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7 CASO C. Modelos com validações experimentais

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CASO C. Modelos com validações experimentais

7.1.

Metodologia Experimental

A montagem experimental utilizada neste trabalho foi desenvolvida nos laboratórios do (International Research Institute of Stavanger) IRIS e é utilizada na grande maioria de trabalhos publicados por este instituto. O uso de testemunhos rochosos proveniente de campos de produção ou análogos naturais, é uma prática comum na indústria do petróleo, para o estabelecimento da composição geoquímicas e entendimento de mecanismo químicos em condições de operação do reservatório.

Calcita e arenito são usados como análogos dos reservatórios encontrados no Mar do Norte, onde ocorre a predominância destes minerais. A composição mineralógica destes testemunhos utilizados na parte experimental, são apresentados na Tabela 14.

Tabela 14 – Composição dos testemunhos rochosos utilizados. Composição mineral.

Minerais Arenito ( Peso %) Calcita ( Peso %)

Quartzo 69 2.0 Feldspato 6.0 - Caulinita 3.5 - Ilita 3.5 - Calcita 8 98 Siderita 1.0 - Dolomita 4.0 - Anquerita 2.0 - Rutilo 2.0 - PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0921542/CA

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Como procedimento padrão de limpeza dos testemunhos foram usados dois procedimentos:

1. Injeções sucessivas de tolueno e metanol até que o efluentes se tornassem incolor.

2. Injeção sucessiva de soluções de KCl (5000 mgL-1) e NaCl (10000

mgL-1) até a retirada completa do tolueno e metanol.

7.1.1.

Montagem experimental.

A montagem experimental foi realizada segundo o esquema apresentado na Figura 17.

Figura 17- Representação esquemática da montagem experimental.

Este esquema pode ser divido em duas partes distintas: parte externa e interna do forno, onde acontece o experimento. Na parte externa onde temos as bombas, que controlam tanto a vazão de injeção quanto a pressão exercida interna e externamente no testemunho rochoso. Este controle é necessário, uma vez que a diferença de pressão entre estas superfícies externa e interna não podem ser superires a 25 atm, para que não ocorra a destruição física do testemunho.

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Também na região externa está o regulador de pressão e o coletor de frações, para a amostragem em baixa pressão.

Na região interna do forno temos três elementos: o pistão que é usado para injetar o fluido testado e quando necessário realizar o equilíbrio entre o

fluido e o CO2. , o suporte do testemunho montado verticalmente, para permitir

maior a que todos os poros disponíveis fossem preenchidos durante as injeções. A unidade de amostragem de alta pressão juntamente com o desvio compõe o terceiro elemento. Esta unidade é formada por um tubo com o volume conhecido e permite a retirada da amostra em alta pressão, para ser analisada. Uma vez que a amostra é retida o desvio é aberto, permitindo que o fluxo continue sem prejudicar a vazão injetada.

Os parâmetros usados em cada um dos testemunhos rochosos, assim como suas dimensões, são relacionados na Tabela 15. A temperatura e pressão utilizadas no experimento são comumente encontradas nos reservatórios no Mar do Norte e estão disponíveis na literatura.

Tabela 15- Parâmetros experimentais.

Parâmetros do experimento.

Parâmetros Arenito Calcita

Temperatura 130 °C 130 °C

Pressão 340 bar 340 bar

Vazão injetada (q) 0,1 mL min-1 0,1 mL min-1

Comprimento do testemunho 8,96 cm 6,9 cm

Diâmetro do testemunho 3,8 cm 3,8 cm

Volume de poros 23,0 mL 27,37mL

7.1.2.

Etapas do experimento.

As soluções usadas como água de formação foram preparadas a partir dos sais PA da Merck diluídos com água bi-deionisada até atingirem a concentração desejada. Sua composição esta descrita na Tabela 16.

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Tabela 16 – Concentração dos sais usados no preparo da água de formação. Composição dos sais na água de formação

Sais Concentração (g/L) NaCl 36.81 KCl 0.31 MgCl2·6H2O 4.48 CaCl2·2H2O 33.25 LiCl 0.61

A injeção de água de formação nos testemunhos rochosos foi realizada em

três etapas, com uma vazão constante de 0,1 mL min-1.

