• Nenhum resultado encontrado

ANO III Nº 4 19/02/2014

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "ANO III Nº 4 19/02/2014"

Copied!
7
0
0

Texto

(1)

INFORMATIVO PJe-JT

TRT DA 3ª REGIÃO - DIRETORIA JUDICIÁRIA Diretoria da Secretaria de Documentação, Legislação e Jurisprudência

Subsecretaria de Divulgação

ANO III Nº 4 19/02/2014

1) Comissão Permanente de Acessibilidade do PJe-JT divulga Carta de Princípios - TRT da 2a Região (SP) - 13.02.2014

2) DEJT adota nova formatação para publicação de números de processos - TRT da 4a Região (RS) - 17.02.2014

3) TRT-SC cria unidade de suporte para auxiliar usuários externos e internos do PJe-JT - TRT-SC - TRT da 12a Região (SC) - 12.02.2014

4) Modelo único - CNJ ajudará tribunais estaduais na instalação do PJe - Consultor Jurídico - 13.02.2014

5) Julgada improcedente ação que questionava limites para envio de processo eletrônico - CNJ - 14.02.2014

1) Comissão Permanente de Acessibilidade do PJe-JT divulga Carta de Princípios - TRT da 2a Região (SP) - 13.02.2014

Última atualização em Quinta, 13.02.2014

A Comissão Permanente de Acessibilidade do Processo Judicial eletrônico da Justiça do Trabalho (CPA-PJe-JT), presidida pelo desembargador do TRT da 9ª Região, Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, publicou, em 16 de janeiro deste ano, a carta de princípios Acessibilidade como Fator de Concretude e Aperfeiçoamento dos Direitos Humanos.

O documento tem por objetivo colaborar com o intuito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) de ampliar o acesso ao PJe-JT, conforme o compromisso firmado por estes órgãos para a inclusão do PJe-JT nos padrões internacionais de acessibilidade, por meio da adoção do Web Content Accessibility Guidelines (WCAG), norma internacional formada por um conjunto de recomendações que visam colocar o conteúdo da internet ao alcance de todos, especialmente das pessoas com deficiência.

Segundo estabelece a carta, “o conceito de acessibilidade não se relaciona somente à eliminação das barreiras físicas, nas vias públicas, no meio ambiente, nas tecnologias, nas construções e no mobiliário, mas principalmente, à eliminação das barreiras existentes nas relações entre as pessoas, cujas atitudes podem originar e manifestar preconceito e discriminação. É o que chamamos de acessibilidade atitudinal”.

O servidor do TRT-2 Ivo Cleiton de Oliveira Ramalho, lotado na Vara do Trabalho de Itapevi, é membro da Comissão Permanente de Acessibilidade PJe-JT. Segundo ele “a carta de princípios evidencia a necessidade e a urgência de se aperfeiçoar o Processo Judicial eletrônico, a fim de que este sistema se torne acessível a todas as pessoas que batem à porta do Poder Judiciário no anseio de buscar Justiça e esta via de entrada não pode estar trancada pela falta de acessibilidade”, afirmou.

Conheça abaixo a íntegra do documento.

Acessibilidade como fator de concretude e aperfeiçoamento dos direitos humanos

"Disability is not inability”

Ban Ki-Moon, Secretário-Geral da ONU

De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, quase 24% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. Essas pessoas estão conquistando grande espaço no mercado de

(2)

trabalho, tanto no setor público quanto no privado, mormente por força do artigo 37, inciso VIII da CF/88 e pela aplicação da Lei de Cotas – Lei 8.213/91 – que determina a porcentagem de funcionários ou empregados com deficiência que a administração pública e cada empresa devem contratar, de acordo com seu respectivo número total de trabalhadores. Por conta disso, as demandas trabalhistas envolvendo pessoas com deficiência estão cada vez mais presentes em nossas instâncias jurisdicionais.

