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Medicina Tradicional Chinesa

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Academic year: 2021

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Massagem Tui Na II -

2º Semestre

Lição nº 4

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Índice

PARTE I

Traumatologia

1. A Traumatologia ... 5 2. Tipos de Traumatologia ... 6 3. Manipulações ... 7

a) Manipulações para Reduções ... 7

b) Manipulações para Reduções Articulares ... 8

c) Manipulações de Massagem ... 8

4. Princípios da Massagem para Lesões Desportivas ... 9

4.1. Aliviar as Cãibras Musculares e Activar os Colaterais ... 9

4. 2. Restabelecer e Tratar os Músculos e Tendões Lesionados e Reduzir as Articulações Deslocadas... 11

4.3. Promover a Circulação do Sangue pela Remoção da Estagnação de Sangue ... 11

5. Efeitos do Tratamento Manual sobre as Lesões Desportivas ... 13

5.1. Tratamento de Emergência para Lesões Provocadas por um Treino Físico ... 13

5.2. Precauções para Evitar Lesões Desportivas ... 13

5.3. Cansaço Excessivo ... 13

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PARTE II

Tratamentos

1. Cotovelo Tenista ... 16 1.1 Mecanismo da Lesão ... 16 1.2. Sintomas e Diagnóstico ... 17 1.3.Tratamento ... 17

2. Sindroma do Túnel Cárpico ... 19

2.1 Mecanismo da Lesão ... 19

2.2 Sintomas e Diagnóstico ... 20

2.3. Tratamento ... 20

3. Entorse da Articulação do Pulso ... 21

3.1. Mecanismo da Lesão ... 21

3.2. Sintomas e Diagnóstico ... 21

3.3. Tratamento ... 22

4. Entorse Cervical Agudo ... 24

4.1. Mecanismo da Lesão ... 24 4.2. Sintomas e Diagnóstico ... 24 4.3. Tratamento ... 25 5. Pescoço Rígido ... 26 5.1 Mecanismo da Lesão ... 26 5.2. Sintomas e Diagnóstico ... 27 5.3. Tratamento ... 27 6. Espondilopatia Cervical ... 28

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6.2. Sintomas e Diagnóstico ... 30

6.2.1. Tipo de Espondilopatia Cervical das Raízes Nervosas ... 30

– Caso Mais Comum – ... 30

6.2.2 Tipo de Espondilopatia Cervical da Artéria Vertebral ... 32

6.2.3. Tipo de Espondilopatia Cervical do Nervo Simpático ... 32

6.2.4. Tipo de Espondilopatia Cervical da Medula Espinal... 33

6.3. Tratamento ... 33

6.3.1 Algumas considerações a ter em atenção: ... 33

6.3.2. Funções do tratamento manual: ... 34

6.3.3. Tratamento Manual ... 34

Bibliografia... 37

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PARTE I

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1. A Traumatologia

A manipulação com as mãos é muito importante para o diagnóstico e tratamento dos traumatismos. Na longa história da Medicina Tradicional Chinesa, a Massagem foi largamente aplicada no tratamento de uma grande variedade de doenças, em particular em traumatismos ósseos das articulações e dos tecidos moles, permitindo assim reunir uma experiência clínica de conteúdo vasto e rico

.

A Massagem e a Acupunctura, apesar de terem uma aproximação diferente, têm ambas resultados eficazes no tratamento clínico, baseando-se ambas na mesma teoria de diagnóstico e de tratamento, apresentando muitas semelhanças, no que respeita a escolha dos pontos de acupunctura correspondentes dos vários meridianos e colaterais. Existem relatos detalhados de tratamentos manuais nos registos da Medicina Tradicional Chinesa. A introdução geral do manual de tratamento do Yi Zong Jin Jian (Golden Mirror of Medicine) menciona: “O princípio do tratamento manual das desordens consiste em aplicar manipulações nos ossos e tendões com traumatismo, de forma a assegurar uma completa recuperação e reabilitação. Contudo, a manipulação deve variar consoante o tipo de desordem e a sua gravidade. Os resultados, tanto de cura, como de recuperação, são satisfatórios, rápidos ou lentos, com sequelas ou não, tudo dependerá de uma adequada aplicação das manipulações.”

Durante as últimas décadas, o tratamento manual, graças ao grande esforço que foi realizado pelo corpo médico Chinês no estudo e actualização da herança da Medicina Tradicional Chinesa, a qual foi largamente aplicada na Medicina do Desporto, desenvolveu-se e tornou-se num ramo da Medicina Tradicional Chinesa com características únicas.

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2. Tipos de Traumatologia

A traumatologia engloba o estudo de quatro tipos de situações, respectivamente:

• Fracturas • Deslocações

• Dores Musculares e de Tendões • Sindromas Traumáticos Internos

a) Fracturas - Estas podem determinar-se quando ocorre dor, limitação do movimento, fricção do osso (quando existe uma crepitação dos ossos, é possível escutar-se o som do ranger da fricção dos ossos ao tocarmos na zona) e deformação à superfície.

b) Deslocações - Ocorrem quando a cabeça da articulação desloca-se da sua cavidade. Nesta situação há deformidade e dor – ocorre limitação do movimento, inchaço e por vezes edema. As deslocações, também, se denominam sub-luxação ou semi-luxação (metade da cabeça do osso sai da cavidade, ex. paralisia do ombro causada por AVC que apresenta uma ligeira diminuição da capacidade de movimentação do membro, acompanhada de dor.) Exemplos de sub-luxações muito comuns, são as deslocações das vértebras cervicais C1,C2, em que o paciente apresenta uma certa rigidez no pescoço. Mas nestes casos antes de efectuar qualquer tracção deve-se aconselhar o Paciente a efectuar um exame radiológico.

Concluindo a sub-luxação ou semi-luxação deriva de uma atrofia muscular. Os seus sintomas são idênticos aos de uma fractura, por isso, também, se aconselha fazer um raio-x porque por vezes ocorrem em simultâneo com fracturas. Normalmente, as fracturas ocorrem nos ossos e as semi ou sub-luxações nas articulações.

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c) Dores Musculares e de Tendões – Geralmente, ocorrem quando há fadiga do músculo, que pode ser causado por excesso de treino físico.

d) Os Sindromas traumáticos internos geralmente aparecem por acidentes ou por contusão externa com reflexo interno.