1. Primeira injeção da água de formação. 2. Injeção da água de formação carbonatada. 3. Segunda de água de formação.

O momento da injeção de cada uma dessas etapas nos testemunhos de calcita e arenito, está descrito na Tabela 17. O equilíbrio da água de formação

com o CO2 foi realizado no pistão, tendo como critério de equilíbrio a leitura

constante de volume e pressão do gás.

Tabela 17 – Etapas de injeção para cada testemunho rochoso. Etapas da injeção de água Etapas Tipos de

testemunho

Fluido injetado Volume de poros

injetados

1 Arenito Água de formação 0 – 11

2 Arenito Água de formação

carbonatada

11- 29.2

3 Arenito Água de formação 29.2 -40

1 Calcita Água de formação 0 - 5

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2 Calcita Água de formação carbonatada

5- 9.6

3 Calcita Água de formação 9.6 -10.5

7.2.

Amostragem

O coleta das amostras foi realizado de duas forma: as amostras recolhidas na unidade de amostragem de alta pressão foram denominadas amostra de alta pressão, amostras recolhidas depois de passarem pelo regulador de pressão são denominadas amostra de baixa pressão. Tanto as amostras de baixa pressão, quanto as de alta pressão, foram diluídas em uma solução ácida de HCl 1,0 M antes da análise. Foi utilizada uma concentração conhecida de um elemento inerte no sistema, para a correção dos volumes após a diluição. O elemento usado como

padrão interno foi o elemento lítio a 95 mg L-1. Em algumas amostra de baixa

pressão foi dissolvido também o precipitado, formado devido a alteração de pressão e temperatura. Todas as amostras foram analisadas pela técnica de ICP-OES.

 

7.3.

Modelos utilizados no Caso C

Na montagem experimental descrita no item 7.1 o testemunho foi atravessado por diferentes composições de água de formação. Para descrever matematicamente este problema foram utilizadas duas abordagem. A primeira é uma simplificação do fenômeno de transporte que reduz um problema de natureza tridimensional para uma dimensão. A segunda é a solução do problema com três dimensões, tal como ele se encontra no experimento.

A redução de um problema tridimensional para uma dimensão não vem sem uma perda de informação para o resultado encontrado. Praticamente toda a informação proveniente da solução do escoamento é perdida, assim como a evolução da variação da permeabilidade e porosidade. Todavia, esta simplificação

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permite o uso de ferramentas gratuitas muito mais simples em termos de solução de escoamento, mas consideravelmente mais robusta quando se trata de especiação química e simulação dos fenômenos geoquímicos, que é o caso do PHREEQC.

Certamente que a utilização de programas de transporte reativos como o TOUGHREACT, soluciona o escoamento 3D de uma forma bem mais robusta e confiável, do que softwares como o PHREEQC. Entretanto, o custo financeiro da versão atual disponível pode ser proibitivo, principalmente se foram considerados versões onde uma parte do código fonte do programa estiver disponível.

A malha usada na abordagem 1D e 3D o formato cilíndrico do testemunho foi representado pela figura 18.

Figura 18 – Representação das malhas usadas.

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Para a elaboração dos modelos utilizados neste caso foi utilizada uma metodologia similar a empregada nos casos anteriores. Em ambos os softwares usados o desenvolvimento começou por modelo de batelada e foram gradualmente aumentando a complexidade do modelo conforma descrito anteriormente.

7.3.1. PHREEQC

Uma vez que o PHREEQC foi usado no caso A, o modelo criado foi incorporado integralmente neste problema. Contudo, para o desenvolvimento referente ao transporte foi necessário desenvolvimento da uma metodologia. As etapas usadas para a elaboração da rotina de transporte das soluções de água de formação através dos testemunhos estão diretamente relacionadas com as transformações químicas e o transporte de massa, que ocorrem durante a injeção. O algoritmo implementado está descrito na tabela 18. A biblioteca usada nesta simulação foi a LLNL.dat.

Tabela 18 – Algoritmo usado no caso C. Necessidades

apresentadas Tipo

1 Equilíbrio das solução inicial nas condição injeção.

2 Equilíbrio inicial da solução contida nos poros do

testemunho nas condições experimental 130˚ C e 340 bar.

3 Injeção da solução com controle preciso do volume injetado.

4 Reprodução do sistema reacional no interior do testemunho.

( água de formação – rochas – CO2)

5 Obtenção dos resultados coletados na unidade de

amostragem de alta pressão. 6

Estabelecimento da nova condição de equilíbrio da solução efluente depois da passagem pelo regulador de pressão (20˚ C e 1 bar).