A Justiça do Trabalho, seja pela nomeação de servidores com deficiência ou pela ampla prestação jurisdicional que a notabiliza pela agilidade e sensibilidade em relação às questões sociais e humanas, precisa assumir uma consciência de seu papel atitudinal, por meio de seus magistrados e servidores, visando ao atendimento de todas as necessidades que envolvem recursos de acessibilidade.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) foi ratificada pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo 186, de 9 de junho de 2008 e promulgada pelo Presidente da República por intermédio do Decreto 6.949, de 25 de agosto de 2009, incorporando-se ao ordenamento jurídico brasileiro com força de Emenda Constitucional (CF/88, art. 5º. § 3º). Esse importante tratado, e norma constitucional no Brasil, oferece um novo paradigma na conceituação da deficiência, vez que, pelo pensamento ali embutido, a deficiência agora pertence à sociedade, que ainda apresenta tantas barreiras arquitetônicas, tecnológicas, políticas, econômicas e, principalmente, comportamentais.

As características clínicas de cada cidadão não são mais o único elemento considerado para avaliar a existência e o grau da deficiência. A consequência da citada Convenção é, portanto, a utilização da CIF – Classificação Internacional de Funcionalidades – transformando a nossa visão da deficiência, que não é mais o problema de um grupo minoritário e não se limita unicamente às pessoas com deficiência visível.

O conceito de pessoa com deficiência, agora, enseja grande relevância jurídica, uma vez que inclui na tipificação das deficiências, além dos aspectos físicos, sensoriais, intelectuais e mentais, a conjuntura social e cultural em que o cidadão está inserido, a qual se sobreleva como principal fator de cerceamento dos direitos humanos que lhe são inerentes. Esta ideia já foi agasalhada pelo Supremo Tribunal Federal em voto memorável do Ministro Marco Aurélio Mello no Acórdão do Recurso Extraordinário 440028 do final de 2013, por meio do qual a Suprema Corte invocou a convenção da ONU para determinar a adaptação de uma escola pública em São Paulo a todas as pessoas com deficiência, decisão que nos parece paradigmática, pois revela a compreensão absoluta do que até aqui se expôs.

Deste modo, o conceito de acessibilidade não se relaciona somente à eliminação das barreiras físicas, nas vias públicas, no meio ambiente, nas tecnologias, nas construções e no mobiliário, mas principalmente, à eliminação das barreiras existentes nas relações entre as pessoas, cujas atitudes podem originar e manifestar preconceito e discriminação. É o que chamamos de acessibilidade atitudinal.

Ainda que possamos contar com todo um aparato tecnológico e regras estruturais, a conscientização da sociedade para a importância de se priorizar a acessibilidade em qualquer aspecto da vida é fundamental.

A acessibilidade representa para as pessoas com deficiência o direito à eliminação de barreiras arquitetônicas, de comunicação, de acesso físico, de equipamentos e programas de informática adequados, de conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos, objetivando tornar o acesso dessas pessoas amplo e irrestrito (artigo 9 da convenção supracitada).

Avaliar e mensurar a importância da acessibilidade no contexto atual não é tarefa fácil. Tendo em vista sua amplitude, é entendida como um princípio a ser seguido, já que deve ser base para qualquer regra ou padrão, estando diretamente relacionada a dignidade humana, tanto que a Organização das Nações Unidas adotou a acessibilidade como fator fundante dos direitos humanos, da mesma

(3)

forma que a sustentabilidade, para a agenda de desenvolvimento pós-2015.

Acessibilidade, destarte, não se limita apenas a permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluam o uso de produtos, serviços e informações, mas oportunizar-lhes a inclusão e extensão do uso destes.

A Recomendação 27/2009 do Egrégio Conselho Nacional de Justiça encarece aos Tribunais vinculados ao Poder Judiciário que adotem medidas para a remoção de barreiras físicas, arquitetônicas, de comunicação e atitudinais de modo a promover o amplo e irrestrito acesso de pessoas com deficiência, bem como que criem, de forma institucionalizada, comissões de acessibilidade visando ao planejamento, elaboração e acompanhamento de projetos e metas direcionadas à promoção da acessibilidade a essas pessoas. Em sua alínea "I", determina que os órgãos do poder Judiciário elencados nos incisos II a VII do art. 92 da Constituição Federal providenciem "aquisição de impressora em Braille, produção e manutenção do material de comunicação acessível, especialmente o website, que deverá ser compatível com a maioria dos softwares livres e gratuitos de leitura de tela das pessoas com deficiência visual. (grifo nosso)".

