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LEI COMPLEMENTAR Nº DE 23 DE DEZEMBRO DE 2009.

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Prefeitura Municipal de Serra Azul

Rua: Dona Maria das Dores, 248 - Fone: (016) 3982 9100 - Fax: (016)3982 1179 - CEP: 14.230-000

Serra Azul - Estado de São Paulo

 

LEI COMPLEMENTAR Nº.  1073 DE 23 DE DEZEMBRO DE 2009. 

 

 

Dispõe  sobre  a  reorganização  do  Plano  de  Carreira  do  Magistério  Público  do  Município  de  Serra  Azul  e  dá  providências correlatas. 

 

Marcelo Afonso de Queiroz, Prefeito Municipal de Serra Azul, Comarca de Cravinhos, Estado  de São Paulo, no uso de suas atribuições legais;       Faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei:      CAPÍTULO I  DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES    SEÇÃO I    Plano de Carreira do Magistério e seus Objetivos   

Art.  1º  Esta  Lei  Complementar  reorganiza  o  Plano  de  Carreira  do  Magistério  Público         

Municipal de Serra Azul, nos termos das disposições constitucionais e legais vigentes.      Art. 2º A reorganização da carreira do magistério tem como fundamento:    I. A valorização do profissional do magistério, observados:   

a. A  manutenção  de  sistema  permanente  de  formação  continuada,  acessível a todo servidor, com vistas ao aperfeiçoamento profissional e  à  progressão  na  carreira,  de  acordo  com  as  necessidades  do  Sistema  Municipal  de  Ensino  e  as  diretrizes  contidas  no  artigo  175  da  Lei  Orgânica do Município; 

 

b. O  estabelecimento  de  normas  e  critérios  que  privilegiem,  para  fins  de  progressão  na  carreira,  o  desempenho  profissional  e  a  formação  continuada do servidor; 

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c. A  remuneração  compatível  com  a  complexidade  das  tarefas  atribuídas  ao  servidor  e  o  nível  de  responsabilidade  dele  exigido  para  desempenhar com eficiência as atribuições do emprego que ocupa;    d. A evolução do vencimento básico, através de enquadramento em níveis  de vencimento compatíveis com a valorização na carreira;    II. A humanização da educação básica pública, observada a garantia de:     a. Gestão democrática da escola pública;  b. Oferecimento de condições de trabalho adequadas;   

III. Atendimento  ao  Plano  Nacional  e  Plano  Municipal  de  Educação,  e,  em  cada  unidade escolar, aos respectivos planos e projetos político‐pedagógicos; 

 

IV. A  avaliação  periódica  de  desempenho  individual  como  requisito  necessário  para  o  desenvolvimento  na  carreira,  com  a  valorização  do  desempenho  eficiente das funções atribuídas à respectiva carreira. 

  

Art.  3º  Para  efeito  desta  Lei  Complementar,  integram  a  carreira  do  magistério  público 

municipal  os  profissionais  que  desempenham  as  atividades  de  docência  ou  as  de  suporte  pedagógico  à  docência,  isto  é,  direção  ou  administração,  planejamento,  inspeção,  supervisão,  orientação  e  coordenação  educacionais,  exercidas  no  âmbito  das  unidades  escolares  de  Educação Básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação mínima determinada  pela legislação federal de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.       SEÇÃO II  Dos Conceitos Básicos    Art. 4º Para efeito desta Lei Complementar considera‐se:   

I. Emprego  do  Magistério:  é  o  lugar  instituído  na  organização  do  serviço  público,  com  denominação  própria,  atribuições  e  responsabilidades  específicas,  para  ser  provido e exercido por um titular, na forma estabelecida em lei; 

 

II. Função:  conjunto  de  atribuições  concernentes  a  um  determinado  emprego  e  exercida em caráter temporário ou em substituição;    III. Classe: conjunto de empregos e/ou funções da mesma denominação;    IV. Nível: posição indicativa da situação do servidor na tabela de vencimentos;   

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V. Carreira  do  Magistério:  conjunto  de  classes  da  mesma  natureza  de  trabalho,  escalonadas segundo o nível de complexidade e o grau de responsabilidade;   

VI. Quadro  de  Magistério:  é  a  expressão  da  estrutura  organizacional,  definida  por  empregos  públicos  permanentes  de  investidura  mediante  concurso  público  de  provas  e  títulos  e  em  comissão,  estabelecido  com  base  nos  recursos  humanos  necessários  à  obtenção  dos  objetivos  da  Administração  Municipal  na  área  da  educação; 

 

VII. Vencimento:  a  retribuição  pecuniária  básica,  fixada  através  de  lei  e  paga  mensalmente ao servidor público pelo exercício de seu emprego ou função;    VIII. Remuneração: vencimento, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes ou  temporárias, a que o servidor público faça jus.    CAPÍTULO II  DO QUADRO DO MAGISTÉRIO    SEÇÃO I  Da Constituição   

Art.  5º  O  Quadro  do  Magistério  Público  Municipal  é  constituído  das  seguintes  classes, 

nos termos do Anexo I, que faz parte integrante desta Lei Complementar:    I. Empregos das Classes de Docentes:    a) Professor de Educação Básica I – PEB I;  b) Professor de Educação Básica II – PEB II;  c) Professor de Educação Infantil.  d) Professor de Educação especial    II. Classes de Suporte Pedagógico:    a) Diretor de Escola;  b) Vice Diretor de Escola;  c) Assessor de Educação Básica;  d) Orientador Educacional Pedagógico;  e) Dirigente de Ensino;  f) Diretor de Departamento de Educação.  g) Professor Coordenador de Projetos.    § 1º Os empregos do Quadro do Magistério comportam substituição, nos termos desta  Lei Complementar. 

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§  2º  Os  integrantes  da  classe  de  docentes  e  suporte  pedagógico  serão  retribuídos 

pecuniariamente  conforme  escala  de  vencimentos,  nos  termos  do  Anexo  II  desta  Lei  Complementar. 

 

   §  3º  Os  titulares  de  empregos  das  classes  de  docentes  quando  designados  para  o 

exercício de empregos das classes de suporte pedagógico poderão optar pela remuneração de  seu emprego de origem.      SEÇÃO II  Do Campo de Atuação   

Art.  6º  Os  integrantes  das  classes  de  docentes  exercerão  suas  atividades  na  seguinte 

conformidade:   

I. Professor  de  Educação  Básica  I  –  PEB  I:  nos  anos  iniciais  do  ensino  fundamental (1º ao 5º) e educação de jovens e adultos equivalentes a esses  anos; 

 

II. Professor  de  Educação  Básica  II  –  PEB  II:  na  Educação  Infantil  e  nos  anos  iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º) quando se optar pela presença de  portador  de  habilitação  específica  em  área  própria  (Arte,  Educação  Física,  Língua Estrangeira e Informática);    III. Professor de Educação Infantil: nas modalidades de creche, de pré‐escola.    IV. Professor de Ed. Especial nas classes de portadores de Educação Especiais.    Art. 7º Os integrantes das classes de suporte pedagógico exercerão suas atividades nos  diferentes níveis e modalidades da educação básica, observado o seu campo de atuação.    CAPÍTULO III  DO PROVIMENTO DOS EMPREGOS    SEÇÃO I  Das Formas de Provimento   

Art.  8º  Os  empregos  do  Quadro  do  Magistério  serão  providos  nas  seguintes 

conformidades:   

I. Classes de Docentes: Concurso público de provas e títulos e contratação;   

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II. Classes  de  Suporte  Pedagógico:  Contratação  em  comissão,  confiança  ou  concurso público de provas e títulos.    Art. 9º O provimento dos empregos obedecerá ao regime jurídico da Consolidação das  Leis do Trabalho (CLT).    SEÇÃO II  Do Concurso Público    Art. 10. A investidura nos empregos efetivos que compõem o Quadro do Magistério far‐

se‐á  através  de  aprovação  prévia  em  concurso  público  de  provas  e  títulos,  sendo  que  após  a  posse  do  exercício  no  emprego,  o  docente  será  submetido  a  estágio  probatório  de  três  anos,  nos  termos  da  legislação  vigente,  durante  o  qual  seu  exercícios  profissional  será  avaliado  anualmente. 