7 Obtenção dos resultados coletados na unidade de

amostragem de baixa pressão.

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A modelagem dos itens 1,2 e 4 foi previamente desenvolvia para o caso. Para que o item 3 fosse solucionado, a escolha do espaçamento da malha Δx teve necessariamente que estar relacionada com a divisão do tempo Δt. Esta relação é citada por (Parkhurst e Appelo, 1999) através da eq 9. Nela v representa a

velocidade do fluxo em m s-1

∆𝑡 =  ∆!! Equação 9

Como o PHREEQC utiliza um esquema de diferenças centrais para realizar a discretização espacial, o fator de mistura no interior de cada célula é essencial para dispersão no transporte. Este fator de mistura (mixf) é calculado pela equação 10. O termo n é um número inteiro, que depende do modelo e não pode ser menor que 0,33 para manter o critério de estabilidade estabelecido pela eq 10.

𝑚𝑖𝑥𝑓 = !!  ∆!

!(∆!)! Equação 10 Para solucionar os itens 5 e 6 foi necessário realizar o transporte em duas etapas: .a primeira nas condições reacionais de 130˚ C e 34MPa (340 bar) simula o sistema químico dos testemunhos e tem como resultado as amostras de alta pressão, o segundo transporte simular a mudança das condições de pressão e temperatura de 20˚ C e 1 bar este pode ser substituído por um novo passo de equilíbrio, se a informação do tempo na baixa pressão não é importante. Entretanto para este caso ela é essencial.

O estudo de sensibilidade necessário para assegurar a consistência do modelo

definiu o Δx, máximo. Um vez que a variação da concentração do CaCO3

acontece rapidamente no sistema experimental, a escolha do tamanho das células da malha foi feita através da duração do intervalo de tempo (Δt) necessário, para

que o modelo conseguisse acompanhar a variação da concentração do CaCO3e

calculado pela eq 9. Uma vez realizado o estudo convencionou-se um Δt máximo de 15 minutos. Este intervalo se mostrou suficiente para capturar a variação nas concentrações dos íons de interesse. O estudo de sensibilidade foi realizado no

testemunho de calcita por apresentar a maior concentração de CaCO3 ,

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consequentemente sendo a situação mais crítica do caso. Para esse testemunho foi necessário um número mínimo de 600 células, sendo o Δx para os testemunhos de 0,0149 cm para o de arenito e 0,0115 cm para o de calcita.

Os resultados foram plotados em termos do volume de poros (PV) de cada testemunhos, para facilitar a comparação com outras simulação do mesmo tipo.

7.3.2

TOUGHREACT

Para iniciar a criação de um modelo no TOUGHREACT foi a escolha da equação de estado que será utilizada. Para o caso C existem disponíveis duas opções: a equação EOS2 e a EOSCO2N que são descritas na Tabela 19 (Pruess et al., 1999; Spycher e Pruess, 2005).

Tabela 19 – Resumo das equações de estado

Equação Componentes Variáveis primárias Temperatura Pressão

EOS2 H2O e CO2 Saturação do CO2

Pressão parcial do

CO2

Pressão total da fase

40 ˚a 330˚ C Não

informado

EOSCO2N H2O,NaCl e CO2 Saturação do CO2

Pressão parcial do

CO2

Pressão total da fase Fração mássica de NaCl em solução

10 ˚a 110˚ C Até 600bar

Como apresentado na Tabela 13 a escolha ideal para este caso não existe, uma vez que as condições experimentais são de 130 ˚C e 34 MPa. Desta forma foram feito dois modelo exatamente iguais, uma com a EOS2 e outro com a EOSCO2N e comparados com os dados experimentais. Logo no início da

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comparação ficou claro que o uso da EOS2 causaria mais desvantagens do que vantagens, pois a estabilidade do modelo foi seriamente comprometida e erros de convergência recorrentes e aleatórios passaram a ser rotineiros. Provavelmente

devido a utilização da Lei de Henry para o calculo da saturação do CO2. Como a

água de formação dificilmente pode ser considerada um solvente puro, os desvios causados pela presença do NaCl provavelmente causaram os problemas encontrados. Por outro lado o comportamento do modelo com a equação de estado EOSCO2N se mostrou satisfatório, sendo esta equação escolhida para as simulações.

A escolha do número de células para o TOUGHREACT não utiliza a equação 9 como fator limitante, sendo assim pôde-se escolher o Δt e Δx livremente. Entretanto para uma comparação mais próxima entre os dois software foram escolhido os mesmo número de células 600, na direção X, e um Δt de 15 minutos.