Esta determinação certamente contempla também o sistema Processo Judicial Eletrônico, não só por se tratar de uma forma de comunicação que deve ser acessível, mas ainda por se apresentar por meio da web. Assinalamos, por oportuno, que a menção a software livre, no dispositivo supra enfocado, refere-se, por óbvio, à garantia de acesso gratuito a todos, na medida em que sejam operacionais. Em não sendo, há que fazer uso de mecanismos que aceitem qualquer outra ferramenta assistiva.

Não se deve perder de vista também o caráter psíquico do indivíduo em situação de dependência que poderá inclusive acarretar transtornos irreversíveis de ordem emocional como transtorno de pânico, depressão, entre outros. À guisa do mal que a dependência propele colige-se a lição de Elio D`Anna:

“Depender é sempre uma escolha pessoal, ainda que involuntária (…) Depender é uma consequência da perda da própria dignidade. É o resultado de um esmagamento do Ser.

(…)

Depender é o efeito de uma mente tornada escrava por apreensões imaginárias, pelo próprio medo… A dependência é o efeito visível da capitulação do ‘sonho’. A dependência é uma doença do Ser!… Nasce da sua própria incompletude. Depender significa deixar de acreditar em si mesmo. Depender significa deixar de sonhar.

Diante da constatação por parte de quase 2000 advogados com deficiência visual inscritos na OAB, e de incontáveis servidores e usuários de que o sistema PJe é inacessível, - hostil mesmo a qualquer ferramenta assistiva - faz-se mister a adoção urgente de soluções intrínsecas ao sistema, às quais não são onerosas e tampouco acarretam dificuldades insuperáveis de implantação.

Vale finalmente reiterar, que a acessibilização do sistema PJe não implica custos para a administração, tendo em vista tratar-se da adoção de meras normas de desenvolvimento. Tornar um sistema acessível não requer a aquisição de software ou qualquer outra ferramenta, basta seguir as diretrizes internacionais de acessibilidade (Web Content Accessibility Guidelines - WCAG), desenvolvidas pelo World Wide Web Consortium - W3C, um consórcio multinacional de empresas que elaborou um conjunto de normas de desenvolvimento Web.

Comissão Permanente de Acessibilidade do Processo Judicial eletrônico da Justiça do Trabalho (CPA-PJe-JT)

Brasília,16/01/2014

Disponível em: http://www.trt2.jus.br/indice-noticias-em-destaque/18350-comissao-permanente-de-acessibilidade-do-pje-jt-divulga-carta-de-principios

(4)

2) DEJT adota nova formatação para publicação de números de processos - TRT da 4a Região (RS) - 17.02.2014

O Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT) adotou uma nova formatação para a publicação dos números dos processos. Desde a última terça-feira (11), o DEJT passou a disponibilizar a numeração completa dos processos, com a inclusão de zeros à esquerda. A mudança é definitiva e decorre da implantação de uma nova versão do DEJT.

Os advogados devem estar atentos a essa mudança. A nova formatação da divulgação dos números poderá impactar na organização e no controle interno dos escritórios de advocacia (controle das publicações), fazendo surgir eventual necessidade de adaptação e adequação dos sistemas informatizados de pesquisa.