 

§ 1º Decorrido o prazo a que alude o caput deste artigo e tendo sido o servidor aprovado 

no estágio probatório, haverá investidura permanente no emprego.   

§  2º  O  servidor  estável  se  sujeitará  à  avaliação  de  desempenho  na  forma  preconizada 

pelo inciso III do § 1º do artigo 41 da Constituição Federal.        

Art.  11.  Os  concursos  públicos  reger‐se‐ão  por  instruções  especiais  contidas  nos 

respectivos editais e na legislação vigente.   

Art.  12.  O  prazo  de  validade  do  concurso  público  será  determinado  pelos  respectivos 

editais.      SEÇÃO III  Dos Requisitos   

  Art.  13.  Os  requisitos  para  o  provimento  dos  empregos  das  classes  de  docentes  e  de 

suporte  pedagógico  ficam  estabelecidos  em  conformidade  com  o  ANEXO  III  desta  Lei  Complementar.      Parágrafo único. Para os empregos e/ou funções com exigência de qualificação em nível  superior serão considerado tão somente os cursos realizados em instituições de ensino superior  de licenciatura plena para a área correspondente, credenciadas pelo Ministério da Educação e  Cultura, Secretaria Estadual de Educação.       Art. 14. A experiência docente mínima, pré‐requisito exigido para o exercício profissional 

dos  empregos  de  suporte  pedagógico,  no  mínimo,  três  anos,  adquirida  em  qualquer  nível  de  ensino ou sistema de ensino público ou privado. 

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SEÇÃO IV 

Da Contratação Temporária de Funções Docentes   

Art.  15.  Para  atender  à  necessidade  temporária  de  excepcional  interesse  público, 

contratar‐se‐á pessoal para funções docentes, por tempo determinado, nas seguintes hipóteses,  ou seja, para:    I. Reger classe bem como ministrar aulas atribuídas a ocupantes de empregos  ou funções com afastamento estabelecido pela legislação vigente em caráter  de substituição;   

II. Ministrar  aulas  cujo  número  reduzido  de  alunos,  especificidade  ou  transitoriedade não justifiquem o provimento do emprego; 

 

III. Ministrar  aulas  de  reforço  ou  em  projetos  educacionais  desenvolvidos  na  rede municipal; 

 

IV. Ministrar  aulas  decorrentes  de  empregos  vagos  ou  que  ainda  não  tenham  sido criados; 

 

V. Ministrar  aulas  cujo  número  seja  insuficiente  para  completar  a  jornada  mínima de trabalho do emprego docente; 

 

VI. Ministrar aulas em caráter de substituição.   

  Art.  16.  O  professor  contratado  para  as  funções  docentes,  por  prazo  determinado,  não 

integrará o quadro de pessoal efetivo, não comporá a carreira do Magistério e seu vencimento  corresponderá ao número de horas‐aula que trabalhar, sendo fixado com base no nível inicial da  classe. 

 

§  1º  O  servidor  fará  jus  apenas  aos  direitos  previstos  na  legislação  trabalhista  e  ao 

adicional noturno previsto no § 2º do artigo 62 desta Lei Complementar.   

§  2º  O  vencimento,  previsto  no  caput  será  reajustado  na  mesma  época  e  no  mesmo 

índice em que for revisto o dos servidores da carreira do magistério.    

Art. 17. As contratações temporárias serão efetuadas, observando‐se que: 

 

I. O  contratado  deverá  preencher  os  requisitos  mínimos  estabelecidos  para  o  emprego do docente a ser substituído e do qual façam parte as atribuições a  serem desempenhadas; 

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II. O contratado deverá se submeter ao Regimento Interno do estabelecimento  de  ensino,  bem  como  a  avaliação  do  exercício  profissional  conforme  regulamento a ser fixado mediante Decreto Municipal.     Art. 18. O contratado para o exercício das atividades docentes deverá ficar à disposição  da Rede Municipal de Ensino, e exercerá as atividades nas unidades escolares que a compõem,  a critério exclusivo da Administração.       Art. 19. Fica vedado ao professor contratado por prazo determinado o desempenho de 

qualquer  atividade  diferenciada  das  funções  do  Magistério  e  a  designação  para  emprego  em  comissão.       Art. 20. Fica vedada, para atender necessidade temporária, a contratação de professor  ocupante de emprego permanente da rede municipal de ensino que esteja em gozo de licença  ou afastamentos previstos na legislação vigente.        Art. 21. As contratações temporárias serão precedidas por Processo Seletivo realizado na  forma da lei e com peculiaridades estabelecidas em regulamento.    § 1º O processo seletivo será realizado distintamente para cada classe de empregos ou 

funções  de  docentes,  sendo  que,  na  educação  especial,  não  havendo  candidatos  habilitados,  poderão  ser  chamados,  em  caráter  precário,  os  classificados  na  área  de  educação  infantil  ou  fundamental, que tenha formação em nível superior em pedagogia ou psicopedagogia. 

 

§  2º  Quando  houver  concurso  público  vigente,  o  processo  seletivo  poderá  consistir  na 

utilização da lista de candidatos aprovados remanescentes, independente de previsão expressa  no edital regulador do certame.    Art. 22. As contratações para as funções docentes serão feitas pelo prazo máximo de 12  (doze) meses, podendo ser prorrogadas por até igual período.    SEÇÃO V  Da Jornada de Trabalho das Classes de Docentes   

   Art.  23.  Os  ocupantes  de  empregos  docentes  ficam  sujeitos  às  seguintes  jornadas  de 

trabalho:   

I. Professor de Educação Básica I: 30 (trinta) horas‐aula semanais, sendo 25 (vinte e  cinco)  horas‐aula  em  atividades  com  alunos,  02  (duas)  horas  de  trabalho  pedagógico cumpridas na unidade escolar em atividades coletivas com os pares e  03 (três) horas de trabalho pedagógico em local de livre escolha do docente;    

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a. 25  (vinte  e  cinco)  horas‐aula  semanais,  sendo  20  (vinte)  horas‐aula  em  atividades com alunos, 02 (duas) horas de trabalho pedagógico cumpridas  na unidade escolar em atividades coletivas com os pares e 03 (três) horas  de trabalho pedagógico em local de livre escolha do docente, e  

 

b. 30  (trinta)  horas‐aula  semanais,  sendo  25  (vinte  e  cinco)  horas‐aula  em  atividades com alunos, 02 (duas) horas de trabalho pedagógico cumpridas  na unidade escolar em atividades coletivas com os pares e 03 (três) horas  de trabalho pedagógico em local de livre escolha do docente; 

 

III. Professor de Educação Infantil: 25 (vinte e cinco) horas‐aula semanais, sendo 20  (vinte)  horas‐aula  em  atividades  com  alunos,  02  (duas)  horas  de  trabalho  pedagógico cumpridas na unidade escolar em atividades coletivas com os pares e  03 (três) horas de trabalho pedagógico em local de livre escolha do docente.    § 1º A hora‐aula será de 50 minutos e a hora de trabalho pedagógico terá duração de 60  (sessenta) minutos.    

