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ATUALIZAÇÃO DA 2ª PARA 3ª EDIÇÃO

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Academic year: 2021

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ATUALIZAÇÃO DA 2ª PARA 3ª EDIÇÃO

Manual de Direito Administrativo Facilitado – 3ª edição

Autores: Cyonil Borges e Adriel Sá

Prezados leitores,

Gostaríamos de agradecê-los pelo acolhimento à 3ª edição do Manual de Direito Administrativo Facilitado. Essa edição recebeu novas questões, jurisprudências, doutrinas e capítulos (como da LINDB e Lei das Estatais), tornando-se ainda mais completa, e com capítulos reescritos praticamente do zero, com a preocupação de oferecê-los ferramenta indispensável para a ótima preparação nos mais exigentes concursos públicos.

E o nosso compromisso é mantê-los atualizados em relação aos pontos da 2ª edição que, porventura, estejam desatualizados. E, com esse propósito, serão listados, a seguir, itens da 2ª edição e, agora, da 3ª edição que possam ser considerados não mais atualizados.

Antes de tudo, uma informação geral, só para a 2ª edição. Retiramos todas as questões de ESAF (todas atuais e corretamente comentadas) e foram substituídas por outras bancas, só pelo fato de a ESAF não ser mais a responsável por elaborar as questões. E, ao longo da obra, substituímos o termo Ministério da Fazenda por Ministério da Economia, e Ministério da Transparência novamente por Controladoria Geral da União.

No item 3.3.2.1 (princípios implícitos), da 2ª edição, foi acrescentado:

FIQUE ATENTO

O princípio da supremacia do interesse público é um princípio geral, não sendo setorial do Direito Administrativo. Sua presença é percebida em todos os ramos do Direito Público. É considerado um princípio implícito na Constituição Federal, e, para a doutrina, já encontrado expressamente na legislação infraconstitucional, como previsto no caput do art. 2º da Lei 9.784/1999.

Consideramos uma correção, porque, até então, nós autores só considerávamos o princípio de forma implícita. E houve dois atuais concursos já apresentando o princípio como expresso.

No item 6.3.2.2 (características das empresas estatais), 2ª e 3ª edições, chegamos a propor a alteração para a 3ª edição, mas não foi inserido no texto final, mas pensamos ser necessário reproduzir aqui uma nota:

Fique atento

Houve uma reviravolta na jurisprudência do STF. Inicialmente, no RE 589998/PI, previu-se que as empresas estatais, se prestadoras de serviços públicos, teriam o dever de motivar o ato demissório de seus empregados.

No entanto, a redação do julgado foi corrigida para constar, expressamente, que “a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) tem o dever jurídico de motivar, em ato formal, a demissão de seus empregados”.

Ou seja, para fins de concursos públicos, a questão deverá mencionar que o dever de motivação é restrito à ECT. Apesar de, para nós, ser válida a conclusão de que toda e

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qualquer prestadora de serviços públicos não pode fazer uso da dispensa imotivada, à semelhança da possibilidade franqueada às estatais interventoras no domínio econômico.

Ou seja, a atual jurisprudência não é mais para qualquer prestadora, mas para a ECT.

No item 7.4.1.6 (agentes públicos – do concurso público), da 2ª edição, só fizemos atualizar a norma. O Decreto 3.298/99 foi substituído pelo Decreto 9.508/2018, mas sem alterar o percentual de vagas para os PNE.

No item 7.4.6 (associação sindical), 2ª edição, acrescentamos:

Foi só para enfatizar o fim da obrigatoriedade, inclusive em relação aos servidores estatutários.

