Métodos Quantitativos de Pesquisa em Relações Internacionais 2014.1
Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais
Disciplina: PRI5003 - Métodos Quantitativos de Pesquisa em Relações Internacionais
Docentes Responsáveis: Leandro Piquet Carneiro Semestre: 1º de 2014
Créditos: 08
Sextas-feiras: das 14h00 às 18h00 Carga horária: 12 semanas
Objetivo
Este curso tem como objetivo familiarizar os alunos de pós-graduação em relações internacionais com os métodos quantitativos de pesquisa. Espera-se que o aluno adquira habilidades para ler, interpretar e criticar artigos que são publicados nos melhores periódicos na área de relações internacionais.
Embora o curso ofereça apenas uma introdução aos procedimentos de análise de dados e utilize um mínimo de formalização matemática, ele poderá ajudá-lo a desenvolver o seu próprio projeto de pesquisa, especialmente a escolher o método quantitativo apropriado para testar hipóteses derivadas de teorias relevantes na área.
Ao terminar este curso os alunos deverão ser capazes de realizar as seguintes atividades:
1. formular um problema de pesquisa;
2. definir hipóteses que podem ser submetidas a testes empíricos;
3. selecionar dados e técnicas analíticas adequadas ao tipo de problema de pesquisa e hipóteses selecionados;
4. consumir de forma crítica os resultados de pesquisas quantitativa na área de relações internacionais. Com o objetivo de oferecer o máximo possível de exemplos e aplicações de métodos quantitativos de pesquisa na área, utilizaremos em várias aulas desse curso os estudos e bases de dados comparativos.
As aulas serão nas sextas das 14h às 18h. Na primeira parte da aula, das 14h às 15h30, teremos sessões de trabalho no laboratório de informática no qual introduziremos os alunos ao pacote estatístico R. As sessões no laboratório começam após a aula 4.
Métodos Quantitativos de Pesquisa em Relações Internacionais 2014.1
Observações Importantes
É altamente recomendável que todos tenham um email USP (@usp.br).
Recursos computacionais: Nos exemplos que discutiremos em sala de aula utilizarei o software R. O R é um open source que tem sido utilizado nos cursos do ICPSR e como ferramenta de análise estatística em inúmeros trabalhos científicos. Sua utilização na área de Ciências Sociais tem crescido muito nos últimos anos. O download do R versão 2.8.1 for Windows pode ser feito no site http://cran.r-project.org/bin/windows/base.
Conhecimentos de estatística necessários: Os alunos que nunca realizaram algum curso de introdução à estatística na graduação terão que fazer um esforço suplementar para acompanhar o curso. A experiência prévia demonstra que é totalmente possível chegar a um bom resultado mesmo sem nenhuma exposição ao assunto. Na bibliografia do curso há recomendações de caráter mais básico.
Avaliação
A nota final do aluno será composta da seguinte forma: A. Participação: 40%
A.1. Participação em aula e nas atividades do curso: 5%
A.2. Presença (será cobrada presença nas seções conjuntas com PRI504): 5% A.3. Trabalhos: 30% (entregues no prazo estipulado)
B. Provas em sala de aula: 60%
Ementa
Aula 1. Apresentação do Curso
Primeira parte da Aula (laboratório de informática), apresentação do curso, recursos de informática e bases de dados.
Leituras (para depois da aula):
1. Lane & Ersson, Capítulos 1 e 2 2. Amos e Kahneman (1974)
Aula 2. Comparação, quantificação e modelos formais nas Relações Internacionais e na Ciência Política
Métodos Quantitativos de Pesquisa em Relações Internacionais 2014.1
Primeira parte da Aula (laboratório de informática): organização da base de dados de países.
Leituras:
1. Kellstedt & Whitten, Capítulos 1 e 2 2. Lijphart, A. (1971)
3. Alvarez, M., Cheibub, A., Limongi, F. e Przeworski (1996)
Aula 3. O problema da causalidade
Primeira parte da Aula (laboratório de informática): integração das bases produzidas pelos grupos.