§  2º  Fica  assegurado,  ao  docente,  no  mínimo  20  (vinte)  minutos  consecutivos  de 

descanso no período letivo.   

§  3º  O  docente  que  faltar  na  totalidade  de  sua  jornada  diária  de  trabalho  terá 

consignado “falta‐dia”.   

§ 4º Na ausência do professor portador de habilitação específica a que alude o inciso II 

do  art.  6º  desta  Lei  que  não  se  tratar  de  substituição  por  um  período  superior  a  15  dias  o  professor titular deverá permanecer com a classe, fazendo‐se desnecessária a designação de um  substituto. 

 

§  5º  Sempre  que  necessário  e  a  critério  do  Departamento  Educação  ou  da  Unidade 

Escolar,  o  professor  titular  de  classe  poderá  ministrar  aulas  de  reforço  voltadas  ao  grupo  de  alunos de outro período com dificuldade ou defasagem de aprendizagem.                     Art. 24. Para efeito de cálculo de remuneração mensal, o mês será considerado como de  05 (cinco) semanas.       Art. 25. As jornadas de trabalho, previstas nesta Lei Complementar não se aplicam aos 

docentes  contratados  por  tempo  determinado,  que  deverão  ser  retribuídos  conforme  a  carga  horária que efetivamente vierem a cumprir. 

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Art. 26. Entende‐se por jornada de trabalho o conjunto de horas‐aula em atividades com 

alunos,  horas  de  trabalho  pedagógico  na  unidade  escolar  e  horas  de  trabalho  pedagógico  em  local de livre escolha pelo docente. 

 

Art.  27.  Quando  o  conjunto  de  horas‐aula  em  atividades  com  alunos  for  diferente  do 

previsto  no  artigo  23  desta  Lei  Complementar,  a  esse  conjunto  corresponderão  horas  de  trabalho pedagógico na forma indicada no ANEXO IV desta Lei Complementar. 

 

Art.  28.  Ocorrendo  redução  de  classes  e/ou  aulas  em  virtude  de  alteração  da 

organização  curricular  ou  diminuição  do  número  de  classes,  o  docente  ocupante  de  função‐ atividade será dispensado e o docente ocupante de emprego permanente deverá completar em  qualquer unidade escolar do Município, a jornada a que estiver sujeito, mediante exercício da  docência  de  habilitação  própria  do  emprego  ou  de  disciplinas  afins  para  as  quais  estiver  legalmente habilitado e observadas as seguintes regras de preferência:    I. Quanto à unidade escolar, em primeiro lugar aquela em que se encontra;    II. Quanto à classe ou disciplina, em primeiro lugar a que lhe é própria.   

Parágrafo  único.  Verificada  a  impossibilidade  de  se  completar  a  jornada  nos  termos 

deste artigo, o docente ministrará aulas de outras disciplinas para as quais estiver habilitado.      SEÇÃO VI  Da Jornada de Trabalho das Classes de Suporte Pedagógico   

Art.  29.  A  jornada  de  trabalho  das  classes  de  suporte  pedagógico  fica  fixada  em  40 

(quarenta) horas semanais organizadas pelo Departamento Municipal de Educação.    SEÇÃO VII  Das Horas de Trabalho Pedagógico    Art. 30. As horas de trabalho pedagógico coletivo deverão ser utilizadas para reuniões e 

outras  atividades  pedagógicas  e  de  estudo,  de  caráter  coletivo,  organizados  pela  unidade  escolar ou pelo Departamento Municipal de Educação. 

 

§  1º  As  horas  de  trabalho  pedagógico  coletivo  serão  cumpridas  em  atividades  com  os 

pares, em uma das duas opções de horário.   

§ 2º Poderão ser utilizadas também para participação em palestras, seminários, cursos e 

outras  atividades  de  interesse  da  educação,  organizadas  pelo  estabelecimento  de  ensino  ou  pelo Departamento Municipal de Educação e as ausências caracterizarão faltas correspondentes  ao período do trabalho pedagógico coletivo. 

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§ 3º A hora de trabalho pedagógico coletivo será orientada por profissional da classe de 

suporte pedagógico.   

Art.  31.  As  horas‐aula  de  trabalho  pedagógico  em  local  de  livre  escolha  pelo  docente 

destinam‐se à preparação de aulas e à avaliação de trabalhos dos alunos.    Art. 32. O docente afastado para exercer atividades de suporte pedagógico não fará jus  às horas‐aula de trabalho pedagógico.    SEÇÃO VIII  Da Carga Suplementar de Trabalho Docente    Art. 33. Os docentes poderão exercer carga suplementar de trabalho.    

Art.  34.  Entende‐se  por  carga  suplementar  de  trabalho  o  número  de  horas‐aula 

prestadas pelo docente, além daquelas fixadas para a jornada de trabalho a que estiver sujeito.   

§  1º  As  horas‐aula  prestadas  a  título  de  carga  suplementar  são  constituídas  de  horas‐

aula em atividades com alunos e horas de trabalho pedagógico.   

§  2º  O  número  de  horas‐aula  semanais  correspondentes  à  carga  suplementar  de 

trabalho não excederá a diferença entre 40 (quarenta) e o número de horas‐aula previstas para  a jornada de trabalho a que estiver sujeito o docente. 

 

§ 3º A retribuição pecuniária do ocupante de emprego, por hora‐aula prestada a título 

de  carga  suplementar  de  trabalho  corresponderá  ao  valor  de  hora‐aula  fixado  para  a  sua  jornada de trabalho docente da escala de vencimentos da classe a que pertence e não incidirão  sobre hora extraordinária. 

 

§ 4º O professor portador de habilitação específica a que alude o inciso II do art. 6º desta 

Lei  Complementar,  só  poderá  ampliar  sua  jornada  em  outra  unidade  escolar  desde  que  esgotadas todas as aulas da unidade em que mantenha sua carga inicial, exigindo‐se ainda neste  caso o intervalo para locomoção mínimo de 20 minutos entre uma jornada e o início da outra. 

 

Art. 35. Poderão ser atribuídas aos ocupantes de empregos ou funções docentes, a título 

de  carga  suplementar,  horas‐aula  semanais  para  o  desenvolvimento  de  projetos  de  acompanhamento  de  alunos  que  apresentarem  dificuldades  na  aprendizagem  e/ou  outros  projetos educacionais realizados na rede Municipal de Ensino. 

 

Art.  36.  As vantagens  a  que  fazem  jus  os  servidores  do  quadro  do magistério  incidirão 

sobre o valor correspondente da carga suplementar de trabalho docente.   

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Art. 37.  Durante o período  de férias do servidor e para pagamento de décimo terceiro 

salário, a retribuição pecuniária da carga suplementar de trabalho será calculada na proporção  de 1/12 (um doze avos) para cada mês trabalhado.       SEÇÃO IX  Da Acumulação de Empregos e Funções   

Art.  38.  Na  hipótese  de  acúmulo  de  emprego ou função  do  quadro  do  magistério  com 

outro  emprego,  cargo  ou  função,  nas  hipóteses  permitidas  pela  Constituição  Federal,  a  carga  horária  total  dos  dois  empregos,  cargos  ou  funções  não  poderá  ultrapassar  o  limite  de  64  (sessenta  e  quatro  horas)  semanais,  além  da  obrigatoriedade  de  cumprimento  dos  seguintes  requisitos: 

 

I. Compatibilidade de horários;   

II. Comprovação  de  viabilidade  de  acesso  aos  locais  de  trabalho  por  meios  normais de transporte; 

 

III. Quando  o  local  de  trabalho  do  emprego,  cargo  ou  função  acumulado  for  em  outro município, deverá ser observado o intervalo mínimo de uma hora, entre  o término de uma jornada e início da outra.       IV. O despacho do ato de acúmulo legal será expedido pelo Diretor de Escola após  consulta ao Departamento Municipal de Educação e Departamento Pessoal do  Município.   

