exp 1 2 5 2 λ λ λ λ λ π d T k c h c h R B

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

(38)

Exercícios da Lista 2

Esta integral não tem solução analítica e para o seu cálculo devemos fazê-lo através de métodos numéricos.

Para resolver esta integral, fazemos a seguinte mudança de variável

( )

T

k

c

h

x

B

=

λ

λ

Assim, nos limites entre 200 nm e 800 nm, obtemos

= ⋅       −       ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ =

nm nm B d T k c h c h D P 800 200 5 2 2 1 exp 1 1 2 4 λ λ λ π π

( )

T

k

x

c

h

x

B

=

λ

dx

x

T

k

c

h

d

=

1

2

λ

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

(39)

Exercícios da Lista 2

Substituímos a expressão para

λλλλ

e d

λλλλ

na integral e obtemos a seguinte expressão para a potência

=

12,0 00 , 3 3 2 3 4 4 2 2

1

2

e

dx

x

c

h

T

k

D

P

π

B x

Para determinar os limites de integração, usamos

( )

T

k

c

h

x

B

=

λ

λ

T

k

c

h

x

B mai

=

λ

min

nm

mai

=

800

λ

T

k

c

h

x

B men

=

λ

max

x

min

=

3

,

00

x

max

=

12

,

0

nm

men

=

200

λ

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

(40)

Exercícios da Lista 2

Calculamos a integral numericamente e obtemos

[ ]

dx

a

e

x

x

=

312,00,0 3

1

a

P

=

8

,

84

×

10

−2

Usamos h = 6,63

××××

10-34 J

⋅⋅⋅⋅

s, c = 3,00

××××

108 m/s, D = 0,10 mm, kB = 1,38

××××

10-23 J/K, T = 6000 K e obtemos

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

=

12,0 00 , 3 3 2 3 4 4 2 2

1

2

e

dx

x

c

h

T

k

D

P

π

B x

(41)

Exercícios da Lista 2

3. Admita que o Sol comporte-se como um corpo negro.

a) Supondo que a temperatura da superfície do Sol é

5700

K

, use a

Lei de Stefan-Boltzmann

para determinar a massa de repouso perdida por unidade de tempo pelo Sol na forma de radiação eletromagnética. Para este cálculo, considere que o diâmetro do Sol seja

1,40

×

10

9

m

.

A Lei de Stefan-Boltzmann relaciona a intensidade da radiação eletromagnética irradiada pelo corpo negro com a temperatura.

4

T

R

=

σ

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4 2 8

/

10

67

,

5

×

W

m

K

=

σ

(42)

Exercícios da Lista 2

Calculamos então a intensidade de radiação irradiada pelo Sol, considerando que sua temperatura seja de 5700 K.

Como visto antes, podemos calcular a potência irradiada pelo Sol multiplicando a radiância pela área do Sol.

2

7

/

10

99

,

5

W

m

R

=

×

2

4

r

SOL

A

=

π

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Em termos do seu diâmetro, a área do Sol é dada por

A

R

P

=

Logo, temos que 2

d

R

P

=

π

d r =

(43)

Exercícios da Lista 2

Como d = 1,40

××××

109 m, temos que a potência irradiada é

igual a

W

P

=

3

,

69

×

10

26

A hipótese é que a energia irradiada associada a esta potência seja transformada em perda de massa do Sol.

2

c

m

E

=

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

2

c

m

E

=

2

c

t

m

t

E

P

=

=

Igualamos esta potência relativística com a potência irradiada pelo corpo negro e determinamos então a taxa de perda de massa

∆∆∆∆

m/

∆∆∆∆

t.

(44)

Exercícios da Lista 2 25 2

10

22

,

9

×

=

c

t

m

Usamos c = 3,00

××××

108 m/s, e obtemos

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

s

kg

t

m

/

10

08

,

4

×

9

=

b) Que fração da massa de repouso do Sol é perdida cada ano sob forma de radiação eletromagnética? Para este cálculo considere a massa do Sol como sendo

2,00

×

10

30

kg

.

Com o valor da taxa de perda de massa calculada acima, podemos determinar a massa do Sol perdida em um ano.

