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Capa: Bruno Sales
Fotografia da capa: Ricardo Bakker Produção Digital: Geethik
Projeto gráfico: Editora Roca
Ficha catalográfica P285t
Paschoal, Valéria
Tratado de nutrição esportiva funcional/Valéria Paschoal, Andréia Naves. -1. ed. - São Paulo : Roca, 2014. 752 p . : il . ; 28 cm.
Inclui bibliografia e índice ISBN 978-85-412-0409-5
1. Atletas - Nutrição. 2. Suplementos dietéticos. I. Naves, Andréia. II. Título.
10-07037
CDD: 613.2024796 CDU: 613.2
Dedicatória
Dedico esta obra a todos os estudantes e profissionais que tenham como diretriz a melhora da
performance física aliada à saúde com Vitalidade Positiva por meio da Nutrição Funcional.
Agradecimentos
Agradeço a todos os autores e colaboradores desta edição, ao corpo docente e discente do curso de pós-graduação em Nutrição Esportiva Funcional da VP Consultoria Nutricional, ao departamento científico da VP Consultoria Nutricional, aos meus mentores, Dr. Victor Matsudo e Dra. Sandra Matsudo, aos meus companheiros do CELAFISCS, à amiga e orientadora Dra. Olga Maria Silverio Amancio, aos praticantes de atividade física e atletas que fizeram parte da nossa trajetória profissional.
À Editora Roca pela iniciativa de fazer uma obra genuinamente brasileira na área esportiva. À minha sobrinha e nutricionista Gabriela Paschoal por auxiliar na coordenação e revisão desta obra.
À Andréia Naves, minha amiga e sócia, por ser uma fonte inesgotável de energia tanto no trabalho profissional como em sua performance como atleta.
Aos meus amigos Cláudio e Rogério pelo apoio e pela compreensão.
Ao meu pai, Júlio, e à minha mãe, Marilene (em memória), pela sustentação em todas as minhas escolhas.
Aos meus filhos Leonardo e Lucas, desde a cumplicidade em seus olhares até a sintonia de almas, para a realização deste sonho.
A Deus pela luz que me guia a percorrer este caminho.
Valéria Paschoal
Agradeço a Deus que se manifesta como energia vital no meu potencial de agir diário, me fortalece diante das adversidades e me dá sabedoria e determinação a cada degrau de superação em minha vida. Agradeço aos meus pais, que me guiaram no caminho do esporte, à Dra. Valéria Paschoal, que me guiou no caminho da Nutrição Funcional, e aos meus pacientes e amigos, que me motivaram a aprimorar a cada dia meus conhecimentos em Nutrição Esportiva Funcional.
Apresentação
A nutrição esportiva é uma especialidade que cresce a cada dia. Tive o prazer de acompanhar de perto esse crescimento, sendo uma das precursoras da especialidade no Brasil há mais de 20 anos. Exatamente pela minha experiência fui percebendo que a aplicação dos conhecimentos clássicos disponíveis na literatura científica não era suficiente para garantir o pleno estado de saúde e de performance dos atletas e praticantes de atividade física. Por isso, nos últimos 15 anos venho complementando meu trabalho nessa área com os conhecimentos da Nutrição Funcional. Nesse período, vivenciei resultados nunca vistos com os meus clientes.
O trabalho da Nutrição Funcional baseia-se em uma teia de inter-relações metabólicas que envolve basicamente os seguintes aspectos: correção dos desequilíbrios nutricionais, modulação do sistema inflamatório e estresse oxidativo, ativação do sistema energético (principalmente o mitocondrial), correção da disbiose, ativação dos processos de destoxificação, modulação do sistema hormonal e, finalmente, a interação de corpo e mente. Por isso, os dois primeiros capítulos desta obra discutirão com profundidade esses aspectos. Nos capítulos seguintes, são apresentadas a bioquímica e a fisiologia do exercício, passando pela avaliação nutricional e pela utilização de recursos ergogênicos, até a Gastronomia Funcional em diferentes modalidades esportivas, envolvendo os ciclos de vida e atletas com necessidades especiais.
Prefácio
Prefaciar uma obra é um desafio enorme, em que não me sinto à vontade e por isso tendo a não aceitar solicitações como esta. Mas não podia fazê-lo com o honroso convite feito pela Valéria Paschoal, pessoa que tive a oportunidade de conhecer quase garota como estagiária do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul. Desde aquela oportunidade, já se destacava pelos predicados que hoje são sobejamente conhecidos da comunidade científica da área: poder de iniciativa, vivacidade de ideias, praticidade nas ações e obstinada dedicação na busca da verdade, lição fundamental de nossa casa. Estou a vê-la nos primeiros congressos nacionais e depois nos internacionais, em que suas primeiras participações no Congresso do American College em Orlando e no Congresso Pré-Olímpico de Dallas já vaticinavam o percurso promissor que se avizinhava.
Esta obra representa uma etapa de adultez e amadurecimento da autora, que como coordenadora da obra, junto com a Dra. Andréia Naves, conseguiu reunir um time de primeira, em temas extremamente felizes, pois aliam o ineditismo e a inovação, como o capítulo de destoxificação, aos mais tradicionais, como aqueles que discutem hidratação, equilíbrio acidobásico, carboidratos, lipídios e proteínas, àqueles que visitam os aspectos nutricionais ao longo do ciclo da vida, das enfermidades, das modalidades esportivas, do treinamento e das lesões.
A nutrição esportiva está passando por período de crescimento vertiginoso, e esta obra acompanha esse ritmo. Temos certeza de que a leitura deste livro trará enriquecimento intelectual específico nesta área, devendo em breve ser considerada fonte de referência obrigatória para todos aqueles que estejam na graduação, na pós-graduação, ou, ainda, na prática da clínica diária.
Unir qualidades acadêmicas com o sucesso em gestão de negócios é um dos desafios maiores que podemos encontrar na vida. Não é nada fácil. Valéria e Andréia conseguiram demonstrar que isso é possível e alcançável, sempre com um sorriso, combinando competência com um coração enorme.
Dr. Victor Keihan Rodrigues Matsudo
Médico Especialista em Ortopedia e Traumatologia e em Medicina do Esporte. Professor Livre-Docente em Medicina da Universidade Gama Filho. Coordenador Científico do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS). Coordenador Geral do Programa Agita São Paulo da Secretaria de Estado da Saúde. Coordenador da Rede de Atividade Física das Américas (RAFA). Membro do Comitê Internacional do Programa Exercise is Medicine do American College of Sports Medicine. Membro do Conselho Internacional de Ciências do Esporte e Educação Física (ICSSPE). Membro da Comissão de Detecção de Talentos do Comitê Olímpico Internacional.
