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Acompanhamento de propriedades PDRI - Amazonas.

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(1)

L'i U ii

CPAA 1984

ex. 2 ISSN 0101 -5648

FL-PP- 14033a

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA

Vinculada ao Ministério da Agricultura

Unidade de Execução de Pesquisa de Âmbito Estadual de Manaus UEPAE de Manaus

Manaus, AM

ACOMPANHAMENTO DE PROPRIEDADES

PDRI - AMAZONAS

Ao)Ipnhamento de

IID II IIll IIll IIU IIM III hD DII Ill Ill 1101 0I III

AI-SEDE- 46086-2

cução de Pesquisa de Âmbito Estadual de Manaus Manaus, AM

(2)

P-_ ISSN 0101-5648

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Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria-EMBRAPA

.53)

Vinculada ao Ministrio da Agricultura Unidade de Execuço de Pesquisa de 26bíto Estadual de Manaus - UEPAE de Manaus

Manaus, A}i

ACOMPANHAMENTO DE PROPRIEDADES

PDRI - AMAZONAS

.Jasiel Csar S6nia Milagres Teixeira

Unidade de Execuço de Pesquisa de Lnbito Estadual Manaus, AM

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EMBRAPA-UEPAE de Manaus/PDRI-AN. Documentos, 1.

Exemplares desta publicação podem ser solicitados

a:

UEPAE de Manaus

1Cm 30 da Rodovia AM-OlO (Manaus-Itacoatiara) Telefone: (092) 233-5568 Telex: (0922) 440 Caixa Postal 455 69.000 Manaus,»!. Tiragem: 500 exemplares Comit de Publicaçes Casar, Jasiel

Acompanhamento de propriedades PDRI-Amazonas, por Jasiel Casar e S6nia Milagres Teixeira. Manaus

EMBRAPA-UEPAE de Manaus, 1984,

29 p. (ENBRAPA-UEPAE de Manaus/PDRI-AN. Documen tos, 1).

Bibliografia: p. 26-7

1. Agropecuaria - Aspectos s5cio-'econ6m1cos - Bra sil - Amazonas. I. Teixeira, S6nia Milagres, colab. II. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria-Uni dade de Execuç&o de Pesquisa de Lnbito Estadual, Ma naus-»!. III. T!tulo. IV. Srie.

CD 338.1098113

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SUMÁRIO Paginas RESUMO • 5 ABSTRACT • INTRODUÇXO 7 OBJETIVOS ...10 METODOLOGIA ... 10 Amostra Selecionada ...12

Instrumentos de Acompanhamento e sua Operacionali zaço ... 18 • Perfil de Entrada ...18 • Fluxo de Caixa ... 1 9 • Levantamento Longitudinal ... 21 • Perfil de Sdda ... 21 • Caracterizaçao Sociol8gica ... 21 Anftises ... 22 CONCLUSZO ... 24 REFER2NCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...28

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ACOMPANHAMENTO DE PROPRIEDADES PDRI - AMAZONAS

Jasiel Csar1

S3nia Milagres Teixeira2

RESUMO: O Acompanhamento de Propriedades, no Segmento de Pesquisa e Experimentaçao do Projeto de Desenvolvimento Rural Integrado do Amazonas se insere no item de Estudos de Adninistraçao Rural. O estudo será desenvolvido numa amostra de produtores. Tem por objetivo identificar o pro cesso produtivo da pequena propriedade, caracterizar o grupo domstico, a interaçao do homem com o ecossistema e suas relaçoes de trabalho. Sao expostos os instrumentos a serem utilizados, a saber: perfil de entrada, fluxo de caixa, acompanhamento longitudinal, levantamento socio16 gico e perfil de satda. Ao cabo do estudo serao propostos sistemas de produçao alternativamente melhores que os que sao utilizados pelos produtores. A duraçao prevista para o estudo & de cinco anos.

AESTRACT: lhe "small-farm follow up" constitutes an item of Rural Management Studies, included in the Research Segment of Integrated Rural Development Project of Amazon State (PDRI-AN). It aims to identify the small-farm yield ing system, to characterize the rural domestic-group, the inter-action of rural man with his habitat and labor relations. Methodological tools are mentioned, such as: a first profile, cash flows, longitudinal follow-up

sociological data and the final profile. When the study is finished suggestions of alternative production systems to small-farmers of the sample will be formulated. It is assumed that this study will be carried out during five years.