As pessoas que apresentam fracturas e deslocações podem ter sindromas internos traumáticos e até colapsos, podendo entrar em coma. Uma situação de sindromas internos traumáticos relaciona-se com distúrbios do Qi, sangue, meridianos e vísceras. Pode existir hemorragia interna ou externa. Se a fractura é exposta verifica-se uma hemorragia externa, se for interna é difícil por vezes detectar se há hemorragia, especialmente quando sucede no baço. Um dos sintomas da hemorragia interna é a febre.

3. Manipulações

a) Manipulações para Reduções

Trata-se através da manipulação, aplicando-se a redução a deslocações por fractura. Algumas lesões traumáticas desportivas provocam fracturas, tais como fracturas do antebraço, fracturas da tíbia e perónio e fractura do osso do metacarpo. Todas estas fracturas têm de ser adequadamente corrigidas para permitir uma redução anatómica e o restabelecimento funcional das extremidades da fractura. Só uma redução eficaz poderá assegurar a união da fractura e um restabelecimento de funções. Os princípios para o tratamento de fracturas consistem numa boa redução, na colocação de um penso local adequado e de exercícios funcionais adaptados. Estes três princípios estão estreitamente relacionados entre si. A aplicação destes princípios poderá acelerar a redução da fractura, promover o restabelecimento das funções do membro afectado e assegurar que o atleta volte rapidamente a participar nos treinos e competições. Existem oito tipos de manipulações entre as mais

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utilizadas, nomeadamente, tracção, alongar, pressionar, empurrar, segurar-transportando, apertar, levantar e juntar.

b) Manipulações para Reduções Articulares

Na deslocação articular incluímos a deslocação completa, a sub luxação e desordens de pequenas articulações. A deslocação articular, sobretudo no caso de subluxação e desordens de pequenas articulações, é comum nos atletas. A deslocação completa inclui subluxação do rádio da articulação do sacro ilíaco. E as desordens de pequenas articulações incluem desordens de pequenas articulações lombares e articulações do pé e do tornozelo. Todo o tipo de deslocação de articulação necessita redução manual, sendo que esta tem de ser aplicada com a máxima brevidade. Na maioria dos casos a redução pode ser realizada durante uma única sessão, assim como a dor pode desaparecer imediatamente após uma redução bem executada. Ao contrário da fractura e da lesão, a subluxação e desordens de pequenas articulações podem ser eficazmente reduzidas mas têm tendência para, mais tarde, despegarem-se e terem que ser novamente tratadas. Por conseguinte é necessário utilizar protecção individual.

c) Manipulações de Massagem

A massagem demonstrou ser um método de tratamento manual muito importante, muito eficaz para tratar lesões agudas ou crónicas do tecido mole, alguns tipos de lesões ósseas e cartilagíneas e cansaço excessivo. Por isso, muitos membros do corpo médico Chinês consagraram muita da sua atenção aos estudos clínicos e teóricos da massagem. Pelo facto de cada Escola ter a sua própria linha de conduta, apareceu uma grande variedade de manipulações habitualmente aplicadas, explicando a razão porque até hoje, ainda não existe nenhuma classificação uniformizada. Contudo, neste momento, são geralmente consideradas de utilização comum as seguintes

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manipulações: puxar, agarrar, pressionar, esfregar com a palma, rolar e rodar, esfregar, sacudir, empurrar, tracção, vibrar, dar golpes, regenerar e beliscar.

4. Princípios da Massagem para Lesões Desportivas

4.1. Aliviar as Cãibras Musculares e Activar os Colaterais

Os meridianos e colaterais circulam através do corpo, desde o interior até o exterior e desde a cabeça até aos pés. São canais específicos para a circulação e a reunião do Qi (energia vital) e do sangue. Fisiologicamente, os meridianos e colaterais têm por função a promoção da circulação do Qi e do sangue e a coordenação do Yin e Yang. Patologicamente, eles têm por função resistir às doenças e reflectir os sintomas. Na prevenção e na cura da doença, eles têm por função conduzir, induzir e coordenar a deficiência e o excesso. A dor causada pelas lesões desportivas deve-se ao facto dos meridianos e colaterais estarem obstruídos. “Quando os canais estão desimpedidos, não há dor, quando estão obstruídos, aparece dor”. De acordo com este princípio, os pontos de acupunctura que se encontram nos correspondentes meridianos e colaterais são pressionados e massajados para aliviar a dor e curar a doença.

A lesão dos tecidos é assinalada por dor no músculo, ligamento, fáscia, cartilagem e osso, e provoca tensão e espasmo do músculo. Isto corresponde a uma reacção protectora natural do corpo que indica que é necessário reduzir a actividade da região lesionada, prevenindo assim um agravamento desta. Se a lesão não é tratada rapidamente, aparece um edema local exsudativo, induzindo com o tempo fibrose, adesão e rigidez do músculo. Estas mudanças patológicas podem estimular ou contrair os nervos periféricos e vasos sanguíneos, provocando dor constante e bloqueio local da circulação do sangue que, por sua vez, faz com que os músculos se tornam ainda mais tensos e com a sua função ainda mais reduzida, entrando-se, então, num ciclo vicioso.

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A massagem como método terapêutico relaxa os músculos, alivia a dor e o cansaço excessivo provocado pelo treino físico.

Os princípios de relaxamento dos tecidos moles são os seguintes:

a) Promoção da circulação local de sangue e linfa, e aumento local da temperatura de forma a relaxar e restaurar directamente a musculatura lesionada.

b) A sedação e o alívio da dor consistem em manipular certos pontos de acupunctura da zona lesionada de forma a parar a dor de acordo com o princípio de “parar a dor, provocando dor.” Por exemplo, forte estimulação do ponto de acupunctura Huantiao (VB 30) para a ciática, beliscar o epicôndilo externo do úmero no caso de cotovelo de tenista, beliscar o piriforme no caso de lesão deste músculo. Por baixo de alguns pontos de acupunctura estendem-se troncos nervosos, por exemplo, a secção clavicular do plexo braquial sob o ponto de acupunctura Quepen (E 12), o nervo ciático sob o ponto Huantiao (VB 30), o nervo tibial posterior sob o ponto Weizhong (B 40), e o nervo mediano sob Quze (PC 3). Contrair o nervo pode bloquear temporariamente a função condutora do nervo, pressionar com o dedo certos pontos de acupunctura pode fazer desaparecer a dor e produzir um efeito anestésico.

c) A massagem providencia uma estimulação positiva ao músculo sob tensão e relaxa o músculo. Por exemplo, a tensão dos triceps e dos deltóides da parte superior do braço podem ser relaxados pelo pressionar e agarrar. O Mioespasmo e a dor podem ser atenuados pela tracção passiva e extensão dos músculos. O Mioespasmo do gastrocnémio pode ser aliviado pela dorsiflexão passiva da articulação do tornozelo, puxando os músculos da perna e depois, pelo empurrar, pressionar e amassar a barriga do músculo.