No item 8.4.1 (introdução modalidades de licitação), 2ª edição, houve alteração nos limites das modalidades licitatórias. Abaixo, novo quadro de valores a serem seguidos, que impactam em todas as referências ao longo da obra, portanto, pedimos sua atenção todas as vezes que for feita referência aos limites da lei, ok:

MODALIDAD E

OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA

COMPRAS E SERVIÇOS, QUE NÃO DE ENGENHARIA

Convite Até R$ 330.000,00 Até R$ 176.000,00

TP Até R$ 3.300.000,00 Até R$ 1.430.000,00

Concorrência Sem limite de valor – preferencialmente para valores acima de R$ 3.300.000,00

Sem limite de valor – preferencialmente para valores acima de R$ 1.430.000,00

No item 11.13.2 (responsabilidade dos tabeliães), 2ª edição, tínhamos afirmado que o entendimento do STF era pela responsabilidade objetiva do Estado, dando a entender que, com a nova lei, o Supremo teria uma tendência por alterar seu entendimento. Isso não aconteceu. E

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fizemos a inserção de um novo julgado da Corte, em que, no RE 842846/SC, reafirma-se a responsabilidade objetiva do Estado pelas atividades dos cartórios. E, antes que pergunte, o STF manteve a constitucionalidade da lei, que traz a responsabilidade subjetiva. São dois sistemas autônomos de responsabilização, portanto.

No item 13.4 (sujeito passivo da improbidade), 2ª edição, alteramos o ponto em que afirmávamos a existência de controvérsia no STF sobre a aplicabilidade da lei aos agentes políticos, tendo, agora, a seguinte redação:

No item 14.6.1.1 (serviços públicos – princípio da continuidade), 2ª edição, havia a informação de que seria ilegítimo o corte unilateral de energia devido à fraude. Houve alteração jurisprudencial sobre o tema. Nova redação:

JULGAMENTO

Na hipótese de débito estrito de recuperação de consumo efetivo por fraude no aparelho medidor atribuída ao consumidor, desde que apurada em observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa, é possível o corte administrativo de energia elétrica mediante prévio aviso ao consumidor pelo inadimplemento de energia recuperada correspondente ao período de 90 dias anterior à constatação da fraude, desde que executado o corte

em até 90 dias após o oferecimento do débito, sem prejuízo ao direito de a concessionária usar os meios judiciais ordinários de cobrança da dívida. Inclusive anterior aos mencionados 90 dias de retroação.

No item 16.1.5.7.7, desapropriação, da indenização, 2ª edição, houve a definição do STF em sede de ADI, novo texto, atualizado com a decisão definitiva na ADI 2332/DF:

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No item 16.1.5.7.7, desapropriação, da indenização, 2ª e 3ª edições, atualizar o gabarito da questão QF-21, para adequar a ADI 2332/DF:

QF-21 – Defensor – DP-DF – Cespe – 2013 – Os juros compensatórios, que podem ser cumulados com os moratórios, incidem tanto sobre a desapropriação direta quanto sobre a indireta, sendo calculados sobre o valor da indenização, com a devida correção monetária; entretanto, independem da produtividade do imóvel, pois decorrem da perda antecipada da posse.

Apresentamos que, para o STJ, são devidos os juros compensatórios, mas isso antes da decisão do STF na ADI 2332. Atualmente, o item está ERRADO, como indicado no texto atualizado acima, parte integrante da 3ª edição.

No item 17.1.11.18 (das pensões, lei 8.112), 2ª edição, fizemos uma atualização, conforme MP, passando a ter a seguinte redação introdutória:

  

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No capítulo reservado ao Sistema de Registro de Preços, 2ª edição, houve uma atualização quanto ao limite do sistema de caronas:

DICA DA HORA

Com o Decreto 9.488/2018, houve uma modificação nos limites individual e

global do sistema de “caronas”. O limite individual, outrora de até 100% dos

quantitativos, passou para 50%. E o global, outrora de até 5 vezes o quantitativo

de cada item, passou para 2 vezes. Ocorre que, para as compras nacionais, os

limites foram mantidos em até 100% (limite individual) e até o quíntuplo (limite

global, independentemente do número de órgãos não participantes que aderirem)

(§4º-A do art. 22).

E, por fim, fica a informação de que, com a Lei 13.822/2019, tanto o consórcio público de Direito Público como o de Direito Privado deverão admitir seu pessoal sob o regime celetista. Portanto, adequem suas edições do Manual no capítulo reservado aos consórcios públicos (capítulo 17.5, item 17.5.2 – natureza jurídica).

Referências

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