1Economista Rural, M.Sc., EMBRAPA/UEPAE de Manaus, Caixa Postal 455, CEP 69.000 Manaus ,A14.

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iwrovuçXo

Vrios so os enfoques que podem ser adotados em trabalhos de acompanhamento de propriedades agrtcolas A escolha de uma metodologia depende dos resultados que se almejam ao cabo do acompanhamento. A tttulo de exem plo so mencionados dois casos.

Primeiramente Bose (1969), no Estado de Bengala Ocidental, índia, efetuou o acompanhamento de pequenas empresas agrtcolas durante quatro anos (1962 a 1966) De 240 fichas de acompanhamento, utilizou apenas 80, re ferentes a dez diferentes aldeias. Nesse pertodo, os la vradores receberam auxilio, atravs da extenso rural sob a forma de sementes, fertilizantes e instrumentos modernos de trabalho. As aldeias diferiam entre si quan

to a solos, padres de cultivo, irrigaço, etc. Por&n tais aldeias eram representativas das reas em que se localizavam. As glebas variavam de oito a dez acres.

A1m de um "survey" sociocultural, pesquisadores residentes em cada aldeia, atravs de fichas, registra ram aspectos t&cnico—agronamicos e uma espcie de fluxo de caixa de cada propriedade.

Foi analisado o desempenho do neg5cio agricola a trav&s da relaço beneficio/custo.

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ri

As hip&esàs originais, levantadas por Bose (1969), eram de que "numa aldeia de lavradores, aqueles que ado tam inovaç6es tacnicas so mais eficientes (sic) do que aqueles que nao as adotam", e que "certos fatores socio culturais estio sempre associados com a eficincia do trabalhador indiano".

Os dados dessa pesquisa, embora no considerados conclusivos, indicam que o comportamento de camponeses o cidentais, segundo a literatura, no idntico ao do in diano tradicional. Admite que lavradores mais "urbaniza dos" podem adotar inovaçes com mais facilidade, porm sem reflexo na eficincia do seu sistema de produçao a grrcoia.

Em segundo lugar, o Departamento de Estudos e Pes quisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria

(1982), visando

a

avaliação do impacto da pesquisa agro pecuria no Brasil, elaborou uma sistemZtica diferente Resumidamente os elementos dessa metodologia so os se guintes:

- caracterizaçao inicial da amostra. Atravs de de talhado questionario - que contempla a coleta de dados sobre o produtor, sua famtlia, sua propriedade, a utili zaço de fatores de produço e a renda liquida da pra priedade, al&a de aspectos socio16gicos - busca efetuar uma caracterizaçao da amostra envolvida no estudo, cons

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M

tituindo o perfil de entrada da propriedade rural.

- Acompanhamento longitudinal. Estabelecido o per fil de entrada, as propriedades sero sistematicamente .! companhadas, com o objetivo de verificar alteraçes no sistema de produço vigente, especialmente aquelas resul tantes de adoço tecnolgica.

- Perfil de sa!da. Ao cabo do ano V, todas as pra priedades da amostra sero submetidas ao mesmo questiona rio de perfil de entrada. Os resultados dessa fase permi tiro comparar as eventuais diferenças oriundas de ado ço de tecnologia na propriedade, entre o intcio e o tr mino do estudo.

Tambm, a metodologia pressupe a elaboraçao de ana lises individuais e agregadas das propriedades amostra das.

Como se vera adiante, o enfoque que esta sendo uti lizado pela UEPAE de Manaus- via PDRI-Amazonas - incor pora elementos de anibasas metodologias mencionadas.

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O acompanhamento de propriedades se insere nos estu dos de administraçao rural, preconizados pelo segmento de Pesquisa e Experimentaço Agropecuria, do PDRI-AM sob a coordenaçao da UEPAE de Manaus.

O estudo objetiva oferecer indicaç6es sobre as ca racterrsticas produtivas e sacio-econamicas das proprie dades rurais e da força de trabalho nelas inserida. Espa cificamente o acompanhamento visa a:

Qualificar sociologicamente o produtor e seu gru po domstico;

Identificar as relaçes que se estabelecem entra o homem rural e o ecossistema;

Identificar as relaçes de trabalho no meio ru ral, dominado pelo pequeno campons; e

Verificar em que medida a adoçao de tecnologia efetuada e qual seu efeito sobre o grau de bem-estar do grupo domstico.