Colaboradores
Adriano Eduardo Lima-Silva
Educador Físico e Mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Doutor em Biodinâmica do Movimento Humano pela Universidade de São Paulo. Professor Adjunto II da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas nos cursos de graduação (Nutrição) e pós-graduação (mestrado em Nutrição). Bolsista de produtividade CNPq nível 2.
Ana Vládia Bandeira Moreira
Nutricionista pela Universidade Estadual do Ceará. Mestre e Doutora em Ciência dos Alimentos pela Universidade de São Paulo. Professora Adjunta do Departamento de Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Viçosa.
Barbara Rescalli Sanches
Nutricionista pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional e Fitoterapia Funcional. Pós-graduanda em Nutrição Esportiva Funcional.
Bettina Moritz
Doutoranda em Neurociências em Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. Especialização em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Especialização em Nutrição Clínica pela Universidade Federal do Paraná. Especialização em Nutrição Ortomolecular pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Estudo na Área da Saúde (FAPES). Professora da pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional do Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Nutricionista pela UFSC. Bacharel em Educação Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Presidente do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional. Pós-graduanda em Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL).
Braian Alves Cordeiro
Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida. Pós-graduando em Nutrição Clínica Funcional no Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Professor da pós-graduação em Nutrição Esportiva Funcional do Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Professor do curso de Nutrição da Faculdade Estácio de Sá, SC. Nutricionista pela UFSC. Bacharel em Educação Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina.
Bruna Zavarize Reis
pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.
Carlos Bandeira de Mello Monteiro
Fisioterapeuta e Educador Físico. Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Doutor em Ciências na área de Neurologia pela Universidade de São Paulo (USP). Professor do curso de Ciências da Atividade Física na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP na área de Atividade Física e Esporte Adaptados e Comportamento Motor, no conjunto das disciplinas Programa de Atividade Física para Portadores de Deficiências Neurológicas, Mentais e Motoras e Programa de Esporte Adaptado.
Carlos Eugênio Ferraro
Educador Físico pela Universidade Salgado de Oliveira. Especialização em Treinamento Desportivo pela Universidade Gama Filho. Pós-graduação em Musculação e em Anatomia. Docente no curso de pós-graduação em Treinamento e Envelhecimento na Universidade La Salle. Técnico da Seleção Brasileira de Triatlo nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo.
Christianne Coelho Ravagnani
Nutricionista. Professora de Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina. Especialização em Nutrição Clínica e Desportiva e Nutrição e Exercício Físico na Saúde e no Esporte pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) de Botucatu. Aprimoramento profissional em Bioquímica Nutricional e Dietética pela UNESP de Botucatu. Mestre e Doutora em Nutrição Humana Aplicada pela Universidade de São Paulo. Professora Adjunta III da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Orientadora no Programa de Mestrado em Educação Física da UFMT.
Claudia Ridel Juzwiak
Nutricionista. Especialização em Nutrição Clínica e em Nutrição em Esportes pela Associação Brasileira de Nutrição. Doutora em Ciências pelo Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. Docente do Departamento de Ciências do Movimento Humano da UNIFESP/EPM.
Cristiane Curci Cesar
Nutricionista pela Universidade de Brasília. Pós-graduação em Nutrição Clínica pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, DF. Pós-graduação em Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Nutricionista da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal.
Cynthia Aparecida de Castro
Educadora Física pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Mestre em Educação Física pela UFV. Doutoranda em Ciências Fisiológicas pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).
Dafne Oliveira
Nutricionista pela Universidade de São Paulo. Especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. Pós-graduação em Nutrição Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro
do Sul (UNICSUL). Pós-graduanda em Nutrição Esportiva Funcional no Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/UNICSUL. Trabalhou como Nutricionista-chefe do Projeto Rumo ao Ouro – 2016 (PRO-16).
Daisy Diwan
Nutricionista pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Iniciação Científica no Laboratório de Nutrição e Metabolismo Aplicados à Atividade Motora da Escola de Educação Física e Esporte da USP. Estágio em Nutrição no Ambulatório de Obesidade Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Daniela Fojo Seixas Chaves
Nutricionista pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pós-doutorado pelo Laboratório de Nutrição e Metabolismo da Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado pelo Scripps Research Institute – La Jolla, Califórnia, EUA. Mestre e Doutora em Bioquímica e Biologia Molecular pela UFPR. Docente dos cursos de pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional e Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Docente do curso de pós-graduação em Nutrição Esportiva da USP. Docente do curso de pós-graduação em Nutrição Esportiva da Universidade Paulista (UNIP).
Débhora Medeiros
Nutricionista pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Pós-graduanda em Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica.
Eliana Santini
Nutricionista pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Mestre em Biociências pela Faculdade de Nutrição da UFMT. Especialização em Atividade Física e suas Bases Nutricionais pela Universidade Veiga de Almeida, RJ. Especialização em Envelhecimento e Saúde pela UFMT. Coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário de Várzea Grande, MT.
Erika Santinoni
Nutricionista e Mestre em Nutrição Humana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Docente da Pós-graduação de Medicina do Esporte da Universidade Veiga de Almeida e Fisicursos. Nutricionista na Confederação Brasileira de Voleibol (seleção de praia). Nutricionista da Equipe Toscano. Pós-graduanda em Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/UNICSUL. Nutricionista na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. Nutricionista do Centro de Educação em Diabetes e Obesidade (Diabest). Ex-nutricionista da Confederação Brasileira de Remo.
Fernanda Serpa
Nutricionista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Diretora e Docente da Empresa Nutconsult. Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Docente dos cursos de
pós-graduação e extensão do Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/UNICSUL. Pós-graduação em Fitoterapia Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/ UNICSUL. Título de residência em Clínica Médica pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto da UERJ. Nutricionista Militar do Corpo de Saúde dos Bombeiros. Nutricionista municipal do Hospital Souza Aguiar, RJ. Mestre em Clínica Médica no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Fernando Catanho
Professor e Bacharel em Educação Física na Faculdade de Educação Física (FEF) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Doutor em Biologia Funcional e Molecular pelo Laboratório de Bioquímica do Exercício (LABEX) – Instituto de Biologia da UNICAMP. Professor do curso de Especialização em Bioquímica, Fisiologia, Treinamento e Nutrição Esportiva do LABEX – Instituto de Biologia da UNICAMP. Professor do curso de Especialização em Nutrição Esportiva Funcional do Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Professor do curso de Especialização em Futebol e Futsal da Universidade Gama Filho. Membro do Grupo Minian – Educação e Qualidade de Vida.
Gabriela Andrello Paschoal
Nutricionista pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Nutricionista Coordenadora do Departamento de Marketing da VP Consultoria Nutricional. Professora co-orientadora de Trabalho de Conclusão de Curso da pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional no Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/ Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL).
Ilka Albuquerque Barbosa Damasceno
Nutricionista pela Universidade de Brasília. Residência em Atenção Primária no Hospital Regional da Asa Norte (Brasília). Pós-graduação em Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Professora do Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/UNICSUL.
