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Portugal Alimentação Saudável em Números, 2015

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Programa Nacional para a Promoção

da Alimentação Saudável

PORTUGAL

Alimentação Saudável

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(3)

Programa Nacional para a Promoção

da Alimentação Saudável

PORTUGAL

Alimentação Saudável

em Números

– 2015

DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE, LISBOA

março 2016

(4)

ISSN: 2183-0738 Periodicidade: Anual

EDITOR

Direção-Geral da Saúde

Alameda D. Afonso Henriques, 45, 1049-005 Lisboa Tel.: 218 430 500

Fax: 218 430 530/1 E-mail: [email protected] http://www.dgs.pt

AUTORES

Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável

Pedro Graça

Sofia Mendes de Sousa Andreia Correia Clara Salvador Jessica Filipe Joana Carriço Maria João Gregório

Direção de Serviços de Informação e Análise

Paulo Jorge Nogueira Carla Sofia Farinha Ana Lisette Oliveira Ana Paula Soares Maria Isabel Alves Matilde Valente Rosa Tânia Mendanha Carolina Silva José Martins

Com a colaboração de: Sofia Rocha e Diogo Silva (SPMS) Nuno Oliveira (INFARMED)

LAYOUT E IMPRESSÃO

Pinto Azul, Unipessoal Lda.

Calçada Santo António, nº9 R/C Dtº . 1150-313 Lisboa Lisboa, fevereiro de 2016

(5)

|SIGLAS 05

|1. APRESENTAÇÃO PNPAS 07

1.1 Introdução 07

1.2. Objetivos 08

1.3. Atividades desenvolvidas no âmbito do PNPAS 09

1.4. Atividade de investigação desenvolvida no âmbito dos EEA GRANTS 11

1.5. Atividades de promoção da literacia alimentar e nutricional e a capacitação dos cidadãos de diferentes estratos socioeconómicos e etários 12

1.6. Atividades de colaboração intersetorial 14

|2. CONSUMO ALIMENTAR 16

2.1. Consumo alimentar e saúde 16

2.2. Disponibilidade alimentar 17

2.3. Consumos de sal pelos Portugueses 24

2.4. Modelos de intervenção para a redução da oferta de sal 29

2.5. Perfil da gordura trans dos alimentos Portugueses 30

2.6. Perfil do consumo de álcool 31

2.7. Hábitos alimentares em adolescentes 34

2.7.1. Pequeno-almoço 34

2.7.2. Frutas e hortícolas 36

2.7.3. Doces e refrigerantes 38

2.7.4. Café 40

|3. ALGUNS DETERMINANTES DO CONSUMO ALIMENTAR 41

3.1. INFOFAMÍLIA – Estudo de avaliação da situação de segurança alimentar dos

agregados familiares portugueses e outras questões relacionadas com a saúde 41

|4. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL 50

4.1. COSI Portugal - Childhood Obesity Surveillance Initiative 50 4.1.1. Evolução do estado nutricional de crianças de acordo com os critérios da OMS 50

4.2. Estudo Vila Nova de Gaia. A prevalência de pré-obesidade/obesidade nas crianças do ensino pré-escolar e escolar na Autarquia de Vila Nova de Gaia, Portugal 51

4.3. Índice de massa corporal nos adolescentes 53

4.4. Perceção do corpo ideal nos adolescentes 54

4.5. Dieta para perda de peso nos adolescentes 55

4.6. Prevalência de excesso de peso/obesidade na população adulta portuguesa de acordo com os dados do Inquérito Nacional de Saúde 2014 e sua comparação com os

(6)

Primários 60 5.1.1. Obesidade em utentes dos Cuidados de Saúde Primários 60 5.1.2. Excesso de peso em utentes dos Cuidados de Saúde Primários 62

5.2. Mortalidade relacionada com o estado nutricional 63

5.3. Cuidados Hospitalares relacionados com o estado nutricional 64 5.3.1. Caracterização da produção hospitalar relacionada com o estado nutricional segundo

diagnóstico principal 64

5.3.2. Caracterização da produção hospitalar relacionada com o estado nutricional segundo

diagnóstico principal e secundários 71

|6. MAPICO 77

|7. NOTAS FINAIS 80

Equipa PNPAS - Direção

|8. RECOMENDAÇÕES 81

Equipa PNPAS - Direção

|9. NOTAS METODOLÓGICAS 82

9.1. Mortalidade 82

9.2. Morbilidade e Mortalidade 84

9.3. Consumo de medicamentos 88

9.4. Registo de morbilidade nos Cuidados de Saúde Primários 89 |10. MATERIAIS E RECURSOS DE REFERÊNCIA DISPONIBILIZADOS PELO PNPAS 90

|11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 91

|12. ÍNDICE DE QUADROS 92

(7)

ACES – Agrupamentos de Centros de Saúde

ACSS – Administração Central do Sistema de Saúde

AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração

e Similares de Portugal

APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição

APVP – Anos Potenciais de Vida Perdidos

ARS – Administração Regional de Saúde

ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica

BAP – Balança Alimentar Portuguesa

CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal

CE – Comunidade Europeia

COSI – Childhood Obesity Surveillance Initiative/ Sistema de Vigilância Nutricional Infantil

CID – Classificação Internacional de Doenças

CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

CVE – Centro Virtual sobre o Envelhecimento

DALY – Disability-Adjusted Life Year

DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor

DGAE – Direção-Geral das Atividades Económicas

DGC – Direção-Geral do Consumidor

DGE – Direção-Geral da Educação

DGS – Direção-Geral da Saúde

DGAV – Direção-Geral de Alimentação e Veterinária

DM – Dieta Mediterrânica

EPACI – Estudo do Padrão Alimentar e de Crescimento Infantil

FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura

FIPA – Federação das Indústrias Agro-Alimentares

IADE – Instituto de Arte, Design e Empresa

IAN – Inquérito Alimentar Nacional

IPATIMUP - Instituto de Patologia e Imunologia Molecular Universidade do Porto

ISPUP – Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto

UE – União Europeia

GBD – Global Burden of Disease

GDH – Grupo de Diagnóstico Homogéneo

INE, IP – Instituto Nacional de Estatística

INFARMED – Autoridade Nacional do

Medicamento e Produtos de Saúde

OMAIAA - Observatório dos Mercados Agrícolas

e Importações Agro-Alimentares

OMS – Organização Mundial da Saúde

PNPAS – Programa Nacional de Promoção da

Alimentação Saudável

PNPCT- Programa Nacional para a Prevenção e

Controlo do tabagismo

PNPSO – Programa Nacional para a Promoção

da Saúde Oral

PNSR – Programa Nacional Saúde Reprodutiva

PNVGBR – Programa Nacional para a Vigilância

da Gravidez de Baixo Risco

RFE – Regime de Fruta Escolar

SNS – Serviço Nacional de Saúde

YLD – Years of life lived with any short-term or long

term health loss

YLL – Years of life lost

WHO – World Health Organization

SIGLAS E ACRÓNIMOS

(8)
(9)

Em 2012, foram aprovados oito programas prio-ritários a desenvolver pela Direção-Geral da Saú-de (DGS), entre eles o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), com um horizonte temporal de cinco anos (2012-2016). Findo o quarto ano de atividade, descreve--se a informação existente sobre nutrição e ali-mentação, avalia-se o que se produziu em 2015 e, acima de tudo, faz-se uma retrospetiva do que se conseguiu neste primeiro quadriénio de imple-mentação de uma política alimentar e de nutrição em Portugal.

Portugal era, até ao início desta década, um dos pouco países Europeus que não possuía uma Po-lítica Nacional de Alimentação e Nutrição, ou seja, um conjunto concertado e transversal de ações destinadas a garantir e incentivar a disponibilida-de e o acesso a disponibilida-determinado tipo disponibilida-de alimentos, tendo como objetivo a melhoria do estado nutri-cional e a promoção da saúde da população. Isto apesar da alimentação inadequada em Portugal ser considerada, em relatórios internacionais, responsável por 11,96% do total de anos de vida prematuramente perdidos, ajustados pela inca-pacidade no sexo feminino, e por 15,27% no sexo masculino (GBD, 2013), expressos em DALY

(Disa-bility Adjusted Life Years). Assim, e para ambos os

sexos, os hábitos alimentares inadequados cons-tituem o primeiro fator de risco de perda de anos de vida.

Depois de um forte investimento nesta área nos finais da década de 70 e início dos anos 80, em particular através da figura do Prof. Gonçalves Ferreira, com a criação do Centro de Estudos de Nutrição (CEN) em 1976 e, em 1980, com a criação do Conselho de Alimentação e Nutrição (CAN), posteriormente Conselho Nacional de Ali-mentação e Nutrição (CNAN) em 1984, a constru-ção de uma política alimentar e nutricional inter-setorial não chega a ser uma realidade no nosso país, fruto de vários constrangimentos, nomeada-mente a nossa integração na Comunidade

Econó-mica Europeia, mais tarde União Europeia, onde a livre circulação de alimentos e a liberalização dos mercados se impôs à capacidade dos países menos autónomos, política e cientificamente, de-terminarem a sua própria estratégia alimentar e nutricional.

