Proposta de Avaliação Institucional
Dezembro – 2004
Introdução
O ano de 2004 se encerra com uma importante missão a ser cumprida por todas as Instituições de Ensino Superior do país: o envio, ao MEC, de nossa contribuição para a melhoria da gestão e da qualidade do ensino superior na forma de uma Proposta de Avaliação Institucional.
Neste documento apresentamos uma proposição de estrutura para o trabalho que começou a ser desenvolvido em reunião das Comissões Próprias de Avaliação – CPAs nos dias 4, 5 e 6 de outubro de 2004, na cidade de São Paulo. Esta proposta foi construída com a finalidade de reunir dirigentes, docentes, discentes e comunidade para discutir e responder questões relativas ao desenvolvimento da Instituição, procurando refletir sobre questões fundamentais como:
• O que somos?
• O que queremos ser?
• Como realizar nossos sonhos?
Nesta proposta procuramos atender aos requisitos da auto-avaliação sugeridos no Roteiro de Auto-avaliação Institucional fornecido pelo Mec/Inep/Conaes. Esperamos conseguir uma adequada implementação e ênfase nos seguintes requisitos:
- uma equipe de coordenação – CPAs; - participação dos integrantes da Instituição; - compromisso explícito dos dirigentes da IES; - informações válidas e confiáveis;
- uso efetivo dos resultados.
O processo avaliativo com base no SINAES inclui a construção do conhecimento sobre a Instituição segundo 10 dimensões, relacionadas na forma de itens, como mostra o Quadro 1.
Item 1 – a missão e o plano de desenvolvimento institucional;
Item 2 – a política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação, a extensão e as respectivas
normas de operacionalização, incluídos os procedimentos para estímulo à produção acadêmica, as bolsas de pesquisa, de monitoria e demais modalidades;
Item 3 – a responsabilidade social da instituição, considerada especialmente no que se
refere à sua contribuição em relação à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social, à defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural;
Item 4 – a comunicação com a sociedade;
Item 5 – as políticas de pessoal, de carreiras do corpo docente e corpo
técnico-administrativo, seu aperfeiçoamento, desenvolvimento profissional e suas condições de trabalho;
Item 6 – a Organização e a gestão da instituição, especialmente o funcionamento e
representatividade dos colegiados, sua independência e autonomia na relação com a mantenedora, e a participação dos segmentos da comunidade universitária nos processos decisórios;
Item 7 – a infra-estrutura física, especialmente a de ensino e de pesquisa, biblioteca,
recursos de informação e comunicação;
Item 8 – o planejamento e avaliação, especialmente em relação aos processos, resultados e
eficácia da auto-avaliação institucional;
Item 9 – as políticas de atendimento aos estudantes;
Item 10 – a sustentabilidade financeira, tendo em vista o significado social da
continuidade dos compromissos na oferta da educação superior.
Quadro 1: Dimensões da avaliação institucional Adaptado do Roteiro de auto-avaliação institucional do SINAES, 2004 – grifo nosso.
Entende-se que, para traçar um perfil da Instituição e fomentar um processo de melhoria de desempenho, as CPAs terão que realizar pesquisas em documentos oficiais da Instituição, procurar apoio de grupos de voluntários, desenvolver estratégias de sensibilização, pesquisar, interna e externamente, seu desempenho, etc. Assim, o presente documento apresenta os itens da Proposta, acompanhados das ações necessárias a serem realizadas, dos nomes daqueles que acreditamos serem os responsáveis pelas ações e das fontes de informações a serem pesquisadas. Esta proposta é composta de 10 tópicos listados na seqüência.
1. A Instituição
Discorrer sobre:
1.1 Um Breve Histórico da Instituição
1.2 Um Breve Histórico da experiência com a Avaliação Institucional (Sínteses do PAI-2002, PAI-2003 e PAI-2004)1
Responsáveis: Grupos de voluntários.
Fontes sugeridas: Plano de Desenvolvimento Institucional,
Relatórios de Avaliação Institucional e outros documentos de mídia.
Objetivo: Sensibilização para os itens: Item 1 – a missão e Item 2 – a política
2. Referencial Teórico
Informar que bases teóricas foram pesquisadas.
Responsáveis: CPAs
Fontes sugeridas: Documentos do SINAES
Bibliografia sobre Avaliação Institucional
Objetivo: Intensificar aprendizagem sobre avaliação institucional
3. Justificativa
Responsáveis: CPAs
Fontes sugeridas: Diretrizes para a Avaliação das IES (documento do
Conaes/Mec/Inep)
4. Objetivos e Metas
Apontar os objetivos estratégicos da escola
Responsáveis: CPAs
Fontes sugeridas: Plano de Desenvolvimento Institucional
5. Metodologia
Responder sobre os métodos a serem utilizados no processo.
Responsáveis: CPAs
Fontes sugeridas: Documentos do SINAES
Bibliografia sobre Avaliação Institucional Bibliografia sobre Métodos Científicos
1 PAI é a sigla de Programa de Avaliação Institucional que se constitui no processo de avaliação existente em nossa Instituição desde o ano de 2002.