Ioná Zalcman Zimberg
Nutricionista. Doutora pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Nutrição da EPM. Especialização em Adolescência pela UNIFESP-EPM. Coordenadora do Ambulatório de Nutrição Esportiva do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA) da UNIFESP-EPM entre 2003 e 2006. Membro do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE).
Isabela Rosier Olimpio Pereira
Farmacêutica pela Universidade Federal do Ceará. Mestre e Doutora em Ciências dos Alimentos pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado em Bioquímica Clínica pela USP. Professora Adjunta dos cursos de Farmácia e Nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Nutricionista e Sanitarista. Especialista em Advocacia da Saúde pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), em Alimentação Coletiva pela Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) e em Direitos Humanos pela Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (ABRANDH). Organizadora do livro Tratado de Alimentação, Nutrição e
Dietoterapia. Docente de Gastronomia funcional da VP Consultoria Nutricional e de Gastronomia
Hospitalar da Universidade Potiguar (UnP).
João Fernando Laurito Gagliardi
Doutor em Biodinâmica do Movimento Humano pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. Professor de Medidas e Avaliação em Educação Física e Esportes do Centro Universitário Fundação Instituto de Ensino para Osasco (FIEO). Coordenador do Programa de Iniciação Científica do Centro Universitário FIEO. Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário FIEO.
Juliana Pompeu
Nutricionista clínica. Graduação em Nutrição pela Universidade de Brasília. Especialização em Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/ Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL).
Julio Tirapegui
Professor Associado do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP). Graduação em Bioquímica pela Universidade do Chile. Mestre e Doutor em Ciências (Fisiologia Geral) pela USP. Pós-doutorado pela Universidade de Londres.
Lázaro Alessandro Soares Nunes
Farmacêutico. Bioquímico pela Universidade Federal de Alfenas. Mestre em Biologia Funcional e Molecular na área de Bioquímica pelo Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Doutor em Biologia Funcional e Molecular na área de Bioquímica pelo Instituto de Biologia da UNICAMP. Professor Titular do Curso de Ciências Biomédicas da Faculdade Integrada Metropolitana de Campinas. Professor do Curso de Ciências Farmacêuticas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Pesquisador Colaborador do Laboratório de Bioquímica do Exercício (LABEX) do Instituto de Biologia da UNICAMP.
Leandro Ricardo Altimari
Mestre em Ciência dos Alimentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Doutor em Educação Física pela Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas. Professor Adjunto do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina.
Liza Albuquerque Teixeira
Nutricionista. Pós-graduação em Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/ Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL).
Liza Mesquita Guarino Guerreiro
pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Cursando Certificate in Business Administration (CBA) em Marketing no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, RJ.
Luciana Bolland
Nutricionista pela Universidade de São Paulo. Graduação em Engenharia dos Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas. Pós-graduanda em Nutrição Ortomolecular na Fundação de Apoio à Pesquisa e Estudo na Área da Saúde (FAPES). Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/ Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL).
Marcela Telles Ferreira
Nutricionista pela Universidade Federal Fluminense. Mestre em Medicina Interna e Terapêutica na área de Idoso e Atividade Física pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). Especialização em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP-EPM. Especialização em Bases Nutricionais para praticantes de Atividades Físicas pelo Centro Universitário Faculdades Metropolitanas Unidas. Especialização em Geriatria e Gerontologia pela UNIFESP-EPM.
Marcelo Macedo Rogero
Nutricionista pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Nutrição em Esporte pela Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN). Mestre e Doutor em Ciência dos Alimentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Pós-doutorado em Ciência dos Alimentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Pós-doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Southampton, Inglaterra. Professor Doutor do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Maria Cristina Elias
Nutricionista. Especialização em Nutrição em Cardiologia pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. Especialização em Distúrbios Metabólicos e Risco Cardiovascular pelo Centro de Extensão Universitária. Doutora e Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina.
Melissa Amaral Penha
Nutricionista. Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/ Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL).
Mônica Teixeira
Nutricionista. Especialização em Nutrição em Cardiologia pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. Mestre em Ciências da Saúde – Nutrição em Cardiologia pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. Docente e Supervisora de estágio da Universidade Paulista.
Paula Gandin
Nutricionista pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional e Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e
Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Vice-presidente do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional (IBNF). Conselheira da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).
Priscila Di Ciero
Nutricionista. Especialização em Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/ Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Diplomada pelo Institute of Functional Medicine (EUA).
Rafaela de Oliveira
Nutricionista. Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/ Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Pós-graduação em Alimentos Funcionais e Gastronomia pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Atendimento em consultório particular em Ribeirão Preto (SP).
Raquel Braz Assunção Botelho
Nutricionista pela Universidade de Brasília (UnB). Doutora em Ciências da Saúde pela UnB. Mestre em Ciência de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas. Professora Adjunta do Departamento de Nutrição da UnB.
Raquel Simões Mendes Netto
Mestre e Doutora em Ciências dos Alimentos pela Universidade de São Paulo. Professora Adjunta da Universidade Federal de Sergipe.
Regina Célia da Silva
Nutricionista. Mestre em Nutrição Humana Aplicada pela Universidade de São Paulo. Nutricionista da Associação Desportiva para Deficientes do Ambulatório de Esporte Adaptado da Escola Paulista de Medicina e nutricionista do DNA LIFE – Instituto de Pesquisas e Diagnósticos.
Renata Alves Carnauba
Nutricionista pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional no Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Nutricionista do Departamento Científico do Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/ Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL).
Renata Lemos Fetter
Nutricionista. Graduação em Nutrição pela Universidade Gama Filho. Graduação em Administração de Empresas. Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Mestranda em Alimentação, Nutrição e Saúde na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Renata Metzler Saraiva
Nutricionista pela Universidade de Brasília. Especialização em Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL).
Renata Puppin Zandonadi
Nutricionista pela Universidade de Brasília (UnB). Professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB). Mestre em Nutrição Humana pela UnB. Doutora em Ciências da Saúde pela UnB. Pós-graduação em Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/UNICSUL.
Renato Caleffi
Chef executivo e sócio do restaurante orgânico Le Manjue Organique. Bacharel em Direito. Chef
pela Universidade Anhembi-Morumbi. Aperfeiçoamento em diferentes países: Espanha (no três estrelas Michelin, Martin Berasategui), Havaí, Argentina, Canadá, Estados Unidos e Brasil. Consultor na área gastronômica do Restaurante D’bem, Vitória, ES.
Rodrigo Gonçalves Dias
Especialização em Bioquímica, Fisiologia, Nutrição e Treinamento Esportivo pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Doutor em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP e pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor-HCFMUSP). Pós-doutorado pelo Departamento de Cardiopneumologia da FMUSP. Pesquisador do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do InCor-HCFMUSP. Pesquisador colaborador da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do InCor-HCFMUSP.