Só em 2006, face ao crescimento alarmante da obesidade na Europa, é assinada uma carta de princípios para combater a epidemia de forma in-tersetorial na Conferência Ministerial de Combate à Obesidade da Organização Mundial da Saúde (OMS) - Europa, em Istambul, que Portugal subs-creve. Em 2007, é constituída a Plataforma con-tra a Obesidade no seio da DGS, com o objetivo de criar um conjunto de atividades intersetoriais para promover a alimentação saudável e promo-ver a atividade física. Dava-se assim um passo im-portante na construção de uma estratégia inte-grada para a promoção da alimentação saudável através do combate à obesidade em Portugal. Em 2011, esta estratégia consolida-se e é criado, através do Decreto-Lei nº 124/2011, de 29 de De-zembro, o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), como um dos oito programas nacionais de saúde prioritários a desenvolver pela Direção-Geral da Saúde, com o objetivo de “melhorar o estado nutricional da população incentivando a disponibilidade física e económica dos alimentos constituintes de um pa-drão alimentar saudável e criar as condições para que a população os valorize, aprecie e consu-ma integrando-os nas suas rotinas diárias”. Este programa é elaborado tendo por base diversos documentos de orientação da OMS e Comissão Europeia e ainda as políticas alimentares brasi-leira e norueguesa, esta última implementada desde 1974. Esta nova estratégia para uma po-lítica na área da alimentação e nutrição conside-ra a necessidade de modificar os determinantes do consumo alimentar que se situam muito para além do conhecimento e da vontade de mudan-ça do cidadão, ou seja, em áreas que vão do

pla-1.1.

Introdução

(10)

neamento urbano à oferta alimentar expressos, essencialmente, a partir de 2010. Esta nova abor-dagem dos determinantes da saúde em todas as políticas encontra-se expressa na Declaração de Adelaide, de 2010, enfatizando que as bases da saúde e do bem-estar se encontram maioritaria-mente fora do sector da saúde, sendo por isso necessário incorporar a saúde como componente central no desenvolvimento de todas as políticas. Esta abordagem do PNPAS adapta-se também à estratégia da Comissão Europeia no domínio da saúde proposta pelo White Paper “Together for Health: A Strategic Approach for the EU

2008-2013”, que assenta no desenvolvimento de uma intervenção para a melhoria da saúde dos cida-dãos em outras políticas fora do setor da saúde. Neste sentido, pensamos que a modificação dos determinantes do consumo alimentar exige o en-volvimento dos diferentes setores da sociedade na procura de soluções para a melhoria do con-sumo e oferta alimentares. São necessárias es-tratégias multisetoriais e transversais a todos os setores governamentais, setor privado, sociedade civil, redes profissionais, meios de comunicação e organizações a todos os níveis (nacional, regional e local).

O PNPAS assume-se como um programa nacional de ação, na área da alimentação e nutrição, tendo como objetivo geral melhorar o estado nutricio-nal da população, incentivando a disponibilidade física e económica de alimentos constituintes de um padrão alimentar saudável e criar as condi-ções para que a população os valorize, aprecie e consuma, integrando-os nas suas rotinas diárias. Um consumo alimentar adequado e a conse-quente melhoria do estado nutricional dos ci-dadãos tem um impacto direto na prevenção e controlo das doenças mais prevalentes (cardio-vasculares, oncológicas, diabetes, obesidade, etc.) mas também deve permitir, simultaneamen-te, o crescimento sustentável e a competitividade económica do país em outros setores como os ligados à agricultura, ao ambiente, ao turismo, ao emprego ou à qualificação profissional.

Tendo em conta as linhas de orientação da Organização Mundial de Saúde e da Comis-são Europeia, o PNPAS, ao longo do quadrié-nio 2012-2015, centrou parte da sua ativida-de nas seguintes áreas e objetivos específicos:

• A recolha e agregação sistemática de indi-cadores do estado nutricional, do consumo alimentar e seus determinantes ao longo do ciclo de vida, a avaliação das situações de in-segurança alimentar e a avaliação, monitori-zação e divulgação de boas práticas.

• A modificação da oferta de determinados ali-mentos (por ex. com elevado teor de açúcar, sal ou gordura), controlando o seu forneci-mento e vendas nos estabeleciforneci-mentos de ensino, de saúde, nas instituições que pres-tam apoio social e nos locais de trabalho, e outras atividades que permitam a criação de ambientes promotores de uma alimentação saudável.

• O aumento da literacia alimentar e nutricio-nal e a capacitação dos cidadãos de diferen-tes estratos socioeconómicos e etários. • A identificação e o desenvolvimento de ações

transversais com outros setores da socieda-de, nomeadamente da agricultura, do des-porto, do ambiente, da educação, de autar-quias e da segurança social.

• A melhoria da formação, da qualificação e do modo de atuação de diferentes profissionais que podem influenciar consumos alimenta-res de qualidade, nomeadamente ao nível da saúde, das escolas, das autarquias, do turis-mo e restauração ou da segurança social. • A melhoria dos métodos de intervenção e

ar-ticulação dos profissionais e estruturas que lidam com o fenómeno da obesidade.

(11)

Parte substancial desta atividade não é visí-vel num relatório desta natureza, podendo ser acompanhada mais de perto no nosso sí-tio institucional em www.alimentacaosaudavel. dgs.pt e no nosso blogue em www.nutrimento. pt. Contudo, foi possível agregar uma grande quantidade de informação que decorreu de tra-balhos próprios ou de parcerias com grupos de investigação científica de renome nacional, que permitiram alargar o âmbito da informação re-colhida em anos anteriores. Nomeadamente ao nível das faixas etárias mais extremas, crianças até à idade escolar e idosos, dois grupos onde é necessária mais e melhor informação.

Neste relatório descrevem-se as principais ativi-dades desenvolvidas para se atingirem os 6 obje-tivos do PNPAS, privilegiando-se o primeiro destes objetivos “a recolha e agregação de indicadores do estado nutricional, do consumo alimentar e seus determinantes ao longo do ciclo de vida, a avaliação das situações de insegurança alimentar e, a avaliação, monitorização e divulgação de boas práticas” tal como feito nos documentos de anos anteriores. Para uma compreensão mais lata do que foi feito nos outros 5 objetivos, apresentam--se no Quadro 1 as principais atividades em que o PNPAS participou, instituições com quem se trabalhou e ferramentas criadas no quadriénio 2012-2015 e uma previsão do que se espera con-cluir até ao final de 2016.

(12)

QUADRO 1

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO PNPAS 2012-2015 E PREVISÃO 2016

Atividades desenvolvidas no PNPAS/Com o apoio PNPAS 2012 2013 2014 2015 2016 1. A agregação e recolha sistemática de indicadores do estado nutricional, do

consumo alimentar e seus determinantes ao longo do ciclo de vida, a avaliação das situações de insegurança alimentar e a avaliação, monitorização e divulgação de boas práticas

Relatório “Alimentação em Números” Recolha de indicadores nutricionais

EPACI (Estudo do Padrão Alimentar e de Crescimento na Infância) EPHE (Epode for the Promotion of Health Equity)

Projeto JANPA (Joint Action on Nutrition and Physical Activity - EC) EEA Grants (10 projetos de investigação em Portugal)

2. A modificação da oferta de determinados alimentos (com elevado teor de açúcar, sal e gordura), controlando o seu fornecimento e vendas nos estabelecimentos de ensino, de saúde, nas instituições que prestam apoio social e nos locais de trabalho.

Regime de Fruta Escolar

Circular nº. 3 – Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares Orientações para Bufetes Escolares

Programa FOOD (Nos locais de trabalho)

3. O aumento da literacia alimentar e nutricional e a capacitação dos cidadãos de diferentes estratos socioeconómicos e etários

Criação e lançamento do sítio do PNPAS (www.alimentacaosaudavel.dgs.pt) Reformulação e lançamento do sítio do PNPAS

Criação e lançamento do blogue Nutrimento (www.nutrimento.pt) Manual “Alimentação Inteligente – Coma Melhor, Poupe Mais” Banco de fotografias de alimentos tipicamente Portugueses (https://www.flickr.com/photos/dgsaudeportugal/)

Desenvolvimento de vídeos educacionais Receitas saudáveis

Desenvolvimento de manuais de referência/posters de referência Newsletter PNPAS

Manual “Saúde Oral e Alimentação” Projeto Nutri Ventures

Podcasts

4. A identificação e o desenvolvimento de ações transversais com outros setores da sociedade, nomeadamente da agricultura, desporto, ambiente, educação, autarquias e segurança social 

Grupo de Monitorização para a Proteção e Promoção da Dieta Mediterrânica (UNESCO) Grupo de trabalho do Sal (Interministerial)

Estratégia Nacional para a Promoção da Atividade Física, da Saúde e do Bem-estar Ações transversais com diversos setores (ARS, Centro de Saúde, Autarquias,..) 5. A melhoria da formação, qualificação e modo de atuação de diferentes

profissionais que podem influenciar consumos alimentares de qualidade, nomeadamente ao nível da saúde, escolas, autarquias, turismo e restauração ou da segurança social

Desenvolvimento de manuais de referência para profissionais de saúde e educação (11 manuais) (capítulo 11)

Ferramenta eletrónica SPARE (Programa de apoio à gestão cantinas) Orientação 017/2013 – Avaliação Antropométrica no Adulto Ferramenta eletrónica de medição de sal portátil para escolas Orientação 011/2013 – Aporte de Iodo em Mulheres na Preconceção, Gravidez e Amamentação

Formação e qualificação de profissionais de saúde/autarquias

6. A melhoria dos métodos de intervenção e articulação dos profissionais e estruturas que lidam com o fenómeno da obesidade.