V. Manter  o  departamento  de  Recursos  Humano  sempre  atualizado  quanto  a  situação de acumulo. 

 

Parágrafo  Único.  O  intervalo  constante  do  inciso  III  poderá  ser  reduzido  para  até  25 

(vinte  e  cinco)  minutos,  quando  os  locais  de  trabalho  se  situarem  próximos,  e  a  critério  da  autoridade competente, desde que não haja prejuízo para o serviço público.        SEÇÃO X  Da Disponibilidade e do Aproveitamento    Art. 39. Ficará em disponibilidade o servidor estável que por qualquer motivo ficar sem  classe e/ou jornada de aula.   

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§  1º  O  servidor  em  disponibilidade  será  automaticamente  transferido  para  outra 

unidade  escolar,  onde  haja  classe  ou  aulas  livres  ou  sob  regência  de  docente  ocupante  de  função‐atividade.    § 2º Poderá, ainda, ficar à disposição do Departamento Municipal de Educação e ser por  ele designado para as substituições, para ministrar aulas de recuperação ou reforço ou para o  exercício de atividades inerentes ou correlatas às do magistério, obedecidas às habilitações do  servidor, em qualquer unidade escolar.    § 3º Constituirá falta grave, sujeita às penalidades legais, a recusa por parte do servidor  em disponibilidade em exercer as atividades para as quais for regularmente designado.    § 4º Fica assegurado ao servidor em disponibilidade o direito de retornar às funções de 

origem,  caso  sejam  restabelecidas  a  classe  e/ou  jornada  de  aulas,  observando  que  deverá  sempre ocorrer no início do ano letivo.      § 5º Não havendo possibilidade de aproveitamento do servidor, nos termos do § 1º, o  mesmo ficará em disponibilidade remunerada proporcional ao seu tempo de serviço, de acordo  com as disposições do § 3º do artigo 41, da Constituição Federal.      CAPÍTULO IV  DOS VENCIMENTOS    Art. 40. Os integrantes do Quadro do Magistério Público Municipal terão indistintamente 

seus  vencimentos  fixados  na  escala  de  vencimentos  “inicial”  constante  do  Anexo  II  desta  Lei  Complementar. 

 

Art.  41.  A  escala  de  vencimentos,  constante  do  Anexo  II,  é  composta  de  tabelas  que 

contêm níveis, correspondendo o primeiro nível ao vencimento inicial da classe e as demais à  evolução funcional prevista na presente Lei Complementar. 

 

Art.  42.  Quando  houver  resíduo  financeiro  proveniente  do  Fundo  de  Manutenção  e 

Desenvolvimento  da  Educação  Básica  e  de  Valorização  dos  Profissionais  da  Educação  ou  de  qualquer  outro  fundo  que  venha  a  sucedê‐lo,  destinado  à  remuneração  dos  servidores  do  Quadro  do  Magistério,  o  mesmo  deverá  ser  repassado  aos  servidores  como  prêmio  de  valorização profissional, na forma regulada pela lei municipal vigente ou pela que vier alterá‐la  ou substituí‐la. 

 

   Parágrafo  único.  O  professor  contratado  para  as  funções  docentes  por  prazo 

determinado, terá direito ao resíduo financeiro de que trata o caput deste artigo.   

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CAPÍTULO V  DA CARREIRA DO MAGISTÉRIO E SUA REMUNERAÇÃO    SEÇÃO I  Da Carreira     

Art.  43.  A  carreira  do  Quadro  do  Magistério  permitirá  evolução  funcional  dos  seus 

profissionais, através do enquadramento em níveis superiores das tabelas de vencimentos, na  forma disposta no artigo 41 desta Lei Complementar.     SEÇÃO II  Da Remuneração   

Art.  44.  A  remuneração  dos  integrantes  do  Quadro  do  Magistério  será  constituída  do 

vencimento  inicial  para  ingresso  contemplado  a  partir  da  edição  desta  lei,  com  evolução  funcional, nos termos desta Lei Complementar. 

 

Art. 45. A revisão geral da remuneração dos integrantes do Quadro do Magistério será 

feita  anualmente,  com  base  nos  recursos  financeiros  constitucionalmente  vinculados  à  manutenção e desenvolvimento do ensino e nos termos do inciso X do artigo 37 da Constituição  Federal.      SEÇÃO III  Da Evolução Funcional   

Art.  46.  A  evolução  funcional  é  a  passagem  do  titular  de  emprego  do  Quadro  do 

Magistério  para  níveis  retribuitórios  superiores  da  classe  a  que  pertence,  limitada  pela  amplitude de níveis existentes nas tabelas de vencimentos, mediante avaliação de indicadores  de crescimento de sua capacidade profissional e se dará através das seguintes modalidades:    I. Pela via acadêmica;  II. Pela via não‐acadêmica; e  III. Por avaliação periódica de desempenho.    SEÇÃO IV  Da Evolução Funcional pela Via Acadêmica    

Art.  47.  A  evolução  funcional  pela  via  acadêmica  será  concretizada,  dispensados 

quaisquer interstícios de tempo, através de enquadramento em níveis retribuitórios superiores,  mediante requerimento do servidor acompanhado  da apresentação de diploma ou certificado  de conclusão, na seguinte conformidade: 

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    I. Professor de Educação Infantil, Professor de Educação Básica I – PEB I;    a. Habilitação em curso de licenciatura plena: 03 (três) níveis;  b. Curso de pós‐graduação em nível de mestrado na área da educação:  02 (dois) níveis;  c. Curso de pós‐graduação em nível de doutorado na área da educação:  03 (três) níveis.    II. Professor de Educação Básica II – PEB II:    a. Curso de pós‐graduação em nível de mestrado na área da educação:  02 (dois) níveis;  b. Curso de pós‐graduação em nível de doutorado na área da educação:  03 (três) níveis.    III. Classes de suporte pedagógico:    a. Curso de pós‐graduação em nível de mestrado na área da educação:  02 (dois) níveis;  b. Curso de pós‐graduação em nível de doutorado na área da educação:  03 (três) níveis.   

§ 1º Só será concedida uma  evolução  para cada  nível de graduação ou pós‐graduação, 

ainda que o servidor apresente diploma ou certificado de mais de um curso.   

§  2º  Não  poderão  ser  utilizados  para  efeito  de  evolução  funcional,  diplomas  utilizados 

como pré‐requisitos para admissão no emprego, nem documentos já utilizados anteriormente  para concessão de benefícios.        SEÇÃO V  Da Evolução Funcional pela Via Não‐Acadêmica    Art. 48. A evolução funcional pela via não‐acadêmica será concretizada somente para as 

classes  de  docentes  e  suporte  pedagógico  de  provimento  por  concurso  público,  mediante  conjunção  de  fatores  constantes  do  artigo  50,  na  forma  estabelecida  na  presente  Lei  Complementar. 

 

Parágrafo Único. O servidor fará jus à evolução funcional pela via não‐acadêmica depois 

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funcional não‐acadêmica e outra da mesma natureza, serão cumpridos interstícios mínimos de  05 (cinco) anos.  