Fonte: Secom/TRT4

Disponível em:

http://www.trt4.jus.br/portal/portal/trt4/comunicacao/noticia/info/NoticiaWindow?cod=846598&action=2

3) TRT-SC cria unidade de suporte para auxiliar usuários externos e internos do PJe-JT - TRT-SC - TRT da 12a Região (SC) - 12.02.2014

Portaria 25/2014 também alterou composição do Comitê Gestor Regional e implantou Comitê Multidisciplinar do PJe-JT

O TRT-SC quer reforçar o suporte para quem utiliza o PJe-JT e ampliar a participação das áreas de apoio administrativo e judiciário para que a expansão do sistema transcorra da maneira mais segura possível. Para isso, a Presidência do Tribunal editou a Portaria 25/2014, que altera a composição do Comitê Gestor Regional, cria o Comitê Multidisciplinar e implanta a Unidade de Suporte Operacional.

O principal ganho decorrente da norma, segundo a Presidência, é a uniformização de procedimentos e a garantia que a expansão ocorrerá sem açodamentos. “A comunidade jurídica precisa ter a certeza de que, havendo quaisquer problemas na operação do sistema, terá o correspondente apoio do Tribunal para resolvê-los”, afirma o presidente do TRT-SC, desembargador Edson Mendes de Oliveira.

A Unidade de Suporte Operacional, cuja estrutura será definida posteriormente, ficará vinculada à Secretaria-Geral da Presidência (Segep) e deverá interagir com as centrais de atendimento das varas e foros. A Segep explica que, muitas vezes, o servidor da central recebia a demanda do advogado e, quando não conseguia atendê-lo, acabava encaminhando o problema à Secretaria de Informática.

“O problema disso é que muitas vezes a solução não era de TI, e sim processual, e o servidor da informática não tinha como resolver”, explica a secretária-geral da Presidência, Christiane Odebrecht. Com a Unidade de Suporte, a demanda será analisada e, se não puder ser respondida de imediato, seguirá para o setor competente.

De acordo com a Segep, agora, além das centrais, o advogado poderá entrar em contato direto também com a Unidade de Suporte. “Com isso, pretendemos padronizar o atendimento, além de estabelecer um relacionamento mais estreito com o usuário externo”, afirma Christiane.

A nova norma também tornou o Comitê Gestor Regional mais representativo, com o acréscimo de alguns integrantes em relação à composição anterior, como o corregedor, o diretor-geral e os secretários do Pleno e da Corregedoria. Continua sendo coordenado pelo presidente do Tribunal, mantendo preservadas as vagas dos representantes da OAB-SC e do MPT-SC.

Comitê Multidisciplinar

Outra novidade é a criação do Comitê Multidisciplinar. Ele é formado por representantes das principais secretarias das áreas administrativa e judiciária, além de representantes da primeira instância, Escola Judicial e Assessoria de Comunicação. Seu objetivo é planejar as ações que envolvam a expansão do PJe-JT para as unidades judiciárias. Uma das primeiras tarefas do Comitê Multidisciplinar

(5)

será definir a estrutura da Unidade de Suporte Operacional e como ela irá funcionar, na prática.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social

Disponível em:

http://www.trt12.jus.br/portal/areas/pje/extranet/noticias/20140212_trt_cria_unidade_suporte_operacional.jsp

4) Modelo único - CNJ ajudará tribunais estaduais na instalação do PJe - Consultor Jurídico - 13.02.2014

Foi instalado oficialmente, em cerimônia que ocorreu na manhã desta quinta-feira (13/2), o Comitê Gestor do Processo Judicial Eletrônico da Justiça dos Estados e do Distrito Federal (CGJE-PJe). O objetivo do comitê, que foi regulamentado por meio da Resolução 185/2013 do Conselho Nacional de Justiça, é coordenar a implantação do PJe em tribunais estaduais, já que o CNJ tornou o modelo obrigatório para o Judiciário no fim do ano passado. O presidente é o juiz-auxiliar da corregedoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais Wilson Almeida Benevides, e o secretário-geral do comitê será o procurador do Distrito Federal Lucas Terto.

Fazem parte do comitê representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Defensoria Pública, procuradorias estaduais, e do Ministério Público, além de representantes dos tribunais que já adotam o Processo Judicial Eletrônico. A primeira composição do comitê reúne membros do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, do Rio Grande de Norte, Rio Grande do Sul, Maranhão, Paraíba, Roraima, Pernambuco e Mato Grosso. Como convidados, participaram da reunião desta manhã integrantes do Tribunal de Justiça do Paraná e do TJ do Distrito Federal.

