• Nenhum resultado encontrado

Estresse e convulsões: participação dos opioides endogenos

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Estresse e convulsões: participação dos opioides endogenos"

Copied!
145
0
0

Texto

(1)

E ST R E SS E E C O N V U L S O E S : P A R T I CI P AÇ A O DOS O PI O I DE S ENDOGENOS

T e s e a p r e se n ta da ao

Instituto de C i ê n ci a s B io mé di ca s da U n i v e r s i d a d e de S3o Paulo

para obtençrâo do grau de

D outor em C i ên ci as ( F i si o l o gi a )

(2)

"Para um g r a n d e s o nh o tornar— se verdadeiro,

a p r i m e i r a c o n d i ç ã o é ter u m a g ra nd e c ap a c i da d e de sonhar; a s eg un d a é a p e r s e v er a nç a - a -fé no sonho.

(3)

a m i sé r i a da e x is tê n ci a h u m a n a . "

(4)

"Diante d o s a c on t e c i m e n t o s de cada di numa época em que reina a confusão, em que c o rr e sangue,

em que se o r de na a desordem,

em que o a r b i tr á r i o tem -força de lei em que a h u m a n i d a d e se desumaniza, não d i ga m nunca: isto é natural!"

(5)
(6)

A m i nh a mâe. Merina, pela r et ag ua r da s i l e nc io sa e indispensável, sem a qual esse t r a b al h o não e staria concluído.

Ao meu pai, E dm u nd o ,q u e m esmo sem e star p r e se n t e -fisicamente, -foi meu su s te n t á cu l o espiritual nas h o ra s de desânimo.

(7)

Ao Giles, Gina, Pâdua e Reinaldo, pela amizade, apoio, incentiva e sugestões.

Ao Prof. Dr. F e r n a n d o A. M. de Azeredo, do D e p a rt a me nt o de Neurobiol ogia da U n i v e r s i d a d e Federal Fluminense, pelas criticas e pela cobrança.

Ao Prof. Dr. P e dr o A. Barbetta, do D e pa r ta m e n to de C iê nc ia s E st a tí st ic as e da Computação, C.T.C., U n i v e rs i d a de Federal de Santa Catarina, pela ajuda na e x e c u ç ã o da analise e s t a tí st ic a dos dados.

A B á rb a r a A. Fernandes, R e n at e S. Ferreira, Susana M . D . B . S antos e Elizabet R a m o s p e lo a u xi li o na d i g i ta ç ã o dos resultados.

A S an d r a R. B ra ga e ao W u l p h r a n o P. de M ac ed o Neto, pela inestimável c o l a b o r a ç ã o técnica.

Ao A ma ro J. da S il v a e Zeri P. da Cunha, p elos s er vi ço s de apoio no B i o t ér i o da Farmacologia.

(8)

Esta t e se foi r ea l iz a da nos l aboratorios de Psi c o f a r m a c o — logia da C o o r d e n a d o r i a Especial de F a r m ac o l o gi a , C entro de C i ê n ­ cias B io lo gi ca s da U n i v e r s i d a d e Federal de Santa Catarina.

a u xi l io -financeiro foi c o nc ed i do pelo C o ns e lh o Nacional de D e se n v ol vi me nt o C i e n ti f ic a e T ec no ló gi ca < CNPq - P ro ce ss a

400954/83 — BF ) . A a utora r e ce b e u boisa do CNPq como pesqui sa — dora durante a p e r i a d a de e x e c uç ã o da p arte experimental deste trabalho < PrDC. 3 0 0 8 9 0 / 8 0 - BF ).

(9)

O BJ E T I VO S ... *... ...16 M A T E R I A L E M É T O D O S ...17 3.1. Ani mai s ...17 3.2. P r o c e d i m e n t o s G e r a i s ... .. 17 3.3. A v a l i a ç ã o da S u s c e p t i b i l i d a d e C o n v u l s i v a ... .. 18 3.3.1. C o n v u l s õ es i n du zidas por e s t í mu l o a u d i o g é n i c o . .. 19 3.3.2. C o n v u l s õ e s i n du zi da s por p e n t i 1enotetrazol ... 19 3.3.3. C o n v u l s õ es i n du zidas por ácido 3 - me rc a pt o

p r o p i ô n i C D ... .. 20 3.3.4. C o n v ul s õ e s i nd uz id as por e l e t r oc h o q ue t ra ns co r- neal ... ... .. 20 3.4. A v a l i aç ã o da n o c i ce p ç â o ... .. 21 3.4.1. M ét o d o da p l a c a — quente (" h o t - p 1 a t e " ) ... 21 3.4.2. M é to d o das c o n t o r ç õ e s a b do mi n ai s ( "w r i t h i n g ") in­ du z i da s por ácido a c é t i c o ... .. 21 3.5. D r og as e vias de a d m i n is t ra ç ã o ... .. 22 3.6. A n á l i s e e s t a t í s t i c a ... ... 22 . R E S U LT A D O S 4.1 A v a l i a ç ã o da S u s c e p t i b i l i d a d e C o n v u l s i v a ... 27 4.1.1. C o n v u l s õ es i n du zi da s por e s t i mu l o a u d i o gê n ic o .. 2 7 4.1.2. C o nv u l s õ e s i n du zidas por p e n t i 1 e n o t e t r a z o 1 ... 30 4.1.3. C o n v u l s õ e s i n du zi da s por á ci do 3 - m er c a p to pro- p iô n i c o ... ... ... ... 35

(10)

4.1.4. C o n vu l s õ es induzidas por e l et r o ch oq ue t ra nscor- n e a l ... ... 40 4.1.5. S e v e r i d a d e das c o n v u l s õ e s induzidas par d i versos

a ge n t e s ... 41 4.1.6. L e ta li da de p ro mov id a pelas diferentes m e t od ol o­

gias convulsi vantes ... 46 4.2. Aval iaçSia da n o c i c e p ç â o ... 50 5. DI SCU SS ÃO ... 5 9 6. C ON CL USO ES ... 7 4 7. R EF E RE NC IA S B IB L I O G R A F I C A S ...

(11)
(12)

1 . I NTR O DU Ç ÃO

A p al a v r a e s t re ss e e usada no sentida b i ol óg i ca para d es c rever dor, so-fri mento ou desconforto, p od en do estar p re sente em v a r ia s condições. Nâ(o há, no entanto, qualquer medida de e s t r e s s e o b j e t i v a disponível, não nem m esmo uma ampla ac e it a çã o de seu significado. De forma geral, as p e sq uisas e n v o lv e nd o c o nd i ç õ es de e s tr es s e e nf oc am r e sp os t as f i si ol óg ic as ou c o m p o r t a m e n t a i s de a n imais a uma ampla gama de estímulos, sem que sejam t e n t ad a s quaisquer i n te r re l aç õ e s entre as mesmas. Esse e n fo q ue i s olado de a bo r d a ge n s tem levado a d if er en t es conce i to s e d e f in i çõ e s de e s t re s s e (HATTINGH, 1988).