Rômulo Bertuzzi
Docente e pesquisador do Departamento de Esporte da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP). Líder do Grupo de Estudos em Desempenho Aeróbio da USP (GEDAEUSP).
Sandra Marcela Mahecha Matsudo
Médica Especializada em Medicina Esportiva pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). Doutora em Ciências pela UNIFESP-EPM. Pós-doutorado pela UNIFESP-EPM. Diretora Geral do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS). Coordenadora Geral do Projeto Longitudinal de Envelhecimento e Aptidão Física de São Caetano do Sul. Idealizadora do Programa Senior Fit para a Promoção de um Envelhecimento Ativo e Saudável. Assessora Científica do Programa Agita São Paulo. Professora Titular do Curso de Educação Física do Centro Universitário Faculdades Metropolitanas Unidas. Consultora das Redes Internacionais de Atividade Física RAFA e Agita Mundo. Coordenadora na International Union for Health Promotion and Education dos Cursos Internacionais de Atividade Física e Saúde Pública – CDC-Agita Mundo. Membro Fundador e da Diretoria da Sociedade Internacional de Atividade Física e Saúde. Idealizadora e coordenadora dos Cursos de Avaliação Física e Funcional do Idoso. Coordenadora Científica e Geral do Simpósio Internacional de Ciências do Esporte.
Sandra Maria Lima Ribeiro
Graduação em Nutrição pela Universidade de São Paulo (USP). Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Santa Cecília. Mestre em Ciências dos Alimentos pela USP.
Doutora em Nutrição Humana Aplicada pela USP. Professora Doutora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.
Suzana Machado
Nutricionista pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduação lato sensu em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/ Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Master of Business Administration em Marketing pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Tatiana Fiche Salles Teixeira
Nutricionista pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Especialização em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Mestre em Ciência da Nutrição pela UFV. Doutoranda em Ciência da Nutrição na UFV.
Thaiz Mattos Sureira
Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na área de Nutrição Clínica –
Campus Santa Cruz. Especialização em Bases Nutricionais para Atividade Física pelo Centro
Universitário Faculdades Metropolitanas Unidas. Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). Doutoranda em Ciências pela UNIFESP-EPM.
Thiago Fernando Lourenço
Bacharel em Treinamento Desportivo pela Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre em Biodinâmica do Movimento Humano pela Faculdade de Educação Física da UNICAMP. Integrante e Professor do Curso de Especialização em Bioquímica, Fisiologia, Treinamento e Nutrição Esportiva do Laboratório de Bioquímica do Exercício (LABEX) – Instituto de Biologia da UNICAMP. Integrante do Grupo Minian – Educação e Qualidade de Vida.
Vilma S. Pereira Panza
Nutricionista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Graduação em Ciências Biológicas pela Faculdade de Humanidades Pedro II, RJ. Especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida, RJ. Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutoranda em Nutrição pela UFSC. Docente nos cursos de Pós-graduação em Nutrição Esportiva Funcional e Nutrição Clínica do Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Docente nos cursos de Pós-graduação em Nutrição Esportiva, Fisiologia do Exercício e Nutrição Clínica na Universidade Gama Filho.
Vitor Teixeira Granuzzo
Educador físico e Nutricionista. Especialização em Fisiologia e Biomecânica do Exercício Físico. Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional. Pós-graduando em Nutrição Ortomolecular, com extensão em Nutrigenômica. Personal trainer e nutricionista clínico e esportivo.
Viviane Ferri Ross Perucha
Nutrição Celular e Longevidade pelo Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos (IBEHE). Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Consultoria Nutricional/Universidade Ibirapuera (UNIB). Mestre em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu (USJT). Autora dos livros Nutrição Clínica Funcional: Câncer e Nutrição Clínica Funcional:
Suplementação Nutricional.
Viviane Sant’Anna
Nutricionista pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Pós-graduanda em Gastronomia Funcional pela Faculdade Método de São Paulo. Nutricionista do Departamento Científico do Centro Valéria Paschoal – Divisão de Ensino e Pesquisa/Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL).
Wagner de Jesus Pinto
Doutor em Biologia Funcional e Molecular, com área de concentração em Fisiologia Animal e Bioquímica pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor Adjunto nível 4 da Universidade Federal do Acre (UFAC), responsável pelas disciplinas de Fisiologia Animal e Bioquímica dos cursos de Nutrição, Enfermagem e Medicina.
Sumário
Seção
1 |
Nutrição Esportiva Funcional
Capítulo 1
Por que Aplicar os Princípios da Nutrição Funcional à Nutrição Esportiva?
Andréia Naves, Valéria Paschoal e Viviane Sant’Anna
Seção
2 |
Nutrição Esportiva Funcional e a Teia de Interconexões
Metabólicas
Capítulo 2
Alterações da Permeabilidade Intestinal em Atletas
Ilka Albuquerque Barbosa Damasceno, Viviane Ferri Ross Perucha e Paula Gandin
Capítulo 3
Exposição Tóxica e Destoxificação em Atletas e Praticantes de Atividade Física
Vilma S. Pereira Panza e Viviane Ferri Ross Perucha
Capítulo 4
Modulação Nutricional da Resposta Imune em Atletas
Liza Albuquerque Teixeira, Marcelo Macedo Rogero e Raquel Simões Mendes Netto
Capítulo 5
Sistema Endócrino
Wagner de Jesus Pinto
Capítulo 6
Alterações Hormonais no Exercício
Renata Alves Carnauba, Gabriela Andrello Paschoal e Andréia Naves
Capítulo 7
Exercício e Estresse Oxidativo
Isabela Rosier Olimpio Pereira
Capítulo 8
Alimentos Funcionais para Atletas
Tatiana Fiche Salles Teixeira, Cynthia Aparecida de Castro e Ana Vládia Bandeira Moreira
Seção
3 |
Bioquímica e Fisiologia na Nutrição Esportiva Funcional