 

Art. 49. O servidor, para fazer jus à evolução funcional pela via não‐acadêmica, deverá 

preencher,  cumulativamente,  durante  o  período  constante  do  parágrafo  único,  do  artigo  anterior, os seguintes requisitos:      I. Não ter sofrido qualquer tipo de penalidade disciplinar;     II. Possuir os pontos exigidos, nos termos desta Lei Complementar; e    III. Não ter sido afastado de seu emprego, por mais de 06 (seis) meses para:    a. Exercer mandato eletivo; 

b. Prestar  serviços  junto  a  outros  órgãos  das  administrações  Federal,  Estadual, ou de outro Município;  c. Prestar serviços junto a  órgãos do próprio município fora da área da  educação;   d. Tratar de interesses particulares.    § 1º Nos casos de afastamento superior a 120 (cento e vinte) dias por motivo de licença  para tratamento da própria saúde, a contagem do interstício para fins de evolução pela via não‐ acadêmica será suspensa, reiniciando‐se quando do retorno do servidor.   

§  2º  O  período  de  afastamento  por  acidente  de  trabalho  ou  doença  profissional  será 

computado para fins de evolução pela via não‐acadêmica.    Art. 50. A evolução funcional pela via não‐acadêmica dependerá da contagem de pontos  dos fatores abaixo descritos:    I. Aperfeiçoamento Profissional:   

a. Conclusão  de  cursos  de  pós‐graduação  (especialização)  na  área  da  educação  em  que  atua,  com  duração  mínima  de  360  (trezentos  e  sessenta) horas, desde que não seja requisito para o emprego: 06 (seis  pontos);  

 

b. Conclusão  de  curso  de  especialização  na  área  da  educação  em  que  atua,  com  duração  mínima  de  180  (cento  e  oitenta)  horas:  03  (três)  pontos; 

 

c. Freqüência a cursos de capacitação profissional e/ou atualização, com  ou  sem  oficinas,  assim  considerados  as  jornadas  pedagógicas, 

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palestras,  congressos,  conferências,  videoconferências,  encontros,  fóruns,  seminários,  simpósios,  orientação  técnica,  ciclos  de  estudos,  sendo atribuídos pontos a cada bloco de 30 (trinta) horas: 

 

1. Específicos  do  campo  de  atuação  do  emprego:  0,5  (meio)  ponto; 

 

2. Em  áreas  correlatas  ou  correspondentes  ao  campo  de  atuação do emprego: 0,25 (vinte e cinco décimos) de ponto.   

II. Freqüência  nos  dias  letivos  previstos  no  calendário  escolar  na  seguinte  conformidade: 

 

a. 02 (dois) pontos quando não apresentar nenhuma falta em cada ano  letivo; 

b. 01  (um)  ponto  quando  apresentar  até  06  (seis)  faltas  justificadas  remuneradas. 

 

  §  1º  Os  cursos  a  que  se  refere  o  inciso  I  serão  contados  uma  única  vez,  vedada  a  sua 

acumulação.       § 2º Para efeito deste artigo, os cursos constantes da alínea “c” do inciso I terão validade  de 05 (cinco) anos, contado da data do certificado e só serão considerados se forem emitidos  por:    I. Instituições de ensino superiores devidamente reconhecidas; 

II. Órgãos  da  estrutura  básica  do  Ministério  da  Educação  ou  da  Secretaria  Estadual da Educação; 

III. Secretarias Municipais de Educação; 

IV. Entidades de reconhecida idoneidade, conveniadas com as instituições a que  se  referem  os  incisos  anteriores  ou  que  forem  validadas  por  comissão  nomeada para este fim. 

 

§  3º  Os  cursos  de  especialização  a  que  se  refere  o  presente  artigo  devem  atender  ao 

seguinte:   

I. Quando tiverem duração mínima de 360 horas, só serão aceitos os realizados  por  Universidades  Oficiais  mantidas  pelos  Governos  Federal,  Estadual,  Municipal  ou  por  Entidades  Particulares,  desde  que  estejam  devidamente  homologados  pelo  Ministério  da  Educação  (MEC)  ou Secretaria  Estadual  de  Educação (SEE). 

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II. Quando  tiverem  duração  mínima  de  180  horas,  só  serão  aceitos  os  promovidos  pelo  Departamento  Municipal  de  Educação  ou  pela  Secretaria  Estadual  de  Educação,  mediante  convênios  e  contratos,  por  entidades  de  reconhecida idoneidade e capacidade. 

 

§ 4º Os diplomas e certificados referidos neste artigo somente serão considerados para 

fins de progressão funcional quando obtidos na área de atuação do profissional respectivo.   

§  5º  Excetuam‐se  do  cômputo  de  freqüência,  para  os  efeitos  do  inciso  II  do  caput, 

somente  as  ausências  decorrentes  de  doação  de  sangue  ou  orgão,  gala,  nojo,  licenças  maternidade,  paternidade,  adotante,  prêmio,  acidente  de  trabalho  ou  doença  profissional,  devidamente  comprovado  por  atestado  oficial,  licença  compulsória  por  doenças  infecto  contagiosa, serviços obrigatórios por lei e faltas abonadas nos termos do inciso XIII do artigo 66  desta Lei Complementar. 

 

§ 6º O regime de dedicação exclusiva implica, além da obrigação de prestar, no mínimo, 

25  (vinte  e  cinco)  horas  de  trabalho  semanal,  o  impedimento  do  exercício  de  outra  atividade  remunerada  pública  ou  privada,  ainda  que  seja  outro  emprego  ou  função  pertencente  ao  Quadro do Magistério de Serra Azul.    § 7º A freqüência e a dedicação exclusiva serão avaliadas a partir do ano subseqüente à  vigência da presente Lei Complementar.    Art. 51. A cada 10 (dez) pontos atribuídos, somados os fatores constantes do artigo 50, o  servidor evoluirá 02 (dois) níveis na escala de vencimentos.   

Art.  52.  Para  fazer  jus  à  evolução  funcional  prevista  nesta  seção  o  servidor  deverá 

apresentar  requerimento  no  Departamento  de  Recursos  Humanos,  instruído  com  a  documentação referente aos fatores. 

 

Parágrafo Único. Não poderão ser utilizados para efeito de evolução funcional, diplomas 

utilizados  como  pré‐requisitos  para  admissão  no  emprego,  nem  documentos  já  utilizados  anteriormente para concessão de benefícios. 