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4. 2. Restabelecer e Tratar os Músculos e Tendões Lesionados e Reduzir as Articulações Deslocadas

O mau posicionamento dos músculos e a fáscia são recorrentes nas lesões desportivas e provocam dor e disfunção, os quais são conhecidos, na Medicina Tradicional Chinesa, como “Jin Tiao Cao”. É necessário apalpar os tendões e os tubérculos em caso de perturbação da disposição das fibras do músculo. Os sintomas podem ser aliviados pelas manipulações de pressionar e beliscar para regular e restabelecer as fibras do músculo. Um deslize do tendão pode provocar uma grave disfunção da articulação e pode haver sensibilidade ao toque. O tratamento manual pode reduzir o deslize do tendão assim como aliviar os sintomas. No caso de lesões agudas do nervo cluneal superior, consegue-se apalpar as cordas no bordo da asa do íleo. Assim, os sintomas poderão ser atenuados através da redução por tratamento manual do nervo superior cluneal. O bloqueio do sinovial articular manifesta-se com dor e diminuição motora provocada pelo bloqueio da sinóvia no espaço articular. Ao aplicar tracção, alongamento e rotação, a sinóvia saírá da articulação, assegurando uma redução, e fazendo desaparecer os sintomas.

4.3. Promover a Circulação do Sangue pela Remoção da Estagnação de Sangue

Qualquer lesão dos tecidos leva ao sangramento, edema e exsudação do tecido. Se não for tratado rapidamente e se o inchaço persistir, a formação de hematoma diminuirá a elasticidade do tecido e provocará a adesão cicatricial desta, o que afectará directamente as suas funções.

a) Inicie a massagem de tratamento no dia a seguir à lesão. Aplique amassar, esfregar e empurrar para aumentar a temperatura da pele e promover a circulação do sangue e da linfa de forma a aumentar o número de células brancas, aumentar a fagacitose das células brancas e limpar os tecidos necróticos locais e sangue extravasado. O efeito mecânico directo do tratamento manual poderá ajudar na dispersão do

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fluido na área afectada, promovendo uma melhor absorção e o desinchaço.

b) Promover a circulação do Qi e sangue. A massagem promove a dilatação permanente dos vasos (angiectasis) e o fluxo acelerado do sangue nos tecidos, o que pode aumentar o fornecimento de nutrição dos tecidos locais e ajudar a restabelecer os que estão lesionados. c) Os movimentos passivos dos membros podem estender os tecidos com

espasmos e prevenir a adesão do tecido. Por exemplo, a periatrite do ombro, também conhecida como ombro congelado, implica bloqueio do Qi e estagnação de sangue provocados pela exposição ao frio, vento e humidade. Pode ser tratado com manipulações suaves e delicadas num estado inicial, utilizando-se numa fase mais avançada manipulações tais como puxar, tracção, sacudir, e beliscar de forma a aumentar a amplitude de movimento do ombro, restabelecer a elasticidade dos músculos, remover a adesão e, finalmente, dissipar o bloqueio e a estagnação.

d) Reduzir e restabelecer o mau posicionamento da articulação dos ossos. Esta secção diz respeito às subluxações e mau posicionamento das articulações, excluindo as deslocações das grandes articulações. Por exemplo, como a subluxação da articulação sacro ilíaca é pouco evidenciada pelo exame de um raio X, a redução da articulação e a eliminação dos sintomas pode ser conseguida através do tratamento manual. Distúrbios nas pequenas articulações do tornozelo são outro exemplo. Como há muitas articulações pequenas na região do tornozelo, há mais riscos de descoordenação entre si durante o treino físico, provocando dor e fraqueza do pé. As manipulações de tracção e apertar-pressionar podem ajudar a colocar as articulações do tornozelo nas suas posições correctas e aliviar a dor.

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5. Efeitos do Tratamento Manual sobre as Lesões Desportivas

5.1. Tratamento de Emergência para Lesões Provocadas por um Treino Físico

Estas lesões, como o systremma (espasmo do músculo gastrocnémio) leve, entorse da articulação do tornozelo e perturbação das pequenas articulações do punho, provocadas durante um treino físico, devem ser, no próprio local, objecto de um tratamento manual de emergência de forma a permitir a continuação do treino físico. A manipulação deve ser breve e bem definida. Alguns traumas graves também necessitam de um tratamento manual oportuno de forma a aliviar rapidamente a dor e minimizar as sequelas. As deslocações articulares precisam de uma oportuna redução manual, as fracturas devem ser reduzidas e ligadas oportunamente e, para as contusões dos tecidos moles é necessário aplicar uma ligadura apertada.

5.2. Precauções para Evitar Lesões Desportivas

Depois do treino físico ou da competição, muitas vezes aparece a sensação de músculos duros que precisam de ser adequadamente relaxados através da massagem. Se não se aplica a massagem rapidamente, o músculo poderá lesionar-se, “romper-se”, durante o treino seguinte. Por exemplo, uma tensão, a longo prazo, do triceps da barriga da perna pode levar a uma peritendonite ou ainda a uma ruptura do tendão de Aquiles.

5.3. Cansaço Excessivo

A massagem aplicada aos atletas para relaxar os músculos pode não só acabar com o cansaço físico como também mental. De entre todos os métodos fisiológicos mais comuns de relaxação, a massagem é o método mais eficaz de todos.