Os contornos usados para a simulação dependeram do testemunho como descrito na Tabela 20.

Tabela 20 – Espaçamento usado nas malhas.

Testemunho Δx (cm) Δy (cm) Δz (cm) Número de células

Calcita 0,0149 2,687 2,687 600

Arenito 0,0115 2,687 2,687 600

Os resultados foram plotados em termos do volume de poros (PV) e serão apresentados no item 7.5 juntamente com os resultados experimentais.

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7.4

Resultados e discussões 7.4.1

Resultados experimentais para o Caso C

Os experimentos foram usados como método de calibração, no caso do ensaio com o testemunho de calcita, e parte do processo de validação com o ensaio de arenito. Para o ensaio de calcita foram determinado Ca e Mg, já no ensaio de arenito os elementos determinados foram Ca,Al,Fe,K,Mg e Si. Os resultados encontrados estão descritos nas figuras 19 a 26.

Figura 19 – Resultados experimentais do cálcio no ensaio de calcita.

Figura 20 – Resultados experimentais do magnésio no ensaio de calcita

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A Figura 19 apresenta o perfil de concentração do cálcio no efluente do experimento de calcita. Na figura, Ca 1 representa a primeira amostra e Ca 2 é a segunda ambas coletadas depois do regulador de pressão. Ca1 SU e Ca2 SU são a primeira e a segunda amostra respectivamente, que foram obtidas pela unidade de coleta de alta pressão. A linha vertical mostra o momento de injeções de água de formação em correspondência ao volume de poros. A Figura 20 apresenta o perfil de concentração de magnésio no mesmo experimento. De forma análoga Mg 1, Mg 2 e Mg1 SU , Mg2 SU foram coletadas da mesma maneira, que as amostras de cálcio. Cada grupo de amostras de Ca e Mg foram obtidos em dois ensaios distintos.

A variação de cálcio Ca SU1 e Ca2 SU descreve sua precipitação seguida de uma dissolução. Isso pode ser visto na figura 19 pelo aumento da concertação de cálcio o que indica uma dissolução da calcita, seguida de uma redução do mesmo, que indica uma nova precipitação do cálcio. Isto se deve à injeção água de formação em equilíbrio com dióxido de carbono. Os Ca1 e Ca2 descrevem um tendência semelhante pela mesma razão. Os valores encontrados para o magnésio nas amostras Mg1 SU , Mg2 SU, e nas amostra Mg 1, Mg 2 demonstram um comportamento similar ao cálcio para o magnésio. Estas

alterações indicam a ocorrência de coprecipitação de CaCO3 e MgCO3.

Nas figuras 21 a 26 as legendas estão indicando as seguintes situações: 1FW – amostras coletadas em baixa pressão da primeira injeção de água de formação. 2FW - amostras coletadas em baixa pressão da segunda injeção de água de formação. CFW - amostras coletadas em baixa pressão durante a injeção

de água de formação em equilíbrio com CO2. CFW SU amostras coletadas em alta

pressão durante a injeção de água de formação em equilíbrio com CO2. Ref 1 FW

- Concentração de referência durante a primeira injeção de água de formação. Ref CFW - Concentração de referência durante a injeção de água de formação em

equilíbrio com CO2 PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0921542/CA

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Figura 21 - Resultados experimentais do cálcio no ensaio de arenito

Figura 22 - Resultados experimentais do magnésio no ensaio de arenito

Figura 23 - Resultado experimental do ferro no ensaio de arenito

Figura 24 - Resultados experimentais do alumínio no ensaio de arenito.

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Figura 25 - Resultados experimentais do potássio no ensaio de arenito

Figura 26 - Resultados experimentais do silício no ensaio de arenito

O ensaio com o testemunho de arenito exibiu resultados mais complexos uma vez que este testemunho possui um maior número de minerais constituintes. Na Figura 21, a concentração do Ca indica a mesma tendência que foi encontrada no ensaio de calcita. Isto pode ser observado durante a primeira injeção de água de formação, até o volume de poro (PV) 11. Quando o novo equilíbrio é atingido

depois da injeção de água de formação em equilíbrio com CO2 ,entre os volumes

de poro 11 a 30, pode-se notar um aumento na concentração do cálcio. Em média a concentração de cálcio é maior nas amostras coletadas em alta pressão, do que

aquelas coletadas após o regulador de pressão devido a liberação do CO2(aq).