(13)

Os EEA Grants consistem num mecanismo financei-ro do Espaço Económico Eufinancei-ropeu (EEA) que finan-cia inifinan-ciativas e projetos com o objetivo de reduzir as disparidades económicas e sociais e reforçar as relações bilaterais entre os Estados Doadores e os Estados Beneficiários. O Ministério da Saúde Por-tuguês, através da Administração Central do Siste-ma de Saúde (ACSS) em colaboração com o INSA e a DGS, promoveu a AP13 – Iniciativas de Saúde Pública – tendo como parceiro científico o Instituto Norueguês de Saúde Pública (FHI). Este programa centra-se nas questões de saúde pública do Plano Nacional de Saúde, dando particular importância às desigualdades na saúde, à igualdade no acesso aos cuidados de saúde, à melhoria dos sistemas de informação em saúde e ao desenvolvimento de políticas promotoras da saúde.

O PNPAS participou na construção do modelo de investimento que permitirá, já a partir de 2016, obter um conjunto significativo de informações. Trata-se do mais ambicioso financiamento na área nas últimas décadas, superando os 3 milhões de Euros nas áreas da nutrição e seus sistemas de informação. Trata-se de uma oportunidade úni-ca para desenvolver e dar robustez a grupos de investigação e realçar o interesse numa área bas-tante esquecida dos programas de financiamento tradicionais.

De momento encontram-se a decorrer os vários projetos na área da nutrição que possibilitam um melhor conhecimento do consumo alimentar da população portuguesa, nomeadamente através do 2º Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, assim como um melhor conhecimento da desnutrição dos idosos em Portugal.

Projetos financiados na área da Nutrição: • Nutrition 65UP – Monitorização do estado

nutricional da população com mais de 65 anos.

PRONUTRISENIOR – Capacitação de pro-fissionais de saúde em nutrição na idade sénior.

Nutriciência – Aumento da sensibilidade e da literacia nutricionais das famílias por-tuguesas.

SIMETRIA (Projeto de Promoção de Igual-dade Nutricional e Social) – Melhoria de práticas institucionais nas áreas da igualda-de igualda-de acesso a uma alimentação aigualda-dequada e da segurança alimentar, juntamente com a capacitação de profissionais de áreas so-ciais e da saúde que intervenham em con-textos sociais desfavorecidos.

• IoGeneration – Monitorização do estado do iodo em idade escolar.

• QuaLife+ – Monitorização do estado nutricio-nal e rastreio da desnutrição da população com mais de 65 anos, no internamento e na comunidade, nas áreas de referenciação do Centro Hospitalar de São João.

• Eat Mediterranean – Promoção da Dieta Me-diterrânica como fator de redução das desi-gualdades nutricionais em meio escolar. Projetos de sistemas de informação na

área da Nutrição:

PEN-3S – Avaliação do estado nutricional dos idosos portugueses: Estudo de prevalência nacional e construção de um sistema de vi-gilância epidemiológica do estado nutricional dos idosos Portugueses.

Inquérito Alimentar Nacional e de Ativi-dade Física – IAN-AF – Recolha de informa-ção nacional sobre o consumo alimentar e sobre a atividade física e a sua relação com determinantes em saúde, nomeadamente socioeconómicos.

Projeto Saúde.Come – Caracterização da insegurança alimentar em Portugal e os seus determinantes e intervir na área da promo-ção de estilos de vida saudável.

(14)

Em relação aos conteúdos presentes no blogue, aqueles que tiveram maior número de visualiza-ções foram a homepage com 89 483 visualizavisualiza-ções

(17,28%), o separador “Dicas” com 21 747 visuali-zações (4,2%) e o separador “comer barato” com 18 721 visualizações (3,62%).

A promoção de práticas alimentares saudáveis ao longo do ciclo de vida deve englobar a divulgação de informação aos cidadãos e a sua capacitação para a compra, confeção e armazenamento de alimentos saudáveis. A capacitação dos cidadãos pode ser considerada um dos aspetos centrais para a modificação de atitudes e comportamentos face aos alimentos, uma vez que o cidadão deve ser um sujeito ativo, capaz de interferir nos proces-sos de decisão. Torna-se assim essencial que os ci-dadãos adquiram competências necessárias para que possam fazer escolhas alimentares saudáveis. Para se atingirem estes objetivos foram desenvol-vidas várias estratégias no âmbito do PNPAS. De entre elas, realça-se a construção de três plata-formas digitais: dois sítios (“alimentação inteligen-te” e “alimentação saudável”) e um blogue (“Nu-trimento”) com o objetivo de alcançar diferentes públicos adequando a mensagem/informação.

Blogue Nutrimento (www.nutrimento.pt) O blogue “Nutrimento” iniciou a sua atividade a 16 de outubro de 2014, no Dia Mundial da Alimenta-ção. Desde então, acederam a este espaço digital, 148 479 utilizadores com 517 396 visualizações de página. Dos visitantes do blogue, 70,1% são novos visitantes, enquanto os restantes 29,9% são visitantes que retornam ao blogue.

Pretende-se que o blogue “alimente”, como um nutrimento, a troca de informação, de ideias, o debate sobre temas da atualidade relacionados com a alimentação e a divulgação de boas práti-cas e de investigação sobre esta temática. Neste espaço é possível descarregar, de forma simples e muito acessível informação, ferramentas, ima-gens, podcasts, vídeos e todos os materiais pro-duzidos pelo PNPAS.

Verifica-se que 88,39% (n=187 498) dos utilizadores do blogue visitam-no em Portugal, 4,12% (n=8 735) no Brasil e 1,02% (n=2 169) nos Estados Unidos.

1.5.

Atividades de promoção da literacia alimentar e nutricional e a capacitação

dos cidadãos de diferentes estratos socioeconómicos e etários

FIGURA 1 BLOGUE NUTRIMENTO - PERFIL DOS UTILIZADORES E MODELO DE UTILIZAÇÃO

(15)

O sítio do PNPAS

www.alimentacaosaudavel.dgs.pt

O sítio do PNPAS foi recentemente reformulado, tendo reiniciado a sua atividade a 16 de outubro

de 2015. Em poucos meses após o relançamen-to, acederam a este espaço 21 285 utilizadores com 152 136 visualizações de página. Os novos visitantes representam 71,7% dos utilizadores e 28,3% retornam ao sítio.

FIGURA 2 SÍTIO DO PNPAS - PERFIL DOS UTILIZADORES E MODELO DE UTILIZAÇÃO

QUADRO 2 PERFIL DE UTILIZAÇÃO DO BLOGUE

Fonte: DGS, 2015

Fonte: DGS, 2015

(16)

Relativamente ao país de origem das sessões verifica-se que 91,72% (n=25 996) são em Portu-gal, 3,70% (n=1 048) no Brasil e 0,58% (n=165) no Reino Unido.

Dos conteúdos presentes no sítio, a homepage reuniu o maior número de visualizações – 41 990 (27,60%) –, seguida do separador “receitas” com 5 156 visualizações (3,39%) e do separador “alimen-tos” com 4 031 visualizações (2,65%).

Um dos objetivos do PNPAS é a identificação e o desenvolvimento de ações transversais com outros setores da sociedade, nomeadamente da agricultura, do desporto, do ambiente, da

edu-cação, das autarquias e da segurança social. Ao longo do período de 2012-2015 foram desenvol-vidas várias destas ações, descritas pela primeira vez neste relatório (Fig. 3).

1.6.

Atividades de colaboração intersetorial

QUADRO 3 PERFIL DE UTILIZAÇÃO DO SÍTIO DO PNPAS

(17)

FIGURA 3 AÇÕES TRANSVERSAIS PNPAS

(18)

2. CONSUMO ALIMENTAR

A informação sobre o consumo alimentar de uma população permite identificar quem se encontra em risco nutricional possibilitando uma interven-ção pública adequada, mas também, em caso de risco de saúde pública (por ex. contaminação, ambiental, natural), uma capacidade de análise e atuação mais eficaz.

