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Texto

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2016-2017

A Aeroleo Táxi Aéreo S.A

Frente de Trabalho: Aeroleo Táxi Aéreo S.A - Cabo Frio

CA: GERAL / 3311

C

RONOGRAMA DE

I

MPLANTAÇÃO DO

PCMSO/16

PROCEDIMENTO PRAZO DE EXECUÇÃO

Colocar o número do documento de identidade do funcionário (CTPS ou Carteira de Identidade) no seu respectivo atestado de saúde ocupacional.

Imediato

Colher as assinaturas dos funcionários nos atestados de saúde ocupacional, tão logo os recebam, e entregar a 2a via ao trabalhador.

Imediato

Encaminhar os funcionários que não realizaram exames clínicos, e, portanto, se encontram sem atestados ocupacionais, à Clínica Delphi, para realização do exame clínico.

1 mês

Encaminhar os funcionários que não realizaram exames complementares, à Clínica Delphi, para realização do exame complementar.

3 meses

Apresentação do Relatório Estatístico Anual à CIPA, anexando uma cópia ao livro de Ata.

3 meses

Curso de Primeiros Socorros. 3 meses

(não obrigatório, se já houver funcionário treinado)

Vacinação Antitetânica, se necessário. 6 meses

Avaliação dos Acidentes de Trabalho ocorridos. 12 meses

A não execução destes procedimentos pode ocasionar à empresa multas por parte da fiscalização do Ministério do Trabalho. Se estes passos já foram realizados, solicitamos a desconsideração deste aviso. Gostaríamos, por fim, de solicitar aos senhores que entrassem em contato com a Clínica Delphi em caso de dúvidas.

Cintia Lemos Clínica Delphi

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2016-2017

S

UMÁRIO

1. INTRODUÇÃO / Breve explicação sobre o PCMSO e metodologia.

2. HISTÓRICO Histórico da saúde ocupacional.

3. CADASTRO Identificação da empresa, compreendendo dados como

Razão Social, CNPJ, endereço, CNAE, etc.

4. GLOSSÁRIO Dos termos técnicos e abreviações utilizados no

programa.

5. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA Onde são listados os documentos e normas usados

como referência na elaboração do programa

6. OBJETIVO DO PCMSO Compreendendo os objetivos do programa

7. ESTRUTURA DO PCMSO Compreendendo as informações relativas à NR 7,

conceitos e responsabilidades.

8. DESENVOLVIMENTO DO PCMSO Onde são listados e desenvolvidos os pontos principais

do programa.

9. SEÇÃO PREVENTIVA DO PCMSO Parte destinada a apresentar campanhas preventivas

de caráter genérico.

10. ACIDENTES DE TRABALHO Onde são explicados os conceitos de acidente de

trabalho e doença ocupacionais, CAT e estabilidade.

11. PROCEDIMENTOS EM EMERGÊNCIA

PRIMEIROS SOCORROS

Apresentando noções básicas e listagem de material destinado a este fim.

12. AÇÕES DE SAÚDE Explicitando os procedimentos a serem executados

durante a vigência do PCMSO.

13. CRONOGRAMA DE AÇÕES Com previsão de datas de procedimentos sugeridos,

obrigatórios ou não.

14. NOTA EXPLICATIVA SOBRE

RELATÓRIO ESTATÍSTICO

Onde se explica a metodologia utilizada na elaboração deste relatório

15. RELATÓRIO ESTATÍSTICO Compreendendo definição, avaliação e estatística das

ocorrências consideradas anormais, por GHR e por cliente (total dos funcionários da empresa).

16. TABELA DE GHE DA EMPRESA Compreendendo os GHE, os riscos ocupacionais

específicos, a periodicidade dos exames clínicos e os exames complementares necessários.

17. RELATÓRIO DOS FUNCIONÁRIOS POR

IDADE E SEXO

Considerando a sua distribuição pelos diversos GHE da empresa.

18. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DOS

PRÓXIMOS EXAMES

Apresentando os exames a serem feitos, a data do último realizado e a data do próximo a realizar.

19 QUADRO 3 E RELATÓRIOS

ESTATÍSTICOS DE OCORRÊNCIA

Conforme determinado pela NR 7.

20 MEDIDAS DE CONTROLE Onde se busca identificar nexos causais com as

condições de trabalho, e neutralizá-los, em caso positivo.

21 CONCLUSÃO Onde é feito um resumo dos objetivos e resultados do

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2016-2017

I

NTRODUÇÃO

O P.C.M.S.O. - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, foi criado em 1994, pela Portaria 24 de 29/12/94 da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho sendo uma exigência legal do artigo 168 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), respaldada pela Convenção 161 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Esta Convenção 161-85 da OIT, da qual o Brasil é signatário, determina os princípios de uma política nacional para os serviços de saúde no trabalho. Todos os membros signatários desta convenção se comprometem a “estabelecer progressivamente serviços de saúde no trabalho para

todos os trabalhadores, incluídos os do setor público e os membros das cooperativas de produção, em todos os ramos da atividade econômica e em todas as empresas”. Desta forma, o

PCMSO visa uma ação mais efetiva na área de saúde ocupacional, com ênfase na prevenção de patologias e sequelas, e tendo como objetivo final a “saúde do trabalhador”.

Deve-se ter em vista que a definição de saúde não é simplesmente ausência de doença, mas um estado geral de bem estar físico e mental, com prolongamento da expectativa e melhoria da qualidade de vida, com minimização da incidência de alterações patológicas e incapacidades. Toda a patologia do trabalho é evitável, portanto a proposta da Saúde Ocupacional é a extinção das doenças do trabalho.

Sua metodologia de ação deve basear-se nos seguintes tópicos:

⇒ Avaliação dos riscos ocupacionais existentes.

⇒ Compreensão das relações entre o trabalho e o conceito de saúde-doença dos trabalhadores, refletindo-se sobre a atenção à saúde prestada. Desta forma, o controle do estado de saúde do trabalhador leva em conta o tipo de atividade exercida, as condições de seu local de trabalho, os equipamentos e materiais utilizados, e, consequentemente, os riscos ambientais aos quais o trabalhador encontra-se exposto.

⇒ Possibilidade/necessidade de mudanças no processo de trabalho.

⇒ Abordagem multidisciplinar e intersetorial das ações, na perspectiva de uma visão totalitária.

⇒ Participação dos trabalhadores, enquanto sujeitos de sua vida e saúde, no processo de preservação das condições ideais de saúde.

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2016-2017

H

ISTÓRICO

Apesar das relações Trabalho, Saúde e Doença dos trabalhadores serem reconhecidas desde os primórdios da história humana registrada, estando expressa em obras de artistas plásticos, historiadores, filósofos e escritores, é relativamente recente uma produção mais sistemática sobre o tema.

Bernardino Ramazzini, médico italiano nascido em Módena em 1633, é considerado o Pai da Medicina do Trabalho pela contribuição de seu livro: “As Doenças dos Trabalhadores”, publicado em 1700 e traduzido para o português pelo Dr. Raimundo Estrêla. Nele o autor relaciona 54 profissões e descreve os principais problemas de saúde apresentados pelos trabalhadores, chamando a atenção para a necessidade dos médicos conhecerem a ocupação, atual e pregressa, de seus pacientes, para fazer o diagnóstico correto e adotar os procedimentos adequados.

A medicina do trabalho, como especialidade médica, surgiu na Inglaterra, na primeira metade do século XIX, com a Revolução Industrial. Naquele momento, o consumo da força de trabalho, resultante da submissão dos trabalhadores a um processo acelerado e desumano de produção, exigiu uma intervenção, sob pena de tornar inviável a sobrevivência e reprodução do próprio processo.