As p r im e i r a s d es cr iç õ e s de r e aç õe s f is io lo gi ca s e C D m p o r t a m e n t a i s a e s tí mu l o s n o c i v os foram feitas por SELYE (1936a) que, na epaca, as c on s id e ro u c a r a c t er í s t ic a s de todos os o r ga n i s mo s s u p e r i a r e s , d e n o m i n a n d o o c o nj u nt o d es sa s r e sp os ta s de estresse. P os te riarmente, a e st re s se foi r e d ef i n i do como o c o n ju n t o de r e s p o s t a s estereotipadas, isto è, g e ne t ic am en t e d e t e r m i n a d a s e inespe c if ic as ,e m it i das por um animal coma r e aç ão a s i tu a ç õ es de d em an da (SELYE, 1951). Par essa definição, s i tu aç õe s que a u m e n t a m a d em a nd a i nterna do o r ga n i sm o sào c o ns id er ad as estressores. E s te c o n c ei t o é limitado, pois ignora a i mportância da p e r c e p ç ã o das r e sp o s t a s fisiológicas, as o ri ge ns p s ic ol ó gi ca s e as c o n s e q u ê n c i a s d es s a s respostas. MASON (1971), por sua vez, s u g e ri u que o e s t im u l o f i s i o l ó g ic o r es u lt a numa r es po st a ao e s t r e s s e s o m e n t e por promover uma r e a çã o emocional. S ELYE (1976)

(13)

d efine o e s t r e s s e c o m o a 'soma de r ea çOes b i ol óg i ca s a qualquer estimula a d v e rs o - fisico, mental ou emocional, interno ou e xt e rn o - que t e nd e a p er tu r ba r a h om e o s ta s e de um D r ga ni sm o . Quando inadequadas, e st as r e aç õ es c om pe ns a tó r i a s do e s tresse podem produzir varias distúrbios, fisiol o gi co s e/ou psicológicas. Recentemente, V O GE L (1987) d ef in i u como e st re ss e o c on ju nt o de r e sp os ta s e s p e c i f i c a s morfologicas, bioquímicas, f is io l óg ic as e/ou c o m p o r t a m e n t a i s de um o r g an i s m o a e ve ntos estressantes. Nesse sentido, e ss e autor e n f a ti z a que uma d e f i n iç ã o absoluta de e st r es se r e q u e r i n a a t en çã o tanto ao c o nt ex to de seu uso quanto às s up o s i çO e s c o n c e r n e n t e s aos o b je t i v o s do estresse.

E m b or a por v ez es as r e aç ü e s o r gâ ni c as ao e s tr es se p ossam ser drásticas, elas a pe n as c o n s ti t u e m modi f i caçfiJes e s pe c if ic as que t r a d u ze m a l gu n s dos s i na is c l ás sicos da "sindrome de ad a ptação geral" (GAS = "general adapta ti on s y n d r o m e " ) proposta por SELYE: h i p e r t r o f i a a d r e n a l , involução t im o- 1 in f á t ic a e ap a r ec i m e nt o de u l ce r as g a s t r o - d u o d e n a i s (SELYE, 1936, a, b, c,

1943). E ss a s modi ficaçfies a c o r r e m em animais e xp er i m e nt a i s ex p os t o s a uma v a r i e d a d e e x pr es si va de f a to re s estres sa nt es ex ó ge no s c om o imobilização, frio, calor, fome, sede, densi da de populacional elevada, i s o l a m e n t o social e outros. Geralmente, ao t ér m i n o do e v e n t o estressante, a r e sp os ta e vocada pelo mesmo finaliza, e o o r g a n i s m o r e t o r n a à sua c on di ç ã o de h o me os ta s e original .

(14)

.

3

.

Os p r i m e i r o s estudos e x pe r i me nt ai s e n v ol v e n do condiçtbes de e s t r e s s e en-focavam mais os seus aspectos neuroendócri nos do que o -fenomeno em si. C AN N O N <1929, 1939) e s tudou o sistema s i m p á t i c o - a d r e n a l , d e mo n s t r a n d o não só a integração das r e sp os ta s como o e n v o l v i m e n t o da n o r a d r en a l i na e adrenalina com o quadro. B a s e a n do - s e no c o n h e c im e n t o dos h or mô ni os e st e ro i d a is e na i denti -f i cação do ACTH (hormônio a d re no -C Drticotroíico) , SELYE (1936 c, 1955) p ropôs a c o n c ei t ua ç ã o da " r eação de alarme " e da " s i n dr o me de a d a p t a ç ã o geral " (GAS) às situaçfâes ou c on di çò es estres s an t es. E st ud os neuro-f i si ol ógi cos p o s t er i or es e s t a b e l e c e r a m a e xi s tê n ci a de m ec a ni s m o s r e g u l a do r e s s it uadas na d i en c é f a l o e mesencé-falo (HESS, 1947, 1963) e identit içaram o h i p o t á l a m o c o mo a e s tr ut u r a ‘ de c on t ro le -funcional da adeno-hipó-fise (HARRIS, 1955). P a r a l e l a me n t e , a d e sc ob er ta do -fator liberador de corti cotro-f i na, CRF (SAFFRAN e SCHALLY, 1955), p er m it iu e vi de nc i ar a -função -fisiologica do s istema porta- hi potàl a m o — hi po-f i sàri o, d es cr i t o anter i orment e por H AR RI S <1955). Esses e o u t ro s e st u do s CSOURKES, 1984; KANT et a l i i , 19B5, 1987; ARMAR 10 et alii, 1986; M A IE R et alii, 1986*, H 0 L S0 N et al i i , 1988) e s t a b e l e c e r a m as i m p o r ta n te s i n te r r el aç Oe s entre o e s tr e ss e e a a t i v i d a d e do eixo hipotálamo-hipó-f ise-adrenal . D aumenta da a t i v i d a d e d e ss e e i x o está i ne qu ív o c a e c r i t i c a me n t e e n vo lv i do na r e g u l aç ã o das m u d a n ç a s comportamentai s e -fisiológicas d e t e r m i n a d a s por -fatores e s t r e s s a n t e s (MAIER et alii, 1986).

De o ut r o lado, M A SO N (1971) m ostrou a e x i st ê n c ia de p a d r O es d i f e r e n t e s d e r e s p o s t a s e n dó c r i n a s a d i v er s as condiçfces de estresse, estabelecendo, d es ta forma, a e s p e c i f i c i d a d e das

(15)

1971) e d e p e n d e n t e s da n a tu r ez a do estressor (SELYE, 1950).

As r e s p o s t a s b i o l ó g i c a s ao e st re ss e incluem alter aç òe s dos s i st e ma s c a r d io v as c u l ar e i munol ógi ca, bem coma madi f i caçftes da a ti vi d ad e neuronal e do comportamento. Essa d i ve rs i da de de e feitos do e s t r es s e da uma i n di ca ç ão clara de sua importância como e s ti mu lo -fisiológico. No entanto, as bases b i oq uí mi ca s do es t re ss e são p o uc o e n t e n d id a s devido, talvez, a c o mp l ex i da d e dos e ve n to s de-fl a gr a d o s p el o estressor. Um evento p r im á ri o de todas as -formas de e st re s se & a s ec re çã o do h o rm ô ni o adreno- c or t i c o t r õ f i c o (ACTH) da h i p ó f i s e anterior. Liber a do na c or re nt e s an g u í ne a ,o ACTH e st im ul a a g lâ nd u l a adrenal a produzir g li cocorticóides, que m ed i am uma m i r í a d e de r e s p o st a s b io la g i ca s s u b s eq ü e n te s (REISINE et a l i i , 1986).

A c e i t a — se que a m a io r i a dos s is te ma s b i o q u í mi c os e fi s io l ó g ic a s s ej am a f e t ad o s p e lo e st re s s e (ANISMAN, 1978; QUIRCE e MACIKEL, 1981; VOGEL, 1987). Assim, a e xp os i çã o aguda a v ár i a s m od a l i d a d e s de e s t i mu l as e s t r es s an t e s induz r es po st as f is i o l óg i ca s m a rc a n t e s e a ltera p r o f u n d a m e n t e os c o mp or t a m en t os s u bs e q u e n t e s em m u i ta s especies, i nc lusive a h umana (HATTINGH,

1986). E ve n to s estressantes, c o m o a a p li ca çã o de e l et r a ch aq ue as p a ta s ou n a t a ç ã o forçada, entre outras, p r om o ve m uma v a ri ed a d e de f en O m e no s c o m o m o d i f i c a ç O e s da a t i v i d a d e locomotora <KATZ e MANICK, 1984), da t e mp e r a t u r a corporal (APPELBAUM e H0LT2MAN,

(16)

(BHATTACHARYA e PARMAR, 1985). Tais mudan ç as d ev em -s e a a t ivação do eixo hi po-f i se-adr enal com e le va çã o dos níveis p i as m a ti co s de ACTH, cortic os te r on a, e do o p ioide beta - endorfina (KEIM e SIGG,

1976; KAT2 e MANICK, 1984; MAKARA, 1985; HOL.SÜN et a l n , 1986; AV A NZINO et alii, 1987). Talvez par issa, d entre as altera ç õe s CDinportamentais mais r e la ta d a s como resposta a estressores, aparece a e l e v a ç ã o do limiar nociceptivo, isto e, a analgesia

(BODNAR et alii, 1980 ; AKIL et a l n , 1984; T ERMAN et a l n , 1983. 1984, 1986; N A B E S H I M A et a l i i , 1985; AMIT e GALINA, 1986).