Quando ocorre a segunda injeção de água de formação a concentração de cálcio não pode aumentar, uma vez que a solução para dentro dos poros está

saturada, devido a injeção de água de formação em equilíbrio com CO2. Na Figura

22, a concentração de Mg mostra um comportamento semelhante.

Na Figura 23, o resultado mostra o efeito de dissolução da Siderita, que aumenta a concentração de ferro . Esta dissolução começa com a injeção de água

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de formação em equilíbrio com CO2, devido à redução do pH . A concentração de

ferro nas amostras recolhidas em maior pressão foi maior do que nas amostras retiradas a baixa pressão. Isto significa que o Fe foi precipitado a partir do efluente, quando a pressão e a temperatura foi reduzida , e as amostras obtidas a baixa pressão não são representativas.

As Figuras 24 descreve a dissolução de minerais que têm alumínio na composição na forma de feldspato (Xu et al., 2004; Xu et al., 2005 ) , a caulinite (Morad et al., 2000 ; Krumhansl et al., 2003 ) . A Figura 25 mostra no início da injeção de água de formação uma maior concentração de potássio, que indica a dissolução destes minerais . As amostras recolhidas a alta pressão mostram a maior concentração do alumínio e potássio , no meio da injeção de água de

formação em equilíbrio com CO2 . A concentração mais elevada de alumínio está

na amostra de alta pressão. Isto indica que ocorreu precipitação do mesmo, quando a pressão e a temperatura foi reduzida. Na Figura 26 a concentração de silício no efluente, se deve à dissolução de quartzo, e todos os minerais que têm Si na sua composição. Desta maneira, ocorre um aumento da concentração de Si

durante a injeção de água de formação em equilíbrio com CO2.

7.4.2.

Resultados numéricos para o Caso C

O resultado das simulações no testemunho de arenito obtidos a partir dos programas PHREEQC e TOUGHTREACT e são apresentados na Figuras 27 a 31. PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0921542/CA

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Figura 27- Comparação dos resultados do cálcio obtidos pelos modelos dos testemunhos de arenito pelos programas PHREEQC e TOUGHTREACT.

Figura 28- Comparação dos resultados do magnésio obtidos pelos modelos dos testemunhos de arenito pelos programas PHREEQC e TOUGHTREACT.

Os perfis de concentração do cálcio mostrados na Figura 27 apresenta uma diferença calculada entre estas duas simulações foi inferior a 10 %, em média. Os perfis de concentração de Mg na Figura 28 mostram tendências muito similar. PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0921542/CA

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Figura 29- Comparação dos resultados do potássio obtidos pelos modelos dos testemunhos de arenito pelos programas PHREEQC e TOUGHTREACT.

Os valores apresentado na Figura 29, mostram uma discrepância inicial com dos resultados experimentais do potássio, e entres os modelos TOUGHREACT e do PHREEQC. Contudo, usando o valor de potássio (150 mg

L-1) da Figura 25 como referência, nota-se que o PHREEQC foi capaz de se

aproximar do comportamento experimental. A variação apresentada no modelo do PHREEQC, próxima ao ponto de injeção de água de formação em equilíbrio com

CO2 (PV = 11), indica que o modelo foi capaz de perceber a mudança inicial nas

condição da solução, mas não foi capaz de segui-la.

Figura 30- Resultados do ferro obtidos pelos modelos dos testemunhos de arenito pelo TOUGHTREACT PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0921542/CA

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Figura 31- Resultados do silício obtidos pelos modelos dos testemunhos de arenito pelo TOUGHTREACT

Figuras 30 e 31 apresentam os resultados para o ferro e silício respectivamente, durante as injeções no testemunho de arenito. O modelo do PHREEQC não conseguiu detectar qualquer alteração nas concentrações de ferro e silício devido suas concentrações serem muito baixas. Diferentes equações de cinética química, assim como diferentes bibliotecas, foram testadas sem nenhum efeito significativo. De modo semelhante os resultados calculados pelo modelo do TOUGHREACT não mostraram concordância com os dados experimentais. Esta divergência pode ser devido a ocorrência de corrosão da unidade de alta pressão

pelo pH da água de formação em equilíbrio com CO2.Os resultados encontrados

para o silício sugerem pouca reatividade do quartzo nas condições experimentais. Tendo em vista que o testemunho e formado por de 69 % em peso de quartzo a variação da porosidade foi decorrente principalmente de minerais menos

abundantes como a CaCO3 e MgCO3, sendo desta forma menor. Esta hipótese

vem corroborar o resultado encontrado pelo modelo do TOUGHREACT para a variação da porosidade apresentado pela Figura 32.