METOVOLOGIÃ

Um aspecto importante do trabalho de acompanhamento refere-se E necessidade de obter uma visão sociol6gica do produtor e do seu grupo domstico. Objetiva-se, dessa

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forma, esvaziar a viso simplista do "comportamentalis mo" como fonte de explicaço do atual estagio em que se encontram os pequenos produtores rurais. Essa corrente considera os camponeses como atrasados, ignorantes, con servadores, preguiçosos - entre outras adjetivaçes, por causa de sua lentidao ou relutSncia em seguir os agentes de extensL rural, conforme Nickel, citado por Vald&s

e-t

tiL. (1979). Segundo este Gitimo autor, Orville Freeman, primeiro secretario de agricultura dos Estados Unidos afirmou que havia encontrado muitos produtores que nao podiam ler - mas nenhum que nao pudesse contar. Tal as sertiva, facilmente comprovada no meio rural amazonense, aponta para o elevado grau de racionalidade do pequeno produtor.

Segundo De Janvry, contido em Valds e,t tiL. (1979), os princíôios metodo1gicos para estabelecer um conjunto de conhecimentos destinados a gerar tecnologias aos pe quenos produtores so os seguintes: 1) estabelecer a in- ter-relação dos elementos da sociedade com a economia global e a estrutura social, tanto em ntvel nacional quanto internacional; 2) possuir a dimenso histtica do processo de transformaçao da sociedade camponesa que per mita a identificaço de suas leis de mudança; e 3) iden

tificar a viso particular de mundo,.que tm os campone ses, o que determinado pelas condiçes espec!ficas sob as quais eles vivem. Esta visão estabelece o significado

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de mudança para o camponZs.

Tais preocupaçes expressam, em certo grau, as ten d&tcias da sociologia rural de inspiraço norte— america na. Do lado europeu, ou mais precisamente francas, Nen dras (1976) possui uma compreenso mais arrojada. Afirma ele que por mais tradicional que seja o campons, esta disposto a efetuar mudanças no seu processo produtivo, e at mesmo na sua maneira de pensar, ou seja, na sua lgi ca interna. Por&n, tais mudanças s6 so concretizadas se o campons verificar que existem possibilidades para tan

to. Dito de outra forma, mudanças estruturais efetivas podem levar o campons a mudar sua lEgica de racioctnib sobre o mundo, em geral, e sobre a atividade agrtcola em particular.

No desprezando o enfoque de De Janvry, o de Meu dras parece melhor adequar—se

a

situaço de acompanhamen to ora proposta. Trata—se de atividade inserida no con texto de um projeto de desenvolvimento rural integrado que, portanto, pressupe em certa medida a ocorrncia de

transformaçes estruturais no 2mbito de sua aço.

kno4tw. Setecionadzz

O trabalho de acompanhámento de propriedades encer ra um conjunto de atividades que supem o contato mais frequente para maior interaço entre pesquisador, exten

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sionista e produtor. As limitaçes de custo e pessoal restringem o numero de produtores a um total de 35, sen do que se estabelece um estudo inicial em 70 proprieda des, visando permitir a seleço natural dos elementos a acompanhar e, um nCnero igual a compor o conjunto contro te para a comparaçao, ao final do trabalho. (Tabelas 2 e 3).

Esse namero nao deve ser tomado para inferir sobre a populaço total, uma vez que representa menos de um por cento do numero total de propriedades, nos diversos municipios e estratos de area consideradas. A noço de populaço aparece na analise, no que se pretenda genera lizar os resultados obtidas, mas porque a unica forma que se tem de interpretar resultados estattsticos em termos de inferancias sobre populaçes. Neste caso, uti liza-se principalmente a alternativa das amostras no ateat6rias, ou intencionais, que expressem a distribui ço dentro da populaço. Este enfoque permite infern cias estatisticas apenas sobre os efeitos do acompanha mento entre os elementos da amostra, sistematicamente se

lecionada (Edington, 1966).