A a n al g e s i a a s so ci a d a a d iv er s as c o nd ições de e st re ss e é a tenuada ou r e d u z i d a pelo p re — trata me nt o com a nt ag o ni st as o pi á ce as c o mo a n a l o x o n a e a n a lt re x on a (BODNAR et alii, 1978; KATZ e BALDRIGHI, 1983; G I RA RD OT e HOLLOWAY, 1984; KAMATA et alii, 1986). O u t r a s e v i d ê n ci a s para a p a rt i ci p a ç ão dos sistemas o pi óides na m e d i a ç ã o da a n a lg es ia induzida por e s tr es se incluem a d e mo n st r aç ã o do d e s e n v o l v i m e n t o de tolerâ nc ia a nalgésica cruzada à m or fi na e da l ib er a çã o de p e pt i d e o s o pi oi d es ou a l te ração dos seus c o nt e ú d o s em c é r e b r o s de animais submet id os a difer e nt es formas de estresse. Entretanto, a a na lgesia induzida p e lo e st r e ss e (SIA = "stress induced analgesia") p arece ser complexa, pois d i v e r s o s e s t r e s s o r e s e x p er i m e nt a i s p odem ativar d i fe re n te s vias i n i b i t ó r i a s da dor (WATKINS e MAYER, 1982). N este sentida, a a n a l ge s ia i n du zi d a p e lo e s t r e s se de n atação em água quente e nv o l v e v i a s o p i o i dérgicas, e n q ua n to que aquela p ro mo vi da pela n at a ç ã o em á g ua f ri a n ão é m e di a da por o pi ói de s e nd óg en os (0'CONNOR e CHIPKIN, 1 9 8 A ) . T a mb é m a a pl ic aç ão de e l et r o c ho q ue nas p at a s p r o m o v e d i f e r e n t e s f o rm a s de analgesia, na depend ên ci a

(17)

morfina, i n d i ca n do uma m e d ia ç ão e nd óg en a opioidérgica, enqua nt o que o c h oq ue c o n t i n uo nas p at as induz uma a na lg es ia de natureza nâa o p i ó i d e de m es ma m a g ni t u d e (LEWIS et a l i i , 1980, 1981). W AT K I N S et al ii (1982 a, b > d em o n st r ar a m que d c hoque nas

patas d i a n t e i r as produz a n al g es ia reversível por n al ox o na e to l er ân c i a c ru za da â morfina, e nq ua nt o que a a pl i ca ç ão do choque nas p at a s t r a s e i r a s p r o m ov e a n al gesia nâo m e di a d a por vias opioidérgicas.

A s e v e r i d a d e do e s tr e ss e p a re ce ser -fundamental na d e te r m i n a ç ã o da base n e ur o q u i m i c a da a na lgesia induzida pelo e l e t r o c h o q u e inescapavel ou pela natação. G a u me n t o da s ev er id ad e do e s tr e ss e (duração ou i nt en si da d e do c hoque c o n t i n u o , d u r a ç ã o da na t a çã o ou t e m p e r a t u r a da água) produz uma a l t e r aç ã o na m ed ia çã o da a n al g e si a resultante, de s i st em as o pi ói de s para o ut ro s não o pi ó id es (TERMAN et alii, 1986). Esses e o u tr os e x pe r im en to s d e m o n s t r a m c l a r a m e n t e que a a n al ge si a i nd uzida por e s tr es se possui c o m p o n e n t e s o p i ó i d es e/ou não o p ió i de s (BODNAR et alii,

1978; L E WI S et alii, 1980, 1981; C AN NO N et alii, 1984; L E VINE et alii, 1984; AMIT e GALINA, 1986; H N AT O W I C H et a l i i , 1986; KAMATA et alii, 1986; T E R MA N et alii, 1986).

P ar e c e inequívoco, p e lo exposto, que a l gu ma s r e sp os t as ao e s t r e s s e são moduladas, p e lo m enos em parte, por o p ió id es e n dó g e n o s (BAILEY e KITCHEN, 1987; PRZWELOCKI et alii, 1987; L I B H T M A N e YOUNG, 1987; ZAGON e McLAÜGHLIN, 1989). O c h oq ue

(18)

e l ét ri ca nas p at as a ltera tanto os n iv e is p l a sm a t i co s de beta-endorfina, como os h i p o t a l á m i c o s de L e u- e nc e+ a li na (ROSSIER et alii, 1977, 1978). A d ic ionalmente, iâ se m ostrou t a mb é m que a a dm i n is t ra ç ã o aguda de a g o n i s t a s (KOKKA et al i i , 1973; EISENBERG, 1985) e a n t a g o n i s t a s o p i o i d e s (EISENBERG, 1980; J E ZO VA et alii, 1982; SIEGEL et alii, 1982) m o du l a m tanto a secreção basal de

C D r ti c o s t erona q uanto a quela i n du zi da pelo estresse.

Além de m o du l a r e m o limiar doloroso, os o p ioides i n fl u e nc ia m uma ampla v a r i e d a d e de funç&es como respiração, r eg u la çã o do apetite, temperatura, a ti vidade motora, sono, a pr e n d iz a d o e memória, e s t a d o s de r e co mp e ns a e prazer (OLSON et alii, 1987; WOOD e YENGAR, 1988; SIMON e HILLER, 1989). Os p e pt i d e os o p i ô id e s r e g u l a m m ú l t i p l a s funçBes neuroendôcrinas, e tem sido i mp li ca d as na e t io lo g ia de d iv er sa s d i st ú rb io s p si q ui á tr i c a s (ver O L SO N et alii, 1987, para revisão). Altera ç õe s fu n ci on ai s de m e c a n i s m o s o pi o i de s parecem, também, d esempenhar papéis r e l e v a nt e s na epilepsia, t an ta h umana quanta experimental

(ver TORTELLA, 1988, para revisão).

0 e mp r e go de t é c n ic a s e l et r of i s i o l ó g i c a s tem d e mo n st r ad o que os o pi oi de s inibem a a t iv i d a d e de n e u rô n i o s c a r t ic a i s e subcorticais, tendo ação e x c i t a t o r i a ao nivel do hipoc am p o (NORTH, 1979; ILLES, 1982; DINGLEDINE, 1985; CHAVKIN, 1988). A de m on s t r aç ã o de que a a d m i n i s t r a ç ã o intracerebral de p e pt id eo s o pi ô id es a c a rr e ta f e n ô m e n o s e p i l e p t i f o r m e s (URCA et alii, 1977; H EN R IK S E N et alii, 1978), t e m l evado à s u ge st ão de que os o pi ô id es e n d ó g e n o s d e s e m p e n h a m f un çO es n e u r o m o d u l a t ó r i as na o nt o gê ne se e f i s i o p a t o l o g i a d a s c r i s e s e p i 1eptiformes.

(19)

descriçfles de m a n i f e st aç üe s c o nv u ls i va s c o m p o r ta m e n ta i s e e l et r o g r ã f i c a s p r o v o c a d a s por o pi ác ea s em c o el ha s (C0RRAD0 e LONGO, 1961; A LB U S e H E R Z , 1972) e em ratos (VERDEAUX e MARTY,

1954). Mais r ec entemente, URCA et alii (1977) e H E NR IK S E N et alii (1978), m o s t r a r a m que a a d m in i s t ra ç ã o i nt ra -c er eb r o v en t ri c u l ar de m or f in a ou m e t i o n i n a - e n c e f a l i n a em ratos produz crises e p i l e p t i f o r m es c o m p o r t a me nt ai s e e l e t r o g r a f iças, r ev e r t id a s pelo an t a g on i s t a o p iá c e o naloxona. Par sua vez, YOUNG e K H A ZA N <1984) r e la t a r a m e f e i t os el e t r o g ra f i c os d i f e re n ci ai s de a n ta g on i s t as se l et i vo s de r e c e p t o r e s o p io id es dos tipos mu < U ), kappa (K) e si gma <<$ ) .