(45)

Exercícios da Lista 2

Para isto, basta fazer

∆∆∆∆

t = 1 ano = 3,15

××××

107 s.

kg

m

=

1

,

29

×

10

17

Assim, temos que em um ano a massa perdida é igual a

3. RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

14

10

44

,

6

×

=

f

A fração de massa perdida pelo Sol em forma de radiação é então f =

∆∆∆∆

m/MSOL.

(46)

1. Introdução

2. Conceitos de Relatividade 3. Radiação de Corpo Negro

4. Propriedades Corpusculares da Radiação

5. Propriedades Ondulatórias da Matéria 6. Conceitos de Mecânica Quântica

7. Modelos Atômicos

8. Átomos de Muitos Elétrons e Moléculas

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

(47)

Exercícios da Lista 3

1. A energia necessária para que um elétron seja removido do sódio é

2,30 eV

. O sódio apresenta Efeito Fotoelétrico para a luz amarela com comprimento de onda

λ

= 589 nm

?

Queremos saber se ao incidir luz de comprimento de onda

λλλλ

= 589 nm (amarela ⇒⇒⇒⇒ 565 nm

≤≤≤≤ λλλλ

amarela

≤≤≤≤

590 nm) estes fótons terão energia suficiente para retirar elétrons de uma placa de sódio.

Para isto usamos o balanço de energia para o Efeito Fotoelétrico e calculamos o valor do potencial de corte V0.

Se V0 > 0, então ocorre Efeito Fotoelétrico e se V0 < 0, então tal efeito não se manifesta.

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

(48)

Exercícios da Lista 3

Abaixo mostramos o gráfico de V0 em função da frequência da luz

νννν

que incide sobre um dado metal.

0

0

h

E

V

e

=

ν

λ

ν

=

c

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

(49)

Exercícios da Lista 3

O balanço de energia imposto ao Efeito Fotoelétrico

conduz à seguinte relação entre o potencial de corte V0 e o comprimento de onda da luz incidente

λλλλ

0

0

E

c

h

V

e

=

λ

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Nesta equação E0 é a chamada função trabalho, que significa a menor energia que prende um elétron ao metal, ou a menor energia necessária para liberar o elétron do metal.

(50)

Exercícios da Lista 3

Deduzimos então que para o problema proposto temos que E0 = 2,30 eV = 3,68

××××

10-19 J.

V

V

0

=

0

,

19

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Usamos e = 1,6

××××

10-19 C, h = 6,63

××××

10-34 J

⋅⋅⋅⋅

s, c = 3,00

××××

108

m/s e neste caso temos que

λλλλ

= 589 nm.

Obtemos então o seguinte valor para V0

0

0

<

V

Desta forma concluímos que quando incidimos luz de comprimento de onda 589 nm sobre uma placa de sódio, NÃO ocorre Efeito Fotoelétrico.

(51)

Exercícios da Lista 3

2. Luz de comprimento de onda

200 nm

incide sobre uma superfície de alumínio. Para o alumínio, são necessários

4,2 eV

para remover um elétron.

a) Qual a energia cinética do elétron mais rápido emitido?

Como vimos, elétrons fotoejetados com maior velocidade (mais rápidos) são aqueles associados ao potencial de corte V0.

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

0

0

h

E

V

e

(52)

Exercícios da Lista 3

Assim, para determinar a energia cinética do elétrons mais rápido, precisamos conhecer o valor do potencial de corte V0. 0 0

h

E

V

e

=

ν

λ

ν

=

c

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

0

0

E

c

h

V

e

=

λ

O problema informa que são necessários 4,2 eV para retirar um elétron do alumínio.

Isto significa que a função trabalho do alumínio é igual a este valor, ou seja, E = 4,20 eV = 6,73

××××

10-19 J.

(53)

Exercícios da Lista 3

J

K

V

e

0

=

MAX

=

3

,

23

×

10

−19

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Assim, usamos os valores das constantes do problema e = 1,6

××××

10-19 C, h = 6,63

××××

10-34 J

⋅⋅⋅⋅

s, c = 3,00

××××

108 m/s e

neste caso temos que

λλλλ

= 200 nm.