Quando Robert Dernham, proprietário de uma fábrica têxtil, preocupado com o fato de que seus operários não dispunham de nenhum cuidado médico a não ser aquele propiciado por instituições filantrópicas, procurou o Dr. Robert Baker, seu médico, pedindo que indicasse qual a maneira pela qual ele, como empresário, poderia resolver tal situação, Baker respondeu-lhe: "Coloque no

interior da sua fábrica o seu próprio médico, que servirá de intermediário entre você, os seus trabalhadores e o público. Deixe-o visitar a fábrica, sala por sala, sempre que existam pessoas trabalhando, de maneira que ele possa verificar o efeito do trabalho sobre as pessoas. E se ele verificar que qualquer dos trabalhadores está sofrendo a influência de causas que possam ser prevenidas, a ele competirá fazer tal prevenção. Dessa forma você poderá dizer: meu médico é a minha defesa, pois a ele dei toda a minha autoridade no que diz respeito à proteção da saúde e das condições físicas dos meus operários; se algum deles vier a sofrer qualquer alteração da saúde, o médico unicamente é que deve ser responsabilizado". A resposta do empregador foi a de

contratar Baker para trabalhar na sua fábrica, surgindo assim, em 1830, o primeiro serviço de medicina do trabalho.

Na verdade, despontam na resposta do fundador do primeiro serviço médico de empresa, os elementos básicos da expectativa do capital quanto às finalidades de tais serviços:

deveriam ser serviços dirigidos por pessoas de inteira confiança do empresário e que se dispusessem a defendê-lo;

deveriam ser serviços centrados na figura do médico;

a prevenção dos danos à saúde resultantes dos riscos do trabalho deveria ser tarefa eminentemente médica;

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paralelamente ao processo de industrialização e, posteriormente, aos países periféricos.

A inexistência ou fragilidade dos sistemas de assistência à saúde, quer como expressão do seguro social, quer diretamente providos pelo Estado, via serviços de saúde pública, fez com que os serviços médicos de empresa passassem a exercer um papel vicariante, consolidando, ao mesmo tempo, sua vocação enquanto instrumento de criar e manter a dependência do trabalhador (e freqüentemente também de seus familiares), ao lado do exercício direto do controle da força de trabalho.

A preocupação por prover serviços médicos aos trabalhadores começa a se refletir no cenário internacional também na agenda da Organização Internacional do Trabalho (OIT), criada em 1919. Assim, em 1953, através da Recomendação 97 sobre a "Proteção da Saúde dos Trabalhadores", a Conferência Internacional do Trabalho instava aos Estados Membros da OIT que fomentassem a formação de médicos do trabalho qualificados e o estudo da organização de "Serviços de Medicina do Trabalho".

Em 1954, a OIT convocou um grupo de especialistas para estudar as diretrizes gerais da organização de "Serviços Médicos do Trabalho". Dois anos mais tarde, o Conselho de Administração da OIT, ao inscrever o tema na ordem-do-dia da Conferência Internacional do Trabalho de 1958, substituiu a denominação "Serviços Médicos do Trabalho" por "Serviços de Medicina do Trabalho".

Com efeito, em 1959, a experiência dos países industrializados transformou-se na Recomendação 11245, sobre "Serviços de Medicina do Trabalho", aprovada pela Conferência Internacional do Trabalho.

Este primeiro instrumento normativo de âmbito internacional passou a servir como referencial e paradigma para o estabelecimento de diplomas legais nacionais (onde aliás, baseia-se a norma brasileira). Ele aborda aspectos que incluem a sua definição, os métodos de aplicação da Recomendação, a organização dos Serviços, suas funções, pessoal e instalações, e meios de ação.

Segundo a Recomendação 11245, "a expressão 'serviço de medicina do trabalho' designa um serviço organizado nos locais de trabalho ou em suas imediações, destinado a:

assegurar a proteção dos trabalhadores contra todo o risco que prejudique a sua saúde e que possa resultar de seu trabalho ou das condições em que este se efetue;

contribuir à adaptação física e mental dos trabalhadores, em particular pela adequação do trabalho e pela sua colocação em lugares de trabalho correspondentes às suas aptidões; contribuir ao estabelecimento e manutenção do nível mais elevado possível do bem-estar físico e mental dos trabalhadores.

Desta conceituação podem ser extraídas mais algumas características da medicina do trabalho (além das anteriormente identificadas, a propósito de sua origem), assim como alguns questionamentos que têm a ver com suas limitações, a saber:

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A medicina do trabalho constitui fundamentalmente uma atividade médica, e o "locus" de sua prática dá-se tipicamente nos locais de trabalho.

Faz parte de sua razão de ser a tarefa de cuidar da "adaptação física e mental dos trabalhadores", supostamente contribuindo na colocação destes em lugares ou tarefas correspondentes às aptidões. A "adequação do trabalho ao trabalhador", limitada à intervenção médica, restringe-se à seleção de candidatos a emprego e à tentativa de adaptar os trabalhadores às suas condições de trabalho, através de atividades educativas. Atribui-se à medicina do trabalho a tarefa de "contribuir ao estabelecimento e manutenção do nível mais elevado possível do bem-estar físico e mental dos trabalhadores", conferindo-lhe um caráter de onipotência, próprio da concepção positivista da prática médica.

Desta forma, a Medicina do Trabalho pode ser definida como a especialidade médica que lida com as relações entre a saúde dos homens e mulheres trabalhadores e seu trabalho, visando não somente a prevenção das doenças e dos acidentes do trabalho, mas a promoção da saúde e da qualidade de vida, através de ações articuladas capazes de assegurar a saúde individual, nas dimensões física e mental, e de propiciar uma saudável inter-relação das pessoas e destas com seu ambiente social, particularmente, no trabalho.

O campo de atuação da Medicina do Trabalho é amplo, extrapolando o âmbito tradicional da prática médica. De modo esquemático, pode-se dizer que o exercício da especialidade tem como campo preferencial:

• os espaços do trabalho ou da produção - as empresas - (que na atualidade tem contornos cada vez mais fluidos), como empregado nos Serviços Especializados de Engenharia de Segurança e de Medicina do Trabalho (SESMT); como prestador de serviços técnicos, elaboração do PCMSO; ou de consultoria;

• na normalização e fiscalização das condições de saúde e segurança no trabalho desenvolvida pelo Ministério do Trabalho;

• a rede pública de serviços de saúde, no desenvolvimento das ações de saúde do trabalhador; • a assessoria sindical em saúde do trabalhador, nas organizações de trabalhadores e de empregadores;

• a Perícia Médica da Previdência Social, enquanto seguradora do Acidente do Trabalho (SAT). (Na perspectiva da privatização do SAT, este campo deverá ser ampliado);

• a atuação junto ao Sistema Judiciário, como perito judicial em processos trabalhistas, ações cíveis e ações da Promotoria Pública;

• a atividade docente na formação e capacitação profissional;

• a atividade de investigação no campo das relações Saúde e Trabalho, nas instituições de Pesquisa;

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2016-2017

G

LOSSÁRIO

ACGIH American Conference of Governmental Industrial Hygienists

ASO Atestado de Saúde Ocupacional

CAT Comunicação de Acidente de Trabalho

CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

GHE Grupo Homogêneo de Exposição

GHR Grupo Homogêneo de Risco

MT Ministério do Trabalho

Nível de ação Valor referencial, a partir do qual devem ser tomadas medidas

NR Norma Regulamentadora

PCMSO Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ocupacionais

SESMT Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho

D

OCUMENTOS DE

R

EFERÊNCIA

Norma Regulamentadora Nº 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO

Norma Regulamentadora Nº 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA Norma Regulamentadora Nº 15 - Atividades e Operações Insalubres

Norma Regulamentadora Nº 17 - Ergonomia NHO 01 - Norma de Higiene Ocupacional 1 NHO 06 - Norma de Higiene Ocupacional 6

Normas da ACGIH - American Conference of Industrial Hygienists

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12/01/2016 à 11/01/2017

Aeroleo Táxi Aéreo S.A - Cabo Frio

Aeroleo Táxi Aéreo S.A - Cabo Frio

Estrada Velha de Arraial do Cabo S/N Praia do Sud. - Cabo Frio

3235-9344 Sra. Viviane Telles

51.12-9/99 3 Nome Fantasia: Razão social: Frente de Trabalho: Número de Empregados: Ender. Fte. Trabalho:

Telefone: Contato:

Grau de Risco Principal:

Atividade: Outros serviços de transporte aéreo de passageiros não-regular 15.209.117/0008-23

CNPJ/MF:

II. DADOS CADASTRAIS

Aeroleo Táxi Aéreo S.A

Endereço: Rua do Rosário, 173 - 7° Andar - Centro

Responsável pela Elaboração: Dra. Carla Braz - CRM 52.50950-6 Coordenação do PCMSO: Dra. Carla Braz - CRM 52.50950-6 Responsável pela Implantação: Eduardo Menezes de Jesus

Código de Acesso: GERAL / 3311 CNAE:

43 Contrato: N/A

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2016-2017

G

LOSSÁRIO

ACGIH American Conference of Governmental Industrial Hygienists

ASO Atestado de Saúde Ocupacional

CAT Comunicação de Acidente de Trabalho

CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

GHE Grupo Homogêneo de Exposição

GHR Grupo Homogêneo de Risco

MT Ministério do Trabalho

Nível de ação Valor referencial, a partir do qual devem ser tomadas medidas

NR Norma Regulamentadora

PCMSO Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ocupacionais

SESMT Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho

D

OCUMENTOS DE

R

EFERÊNCIA

Norma Regulamentadora Nº 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO

Norma Regulamentadora Nº 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA Norma Regulamentadora Nº 15 - Atividades e Operações Insalubres

Norma Regulamentadora Nº 17 - Ergonomia NHO 01 - Norma de Higiene Ocupacional 1 NHO 06 - Norma de Higiene Ocupacional 6

Normas da ACGIH - American Conference of Industrial Hygienists

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2016-2017

O

BJETIVO DO

PCMSO

O PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional visa a manutenção e/ ou melhoria das condições de saúde e integridade física dos trabalhadores, com ações médicas de ordem construtiva, preventiva, educativa e até administrativa, buscando o controle epidemiológico, a elaboração de um roteiro que possibilite a análise e estabelecimento de dados estatísticos de resultados considerados anormais; a assim, a busca de diretrizes que preservem e assegurem a saúde do trabalhador.

Em resumo, visa prevenir, rastrear e diagnosticar precocemente agravos à saúde relacionados ao trabalho, através de exames clínicos e laboratoriais de acordo com a função executada pelo empregado, considerando-se o ambiente e condições de trabalho apuradas e determinadas pelo PPRA.

E

STRUTURA DO

PCMSO

O P.C.M.S.O. possui 3 fases distintas, sendo elas: Elaboração

Implantação Desenvolvimento

A fase de Elaboração está a cargo do médico coordenador, e as demais devem ser desenvolvidas com a colaboração do coordenador e da empresa contratante. A coordenação do PCMSO é desenvolvida por Médica do Trabalho, Dra Carla Braz, Cremerj 52.50950-6, Registro no 8879, com endereço à Av. Presidente Vargas 529, 8º andar, Centro , Rio de Janeiro - RJ, e telefone 3233-5500, sem vínculo empregatício com este estabelecimento.

Nesta primeira fase avaliamos os riscos existentes e as medidas necessárias para minimizá-los, avaliar seu impacto na saúde dos trabalhadores envolvidos, de forma geral, acompanhar a evolução de alterações porventura ocorridas e promover a saúde e o bem estar dos funcionários. Desta forma pode ser necessária a realização de exames complementares, descritos na Tabela de Setores da Empresa e no Cronograma, sendo seu custo de responsabilidade da empresa. Na fase de implantação são colocados em prática os procedimentos previstos quando da elaboração, tais como a execução e avaliação de exames complementares, campanhas de vacinação, cursos e palestras. Ressaltemos que alguns destes procedimentos são obrigatórios, de acordo com as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho, em especial a NR 7, enquanto outros representam apenas ações sugeridas visando uma melhor avaliação e controle da saúde dos trabalhadores. As ações previstas, nesta etapa, são apresentadas sob a forma de um cronograma, podendo, entretanto, as datas previstas serem alteradas por razões técnicas, operacionais ou humanas, sem prejuízo para o desenvolvimento do programa, em si.

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2016-2017

eficácia, bem como a necessidade de outros procedimentos não previstos anteriormente, ou ainda a retirada, da programação original, de itens anteriormente previstos pelo PCMSO.

Deve ser observado que o PCMSO não é um documento fechado, podendo sofrer alterações durante sua vigência, em decorrência de alterações das condições de trabalho ou mesmo da obtenção de dados não disponíveis quando de sua execução. Por esta razão, sempre solicitamos que nos seja enviado o laudo do PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, quando este for realizado de forma independente, que nos fornecerá maiores subsídios para avaliação das medidas de controle a serem tomadas.

O PCMSO tem o dever de cumprir a legislação no tocante à saúde do trabalhador, enquanto no seu local de trabalho; e tem validade de um ano, a partir da data de sua execução, devendo ser renovado anualmente, juntamente com o relatório anual. Este relatório deverá ser apresentado à CIPA e sua cópia anexada ao livro de atas desta.

M

ETAS

Primeira: Estabelecimento das diretrizes para rotinas de exames clínicos ocupacionais e de

protocolos de exames complementares adequados aos dados obtidos, visando o rastreamento diagnóstico dos trabalhadores expostos aos eventuais riscos ocupacionais existentes.

Segunda: Identificar os eventuais agravos à saúde dos trabalhadores decorrentes dos fatores de

risco ambientais e dos fatores humanos que os agravam, inclusive os devidos à organização do trabalho.

Terceira: Estabelecimento parâmetros objetivos para as avaliações médicas com perfis clínicos e

complementares para controle de exposição aos eventuais riscos ocupacionais.

P

RIORIDADES

Primeira: Estabelecimento, quando do exame admissional, dos parâmetros mínimos de saúde e

condições físicas e psicológicas desejáveis para o trabalhador, na dependência do cargo pretendido, e com base no real conhecimento dos riscos presentes no ambiente de trabalho e inerentes à função a ser desempenhada .

Segunda: Estabelecimento do cronograma de execução dos exames ocupacionais.

Terceira: Estabelecimento de atividades educativas e de controle de saúde, de acordo com o

preconizado na NR-7.

Quarta: Estabelecimento de campanhas de imunização de interesse ocupacional ou a nível de

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2016-2017

P

ERIODICIDADE DO

PCMSO

A periodicidade do PCMSO é de um ano, a partir de sua data de elaboração. A validade deste programa é de 12/01/2016 a 11/01/2017.

F

ORMA DE

A

VALIAÇÃO DO

D

ESENVOLVIMENTO DO

PCMSO

O PCMSO será avaliado de 2 formas básicas, expostas a seguir: 1. Avaliação de Procedimentos:

Quando da renovação do PCMSO será verificado o cumprimento dos procedimentos previstos no PCMSO anterior. Espera-se um cumprimento de 80% dos procedimentos sugeridos, sendo, entretanto, um patamar de 70% aceitável como eficaz.

2. Avaliação de Resultados:

Quando da renovação do PCMSO serão verificadas estatisticamente as ocorrências observadas, comparando-as com as do período anterior. Espera-se uma redução de 20% no total de ocorrências.

R

EGISTRO

,

M

ANUTENÇÃO E

D

IVULGAÇÃO DE

D

ADOS

Os registros e manutenção dos dados obtidos quando dos procedimentos médicos deverão constar dos prontuários médicos dos funcionários e da base de dados informatizada do próprio PCMSO. Estes prontuários deverão ser mantidos sob a guarda do médico coordenador por um prazo de 20 anos, sendo repassados em caso de troca de coordenação médica.

As informações procedentes destes atos poderão ser divulgadas no documento base ou sob forma de atualizações ou anexos, quando pertinentes aos objetivos do PCMSO, sempre resguardando-se o sigilo médico.