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5.4. Curar Diferentes Tipos de Lesões Desportivas

O tratamento de massagem manual não é uma panaceia para todas as lesões desportivas. Contudo, como factor de tratamento de conjunto, a manipulação manual tem excelentes resultados no tratamento eficaz de lesões desportivas agudas. Pode fazer rapidamente desaparecer a dor no caso de deslocação e subluxação das articulações, distúrbios das pequenas articulações, entorse lombar aguda e bloqueio do menisco da articulação do joelho. No caso de entorse crónica, o tratamento manual deve ser aplicado com frequência em combinação com fisioterapia, acupunctura, moxabustão assim como medicação.

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PARTE II

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1. Cotovelo Tenista

O cotovelo tenista, alteração que ocorre com frequência, é também denominado por epicondilite do úmero externo, sinovite úmero-radial e Sindroma do epicôndilo externo do úmero. Apesar de ser por vezes observada em jogadores de badmington, ténis, ténis de mesa e esgrima, é também comum em trabalhadores que fazem rotação repetida do antebraço, tais como telhadores, mecânicos, cozinheiros e massagistas.

1.1 Mecanismo da Lesão

Os músculos cárpico e extensor dos dedos encontram-se junto do epicôndilo externo do úmero. A contracção e tracção destes músculos pode provocar pressão no tendão extensor principal, e uma contracção e tracção excessivas destes músculos podem lesioná-lo e a outras estruturas como a articulação sinovial úmero-radial e o ligamento anular.

A contracção e tracção enérgicas e repetidas dos grupos de músculos extensores provocadas por flexões e extensões repetidas do punho e pronação e supinação do antebraço, podem conduzir a alterações patológicas do epicôndilo externo do próprio úmero, assim como dos tecidos circundantes.

O miospasmo local pode contrair o nervo e os vasos sanguíneos, provocando dor.

Os sintomas locais podem advir da posição instável do capítulo do rádio devido à encarceração sinovial da articulação do cotovelo e flacidez do ligamento anular.

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1.2. Sintomas e Diagnóstico

As manifestações clínicas que permitem o diagnóstico são:

• Investida lenta e dor na região lateral da articulação do cotovelo que possivelmente irradia para a região lateral do antebraço.

• Fraqueza ao agarrar objectos, deixar cair objectos com facilidade e dor que é exacerbada durante a contracção palmar ou ao torcer uma toalha.

• Área sensível: geralmente no dorso do epicôndilo externo do úmero, região posterior da articulação úmero-radial, no capítulo do rádio ou na região dorsal do istmo do rádio. Pode existir espessamento de tecidos.

• Teste da tracção do tendão extensor: flectir o cotovelo, pulso e dedos, colocando de seguida o antebraço em pronação e o cotovelo em extensão. A dor será sentida no epicôndilo externo do úmero. Teste de resistência: a dor pode ainda ser sentida quando endireitar o cotovelo, colocando o antebraço em pronação e flectindo a região dorsal do punho.

1.3.Tratamento

O tratamento desenvolve nas seguintes etapas:

• Pressionar os pontos de acupunctura Quepen (E 12), Zhongji (REN 3), Quchi (IG 11), Chize (P 15) e Shaohai (C 3) ( Ver Figura 1).

• Colocar o paciente na posição de sentado: o massagista segura o punho do paciente com uma das mãos e executa fricção com a outra, desde a porção medial do braço, ao longo do cotovelo, de forma a relaxar os músculos e activar os meridianos e colaterais. (ver Figura 2).

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• O massagista segura o cotovelo do paciente com uma das mãos e o punho com a outra, efectuando movimentos de flexão e extensão do cotovelo, seguidos de movimentos de hiper-flexão e hiper-extensão do mesmo 5 a 10 vezes, de forma a relaxar a articulação do cotovelo.

• Com o cotovelo e o pulso do membro afectado flectidos e o antebraço em pronação, o massagista endireita a articulação do cotovelo com força, isto é, executa o teste da tracção do tendão extensor 5 a 10 vezes. A força aplicada para a extensão do cotovelo não deve ser exagerada de forma a não exacerbar as alterações patológicas.

• Manipulação local suave: raspar de forma exacerbada a região externa da articulação do cotovelo do epicôndilo externo do úmero, capítulo radial, istmo do rádio e áreas com suavidade aparente à pressão; de seguida faça movimentos de pulsar com o polegar nestes pontos por cinco vezes. Este é o método principal para o tratamento manual para esta alteração. Em alguns pacientes os sintomas tornam-se piores e esta é apenas uma reacção ao tratamento manual. Nessa situação, o tratamento deve ser temporariamente suspenso e retomado um ou dois dias depois. Os pacientes devem evitar movimentos enérgicos do cotovelo e rotação do antebraço, usando compressas ou banhos quentes de forma a ajudar a diminuir a inflamação.

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2. Sindroma do Túnel Cárpico

Na face palmar do túnel cárpico existe o ligamento palmar do pulso, sendo que nas restantes três faces localizam-se os ossos cárpicos. Já os tendões flexor longo do polegar, flexor profundo dos dedos e flexor superficial dos dedos, assim como o nervo médio passam pelo túnel cárpico.

2.1 Mecanismo da Lesão

Normalmente os tendões musculares e o nervo médio não se encontram sujeitos a pressão no túnel cárpico; no entanto, quando o túnel cárpico se torna comparativamente estenosado, os tendões e o nervo medial são apertados, provocando sintomatologia local. As causas da estenose do túnel cárpico incluem:

a) O túnel cárpico é sujeito a pressão externa, como as almofadas na palma de um atleta provocando constrição no pulso; agarrar com força os tendões e o ligamento transverso do pulso pode repetidamente apertar e provocar constrição no nervo mediano.

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b) Intrusão ou hiperosteogenia e fractura ou deslocação do osso cárpico para o túnel cárpico.

c) Espessamento do ligamento transverso do pulso e intumescimento do tendão muscular no túnel cárpico.

2.2 Sintomas e Diagnóstico

• Numa fase inicial os dedos sentem-se entorpecidos, especialmente o dedo indicador e a seguir o polegar, o dedo médio e o anelar. A dor é mais forte à noite e de manhã e pode localizar-se no cotovelo.

• O polegar flecte-se exteriormente, sente-se fraqueza em ambas as palmas no seu confronto, a região radial do polegar, dedo indicador, dedo médio e dedo anelar encontra-se com a percepção sensitiva diminuída.