Obtemos então o seguinte valor para e

⋅⋅⋅⋅

V0

eV

K

MAX

=

2

,

02

(54)

Exercícios da Lista 3

2. Luz de comprimento de onda

200 nm

incide sobre uma superfície de alumínio. Para o alumínio, são necessários

4,20 eV

para remover um elétron.

b) Qual a energia cinética do elétron mais lento emitido?

Elétrons são fotoejetados com uma distribuição de velocidades que vai desde a mais baixa (v = 0) até a mais alta, calculada a partir da energia cinética máxima.

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

0

=

MIN

K

Desta forma, o elétron mais lento (não) sai do alumínio com velocidade nula, e portanto sua energia cinética também é zero.

(55)

Exercícios da Lista 3

2. Luz de comprimento de onda

200 nm

incide sobre uma superfície de alumínio. Para o alumínio, são necessários

4,2 eV

para remover um elétron.

c) Qual o valor do potencial de corte?

Como vimos, existe uma relação direta entre a energia cinética máxima dos elétrons fotoejetados e o potencial de corte Vo.

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Já determinamos o valor de

KMAX e obtemos o valor 3,23

××××

10-19 J

(56)

Exercícios da Lista 3

J

K

V

e

0

=

MAX

=

3

,

23

×

10

−19

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Assim, usamos os valores das constantes do problema e = 1,6

××××

10-19 C e determinamos facilmente o valor

de V0.

Obtemos então o seguinte valor para V0

V

V

0

=

2

,

02

(57)

Exercícios da Lista 3

2. Luz de comprimento de onda

200 nm

incide sobre uma superfície de alumínio. Para o alumínio, são necessários

4,2 eV

para remover um elétron.

d) Qual o comprimento de onda limite para o alumínio?

Para determinar o comprimento de onda de corte do alumínio, usamos a equação do balanço de energia do efeito fotoelétrico.

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Para o caso limite, fazemos V0 = 0 e obtemos então 0 0

E

c

h

V

e

=

λ

E

0

c

h

C

=

λ

(58)

Exercícios da Lista 3

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Obtemos então o seguinte valor para V0

Assim, usamos os valores das constantes do problema e = 1,6

××××

10-19 C, h = 6,63

××××

10-34 J

⋅⋅⋅⋅

s, c = 3,00

××××

108 m/s e

neste caso para o alumínio temos que E0 = 4,20 eV = 6,72

××××

10 -19 J.

nm

C

=

294

(59)

Exercícios da Lista 3

3. O potencial de corte para elétrons emitidos por uma superfície atingida por luz de comprimento de onda

491 nm

é

0,71 V

. Quando se muda o comprimento de onda da radiação incidente encontra-se para este potencial um valor de

1,42 V

. Qual é o valor do comprimento de onda da luz?

Neste problema não conhecemos o metal sobre o qual incidimos luz, mas por outro lado conhecemos tanto o valor do potencial de corte V0 = 0,71 V, bem como o comprimento de onda utilizado

λλλλ

= 491 nm.

Usamos então o balanço de energia para o Efeito Fotoelétrico para determinar o valor da função trabalho E0.

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

(60)

Exercícios da Lista 3

Abaixo mostramos o gráfico de V0 em função da frequência da luz

νννν

que incide sobre um dado metal.

0 0

h

E

V

e

=

ν

λ

ν

=

c

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

0

0

E

c

h

V

e

=

λ

(61)

Exercícios da Lista 3

J

E

0

=

2

,

91

×

10

−19

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Usamos e = 1,6

××××

10-19 C, h = 6,63

××××

10-34 J

⋅⋅⋅⋅

s, c = 3,00

××××

108

m/s e neste caso temos que V0 = 0,71 V e

λλλλ

= 491 nm. Obtemos então o seguinte valor para E0

Conhecido o valor da função trabalho E0, voltamos ao balanço de energia e podemos calcular o valor do comprimento de onda

λλλλ

quando V0 = 1,42 V.

eV

E

0

=

1

,

82

0 0

E

c

h

V

e

=

λ

(62)

Exercícios da Lista 3

nm

384

=

λ

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Usamos e = 1,6

××××

10-19 C, h = 6,63

××××

10-34 J

⋅⋅⋅⋅

s, c = 3,00

××××

108

m/s e neste caso temos que V0 = 1,42 V e E = 2,91

××××

10-19 J =

1,82 eV.