A forma mais correta de avaliar a adequação nutricional de uma população é através da re-colha direta e individual de informação sobre

ingestão alimentar a grupos populacionais e amostras representativas da mesma. O último Inquérito Alimentar Nacional (IAN) com recolha direta e metodologia considerada adequada a nível europeu, data de 1980. Quando tal não é possível, são utilizados métodos indiretos que nos indicam as disponibilidades alimentares ou os gastos das famílias em bens alimentares, da-dos recolhida-dos regularmente pelas instituições nacionais como o INE que recolhem e produzem informação estatística.

FIGURA 4 FATORES DE RISCO ORDENADOS POR PESO NA CARGA DE DOENÇA (DALY EM VALOR ABSOLUTO

E %) SEGUNDO AS DOENÇAS ASSOCIADAS, AMBOS OS SEXOS, PORTUGAL, 2010 19,2% 16,5% 13,3% 12,2% 9,7% 7,5% 7,3% 3,7% 3,2% 2,5% 1,8% 1,4% 0,8% 0,7% 0,6% 0,3% 0,2% 0,1%

De acordo com as estimativas efetuadas no âm-bito da iniciativa GBD – Global Burden of

Disea-se (The Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), em 2014, os hábitos alimentares

inade-quados foram o fator de risco que mais contri-buiu para o total de anos de vida saudável

perdi-dos pela população portuguesa (19%), seguiperdi-dos da hipertensão arterial (17%) e índice de massa corporal elevado (13%), expressos em DALY

(Di-sability Adjusted Life Years - 1 DALY corresponde à

perda de um ano de vida saudável) (Fig 4).

2.1.

Consumo alimentar e saúde

Fonte: Institute of Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle,WA: IHME, University of Washington, 2014. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbd-compare, consultado em setembro de 2015

Hábitos alimentares inadequados Hipertensão arterial Índice de massa corporal elevado Fumo de tabaco Consumo de álcool Glicose plasmática em jejum aumentada Inatividade física e baixo nível de atividade física Colesterol total elevado Riscos ocupacionais Poluição do ar por partículas Exposição ao chumbo Consumo de drogas Baixa densidade mineral óssea

Violência por parceiro íntimo Abuso sexual na infância Exposição ao radão residencial Défice de ferro Poluição do ar por ozono

Infeção VIH/SIDA e tuberculose

Diarreia, infeções das vias aéreas inferiores, meningite e outras doenças infecciosas comuns Deficiências nutricionais

Neoplasias

Doenças do aparelho circulatório Doenças respiratórias crónicas Cirrose do fígado

Doenças do aparelho digestivo (excepto cirrose) Perturbações neurológicas

Perturbações mentais e do comportamento Diabetes e outras doenças endócrinas, doenças do sangue e doenças do aparelho urogenital Perturbações musculoesqueléticas Outras doenças não transmissíveis Acidentes de transporte

(19)

FIGURA 5 ESTIMATIVAS DA CARGA GLOBAL DE DOENÇA ATRIBUÍVEL A HÁBITOS ALIMENTARES INADEQUADOS, EXPRESSA EM DALY, PORTUGAL, 2010

Antes de se fazer a comparação das disponibi-lidades diárias per capita, ao longo do período 2009-2014, nos diferentes grupos alimentares da Balança Alimentar Portuguesa disponibilizada pelo INE, apresentamos um primeiro quadro so-bre o grau de autoaprovisionamento de produtos alimentares em Portugal.

Por autoaprovisionamento alimentar de um país entende-se “a capacidade para satisfazer as ne-cessidades de consumo de bens alimentares da sua população através da sua produção interna e/ou da importação de bens alimentares financia-dos pelas correspondentes exportações”.

De acordo com o INE, Portugal continua incapaz de ser autossuficiente em cereais, açúcar e legu-minosas secas e em menor escala em carnes. Em 2014 registou-se um aumento no autoaprovisio-namento de certos produtos alimentares (Qua-dro 4), como os ovos e os alimentos do grupo do leite e derivados (+5,1% e +2,4%, face a 2013). Outros produtos alimentares como o arroz, raí-zes e tubérculos e frutos registaram, igualmente, um aumento em 2013/2014 face a 2012/2013. Pelo contrário, o autoaprovisionamento da carne e miudezas comestíveis diminuiu 1,9% em 2014. A promoção de hábitos alimentares saudáveis é

essencial para a prevenção do desenvolvimento de doenças. De acordo com os valores encontra-dos, um padrão alimentar pobre em fruta, rico

em sódio e pobre em hortícolas é o principal res-ponsável para a perda de anos de vida saudável (Fig. 5).

2.2.

Disponibilidade alimentar

Fonte: Institute of Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle,WA: IHME, University of Washington, 2014. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbd-compare, consultado em setembro de 2015

Dieta pobre em fruta Dieta rica em sódio Dieta pobre em vegetais Dieta pobre em frutos secos Dieta rica em carnes processadas Dieta pobre em cereais integrais Dieta pobre em ácidos gordos ómega 3, provenientes do pescado Dieta pobre em fibras Dieta pobre em ácidos gordos poli-insaturados Dieta rica em carnes vermelhas Dieta rica em ácidos gordos trans Dieta pobre em cálcio Dieta pobre em leite Dieta rica em bebidas açucaradas

Neoplasias

Doenças do aparelho circulatório

Diabetes e outras doenças endócrinas, doenças do sangue e doenças do aparelho urogenital Perturbações musculoesqueléticas

(20)

QUADRO 4 GRAU DE AUTOAPROVISIONAMENTO (%) DE PRODUTOS ALIMENTARES (BALANÇOS DE MERCADO) POR TIPO DE PRODUTO ALIMENTAR; ANUAL (2009/2010 A 2013/2014)

QUADRO 5 DISPONIBILIDADE DE PRODUTOS ALIMENTARES PARA CONSUMO HUMANO PER CAPITA

(Kg/hab.) POR TIPO DE PRODUTO ALIMENTAR; ANUAL (2009/2010 A 2013/2014)

TIPO DE PRODUTO ALIMENTAR (ANO CAMPANHA) 2009/2010 2010/2011 2011/2012 2012/2013 2013/2014

Cereais 21,4 18,8 21,5 22,1 25,5

Arroz semi-branqueado e branqueado 92,8 98,3 95,2 95,2 97,0

Raízes e tubérculos (batata) 46,3 39,4 41,4 44,8 48,3

Açúcares 1,1 1,3 1,6 1,1 1,1

Leguminosas secas 10,9 12,7 10,4 10,7 10,7

Mel 100,0 116,7 100,0 100,0 100,0

Frutos (maçã, pera, pêssego, uva de mesa e laranja) 90,2 87,6 103,8 91,2 97,0

Frutos (frescos, secos, secados e citrinos) 67,8 63,4 74,8 70,4 76,8

ANO CIVIL 2010 2011 2012 2013 2014

Carne e miudezas comestíveis 71,1 73,0 76,0 74,1 72,2

Ovos 100,0 107,0 103,4 107,7 112,8

Leite e derivados do leite 89,7 91,7 93,8 94,4 96,8

Gorduras e óleos vegetais brutos 15,7 16,1 14,2 20,0

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

TIPO DE PRODUTO ALIMENTAR

(ANO CAMPANHA) 2009/2010 2010/2011 2011/2012 2012/2013 2013/2014*

Arroz semi-branqueado e branqueado 15,5 16,3 15,5 15,6 15,9

Raízes e tubérculos (batata) 90,2 87,0 84,4 89,6 91,4

Leguminosas secas 4,0 3,8 3,4 3,9 4,0

Grão seco 0,9 0,9 0,9 1,0 1,1

Feijão seco 3,1 2,9 2,5 2,9 2,9

Cereais 132,8 131,2 130,7 128,9 130,2

Açúcares 34,3 34,6 34,1 34,0 34,4

Frutos (frescos, secos, secados e citrinos) 117,8 114,6 111,5 98,3 111,5

Mel 0,7 0,6 0,8 0,7 0,9

ANO CIVIL 2010 2011 2012 2013 2014 *

Carne e miudezas comestíveis 113,5 110,4 105,9 105,5 108,1

Ovos 9,4 8,3 8,5 8,6 8,6

Leite e derivados do leite 131,6 129,3 126,5 124,2 121,6

Óleos e gorduras 22,0 22,2 22,2 22,4

-Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015; *Dado provisório para valores do último periodo/ano Em relação aos géneros alimentícios disponíveis

para consumo humano (Quadro 5), a disponibili-dade de cereais, de frutos e de raízes e tubércu-los aumentou em 2013/2014, face a 2012/2013. Entre 2013 e 2014, o grupo do leite e derivados sofreu uma diminuição de 2,6% na sua

disponi-bilidade. De registar a redução consecutiva da disponibilidade do leite e seus derivados desde 2009 e a baixa e estável disponibilidade de legu-minosas ao longo dos últimos 5 anos, apesar da divulgação regular das suas vantagens nutricio-nais e fornecimento de proteína a baixo custo.