Capítulo 9
Equilíbrio Acidobásico
Capítulo 10
Carboidratos
Marcelo Macedo Rogero
Capítulo 11
Proteínas e Aminoácidos
Marcelo Macedo Rogero
Capítulo 12
Lipídios
Marcelo Macedo Rogero
Capítulo 13
Vitaminas e Minerais
Débhora Medeiros, Valéria Paschoal e Barbara Rescalli Sanches
Capítulo 14
Hidratação
Marcelo Macedo Rogero e Raquel Simões Mendes Netto
Seção
4 |
Avaliação Nutricional no Esporte
Capítulo 15
Técnicas de Avaliação de Componentes Corporais
João Fernando Laurito Gagliardi, Adriano Eduardo Lima-Silva e Rômulo Bertuzzi
Capítulo 16
Exames Laboratoriais no Esporte
Lázaro Alessandro Soares Nunes
Seção
5 |
Nutrigenômica e Treinamento Desportivo
Capítulo 17
Nutrição Aplicada à Metodologia do Treinamento Desportivo
Andréia Naves
Capítulo 18
Genética, Exercício Físico e Nutrição
Rodrigo Gonçalves Dias
Capítulo 19
Overtraining
Renata Metzler Saraiva e Marcelo Macedo Rogero
Capítulo 20
Estratégias Nutricionais para Prevenção de Lesões Musculares e Articulares
Liza Mesquita Guarino Guerreiro, Bruna Zavarize Reis e Raquel Simões Mendes Netto
Distúrbios do Sono
Fernanda Serpa
Seção
6 |
Recursos Ergogênicos
Capítulo 22
Aminoácidos de Cadeia Ramificada
Marcelo Macedo Rogero
Capítulo 23
Creatina
Bettina Moritz e Braian Alves Cordeiro
Capítulo 24
Carnitina
Christianne Coelho Ravagnani e Eliana Santini
Capítulo 25
Glutamina
Marcelo Macedo Rogero
Capítulo 26
Ácido β-hidroxi-β-metilbutirato | Efeito da Suplementação no Treinamento Físico
Cristiane Curci Cesar
Capítulo 27
Whey Protein
Vitor Teixeira Granuzzo e Vilma S. Pereira Panza
Capítulo 28
Ácido Linoleico Conjugado | Efeito na Composição Corporal e Saúde Humana
Viviane Sant’Anna, Viviane Ferri Ross Perucha e Juliana Pompeu
Capítulo 29
Ácidos Graxos Poli-insaturados Ômega-3 e Exercício Físico
Marcelo Macedo Rogero
Capítulo 30
Cafeína e Desempenho Físico em Exercícios Aeróbicos e Anaeróbicos
Leandro Ricardo Altimari
Seção
7 |
Nutrição Funcional em Diferentes Modalidades Esportivas
Capítulo 31
Triatlo
Vilma S. Pereira Panza e Carlos Eugênio Ferraro
Capítulo 32
Vilma S. Pereira Panza
Capítulo 33
Natação
Valéria Paschoal e Viviane Sant’Anna
Capítulo 34
Tênis e Squash
Claudia Ridel Juzwiak
Capítulo 35
Ginástica Olímpica
Thaiz Mattos Sureira
Seção
8 |
Nutrição Funcional em Atletas e Praticantes de Atividade Física
com Necessidades Especiais
Capítulo 36
Diabetes
Renata Alves Carnauba, Luciana Bolland e Valéria Paschoal
Capítulo 37
Anorexia Nervosa
Renata Lemos Fetter, Rafaela de Oliveira e Melissa Amaral Penha
Capítulo 38
Vegetarianismo
Erika Santinoni e Priscila Di Ciero
Capítulo 39
Deficiências Motoras
Sandra Maria Lima Ribeiro, Regina Célia da Silva, Carlos Bandeira de Mello Monteiro e Julio Tirapegui
Capítulo 40
Doença Celíaca
Renata Puppin Zandonadi e Raquel Braz Assunção Botelho
Capítulo 41
Dislipidemias
Mônica Teixeira e Maria Cristina Elias
Capítulo 42
Osteoporose
Daniela Fojo Seixas Chaves
Capítulo 43
Obesidade
Daniela Fojo Seixas Chaves, Daisy Diwan e Dafne Oliveira
Capítulo 44
Crianças e Adolescentes Esportistas
Claudia Ridel Juzwiak e Ioná Zalcman Zimberg
Capítulo 45
Idoso Ativo
Marcela Telles Ferreira e Sandra Marcela Mahecha Matsudo
Seção
10 |
Gastronomia Funcional
Capítulo 46
Gastronomia Funcional Aplicada aos Esportes
Joana D’Arc Pereira Mura, Renato Caleffi e Suzana Machado
Seção
1
Nutrição Esportiva Funcional
▶
■
1
Por que Aplicar os Princípios da Nutrição Funcional à
Nutrição Esportiva?
Andréia Naves, Valéria Paschoal e Viviane Sant’Anna
O que é a nutrição clínica funcional?
A Nutrição Clínica Funcional compreende a interação entre todos os sistemas do corpo, enfatizando as relações que existem entre a bioquímica, a fisiologia e os aspectos emocionais e cognitivos do organismo1.
A Nutrição Clínica Funcional é, portanto, uma ciência integrativa e profunda, que se baseia na pesquisa científica e cuja aplicação prática engloba tanto a prevenção como o tratamento de doenças, focalizando a avaliação de aspectos bioquimicamente únicos de cada organismo e levando em consideração, inclusive, o genótipo de cada indivíduo e sua suscetibilidade genética no desenvolvimento da doença. Nesse sentido, estamos em total sinergismo com os avanços científicos na área da nutrição pós-genômica. Isto é, embora os nutricionistas do século XX já investigassem os efeitos da dieta nas variáveis relacionadas à saúde, tais como a pressão arterial e as concentrações séricas de colesterol, e, com este entendimento tradicional sobre a nutrição e o sistema endócrino, estabelecessem uma dieta para cada doença, estas dietas não eram específicas para cada organismo. Já os nutricionistas do século XXI, entendendo a relação entre nutrição e expressão genética, prescrevem dietas de acordo com a individualidade bioquímica de cada pessoa1,2.
Individualidade bioquímica
Como anteriormente citado, um dos princípios da Nutrição Funcional é a individualidade bioquímica, ou seja, o entendimento de que cada organismo é único, com necessidades e deficiências nutricionais únicas, metabolismo único e tendências únicas a desenvolver doenças. Nesse sentido, faz-se necessário o estudo dos polimorfismos genéticos e suas interações com o ambiente onde o indivíduo se encontra, incluindo a sua alimentação1.
Com os avanços da ciência, sabemos que a exposição ambiental durante toda a vida (considerando inclusive a vida intrauterina; exposição ou não às toxinas do ar do local de treinamento; administração de suplementos alimentares, cuja formulação apresenta corantes, edulcorantes e outros aditivos químicos; uso de hormônios anabolizantes e ingestão de alimentos ricos em ácidos graxos saturados (AGS), ácidos graxos trans, açúcares, água contaminada, alimentos processados/industrializados e o consumo em excesso de grelhados no carvão – o que aumenta a exposição a hidrocarbonetos policíclicos e outras toxinas, que se armazenam no organismo quando há uma sobrecarga hepática) é capaz de atuar no epigenoma desse indivíduo, alterando a resposta de seus genes para o desenvolvimento ou não de doenças e até mesmo para o aumento ou não da performance3–9.
