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presos consli-
0 0 NORTE DE PORTUGfl1
vezes o efeitos perversos.iuem o imagem Foi o coso de solicitação
d e marco d o de medidos burocráticos,
e c o n o m i a d o em
19
14,
no sentido d oNorte d e Poriuaol. N o indiisirio. no comércio, no ~limitoção do indústrio as ióbricos octuolmente existen- banco ou nos seguros o pequeno dimensão dos orgo. tes. enquanto não for reconhecido o necessidade do nizoçòes empresoriois tem sido o tónico dominante de suo omplioção ou crioçõo de ouiros novos e justifico- um crescimento económico lento e orrosiodo. N o ver- do o suo
utilidade
poro o desenvolvimento do indús- dode, os ondas de choque do indusiriolizoção inierno- irio."l, princípio que, de repetido, ojudoró o construir cionol, a o longo dos iiltimos dois séculos. pouco mais o mecanismo burocróiico d o .condicionomenio indus- susciiorom d o que esiroiégios defensivos, d e puro trial. pelo Estado Novo.sobrevivência, nomeadomenie airavés de apelos per- Este quadro não obstou o que se desenvolves- sisientes oo proieccionismo como formo de solvoguor- sem olgumos componhios por acções nos vórios ramos dor um mercado inierno limilodo. manieiodo por uma
ogriculturo de subsistêncio e uma rede de comunico- çòes insuficiente e incopoz. Bosioró dizer que os lo- meniocòes sobre o perda do mercado brasileiro, com o reclomoçõo permanente de celebiação d e um troto- d o preferencial o que o Brosil sempre se recusou, orrosiorom-se oié aos finais d o século passado, só eniòo se direccionondo olgumo aienção poro os mer- codos ofriconos, espaço económico que o economio nortenho ignorara oié então. Por outro lodo, ieniotivos d e foriolecimento empresarial. oirovés de fusões ou absorção de ouiras empresos erom raras, ocontecen- d o quose só no banco e nos seguros em conjuniuros de crise e os vezes por imposição externo (crises de
1876.
de1890,
de1925.
dos anos30).
N o resto.o mercado encorregovo-se d a ~iriogem*. eliminando os empresas menos concorrenciois ou de menor elosii- cidade.
E,
nos momentos de exponsão, os empresasindustriais quose sempre o estrotégio d e
resposio pontual, através d o irobolho domiciliário ou d o subconiroioção, d o que partir poro dispositivos de
actividades, nomeadomenie nos têxteis e nos irons-
concentração
horizontal
e/ou vertical.O
medo d o N A R C I S O F E R R E I R A*crise, perfilovo.se coniinuamente como um dissuosor conirndador r G,.O cruz da ordem do M C ~ I ~ O ngiicala
.
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Grande OFsiol ds Ordem dc BEnemci6ncia
d e expansão empresoriol, preferindo os industriais N~~~~ em 7-7-1862, "O ~~~~~~i~ de P ~ ~ O ~ F . r a r n o i i c ~ ~ conoelor os seus empreendimentos com visto o não inlrcru em P-3-1933. n# IrquerC de Riba d'Ar+ F ~ m a l i c ~ o
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portes. dominondo ainda no sector boncório e segu- rador, desde os meados d o século possodo. N o s ironsportes criorom-se olgumos desios componhios que consliluiram autênticos insucessos [principolmente no tronsporle morílimo. coso do Componhio luso-Brosilei-
ro, ou do Progresso Morítimo d o Porto). Já nos iêxieis surgiram unidades indusiriois desie tipo que se revelarom eficozes e duradouros, apreseniondo uma maior concen- troção de copitois, de equipamento e de mãodwbra, iornandwse mesmo exemplares foce
ò
paisagem empre- soriol circundonie [cosos da Componhio de Fioção Por- Iuense, do Componhio Fobril deSalgueiros,
do Compo- nhio de Lonifícios de lordelo, entre ouiraslf2'. Coniom-se, no entonio, pelos dedos dos mãos estas excepçòes. N otudo se posso como se o empreso indusiriol,
comercial
ou finonceiro decolcosse o rocionolidode e odimensionomento porodigmáticos do minilúndio do N o - roeste: regro gero!, a empreso é pessool. controlodo, criodo com ofecto. em reloção a quol há medo de crescer e de poriilhor o copiial e o responsobilidode, emboto se nòo previno o seu estilhoçor no possogem a segundo ou terceiro geroção por via da herança.
O
modelo de crescimento e de desenvolvimento ba- seodo na gronde empresa, que Schumpeier considero como responsóvel pelo inovoção [enquonio mudonçonos processos de fornecimento de bens, tois como o iniroduçóo de novos produios. novos métodos de pro- dução. o oberiuro de novos mercados. o conquisto de novos ionies de moiérios-primos, a crioçõo de novos orgonizoçòes empresariais), ou melhor, pelo codeio de inovoções capaz de ultropossor os foses depressi- vas dos ciclos económicos e relonçor o economio. constiiui um quadro que não se adequo a observoção d o economio d o Norte de
Portugal.