Todos os documentos pertinentes ao programa, tais como ASOs, CATs, e o próprio programa em si, deverão ser mantidos por um período mínimo de 20 anos, na frente de trabalho, e à disposição da fiscalização. Todos os funcionários deverão ter acesso assegurado ao PCMSO.

O Relatório Anual deverá ser apresentado e discutido na CIPA (ou seu designado), ficando uma cópia anexada ao livro de ATAS).

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2016-2017

P

ROGRAMAS DE

S

AÚDE E

S

EGURANÇA

O

CUPACIONAIS

PPRA: O PPRA ou Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (NR9) avalia as condições de

trabalho nos diversos ambientes das empresas, através de avaliações qualitativas e quantitativas dos fatores de risco observados. De acordo com a legislação do Ministério do Trabalho, é considerado risco ocupacional a exposição a fatores de risco em valores acima da metade do limite de tolerância, encontrando-se, desta forma, dentro do nível de ação.

PCMSO: O PCMSO ou Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (NR7) avalia as

condições de saúde dos trabalhadores de uma empresa, através de avaliações clínicas e realização de exames complementares. Da mesma forma que o PPRA considera como risco ocupacional os fatores de risco que se enquadrem dentro do nível de ação.

LTCAT: O LTCAT ou Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho avalia as condições

de trabalho de cada função, acompanhando suas atividades que podem se desenvolver nos diversos ambientes da empresa, buscando determinar se estão presentes condições de insalubridade e/ou periculosidade. Diversamente dos 2 programas citados acima, considera como riscos somente os fatores de risco acima do limite de tolerância. A descrição das atividades é fornecida pelo empregador e/ou pelo próprio trabalhador.

PPP: O PPP ou Perfil Profissiográfico Previdenciário avalia as condições de trabalho de cada

trabalhador, individualmente, também buscando determinar a existência ou não de insalubridade e/ou periculosidade, sendo suas informações baseadas no LTCAT.

PCA: O Programa de Conservação Auditiva tem como objetivo final a conservação da função

auditiva dos trabalhadores expostos ao ruído, através de medidas de controle de exposição ao agente de risco e de ordem médica, tendo sua interface vinculada aos setores de engenharia e saúde ocupacionais.

Laudo Ergonômico: Estuda e avalia as condições de ergonomia nos diversos locais de trabalho

da empresa, baseando-se no disposto na NR-17, tais como calor, temperatura, mobiliário, postura adotada pelos funcionários, entre outros; estabelecendo padrões de conforto ambiental e determinado medidas de controle, quando necessário.

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2016-2017

R

ESPONSABILIDADE DO

C

OORDENADOR

O Coordenador do PCMSO, bem como do Serviço de Medicina do Trabalho da empresa, necessita ser, obrigatoriamente, Médico do Trabalho. Ele pode ser funcionário da empresa, autônomo, empregador ele próprio, ou filiado a qualquer entidade. O médico examinador não tem a obrigatoriedade de ser Médico do Trabalho, devendo, entretanto, ser familiarizado com os princípios da patologia ocupacional e suas causas, bem com o ambiente, as condições de trabalho e os riscos a que está ou será exposto cada trabalhador da empresa a ser examinado. Compete ao coordenador a realização dos exames médicos ocupacionais, ou, se necessário, a indicação dos mesmos a profissionais qualificados; a indicação dos exames complementares pertinentes ao diagnóstico ou acompanhamento da patologia ou ainda necessários como parâmetros para controle biológico de exposição ocupacional a fatores de risco, que deverão ser executados por profissionais devidamente capacitados, equipados e qualificados.

É de sua responsabilidade também a elaboração do cronograma de desenvolvimento do PCMSO e dos relatórios estatísticos de sua evolução, cujas cópias deverão ser entregues à C.I.P.A.. A rotina de seu trabalho fundar-se-á de acordo com a natureza das funções e trabalhos desenvolvidos, considerando ainda o ambiente de trabalho, idade e presença de doenças crônicas.

Para cada exame médico executado prevê-se a emissão de um Atestado de Saúde Ocupacional - A.S.O., em duas vias.

Os resultados dos exames serão objeto de registro em prontuário clínico individual, que servirá como histórico da evolução das condições de saúde do trabalhador, ficando estes arquivados, sob forma informatizada, no Serviço Médico, por um período de 20 anos.

As informações obtidas nos exames médicos estão resguardadas pelo código de ética - sigilo médico, não sendo disponibilizadas à empresa sob forma alguma. Estas informações poderão, entretanto, serem fornecidas à Justiça do Trabalho, Cível ou Criminal, mediante solicitação do Juízo.

Cabe ao Médico Coordenador, juntamente com o Engenheiro de Segurança a avaliação da existência de nexo causal, nas patologias potencialmente ocupacionais, como as tendinites e as perdas auditivas.

A Coordenação Médica tem como dever, no caso de surgimento ou agravamento de doenças ocupacionais verificadas pelos exames, e com nexo causal reconhecido, solicitar à direção da empresa a emissão de CAT, determinar o afastamento do trabalhador de sua função, setor ou mesmo do trabalho, e encaminhá-lo à Previdência Social.

Nos casos de funcionário reabilitado, o médico coordenador deve realizar uma avaliação de capacidade, incluindo o exame do funcionário e a avaliação física e profissiográfica do novo posto de trabalho, antes da liberação do empregado para sua nova atividade.

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R

ESPONSABILIDADE DO

E

MPREGADOR

Cabe ao empregador a responsabilidade pelo atendimento aos requisitos legais regulamentares referentes, viabilizando todas as condições para implementação e manutenção das ações previstas no presente programa.

Compete a ele garantir a elaboração e efetiva implantação do PCMSO, zelar pela sua eficácia e custear todos os procedimentos relacionados ao programa, sem ônus para os empregados.

É de responsabilidade do empregador, também, o encaminhamento dos funcionários aos exames e demais procedimentos indicados no PCMSO, nas clínicas e demais postos de serviços indicados pelo coordenador. Deve-se ressaltar que é de responsabilidade exclusiva do médico coordenador a indicação dos profissionais responsáveis pelo atendimento aos funcionários. A empresa tem o dever de garantir um ambiente de trabalho seguro e condições operacionais que garantam a preservação da saúde e integridade física do trabalhador.

É sua responsabilidade, ainda, informar ao Serviço Médico sobre os riscos existentes na empresa, assim como fornecer todas as informações necessárias à confecção do programa, colaborando, desta forma, com o bom andamento e a eficácia do PCMSO.

Deverá ser enviada ao Serviço Médico listagem atualizada dos funcionários da empresa, com os respectivos cargos, número das CTPS e datas de nascimento, especificando também os funcionários que recebem insalubridade.

O laudo do PPRA deverá também nos ser enviado, para que possamos tomar conhecimento dos riscos ocupacionais detectados nos diversos ambientes de trabalho e determinarmos as medidas de controle médicas necessárias, bem como a necessidade ou não de realização deexames complementares, em decorrência da exposição a fatores de risco que impliquem em sua obrigatoriedade.

Se ocorrer contratação de terceirizados, a empresa contratante deverá cobrar da contratada os laudos do PCMSO e do PPRA, enviando estes programas para a coordenação central, para análise. Se necessário, compete ao empregador providenciar uma reunião entre os diversos coordenadores, para que se obtenha um padrão técnico a ser cumprido.

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2016-2017

R

ESPONSABILIDADE DO

E

MPREGADO

O PCMSO esclarece a obrigatoriedade da apresentação do empregado para os exames solicitados, nas épocas indicadas. O trabalhador que se recusar, injustificadamente, a ser examinado, ou a realizar qualquer exame complementar ou procedimento solicitado pelo médico coordenador ou pelo médico executor, estará sujeito às penalidades da lei, incluindo advertências, suspensão e até demissão por justa causa.

Da mesma forma, o trabalhador tem o dever de fornecer informações verdadeiras ao médico examinador, e colaborar, de todas as formas com o exame a ser realizado.

É sua obrigação, também, participar ativamente das ações prevencionistas na área de saúde e segurança do trabalho.