 

SEÇÃO VI 

Da Evolução por Avaliação Periódica de Desempenho   

Art.  53.  O  servidor  fará  jus  à  evolução  prevista  nesta  seção  quando  preencher  os 

seguintes requisitos:   

I. Ter cumprido o interstício de 05 (cinco) anos de exercício no emprego efetivo  e,  entre  uma  evolução  funcional  pela  avaliação  periódica  de  desempenho  individual e outra da mesma natureza, ter cumprido o mesmo interstício; 

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II. Ter  recebido  05  (cinco)  avaliações  de  desempenho  individual  satisfatórias,  consecutivas  ou  não,  desde  a  sua  evolução  anterior,  nos  termos  das  normas  legais pertinentes.    III. Não ter sido afastado do emprego, nos termos do inciso III do artigo 49 desta  Lei Complementar.    Parágrafo Único. Aplicam‐se a esta seção as disposições dos § 1º e 2º do artigo 49 desta  Lei Complementar.    Art. 54. As avaliações periódicas de desempenho individual serão realizadas anualmente,  conforme dispuser o regulamento, que obrigatoriamente deverá prever:    I. Os seguintes fatores para avaliação:    a. Assiduidade e pontualidade: avalia a freqüência do servidor ao local de  trabalho e o cumprimento dos horários estabelecidos em regulamento;  b. Disciplina:  avalia  a  observância  aos  preceitos  e  normas  da  legislação, 

receptividade  a  críticas  com  a  finalidade  de  superar  dificuldades  necessárias  para  o  funcionamento  da  instituição  mediante  registros  comprobatórios; 

 

c. Iniciativa:  avalia  a  capacidade  de  ação  do  servidor  diante  de  situações  previstas  e/ou  não  previstas,  indicando  métodos  para  a  solução  de  eventuais problemas; 

 

d. Responsabilidade:  avalia  o  grau  de  comprometimento  para  com  o  processo  educador,  os  resultados  do  trabalho  e  a  busca  pelo  seu  aperfeiçoamento; 

 

e. Relações  humanas:  avalia  a  habilidade  de  estabelecer  relações  com  as  pessoas  em  geral,  postura  ética  e  profissionalismo  com  ocupantes  de  cargos  ou  empregos  de  hierarquias  superior  ou  inferior,  colega  de  trabalho,  alunos,  pais  e  demais  pessoas  envolvidas  no  processo  educacional. 

 

II. Que na avaliação do Diretor e Vice‐diretor ainda constará da avaliação o  fator  de  evasão  e  numero  de  alunos  não  alfabetizados  comprovados  por  avaliação  externa,  realizada  por  profissionais  habilitados  contratados  para  este fim e organizada pelo Departamento de Educação.    

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III.  Que  a  avaliação  será  realizada,  por  uma  comissão  especial  que  será  constituída mediante Decreto que será devidamente editado pelo Chefe do  Executivo  e  deverá  contar  com  pelo  menos  um  membro  indicado  pela  classe docente. 

 

IV. Que do resultado da avaliação será dada vista ao servidor que terá prazo  para interpor recurso, caso não concorde com a mesma. 

 

Art.  55.  A  evolução  funcional  pela  avaliação  periódica  de  desempenho  individual  será 

concretizada  através  do  enquadramento  do  servidor  em  nível  retribuitório  da  tabela  de  vencimentos imediatamente superior àquele em que o mesmo se encontrava. 

 

SEÇÃO VII  Da Licença – Prêmio   

Art.  56.  O  funcionário  terá  direito,  como  prêmio  de  assiduidade,  à  licença  de  60 

(sessenta) dias em cada período de 05 (cinco) anos de exercício ininterrupto, em que não haja  sofrido qualquer penalidade administrativa. 

 

§  1º  O  período  da  licença  será  considerado  de  efetivo  exercício  para  todos  os  efeitos 

legais, e não acarretará desconto algum no vencimento ou remuneração.    § 2º ‐ Não se consideram interrupção de exercício para fim de licença premio :    I. Licença‐prêmio;  II. Licença maternidade;  III. Férias;  IV. Casamento, até 08 (oito) dias;  V. Falecimento do cônjuge, filhos, pais e irmãos, até 08 (oito) dias;  VI. Falecimento dos avós, netos, sogros, do padrasto ou madrasta e sobrinho,  até  04 (quatro) dias;  VII. Serviços obrigatórios por lei;  VIII. Licença‐paternidade, por 05 (cinco) dias úteis.  IX. Adoção;  X. Licença compulsória por doença infectocontagiosa;  XI. Doação de órgão ou de sangue;     

Art.  57.  Para  fins  da  licença  prevista  nesta  Seção,  o  funcionário  não  poderá  exceder  o 

limite máximo de 30 (trinta) faltas, no período de 05 (cinco) anos, excluindo–se do cômputo as  ausências a que se refere o § 2º do artigo anterior. 

 

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mediante requerimento do funcionário, nos termos da legislação em vigor.    Art. 59. O funcionário poderá requerer o gozo da licença‐prêmio por inteiro ou 50% em  pecúnia, a qual não será em hipótese alguma, concedida cumulativamente.    § 1º Caberá à autoridade competente:   

I. Adotar,  após  manifestação  do  chefe  imediato,  sem  prejuízo  para  o  serviço,  as  medidas necessárias e determinar o período para que o funcionário possa gozar a  licença‐prêmio a que tenha direito; 

 

II. Decidir, após manifestação do chefe imediato, observada a opção do funcionário  e  respeitado  o  interesse  do  serviço,  pelo  gozo  da  licença‐prêmio  por  inteiro  ou  parceladamente. 

 

§  2º  A  apresentação  de  pedido  de  passagem  à  inatividade,  sem  a  prévia  e  oportuna 

apresentação do requerimento de gozo, implicará perda do direito à licença‐prêmio.     

Art.  60.  O  funcionário  deverá  aguardar  em  exercício  a  apreciação  do  requerimento  de 

gozo da licença‐prêmio.    SEÇÃO VIII  Das Vantagens    Art. 61. O servidor do quadro do magistério fará jus a sexta parte, que corresponderá a  1/6 (um sexto) do nível a que estiver enquadrado o funcionário, quando o mesmo completar 20  (vinte) anos de efetivo exercício.   

Art.  62.  Além  das  vantagens  previstas  na  Consolidação  das  Leis  do  Trabalho  e  outras 

instituídas pela legislação vigente, o servidor do quadro do magistério fará jus a:   

I. 06  (seis)  faltas  anuais  remuneradas  consideradas  abonadas,  cuja  utilização  não  acarretará nenhuma perda de suas vantagens o que não se aplica a ocupante de  função docente contratado por um período inferior a 06 (seis) meses;    II. Gratificação de Trabalho Noturno;    a. O adicional noturno será de 20% (vinte) por cento, calculado sobre o valor  do  nível  em  que  o  servidor  se  encontre  enquadrado,  sendo  calculado  sobre o período efetivamente trabalhado considerado como noturno;   

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b. Considera‐se  trabalho  noturno  para  efeito  desta  Lei  Complementar,  aquele  que  for  realizado  no  período  compreendido  entre  as  19:00  (dezenove) horas  e 23:00 (vinte e três horas);    c. Farão jus ao adicional noturno os docentes e ocupantes de empregos de  suporte pedagógico permanente e em comissão;    d. As vantagens previstas nesta seção incidirão sobre o valor correspondente  da carga suplementar de trabalho e no cálculo do décimo terceiro salário  e abono de férias.    III. Gratificação na forma da lei municipal por:   

a. Participação  em  projetos  educacionais  definidos  pelo  Departamento  de  Educação  que  visem  o  acompanhamento  de  alunos  que  apresentarem  dificuldades  na  aprendizagem  ou  projetos  considerados  essenciais  para  elevar a qualidade do ensino.         SEÇÃO IX  Dos Programas de Desenvolvimento Profissional   

Art.  63.  A  Municipalidade,  no  cumprimento  ao  disposto  nos  artigos  67  e  87  da  Lei 

Federal  nº.  9.394/96  implementará  programas  permanentes  de  aperfeiçoamento  profissional  continuado  para  os  servidores  do  quadro  do  magistério  em  exercício,  através  de  cursos  de  capacitação e atualização em serviço. 