• O entorpecimento e a dor são agravados à pressão da face palmar do pulso durante 1-2 minutos. Quando se estimula o nervo médio pela percussão do túnel cárpico, existe uma dor aguda irradiada no dedo.

2.3. Tratamento

• Pressionar os pontos de acupunctura Neiguan (PC 6) e Wiguan (SJ 5).

• Com o antebraço a repousar e o pulso estendido com a palma virada para trás, o médico pressiona e amassa os músculos do antebraço ao longo do tendão flexor do dedo para relaxar os músculos.

• Pressionar e amassar de forma gentil e arranhar na região do canal cárpico, puxando para o pulso para movê-lo para todas as direcções. Pressionar de seguida o túnel cárpico com o polegar por 2-3 minutos.

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• Pulsar transversalmente os tendões no interior do túnel cárpico por 5-10 vezes, esfregando no local até se sentir calor para promover na área do túnel cárpico a circulação sanguínea e o desintumescimento.

3. Entorse da Articulação do Pulso

A articulação do pulso pode flectir-se, distender-se, abduzir-se aduzir-se e rodar. Durante o treino físico, a sua actividade é mais frequente e o seu alcance de movimentos aumentado, sujeitando-a a lesões.

3.1. Mecanismo da Lesão

• Entorse agudo: há vários factores que podem causar lesão dos ligamentos e da sinóvia do pulso, nomeadamente, impacto súbito de uma força externa no pulso, embater com o chão com a palma, durante uma queda, e apertar e torcer para além dos limites o pulso. O entorse na posição de dorsiflexão pode lesionar o ligamento palmar; a hiperflexão do pulso pode lesionar o ligamento dorsal; o hiper-desvio da região ulnar pode lesionar o ligamento colateral ulnar. Em determinados casos vários ligamentos são lesionados simultaneamente. O entorse agudo do pulso pode ser acompanhado por lesão dos tendões musculares, bainha tendinosa e cápsula articular.

• Entorse crónico: a actividade sobrecarregada do pulso pode provocar lesão dos tecidos moles, cartilagem e ossos do pulso, incluindo sinovite traumática da articulação do pulso e tensão nos ligamentos.

3.2. Sintomas e Diagnóstico

• Dor, fraqueza e limitação leve do movimento quando o pulso se encontra com entorse.

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• Tumefacção na área do pulso. Durante o período agudo do entorse desenvolve-se rapidamente tumefacção, que é acompanhada por sensibilidade à pressão. Na fase crónica a tumefacção não é evidente, mas há espessamento dos tecidos e podem sentir-se massas.

• Existe sensibilidade à pressão e dor restritiva nos pontos inicial e final do ligamento do lado afectado. Pode ocorrer hidrartrose num caso mais sério.

• No exame de raio X não se observa qualquer irregularidade, e isto pode reger a fractura externa da secção inferior do rádio, fractura do osso escafóide e deslocação em forma de meia-lua.

3.3. Tratamento

Primeiramente, Pressionar os pontos de acupunctura Hegu (IG 4), Lieque (P 7), Yangchi (SJ 4), Neiguan (PC 6), Waiguan (SJ 5) e Quchi (IG 11). (Ver fig. 3)

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No caso de entorse agudo do pulso:

a) Massajar primeiro o antebraço para relaxar os seus músculos e promover o fluxo do Qi e do sangue nos meridianos e colaterais. O massagista segura a mão exercendo tracção lentamente e com as duas mãos sobre o lado afectado, auxiliando o pulso com flexão palmar, dorsiflexão e movimentos de rotação, regulando e restaurando gentilmente de seguida os tecidos moles e ósseos. Evitar pressão excessiva, mas aplicar pressão no pulso com materiais de apoio para prevenir o edema.

b) Iniciar actividades com o pulso no dia seguinte ao entorse. O massagista pressiona e amassa gentilmente, com o polegar, a área dolorida ou os pontos inicial e final do ligamento lesionado.

c) Para um caso em que ocorre tumefacção e hidrartrose, empurrar com o local plano para remover o intumescimento empurrando e pressionando com força desde a extremidade distal para a proximal.

Nos casos de entorse crónico do pulso:

a) Massajar os grupos musculares flexor e extensor do antebraço para aliviar a tensão. O massagista segura e exerce tracção no pulso para todas as direcções. Em casos com comprometimento motor, exercer uma força mais intensa para alargar o alcance de movimentos, como a dorsiflexão e flexão palmar.

b) Estimular a área dolorosa beliscando; pulsar cordas e massas para suavizá-las e removê-suavizá-las.

c) No entorse crónico do pulso, usar ligadura desportiva ou uma ligadura adesiva para protecção durante a actividade física; e aumentar exercícios

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4. Entorse Cervical Agudo

O entorse cervical agudo inclui lesão dos músculos cervicais, mau posicionamento das pequenas articulações cervicais e encarceração sinovial.

4.1. Mecanismo da Lesão

a) Força externa directa, actuando na cabeça e pescoço, que pode acusar contusão na região do pescoço, tal como contusão do trapézio, esternocleidomastoideu e músculo esplénico da cabeça. Uma força externa violenta pode provocar um mau posicionamento das articulações cervicais ou mesmo encarceração sinovial e lesão dos ligamentos.

b) O entorse cervical indirecto pode ser provocado pelo virar súbito e violento da cabeça e do pescoço, como movimentos rotativos durante a queda, o balanço da cabeça nos jogos de futebol e elevação extrema da mão em eventos que envolvem lançamentos.

4.2. Sintomas e Diagnóstico

a) História de trauma com possível audição de um som no pescoço com entorse.

b) Limitação no movimento do pescoço, para uma direcção ou para todas as direcções, manifestada pela inclinação da cabeça para um dos lados e deformação cervical. O movimento cervical para qualquer direcção pode ser apenas conseguido de forma passiva, com o paciente a sentir dor e rigidez no pescoço.

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c) Os músculos do pescoço encontram-se tensos: são palpáveis cordas e escleromas, ocorrendo habitualmente na região inter espinal ou em ambos os lados do processo espinal.

d) O exame de raio X revela alterações na curvatura fisiológica na região cervical, mas não na estrutura óssea.