Cabe a este zelar por sua saúde, cuidar de sua higiene pessoal e do ambiente, e não expor a perigo a saúde de um colega seu.

O trabalhador tem o direito de se recusar a realizar um serviço que ponha em risco sua saúde ou integridade física.

Deve ainda utilizar os Equipamentos de Proteção Individual necessários, mantendo-os limpos, higienizados e em bom estado; solicitando sua troca quando não mais atenderem às necessidades de proteção.

Ao empregado compete acatar as orientações da Coordenação Médica e de seus supervisores, cumprindo as ordens de serviço de saúde e segurança do trabalho e cuidando para que as mesmas sejam cumpridas também por seus colegas.

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C

ONCEITO DO

PCMSO

O conceito de saúde é mais do que simplesmente a ausência de doença, envolvendo o bem estar físico, psíquico, emocional e social. A busca deste equilíbrio, dentro dos diversos ambientes de trabalho, é o objetivo final da Medicina e Segurança Ocupacional.

Deve-se ter em mente que o ambiente exerce influência sobre o estado de saúde e o bem estar de todas as pessoas. Os indivíduos passam cerca de um terço de sua vida produtiva no ambiente de trabalho, portanto, este é responsável direto por muitas de suas queixas físicas e psicológicas. Os Programas de Saúde Ocupacional (NR 7 e NR 9) visam avaliar corretamente as características ambientais, implantando medidas que as tornem mais agradáveis, e eliminando os riscos ocupacionais existentes, e assim contribuir para um maior conforto dos trabalhadores, e, consequentemente, para o incremento de sua saúde.

E quem ganha com isto? Todos. O trabalhador, que passa a exercer suas atividades num ambiente mais confortável, seguro e saudável e a empresa, que vê diminuir o número de faltas e aumentar a produtividade.

A relação custo/benefício é vantajosa para a empresa, com aumento da produtividade, redução do absenteísmo e melhora das condições de saúde e bem estar dos trabalhadores.

N

ÍVEL DE

A

ÇÃO

O conceito de nível de ação é exposto na NR 9 - PPRA, sendo considerado o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas, de forma a minimizar as consequências da exposição dos trabalhadores a agentes ocupacionais nocivos. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores e o controle médico.

Como medidas de controle médico entende-se a realização de exames complementares pertinentes, avaliação clínica, implantação de programas preventivos, bem como cursos e palestras.

Deverão ser objeto de controle sistemático as situações que apresentem exposição ocupacional acima dos níveis de ação, conforme descrito a seguir:

Para agentes químicos, a metade dos limites de exposição ocupacional, considerados de acordo com a NR 15 ou, na no caso de substâncias não encontradas nesta NR, os adotados pela ACGIH.

Para o ruído, a dose de 0,5 (dose superior a 50%), conforme critério estabelecido na NR 15, Anexo 1, ítem 6, tendo o valor de 80 dB para uma exposição de 8 horas diárias.

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2016-2017

D

ESENVOLVIMENTO DO

PCMSO

O PCMSO baseia-se fundamentalmente em 6 pontos:

1. Realização dos exames médicos ocupacionais previstos na NR 07, com o objetivo de

verificação e manutenção da saúde do empregado, cujo controle deverá incluir a realização obrigatória dos seguintes exames:

1.1. EXAME ADMISSIONAL: Realizado antes da admissão do funcionário na empresa. Visa avaliar a capacidade do candidato a exercer as atividades a que se propõe.

1.2. EXAME PERIÓDICO: Conforme a natureza da função exercida, exposição a riscos e idade. Sua principal finalidade é verificar se a capacidade do trabalhador se mantém inalterada, desde seu último exame, isto é, se as tarefas desempenhadas não estão prejudicando a saúde do trabalhador.

1.3. EXAME DE RETORNO À ATIVIDADE: A ser realizado quando do retorno efetivo do funcionário que se ausentar por um período igual ou maior que 30 dias por licença médica ou licença maternidade. Seu objetivo é mensurar a real capacidade do funcionário em retornar às suas atividades laborativas.

1.4. EXAME DE MUDANÇA DE FUNÇÃO: Antes de sua concretização, desde que esta implique em exposição do trabalhador a riscos diferentes dos existentes anteriormente. Verifica se o trabalhador encontra-se apto à execução de suas novas tarefas, bem como se estas podem ser realizadas sem ônus para ele.

1.5. EXAME DEMISSIONAL: Executado até a data da homologação, desde que último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de 90 dias. Procura determinar se, durante o período de trabalho, surgiram ou agravaram-se doenças de fundo ocupacional, permitindo que o trabalhador desligue-se da empresa nas mesmas condições de higidez com que foi admitido, excetuando-se, claro, patologias próprias do envelhecimento ou não relacionadas ao trabalho.

Observações sobre o exame demissional:

A empresa, ao entregar ao empregado a carta de demissão, deve fornecer-lhe também um encaminhamento para a realização do exame médico demissional, e que será assinado pelo demitido, na hora. Se ele se recusar, duas testemunhas poderão fazê-lo.

O empregado será considerado inapto para a demissão quando for portador de doença profissional ou de qualquer patologia que o incapacite para atividades laborativas. Desta forma, a presença de doenças crônicas, mas não incapacitantes, como a diabetes, não representam empecilho à demissão. Da mesma maneira, a gestação não impede a concessão de um atestado demissional, salvaguardados os direitos da mulher grávida.

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2016-2017

2. Avaliação do estado de saúde de cada empregado, individualmente; e orientação/tratamento de cada caso, ou seja, prescrição ou encaminhamento a serviço especializado. Nesta fase também serão avaliados os exames complementares solicitados por indicação clínica.

Sendo verificada exposição excessiva do trabalhador aos agentes potencialmente nocivos, sem correspondência clínica, isto é, sem sintomatologia ou outros sinais, este deverá ser afastado do local de trabalho ou da exposição ao fator de risco até que esteja normalizado o indicador biológico de exposição e medidas de controle do ambiente sejam adotadas.

Constatando-se ocorrência ou agravamento de doença profissional, o funcionário deverá ser afastado de suas atividades laborativas habituais e do local de trabalho. A empresa se responsabilizará também pela emissão do CAT e encaminhamento do funcionário à Previdência Social.

3. Avaliação das condições de saúde dos empregados como um todo, considerando o estudo das condições de trabalho, as patologias mais frequentes e o estabelecimento de nexo causal entre estes fatores, nos atendo também aos exames complementares solicitados como indicadores biológicos. Busca-se ainda a presença de doenças ocupacionais ou de fatores que possam levar a elas.

Nesta etapa o PCMSO basear-se-á no PPRA, tendo este a função de detectar, avaliar e mensurar os riscos ocupacionais existentes, através de visita aos locais de trabalho, análise dos procedimentos produtivos, avaliação das estruturas ambientais, medição de níveis de ruído, mensuração de agentes potencialmente nocivos, e outras ações afins. 4. De posse destes dados será estabelecido um conjunto de medidas visando a prevenção ou detecção precoce dos agravos à saúde (entendida num contexto bio-psico-social), através da prevenção de doenças e acidentes do trabalho, da prevenção ou detecção precoce dos agravos à saúde, compreendendo exames clínicos e complementares, palestras e cursos, vacinações, entre outras ações. Desta forma, objetiva-se uma diminuição da incidência das patologias ocupacionais e melhoria das condições de trabalho e saúde de uma maneira geral.

5. Implementação das medidas sugeridas, estando esta fase sob a responsabilidade do empregador.

6. Acompanhamento posterior e avaliação dos resultados, realizando as correções que se façam necessárias para o bom andamento do programa de controle de saúde ocupacional.

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E

XAMES

C

LÍNICOS

Terão lugar no própria empresa ou na clínica de referência - Clínica Delphi, com sua periodicidade determinada de acordo com função, insalubridade, exposição a fatores de riscos ocupacionais, idade e presença de doenças crônicas, em conformidade com a NR-7.