Além disso, várias pesquisas relatam que os nutrientes e compostos bioativos presentes nos alimentos são capazes de afetar o metabolismo de um indivíduo, exercendo efeitos em vários níveis genéticos de grande complexidade biológica, como na transcrição gênica; no processamento do ácido ribonucleico (RNA, ribonucleic acid); na estabilidade do ácido ribonucleico mensageiro (mRNA, messenger ribonucleic acid); e nas modificações pós-translacionais, além de agirem diretamente sobre o metabolismo celular, pela indução de alterações no ácido desoxirribonucleico (DNA, deoxyribonucleic acid) e nas moléculas proteicas. Essas interações gene-nutriente podem explicar, por exemplo, porque alguns indivíduos respondem mais favoravelmente a certas intervenções dietéticas que outros. Dependendo do genótipo do indivíduo, o metabolismo dos nutrientes pode variar e resultar em diferentes estados de saúde e performance física10–14.
Centrada no indivíduo, a Nutrição Clínica Funcional identifica todos os sinais e sintomas relacionados aos déficits ou superávits de nutrientes e revela as hipersensibilidades alimentares avaliadas por meio da dieta de rotação e/ou de exames bioquímicos relacionados à alergia alimentar tardia mediada pela imunoglobulina G (IgG), considerando os exames bioquímicos relacionados à avaliação de nutrientes, utilizando sempre o rastreamento metabólico (Quadro 1.1) e o sistema de avaliação dos antecedentes, gatilhos (triggers) e mediadores que geram determinados sintomas (Sistema ATMS)15 (Figura 1.1).
Dessa forma, é de fundamental importância uma orientação nutricional individualizada com foco no genoma do paciente para que a resposta fenotípica de performance seja adequada. A literatura já relata diversas possibilidades de aplicação da nutrigenômica na nutrição esportiva, pois é o meio de se avaliar um genótipo para verificar a presença ou ausência de um polimorfismo que pode determinar a resposta do atleta (praticante de atividade física) a um determinado protocolo de dieta e exercício16; de determinar se um tipo de dieta, suplemento ou exercício pode
acentuar ou compensar os polimorfismos genéticos; de determinar se um tipo de dieta, suplemento ou exercício pode potencialmente regular a expressão de genes e proteínas; e, ainda, de verificar a extensão em que uma dieta, suplemento ou exercício pode afetar a performance física.
QUADRO
1.1
Questionário de rastreamento metabólico17.
Nome:
__________________________________________________ Sexo: ( ) masculino ( ) feminino Data:
___________________________
Avalie cada sintoma seu baseado em seu perfil de saúde típica no seguinte período:
• últimos 30 dias
• última semana
• últimas 48 horas
Escala de pontos
0 – Nunca ou quase nunca teve o sintoma 1 – Ocasionalmente teve, efeito não foi severo 2 – Ocasionalmente teve, efeito foi severo 3 – Frequentemente teve, efeito não foi severo 4 – Frequentemente teve, efeito foi severo
TOTAL Cabeça Dor de cabeça Sensação de desmaio Tonturas Insônia Olhos Lacrimejantes ou coçando
Inchados, vermelhos ou com cílios colando Bolsas ou olheiras abaixo dos olhos
Visão borrada ou em túnel (não inclui miopia ou astigmatismo)
Ouvido
Coceira
Dores de ouvido, infecções auditivas Retirada de fluido purulento do ouvido Zunido e perda da audição
Nariz
Entupido
Problemas de seios nasais (sinusite)
Corrimento nasal, espirros, lacrimejamento e coceira nos olhos (todos juntos)
Ataques de espirros
Excessiva formação de muco
Boca/garganta
Tosse crônica
Necessidade frequente de limpar a garganta Dor de garganta, rouquidão ou perda da voz Língua, gengivas ou lábios inchados/descoloridos Aftas
Pele
Acne
Feridas que coçam, erupções ou pele seca Perda de cabelo
Vermelhidão, calorões Suor excessivo
Coração
Batidas irregulares ou falhando Batidas rápidas demais
Dor no peito
Pulmões
Congestão no peito Asma, bronquite Pouco fôlego
Dificuldade para respirar
Trato digestório
Náuseas, vômito Diarreia
Constipação, prisão de ventre
Sente-se inchado/com abdome distendido Arrotos e/ou gases intestinais
Azia
Dor estomacal/intestinal
Articulações/músculos
Dores articulares Artrite/artrose
Rigidez ou limitação dos movimentos Dores musculares
Sensação de fraqueza ou cansaço
Energia/atividade
Fadiga, moleza Apatia, letargia Hiperatividade
Dificuldade em descansar, relaxar Memória ruim
Mente
Concentração ruim
Franca coordenação motora Dificuldade em tomar decisões
Fala com repetições de sons ou palavras, com várias pausas involuntárias
Pronuncia palavras de forma indistinta, confusa Problemas de aprendizagem
Emoções
Mudanças de humor/mau humor matinal Ansiedade, medo, nervosismo
Raiva, irritabilidade, agressividade Depressão
Outros
Frequentemente doente
Frequentemente urgente vontade de vomitar Coceira genital ou corrimento
Edema, inchaço em pés, pernas, mãos
Total de pontos
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A Figura 1.1 assemelha-se a uma teia, a qual chamamos de Teia da Nutrição Funcional (Figura 1.2) e que leva em consideração a interconexão de todos os sistemas fisiológicos do nosso
• • • • • • • •
organismo, os antecedentes, os gatilhos e os mediadores que afetam esses sistemas e os sintomas pertinentes ao desequilíbrio no funcionamento de cada um deles. Dessa forma, levam-se em consideração os aspectos que interferem no/na:
Estresse oxidativo e metabolismo energético Regulação hormonal e de neurotransmissores
Digestão, absorção e integridade da barreira intestinal Suporte imunológico
Integridade estrutural do indivíduo
Destoxificação e biotransformação hepática Processo inflamatório
Equilíbrio psicológico e espiritual – interação corpo e mente.
Preenchendo a teia e identificando os antecedentes, os gatilhos e os mediadores de cada sintoma correspondente a cada sistema, elegem-se então os três sistemas que apresentam maior desequilíbrio (maior número de sintomas) para iniciar o tratamento nutricional. Deve-se optar por condutas que bloqueiem os gatilhos e por nutrientes que modulem os mediadores, restabelecendo o equilíbrio funcional de cada sistema. Assim, os sintomas desaparecerão e a saúde será alcançada como Vitalidade Positiva para o paciente.
O corpo humano é formado por aproximadamente 100 trilhões de células, sendo que 50 bilhões delas se renovam a cada dia. Cada uma dessas células necessita de inúmeros nutrientes e compostos bioativos para garantir seu funcionamento perfeito. O funcionamento adequado de um conjunto de células garante, por sua vez, que cada órgão execute suas funções da forma esperada. Finalmente, um conjunto de órgãos saudáveis proporcionará saúde ao indivíduo – saúde como Vitalidade Positiva. Vitalidade Positiva é mais que a mera ausência de doenças crônicas degenerativas não transmissíveis, é a busca pela saúde integral, modulando, por meio de nutrientes e fitoquímicos, todas as reações bioquímicas envolvidas neste processo. O objetivo é que as pessoas sejam realmente saudáveis e felizes, não apresentando depressão, enxaqueca, síndrome da tensão pré-menstrual (TPM), queda de cabelo, hiperatividade, constipação ou olheiras, entre outros problemas15.