 

§  1º  Os  programas  de  que  trata  o  caput  poderão  ser  ministrados  em  parceria  com 

instituições que desenvolvam atividades na área.    § 2º Deverão levar em conta as prioridades das áreas curriculares, a situação funcional  dos servidores e a atualização de metodologias diversificadas, inclusive as que utilizam recursos  de educação à distância.      CAPÍTULO VI  DOS DEVERES E DOS DIREITOS    SEÇÃO I  Dos Deveres   

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Art. 64.  Além dos  deveres comuns a todos os servidores,  os integrantes  do Quadro do 

Magistério  têm  o  dever  constante  de  considerar  a  relevância  social  de  suas  atribuições,  mantendo conduta moral e funcional adequada à dignidade profissional, em razão da qual, além  das obrigações previstas em outras normas comuns aos demais servidores, deverá: 

 

I. Conhecer e respeitar as leis; 

II. Preservar  os  princípios,  os  ideais  e  fins  da  educação  brasileira,  através  de  seu  desempenho profissional; 

III. Empenhar‐se  em  prol  do  desenvolvimento  do  aluno,  utilizando  processos  que  acompanham o processo científico da educação; 

IV. Participar das atividades educacionais que lhe forem atribuídas por força de suas  funções;  

V. Comparecer  ao  local  de  trabalho  com  assiduidade  e  pontualidade,  executando  suas tarefas com eficiência, zelo e presteza; 

VI. Manter  o  espírito  de  cooperação  e  solidariedade  com  a  equipe  escolar  e  a  comunidade em geral; 

VII. Incentivar  a  participação,  o  diálogo  e  a  cooperação  entre  educandos,  demais  educadores  e  a  comunidade  em  geral,  visando  a  construção  de  uma  sociedade  democrática e solidária; 

VIII. Assegurar  o  desenvolvimento  do  censo  crítico  e  da  consciência  política  do  educando, preparando‐o para o exercício consciente da cidadania;   

IX. Respeitar o aluno como sujeito do processo educativo e comprometer‐se com a  eficácia do seu aprendizado; 

X. Comunicar à autoridade imediata as irregularidades de que tiver conhecimento,  na  sua  área  de  atuação,  ou  às  autoridades  superiores,  no  caso  de  omissão  por  parte da primeira; 

XI. Zelar  pela  defesa  dos  direitos  profissionais  e  pela  reputação  da  categoria  profissional; 

XII. Fornecer  elementos  para  a  permanente  atualização  de  seus  assentamentos,  junto aos órgãos da administração; 

XIII. Guardar sigilo sobre assuntos de natureza profissional; 

XIV. Zelar pela economia e conservação do material que lhe for confiado; 

XV. Considerar  os  princípios  psico‐pedagógicos,  a  realidade  sócio‐econômica  da  clientela escolar e as diretrizes da política educacional na escolha e utilização de  materiais,  procedimentos  didáticos  e  instrumentos  de  avaliação  do  processo  ensino‐aprendizagem; 

XVI. Participar  de  todas  as  reuniões  de  cunho  didático‐pedagógicas  e  dos  conselhos  de série, de escola e de associações que integrar, previstos no calendário escolar;  XVII. Atender  prontamente  às  solicitações  de  entrega  de  documentos  e  informações 

de interesse profissional e pedagógico que lhes forem solicitadas por autoridade  competente; 

XVIII. Participar  do  processo  de  planejamento,  execução  e  avaliação  do  processo  das  atividades escolares; 

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XIX. Atender pais de alunos ou seus responsáveis, prestando informações sobre a vida  escolar do aluno; 

XX. Impedir  toda  e  qualquer  manifestação  de  preconceito  social,  racial,  religioso  e  ideológico; 

XXI. Buscar o seu constante aperfeiçoamento profissional através da participação em  cursos, reuniões, seminários, sem prejuízo de suas funções; 

XXII. Apresentar‐se ao local de trabalho com trajes condizentes com a profissão 

XXIII. Incutir,  pelo  exemplo,  no  educando,  o  espírito  de  respeito  a  autoridade,  os  princípios de justiça, de solidariedade humana e de amor a pátria.        Art. 65. É vedado aos integrantes do Quadro do Magistério e constitui falta grave:    I. Deixar de comparecer ao serviço, sem causa justificada;  II. Retirar‐se da unidade escolar, em horário de trabalho, sem prévia autorização  do Diretor de Escola e após comunicação ao Departamento de Educação;  III. Tratar de assunto particular durante o horário de trabalho;  IV. Praticar atos de comércio no local de trabalho; 

V. Faltar  com  respeito  aos  superiores,  aos  pares,  funcionários,  pais  ou  responsáveis e alunos; 

VI. Retirar,  sem  permissão  oficial  da  autoridade  competente,  qualquer  documento ou material da escola;  VII. Deixar de comparecer às atividades previstas no calendário escolar;  VIII. Impedir que o aluno participe das atividades escolares em razão de qualquer  carência material.    SEÇÃO II  Dos Direitos   

Art.  66.  Além  dos  previstos  em  outras  normas  comuns  aos  demais  servidores,  são 

direitos do integrante do Quadro do Magistério:   

I. Ter  acesso  a  informações  educacionais,  bibliográficas  e  outros  recursos  para  a  melhoria  de  seu  desempenho  profissional  e  a  ampliação  de  seus  conhecimentos; 

II. Ter  assegurada,  mediante  prévia  autorização  do  departamento  municipal  de educação a oportunidade de freqüentar cursos de formação, atualização  e  especialização  profissional  que  visem  à  melhoria  de  seu  desempenho  e  aprimoramento do processo educacional; 

III. Receber remuneração de acordo com a classe, nível de habilitação, tempo  de  serviço  e  regime  de  trabalho,  conforme  o  estabelecido  por  esta  lei  complementar; 

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IV. Receber  remuneração  por  serviço  extraordinário,  desde  que  devidamente  convocado para tal fim, independentemente da classe a que pertencer;  V. Ter assegurada a igualdade de tratamento no plano técnico‐pedagógico da 

classe a que pertence; 

VI. Contar  com  um  sistema  permanente  de  orientação  e  assistência  que  estimule e contribua para um melhor desempenho de suas atribuições;   VII. Ter assegurada a representação  nas  deliberações que afetem a vida e as 

funções  da  unidade  escolar  e  o  desenvolvimento  eficiente  do  processo  educacional;  

VIII. Participar  do  processo  de  planejamento,  execução  e  avaliação  das  atividades escolares; 

IX. Ser  respeitado  por  alunos,  pais,  colegas  e  autoridades,  enquanto  profissional e ser humano; 

X. Ter garantido, em qualquer situação, amplo direito de defesa; 

XI. Abono de faltas remuneradas em número máximo de 06 (seis) a cada ano,  observando  o  limite  de  01  (uma)  por  mês,  mediante  requerimento  com  o  mínimo de 01 (um) dia de antecedência.    CAPÍTULO VII  DO EXERCÍCIO DE EMPREGOS E FUNÇÕES    SEÇÃO I  Dos Afastamentos    Art. 67. Os integrantes do Quadro do Magistério poderão ser afastados do exercício do  emprego, respeitado o interesse da Administração Municipal para os seguintes fins:    I. Prover emprego em comissão no Sistema de Ensino Municipal;  II. Exercer atividades inerentes ou correlatas às do magistério, em empregos ou   funções  previstas  nas  unidades  de  ensino  ou  órgãos  de  educação  do  Município; 

III.  Exercer emprego ou substituir ocupante de emprego do magistério quando  este estiver afastado; 

IV.  Exercer junto a entidades conveniadas com o Município atividades inerentes  ao magistério; 

V.  Exercer,  por  tempo  determinado,  atividades  em  outras  unidades  administrativas  do  poder  público  municipal,  com  prejuízo  das  vantagens  da  carreira  do  magistério,  mediante  anuência  do  Diretor  do  Departamento  Municipal de Educação e autorização do Prefeito; 

VI. Freqüentar  cursos  de  pós‐graduação,  formação,  aperfeiçoamento  ou  especialização no campo de atuação; 

VII. Freqüentar  curso  de  pós‐graduação  em  nível  de  mestrado  ou  doutorado  na  área da educação; 

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VIII. Tratar de interesse particular.   