Segundo Carl Olav Smith, juiz auxiliar da Presidência do CNJ que atua na coordenação do sistema, a primeira reunião teve um caráter organizacional, com a escolha da direção e a composição formal do comitê gestor. A partir do próximo encontro, afirma ele, os integrantes devem passar a estudar a situação nos tribunais de Justiça e definir as melhorias que serão necessárias. Ainda que a Resolução 185 preveja reuniões trimestrais, os encontros iniciais devem ocorrer com intervalo médio de um mês, diz o juiz auxiliar.

Avanço

Na terça-feira (11/2), o CNJ ratificou a primeira liminar concedida a um processo apresentado por meio do PJe. Desde o começo de fevereiro, o Processo Judicial Eletrônico é o único sistema possível para a interposição de processos no Conselho, que recebeu no começo da tarde desta quinta-feira (13/2) a 200ª demanda, sem qualquer registro de problemas, de acordo com Carl Olav Smith, segundo quem a operação está funcionando perfeitamente.

Ele afirma que não há qualquer registro de paralisação por tempo prolongado, com pequenas interrupções — na casa de dois minutos —, que não prejudicaram o trabalho de advogados, promotores e procuradores. Já conselheiro Rubens Curado, integrante da Comissão Permanente de Tecnologia da Informação e Infraestrutura do CNJ, afirmou que cabia ao Conselho dar o exemplo para os demais tribunais, com a implementação bem-sucedida do PJe, o que foi feito sem qualquer intercorrência. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Disponível em: http://www.conjur.com.br/2014-fev-13/cnj-cria-comite-gestor-guiar-instalacao-pje-tribunais

5) Julgada improcedente ação que questionava limites para envio de processo eletrônico - CNJ - 14.02.2014

Gil Ferreira/Agência CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgou, por unanimidade, improcedente um Pedido de Controle Administrativo (PCA) movido por um cidadão para questionar um ato do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que estabeleceu formato e tamanho para o envio de processos eletrônicos. A decisão foi anunciada na terça-feira (12/2), durante a 182ª Sessão Ordinária, pelo presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, na pauta rápida. Prevaleceu o voto da relatora do caso,

(6)

Maria Cristina Peduzzi. A ação foi movida em junho do ano passado, seis meses antes da regulamentação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) pelo Conselho.

O PCA de nº 0003553-31.2013.2.00.0000 foi movido no intuito de sustar a Portaria n° 8.755/2013. Segundo o autor do procedimento, o limite imposto pelo TJSP de 80Mb (megabytes) por peticionamento eletrônico é incompatível com a juntada de um número grande de cópias, e o limite de 300Kb (kilobytes) por página impossibilita o uso de imagens e fotografias. Além disso, a restrição dos arquivos somente ao formato PDF prejudica o uso de outros meios de provas, como vídeos e áudios. Por essas razões, ele argumenta que o ato ofende o devido processo legal.

O TJSP argumentou que a portaria contestada ampliou os limites de peticionamento eletrônico de 1Mb e 80 Mb para 30Mb e 80Mb, respectivamente por arquivo e lote no total. Explicou também que o devido processo legal não foi ameaçado, pois as partes podem protocolar diversas petições em sequência, assim como enviar imagens por página com o limite disponível, como demonstra o manual de uso disponível no portal da corte na internet. Sobre o formato, o tribunal alegou que o PDF é universal e acessível a todos. Por fim, alegou que as limitações impostas visam a evitar gastos excessivos com a manutenção de espaços de armazenamentos.

Um parecer da Comissão Permanente em Tecnologia da Informação do CNJ enviado à relatora reforçou a tese de se impor critérios. “Os limites e regras do peticionamento eletrônico são uma imposição tecnológica, já que as condições heterogêneas e a baixa qualidade dos serviços da internet causariam transtornos aos advogados que, de distintas partes do Brasil, tentassem acessar arquivos grandes e em formatos que exigissem licenças e aplicativos específicos ou mesmo pagos”, ponderou o documento.