(21)

QUADRO 6 DISPONIBILIDADE DE CEREAIS PARA CONSUMO HUMANO PER CAPITA (Kg/hab.) POR TIPO DE CEREAL; ANUAL (2009/2010 A 2013/2014)

DISPONIBILIDADE DE CEREAIS PARA CONSUMO HUMANO PER CAPITA (Kg/Hab.)

POR TIPO DE CEREAL 2009/2010 2010/2011 2011/2012 2012/2013 2013/2014

Trigo 114,6 112,4 112,1 110,1 111,1 Centeio 4,5 4,4 4,3 4,5 4,5 Aveia 1,2 1,2 1,2 1,2 1,3 Cevada 0,9 1,1 1,0 1,0 1,1 Milho 11,3 11,8 11,9 11,9 12,0 Outros cereais 0,3 0,3 0,2 0,2 0,2 Total de cereais 132,8 131,2 130,7 128,9 130,2

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

FIGURA 6 VARIAÇÃO DAS DISPONIBILIDADES PARA CONSUMO HUMANO PER CAPITA, (2009/2010)

VS (2013/2014)

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

Raízes e Tubérculos Óleos e gorduras Ovos

Carne Cereais

Leite e derivados do leite Leguminosas secas Açúcares

Frutos

FIGURA 7 EVOLUÇÃO DA DISPONIBILIDADE DE CEREAIS PARA CONSUMO HUMANO PER CAPITA (Kg/hab.)

POR TIPO DE CEREAL; ANUAL (2009/2010 A 2013/2014)

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

Trigo Outros Cereais Milho Cevada Aveia Centeio 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 2009/2010 2010/2011 2011/2012 2012/2013 2013/2014 Kg/hab -10,0% -8,0% -6,0% -4,0% -2,0% 0,0% 2,0% 4,0% -5,35% 0,29% 0,00% -7,60% -1,96% 1,33% -8,51% -5,04% 1,82%

(22)

FIGURA 8 VARIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE POR TIPO DE CEREAL (Kg/hab.); (2009/2010) VS (2013/2014)

FIGURA 9 EVOLUÇÃO DO CONSUMO HUMANO DE FRUTOS PER CAPITA (Kg/hab.) POR ESPÉCIE FRUTÍCOLA;

ANUAL (2009/2010 A 2013/2014) Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

CONSUMO HUMANO DE FRUTOS PER CAPITA

(Kg/ Hab.) POR ESPÉCIE FRUTÍCOLA 2009/2010 2010/2011 2011/2012 2012/2013 2013/2014

Frutos frescos 83,0 77,7 77,7 68,7 75,7

Frutos secos 5,6 5,4 4,7 3,8 4,1

Frutos secados 0,9 0,8 0,8 0,8 0,9

Citrinos 28,3 30,7 28,3 25,0 30,8

Total de frutos 117,8 114,6 111,5 98,3 111,5

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

QUADRO 7 DISPONIBILIDADE DE PRODUTOS ALIMENTARES PARA CONSUMO HUMANO PER CAPITA

(Kg/hab.) POR TIPO DE PRODUTO ALIMENTAR; ANUAL (2009/2010 A 2013/2014)

Milho Cevada Aveia Centeio Trigo Milho 6,19% Cevada 22,22% Aveia 8,33% Trigo -3,05% Centeio 0,00% -5% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 2009/2010 2010/2011 2011/2012 2012/2013 2013/2014 Kg/hab 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Frutos frescos Citrinos Frutos secados Frutos secos

(23)

FIGURA 10 VARIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE POR ESPÉCIE FRUTÍCOLA (Kg/hab.); (2009/2010) VS (2013/2014)

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

DISPONIBILIDADE DE LEITE E DERIVADOS PER

CAPITA (Kg/ Hab.) POR TIPO DE LEITES

E PRODUTOS LÁCTEOS 2010 2011 2012 2013 2014

Leite 84,0 83,0 82,7 80,2 78,5

Leites acidificados (incluindo iogurtes) 21,8 23,2 22,2 22,5 21,3

Bebidas à base de leite 7,6 7,6 6,8 6,2 6,1

Outros produtos lácteos frescos, incluindo a nata 2,0 1,4 1,2 1,5 1,1

Leite em pó 1,6 1,7 1,7 1,7 1,8

Manteiga 1,7 1,9 1,6 1,7 1,8

Queijo 12,9 10,5 10,3 10,4 11,0

Total de leite e derivados 131,6 129,3 126,5 124,2 121,6

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

QUADRO 8 EVOLUÇÃO DA DISPONIBILIDADE DE LEITE E DERIVADOS PARA CONSUMO HUMANO PER CAPITA

(Kg/hab.) POR TIPO DE LEITES E PRODUTOS LÁCTEOS; ANUAL (2010 A 2014)

FIGURA 11 EVOLUÇÃO DA DISPONIBILIDADE PARA CONSUMO HUMANO DE LEITES E PRODUTOS LÁCTEOS

PER CAPITA (Kg/hab.); ANUAL (2010 A 2014)

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

-30,0% -25,0% -20,0% -15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0%

Leite

Leites acidificados (incluindo iogurtes) Queijo

Bebidas à base de leite Manteiga

Leite em pó

Outros produtos lácteos frescos, incluindo a nata

2010 2011 2012 2013 2014 Kg/hab 100 80 60 40 20 0

(24)

FIGURA 13 EVOLUÇÃO DA DISPONIBILIDADE DE CARNE PER CAPITA (Kg/hab.) POR TIPO DE CARNE; ANUAL (2010 A 2014)

FIGURA 12 VARIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE POR TIPO DE LEITES E PRODUTOS LÁCTEOS (Kg/hab.),

(2010/2014)

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015 Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

CONSUMO HUMANO DE CARNE PER CAPITA

(KG/ HAB.) POR TIPO DE CARNE 2010 2011 2012 2013 2014

Carne de bovinos 19,2 18,1 16,8 16,9 17,5

Carne de suínos 46,4 45,7 43,3 43,0 43,9

Carne de ovinos e caprinos 2,6 2,6 2,4 2,4 2,3

Carne de animais de capoeira 36,2 35,5 35,7 36,4 37,5

Outras carnes 3,0 2,6 2,5 1,9 2,2

Miudezas 6,1 5,9 5,2 4,9 4,7

Total de carnes e miudezas 113,5 110,4 105,9 105,5 108,1

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

QUADRO 9 DISPONIBILIDADE PARA CONSUMO HUMANO DE CARNE PER CAPITA (Kg/hab.) POR TIPO

DE CARNE; ANUAL (2010 A 2014) Carne de suínos Carne de animais de capoeira Carne de bovinos Miudezas

Carne de ovinos e caprinos Outras Carnes -50,0% -40,0% -30,0% -20,0% -10,0% 0,0% 10,0% 20,0% 2010 2011 2012 2013 2014 Kg/hab 60 55 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0

(25)

FIGURA 14 VARIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE POR TIPO DE CARNE (Kg/hab.); 2010/2014

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

CONSUMO HUMANO DE GORDURAS E ÓLEOS VEGETAIS BRUTOS PER CAPITA (Kg/ HAB.) POR TIPO DE GORDURA E ÓLEOS VEGETAIS 2010 2011 2012 2013 Girassol 9,3 9,8 9,8 9,9 Soja 2,6 2,6 2,6 2,6 Azeite 7,4 7,4 7,8 7,7 Outros 2,5 2,4 2,2 2,4

Total de gorduras e óleos vegetais 22,0 22,2 22,2 22,4

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

QUADRO 10 DISPONIBILIDADE PARA CONSUMO HUMANO DE GORDURAS E ÓLEOS VEGETAIS BRUTOS

PER CAPITA (Kg/hab.) POR TIPO DE GORDURAS E ÓLEOS VEGETAIS; ANUAL (2010 A 2013)

FIGURA 15 EVOLUÇÃO DA DISPONIBILIDADE (Kg/hab.) POR TIPO DE GORDURAS E ÓLEOS VEGETAIS;

ANUAL (2010 A 2013)

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

-30,0% -25,0% -20,0% -15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0% Girassol Azeite Soja Outros 2010 2011 2012 2013 Kg/hab 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0

(26)

FIGURA 16 VARIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE POR TIPO DE GORDURAS E ÓLEOS VEGETAIS (Kg/hab.); 2010/2013

Fonte: INE, Balanços de Aprovisionamento, Dezembro 2015

O consumo excessivo de sal pela população é um dos maiores riscos de Saúde Pública em Portu-gal, tornando-se urgente propor medidas para a sua redução. Pequenas reduções no consumo podem trazer grandes benefícios para a saúde das populações, não só ao nível das doenças car-diovasculares, mas também ao nível de outras doenças crónicas prevalentes em Portugal. Para atingir estes objetivos, podem ser utilizadas com sucesso estratégias ao nível da informação/edu-cação do consumidor e da oferta dos produtos alimentares, nomeadamente através da reformu-lação da sua composição nutricional.