Biodisponibilidade de nutrientes
O termo biodisponibilidade de nutrientes refere-se ao modo como o nutriente é aproveitado pelo organismo e surgiu a partir do conhecimento de que a simples presença do nutriente no alimento ou dieta ingeridos não garantiria sua utilização pelo organismo e que sua utilização dependeria da forma química do nutriente naturalmente encontrada no alimento, da quantidade ingerida e da presença de agentes ligantes e de outros nutrientes nos alimentos que são consumidos ao mesmo tempo, além dos mecanismos homeostáticos dos micronutrientes que regulam a absorção, prevenindo o desenvolvimento de concentrações potencialmente tóxicas18.
Nesse sentido, a Nutrição Funcional considera a ingestão, a absorção, a excreção e o aproveitamento dos nutrientes pelo organismo, a fim de corrigir os desequilíbrios nutricionais. Por exemplo, não adianta um indivíduo consumir quantidades adequadas de um determinado nutriente se seu organismo não consegue absorvê-lo. Assim, é preciso verificar a razão da não absorção e corrigir o problema.
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Figura 1.1 Sistema ATMS (antecedentes, gatilhos, mediadores e sintomas) de diagnóstico nutricional1.
Nutrição esportiva funcional
Como aplicar os princípios da Nutrição Funcional à Nutrição Esportiva?
Quando nos deparamos com um atleta ou um praticante de atividade física, nos deparamos não somente com alguém que vislumbra o aumento da performance, mas também com um indivíduo que apresenta diferentes tipos de desequilíbrios orgânicos que comprometem ou comprometerão sua performance física.
Esse praticante de atividade física pode ter sido exposto a antecedentes que estão relacionados à história de vida dele e com a história genética de sua família. Se o indivíduo ainda não possui um determinado desequilíbrio orgânico e seu foco está na prevenção, então o nutricionista deve concentrar a atenção nos fatores de risco a que o sujeito está exposto no momento e que podem anteceder o aparecimento de algum desequilíbrio. Porém, se o indivíduo já possui algum tipo de desequilíbrio instalado, é importante um aprofundamento em toda a história do paciente, desde o estado nutricional e a dieta da mãe durante a gestação, a sua vida intrauterina e o nascimento, até o momento da consulta. Incluem-se nessa análise suas experiências de vida, introdução precoce de alimentos, tempo de amamentação, uso de medicamentos desde a infância, desempenho escolar, estresse emocional, dieta, uso de anticoncepcional, doenças diagnosticadas anteriormente, utilização de suplementos, medicamentos e contato com compostos tóxicos, lugares onde o indivíduo mora e morou, atividades de lazer, histórico de doenças familiares, entre outros. Ou seja, é necessário aplicar uma anamnese que faça um raio X de todos os antecedentes que possam ter estimulado ou que poderão estimular gatilhos no aparecimento de algum desequilíbrio orgânico que possa comprometer a performance estética e/ou atlética do indivíduo1,19,20.
Entre os antecedentes avaliados pela Nutrição Funcional destacam-se as hipersensibilidades e os hábitos alimentares.
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de alergia alimentar (mediadas por IgE), hipersensibilidades alimentares (mediadas por IgG, IgM, IgA, IgE e células T) e intolerâncias alimentares (deficiências metabólicas, como, por exemplo, deficiência crônica de lactase)21–25.
As alergias alimentares mediadas por IgE ocasionam degranulação dos mastócitos, que estimula uma cascata de citocinas, e liberação de histamina, que gera sintomas imediatos como: obstrução nasal, asma, náuseas, cãibras abdominais, diarreia, anafilaxia etc. As intolerâncias alimentares são decorrentes da deficiência enzimática que altera a função gastrintestinal provocando diarreias, flatulência, dores abdominais etc. Já as hipersensibilidades alimentares, que são predominantemente mediadas por IgG, geram sintomas crônicos que demoram para se manifestar e desencadeiam a formação de imunocomplexos que circulam, se depositam e agridem a barreira intestinal, além de outras estruturas corporais22–25.
A hipersensibilidade alimentar gera uma resposta imunológica que altera a função intestinal, liberando substâncias que atuarão como gatilhos para diversas desordens orgânicas19,21,26:
Respiratórias: asma, sinusite crônica e alérgica, coriza e congestão nasal constante Cardiovasculares: edema, taquicardia, inflamação de veias coronárias
Figura 1.2 Teia de inter-relações metabólicas da Nutrição Funcional. TGI = trato gastrintestinal.
© 2014 pelo Institute for Functional Medicine. Permissão concedida pelo Institute for Functional Medicine, www.functionalmedicine.org. Este formulário pode ser reproduzido para uso pessoal. Nenhuma parte deste conteúdo pode ser reproduzida ou transmitida sob qualquer forma ou por qualquer meio para uso comercial sem o expresso consetimento por escrito do Institute for Functional Medicine, exceto conforme permitido pela lei aplicável.
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Crohn, úlceras duodenais, gastrites, indigestão, síndrome do intestino irritável, síndrome de má absorção, náuseas, úlceras gástricas, colite ulcerativa
Geniturinárias: infecções crônicas da bexiga, síndrome nefrótica, incontinência urinária Imunológicas: otites de repetição
Mentais e emocionais: déficit de atenção, ansiedade, depressão, perda de memória, esquizofrenia, epilepsia
Musculoesqueléticas: dores articulares, mialgias, artrite reumatoide Cutâneas: eczema, psoríase, urticária, dermatites, coceiras nos olhos Outras: enxaquecas.
Devemos observar que muitos dos sinais e sintomas relacionados anteriormente relatados pelos nossos pacientes atletas e praticantes de atividade física podem estar relacionados ao comprometimento da sua performance, principalmente quanto aos sintomas respiratórios e gastrintestinais, que muitas vezes são atribuídos a outras questões, e na maioria das vezes devem-se a uma hiperdevem-sensibilidade alimentar21,27. Isso é extremamente preocupante, já que um suplemento
que é bom para uma pessoa pode ser extremamente deletério para outra, comprometendo sua
performance e saúde. Quantas vezes nos deparamos com um aluno de musculação que sente
dificuldade para diminuir a adiposidade central? Quando verificamos seu hábito alimentar e aplicamos algumas ferramentas da Nutrição Funcional, como o rastreamento metabólico, constata-se que o indivíduo ingere uma quantidade excessiva de suplementos proteicos antes e depois de seus treinos, o que desencadeia um processo de hipersensibilidade alimentar, alterando inúmeras reações bioquímicas, como, por exemplo, a resistência periférica à insulina, que é diretamente responsável pela adiposidade abdominal.