A a d m i n i s t r a ç ã o s i st êm ic a de morfina aumenta o potencial e p i 1e p t o ge n i c o da p i l o c ar p i n a em ratos de forma d o s e— d e p e n d e n t e e sensível a b l o q u e i o pela n a l o x o n a (TURSKI et alii, 1985). E x i s te m t a m b é m r e l a t o s de redução, por m ec an is mo s opióides, do limiar de c r is e s i n du zi d as por p e n t i 1enotetrazol em ratos, c a m u n d o n g o s e c ãe s (PRZEWLOCKA et a l i i , 1983; FREY et alii, 1986), e a l t e r a ç O es na s e v e r i d a d e de c ri se s a u di o gê ni ca s em c a mu n d o ng o s

(SCHREIBER, 1979). R at os i n je ta d o s com n a lo x on a ou n a lt r e x on a a p r e s en t a m u m a r e d u ç ã o das c ri s es c o m p o r t a m en t a i s p ro v o c ad a s por a b ra s a m e n t o (''kindling") da amígdala. Ainda nesta espécie, a m or f in a p o t ê n c i a os e ve n to s pós-ictais, f o r t a l e ce n d o a h i p ót e s e do e n v o l v i m e n t o dos o pi ói d es e n d óg e n a s no d e s e nv o l v i m e n t o e/ou m a n u t e n ç ã o do f oc o nas c r i s e s induzidas por a br a sa m e n to da

(20)

amígdala (STONE et alii, 1982; M AN SO UR e VALESTEIN, 1984).

V ár i os e s tu do s têm e vi d en c i a da as p r o p ri e da de s anticDnvulsi v a n t e s dos o p iáceos (PLOTNIKOFF, 19765 C OWAN et alii,

1979; M E LD RU M et a] i i , 1979; B A JOREK e L O M A X , 1982; COTTRELL et alii, 1988). Tais c o m po s t o s podem aumentar o limiar para crises induzidas por fluorotil (ADLER et al i i , 1976; COWAN et a l i i .

1981; T O RT E LL A et alii, 1981; T OR T EL LA e COWAN, 1982), p en t i 1enotetraz o] (PR2EWL0CKA et a l n , 1983), e l e t ro c ho qu e maxima

(BERMAN e ADLER, 1984; 6ARANT e GALE, 1985; P U G L IS I -A LL EG RA et a l i i , 1984, 1985; O L I V ER I O et alii, 1985) e outros modelos e xp e ri me nt ai s de e p il ep si a (CHEN et alii, 1976; M E LD RU M et alii,

1979; SCHREIBER, 1979; MASSOTTI et alii, 1984; FREY, 1986). Os p ep ti d eo s a p i ó i d es p a re ce m t am bé m estar e n vo lv i do s nos •fenômenos p ó s - i c t a i s (BELENKY e HOLADAY, 1979; FRENK et alii,

1979; H OL AD AY e BELENKY, 1980; M IS L O B OD S KY et alii, 19B1; TORTELLA et alii, 1981; URCA et alii, 1981; C A L D EC O T T - H A Z A R D e LIEBESKIND, 1982; C AL DE CO TT-HAZARD, 1983; LEE e LOMAX, 1985; GUEDES et alii, 1987).

Por o u tr o lado, U R CA e F RE NK (1980) e s t a be l e c er a m que a morfina, d e p e n d e n d o das c o nd iç õe s experimentais, possui tanto p ropri ed ad es próconvulsi v antes como anticonvulsi v a nt e s em ratos. Na verdade, já foi d e m o n s t ra d a a e xi st ên ci a de um b al an ço entre as p r o p ri e d a d e s e x c i t a t ór i a s e i n ibitórias dos opiáceos. Nesse contexto, C O W A N et alii (1979), b a s e ad o s na c ap ac i da de dos opiáceos em mudar o limiar de c ri s es c o n v u l s iv a s i n du zidas por fluorotil em ratos, p r o p u s e r a m uma d iv i sã o d os m esmos nos seguintes grupos: a q ue l e s com e f ei to anticonvulsi vante, como o

(21)

levarfanol; c a m e-feito p r oconvulsivante, como a meperidina, ou sem e f ei to s e v i d e n t e s nas convulsões, como a e t i 1c e t o c i c 1a z a c i n a . Esses a ch ad os f o ra m p o s t e r i o r m e n t e esten d id os por T O RTELLA et alii <1981), que o b s e r v a r a m que a a d mi n is tr aç ão intracerebroventrn cular de o p ió id es como a b e t a — e nd o rf in a e a etorf i na eleva o limiar das CDnvulsÊJes p r ov oc ad a s por fluorotil em ratos.

O u tr a s e s t u d a s m o s t r a r a m que a a dm in i st r a ç ão central de b e t a — e n d o r f i n a , L e u — e n c e f a l i n a e Met-encefal ina induz crises e p i l e p ti f a r me s e l e t r a e n c e f a l a g r á f i c a s não convulsivas, p o s s iv e l m en t e de o r i g e m 1 ímbica, (URCA et alii, 1977; FRENK et alii, 197B; H E N R I K S E N et alii, 1978), Nesse sentido, a a d mi n i s t r a ç ã o i n t r a c e r e b r o v e n t r i c u 1 ar de L e u - e n c e fa l in a produz c rises e l e t r o o r â f i c a s e alteraçfles c o m p or t am e n t ai s que são a bo l i da s por d ro g a s a n t i c o n v u l s i v antes e s p e ci f ic as para a e pi l ep s ia do tipo p e qu e n a mal como etossuximi d a , ácido v a lp ró ic o e t r i m e t a d i o n a . E s s e s a ch ad as s ugerem a p o s s i bi l i d ad e de um e n v o l v i m e n t o dos s is te m as e n c e f a l i n é r g i cos t am bé m com este tipo de e p i l e p s i a (SNEAD III e BEARDEN, 1980). Por o ut ro lado, o a b r a s am e n t o da a m í g d a l a p r o m o v e um aumenta s i gn i f ic an te nas c o nt e ú d os e n c e f a l i n é r g i cos c e r e b r a i s <VINDR0LA et alii, 1981; M cG I N T Y et alii, 1986). Finalmente, e x is te m e v i d ê n ci a s mostr an do um a um e nt o n o s n í v ei s c e r e b r a i s de M e t -e n ce f a l in a após injeção intracerebral de á ci da kafnica. Tal fato pode estar r e la c io na da às c ri s e s m o t o r a s r e c o r r e n t e s i n du zi da s por esta e x ci t o to xi na (HONE et alii, 1980), que são p ot e n c ia d a s pela a d mi n i st ra çã o p ré v ia de m o r f i n a (SZITRIHA et alii, 1986).

(22)

.

1 1

.