Obtemos então o seguinte valor para

λλλλ

nm

UV

390

λ

(63)

Exercícios da Lista 3

13. Fótons com comprimento de onda

2,40

×

10

-12 m incidem

sobre elétrons livres.

a) Determine o comprimento de onda de um fóton que é

espalhado de um ângulo de

30

°

em relação à direção de

incidência, e a energia cinética transmitida ao elétron.

Para resolver este problema começamos usando a fórmula obtida por Compton para comprovar o efeito que leva o seu nome.

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

(

θ

)

λ

λ

=

1

cos

C m c m h C 12 0 10 43 , 2 × − = ⋅ = λ

(64)

Exercícios da Lista 3

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Na equação acima,

θθθθ

é o ângulo entre a radiação espalhada (de comprimento de onda

λλλλ

)e a radiação incidente (de comprimento de onda

λλλλ

), como mostra a figura abaixo, a qual ilustra o Efeito Compton.

Para

θθθθ

= 30

°°°°

, temos então que

m

13

10

26

,

3

×

=

λ

Sabemos que

∆λ

∆λ

∆λ

∆λ

=

λλλλ

’ –

λλλλ

, logo, temos que

m

12

10

76

,

2

'

=

×

λ

Raios-X

(65)

Exercícios da Lista 3

13. Fótons com comprimento de onda

2,40

×

10

-12 m incidem

sobre elétrons livres.

b) Faça o mesmo para um ângulo de espalhamento de

150

°

.

Repetimos o mesmo procedimento usado na primeira parte deste problema e encontramos

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

m

12

10

53

,

4

×

=

λ

m

12

10

96

,

6

'

=

×

λ

Raios-X

(66)

1. Introdução

2. Conceitos de Relatividade 3. Radiação de Corpo Negro

4. Propriedades Corpusculares da Radiação

5. Propriedades Ondulatórias da Matéria

6. Conceitos de Mecânica Quântica 7. Modelos Atômicos

8. Átomos de Muitos Elétrons e Moléculas

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

(67)

Exercícios da Lista 4

2. O comprimento de onda da emissão espectral amarela de sódio é

589 nm

. Com que energia cinética um elétron livre tem o mesmo

comprimento de onda de De Broglie

?

O comprimento de onda de De Broglie é dado por

5. PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS DA MATÉRIA

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

p

h

DB

=

λ

Nesta equação h = 6,63

××××

10

-34 J

⋅⋅⋅⋅

s é a

constante de Planck e p é o momento linear da partícula (neste caso, o elétron).

Neste caso, temos que

λλλλ

DB = 589 nm, e com isto obtemos

s

m

kg

(68)

Exercícios da Lista 3

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Desejamos determinar a energia cinética de um elétron livre que tem o momento linear determinado acima.

Sabemos que para um elétron livre a sua energia cinética é dada por

e

m

p

K

=

2

2 Consideramos me = 9,11

××××

10-31 kg, e

com isto obtemos

J

K

=

6

,

96

×

10

−25

eV

K

=

4

,

35

µ

(69)

Exercícios da Lista 4

6. O espaçamento planar principal em um cristal de

KCl

é

0,314 nm

. Compare o ângulo de reflexão de Bragg de primeira ordem por esses planos, de elétrons livres com energia cinética de

40 keV

com o de fótons de energia

40 keV

.

5. PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS DA MATÉRIA

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Como vimos, a condição de reflexão de Bragg é dada por

=

2

cos

θ

λ

d

n

(70)

Exercícios da Lista 4

5. PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS DA MATÉRIA

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Precisamos então determinar o comprimento de onda tanto do feixe de fótons, quanto do feixe de elétrons, e a partir disto, determinar o ângulo de reflexão para cada caso.

Nesta equação n é a ordem de reflexão,

λλλλ

é o comprimento de onda do objeto a ser refletido, d é o espaçamento entre os planos do cristal usado e

θθθθ

é o ângulo de reflexão.