Para além do compromisso com a indústria e com o setor da restauração, o PNPAS tem trabalhado em estreita parceria com o Ministério da Educa-ção para uma menor oferta de sal nas refeições escolares e na redução da oferta de alimentos com teores elevados de sal disponibilizados nos bufetes escolares.

O PNPAS apoiou, ainda, o desenvolvimento pela Universidade do Porto, de uma ferramenta

inova-dora para a medição do sal nos alimentos. Recentemente, Portugal fez um grande investi-mento e está, atualmente, num processo de pro-dução de informação que permitirá no final de 2016 (resultante de avaliação da ingestão de sal através de inquéritos epidemiológicos em curso e de análise dos produtos alimentares produzidos em Portugal) ter resultados de qualidade como nunca teve sobre a ingestão e disponibilidade de sal por parte dos portugueses.

Os dados que agora se apresentam resultam de trabalhos já produzidos a nível nacional entre 2010-2015. Para o estudo PHYSA –

Portugue-se Hypertension and Salt Study, foi considerada

uma amostra de 3720 indivíduos representan-do uma população de Portugal Continental para 2011/2012, com base nos Censos de 2001. Este estudo foi efetuado através dos centros de saú-de entre novembro saú-de 2011 e saú-dezembro saú-de 2012, tendo por base uma análise de urina de 24 horas, sendo a amostra composta por 1765 homens e 1955 mulheres.

2.3.

Consumo de sal pelos Portugueses

SEXO/IDADE 18-30 ANOS 31-40 ANOS 41-50 ANOS 51-60 ANOS 61-70 ANOS >70 ANOS

Mulher 1,6 10,5 33,3 52,6 67,8 79,1

Homem 9,1 19,5 37,5 63,9 72,5 74,7

Fonte: Estudo PHYSA- Portuguese Hypertension and salt study, realizado entre nov 2011 e dez 2012.

QUADRO 11 PREVALÊNCIA DA HIPERTENSÃO POR SEXO E GRUPO ETÁRIO NA POPULAÇÃO ADULTA,

PORTUGAL, 2012

(27)

FIGURA 17 PREVALÊNCIA DA HIPERTENSÃO POR SEXO E GRUPO ETÁRIO, PORTUGAL CONTINENTAL, 2012

Fonte: Estudo PHYSA- Portuguese Hypertension and salt study, realizado entre nov 2011 e dez 2012.

Homens Mulheres

VARIÁVEL TOTAL HM TOTAL HTs, n (%) TOTAL HTs, n (%)

Total 3.720 1.765 783 (44,4%) 1955 785 (40,2%) Idade (anos) <34 anos 1.046 525 53 (6,8%) 521 18 (2,3%) 35-64 anos 1.808 854 441 (56,3%) 954 407 (51,8%) >64 866 386 289 (36,9%) 480 360 (45,9%) IMC IMC ≥25 e >30 (Excesso de peso) 574 574 305 (39,0%) 581 307 (39,1%) IMC ≥30 (Obeso) 361 361 250 (31,9%) 399 227 (28,9%)

Urina com excreção de sódio

(mmol/24 horas) média ± DP 185,6 ±66,7 189,5 ±65,1 176,6 ±63,9 182,1 ±63,9

Urina com excreção de potássio (mmol/24 horas)

média ± DP 76,4 ±66,8 77,6 ±26,5 75,4 ±25,7 77,4 ±26,0

HM – Homens e mulheres; HTs – paciente hipertenso; DP – desvio padrão

Fonte: Estudo PHYSA- Portuguese Hypertension and salt study, realizado entre nov 2011 e dez 2012.

QUADRO 12 CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES (n=3720) POR EXAME DA AMOSTRA, PORTUGAL

CONTINENTAL, 2012 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Mulher Homem % > 70 anos 61-70 anos 51-60 anos 41-50 anos 31-40 anos 18-30 anos

(28)

FIGURA 18 PERCENTAGEM DE INDIVÍDUOS COM HIPERTENSÃO POR GRUPO ETÁRIO E SEXO, PORTUGAL CONTINENTAL, 2012

FIGURA 19 PERCENTAGEM DE INDIVÍDUOS COM HIPERTENSÃO DE ACORDO COM IMC, POR GRUPO ETÁRIO

E SEXO, PORTUGAL CONTINENTAL, 2012

Fonte: Estudo PHYSA- Portuguese Hypertension and salt study, realizado entre nov 2011 e dez 2012.

Fonte: Estudo PHYSA- Portuguese Hypertension and salt study, realizado entre nov 2011 e dez 2012.

VARIÁVEL PREVALÊNCIA CONSCIENTE TRATADO CONTROLADO CONTROLADO TRATADO

Total 42,2% 76,6% 74,9% 42,5% 56,8% n 1.568/3.720 1.201/1.568 1.174/1.568 667/1.568 667/1.174 <35 anos 6,8% 31,0% 29,6% 18,3% 61,9% n 71/1047 22/72 21/72 13/71 13/21 35-64 anos 46,9% 73,1% 70,9% 42,7% 60,2% n 848/1.808 620/848 601/848 362/848 362/601 >64 74,9% 86,1% 85,1% 45,0% 52,9% n 649/866 559/649 552/649 292/649 292/552 % Total em 2003 42,1% 45,7% 38,9% 11,2% 28,6%

Fonte: Estudo PHYSA- Portuguese Hypertension and salt study, realizado entre nov 2011 e dez 2012.

QUADRO 13 PREVALÊNCIA DA HIPERTENSÃO E PERCENTAGEM DE INDIVÍDUOS CONSCIENTES DA SUA

HIPERTENSÃO, TRATADOS E/OU CONTROLADOS, NA POPULAÇÃO ADULTA, ENTRE OS 18 E OS 90 ANOS

% de Mulheres hipertensas % de Homens hipertensos % de Mulheres hipertensas % de Homens hipertensos 60 50 40 30 20 10 0 %

<34 anos 35-64 anos > 64 anos

IMC ≥ 25 e >30 (Excesso de Peso) IMC ≥ 30 (Obeso)

50 40 30 20 10 0 %

(29)

90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 %

FIGURA 20 PERCENTAGEM DA PREVALÊNCIA DA HIPERTENSÃO E DE INDIVÍDUOS CONSCIENTES DA SUA

HIPERTENSÃO, TRATADOS E/OU CONTROLADOS, NA POPULAÇÃO ADULTA, POR GRUPO ETÁRIO

Fonte: Estudo PHYSA- Portuguese Hypertension and salt study, realizado entre nov 2011 e dez 2012.

FIGURA 21 COMPARAÇÃO DA PERCENTAGEM DA PREVALÊNCIA DA HIPERTENSÃO E DE INDIVÍDUOS

CONSCIENTES DA SUA HIPERTENSÃO, TRATADOS E/OU CONTROLADOS, 2003/2012

FIGURA 22 INGESTÃO DE SAL EM 2012 (COMPARAÇÃO COM 2006 E COM OUTROS PAÍSES EUROPEUS)

Fonte: Estudo PHYSA- Portuguese Hypertension and salt study, realizado entre nov 2011 e dez 2012.

Fonte: Estudo PHYSA- Portuguese Hypertension and salt study, realizado entre nov 2011 e dez 2012; Meneton P et al. Physiol Rev 2005 – 85: 679; Polonia J et al. Rev Port Cardiol 2006 – 25: 801

Presente/ Consciente

Prevalência Tratado Controlado Controlado tratado Total (2012) Total (2013) 42,2% 76,6% 74,9% 31,0% 61,9% 46,9% 86,1% 85,1% 45,0% 52,9% 29,6% 18,3% 42,5% 56,8% 6,8% <35 anos

Total 35-64 anos > 64 anos

100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 %

Prevalência Presente / Consciente Tratado Controlado Controlado Tratado

%

Dinamarca Islândia Bélgica Holanda Irlanda N. Reino

Unido Finlândia Malta Alemanha Itália Espanha Portugal2006 Portugal2012

14 12 10 8 6 4 2 0

(30)

FIGURA 23 PERCENTAGEM DE INADEQUAÇÃO(a) DE CONSUMO DE SAL (%)

a) De acordo com o limite máximo de ingestão recomendado pelo Food and Nutrition Board (≤4.8 g de sal/dia para idades entre os 4 a 8 anos e ≤5.6 g sal/ dia para idades entre os 9 a 13 anos de idade).

b) Fonte: CORREIA-COSTA, Liane et al. (2015) c) Fonte: GONÇALVES, Carla et al. (2015)

FAIXA ETÁRIA SEXO (n) SAL (g/Dia) % INADEQUAÇÃO (a)