6. Estratégia de ação
Neste tópico, definimos as ações necessárias à segunda etapa do SINAES, as quais respondem às questões sugeridas no Roteiro de Avaliação Institucional. Dezesseis ações são propostas para o atendimento do Sistema e a cada uma delas associamos, na forma de quadros, os itens das dimensões envolvidas, marcadas em negrito no Quadro 1.
6.1 Reunião de divulgação da avaliação institucional de 2004, o que nos permite,
e já tem permitido, sensibilizar a comunidade acadêmica sobre o SINAES e perceber elementos como:
Item 6 – gestão da instituição Item 7 – infra-estrutura
Item 8 – eficácia da auto-avaliação Item 9 – atendimento aos estudantes
6.2 Análise comparativa entre a normativa do MEC e os documentos da instituição:
PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional), PPI (Planejamento Pedagógico Institucional) e PPC (Planejamento Pedagógico de Cursos), para alimentar CPA com dados que permitam compreender a estrutura dos elementos:
Item 1 – missão
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 3 – responsabilidade social
Item 5 – políticas de pessoal Item 9 – atendimento aos estudantes
6.3 Entrevista com dirigentes locais e coordenadores o que permitirá conhecer e
avaliar, parcialmente, informações componentes dos seguintes elementos:
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 5 – políticas de pessoal
Item 6 – gestão da instituição Item 9 – atendimento aos estudantes Item 10 – sustentabilidade financeira
6.4 Entrevista, por amostragem, com docentes, o que adiciona potencial de
Item 1 – missão
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 3 – responsabilidade social
Item 4 – sociedade
Item 5 – políticas de pessoal Item 6 – gestão da instituição Item 7 – infra-estrutura
Item 8 – eficácia da auto-avaliação Item 9 – atendimento aos estudantes
6.5 Entrevista, por amostragem, com a comunidade, que complementa as
informações obtidas por entrevistas, agregando dados sobre os elementos:
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 3 – responsabilidade social
Item 4 – sociedade
6.6 Análise das entrevistas e dos programas implementados, o que permitirá a
devida percepção de dimensões e adequabilidade dos elementos:
Item 1 – missão
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 3 – responsabilidade social
Item 4 – sociedade
Item 5 – políticas de pessoal Item 6 – gestão da instituição Item 7 – infra-estrutura
Item 8 – eficácia da auto-avaliação Item 9 – atendimento aos estudantes Item 10 – sustentabilidade financeira
6.7 Discussão da CPA com o corpo docente, como parte da estratégia de
envolvimento e comprometimento deste ao projeto, no que tange a:
Item 1 – missão
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 3 – responsabilidade social
Item 4 – sociedade
Item 5 – políticas de pessoal Item 6 – gestão da instituição Item 7 – infra-estrutura
Item 8 – eficácia da auto-avaliação Item 9 – atendimento aos estudantes
parte do envolvimento e comprometimento, agora focada nos alunos, a respeito de:
Item 1 – missão
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 3 – responsabilidade social
Item 7 – infra-estrutura
Item 9 – atendimento aos estudantes
6.9 Discussão da CPA com os funcionários, como forma de complementar
envolvimentos e comprometimentos internos ao projeto, versando sobre:
Item 1 – missão
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 3 – responsabilidade social
Item 7 – infra-estrutura
Item 9 – atendimento aos estudantes
6.10 Discussão da CPA com os representantes da comunidade, como forma
envolver agentes externos ao projeto de avaliação, conscientizando-os sobre:
Item 1 – missão
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 3 – responsabilidade social
Item 7 – infra-estrutura
Item 9 – atendimento aos estudantes
6.11 Comunicação verbal interna, como meio de informação, utilizando palestras e
outras formas de reunião como ferramentas, dos resultados do processo (os passos anteriores e a própria auto-avaliação), no disser respeito a:
Item 1 – missão
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 3 – responsabilidade social
Item 4 – sociedade
Item 5 – políticas de pessoal Item 6 – gestão da instituição Item 7 – infra-estrutura
Item 8 – eficácia da auto-avaliação Item 9 – atendimento aos estudantes
6.12 Comunicação visual interna, através de cartazes e banners, como formas
diferenciadas de instrumentalização das comunicações (apontadas no item anterior), tratando de:
Item 1 – missão
Item 2 – política p/ ensino, pesquisa e extensão Item 3 – responsabilidade social
Item 8 – eficácia da auto-avaliação
6.13 Nova Pesquisa de avaliação institucional (PAI-2005) junto ao corpo discente,
configurando a continuidade do processo de avaliação institucional, com destaque para a melhoria de:
Item 6 – gestão da instituição Item 7 – infra-estrutura
Item 8 – eficácia da auto-avaliação Item 9 – atendimento aos estudantes
6.14 Nova Pesquisa de avaliação institucional (PAI-2005) junto ao corpo docente,