Para os fótons a relação entre energia e comprimentos de onda é dada por F F

c

h

h

E

λ

ν

=

=

=

2

cos

θ

λ

d

n

(71)

Exercícios da Lista 4

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Para o cálculo de

λλλλ

F, usamos os valores das constantes h = 6,63

××××

10-34 J

⋅⋅⋅⋅

s e c = 3,00

××××

108 m/s, além de

neste caso termos que EF = 40,0 keV = 6,40

××××

10-15 J, e obtemos

Substituímos este valor de na condição de reflexão de Bragg com n = 1 e d = 0,314 nm e obtemos

m

F 11

10

11

,

3

×

=

λ

0990

,

0

2

cos

=

θ

F o

169

=

F

θ

(72)

Exercícios da Lista 4

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Para o cálculo de

λλλλ

e, usamos o fato que toda energia do elétron é cinética, e assim podemos determinar o seu momento linear através da equação

Usamos me = 9,11

××××

10-31 kg e para a

energia cinética Ke = 40 keV = 6,40

××××

10-15 J

obtemos e

m

p

K

=

2

2

s

m

kg

p

=

1

,

08

×

10

−22

/

Usamos então a fórmula de De Broglie para determinar o comprimento de onda do elétron.

p

h

DB

=

(73)

Exercícios da Lista 4

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Usamos h = 6,63

××××

10-34 J

⋅⋅⋅⋅

s e obtemos então

m

e 12

10

14

,

6

×

=

λ

Substituímos este valor de na condição de reflexão de Bragg com n = 1 e d = 0,314 nm e obtemos

196

,

0

2

cos

=

θ

e

o

157

=

e

θ

(74)

Exercícios da Lista 4

12. Determine a incerteza na medida da velocidade de uma partícula quando a incerteza na medida de sua posição é

aproximadamente igual ao seu

comprimento de onda de De

Broglie

.

5. PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS DA MATÉRIA

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Usamos aqui o Princípio da Incerteza de Heisenberg no limite de sua igualdade, isto é

h

=

p

x

O texto do problema afirma que

p

h

x

=

DB

=

(75)

Exercícios da Lista 4

5. PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS DA MATÉRIA

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Desta forma, temos que

π

=

=

2

h

p

h

p

h

que a Sabemosrelação entretambémo

momento linear de uma partícula de massa m e sua velocidade é dada por

v

m

p

=

π

=

2

1

p

p

v

m

p

=

Assim, temos que

v

m

v

m

p

p

=

π

=

2

1

v

v

π

=

2

v

v

(76)

Exercícios da Lista 4

17. A energia de uma partícula em um movimento harmônico linear é

5. PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS DA MATÉRIA

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

2 2 2 2 1 2 m m x p E + ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ = ω

Nesta equação

p

é o momento linear da partícula,

m

a sua massa e

ω

a sua frequência angular.

a) Determine o valor da distância

a

que minimiza a energia da partícula.

a) Admitimos que a partícula em movimento harmônico oscila em um intervalo definido.

(77)

Exercícios da Lista 4

5. PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS DA MATÉRIA

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Do gráfico e do tipo de movimento executado pela partícula, temos que se soltarmos a partícula de uma posição x = a, ela oscilará em posições no intervalo –a

≤≤≤≤

x

≤≤≤≤

+a.

Este intervalo está associado à curva de energia potencial associada ao movimento desta partícula.

2 2

2

1

)

(

x

m

x

U

=

ω

(78)

Exercícios da Lista 4

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Assim, a incerteza na medida da posição desta partícula admite o valor do próprio intervalo, isto é

Por sua vez, dada a característica do movimento, também podemos afirmar que a incerteza da medida de seu momento linear é igual à medida do próprio momento linear, isto é

a

x

=

2

p

p

=

Para provar este resultado,

(79)

Exercícios da Lista 4

LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

4. PROPRIEDADES CORPUSCULARES DA RADIAÇÃO

Usamos então o Princípio da Incerteza de Heisenberg para procurar uma relação entre o momento linear da partícula e a amplitude de sua oscilação.

h

=

p

x

Obtemos então a relação entre p e a, dada ao lado.

a

p

=

2

h

a

x

=

2

p

=

p

Lembremos os resultados encontrados para a incerteza na medida da posição e do momento linear da partícula.

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