8-9 (b) Masculino (159) 6,8 ± 2,4 74%

Feminino (139) 6,1 ± 1,9 70%

13-17 (c) Masculino (82) 9,6 ± 3,7 84%

Feminino (118) 7,9 ± 3,5 72%

18-90 (d) Masculino (1234) 10,9 ± 3,9 Dados não disponíveis

Feminino (1344) 10,5 ± 3,7 Dados não disponíveis

a) De acordo com o limite máximo de ingestão recomendado pelo Food and Nutrition Board (≤4,8 g de sal/dia para idades entre os 4 a 8 anos e ≤5,6 g sal/ dia para idades entre os 9 a 13 anos de idade).

b) Fonte: CORREIA-COSTA, Liane et al. (2015) c) Fonte: GONÇALVES, Carla et al. (2015) d) Fonte: POLONIA, Jorge et al. (2014)

QUADRO 14 MÉDIA DE CONSUMO E PREVALÊNCIA DA INADEQUAÇÃO DA INGESTÃO (%) DE SAL

No quadro 14 e figura 23 pode-se observar que o consumo excessivo de sal não se restringe ape-nas à população adulta. Esta situação também se

verifica em crianças e adolescentes cujas percen-tagens de inadequação de consumo de sal são elevadas. Masculino Masculino 8-9 anos (b) 13-17 anos (c) Feminino Feminino 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 %

(31)

Em junho de 2013 foi elaborada uma primeira estratégia para a redução do sal em Portugal via DGS/PNPAS e divulgada publicamente. A base dessa estratégia mantém-se atualmente. Da ob-servação do que foi realizado ao longo destes 2 anos pode dizer-se o seguinte:

• Os dados entretanto obtidos apontam para que a oferta de sal seja feita, maioritariamen-te, através da confeção doméstica e da oferta na restauração quando se come fora de casa. • Ao longo do ano de 2015, a maioria dos pro-dutos alimentares embalados à venda em Portugal colocou na sua rotulagem a quan-tidade de sal oferecida, permitindo pela primeira vez uma capacidade de escolha e tomada de decisão ao consumidor como nunca até agora tivera.

• Contudo, a capacidade dos cidadãos le-rem rótulos e tomale-rem decisões é ainda reduzida. A maioria dos trabalhos cien-tíficos nesta área sugere a necessida-de necessida-de existirem processos facilitadores da tomada de decisão como a existência de informação por cores por exemplo. Em 2015, foram realizadas reuniões e trabalhos de parceria com a indústria alimentar e restau-ração no sentido da oferta alimentar apresentar menor teor em sal. O despacho nº 8272/2015 de 29 de julho criou um grupo de trabalho intermi-nisterial para propor um conjunto de medidas para a redução do consumo do sal pela popula-ção, nomeadamente na área da disponibilidade alimentar. Este grupo foi constituído pelas seguin-tes entidades: Direção-Geral da Saúde (coordena-dor), AHRESP - Associação da Hotelaria, Restau-ração e Similares de Portugal, APED - Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, ASAE - Autoridade da Segurança Alimentar e Económica, CCP - Confederação de Comércio e Serviços de Portugal, DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, DGAE - Direção-Geral das Atividades Económicas, DGAV - Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, DGC - Direção-Geral do Consumidor, FIPA - Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares e PortugalFoods.

O Grupo de trabalho apresentou as seguintes medidas:

1. Considera-se que a redução de sal é um assunto prioritário e que o excesso de con-sumo de sal é um importante problema de Saúde Pública. É por isso necessário definir metas de redução quantificáveis e monito-rizáveis ao nível do consumo (população/ consumidor) e da oferta (produtos alimen-tares e refeições à venda);

2. As questões da educação e informação di-recionadas quer ao consumidor quer aos profissionais do setor deverão fazer parte das estratégias dos vários intervenientes nesta área para que, de forma integrada, acompanhem as ações ao nível da modifi-cação da disponibilidade alimentar. Estas metas e ações devem ser monitorizadas e apresentadas anualmente;

3. De acordo com as recomendações da OMS e da CE, considera-se como meta a atingir a redução do consumo de sal entre 3% a 4% ao ano na população portuguesa, durante os próximos 4 anos, procurando alcançar a recomendação preconizada pela OMS para o consumo de sal de 5g per capita/dia a atingir até 2025.

4. Tendo por base evidência científica e Dire-trizes da CE foram definidas como catego-rias a trabalhar prioritariamente no ano de 2015: grupo dos cereais, carnes e derivados de carne, refeições prontas para consumo, batatas fritas e outros snacks e molhos; 5. Estabelece-se como valor indicativo uma

re-dução média anual de sal em 4% ao ano nas diferentes categorias de produtos alimenta-res disponibilizados e definidos anteriormen-te. Sendo uma média, admite-se que nem todas as categorias poderão conseguir atin-gir esse objetivo, por motivos tecnológicos, de segurança dos alimentos ou outros, devendo essa situação ser reportada;

(32)

6. Deverão ser consideradas como referência as boas práticas de vigilância da oferta de sal nos produtos alimentares à venda já utilizadas; 7. Na restauração a prioridade será dada a dois

componentes da refeição: sopa e prato; 8. Fica definido atualizar e publicar a partir de

janeiro de 2016, o Referencial de Boas Práti-cas Nutricionais para o setor da restauração; 9. O setor da restauração compromete-se a

desenvolver todos os esforços para uma redução gradual e faseada no teor de sal na sopa e nas guarnições/acompanhamen-tos até ao valor de referência de 0,2g de sal/100g de alimento;

10. Até final de 2016, o setor da restauração compromete-se a iniciar esta redução, gradual e faseada, ao nível do sal adiciona-do ao produto final através adiciona-dos seus mé-todos de preparação e confeção;

11. No final de 2016, o setor da restauração apresentará, com base nos resultados obti-dos e resultantes de trabalho interno, uma proposta de ações, ajustada e exequível, que vise reduzir o teor de sal na componente proteica do prato e nos pratos compostos;

12. Entende-se ser necessária uma estratégia de monitorização frequente e sistemática da oferta de sal nas refeições colocadas à venda pelo setor da restauração;

13. As associações representativas da área da restauração deverão promover a auto--avaliação da oferta de sal por parte dos seus associados com o apoio das autori-dades públicas, nomeadamente ao nível do tratamento da informação;

14. A DGS/Ministério da Saúde deverá, em articulação com o presente grupo, criar condições técnicas para fazer o acompa-nhamento em permanência da presente estratégia e das suas propostas, estimu-lar a comunidade científica a investigar na área e preparar uma reunião intercalar a cada 6 meses para apresentação e discus-são dos resultados obtidos.

O grupo de trabalho vai agora trabalhar ao longo de 2016 para tornar estas medidas uma reali-dade.

Existe evidência científica consistente sobre os efeitos prejudiciais do consumo de gordura trans produzida industrialmente. Nomeadamente, no aumento do risco de doença cardiovascular, cancro e diabetes. Face a esta informação têm sido to-madas várias medidas a nível europeu de forma a reduzir a gordura trans nos alimentos proces-sados.

Para a implementação de medidas adequadas para a redução da ingestão de gordura trans é necessário obter dados precisos sobre o seu consumo a nível nacional. Não sendo obrigatória a rotulagem deste tipo de gordura a realidade é desconhecida para o cidadão. Nesse sentido foi realizado recentemente, e com o apoio da DGS,

um estudo cujo objetivo consistiu em traçar o perfil do teor de gordura trans em alimentos comercializados no mercado português.

Neste estudo, intitulado “Ácidos gordos trans no mercado alimentar português“, conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade do Porto, avaliou-se o teor de gordura trans em 268 amostras adquiridas entre outubro e de-zembro de 2013. As amostras foram categori-zadas em vários grupos de alimentos como por exemplo, margarinas, cremes para barra à base de chocolate, batatas fritas, produtos de paste-laria, cereais de pequeno-almoço e sopas instan-tâneas.

(33)

Em termos percentuais o conteúdo em gordu-ra tgordu-rans presente na gordugordu-ra total variou entre os 0,06% e os 30,2% (média de 1,87%), com os grupos das bolachas e biscoitos (3,42%)

segui-dos segui-dos produtos de pastelaria tipicamente dis-poníveis para venda (1,96%) a apresentarem os valores mais elevados de trans na sua gordura.