Figura 32 - Resultado obtidos pelo modelo do TOUGHREACT para a porosidade PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0921542/CA

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A mudança de porosidade Figura 30 foi devido principalmente à redução

do pH durante a injeção água de formação rica em CO2. Semelhante relatado por

(Gaus et al., 2005 ; Yousef et at., 2012).

7.5.

Aplicações do modelos desenvolvidos

Durante a implementação dos modelos experimentais, assim como na realização dos ensaios, foram realizados dois trabalhos de modelagem correlatos, que deram origem a duas teses de mestrado pelo IRIS e Universidade de Stavanger, no curso de engenharia de petróleo. Os abstracts das teses serão apresentados abaixo.

7.5.1.

Dissertação 1

Aluno: Leif Inge Ramsdal

Titulo da dissertação : Interactions between CO2 and Cap Rock during CO2 Storage .

Abstract:

Geological sequestration and storage of carbon dioxide is a viable method for mitigating anthropogenic emissions of fossil fuels into the atmosphere.

Geochemical reactions play an important role in CO2 storage environments

because they may change the properties of the overlying cap rock, and can either

enhance or degrade the storage capacity and feasibility of a CO2 storage project.

Geochemical models can simulate these interactions and provide important

knowledge of the feasibility of a CO2 storage project at different settings.

In this thesis the geochemical simulation tool PHREEQC is used to

simulate CO2-rock-brine interactions at two distinct sites, Nordland Shale and

Frio Shale. Both kinetic batch modelling and reactive transport modelling were

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conducted. Kinetic batch modelling results show that mineral dissolution and precipitation reactions is strongly related to the presence of carbon dioxide in the cap rock. Carbonate minerals precipitate as a consequence of the dissolution of

CO2. When CO2 dissolves some of it will be permanently trapped in the

precipitating carbonates in a process referred to as mineral trapping. Silicate dissolution or precipitation is also seen as a strong function of the behaviour of

CO2. Albite dissolution is the main mechanism for silicate precipitation at both

storage sites.

Reactive transport modelling results indicate that the first 5-10 meters are affected by diffusive transport for the Nordland Shale formation, whereas the first 20-25 meters of the cap rock are affected by diffusive transport for the Frio Shale formation. This indicates that porosity and permeability of the lower cap rock are altered. Mineralogical changes within the area affected by diffusive transport are significantly larger for Nordland Shale compared to Frio Shale. Future studies should include advection transport to investigate the effects a flow rate would have on cap rock mineralogy.

7.5.2.

Dissertação 2  

Aluno: Joel Søvik

Titulo da dissertação : Interactions between CO2 and rock in

heterogeneous reservoirs during CO2 storage

Abstract:

Reactive transport simulations of CO2 storage in heterogeneous reservoirs

are performed using the PHREEQC software by Parkhurst and Appelo. When

CO2 dissolves in the pore water carbonic acid is formed. These aqueous species

can react with the minerals in the reservoir and change the rock properties. Dissolving parts of heterogeneities may change vertical communication in the reservoir, increasing the storage capacity. The heterogeneities are modeled as low permeable layers in both the Frio formation at the Gulf of Mexico, and the Utsira

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formation in the North Sea. The results are heavily dependent on simulation boundary conditions and on how the pore waters are treated during the carbonation process. Calcite dissolution varying from only minor in one case to large amounts is evident of this. The dissolution of minerals in general seems to be highly dependent on pH, but apart from the calcite case, only minor dissolution occurred at the small time span of these simulations (<60 days). There was however observed minor precipitation of dawsonite

Durante a realização das simulações desenvolvidas pelos alunos, ficou evidente as vantagens e desvantagens do PHREEQC no sequestro de carbono. Sua simplicidade de programação e versatilidade se mostram ideais para primeiros

ensaio neste tema. Sua utilização em modelos de interação de curto prazo CO2

-Rochas-Água, tanto da rocha formadora do reservatório, quanto da rocha selo. Como pôde ser percebido nos trabalhos realizados pelos alunos de mestrado que foram realizadas em um período de 4 meses.

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Referências

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