Nesse sentido, busca-se garantir, na amostra, a mes ma proporcionalidade dos diversos grupos da populaço, o que, pelo menos, permitira avaliar os efeitos do acompa nhamento, considerando-se a distribuiço das unidades por modelos de produçao, estrato de area, zona eco1gica

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e regiao em que se inserem (Tabela 3). A grande concen traço de propriedades no municipio do Careiro e Nanaca puru, comparada com os percentuais dos outros munictpios,

sugere maior concentraço de atividades nessas reas. No caso do munictpio do Careiro, a divisao em trs sub-re gi6es, Manaquiri, janauaca e Careiro, nao foi explicita mente considerada nesse trabalho, urna vez que a informa ço origina1(Comisso Estadual de Planejamento Agrcola 1982 b) considera a distribuiçao geografica vigente no Estado, quando essas reas eram consideradas localida

des, no municipios.

Consideram-se, para a classificaço em modelos, ape nas as exploraçaes de maior expressao na propriedade Procurou-se aproximar a distribuiçao apresentada nas Ta belas 1 a 3. A classificaço por munictpio e zona eco1 gica foi utilizada como referncia para seleçao prelimi nar enquanto se esperava obter a distribuiço por estra to de &rea e modelo de produço, conforme Tabelas 2 e 3. Observa-se porm, maior concentraço de propriedades maiores, principalmente na amostra para Careiro e Parin

tins. Todas as propriedades (15) de vrzeas no Careiro com exceço de uma, localizam-se no Modelo I. Para os de mais munictpios, propriedades em varzeas se dedicam ape nas a culturas alimentares e de fibras (Modelo 1). Em

terra firme, al&n de maior incidncia de culturas alimen tares, nas propriedades do Careiro, observou-se grande

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incidZncia de produtores de guarani (Modelo III). Rã ain da seis propriedades que no se enquadram na classifica ço geral de modelos utilizada, por apresentarem explora çes combinadas de guarani e seringueira.

O crítrio adotado para enumerar as unidades nos di ferentes grupos utiliza o mtodo de amostras proporcio nais, usando como principal refer&tcia os resultados ob

tidos no trabalho "Caracterizaço do Processo de Produ ço Agrtcola no MZdio Amazonas", volume 1 - Modelos de Produço, safra 1979180, elaborada pela Comissao Esta dual de Planejamento Agrtcola, CEPA/AN. Esse documento contim informaçes coletadas junto a 326 famtlias na re gio, com resultados do diagn5stico inicial que deu ense jo

a

programaço do PDRI-AH. Supe-se nesse estudo, que a informaço gerada do diagn6stico expressiva, porquan to considera a populaçao abrangida por programas da Su perintendncia de Campanhas de Saude Pb1ica - SUCAM (Co misso Estadual de Planejamento Agrcola 1982a).

InAttunento4 de. Aeompanhmnen.to e 4114. OpetacionaUzaçffo

PvcU de. Entutdtz

Numa primeira fase conduziu-se o levantamento do perfil de entrada, ou seja, uma analise em corte seccio nal, da situaço vigente no intcio da atividade. Foi efe

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tuado um trabalho, mais quantitativo do que qualitativo, quanto

a

coleta de dados pertinentes a: aspectos sociais e econmicos, condiçes de habitaço, ntvel de escolar! dade e natureza da ocupaçao dos membros da famtlia, tipo de posse da terra, uso e valor da gleba, inventarios de bens de capital, exploraçes, despesas e receitas, uso de cradito rural e outros serviços, participaço em sin dicatos e cooperativa, que compem informaçes de cara ter geral. O detalhamento das praticas agrtcolas e f o! mas de condução das exploraçes compuseram as informa çes de carater especifico, tambam analisadas no perfil de entrada.

A coleta de dados para o perfil inicial foi efetua da atravas de questionario apropriado, aplicado a toda a amostra selecionada. Os contatos posteriores da equipe com os produtores da amostra serviram, tambam, para com plementar as informaçes obtidas atravs do questionario.

Fluxo de Ca1xa.

Foi implantado tambm, a partir do ano II do Proje to, um sistema de levantamento do fluxo de caixa das pro priedades amos tradas. Consta de um conjunto de formula rios, com treze paginas, no qual o produtor, ou seus fa miliares, anota receitas e despesas efetuadas diariamen te. O formulario de fluxo de caixa contempla tanto despe sas e receitas com a atividade agrtcola quanto com as

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atividades da família como um todo. É sabido que, via de regra, o pequeno produtor nao distingue as aç8es ligadas ao negdcio agrícola daquelas que se vinculam ao atendi mento de necessidades do grupo domütico.