GRUPO DE ALIMENTO NÚMERO (n) GORDOS TRANS (g/100g TOTAL DE ÁCIDOS

DE ÁCIDOS GORDOS) > 2%

TOTAL DE ÁCIDOS GORDOS TRANS (g/100g

DE PRODUTO)

Cremes à base de chocolate 6 0,45 (0,14-0,86) 0 0,18 (0,07-0,32)

Sopas instantâneas 5 0,51 (0,34-0,77) 0 0,07 (0,02-0,18)

Batatas fritas (a) 25 0,62 (0,17-1,26) 0 0,18 (0,05-0,38)

Produtos de panificação e cereais

de pequeno-almoço 7 0,71 (0,40-1,02) 0 0,03 (0,01-0,07)

Snack de chocolate 4 0,83 (0,26-2,00) 0 0,32 (0,07-0,75)

Margarinas e gorduras vegetais sólidas 16 0,83 (0,26-2,16) 1 0,56 (0,16-1,57)

Pipocas 4 0,87 (0,50-1,54) 0 0,11 (0,08-0,13)

Sobremesas instantâneas (b) 6 0,95 (0,06-3,05) 1 0,19 (0,01-0,78)

Caldos de cozinha instantâneos 5 1,10 (0,60-2,79) 1 0,28 (0,12-0,85)

Fast food(c) 13 1,15 (0,38-3,07) 3 0,15 (0,06-0,40)

Pastelaria (d) 120 1,96 (0,07-8,47) 35 0,49 (0,01-2,51)

Biscoitos e bolachas 53 3,42 (0,21-30,2) 9 0,72 (0,02-6,02)

Manteiga 4 2,92 (2,07-3,58) 4 1,46 (1,14-2,00)

Total 283 1,87 (0,06-30,2) 50 (e) 0,47 (0,01-6,02)

a) Batatas fritas embaladas (fritas e pré-fritas) b) Mousse de chocolate e chantilly

c) Nuggets, pizza, hambúrgueres e menus com batatas fritas

d) Croissants, donuts, waffles, produtos de massa doce recheados com chocolate, bolo de chocolate, cupcakes, pastelaria tradicional portuguesa e massa folhada congelada e) Sem manteiga

Fonte: Costa, N. et al, 2015

QUADRO 15 PERFIL DA GORDURA TRANS DOS ALIMENTOS PORTUGUESES

De acordo com o Relatório anual de 2014 do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), as preva-lências do consumo de bebidas alcoólicas, para a população portuguesa (15 – 64 anos), regis-traram um aumento de 2001 para 2007, tendo em 2012 baixado para valores inferiores aos de 2001. No que respeita à população jovem adulta (15 – 34 anos) a tendência foi a mesma, exceto para a prevalência de consumo nos últimos 30 dias que não sofreu um aumento em 2007, mas em vez disso veio sempre a diminuir desde 2001.

Os valores de prevalência do consumo de álcool entre os dois grupos estudados apresentaram--se muito próximos, embora a população jovem adulta tenha registado sempre valores inferiores ou iguais ao da população total.

Em 2012, a prevalência do consumo de álcool ao longo da vida foi de 73,6% para a população total e de 72,1% para a população jovem adulta.

(34)

De acordo com os resultados do estudo HBSC/ OMS (Health Behaviour in School-aged Children), a grande maioria dos jovens menciona nunca se ter

embriagado durante toda a vida, verificando-se um aumento desta frequência em comparação com anos anteriores.

Relativamente à perceção do risco para a saúde associado ao consumo de álcool verificou-se que a maior parte dos jovens portugueses entre os 15 e 24 anos considerou de alto risco (59%) para a saúde um consumo regular de álcool. No que respeita ao consumo ocasional a grande maioria

considerou de baixo risco (68%). Em ambos os tipos de consumo os valores nacionais aproxi-mam-se da média europeia. Comparativamente com anos anteriores verifica-se uma maior atri-buição de risco ao consumo regular e ocasional de bebidas alcoólicas.

FIGURA 24 PREVALÊNCIA DE CONSUMO DE QUALQUER TIPO DE BEBIDA ALCOÓLICA AO LONGO DA VIDA

(NOS ÚLTIMOS 12 MESES E ÚLTIMOS 30 DIAS), %, 2001/2007/2012

FIGURA 25 POPULAÇÃO ESCOLAR-HBSC/OMS (ALUNOS 6º/8º/10º ANO), FREQUÊNCIA DA EMBRIAGUEZ

AO LONGO DA VIDA (%), 2006/2010/2014

PVL – Pelo menos uma experiência de consumo na vida; P12 M – nos últimos 12 meses; P30 D – nos últimos 30 dias. Fonte: SICAD, Relatório anual de 2014, “Situação do País em Matéria de Álcool”

Fonte: Matos et al.,2006/2010/2014, SICAD: DMI-DEI 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 %

Pop. Jovem Adulta (15-34 anos) Pop. Total (15-64 anos)

2006 2010 2014

Nunca 1-3 vezes 4 ou mais vezes

PLV P12 M P30D PLV P12 M P30D PLV P12 M P30D 2001 2007 2012 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 %

(35)

Com base no Relatório Global sobre Álcool e Saú-de - 2014, o número Saú-de indivíduos internados com diagnóstico relacionado com o consumo de álcool, entre 2009 e 2014, foi marcadamente su-perior para o sexo masculino. Entre 2013 e 2014,

os resultados mostram que o número de indiví-duos internados aumentou para o sexo masculi-no (de 21.767 para 22.441 indivíduos) e diminuiu para o sexo feminino (de 3.473 para 3.404 indiví-duos).

FIGURA 26 PERCEÇÃO DO RISCO PARA A SAÚDE ASSOCIADO AO CONSUMO REGULAR E OCASIONAL

DE BEBIDAS ALCOÓLICAS, PORTUGAL E MÉDIA EUROPEIA (%), 2011/2014

Nota: a soma das partes não é igual ao total por questões de arredondamentos. Fonte: SICAD, Relatório anual de 2013, “Situação do País em Matéria de Álcool”

FIGURA 27 INDIVÍDUOS INTERNADOS COM DIAGNÓSTICO (PRINCIPAL OU SECUNDÁRIO) RELACIONADO

COM O CONSUMO DE ÁLCOOL, POR ANO, POR SEXO, PORTUGAL CONTINENTAL, 2009-2014

Fonte: Relatório Global sobre Álcool e Saúde-2014 CISA

Beber regularmente Beber ocasionalmente

Baixo risco Médio risco Alto risco 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 11 8 5 8 72 74 68 77 35 34 36 35 22 21 27 19 53 57 59 57 5 5 5 4 %

(36)

Os dados apresentados para adolescentes são provenientes do estudo HBSC/OMS (Health

Behaviour in School-aged Children),

desenvolvi-do pela OMS onde participam atualmente mais de 44 países, incluindo Portugal. Este estudo é realizado de 4 em 4 anos e pretende avaliar os estilos de vida dos adolescentes e os seus com-portamentos nos vários cenários das suas vidas, nomeadamente na área alimentar, através da aplicação de um questionário às várias turmas do 6º, 8º e 10º ano de escolaridade selecionadas e representativas da população escolar portu-guesa, com idades compreendidas entre os 11, 13 e 15 anos de idade.

Com base nos resultados, os hábitos alimenta-res dos adolescentes portugueses evidenciam uma redução da qualidade à medida que o ano de escolaridade avança. A toma do

pequeno--almoço diariamente é frequente, em especial por parte dos rapazes (88,7%). Contrariamente, as raparigas consomem mais frequentemente frutas e hortícolas pelo menos uma vez por dia (42,6% e 30,7%, respetivamente).

Comparativamente com anos anteriores veri-fica-se um ligeiro aumento na percentagem de alunos que tomam o pequeno-almoço todos os dias durante a semana em conjunto com um au-mento dos alunos que raramente ou nunca con-somem frutas e hortícolas.

O consumo de doces e refrigerantes é feito pelo menos uma vez por semana e os alunos que ra-ramente ou nunca consomem aumentaram face a anos anteriores. Relativamente ao café a gran-de maioria refere que nunca ou quase nunca bebe café.

2.7.1. Pequeno-almoço

2.7.

Hábitos alimentares em adolescentes

FIGURA 28 FREQUÊNCIA DA TOMA DO PEQUENO- ALMOÇO DURANTE A SEMANA POR SEXO, PORTUGAL

CONTINENTAL, 2014 (a)

a) (Qui-quadrado=64,91; graus de liberdade=2, p≤0,001). n=5948 Fonte: Matos, Margarida Gaspar de. et al. 2014

Rapaz Rapariga Total

Nunca Às vezes Todos os dias

3,5 7,8 88,7 6,2 12,5 81,2 4,9 10,3 84,8 100 80 60 40 20 0 %

Imagem

FIGURA 5 ESTIMATIVAS DA CARGA GLOBAL DE DOENÇA ATRIBUÍVEL A HÁBITOS ALIMENTARES  INADEQUADOS, EXPRESSA EM DALY, PORTUGAL, 2010
FIGURA 7 EVOLUÇÃO DA DISPONIBILIDADE DE CEREAIS PARA CONSUMO HUMANO PER CAPITA (Kg/hab.)  POR TIPO DE CEREAL; ANUAL (2009/2010 A 2013/2014)
FIGURA 9 EVOLUÇÃO DO CONSUMO HUMANO DE FRUTOS PER CAPITA (Kg/hab.) POR ESPÉCIE FRUTÍCOLA;
FIGURA 11 EVOLUÇÃO DA DISPONIBILIDADE PARA CONSUMO HUMANO DE LEITES E PRODUTOS LÁCTEOS  PER CAPITA  (Kg/hab.); ANUAL (2010 A 2014)
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