Por D u tr o lado, o a um ento nos niveis desses o p ió id e s em várias r e g i õe s c e re b r a i s d ur an te as convulsftes p ar e ce resultar numa p r e v en ç ã o de c o n vu l s õ es subsequentes, o que s ig m- f i c a dizer que os o p i ó id e s p o d e m desempenhar, ainda, um papel p ro tetor nas convul sÊJes, como ant i convul si v antes endógenas. Tal s ug es tã o está de a c or do com os a c hados de que altas doses de naloxona induzem um -fenómeno epi 1 ept 1 -forme, que foi atribuído, em parte, ao b l oq u ei o de m e ca n i s mo s p r o te t o r es m e diado pei os opioi d es e n dó genos (CHUGANI et alii, 1994) e, em parte, talvez, a uma ação antago n is ta da n a l o x o na em r e c e pt o r e s de B A BA (DINGLEDINE et alii, 1978; S A G R A T E L L A e M A S S O T T I , 1982). O papel anticonvulsi v a n te dos o pi ói de s e nd ó ge no s foi f o r t al ec id o pela o bserv aç ão de -que a i n j eção intracerebral de liquido c e f a l o — raquidiano, r e t ir a d o de ratos submet id o s a convu ls Oe s g en e ra l i z ad a s por eletrochoque, eleva s i g n i f ic a n t em e nt e os limiares p a ra c o n v u l sO e s i nd uzidas por fluorotil em ratos receptores. E s sa a t i v i da d e anticonvulsi vante é inibida por a nt a go ni st as o p ió i de s e p o t en c i a da por inibidores de peptidases, reforçando a idéia do e n v o lv i m e n t o dos s is te ma s o pi ói de s endógenos na mesma <TORTELLA et alii, 1985a). Os p e pt id e o s opióides e n d ó g e n a s p a r e c e m exercer uma ação inibitória sobre descargas e p i l é pt i c a s t am b ém em h u manas <MOLAIE e KADZIELAWA,

1989) .

Tem sido p r o p os t o que as p r o p r ie d ad e s anticonvulsi v antes dos o p i á c e o s e o p i ó i d es s ejam m ed ia da s p r i m a r i a m e nt e via receptores d e lt a ou kappa CPRZEWLOCKA et alii, 1983; T O R TE L L A et alii, 1983,1985; P U G L I S I - A L L E G R A et alii, 1986). No entanto, não

(23)

1984; T OR TE L L A e H D L A D A V , 19B4; T O RT EL L A et a l n , 1985).

A morfina, em particular, quando admin is tr ad a sistemicamente, p a re ce ativar um sistema e p i 1e p t o g e m c o em areas subcorticais, m e d i ad o por r e c e p t o r es o p ioides do tipo delta, alèm de, em altas doses. ativar um sistema c o n v u is i va n t e nào es p ec if ic o l oc al iz a do no córtex e m edula espinhal, não mediado por r e c e p t o r e s o p ió í de s <I K ON OM ID OU-TURSKI et a l i i , 1987). Adicionalmente, e st u do s u t i l i z a n do a a d m in i s t ra ç ão central de ag o ni st as s e l e t i v o s de r e c e p t o r e s o p ió íd es s ugerem gue as crises do tipo p e q u e n o mal r e p r e s e n t e m uma r e sp os ta especí f ic a da L e u - e n ce f a l in a e do receptor delta (SNEAD III e BEARDEN, 1980), ao p a ss o que as c o n v u l s õ e s g e n e r a 1 izadas p ro du zi d a s por morfina e n vo l v er ia m os r e ce p t o r e s mu (SNEAD III e BEARDEN, 1982) e, possivelmente, delta (MAGNAN et a l i i , 1982; KGSTERLITZ, 1985). A re s pe i t o da p a r t i c i p a ç ã o de d i v e r so s t ip os de r e c e pt o r e s o p iá ce os na m od ul a çã o de c ri se s e p i 1eptiformes, há ainda a p os si b i l id a de da p a r t i c i p a ç ã o de r e c e p t o r e s da tipo kappa (MANSOUR e VALENSTEIN, 1985).

LEE et alii (1984) p r o p u s e r a m que as p r o p ri ed ad es a n t i c o n v u l s i v a n t e s dos o p i ó íd e s p as s am estar r e la c i o n a d a s âs suas ações d e p r e s s o r a s g er a i s s a b re o S is t em a N e r v o sa Central ou aos seus e - f e i t D S c o m p o r t a m e n t a i s r e su l t a n t e s da r e du ç ã o de a fe ré nc i a s sensoriais- A lt er na ti va me nt e, os m e s mo s a ut o re s p ro p u s er a m que esses e f e i t o s a n t i c o n v u l s i v a n t e s p os s am estar, também,

(24)

.

13

.

r e l a ci o n a do s a a l t e r a çõ e s nas c o n di çõ es de estresse. De -fato, a l gumas o b s e r v a ç õ e s s u ge re m que o estre ss e ambiental e as in-fluencias n e u r o e n d á c r i n a s deste m odulam as c rises c o nv u ls i va s em g e rb il s (BAJOREK, 19B1). S a b e — se, ainda, que os opiáceos r ed u ze m as r e s p o s t a s ao e s t r e s s e (GEDRGE e LOMAX, 1972) e que a b e t a— e n do r f i n a é liberada junto com o ACTH em r es posta a c on d ições e s t r e s s a n t e s (GUILLEMIN et alii, 1977; HOLADAY e LOH,

1979). A b e t a — endorf i na, por sua vez, possui e feitos anticonvulsi v a nt es em g e rb il s (BAJOREK e LOMAX, 1982) e, coma o utros opióides, atua nas vias e nd óg en as r el a c i on a da s as r e sp o s t as ao estresse.

A l i t e ra tu ra ê e sc as sa e c o n t r ov er ti da a r e sp ei to do r el a c i o n a m e n t o e n tr e e s t r e s se e s us c ep t ib i l i da d e convulsiva. Ha r el a t o s de uma maior o co r r ê nc i a de c rises d urante os p e ríodos de e st r es se em h u m a n o s (TEMKIN e DAVIS, 1984) e em alguns m odelos a n imais (KOPELÜFF et alii, 1954; WADA et alii, 1972; WARD, 1972). CAIN e C O R C O R AN (1984, 1985) m o s t r ar a m que estím ul os e st re ss an te s p odem e x ac er b ar as c r is es i nd uz id a s por a br as am en to em ratos, e fe i to este i nibido pela naloxona, suger in do que m ec an is mo s o pi ó id es e n d ó g e n o s d e s e m p e n h a m papel r e le va nt e na m od ul aç ão das c r is es convulsivas. Por o u t ro lado, O L IV E RI Q et alii (19B3) d e m o ns t r a r a m que o e s t r e ss e de i mo bilização reduz a s u s c e p t i b i l i d a d e de c a m u n d o n g o s a c o nv ul sõ es induzidas por e l e t ro c h o q u e máximo, sendo esse e feito t ambém b l o q ue ad o pelo p r é - t r a t a m e n t o dos a n im ai s com a n t a go ni s ta s o pi ác eo s (PUGLISI—A L L E G R A et alii, 1984). Em c o n c or dâ n ci a c om esses achados, p e p t i d e o s o p i ó i d e s e n d ó g en a s liberados d ur an te o

(25)

e s t r es s e r e d u z e m a incidência e a s e v er id a de de c o n v ul s õ e s e s p o nt â ne a s em g e rb i ls (BAJGREK et alii, 1984), sendo estes e fe i to s s e n s í ve i s ao b lo qu e io por naloxona.

Os r e s u l t a d o s c o n f l i t an t es dos p oucos e st ud os d i sp o ní ve is t en t a nd o c o rr e ia c i o na r d i ve rs as c o nd ições de e st re ss e e s e n s i b i l i d a d e convulsiva, aliados a c om pl e x i da d e da m o d u l aç ã o do f e nô me no c o n v u l s i v a pelas s i s t e ma s o pi ói d es e n d ó g e n o s , levaram-nos ao e s t ud o aqui apresentado. Nele, a va liamos a influência de duas m o d a l i d a d es de estresse, d i fe r en t es do p on to de vista c o m p o r t a m e n t a l : uma passiva, a i m ob il iz aç ão a 4°C; outra ativa, a n a ta ç ão a 20a C, na s u s c e p t i b i l i d a d e a c on vu ls õ e s induz id a s par d i f er e nt e s m e t o d o l o g i a s em c a m un d on g o s . Estas m e t o do l o g i a s são, por sua vez, m o de l o s e x p e r i m e n t a i s c lá ssicos de epilepsias, da tipo 'grande m a l ' (eletrachoque transcorneal máxima) e p e qu en a mal' ou c ri s es de a u sência (quimiochoque por p e n t i 1e n o t e t r a z o l ). ü ácido 3 - m e r c a p t a - p r o p i ô n i c o tem sua a t iv id a de c o nv ul si va a tr i bu íd a a seu e f e it o i n i bi tó ri o sobre a s ín te se do acido g a m a - a m i n o — b u t i r ic o (GABA; M A RLEY et alii, 1986), e n qu an t o que as c o n v ul s õe s d e s e n c a d e a d a s a u d i o ge n i c am e nt e p ar e ce m estar r e l a c i o n a d a s às m o n o a m i n a s c e r e b ra i s (BIZIERE e CHAM8GN, 1997).