4.3. Tratamento

a) Pressionar pontos de acupunctura: Com o paciente sentado, o massagista coloca-se por detrás dele e pressiona os pontos Dazhui (DU 14), Fengchi (VB 20), Tianzong (ID 11) e Tianzhu (B 10). (Ver fig. 4)

b) O massagista agarra e belisca os músculos do pescoço para cima e para baixo por 3-5 vezes, pressionando de seguida nos pontos iniciais do músculo do pescoço em ambos os lados da tuberosidade do osso occipital. c) O massagista agarra o trapézio na borda superior, a qual pode estar

sensível, pelo que o massagista pode pressionar com o polegar na cavidade intermuscular, que está na orla superior e ao mesmo nível do próprio trapézio.

d) Com o paciente numa posição de pronação, o massagista pressiona a região da lâmina do ombro com a maior eminência tenar de ambas as mãos. Pulsar de seguida todas as cordas e escleromas para removê-los. Esta manipulação pode relaxar os músculos do ombro e do pescoço.

e) Sentir o ponto sensível e os nós na região interespinal e pressioná-los e empurrá-los profundamente com os polegares para cima e para baixo, em ambos os lados do processo espinal, de forma a reparar os tecidos moles.

f) Traccionar e rodar a cabeça: com o paciente em supinação e com a cabeça em descanso na orla da cama, o massagista suporta a mandíbula com uma

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mão e a região occipital com a outra, para traccionar a cabeça lentamente e rodá-la cerca de 45 º para cada um dos lados. Um estalo indica que as pequenas juntas cervicais mal posicionadas foram reduzidas. Evitar rotação abrupta da cabeça e uma manipulação demasiado enérgica, as quais podem exacerbar a lesão cervical ou mesmo provocar reacções tão graves como vertigens.

g) Finalmente, pressionar e amassar ao longo do pescoço, ombro e costas 3-5 vezes para libertar e relaxar os músculos, relaxar os tendões e activar o fluxo sanguíneo e do Qi nos meridianos e colaterais.

5. Pescoço Rígido

5.1 Mecanismo da Lesão

a) Pescoço rígido provocado durante o sono: devido à altura imprópria da almofada, os músculos do pescoço, trapézio e esternocleidomastoideu, encontram-se numa postura irregular, provocando miospasmo ou fractura. A

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cutâneo do pescoço, causando dor local e dor que irradia para várias direcções, acompanhada por alergia localizada na pele.

b) Pescoço rígido provocado pelo espasmo dos vasos sanguíneos: os vasos sanguíneos que nutrem os nervos cervicais pode tornar-se espasmódicos devido ao vento e frio patogénicos, induzindo isquemia e edema nos tecidos dos nervos cervicais, dando origem a sintomas na mesma região. O paciente apresenta frequentemente história de ataque de vento e frio patogénicos durante a noite. A aplicação de compressas quentes ou massagens podem gerar calor no local, produzindo um resultado terapêutico satisfatório.

5.2. Sintomas e Diagnóstico

a) O paciente deve ter história de ataque de vento e frio patogénicos durante a noite ou de postura imprópria da cabeça e pescoço.

b) O início súbito de dor e rigidez do pescoço após o sono, com a cabeça inclinada para um dos lados e com dificuldade nos movimentos.

c) Em casos sérios pode existir vertigem, costas tensas e dor costal, que se poderá dirigir aos membros superiores.

d) O exame médico revela que o trapézio e o esternocleidomastoideu se encontram tensos, com sensibilidade e presença de cordas e massas.

5.3. Tratamento

a) Com o paciente sentado, o massagista coloca-se por trás e pressiona e amassa bilateralmente, com o polegar e o dedo indicador, os pontos de acupunctura Fengchi (VB 20) e Dazhui (DU 14), aplicando inicialmente uma força de pequena intensidade que aumenta gradualmente, até o paciente se

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baixo, ao longo dos músculos do pescoço, por 5-10 vezes, após o que pulsa a área sensível ou as massas para dispersá-las.

b) Pressionar e amassar a terminação posterior do trapézio de ambos os ombros, ou seja, a orla superior dos ombros, 5-10 vezes, com a força aplicada aumentando gradualmente. De seguida traccionar e rodar lentamente a cabeça.

c) A massagem pode ser aplicada na região escapular, onde se encontra o trapézio e onde se distribuem o primeiro e segundo nervos torácicos. Esta manipulação pode também relaxar os músculos e nervos.

d) Esfregar o pescoço, ombro e costas até que a pele fique ruborizada, de forma a dispersar o vento e frio patogénicos.

6. Espondilopatia Cervical

A espondilopatia cervical é uma Sindroma com hiperosteogenia1 na espinha cervical como sintoma principal, exacerbado por alterações patológicas nos tecidos moles periféricos do pescoço, nervos e vasos sanguíneos. A incidência desta patologia aumenta após os 30 anos de idade.

6.1. Mecanismo da Lesão

a) Todos os tipos de lesão aguda e tensão crónica na lesão cervical podem conduzir à lesão do disco cervical intervertebral, ligamentos, cápsula articular e tecidos moles periféricos, reduzindo a estabilidade das próprias vértebras cervicais e provocando hiperplasia compensatória da substância óssea das vértebras cervicais. Esta substância hiperplástica pode, directa

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ou indirectamente, provocar constrição nervosa e dos vasos sanguíneos, resultando em múltiplos sintomas. Como é indicado por registos domésticos, em 1000 indivíduos com espondilopatia cervical, 60% apresentam história de trauma entre os três e os catorze anos de idade.

b) Degeneração tecidular retrógrada. A degeneração do disco cervical intervertebral aparece após os trinta anos e torna-se mais evidente depois dos cinquenta, através da ossificação da lâmina óssea, desidratação do núcleo pulpiforme, rotura do anel fibroso devido à redução da elasticidade, estreitamento do disco intervertebral e espaço cervical intervertebral, diminuição da estabilidade das vértebras cervicais, hiperplasia das articulações das vértebras cervicais e articulação vertebral apical em gancho, relacionada à fricção, hipertrofia ou calcificação da cápsula articular e ligamentos e edema dos tecidos moles. Todas estas alterações podem provocar a constrição dos nervos e vasos sanguíneos e causar sintomas variados que diferem dependendo das posições e do grau de constrição.