O exame consistirá basicamente em anamnese clínica e ocupacional e exame físico, com ênfase nos aparelhos cardiovascular e respiratório, circulação venosa e coluna vertebral, dando-se especial atenção também às queixas referidas pelos funcionários. Também farão parte do exame periódico exames complementares pertinentes ao diagnóstico ou necessários como parâmetros de controle de exposição a fatores de risco ocupacional.

Para cada exame médico executado prevê-se a emissão de um Atestado de Saúde Ocupacional - A.S.O., em duas vias, entregando-se a segunda ao examinado mediante recibo na via do empregador, ficando esta arquivada no local de trabalho do funcionário, à disposição da fiscalização.

No ASO constará, além do nome, função, número da CTPS ou Carteira de Identidade e número de registro do empregado (prontuário), os tipos de exames realizados, com suas respectivas datas, os riscos ocupacionais aos quais está exposto o trabalhador e quaisquer outros procedimentos aos quais o mesmo tenha sido submetido, ou que estejam previstos.

Outras informações obrigatórias no ASO são nome e registro (CRM) do médico coordenador; definição de apto ou inapto para a função específica; nome do médico examinador e endereço ou forma de contato; data e assinatura do médico examinador, com carimbo contendo seu número de inscrição no Conselho Regional de medicina (CRM).

Os dados obtidos nos exames médicos, incluindo avaliação clínica e exames complementares, conclusões e as medidas aplicadas serão objeto de registro em prontuário clínico individual, que servirá como histórico da evolução das condições de saúde do trabalhador, ficando estes arquivados, sob forma informatizada, no Serviço Médico, sob responsabilidade do médico coordenador do PCMSO. Estes registrados deverão ser mantidos por um período mínimo de 20 anos após o desligamento do trabalhador.

O empregado poderá ser considerado apto à atividade proposta, apto sob condições especiais (tais como sob tratamento, sob restrição ao carregamento de peso, etc), inapto ou inapto temporariamente, devendo, neste último caso, retornar em data prevista para reavaliação. Estas informações serão passadas ao responsável pela empresa, para que sejam tomadas as medidas cabíveis e constarão no PCMSO.

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R

ESPONSÁVEIS PELA

E

XECUÇÃO DOS

E

XAMES

C

LÍNICOS

Alana D. C. Pamplona - 52.67941-0 Andrea T. R. de Souza - 52.75656-3 Anna Patricia P. Beltrão - 52.58780-2 Cristine Souza Silva – 52.99084-1

Emanuela de Alcântara Magalhaes - 52.78605-5 Fernanda Vidigal Frutado – 52.96704-1

Leila Martins dos Santos - 52.34938-0 MArceka M. Praxedes – 52.96093-4

Maria Teresa Dias Correia Lopes - 52.77251-8 Viviane Simas Marinho – 52.101794-2

Obs: Pode haver alteração do quadro dos médicos examinadores, a qualquer momento, por razões operacionais, sem prejuízo do exposto.

R

ESPONSÁVEIS PELA

E

XECUÇÃO DOS

E

XAMES

C

OMPLEMENTARES

Labor-Med Imagens e Diagnósticos Ltda ME Av. Presidente Vargas 529, Sala 505 e 506, Centro

CNPJ: 14.851.525/0001-45 Tel: 2507-3740

CODRALF – Centro Oftalmológico Dr

Alessandro Lira Frischgesell Ltda

A/r. Buenos Aires 93, Sala 802/803, Centro

CNPJ: 07.431.644/001-83 Tel: 2242-2568/2242-0544

ACPS Assessoria de Serviços Médicos Ltda Av. Nilo Peçanha 38, Centro

CNPJ: 01.294.064.0001-05 Tel: 2240-4777

Lab. An. Clín. Prof. João Ciribelli Guimarães Rua do Matoso 55, sobrado, Praça da Bandeira

CNPJ: 40.393.761/0001-75 Tel: 2273-2397

Lab. Médicos Dr. Sérgio Franco Ltda Rua Xavier Pinheiro 439, Parque Duque, 1º Distrito

CNPJ: 34.155.945/0001-12 Tel: 2672-7070

All Lab World Analises Clinicas Ltda Av. Lucio Costa, 8000 – Loja K – Barra da Tijuca

CNPJ: 07.752.632/0001-50 Tel: 3596-3804 – 3596-3805

Obs: Pode haver alteração do quadro dos responsáveis pelos exames complementares, a qualquer momento, por razões operacionais, sem prejuízo do exposto.

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2016-2017

E

XAMES

C

OMPLEMENTARES

Exames complementares são, como o próprio nome diz, técnicas diagnósticas complementares ao exame físico, com o objetivo final de detecção e/ou melhor avaliação de condições de saúde. Como exemplos temos os exames laboratoriais propriamente ditos, isto é, exames de sangue (hemograma, contagem de plaquetas, glicemia, etc), exames de urina e de fezes. Existem ainda exames radiológicos (RX Tórax, Tomografia Computadorizada, por exemplo), ultrassonografias, audiometrias, ECG (eletrocardiograma) e EEG (eletroencefalograma), e os exames de medicina nuclear, com radioisótopos, entre inúmeros outros.

A Medicina do Trabalho lida principalmente com exames toxicológicos, utilizados na detecção e mensuração de substâncias nocivas no organismo. Desta forma, um funcionário exposto habitualmente ao cromo, durante sua rotina de trabalho, deverá realizar dosagem de cromo na urina, periodicamente. A presença de valores altos em um destes exames significa que a absorção da substância pelo organismo foi maior que a tolerável, podendo, nestes casos, causar dano à saúde do trabalhador.

Neste caso, o funcionário deverá ser afastado do contato com o agente nocivo por um período médio de 15 dias, quando será repetido o exame, para uma nova avaliação, cabendo ao coordenador médico a orientação quanto às medidas a serem adotadas então.

Outros exames comumente solicitados são a audiometria, o EPF, o hemograma com contagem de plaquetas, o teste de acuidade visual, o RX tórax e a espirometria.

No caso específico de sua empresa, os funcionários dos setores administrative, check in, coor. De vôo, ferramentaria, manutenção, QSMS, suprimentos e transportes deverão realizar exame de audiometria tonal, anualmente.

E os funcionários do setor de mecânica deverão realizar exames de ácido hipúrico urinário, ácido metil-hipúrico urinário, hemograma completo, contagem de plaquetas, semestralmente; Devendo também realizar exames de acuidade visual, audiometria tonal, creatinina, ECG, EEG, gama GT, glicemia, metíl-etíl-cetona urinária, teste de romberg, TGO, TGP e uréia, anualmente.

Para os demais funcionários não está prevista a realização de exames complementares como procedimento de rotina, uma vez que estes não se encontram expostos a fatores de risco que impliquem em sua obrigatoriedade. Outros exames, entretanto, poderão ser solicitados por indicação médica.

De acordo com dados obtidos através do PPRA poderá se observar a necessidade de exames complementares, não previstos anteriormente, como parâmetros de controle de exposição a fatores de risco, sendo então estes exames solicitados numa segunda etapa.

O resultado dos exames deverá ser encaminhado à Clínica Delphi, tão logo a empresa os receba. Cabe lembrar que o Atestado de Saúde Ocupacional só poderá ser liberado após a avaliação dos resultados destes exames.

Os funcionários novos que se dirijam aos setores onde estes exames são necessários deverão executar os exames pertinentes quando da admissão.

Da mesma forma, estes exames deverão ser repetidos ao momento do desligamento do funcionário, desde que o último exame tenha sido realizado há mais de 3 meses.

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2016-2017

E

XAMES

C

OMPLEMENTARES

-

D

EFINIÇÕES

SANGUE -HEMOGRAMA

LEUCÓCITOS: Células brancas presentes no sangue, com função de defesa do organismo. Seu

número elevado indica geralmente infecção, enquanto quando em pequena quantidade relaciona-se à queda da imunidade.

LEUCOPENIA: Queda da quantidade total dos leucócitos.

LEUCOCITOSE: Aumento da quantidade total dos leucócitos.