Paralelamente, e s t u d am o s o limiar n o c i c e p t i v o de a n imais s u b m e t i d as ás m e sm a s m o d a l i d a d e s de estresse, a va l ia d as par duas m etodologias, a saber: o e s ti m ul o t ér mi c o numa p l a c a -q u en t e (mediado por a t iv a çã o de r e ce p t o r e s o p ió id e s do tipo mu) e o e s ti mu l o qui mico p r od u z i d o p el o ácido a cé t i c o (mediada p r o v a v e l m e n t e por r e c e p t o r e s o p ió i de s do tipo mu e kappa). Como o f en ô m en o d e a n al g e s ia i n duzida por e st r e ss e é b a s t a n t e conhecido.

(26)

esse e s tudo parai el o foi c o nd uz i d o para nos assegurar de que as s it u aç õe s e x p e r i m e n t a i s e m p re g a d as p r o mo v es s e m uma condi ç ão de e st r es se e-fetiva. Assim, e m bora c ie nt e s de que a influencia dos p ep t id eo s o p ió i de s s obre a s e n s i b i l i d a d e convul si va p arece ser mediada pela sua i n te ra çã o com s ítios r ec ep to re s especí-ficas, d if e re nt es a na tô mi c a e f a r m a c D l o g i c a m e n t e daqueles que m ediam a r es posta a n a l gé s ic a aos o p i ó i d e s (FRENK et alii, 1978), co n s id e r a mo s imprescindível a r e al i z a ç ã o de e studos do limiar n o c i c e p t iv d . Em todas as a va li aç õ e s procedidas, tanto nas que se r ef e r e m a s e n s i b i l i d a d e as convulsões, como n aq uelas c on c er ne nt es ao limiar doloroso, a p a r t i c i p a ç ã o dos sistemas o pi oides e n dó genas foi inferida a partir da influencia do p r e- t ra ta m en to com um a n ta g o n is t a o piáceo clássico, a naloxona.

(27)
(28)

.

1 6

.

O B JE T I V OS

O p r e s e n t e e s tu da teve coma objetivos:

A na lisar a i n fl u ên ci a de duas s i tu ações e x p e r im e nt a i s de

e s tr e ss e s ob re a s u s c e pt i b i li d ad e de c a m u nd on go s as c on vu ls õ e s i n d u zi da s por d if e re n t e s metodologias:

- e s t im u la a u d i o g e n i c o <90-110 db)

- penti 1 enotetrazol (60, 75 e 100 mg/kg i.p.)

- á c i d o - 3 - m e r c a p t o - p r a p i ô ni co (10, 30 e 60 mg/kg i.p.) - e l e t r o c h o q u e transcorneal (25, 50 e 150 mA)

V er i fi c a r a e fi c á ci a dos m é todos e st r es s a n te s na p ro mo ç ão de a n a l ge si a em camundongos, a v aliada por dois procedimentos: - p l a c a — q uente (55°C)

- á c i d o - a c é t i c o 0,6 7. i.p.

I nvestigar a p a r t i c i p a ç ã o dos s i st em as o pi ói d es e n dó ge n os na m e di a çã o d e s te s efeitos, a tr avés do p r é - t r a t a m e n t o dos animais com o a n t a g o n i s t a o piáceo n al ox on a (1 e 10 mg/kg).

(29)
(30)

.

17

.

3. M AT ER I AL E M ÉT OD OS

3.1. Ani mais

Fo r am e m p r e g a d os c a m un d o n go s albinos suiças m achos adultos, p e s a n d o e n tr e 20 e 30 gramas, p ro v en i e n te s do Bi ateria Central da U n i v e r s i d a d e Federal de Santa Catarina. Os animais -foram m a n t i d o s em n úm e ro de 20 par g a iola plástica <414 x 344 m 168 mm), em a m b i e n t e com t e m pe r at u r a contro l ad a (22 ■+•/- Io C) e c iclo c l a r o / e s c u r a de 12 h oras não r ev er ti d a (cicia c lara entre 06:00 e 18:00 horas), com livre acesso à água e ração b al a nc ea da (LABINA, P u r i n a Alim. L t d a . ). 0s a nimais p er m an e c i am nos l ab o r at ó ri os de Psi co-f armacol ogi a por, pelo menos, uma semana antes de qualquer m a n i p u l a çã o experimental. Cada animal foi u ti l iz a d o uma ú nica vez. 0s e x pe r i m e n t o s -foram r e a l iz a do s sempre no m e sm o p e r l a d o da dia (08:00 — 12100 horas), para evitar i n fl uê nc ia s c i r c a d i a n a s nas resultados.

3.2. P r o c e d i m e n t o s G erais

0s a n i m a is foram, inicialmente, d iv i di da s em 3 grupas: um grupo c o n t r o l e e dais g ru po s e xp er i me n ta i s s ub me ti d os a duas d i f e r en t es m o d a l i d a d e s de estresse. 0s c a m u n d o ng o s da grupa c on t ro l e f o r a m m a n t i d o s em s ua s gaialas-moradi as, e nq ua nt o que os a ni mais de um dos g ru p as e x p e r i m e n t a i s foram imobilizados, individualmente, em t u b o s p l ás t ic o s (80 x 26 mm de diâmetro, com

(31)

perfurações) , senda c o lo c a d o s em g el ad ei r a a 4o C, por 30 minutos (a partir d e s te m om e nt o esse grupo sera d e no m i n ad a apenas i m ob i l iz aç ão ou i mo bi l iz ad o no texto). Os a nimais do outra grupo experimental -foram submetidos, por 3 minutos, á natação forçada, em um r e c i p i e n t e p lá st i c o <700 x 460 x 210 mm) CQm água

0

à t e m p e r a tu r a ambiente, 20 C (designado como n at aç ã o daqui em diante); após esse período, os c a m u n d o n go s foram d ei xa do s por 5 m inutos em papel a b s o r v en t e em uma gaiola p lá st ic a (303 x 193 x

126 mm), para s ec a ge m dos pélos.

Todos os g r u po s de animais, controle, i m ob il iz ad o e s u bm et id o â natação, foram a v al i ad o s em r el a çã o a dois parâmetros: 1) s u s c e p t i b i l i d a d e a c o nv ul s õe s e 2) analgesia, como d e scrito adiante, na p re sença ou a us ência de n a lo x on a (1 ou 10 mg/kg, via subcutânea). 0 p r é - t r a t a m e n t o com a naloxona, um a ntago ni st a o p iá ce o c l á s s i co (WASACZ, 1981; MARTIN, 1984), ou com solução s alina c o n t r ol e (NaCl 0,9"/0, foi r e a l iz a d a 30 minutos antes da a v a li a çã o da s e n s i b i l i d a d e c o n v ul s iv a ou da limiar d ol oroso nos três g ru pa s de animais. Assim, no casa do grupa submetido à imobilização, a n a l o xo n a foi a dm in is tr ad a i me d ia ta me nt e antes do inicia da estresse, e no g rupo s u b m et id a à natação, 22 m i n u t o s antes dessa situação.

3.3. A v a l i a ç ã o da S u s c e p t i b i l i d a d e C o nv u l s iv a

(32)

.