§ 1º Os afastamentos previstos nos incisos I, II, III e IV, serão concedidos sem prejuízo de 

vencimentos  e  das  demais  vantagens  do  emprego,  a  critério  exclusivo  da  Administração  Municipal. 

 

§ 2º O afastamento previsto no inciso VI e VII poderá ser concedido com ou sem prejuízo 

dos  vencimentos  e  das  demais  vantagens  do  emprego  e  poderá  ser  autorizado  após  cada  quatriênio  de  exercício  em  emprego  efetivo,  atendido  o  interesse  público  e  a  conveniência  administrativa, nas formas e condições regulamentadas em lei específica.  

 

§ 3º O afastamento para tratar de interesse particular poderá ser concedido a critério do 

Poder  Executivo,  pelo  prazo  máximo  de  02  (dois)  anos,  para  o  servidor  que  conte  com  pelo  menos 03 (três) anos de exercício no emprego efetivo e importará na suspensão do contrato de  trabalho.    § 4º O tempo de afastamento para tratar de interesse particular não será contado para  nenhum efeito no emprego.   

§  5º  Consideram‐se  atividades  inerentes  às  do  magistério  aquelas  que  são  próprias  do 

emprego ou da função docente do Quadro do Magistério.   

§ 6º Consideram‐se atividades  correlatas  às do magistério,  aquelas  relacionadas  com a 

docência  em  outras  modalidades  de  ensino,  bem  como  as  de  natureza  técnica,  relativas  ao  desenvolvimento  de  estudos,  planejamento,  pesquisas,  supervisão,  coordenação,  orientação  em  currículos,  administração  escolar,  orientação  educacional,  capacitação  de  docentes,  apoio  técnico  pedagógico,  assessoramento  e  assistência  técnica  exercidas  em  unidades  e/ou  órgãos  de educação do Município. 

 

Art.  68.  Quando  o  afastamento  se  der  para  exercício  de  emprego  ou  função  não 

relacionado com a área da educação, será concedido sem ônus para o ensino municipal.   

Art.  69.  Aplicar‐se‐á  aos  servidores  do  quadro  do  magistério,  no  que  couber,  as 

disposições relativas a outros afastamentos previstas na legislação municipal vigente.     SEÇÃO II  Das Férias    Art. 70. Os docentes gozarão 30 (trinta) dias de férias em período coincidente com a do  calendário escolar, independentemente de possuir ou não o interstício de um ano de exercício  no  magistério  municipal,  exceto  o  professor  infantil  lotado  na  creche  que  gozara  férias  de  acordo com calendário elaborado pelo Departamento Municipal de Educação. 

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§ 1º Os titulares de empregos de suporte pedagógico terão seu período de férias fixado  em calendário, elaborado pelo Departamento Municipal de Educação observada a conveniência  e o interesse do serviço público.    § 2º As férias dos docentes ocupantes de funções por tempo determinado poderão ser  gozadas nos períodos de recesso, previstos no calendário escolar.    Art. 71. As férias dos docentes e dos servidores que oferecem suporte pedagógico serão  interrompidas quando forem coincidentes com as licenças maternidade e de adoção.    

Art.  72.  Aplicam‐se  aos  servidores  do  Quadro  do  Magistério  as  disposições  constantes 

dos artigos 130 e 131 da Consolidação das Leis do Trabalho.    SEÇÃO III  Do Recesso Escolar    Art. 73. O recesso escolar será previsto no calendário escolar e suspenderá as atividades 

docentes  com  os  alunos,  exceto  nos  estabelecimentos  que  atendam  alunos  em  regime  de  creche. 

 

Parágrafo Único. No recesso escolar os docentes poderão ser convocados para: 

 

I. Prestar serviços junto ao Departamento Municipal de Educação ou em outros  órgãos  da  administração  municipal,  desde  que  em  atividades  inerentes  ou  correlatas ao magistério; 

 

II. Participar  de  cursos  de  aperfeiçoamento,  seminários,  palestras,  orientações  técnicas e outras atividades de formação continuada. 

  SEÇÃO IV  Das Substituições   

Art.  74.  Observados  os  requisitos  legais,  haverá  substituição  durante  o  impedimento 

legal e temporário dos docentes e das classes de suporte pedagógico.   

Art.  75.  Os  empregos  de  docentes  admitem  substituição  a  partir  de  um  dia  de 

impedimento  do  titular  e/ou  regente  de  classe,  quanto  ao  PEB  II  a  substituição  ocorrerá  observado o que estabelece o § 4° do Art 23. 

Art.  76.  No  caso  de  afastamento  ou  impedimento  dos  empregos  da  classe  de  suporte 

pedagógico,  poderá  haver  substituição  a  critério  da  Administração  Municipal,  que  analisará  a  conveniência e necessidade de nomeação de substituto. 

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Art.  77.  Para  fins  de  retribuição  pecuniária,  nos  casos  de  substituição,  observar‐se‐á  a 

tabela de vencimentos aplicável ao magistério e as gratificações e vantagens.   

Parágrafo  Único.  A  retribuição  pecuniária  será  efetuada  com  base  na  tabela  e  nível 

inicial correspondente ao da classe do servidor substituído.   

Art.  78.  Qualquer  que  seja  o  período  de  substituição,  o  substituto  titular  de  emprego 

retornará,  após  a  mesma,  a  seu  emprego  de  origem,  não  gerando  direito  de  efetivação,  sob  nenhuma hipótese, no emprego objeto da substituição. 

 

Art.  79.  A  substituição  docente  poderá  ser  exercida  por  titular  de  emprego  da  mesma 

classe, classificado em qualquer unidade escolar do Município.   

Art. 80. Com relação a substituição, aplicar‐se‐á o seguinte: 

  

I. A  substituição  será  preferencialmente  exercida  por  professor  substituto  da  própria escola ou de outra unidade escolar; 

 

II. Na  inexistência  de  professor  substituto  a  substituição  poderá  ser  exercida  por  titular de emprego da mesma classe, classificado em qualquer unidade escolar do  município, desde que o mesmo tenha se inscrito para este fim.    III. As substituições na função docente por período igual ou inferior a 30 (trinta) dias,  sempre que possível, serão efetuadas por docentes    

IV. Substituto  da  própria  unidade  escolar  ou  excepcionalmente  de  outra  unidade  escolar. Na inexistência destes, serão admitidos em caráter eventual ocupante de  função  docente,  como  substitutos,  recorrendo‐se  a  escala  de  substituição  elaborada pelo Departamento Municipal de Educação. 

 

V. As  substituições  na  função  docente  por  período  superior  a  30  (trinta)  dias,  poderão  ser  efetuadas  por  docentes  classificados  remanescentes  em  concurso  vigente ou processo seletivo em área especifica do magistério. 

 

VI. As substituições para períodos inferiores a 15 (quinze) dias poderão ser efetuadas  por  profissionais  devidamente  credenciados  junto  a  rede  municipal  de  ensino  para  esse  fim,  mediante  processo  de  classificação  regulado  pelo  Departamento  de Educação.    Art. 81. Não sendo exercida nos termos do artigo anterior, a substituição será exercida  por docente contratado por tempo determinado, nos termos desta Lei Complementar.     SEÇÃO V 

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