c) A constrição directa dos nervos e vasos sanguíneos é rara, pelo que estes sofrem, na maioria das vezes, constrição indirecta. Os sintomas provocados pela constrição indirecta derivam da hiperplasia das vértebras cervicais, como o distúrbio das articulações da faceta intervertebral, edema inflamatório nos ligamentos, circulação sanguínea reduzida e miospasmo local, causado pelo ataque do vento e frio patogénicos no pescoço, ou seja, manifestações causadas pela estagnação do Qi e dos vasos sanguíneos. Este facto pode explicar o porquê de alguns pacientes afectados por hiperplasia séria não demonstrarem manifestações clínicas aparentes. Em casos em que os nervos e vasos sanguíneos sofrem constrição directa, a cirurgia é habitualmente necessária para aliviar a compressão, enquanto que na compressão indirecta dos nervos e vasos sanguíneos, o tratamento manual é suficiente para reduzir os sintomas. A principal função do tratamento manual é alcançar os efeitos terapêuticos de promoção da circulação sanguínea, removendo a estase, e expulsar vento e frio

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patogénicos, aliviando a rigidez muscular e activando os colaterais, enquanto se restauram e tratam os tecidos moles lesionados.

6.2. Sintomas e Diagnóstico

6.2.1. Tipo de Espondilopatia Cervical das Raízes Nervosas – Caso Mais Comum –

a) O paciente apresenta dor localizada no pescoço e na nuca e dor irradiada para o ombro e membros superiores, acompanhada por entorpecimento; a pele na região afectada apresenta a percepção sensível de estagnação; os membros superiores e mãos estão asténicos (fracos); a dor e o entorpecimento tornam-se mais severos com a pressão no lado afectado durante o sono. As manifestações diferem de acordo com alterações patológicas em espaços intervertebrais cervicais diferentes – alterações patológicas localizadas acima do quarto espaço intervertebral cervical manifestam-se por dor e entorpecimento no pescoço e região occipital; alterações patológicas entre o quarto e quinto espaços intervertebrais cervicais, manifestam-se por dor desde o pescoço e ombro até à face anterolateral do braço e face lateral do antebraço até ao pulso; alterações patológicas entre o quinto e sexto espaços intervertebrais cervicais, manifestam-se através de dor e entorpecimento do pescoço e costas, desde a face lateral do braço e antebraço até ao polegar e enfraquecimento da força muscular do bíceps; alterações patológicas entre o sexto e sétimo espaços intervertebrais cervicais, manifestam-se por dor e entorpecimento desde o pescoço, costas e face posterior do braço e antebraço até aos dedos indicador e médio e redução da força muscular do tríceps braquial; alterações patológicas entre o sétimo espaço intervertebral cervical e a primeira vértebra torácica, manifestam-se através de dor e entorpecimento na região medial do braço e antebraço, dedos anelar e mínimo e na orla medial da escápula.

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b) Pontos sensíveis: existem pontos sensíveis no nervo lesionado, na zona controlada pelo nervo, por baixo do processo espinal cervical, na face lateral do braço e na região entre as escápulas. Podem ser palpados escleromas e cordas nas regiões do pescoço, ombros e costas.

6.2.1.1 Testes

a) Teste de traccionar e puxar o plexo braquial: o massagista pressiona a cabeça do paciente com uma das mãos para que esta se incline para o lado saudável, segura o pulso do paciente no lado afectado e tracciona o membro superior com a outra. Para os pacientes com dor e entorpecimento no pescoço o resultado será positivo.

b) Teste de percussão do vértice: com o paciente sentado, o massagista coloca uma das mãos na cabeça e percute as costas dessa mão com a outra. O resultado será positivo naqueles pacientes que sentirem uma dor irradiada no pescoço e membros superiores.

c) Teste do aperto do forámen cervical intervertebral: com o paciente sentado e a cabeça pendente para trás e inclinada para o lado afectado, o massagista pressiona o vértice para baixo. Nos pacientes que sentirem dor irradiada no pescoço e membros superiores o resultado é positivo.

- Podem ser regidas outras condições: entorse do pescoço, pescoço rígido, fascite do pescoço e ombro, periartrite do ombro, tuberculose das vértebras cervicais, fractura deslocada de espinha cervical e tumor das vértebras cervicais.

- Exame de raio X: observação frontal da película de raio X das vértebras cervicais demonstra hiperosteogenia das articulações cervicais apicais em gancho; o raio X de perfil mostra hiperosteogenia nas orlas frontal e da retaguarda do corpo vertebral e sombra de calcificação no ligamento da nuca;

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já as fotos à esquerda e à direita mostram intrusão de esporas no forámen intervertebral e a alteração do contorno do mesmo. O grau de hiperosteogenia cervical pode não estar em rácio directo àquele das manifestações clínicas.

6.2.2 Tipo de Espondilopatia Cervical da Artéria Vertebral

Além dos sintomas manifestados no caso de espondilopatia cervical das raízes nervosas, existem também os sintomas que se relacionam a fluxo sanguíneo reduzido na artéria vertebral, como tonturas, vómitos, vertigens, zumbidos, surdez e visão turva. Estes sintomas podem ainda ser induzidos pela rotação súbita da cabeça, que deve ser diferenciada da Sindroma de Meuniére, que se relaciona à fadiga excessiva, sono inadequado, estado de mente fraco e não é induzido pelo movimento cervical.

6.2.3. Tipo de Espondilopatia Cervical do Nervo Simpático

A seguinte sintomatologia clínica podem aparecer devido a estimulação reflexa dos nervos simpáticos, causada por alterações patológicas em tecidos como a dura mater do pescoço da corda espinal, articulações da faceta, ligamento, raiz nervosa e artéria vertebral.

a) Região dos olhos e ouvidos: visão turva e olhos protuberantes e, por vezes, surdez e zumbidos.

b) Região da cabeça: cefaleias, tonturas e dor na nuca.

c) Coração: frequência de batimentos que aumenta e reduz; sensação de mal-estar no pericárdio e peito.

d) Quatro membros: sensação de frio, calor, entorpecimento e hiperalgia nos quatro membros, acumulação de líquidos ou falta dela

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e) Podem desenvolver-se outras doenças: enxaqueca neurovascular, doença coronária, neurose, distúrbio funcional nervoso vegetativo e menopausa.