Os gatilhos são acionados por estresse, radiação, estresse oxidativo, traumas, lipopolissacarídios (LPS) bacterianos, vírus e parasitas. Uma vez acionados, desencadearão inúmeras consequências deletérias para nosso organismo, como, por exemplo, a ativação do fator de transcrição para genes inflamatórios como o fator nuclear κ-B (NFκ-B, nuclear factor κ-B). A ativação desse gene pode expor o organismo a um estado de inflamação crônica subclínica, interferindo no equilíbrio celular e nos eventos bioquímicos envolvidos com a performance1,15.
Assim, a exposição aos diferentes antecedentes e gatilhos comprometerá cada ponto da teia de interconexões metabólicas, gerando os desequilíbrios orgânicos que o paciente nos relatar. Vejamos como esses desequilíbrios podem comprometer a performance.
Desequilíbrios nutricionais
Já foi demonstrado que o consumo elevado de alimentos com carga glicêmica alta28 (que em
esportistas se dá principalmente pelo alto consumo de repositores hidreletrolíticos e isotônicos) associado ao desequilíbrio no consumo de ômega-6 em relação ao de ômega-329,30 (pelo alto
consumo de óleos vegetais), à deficiência, por exemplo, da vitamina D31 e à falta de compostos
bioativos e antioxidantes (presentes em frutas e verduras comumente evitadas pelos esportistas e pela população em geral) leva à ativação do fator de transcrição NFκ-B, responsável pelo aumento da expressão dos genes pró-inflamatórios. Os nutrientes e os compostos bioativos são sinalizadores dietéticos detectados pelas células e influenciam essa expressão gênica; quando em desequilíbrio, desencadeiam inúmeros desequilíbrios orgânicos até o aparecimento de doenças como câncer, obesidade, dislipidemia, diabetes tipo 2 e doenças neurodegenerativas32.
Além disso, a dieta pró-inflamatória pode interferir na fisiologia muscular, comprometendo, por exemplo, a oxidação de gorduras pelas mitocôndrias, interferindo no processo de
emagrecimento, e pode também alterar o perfil de fibras musculares, impedindo a eficiência energética do esporte praticado32.
Estudos demonstram que a dieta é capaz de modular esse estado inflamatório. O consumo de lignanas presentes na semente de linhaça33, de b-glicanas, presentes nos cogumelos shiitake e na
aveia34, de antocianinas presentes no açaí35,36, de licopeno, presente no tomate, de melancia,
goiaba37, catequinas e de todas as suas frações, presentes principalmente no chá-verde38, inibe a
ativação do NFκ-B, contribuindo para a diminuição do risco de desenvolvimento das doenças crônicas degenerativas não transmissíveis. O consumo diário em todas as refeições de alimentos com esses compostos bioativos será fundamental, uma vez que a maioria desses compostos é hidrossolúvel, necessitando de ingestão com intervalo máximo a cada 3 h, para garantir efetivamente a modulação das reações bioquímicas envolvidas39. Outra questão fundamental nesse
aspecto é garantir que a técnica dietética culinária seja aplicada de forma correta, pois, por exemplo, a cocção da maioria desses compostos diminui sua concentração, repercutindo em menor benefício para o organismo40,41.
O Quadro 1.2 apresenta as consequências das deficiências e dos excessos de vitaminas e minerais, elementos-traços e ácidos graxos.
Disfunção imunológica e inflamação
Os exercícios intensos em conjunto com as deficiências nutricionais podem aumentar a atividade das células natural killers (NK) e diminuir a função dos neutrófilos, aumentando as microrrupturas das fibras musculares induzidas pelo exercício e a incidência de doenças relacionadas a essa imunossupressão, como as infecções do trato respiratório superior, comuns em corredores de maratona e ultramaratona, nadadores e remadores28,33,34. A Figura 1.3 demonstra
que são vários os antecedentes que levam ao aumento da inflamação e à imunossupressão.
QUADRO
1.2
Consequências das deficiências e dos excessos de vitaminas, minerais, elementos-traços e ácidos graxos1.
Doença Deficiência Excesso
Cabelos/Pelos
Alopecia Biotina42,43, zinco44,45 Selênio45
Aumento da queda de cabelos
Ácido pantotênico45,
biotina45, vitamina D,
cálcio45, cobre45, zinco44,45
Cádmio45, selênio45
Cabelos brancos precoces Ácido pantotênico
45,
PABA45, vitamina B
1246
-Cabelos crescem muito devagar Manganês
45, ácido graxo
ômega-646
-Cabelos ralos Proteína
43,45, biotina4,
cobre43, zinco45 Vitamina A 45
Cabelos são retirados facilmente e sem dor
Ácido pantotênico45,
biotina46, cálcio45, zinco45,
proteína45, selênio46
-Cabelos secos e quebradiços
Ácido linoleico45, iodo45,
vitamina A45, vitamina
C45, proteína45, cobre43,
zinco45
-Calvície precoce Cobre
45, piridoxina45,
zinco45 Selênio
45
Despigmentação transversa do cabelo Proteína45
-Dissebacia Riboflavina45
-Hemorragia perifolicular Vitamina C45
-Hiperqueratinização perifolicular Vitamina C
45, vitamina
A44,45
-Diminuição dos pelos faciais, axilares e
pubianos Zinco
43
-Mudança de cor Proteína
43, manganês 45,
cobre43,45
-Olhos
Queratoconjuntivite Vitamina C43
-Atrofia óptica Vitamina B1244,46
-Borda da córnea marrom ou verde - Cobre43
Cegueira noturna Molibdênio46, riboflavina46, vitamina A43,46,47, vitamina C46, zinco46 -Queratomalacia Vitamina A43,46
-Dificuldade de enxergar Ácido linoleico45,
molibdênio45, cobre46
Vitamina A43,48
Dificuldade de enxergar com muita luz Riboflavina
43,45, vitamina
A45
-Escotoma central Molibdênio46
-Hemorragia na retina Ferro46
-Blefarite Riboflavina43, piridoxina46
-Irritação Biotina
45, piridoxina45,
riboflavina45
-Lacrimejamento Riboflavina45
-Oftalmoplegia Vitamina B145, fósforo45
-Papiledema - Vitamina A45
Retinopatia de prematuro Vitamina E46
-Sensação de areia nos olhos Riboflavina45
-Vermelhidão e aumento dos vasos nos
olhos Riboflavina
45
-Visão borrada e diplopia Ácido graxo ômega-346 Vitamina A46,48
Xeroftalmia Vitamina C
49, vitamina
A43,46,48
-Epífora Riboflavina43,50,51
-Ardor e prurido Riboflavina43
-Ulceração da córnea Vitamina A43
-Xerose Vitamina A46
-Pele
Acne
Vitamina A45, vitamina C45,