LINFÓCITOS: Um dos tipos de leucócitos, responsável pela produção de anticorpos.

LINFOPENIA: Queda da quantidade total dos linfócitos.

LINFOCITOSE: Aumento da quantidade total dos linfócitos.

LINFÓCITOS ATÍPICOS: São células com características diferentes dos linfócitos normais.

Geralmente associados a patologias, desde simples, como infecções leves até graves, como leucemias.

SEGMENTADOS: Outro tipo de leucócito, agindo na defesa direta contra os microorganismos.

NEUTROPENIA: Significa número reduzido de segmentados, podendo estar relacionado à baixa

imunidade.

NEUTROFILIA: Aumento da quantidade total dos segmentados.

EOSINÓFILOS: Mais um tipo de leucócito, quando aumentado, de modo geral está relacionado à

presença de verminoses ou alergias.

EOSINOFILIA: Aumento da quantidade total dos eosinófilos.

EOSINOPENIA: Queda da quantidade total dos eosinófilos.

MONÓCITOS: Mais um tipo de célula de defesa do organismo, atuando de forma genérica.

MONOCITOSE: Aumento da quantidade total dos monócitos. Geralmente associado a infecções.

MONOCITOPENIA: Queda da quantidade total dos monócitos.

BASTÕES: Formas jovens, lançadas na circulação quando necessários no combate das infecções.

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2016-2017

ANEMIA: Diminuição da quantidade de glóbulos vermelhos, podendo ter como causa deficiência de

ferro, de vitamina B12, diminuição da produção na medula óssea, perdas sanguíneas, etc.

ANEMIA HIPOCRÔMICA: Forma de anemia onde a concentração de hemoglobina na hemácia

(glóbulo vermelho), encontra-se baixa. Normalmente causada por deficiência de ferro.

ANEMIA MICROCÍTICA: Forma de anemia apresentando-se por tamanho reduzido da hemácia

(glóbulo vermelho). Normalmente causada por deficiência de ferro, também.

PLAQUETAS: Células sanguíneas responsáveis pela coagulação, tendo ação, portanto nos

sangramentos. Quando em pequena quantidade, pode implicar em sangramentos mais prolongados, e, quando elevadas, podem causar coagulação intravascular, manchas roxas sem motivo, etc.

TROMBOCITOPENIA: Redução do número de plaquetas. Pode estar associado à contaminação por

derivados do petróleo.

TROMBOCITOSE: Aumento do número de plaquetas.

ANISOCITOSE: Seu valor representa uma relação entre os componentes da série vermelha do

hemograma Seu valor elevado pode indicar patologias.

SANGUE -BIOQUÍMICA

HIPERCOLESTEROLEMIA: Aumento das taxas de colesterol circulantes. Implica em risco aumentado

para doenças cardiovasculares.

HIPERTRIGLICERÍDEMIA: Aumento das taxas de triglicerídeos circulantes. Implica em risco

aumentado para doenças cardiovasculares.

HIPERGLICEMIA: Aumento das taxas de glicose circulantes. Geralmente associada a diabetes.

URINA -BIOQUÍMICA

ÁC.HIPÚRICO ELEVADO: O ácido hipúrico é um resíduo do metabolismo do tolueno no organismo

humano. Sua presença em valores acima do valor de referência indica exposição excessiva a este hidrocarboneto.

ÁC. METIL-HIPÚRICO ELEVADO: Da mesma forma que o anterior, o ácido metil-hipúrico é um

resíduo do metabolismo humano, só que relacionado ao xileno. Sua presença em valores acima do valor de referência indica exposição excessiva a este hidrocarboneto.

ÁC. MANDÉLICO ELEVADO: Como os outros, o ácido mandélico é um resíduo metabólico, sendo

sua origem o estireno. Sua presença em valores acima do valor de referência também indica exposição excessiva a este hidrocarboneto.

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2016-2017

Método diagnóstico usado na avaliação da capacidade auditiva, tendo como objetivos principais : a) Auxiliar o diagnóstico médico:

- Verificando qual a parte afetada do ouvido e dando sua exata localização - Precisando o estágio da lesão

- Fornecendo subsídios para iniciação da conduta terapêutica

b) Auxiliar na avaliação e controle de doenças ocupacionais (PAINPSE)

O exame é realizado numa cabine à prova de sons externos, com o paciente utilizando fones de ouvido. O indivíduo é submetido então a sons de diferentes frequências e intensidades, em um ouvido por vez. Os resultados são registrados em gráfico, sendo consideradas normais as curvas cujos pontos não ultrapassem os 25 dB. As frequências utilizadas são 250, 500, 1000, 2000, 4000, 6000 e 8000 Hz. 250 500 1000 2000 4000 6000 8000 -10 0 10 20 30 40 50 60 70 80

O exame audiométrico deve ser feito na admissão do funcionário que vai trabalhar em área ruidosa, sendo a primeira repetição semestral, e, a partir de então, anualmente. A realização da audiometria admissional permite a correta avaliação da capacidade auditiva do trabalhador quando da entrada na empresa, servindo de subsídio no acompanhamento de eventuais perdas posteriores. Quando isto não for feito, considera-se a primeira audiometria realizada como a de controle, servindo de base para as posteriores.

Um resultado alterado, porém com audição compatível com a vida normal, num primeiro exame, indica a necessidade de um segundo exame para sua correta avaliação. Se houver piora do quadro, estamos diante de um processo em evolução, devendo o funcionário ser afastado da fonte de ruído imediatamente. Se, ao contrário, não se observar mudança do resultado, o paciente deve ser mantido sob observação, com execução de audiometrias anuais.

A presença de queda auditiva em funcionário com audiometrias prévias normais é altamente sugestiva de doença ocupacional - PAINPSE, porém não devemos esquecer dos ruídos extra laborativos aos quais o trabalhador pode estar exposto (festas, habitação próxima a aeroportos, uso de fones de ouvido, etc). Devemos afastar o funcionário do local ruidoso e manter controle audiométrico. Em se confirmando o nexo causal a CAT deverá ser emitida pela empresa. Se a audição estiver prejudicada a ponto de interferir nas atividades normais do indivíduo, este deverá

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2016-2017

ECG

Este exame é utilizado para avaliar a função cardíaca, utilizando-se da variação dos potenciais elétricos gerados pelo coração, para diagnosticar patologias cardíacas, tais como arritmias, infartos do miocárdio, entre outras.

È utilizado para se avaliar a capacidade do funcionário exposto a riscos iminentes de acidentes, tais como em trabalhos em altura e em confinamento, ou em atividades que exijam perfeita integridade cardíaca, como a direção de veículos automotores.

EEG

Este exame é utilizado para avaliar a função cerebral, utilizando-se, também, da variação dos potenciais elétricos gerados pelo cérebro, desta feita, para diagnosticar patologias neurológicas, tais como epilepsias, tumores, entre outras.

È utilizado, da mesma forma que o ECG, para se avaliar a capacidade do funcionário exposto a riscos iminentes de acidentes, tais como em trabalhos em altura e em confinamento, ou em atividades que exijam perfeita integridade cardíaca, como a direção de veículos automotores.

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2016-2017

S

EÇÃO

P

REVENTIVA DO

PCMSO

O estabelecimento deverá contar com material destinado a prestação de primeiros socorros, assim como pessoal habilitado para este tipo de atendimento. Em caso de desligamento do funcionário habilitado da frente de trabalho, a empresa deverá substituí-lo por outro igualmente habilitado ou providenciar o treinamento de outro funcionário.

Todos os funcionários deverão ter acesso a informações sobre riscos ocupacionais, enfermidades em evidência, doenças sexualmente transmissíveis e ocupacionais.

A empresa deve promover ações de conscientização sobre proteção no trabalho, higiene pessoal e do meio, malefícios do álcool e fumo.

Também está previsto o encaminhamento para vacinações, de acordo com orientação médica, exigências de sanitaristas ou campanhas governamentais.