6.2.4. Tipo de Espondilopatia Cervical da Medula Espinal

Os sintomas desta patologia são provocados pela constrição directa da medula espinal devido ao retroceder do disco intervertebral cervical, esporas na região da retaguarda dos corpos vertebrais, hiperosteogenia das articulações da faceta e rigidez e calcificação do ligamento amarelo. Este tipo de espondilopatia cervical representa um dos mais severos.

a) Caso Leve

Dor no pescoço e ombros, cefaleia e tonturas, dor de distensão, tremuras e astenia nos membros.

b) Caso Grave

Astenia nos quatro membros, incapacidade de segurar objectos, dificuldade no andar ou mesmo paralisação dos quatro membros, dificuldade na eliminação urinária e intestinal. Esta situação deve ser diferenciada da fractura deslocada do osso cervical, tuberculose e tumor da vértebra cervical.

6.3. Tratamento

6.3.1 Algumas considerações a ter em atenção:

a) O diagnóstico deve ser definitivo e correcto. O tratamento manual não pode ser efectuado em determinadas situações como fractura deslocada da espinha cervical, tuberculose, tumores e hiperosteogenia severa.

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b) Não é aconselhável aplicar tratamento manual em pacientes com hipertensão, doença coronária severa, fluxo sanguíneo reduzido ao cérebro e tipo de espondilopatia cervical séria da medula espinal nos pacientes fracos e idosos.

c) As manipulações aplicadas devem ser suaves. Evitar rotação enérgica na cabeça de forma a prevenir acidentes cerebrovasculares e cardiovasculares, assim como lesão da medula espinal.

6.3.2. Funções do tratamento manual:

a) A pressão em pontos de acupunctura pode aliviar a dor e o entorpecimento, assim como drenar os meridianos e colaterais.

b) A tracção aplicada através da cabeça pode alargar o forámen intervertebral e espaço intervertebral e reposicionar a face das articulações afectadas para reduzir a constrição dos nervos e vasos sanguíneos.

c) Relaxa e suaviza a tensão muscular e espasmo no pescoço e membros. d) Melhora a circulação sanguínea na cabeça e no pescoço e estimula os

nervos adjacentes para recuperar as funções normais do corpo.

6.3.3. Tratamento Manual

a) Pressionar e seleccionar os pontos de acupunctura adequados, de acordo com a patologia, de entre os seguintes: Dazhui (DU 14), Fengfu (DU 16), Fengchi (VB 20), Tianding (IG 17), Quepen (E 12), Jiquan (C 1), Tianzong (ID 11), Quchi (IG 11), Hegu (IG 4), Yangxi (IG 5) e Yanggu (ID 5). (Ver fig. 5 e 6 ).

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Figura 5

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b) Com o paciente numa posição supina ou sentado, o massagista puxa e agarra os músculos do pescoço, desde a região occipital para baixo por 5-10 vezes; pressiona a parte superior de ambos os ombros e das costas, efectuando a manipulação de rolar para relaxar os músculos dos ombros, costas e pescoço.

c) O massagista empurra e pressiona com os polegares desde a segunda vértebra cervical, ao longo do processo espinal e em ambos os lados do mesmo; pressionar com mais intensidade nos pontos sensíveis e nas áreas hipertrofiadas ou com massas ao longo do processo espinal para dispersá-las. Este representa um método importante para curar a patologia, pelo que a localização das alterações patológicas deve ser cuidadosamente palpada. d) Com o paciente numa posição supina, o massagista coloca-se na cabeceira

da cama com uma mão a segurar a mandíbula do paciente e com a outra na região occipital, e tracciona a cabeça lentamente e com força durante 3-5 minutos, efectuando simultaneamente rotação de 43-5 º da cabeça para a esquerda e para a direita. Será ouvido um estalido. Este método é mais seguro e fiável do que o que se relaciona ao puxar lateral súbito da cabeça com o paciente sentado, além de ser muito mais fiável para pacientes idosos ou com sintomas severos.

e) Com o paciente sentado, o massagista pressiona uma mão num dos ombros e segura a cabeça com a outra, de seguida, com ambas as mãos, exerce força em direcções opostas para traccionar o pescoço, ou seja, o plexo braquial. Aplicar a mesma manipulação no outro lado.

f) Para pacientes com dor e entorpecimento em várias regiões dos membros efectuar pressão digital, acompanhada por pressionar e amassar dos tecidos moles para aliviar o miospasmo e melhorar as funções dos nervos e vasos sanguíneos. Pressionar os pontos de acupunctura Tianding (IG 17), Quepen (E 12) e Zhongfu (P 1) pode excitar o plexo braquial. Pressionar os

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sanguíneo para as artérias axilar e braquial. A retirada súbita da pressão dos pontos provoca o impacto do fluxo sanguíneo nos vasos, melhorando-o prontamente.

g) O paciente com sintomas de cefaleia, tonturas, visão turva e surdez pode ser colocado numa posição de sentado, com o massagista posicionado atrás e a pressionar o ponto Fengfu (DU 16) em ambos os lados. O paciente deve sentir a geração de calor na cabeça e no pescoço. De seguida o massagista pressiona ou amassa ambas as têmporas por um minuto, executando pressão digital no ponto Baihui (DU 20) e empurrando e pressionando o ponto Yintang (Extra 3) com os dedos indicador e médio em direcção a ambos os lados da testa para as têmporas 5-10 vezes. Raspar com as pontas dos dez dedos, desde a capilar na fronte e passando pelo vértice da linha capilar nas costas como se estivesse a pentear o cabelo, até que se sinta o couro cabeludo quente e ligeiramente doloroso; raspar com a região média dos dedos indicadores desde ambas as têmporas para baixo 10 vezes; finalmente empurrar e pressionar ao longo do arco supraciliar e horizontalmente ao osso zigomático, isto é, pressionar e empurrar as regiões acima e abaixo dos olhos 5-10 vezes.

Bibliografia

Xinnong C. (1987) Chinese Acupuncture and Moxibustion Foreign Languages Press, Beijing.

TCM, Nanjing (2006) Tuina Therapies for Common Diseases, Shanghai Scientific and Technical Publishers.

Mengzhong Xu (1997) Manual Treatment for Traumatic Injuries, Foreign Languages Press, Beijing.

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