E
poderio ser de outro modo, lace as limitoçàes de recursos, de ener- gia. de mercodo. de instruçòo. d o climo sócio-institu- cionol, do intensidade desso valvulo de escope dos tensões sociais que dó pelo nome de emigroçõo, do viscosidode poli~ico-económico o que iradicionolmente estão sujeitos os grandes oportunidades de negócio? N ã o se pôde ou não se soube? Interrogação que constitui octuolmente um pólo de debate"'.A verdode é que ainda hoie se continuo o observor o predominãncio de configurações empresoriais seme- lhontes as do quodro ocimo ciescrito. Depois do surto
de
modernização
que se orrosio desde os anos50.
com os Plonos de Fomenio e a ~mpiernenioçòo de uni- dodes indusiriois tecnologicomente avançados (electri- cidade. siderurgio e reiinoçãol. depois d o sopro verifi- cado com o iniegroçòo de Porlugol no
EFTA
e o pre- poroçòo poro o abolição dos iorilos oduoneiros que se perspectivava poro1980
e que levou o crioção e/ou reorganização de diversos empresos, depois d o mais recente envolvimenio noCEE,
o perfil-iipo do em- presoriodo d o Norte conlinuo o ser descrito d o se. guinte modo por António Figueiredo: umo capacidade de empreendimento e de inicioiiva que se sobrepõe ò capacidade organizotivo; a sobreposiçòo de funções no empresário em detrimento da d i v e r s i l i c ~ ~ ã o no inte- rior do empresa; froco propensõo o inveslimenros noformoção e capacidade limitado de acumulação de conhecimen~os e de tecnologia; fraca receptividade a
financiamentos
que impliquem partilha de capitol, comrecurso a património pessoal e. em consequéncia, debilidades de capital; fraca propensõo a novas for- mas de promoção da imagem empresarial, cama se- jam as preocupações ambieniaisl".
O u seia, a história industrial do Norte de Portugal com tinua a representar o dominio d a pequena e média empresa, com o investimenlo tecnoiógico a fazer-se lentamente e por experimentação. sem esmagar de formo decisiva as características artesanais que lhe são inerentes. Desta forma, não admira que mesmo tentativas autoritárias como a política de .reorganiza- ção industriol~ do Estado Novo, que teve em Ferreiro Dios o seu principal expoente e visavo ultropassor a
pulverização
industrial, constituisse um frocosso. comresultodos mínimos a o nível da concentraçõo e verifica- dos apenas em sectores débeis e pouco significativas do tecido económico. Outra coisa nõo se poderia es- peror de um proiecto que visava .a substiiuição de um equilíbrio de ~ o d e r e s privodos por ouira, o que nunco coslumo fazer-se sem lronsigências múluas~"', enquon- to o tecido empresarial se mostrava ocimo de tudo cioso do sua propriedade, cada um tentando ocimo de tudo fazer prevalecer a sua própria empresa. como o próprio Ferreiro Dios reconheceu publicamente. Constitui este quadra um rhandicap* incontornóvel? Crescer e concentrar foi a linha tendenciol d a proces- so de industrializaçõa, em reestruturaçães sucessivas, assegurando o crescimento e criando os poderios eco- nómicas. Mas, mesmo nos países mois industrializa- dos, a dominaçõo do paradigmo d a produçõo em série, susientodo em tecnologias sofisticadas mas rigi-
das e em mãodeabra pouco qualificada, não conse- guiu eliminar as tecnolagias baseadas em sistemas artesanais, onde a qualidade da mão-de-obro, a ino- vação e o adaptaçõa sõa mais operativos e permiti. tom a sobrevivência e persistência de pequenas unida- des empresoriois paralelas e complementares das de fabrico em série. Longe de constituir apenas uma etapa inicial do processo de industrialização, a produ- ção de tipo artesanal manifesta-se coma uma realido- de paralela, ancorada no sistema dominante, facilita- da por caracterísiicas como o dispersõo, a mobilida- de. a vulnerabilidade e a elasticidade que enformam estes rnicraprod~iores'~'. Neste sentido, autores como Piore e Sabel. com base sobretudo em estudos sobre o Norte de Iiália, defendem que numa fase de ruptura industrial coma o que vivemos, o lançamento da espe- cializaçõo flexível, enquanto estralégio assente no pa- radigma artesonal de produçõo, pode ser urna solu- ção para o relançomento económico. Vislumbro-se assim o retorno
á
pequena empresa. polivalente, mascom trabalhadores capozes de assegu.
rarem o inovoção permanente. numa adaptação inces- sante ás mudonças de mercadol'l. Será que um tecido industrial como o do Norte de Poriugol poderá tirar partido deste cenário, ió que o reestruturoção se apre- senta como mois leve, sem os custos económicas e sociais que a reciclagem das grandes unidades indus- triais implica? N õ o oponta nesse sentido, ao fim e ao cabo. a mensagem de Michoel Porier, a o oconselhar a aposta nos ~clusters- tradicionais, estruturados em pe. quenas empresas. como estratégia de campeii~ividade? Deixemos, porém, os cenários do futuro à prospectiva e, necessoriomente, os novas mitologias. Pela nossa parte. somas historiadores e par isso perguntaremos de forma retrospectiva:
os comporiomenios e os esiroiégios que, o o longo do
- Como chegámos oqui?