Ao final de cada m&s, um responsável confere os da dos, recolhe-os e concede novos formul5rios ao produtor. Tem aí início a tarefa de uniformizar as unidades de pe so e medida utilizadas pelos diferentes anotadore.

Foram utilizados tr&s métodos para a implantaçio do fluxo de caixa entre os pequenos produtores. A primeira tentativa consistiu em explicar o procedimento a cada anotador, individualmente. Ji a segunda, buscou reunir os produtores e seus familiares e expor, em grupo, a um neira de efetuar as anotaçSes. Finalmente, utilizou-se a mesma metodologia grupal, com a adiçio de um instrumento diditico. Um dlbum seriado, reproduzindo em tamanho au mentado os formulirios que cada produtor tinha i mio,foi utilizado com a finalidade de ser preenchido pelo exposi tor, através de exemplos fornecidos pelo grupo.

O terceiro método mostrou-se obviamente mais efi caz. Permitiu maior participação dos presentes. Pergun tas individuais, ao serem esclarecidas, auxiliaram a com preensão do grupo com um todo.

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L

evwvtamertto

LangZtudínai

Ao cabo de cada ano agricola será aplicado um ques tionário, menos abrangente, a cada produtor da amostra Visa avaliar a incorporação de tecnologias pelos produto res. Comparando-se esse questionário com o perfil de eu trada, ter-se-á uma iddia clara acerca da adoção tecnold gica por parte das propriedades amostradas.

Pxi2

de

Saidct

Ao término do PDRI-AM, a amostra de produtores acon panhados será submetida ãs quest6es de um questionário semelhante ao do perfil de entrada.

Nessa fase final será dado a conhecer a importância do PDRI-Amazonas, em termos de beneficiar ou não o piibli co do Projeto. Embora sejam evitadas extrapolaçes, em certa medida o comportamento da amostra constituirá um espelho para auferir ilaçes sobre o publico-meta. Insis te-se que mudanças estruturais exercerão profunda influ &ncia sobre o comportamento dos produtores da área- pro grama.

cwtgciaLzczçao Socioz5gzcc.

Reportando-se ã citação de De .Janvry, aspectos his tdricos, conhecimento e mundivivância do produtor e a ma neira pela qual as mudanças ocorrem, embora não se refi

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22

ram necessariamente a cimbios sociais, prestam-se a ex plicar o comportamento da amostra durante a vigncia do Projeto. Aqui, a coleta de dados será através da pesqui sa de profundidade, pesquisa participante e entrevistas informais.

Este item não foi originalmente contemplado. Passou a ser importante na medida em que se presta a qualificar o comportamento da amostra estudada em termos de acompa nhamento de propriedades.

An&ti4eh

Cada um dos cinco instrumentos de coleta de dados poderá propiciar a elaboração de um relatdrio. Porém, desejável que ao cabo do Projeto seja efetuada uma análi se global da amostra, fornecendo tanto aspectos quantita tivos quanto qualitativos.

A elaboração de sistemas alternativos que possibili tem melhor combinação de exploraçes e fatores de produ ção estará sensivelmente condicionada

i

qualidade da in formação durante o acompanhamento. Serão factiveis os di versos sistemas se, uma vez testados, resultarem em me lhoria de renda das exploraç6es.

Considerável esforço tem sido despendido por parte das instituiçes de pesquisa e extensão rural no sentido

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23

de atribuir prioridade ao trabalho. O grupo de cinco tc nicos agdcolas, trabalhando para a equipe da UEPAE de Manaus, e em interação com produtores e extensionistas

tem residncia nos munictpios de £rea-programa do PDRI-AH. Tal fato se aproxima da metodologia utilizada na tu dia, e mencionada no inlc±o do trabalho.

O marco de referancia da atividade global do compo nente de pesquisa no Projeto é setiielhante ao trabalho de senvolvido no PROD{kTA, emMinas Gerais, cujo modelo apresentado na Figura 1 (Teixeira 1981). As peculiarida des regionais poderão interferir na elaboração do modelo como um todo, bem como conduzir a diferentes combinaç6es de fatores de produção.

Conceitualmente o modelo previsto envolve decis3es de aiocação de recursos, via formulação da programação linear. A função objetivo, nesse contexto, seria tomada como maximização da renda em cadapropriedade. Conside ram-se ainda a matriz de coeficientes tknicos gerados pela pesquisa, que comp&em os diversos sistemas de produ

ção e as potencialidades e restriçes constatadas na pro priedade.