Leituras
1. Kellstedt & Whitten, Capítulo 3
2. King, Keohane, e Verba, Capítulos 1 e 2
3. Brady, The Oxford Handbook of Political Methodology, Capt 10, Causation and Explanation in Social Science. (até a página 249)
Aula 4. Estatística descritiva: Métrica e Descrição de Dados Primeira parte da Aula (laboratório de informática)
Leituras:
1. Kellstedt & Whitten, Capítulo 6 (até 6.3) 2. Williams, Capitulo 4 Βásico
3. Dalgaard, Capítulo 3 R Manual
Aula 5. Estatística descritiva: Análise de Tabelas de Contingência e Medidas de Tendência Central e Dispersão para Variáveis Contínuas
Primeira parte da Aula (laboratório de informática) Leituras:
1. Kellstedt & Whitten, Capítulo 6 (até 6.4 e 6.5) 2. Wannacott & Wannacott, Capítulo 2 Interm. 3. Dalgaard, Capítulo 3 (itens 3.1, 3.4, 3.5) R Manual 4. Weiss, Capítulo 3 Βásico
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Aula 6. Seminário: Desenhos de pesquisas quantitativas: causalidade,comparação, desenhos experimentais e de observação.
Primeira parte da Aula (laboratório de informática) Leituras para o Seminário
1. Kellstedt & Whitten, Capítulo 4
2. Morton& Williams, The Oxford Handbook of Political Methodology, Capt 14, Experimentation in Political Science. José Antonio apresenta e Rachel comenta 3. Brady, H. The Oxford Handbook of Political Methodology, Capt 10, Causation and Explanation in Social Science. Tomé apresenta e Gabriel comenta
Aula 7. Problemas de Mensuração
Primeira parte da Aula (laboratório de informática) Leituras de base:
1. Kellstedt & Whitten, Capítulo 5 2. Williams, Capit. 3 Βásico
4. Weiss, Capítulo 2 Βásico
Aula 8. Populações e Amostras
Primeira parte da Aula (laboratório de informática) Leituras:
1. Kellstedt & Whitten, Capítulo 7 (7.1) 2. Williams, Capitulo 5 Βásico
3. Wannacott & Wannacott, Capítulo 4 Interm. 4. Weiss, Capítulo 7 Βásico
Aula 9. Inferência Estatística
Primeira parte da Aula (laboratório de informática) Leituras:
1. Kellstedt & Whitten, Capítulo 7 (até 7.2 ao 7.4) 2. Wannacott & Wannacott, Capítulo 5 Interm. 3. Williams, Capítulo 6 Βásico
4. Weiss, Capítulos 8 e 9 Βásico
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Aula 10. Teste de Hipótese com duas variáveis Primeira parte da Aula (laboratório de informática) Leituras:
1. Kellstedt & Whitten, Capítulo 8 (8.1 ao 8.3) 2. Wannacott & Wannacott, Capítulo 6 Interm.
Aula 11. Teste de Hipótese em tabelas de contingência, diferença entre médias e correlação.
Primeira parte da Aula (laboratório de informática) Leituras:
1. Kellstedt & Whitten, Capítulo 8 (8.4 ao 8.5) 2. Wannacott & Wannacott, Capítulo 5 Interm. 3. Williams, Capítulos 10 e 11 Βásico
4. Dalgaard, Capítulo 5 (seção 5.4) 5. Weiss, Capítulo 14 Βásico
Aula 12. Modelo de regressão com duas variáveis: Introdução Primeira parte da Aula (laboratório de informática)
Leituras:
1. Kellstedt & Whitten, Capítulo 9 (9.1 ao 9.4.5). 2. Williams, Capítulo 12 Βásico
3. Wannacott & Wannacott, Capítulo 7 (até 7-4) Interm. 4. Dalgaard, Capítulo 5 (seções 5.1 a 5.3) R Manual 5. Weiss, Capítulo 15 Βásico
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Bibliografia
ADLER, J. (2012). R in a Nutshell: a desktop quick reference, O’Reilly.
BECK, N., KING G. e ZENG, L. (2000). “Improving Quantitative Studies of International Conflict: A Conjecture.” American Political Science Review 94:21-36. BRADY, H. (2010) Causation and Explanation in Social Science,in BOX-STEFFENSMAIER, J., BRADY, H. E., COLLIER, D. The Oxford Handbook of Political Methodology, Capt 10.
BOX-STEFFENSMAIER, J., BRADY, H. E., COLLIER, D. (2010) The Oxford Handbook of Political Methodology, Oxford University Press.
DALGUAARD, P. (2002). Introductory Statistics with R, Springer Science, 2002.
KELLSTEDT, P. M. E WHITTEN, G. D. (2009). The Fundamentals of Political Science
Research. Cambridge University Press.
KING,G.,KEOHANE,R. e VERBA, S. (1994). Designing Social Inquiry. Princeton: Princeton University Press.