19

.

opióides e n d óg e no s na s e n s i b i l id a d e convul s iv a dos animais, e mp r eg am os d i f e r e n t e s m e t o d o l o g i a s indutoras de convulsões, a saber: e s ti m u l a ç ã o audiogènica, p e n t x l e n o t e t r a z o l , ácido 3 - me r c a p td— p r o p i ô ni c o e e l ç t r o c ho q u e t r a n s c o r n e a l .

3.3.1. C on v u l sü e s induzidas por estímulo audiogénico

N ov e nt a a n imais -foram submet id os a e st i mu la çã o a udiogènica n um a c ai xa (320 x 225 mm de diâmetro), conte n da uma fonte sonora de 90 - 120 d ec ib ei s e 10 - 20 kHz (FUNBEC), acionada no m o m e n to em que o animal era posicionado, individualmente, no c e n t ro da mesma. 0 e st im ul a sonaro era mantido até que a c a m u n d o n g o a pr es en ta ss e m a n i fe st aç õe s convulsivas, ou, no máxima, par 120 segundas. A fonte sanara fai ligada 30 m i n u t o s após a p r é - t r a t a m e n t o com n a lo xa na ou s alina em todos os grupos. A e s ca la de g r ad uação das r e sp ostas comportamentai s à e s t i m u l a ç ã o a u d i og è ni ca está d i sp o st a na Tabela IA.

3.3.2. ConvuJ sites induzidas por penti 1 ertotetrazol

T rinta m i n u to s após a p r é - tr a ta m e n to com n al o xo na ou solução salina, isto é, i m e d i at am en te apos o p er lo d o de estresse, 270 c a m u n d o n g o s f o ra m injetados, via i n t r a p e r i t o n e a l , com diferentes d o se s de p e n t i 1enatetrazol (60, 75 e 100 mg/kg). Foram registrados a l a tê nc ia para o a pa r ec i me n t o do p r im e ir a e p is ó di o convulsivo, a d ur a çã o d es sa p r i m e ir a c o nv ul s ão e o p a d rã o da mesma e a letal i da de d o tratamento. A escala de g ra d ua çã o das

(33)

r e sp o s t a s c o n v u l s i v a s ao p e n t i 1enotetrazol esta d is po s ta na Ta b el a 1B- 0 t e m p o m á xi mo de o b se r v a çã o -foi de 30 m in u ta s (1800 s e g u n d o s ) .

3.3.3. Convul s&es induz idas por àcido 3 - m e r ca p to - p r op i ô n ic o

L o g o após a s u bm is s ão dos animais ás di-ferentes m e t o d o l o g i a s estressantes, 270 c a mu nd o ng os foram i nj et ad os com d i f e r e n t e s doses de ácido 3 - m e r c a p t o - p r o p i ô n i c o (3MP; 10, 30 e 60 mg/kg), por via i n tr a —p e r i t o n e a l . Foram regj s tr ad os os mesmos p a r â m e t r o s d e s c r i t o s em 3.3.2. para o p e n t i l e n o t e t r a z a l .

As o b s e r v a ç õ e s c o mp o r t a m e n t a i s das c o nv ul s õ e s induzidas q u i m i c am e n t e (penti1enotetrazol e acido 3 - m e r c a p t o - p r o p i ó n i co) f oram f ei ta s em c a ix a s de v id ro (270 x 150 x 175 mm), fechadas, p r o v id a s de u m chão telado.

3.3.4. C o n v u ls õ e s induzidas por e l e t r o c ho q u e transcorneal

C a m u n d o n g o s (n = 270) f oram s u bm et i do s a um c ho qu e e lé t r ic o trans co rn ea l e m it i d o por uma fonte, com os s eg ui nt es parâmetros: p u l sa s r e t a ng u l a r e s de 25, 50 ou 150 mA de intensidade, a 60 Hz por 200 msec de duração, sendo r e g i s t r a d a s a d ur ações do c o m p o n e n t e flexor e do extensor d e ss as c o n v u l s õ es i nd u zi da s ea letal i dade do tratamento. Essa m e to d o lo gi a c o n v u l s i v a n t e foi a p li ca d a aos a ni mais i m e d ia t am en te após o pe r ío do de estresse, ou seja, 30 m i nu ta s d ep oi s do p r é - t r a ta m e n to com n a l o xo n a ou s olução controle.

(34)

.

21

.

3.4. A v al i a ç ã o da N o ci c e p cã o

3.4.1. Método da p l ac a -q u e n te ("h o t - p l a t e " )

N ov e n t a c am u nd o n g os -foram colocados, individualmente, no centro de uma p laca de a lu m ín io s us pe ns a num b a n h o- m ar ia a 55 + /— 1° C, e c o b e r to s com um funil de v idro conico (200 mm de d iâ m et ro e altura m á xi ma de 40 mm). O t e m p o de r e aç ão térmica de cada animal foi r e g i s t r a d o como a 1a tencia para a m a ni f e s ta ç ão do c om p or t a m en t o de lamber as patas e/ou pular na placa. Os animais foram r e t i r a d o s da p laca a ssim que r e a gi s se m ao e st imulo t ér mi c o ou, no máximo, 30 s e gu n do s após o inicia do teste. 0 mesma procecfi m en ta fai r e p e ti d o a cada 15 m in ut as por uma hora c on s ec ut iv a ao p e r i o d o de estresse, após o p r é - t ra t a m en t o com naloxona ou salina.

3.4.2. Método das contorçt)es abdominal s ("nrithing") i nd u zi da s por àcido acético

Os a n im ai s <n => 1B0) f or am injetadas, pela via intraperi toneal , com s ol uç ão de á cido a c ético 0,67.. Apos um periodo de 15 minutos, o n úm e ro de c o nt or ç üe s abdomi n a is a c om p a nh ad as de e xt en s ã o de, pelo menos, uma pata traseira, foi re g is tr a d o por c inco m i nu to s consecutivos. N um outro grupo, a avaliação do n úm e ro de c o n t ar ç ü e s a b d o mi na is após a d mi n i st ra çã o i.p. de ácida a cé ti ca foi feita em 10 p er ío d os c o n s e cu t i v as de 2 minutos cada ( p e r i o d o total de o b s e rv a ç ã o de 20 minutas. Em ambos os g r up o s o e st i m ul o d o l o r o s o q u ímico foi a p li ca d o 30

(35)

m i nu to s apos o p r e - t r a t a m e n t o com n a lo xo na ou solução c o nt ro le e i me d i at a me n t e após o p er í od o de estresse.

3.5. D rogas e vias de a d m i n is t r a çã o

- A c i d o acético, P.A. (Reaqen, Q u i mi br ás Ind. Quim.S/A) t

- A c id o 3 - me rc apto-propi ònica (Sigma Chem. Co. )

- Naloxona. c l o r i d ra t o de (Endo Labs.)

- P e n t i 1enotetrazol (Ind. e Com. K n o l 1 S/A) (Para m e c a n i s m o s de ação ver Tabela 2)

As d r o g a s -foram d il uí da s em solução f i si ol óg i ca (NaCl 0,9%), sendo que o ácido 3 - m e r c a p t o - p r o p i ó n i co teve seu pH aj u stado para 6.8 com N aO H 0.1 N. Todas as soluçdes foram ad m in i st r a d as em um v o l um e de 0,1 m l / 10 gramas de peso c o r p o r a l .

A via s u b c u t â n e a foi e m pr e g ad a para os p r é — t r at am en to s com n a lo xo n a ou com s ol uç ão salina c on tr o l e (NaCl 0,9%). □ ácida 3 -m e r c a p t o —propiOnico, o p e n t i 1enotetrazol e o ácida a c ético foram a d m i n i s t r a d o s por via i n t r a p e r i t o n e a l .

3.6. A n á l i s e e s ta t í s t i c a

A a ná l is e e s ta t í s t i c a da latència para o a p a r ec im en to de m an i fe s ta ç õ e s c o n v u l s i v a s i n du zi d a s por e s t i mu la çã o audiog è ni ca foi p r o c e di d a a t r a v és de uma a ná li se de v ar iâ n ci a (AN0VA) b i d i r e c i o n a l , t e n do c o mo v a ri á v e i s i n d e pe nd e nt es a s it ua çã o de

A

(36)

.