Em razão do risco potencial de contaminação, presente mesmo nos acidentes mais comezinhos, julgamos importante a realização de vacinação antitetânica (ATT) para todos os funcionários, independente de sua ocupação. A vacina encontra-se disponível nos Postos de Saúde, cabendo à empresa orientar e encaminhar os seus empregados para a realização deste procedimento

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2016-2017

P

REVENÇÃO DO

A

LCOOLISMO

Trata-se de um dos problemas mais graves e de difícil solução em todos os países industrializados. No Brasil, estima-se que existam cerca de 14 milhões de alcoólatras , o que representa praticamente 10% da população acima dos 15 anos de idade. Como consequência, revela-se uma perda de aproximadamente 7,9% do PIB (27 milhões de dólares).

Estatísticas de acidentes de trabalho revelam que 50% deles tem como causa o alcoolismo, estimando-se que existam um alcoólatra para cada 10 trabalhadores. Sabe-se também que concentrações alcoólicas entre 0,80 e 1,20 g. de alcoolemia diminuem em 35% a capacidade psicomotora, aumentando, desta forma, em cerca de 55 vezes a probabilidade de ocorrência de acidentes de trabalho.

Por outro lado, os efeitos do alcoolismo nas atividades produtivas se manifestam não somente pelo índice aumentado de acidentes. O absenteísmo, a não realização de tarefas, ou o seu atraso, bem como a queda de qualidade, são observados frequentemente nestes casos.

P

REVENÇÃO DO

T

ABAGISMO

O tabagismo é um hábito que causa dependência, adquirido pela inalação de fumaça proveniente da queima do tabaco na foram de cigarros, charutos ou cigarrilhas.

Estima-se que exista no mundo mais de 1 bilhão de tabagistas e que cerca de 5 trilhões de cigarros por ano são consumidos. De outro lado, calcula-se que ocorram anualmente dois e meio milhões de óbitos em função do tabagismo.No Brasil, a incidência de tabagistas é de 40% da população total, isto é, em cada 10 brasileiros de todas as idades, 4 fumam.

O fumo produz inúmeras reações adversas do organismo. Todos têm conhecimento da correlação cigarro x câncer, do enfisema, da bronquite crônica (tosse do fumante), mas além disto o fumo tem participação importante nas doenças cárdio-vasculares, nas úlceras e gastrites, na gestação, etc.

Os efeitos nocivos do hábito de fumar não se restringem ao fumante, mas afetam todo o ambiente. O cigarro é o causador número 1 de incêndios, contribuindo também significativamente para a ocorrência de acidentes de trabalho (os fumantes causam o dobro de acidentes que os não fumantes). Outros fatos relevantes são a poluição ambiental causada pelo cigarro e o prejuízo à saúde dos não-fumantes.

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2016-2017

P

REVENÇÃO DA

AIDS

A aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV. O HIV destrói os linfócitos - células responsáveis pela defesa do nosso organismo, tornando a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas, chamadas assim por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido.

Existem tratamentos para a SIDA/AIDS e o HIV que diminuem a progressão viral, mas não há nenhuma cura conhecida.

Não existe mais a distinção entre grupos de risco e grupos de não risco. No começo da epidemia, pelo fato da aids atingir, principalmente, os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram, à época, considerados grupos de risco. Atualmente, fala-se em comportamento de risco e não mais em grupo de risco, pois o vírus passou a se espalhar de forma geral, não mais se concentrando apenas nesses grupos específicos. Como exemplos temos:

São situações de risco: Relação sexual (homo ou heterossexual) desprotegida, ie, sem o uso de preservativos - quanto maior o número de parceiros, maior o risco; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; transfusão de sangue contaminado pelo HIV; reutilização de objetos perfuro-cortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

A transmissão se dá através do esperma, sangue e secreções vaginais. O HIV não pode ser transmitido, absolutamente, por toque casual, beijos, espirros, tosse, picadas de inseto, água de piscina ou objetos tocados por soro positivos. O vírus da aids é bastante sensível ao meio externo. Estima-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária, glutaraldeído, álcool, água oxigenada) pode tornar-se inativo rapidamente.

Como não há cura ou vacina, a prevenção tem um aspecto fundamental, nomeadamente práticas de sexo seguro como o uso de preservativo (ou "camisinha") e programas de troca de seringas nos toxicodependentes.

O mais importante para prevenir esta doença é fazer campanhas de informação e sensibilização, sobretudo junto aos jovens. Por exemplo, deve-se comunicar que a prevenção é feita utilizando preservativos nas relações sexuais e evitando o troca troca de parceiros. A troca de agulhas para tóxico-dependentes também é importante, já que as agulhas usadas contaminadas são uma origem freqüente da contaminação.

A campanha anti-AIDS do Brasil é mundialmente reconhecida como uma das mais bem sucedidas. O Brasil tem taxas de infecção muito inferiores às de outros países desenvolvidos, e aparentemente os números estão relativamente estáveis.

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2016-2017

Doenças sexualmente transmissíveis - DST, são aquelas transmitidas de pessoa para pessoa exclusivamente pelo ato sexual, ou que este represente o modo mais frequente de transmissão. As doenças sexualmente transmissíveis, apesar de não serem classificadas como doenças ocupacionais, representam um problema para as empresas, na medida que afastam os funcionários do trabalho, levando a uma consequente queda de produção.

Programas de conscientização, noções básicas de higiene, e, em alguns casos, distribuição de preservativos - camisinhas, são medidas que devem ser adotadas por todas as empresas, na tentativa de reduzir a incidência das DST.

BLENORRAGIA (GONORRÉIA) - é a mais frequente das DST, atingindo homens e mulheres,

indiscriminadamente. A manifestação primária no homem é o corrimento uretral purulento; na mulher há leucorréia (corrimento vaginal), acompanhada de dor ou desconforto pélvico. Em ambos os casos o resultado final pode ser infertilidade.

SÍFILIS - é uma doença infecciosa sistêmica. A primeira manifestação clínica é o cancro duro, ,

surgindo aproximadamente 3 semanas após a contaminação e ocorre quase sempre nos genitais externos, geralmente única, erosada, com base endurecida, e comprometimento dos gânglios linfáticos adjacentes. Desaparece espontaneamente. A forma secundária ocorre 4 a 8 semanas após o desaparecimento do cancro duro, se não houver tratamento. Consiste em manchas vermelhas pelo corpo, condilomas planos e alopécia em clareira. As lesões são altamente contagiosas e também desaparecem sem tratamento, o que não indica cura. Na fase tardia ou

terciária há alterações disseminadas a nível cutâneo, ósseo, cardiovascular e neurológico. As

lesões têm caráter destrutivo, levando, em muitos casos à morte.

CANCRO MOLE - é uma doença infecciosa aguda, com período de incubação de 3 a 5 dias,

diferenciando-se assim da sífilis. Apresenta-se sob a forma de uma ou mais lesões ulceradas, com bordas talhadas a pique, de fundo amarelo purulento, e dor intensa, dificultando assim a relação sexual, o que diminui a transmissibilidade.

LINFOGRANULOMA VENÉREO - doença infecciosa com período de incubação de duas a quatro

semanas. Manifesta-se inicialmente como uma inguinite inguinal uni ou bilateral, mais frequente nos homens, uma vez que nas mulheres a drenagem da genitália se faz para os gânglios perirretais.

CONDILOMA ACUMINADO - popularmente conhecida como cavalo de crista. Doença viral, com

período de incubação de semanas a meses. Apresenta-se sob forma de lesão papular, rósea, localizada em região genital e perianal.

HERPES GENITAL - doença infecciosa provocada pelo Herpesvirus tipo 2, com período de

incubação variável, de caráter recidivante. Durante sua fase ativa observa-se a presença de lesões vesiculosas agrupadas sobre base eritematosa. No homem localiza-se mais frequentemente na glande e na pele que recobre o pênis; na mulher, na genitália externa, mucosa da vulva, vagina e colo uterino. O contágio se dá na fase de lesões ativas.

Imagem

Referências

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