MAINDONALD, J., BRAUN, J. (2003) Data Analysis and Graphics Using R: An Example-based Approach. Cambridge Series in Statistical and Probabilistic Mathematics.
WEISS, N. (2005) Introductory Statistics. Boston: Addison Wesley, Seventh Edition. WILLIANS, F. (1991). Reasoning with statistics: How to read quantitative research, Fort
Worth: HBJ.
WONNACOTT, R. e WONNACOTT, T. (1985). Fundamentos de Estatística. Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos Editora S.A.
Bibliografia Complementar
Artigos e Livros sobre Bases de Dados em Política Comparada e Relações Internacionais
ALVAREZ, M., CHEIBUB, A., LIMONGI, F. e PRZEWORSKI, A. (1996). “Classifying Political Regimes”, Studies in Comparative International Development, 31: 3-36. AZAR, E. E. (1980). “The Conflict and Peace Databank (COPDAB) project”, Journal of Conflict Resolution 24:143-52.
GLEDITSCH, N. P. et al.(2002). “Armed Conflict 1946–2001: A New Dataset”, 2002 Journal of Peace Research, vol. 39, no. 5, pp. 615–63.
JONES, D. M., BREMER, S. A., e SINGER J. D. (1996). “Militarized Interstate Disputes, 1816-1992: Rationale, Coding Rules, and Empirical Applications”, Conflict Management and Peace Science 15:163-213.
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TVERSKY, A. e KAHNEMAN D. (1974). “Judgment under Uncertainty: Heuristics and Biases”, Science, New Series, Vol. 185, No. 4157, pp. 1124-1131.
LANE, J.E. e ERSSON S. (2003). Democracy: A comparative Approach, Londres, Routledge.
LIJPHART, A. (2003). Modelos de Democracia: Desempenho e Padrões de Governo em 36 países, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira.
LIJPHART, A. (1971). "Comparative politics and the comparative method". American Political Science Review 65 (3): 682–693.
PRZEWORSKI,A.et al. “What make Democracy to endure”. Jounal of Democracy, 7, n 1, 1996.
WALLENSTEEN, P., e SOLLENBERG, M. (2000). “Armed Conflict, 1989-1999.” Journal of Peace Research, 37:635-49.
Bases de Dados Sugestões:
1. A Lijphart Electoral Archives – Modelo simplificado, variáveis apresentadas no anexo do livro Modelos de Democracia (2003), São Paulo: Civilização Brasileira. Traz informações sobre as cracterísticas do sistema político em 36 democracias.
2. Correlates of War - É composta por duas bases, a primeira traz informações sobre os conflitos (Inter-state wars file) e a segunda sobre os países
participantes (Inter-state wars participants
file). http://www.correlatesofwar.org/ Um exemplo de uso dessa base pode ser encontrado em: Benoit K. (1996).“Democracies really are more pacific (in general)”, Journal of Conflict Resolution 40: 636-57. Chan, S. (1984). “Mirror, mirror on the wall ... Are the freer countries more pacific?” Journal of Conflict Resolution 28:617-48..
3. Democracia e Desenvolvimento – Base de dados utilizada utilizada no projeto Democracia e Desenvolvimento: Instituições Políticas e Bem-Estar
Material no Mundo, 1950-1990 (Adam Przeworski e colaboradores). A base de
dados cobre 135 países observados entre 1950 e 1990. A unidade de análise é o país particular, durante um ano em particular, perfazendo um total de 4.126 observações.
4. World Values Survey – Base de dados com entrevistas realizadas em 48 países do mundo (utilizaremo o painel de 2005)e que é utilizada em estudos comparados sobre atitudes políticas. Veja por exemplo: Inglehart, R. e Welzes, C. (2005). Modernization, Cultural Change and Democracy: The human
Development Sequence, Cambridge: Cambridge University Press.
Utilizaremos três paineis desse survey 1995, 2000 e 2005. Os livros de código são os questionários utilizados nos levantamentos realizados no Brasil (1990
e 2000) e nos EUA
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5. Uppsala Conflict Data Program (UCDP) – UCDP/PRIO Armed Conflict Dataset. Base de dados sobre conflitos armadas no período de 1946 – 2009.
O download pode ser feito em
http://www.pcr.uu.se/digitalAssets/63/63324_Codebook_UCDP_PRIO_Armed _Conflict_Dataset_v4_2011.pdf