23

.

Qu a nd o uma d es s as v a ri áv e i s a p r es en ta va signi-ficancia e s t a tí st ic a -fazia-se uma a ná li se uni v a riada da mesma, seguida do teste de N e w m a n - K e u l s para c om p ar a ç õ es múltiplas.

A si gni -f i cânci a global nos p ar âm et ro s da m a ni f es ta çã o c o n v u l si v a (latência, d u ra ç ão e grau) induzida por p e n t i 1enotetrazol foi d e te ct ad a e m pr e g an do -s e uma ANOVA b i d i r e c i o n a l , sendo a c on di ç ã o de e s tresse e o p r e - t r a t a m e n t o as

-S

va r iáveis i n de pe n d e nt e s (ver T a belas II a VII do A P E N D I C E ) . No caso de d et ec çã o de s i gn i fi c â n ci a em algumas d essas variáveis, as c o m p a ra ç õ e s m ú l t i p l a s entre os g ru po s c on t ro le e e x p e r im e nt a i s foram p r oc e d i d a s pelo t e st e de N e w m an -K eu ls para cada uma das va r iáveis independentes, e s tr es se ou pre-tratamento.

□s r e s u l t a d o s r e la t i v os às c on vu ls õe s induzidas por ácido 3-mer c ap to -p ro pi ôn i co f oram a n al is ad o s como d es cr i to para o p e n t i 1 e n o t e t r a zd1 , a ssim como aqueles obtidos com o e l e t ro c h o qu e transcorneal. Os d a do s e s t a t í st i c o s estão r e p r e s e n t a d a s nas T abelas VIII a XIII e XIV a XXII do A PE NDICE , respectivamente. Neste último, os p a r â m e t r o s a n al is a do s foram o t em po de flexão, o t empo de e x t e n s ão e a r a zã o t e mp o de extensão/ t em po de flexão.

A s e v e r i d a de das c o n vu l sõ e s induzidas p e la s d i fe re nt es me t od o l o gi a s foi r e g is t r a da com o auxilia de e sc al as e os graus atribuídos âs r e sp o s t a s c o m p o r t a m e n t a i s foram a n a l is a d o s como descrita, à e xc e çã o do e mp r eg o do teste de Dunn (não paramétrico) para as c o m p a r a ç õ e s múltiplas.

A i nc id ên c i a de m o r te s p r om ovida pelos d i v er s os agentes convulsi v a nt e s foi a n a l i s ad a p e lo teste de Fisher.

(37)

quente -foi a n a l i sa d a estati s ti c a m en t e pelo mesmo método e m pr egado para os o ut ro s d a do s p a r a m é t r i c o s , isto é. ANOVA bidirecional , com a c on di ç ã o de e st re s se e o p r e - t r a t a me n t o como v ar iá v e i s independentes, para o tempo de r e ação t é rmica obtido i m ed i at a me n t e apos a e x p o s iç ã o ao e st re s s e (Tabela XXIV do

A

APENDICE). Q u a n d o a lguma si gni-f i canc 1 a era detectada para uma dessas variaveis, p r o s s e g u i a - s e á a n álise através do teste de N e w m a n — Keul s para cada uma delas. Os dados re-ferentes ao número total de c o n t o r ç õ e s após o e s t i m u l o químico (ácido a cético 0,6'/.)., por 5 d u 20 minutos, -foram t ra ta d o s e s t a t is t ic a m e nt e da mesma

maneira (Tabelas XXV e XXVI do APENDICE).

As o b s e r v aç õ e s t e mp o r a i s da a v al ia çã o do limiar d o lo ro so pelo m étodo da p l a c a — q u ente <1 hora a i ntervalas de 15 minutas) ou p el a a d m i n i s t r a ç ã o intrap e ri to n ea l de ácido a c ética (20 minutos a p e r í o do s c o n s e c u t i v o s de 2 minutos) -foram submet id as

à a ná li se t r idirecianal e e st ão r e p r e s e n t a d a s nas Tabelas XXIV e XXVI do APENDICE.

C o n s i d e r o u - s e coma i nd ic at i v o de significância, em qualquer d o s t e s te s empregados, a existê n ci a de um nível de p r ob a bi l id a d e igual ou inferior a 5/1.

N as t ab e la s e st ão r e p r e s e n t a d a s as m é di as e os r es p ec ti vo s erros-padrões, r e l a t i v a s aos p a râ me t ro s o b se rv ad os experimentalmente. Nas -figuras, a r e p r e s e n t a çã o grâ-fica -foi -feita em p o r c e n t a g e m do valor m édio o b s er v ad o na grupa p ré -t ra ta do com s o lu ç ão s al i na -fisiológica, n ão s ub me t id a à c on di çã o de estresse.

(38)

.

25

.

Tabela 1 - E s c a l a s de g r ad ua ç ã o de r es postas comport a m e n t a is a di f e re nt es m e t o d o l o g i a s convuisivantes. A) E SC A LA DE R E S P O S T A S A E S T I M U L A Ç AO A U DI O G ÈN IC A ÍREA) Grau R e sp o s t a comportamental 0 Não r e s p o n s i v o (parado) 1 C o m p o r t a m e n t o e xp lo r at ó r i a reduzida -5 C o m p o r t a m e n t o e x pl o ra t ó r io normal 3 "J u m p i n g " B) E S CA LA DE R E A Ç Õ ES A CONVUL.SI V A NT ES QUlVlICOS (PTZ*, 3MP*> Sr au R e s p o s t a comportamental 0 Nã o a p re s e n t a c o n v u l s O es

1 A p r e s e n t a uma c on v ul s ão c lônica

2 A p re s e n t a mais de uma c o nv ulsão clónica

3 A p r e s e n t a c on vu l sã o t ón ic o e d epois c o n v ul s ão t ò nico- - cl ô ni ca 4 A p r e s e n t a c o n v u l s ão t ô n i c o - c l Ó ni ca e d epois c o nv ul sã o tônica. 5 A p r e s e n t a a p e na s c o nv u ls õ e s t ô ni c o — c 1ô nicas 6 A p r e s e n t a c o n v u l s ã o t ô n i c o — c lônica e. a s e g u i r ,morte * PTZ * p e n t i 1e n o t e t r a z o l ? 3 MP * á ci do 3 - me r c a pt o p r o p iô n i c o

(39)

T A B E L A 2 - M e c a n i s m o s de a ç à o d a s d r a g a s e m p r e g a d a s z e p i n i c o -i o n ó f o r o d e

(40)

Referências

Documentos relacionados

5 “A Teoria Pura do Direito é uma teoria do Direito positivo – do Direito positivo em geral, não de uma ordem jurídica especial” (KELSEN, Teoria pura do direito, p..

O CES é constituído por 54 itens, destinados a avaliar: (a) cinco tipos de crenças, a saber: (a1) Estatuto de Emprego - avalia até que ponto são favoráveis, as

Dessa forma, a partir da perspectiva teórica do sociólogo francês Pierre Bourdieu, o presente trabalho busca compreender como a lógica produtivista introduzida no campo

e) Quais são os elementos de ligação entre a política pública construída como fomento no município de Campinas e aquelas discutidas em suas intencionalidades pelo

Adotam-se como compreensão da experiência estética as emoções e sentimentos nos processos de ensinar e aprender Matemática como um saber epistêmico. Nesse viés, Freire assinala

dois gestores, pelo fato deles serem os mais indicados para avaliarem administrativamente a articulação entre o ensino médio e a educação profissional, bem como a estruturação

Após a colheita, normalmente é necessário aguar- dar alguns dias, cerca de 10 a 15 dias dependendo da cultivar e das condições meteorológicas, para que a pele dos tubérculos continue

Para preparar a pimenta branca, as espigas são colhidas quando os frutos apresentam a coloração amarelada ou vermelha. As espigas são colocadas em sacos de plástico trançado sem