também caracterizando a continuidade, com foco em:
Item 5 – políticas de pessoal Item 6 – gestão da instituição Item 7 – infra-estrutura
Item 8 – eficácia da auto-avaliação Item 9 – atendimento aos estudantes
6.15 Nova Pesquisa de avaliação institucional (PAI-2005) junto ao corpo de
funcionários, complementando a continuidade do processo a estabelecer-se, agora com foco em:
Item 5 – políticas de pessoal Item 6 – gestão da instituição Item 7 – infra-estrutura
Item 9 – atendimento aos estudantes
6.16 Meta- Avaliação definindo formas de dimensionar a efetividade da
auto-avaliação, cujo resultado permite a melhoria de:
atividades dez jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
6.1 Reunião de divulgação da
avaliação institucional de 2004 • 6.2 Análise comparativa entre a
normativa do MEC e os documentos da instituição
6.3 Entrevista com dirigentes locais e
coordenadores •
6.4 Entrevista, por amostragem, com
docentes •
6.5 Entrevista, por amostragem, com a
comunidade •
6.6 Análise das entrevistas e dos programas implementados
6.7 Discussão da CPA com o corpo docente
6.8 Discussão da CPA com representantes do corpo discente
6.9 Discussão da CPA com funcionários 6.10 Discussão da CPA com representantes da comunidade
6.11 Comunicação verbal interna,
através de palestras e reuniões • • • • •
6.12 Comunicação visual interna, através de cartazes e banners
6.13 Nova Pesquisa de avaliação institucional junto ao corpo discente 6.14 Nova Pesquisa de avaliação institucional junto ao corpo docente 6.15 Nova Pesquisa de avaliação institucional junto ao corpo de funcionários 6.16 Meta-avaliação
Planejado
8. Recursos
8.1 Humanos
Acreditamos que para a realização dos trabalhos serão necessários 3 professores, 3 funcionários, 3 alunos com bolsa de monitoria e 3 representantes da comunidade, todos membros da CPA.
8.2 Materiais
Serão necessários materiais de escritório como: papel sulfite, cartucho de impressora, disquetes, Cds, etc.
9. Meta-Avaliação
De acordo com o Inep-Mec (2004), os Indicadores da Qualidade na Educação devem ser criados para ajudar a comunidade escolar na avaliação e na melhoria da qualidade da instituição, portanto indicadores são sinais que alertam para aspectos de determinada realidade e que podem qualificar algo.
Costa (2004) relata que em empresas gerenciadas por medição verificaram-se as verificaram-seguintes condições:
Seus dirigentes estavam de acordo quanto aos critérios mensuráveis para se determinar o sucesso estratégico da organização;
Os indicadores financeiros estavam balanceados com os não financeiros; Realizavam freqüentes análises críticas dos resultados da medição dos
indicadores de desempenho;
Havia um consenso claro entre os dirigentes quanto à estratégia a ser seguida;
Havia comunicação eficaz da estratégia para toda a organização; Havia cooperação entre os dirigentes e as equipes de trabalho; As informações eram compartilhadas abertamente;
Os funcionários apresentavam autocontrole de desempenho; Havia maior predisposição para se assumir riscos.
Portanto, acreditamos que a meta-avaliação deve incluir a construção de indicadores próprios, construídos pela comunidade acadêmica e local. Em um primeiro momento esses indicadores podem ser adaptados daqueles sugeridos pelo Roteiro de Auto-Avaliação Institucional. Para a manutenção do processo de melhoria, os indicadores devem ser sintetizados e objetivar a medição da eficácia em atingir os resultados planejados pela escola.
Indicadores
De integração ao SINAES De avaliação da satisfação de
− Professores
− Comunidade De produção acadêmica De integração à comunidade Financeiro e Gerencial
10.
Estágio atual da Faeso / Fateso
De acordo com o Roteiro de Auto-Avaliação Institucional a primeira parte da avaliação interna inclui as atividades de:
• Preparação - com a constituição da CPA – já concluída;
• Planejamento – com a elaboração do projeto de avaliação, representado por essa primeira versão;
• Sensibilização – com a realização de reuniões, palestras, seminários, etc. – Promovemos uma semana de palestras para apresentação do SINAES a todos os professores. Procuramos apontar os objetivos da auto-avaliação e os resultados e ações implementadas a partir de nosso Programa de Avaliação Institucional (PAI), existente na instituição desde 2002. Na oportunidade de aplicação de nossa avaliação institucional, junto aos alunos, esclarecemos, a esses, os fundamentos do SINAES e sua relação com o PAI. No momento da redação desta proposta, estamos finalizando o Relatório PAI-2004.
11.
Referências Bibliográficas
Costa , Paulo Processos de Gestão: O Gerenciamento através de Indicadores
de desempenho como Garantia de Qualidade Disponível em jun 2002.
www.estacio.br/graduacao/administracao/artigos/art_gestao.pdf Acesso em dez
2004.
Inep-Conaes-Mec Roteiro de Auto-avaliação Institucional – Orientações Gerais. Brasília: Inep/Mec, 2004.
Inep-Mec (coordenadores) Indicadores de qualidade na educação / Ação