- Como se comporlou neste clirno esse .microcosmo do copiiolismo~ que dá pelo nome de empresa? De que formo se esiruiurou poro responder oos desofios d o mercodo e do coniuniuro?
-
E
o empresário? Que percurso empresoriol opresen- to? Quol o suo inserçáo sociol? Como utilizou no interior d o sisiemo o sua morgem de liberdode de acção? Que modolidodes usou na mobilizoçõo e combinoçáo de iociores? Que esiroiégios subiozem ás suas decisões?-
E
o occõo coleciivo? Como se relocionorom os em. presorios enlre si, como se esiruiurarom os seus grupos de pressão, como se processou o clorificoçõo colecii- vo do realidade? Quois os obieciivos. os meios de ocçáo e o sua eficócio?Inierrogações densos que nos remetem poro o vio dos estudos de cosos - o hisiário de empresos e de osso- cioções e o biogrotio de empresários
-
como formo de responder poniuoi e irogmenioriomenie o olgumos dos questões acima levoniados.Considerondo que
O
Tripeiro, dodo o suo especifici- dode, pode consiiiuir um elemento de medioçáo enire invesiigodores e empresários ou leiiores inieressodos por esio lemálico, procuroremos oqui regularmenie opresenior em perspeciivo hisiárico cosos de empre. sos, de empresários ou de inicioiivos por eles desen- volvidas, socorrendo-nos dos elementos disponíveis em biblioiecos e orquivos, nomeodomenie os de posse poriiculor que mosirorem abertura poro este efeiio. Trota-se de descera
reolidode e ienior compreendertempo, conferiram especificidade o o tecido empresa- rial d o Norie nos mois diversos ramos de ociividode. O u seio, d e observor como o empresário se torno *indusirioso~ e descobre novos ~uiilidades*. conferindo volor airovés de novos
combinações
o obiecios onies pouco considerodos no mercodo. no linho d o que oponiovo há já dois séculos Jeon Bopiisie Soy'", os. pecios depois enfoiizodos por ouiores como Sombori ou SchumpeierM a s como é sobido. os livros de conios, diários e memorias de empresos e empresários necessários oo delinear dos percursos empresoriois nõo obundom nos orquivos públicos, dodo o suo propriedode piivodo. Doqui o apelo oo dialogo com ernpresórios ou seus fo miliores poro que
facilitem
o estudo histórico desses po péis e oiudem o dor vido oos ogenies economicos que, molgrodo iodos os deierminismos e consirongimenios, desernpenhorom um papel viiol no esiruiuroçõo do eco- nomio, ossumindo-se como proiogonisios.E
nesio pers. peciivo que o coluno 43npresos e Empre-sários. que hoje oqui se inicio pretende JORGE monier correspondência com os leiiores FERNANDE~
que poro isso se di~~onibilizorem. ALVES'
Universidade do Porio
-
Foculdode de Leiros(1) Associoçõo Industrial Portuense. livro de Acios do Direc- çóo, 1906.1414. Secundovo-se um coniunio de medidos preconizodos pelo Associação indusiriol Poriugueso, por igicio- tivo do classe dos olgodoeiros.
(2) Poro umo obseivoçõo do evoluçõo dos componl~ios iexieis no tionsiçõo do século. cf. b i s Firmino de 0l;veiro. Indúsirio Algodoeiro. 1887- 1903. Porio. 1904
(3) Cl.. por exemplo. Joime Reis. O Airoso Económico Porru.
9 ~ 6 5 , 18501930, Lisboo, Imprensa Nocionol, 1993. E Mo.
ria Filomeno Mónico. Os Grandes Poiróes do Indúsirio Poriu- gueso, Lisboa. Dom Quixoie. 1990.
(4) Cf. António Figueiredo. @olitico indusiriol e modelos em- presariais no Norte de Poriugal,, A Indúsirio do Noile - Opi. nióo e Análise, n.* 1. 1994. pp. 1 14-1 24.
( 5 ) Cf. Francisco Pereira de Mouro. Reorgoniíoçóo dos lndús. irias. Lisboo, 1960.
( 6 ) Cl. Chiistine Jaeger. Ariisonoi ei Copiiolisme
-
Lén~,ers de 10 roue de I'hisioire. Poris, Payot. 1982( 7 ) CI. Michoel J. Piore e Chorles F. Sabel, 10 Segunda Rupruro Indusiriol, Modrid. Alianza Editorial, 1990.
(8) Cl. Jeon Boptisie Say. Cours Complei d'Économie Poliirque Pratique. Tomo I. Poris, 1828. p. 176.