Para o trabalho de componente de pesquisa junto ao píblico selecionado no PDRI-A14, esse modelo é modificado dadas as dificuldades já previstas para a sua implementa çio. Espera-se obter informaç5es para a formulação que

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24

sejam mais adequadas ao pequeno agricultor da região. Os ensaios experimentais, e principalmente unidades demons

trativas, fornecerão dados relativos aos aspectos tcni

cos que resultam em níveis, se não ótimos, factíveis de serem absorvidos. O acompanhamento de propriedades pernil tirá aos pesquisadores e extensionistas maior •interação com potencialidades, problemas e restriç3es de fatores principalmente aqueles ligados a capital e mão-de-obra na propriedade. Observaç6es junto aos mercados de produ

tos e fatores serão utilizados na composição de renda Essa montagem permitirá vislumbrar níveis de renda, mes mo que não ótimos, para os proprietários e suas famí

lias. (Figura 1).

CONCLUSÃO

O acompanhamento de propriedades constitui ativida de com duração prevista para cinco anos. Apds a análise do perfil de entrada, o fluxo de caixa será analisado anualmente. Então, novas alternativas tecnológicas serão sugeridas a cada produtor envolvido.

Trata-se pois de trabalho inádito na região, que de manda muita perspicácia e áensibilidade dos pesquisado res, alJm de exigir uma constante disciplina na coleta e análise de dados.

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25 Fwição objetivo 1 'd. A4m.rlo da Renda Ensaies 1 âe Pva&jc& ntsras&o 1 1 Pesquisa 1 eEztsnsio 1 Produtos 1 Lf á. Pvoçrdadss Potencialidades Restriç6es

FIGURA 1. concepçao do Trabalho de Teste de Acompanha mento de Sistemas de Produço em Proprieda des Selecionadas, Componente de Pesquisa no PDRI—AM.

(27)

i;i

Ë oportuno salientar que o PDRI-AM tem um segmento destinado ã avaliação do Projeto. Seria err6neo pensar--se que a atividade sugerida neste estudo conflita com aquela desenvolvida pelo Segmento de Avaliação. Em certa medida a atividade de pesquisa é avaliada no estudo. Mas sobretudo em termos de redirecionar sua atividade ou de evidenciar circunstâncias desfavoriveis ã sua ação. Isto pode ocorrer por ausância de facilidades que poderiam ser ensejadas pelo Projeto como um todo, em termos de mu danças no meio rural.

A circunstincia amazSnica por certo

M

de oferecer restrição ao bom desenvolvimento do estudo. Porém, por aproximados que sejam os resultados, servirão de refer&n cias a futuras açSes da pesquisa em contato direto com o meio rural.

A qualificação da atividade agrícola já foi efetua da em outras ocasi3es. Porân, não se tem notícia de estu do destinado a qualificar a dinâmica dessa atividade Tampouco setem notícia de esforço para caracterizar sis tematicamente os grupos domasticos do meio rural amazo nense.

Vale ressaltar que o enfoque socioldgico a ser uti lizado £ intencionalmente ecltico. A demanda do estudo e as exigâncias da vida rural do Estado obrigam a essa postura metodoldgica.

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27

As avaliaçes do grau de bem estar nio se efetuarão, a não ser em termos de melhoria das condiç&es do lar do cainpon&s, que se efetuarão à medida em que aumentar os excedentes comercializ&veis.

Nas uma &nfase especial será atribuída às relaçes do camponis com o meio ambiente, bem como à organização do trabalho. Em certa medida, tanto a natureza quanto os detentores dos meios de produção, subjugam os pequenos produtores. Essa indicação é fornecida pela cosmovisão do produtor, refletida por lendas como a do Curupira,uma esp&cie de deus das matas, que protege ou pune os homens segundo o uso que fazem da flora e da fauna. TambJm, as relaçes de trabalho já foram identificadas como injus tas, em outros trabalhos.

A elaboração de sistemas de produção alternativamen te melhores constituirá o produto mais concreto do estu do. O hibridismo metodo16gico, pois, se prende ao fato de que o trabalho não consiste apenas de caracteri±açaõ como seria de se esperar em levantamento puramente socio ldgico - mas de ação concreta com vistas à mudança produ tiva e, consequentemente, social,

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REFEREJJCIÁS BIBLIOGRÁFICAS

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