Diante desses fatos, Maria Cristina indeferiu o PCA. Ela destacou, em sua decisão, a Lei 11.419/2006, que trata da informatização do processo judicial. O artigo 18 autoriza os órgãos do Judiciário a regulamentar sobre o funcionamento do processo eletrônico.

A conselheira citou também a Resolução nº 185, editada pelo CNJ em dezembro do ano passado, com as regras do PJe. O artigo 13 do ato normativo diz que o sistema receberá arquivos com o tamanho máximo definido pelos tribunais ou conselhos nos formatos definidos pela Presidência do CNJ, depois de ouvido o Comitê Gestor Nacional do PJe.

“Entendo que não assiste razão ao requerente. Em primeiro lugar, ficou claro, a partir das informações prestadas pelo presidente do TJSP e do parecer técnico do CNJ, que a imposição de tamanhos máximos não tolhe o número de cópias que os advogados podem juntar ao processo eletrônico. É possível fazer quantos peticionamentos sequenciais forem necessários para incluir toda a documentação de interesse das partes, assegurando o direito de petição e de ampla defesa”, afirmou no voto.

E acrescentou: “Em segundo lugar, como consignado no parecer técnico, a autorização irrestrita para a inclusão de arquivos em qualquer tamanho e formato seria inviável economicamente e contrária à realidade do desenvolvimento tecnológico dos tribunais e dos serviços da internet nos diferentes pontos do território nacional”.

Na avaliação da conselheira, a regulamentação do processo eletrônico deve prezar pela garantia de acesso a todos os usuários – o que importa adotar certos padrões. “A garantia do devido processo legal, tanto na perspectiva procedimental como substantiva, não significa poder peticionar eletronicamente qualquer tamanho ou formato de arquivo, mas poder praticar de forma plena as faculdades processuais de postular em juízo e produzir provas. E essas prerrogativas não foram afetadas. Considero, portanto, que não há ilegalidade nos limites de tamanho e de formato de arquivo previstos pela portaria do TJSP”, decidiu.

(7)

Agência CNJ de Notícias

Disponível em: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/27669-julgada-improcedente-acao-que-questionava-limites-para-envio-de-processo-eletronico

Diretora da Secretaria de Documentação, Legislação e Jurisprudência: Isabela Freitas Moreira Pinto Responsável - Subsecretária de Divulgação: Maria Thereza Silva de Andrade

Colaboração: servidores da DSDLJ

Para cancelar o recebimento deste informativo,

clique aqui



Antes de imprimir este e-mail pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE

Referências

Documentos relacionados

Many positive impacts are documented in sectors well beyond the sugarcane mills and farms: boosts in other crops, decrease in deforestation, growth of labor market, and improved

Promptly, at ( τ − 2 ) , there is a reduction of 4.65 thousand hectares in soybean harvested area (statistically significant at the 1% level), an increase of 6.82 thousand hectares

Reduzir desmatamento, implementar o novo Código Florestal, criar uma economia da restauração, dar escala às práticas de baixo carbono na agricultura, fomentar energias renováveis

Reducing illegal deforestation, implementing the Forest Code, creating a restoration economy and enhancing renewable energies, such as biofuels and biomass, as well as creating

Ginástica Laboral consiste em exercícios realizados no local de trabalho, atuando de forma preventiva e terapêutica no caso da LER (Lesões por Esforços Repetitivos), sem

§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de Partido Político que tenha caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove o apoiamento de, pelo menos, meio por cento

Corograpliiu, Col de Estados de Geografia Humana e Regional; Instituto de A lta C ultura; Centro da Estudos Geográficos da Faculdade de Letras de Lisboa.. RODRIGUES,

O propósito do Evangelho de Marcos, como ele mesmo afirma, é mostrar o início do Evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus (Mc 1.1)!. Marcos registrou em sucessões rápidas eventos