PAULO VAZ DE CARVALHO
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Estudos
7 Prefácio
UNIDADE 1: História e Comunidade Surda
9 1. Harlan Lane
9 Objectivo Geral
9 Objectivos Específicos
9 1.1. Harlan Lane – Biografia
14 1.2. The Deaf Experience: Classics in Sign Language and Education 15 1.2.1. Pierre Desloges
30
1.2.2. Saboureux de Fontenay 46 Jean Massieu
47 Autobiografia de Jean Massieu
53 Síntese
UNIDADE 2: Linguística das Línguas Gestuais
55 1. William Stokoe Jr.
55 Objectivo Geral
55 Objectivos Específicos
55 1.1. William Stokoe – Biografia 77 Querologia 83 Ordinais 83 Fracções 83 Dinheiro 96 Morfoquerologia 106 Morfologia 111 Síntese
E s t u d o s S u r d o s I
4
Paulo Vaz de Carvalho
UNIDADE 3: Educação Bilingue
113 3. Kristina Svartholm
113 Objectivo Geral
113 Objectivos Específicos
113 3.1. Kristina Svartholm – Biografia
114 3.2. A Educação Bilingue para Crianças Surdas na Suécia 115 4. A Educação Bilingue para Crianças Surdas na Suécia
Kristina Svartholm (2010)
116 4.1. Introdução
116 4.2. Documentos Governamentais
121 4.3. Trabalho de desenvolvimento linguístico e investigação 121 Língua Gestual Versus Bimodalismo
124 4.4. O Sueco Escrito e a Educação Bilingue 127 Resultados
131 5. Situação na Suécia Hoje e Amanhã
131 5.1. Aconselhamento e Escolha de Colocação de Escola
133 6. Crianças com Implantes Cocleares
137 Síntese
UNIDADE 4 Neurolinguística
139 4. Edward Klima e Ursula Bellugi
139 Objectivo Geral
139 Objectivos Específicos
139 4.1. Ursula Bellugi – Biografia 141 4.2. Edward Klima – Biografia
143 4.3. Como o cérebro humano processa a linguagem?
Novos estudos sobre surdos que comunicam em língua gestual indicam respostas
143 4.3.1. A Língua e o Cérebro 145 4.3.2. A Língua Gestual
146 4.3.3. Os hemisférios cerebrais e a Língua Gestual 150 4.4.4. Neuroimagem e fMRI e PET
150 4.4.5. Bilateralidade 151 4.3.6. Conclusões 152 4.3.7. Pesquisas futuras 152 Síntese
5
155 Bibliografia
155 História e Comunidade Surda 155 Harlan Lane
156 Linguística das Línguas Gestuais 156 William Stokoe
156 Educação Bilingue 156 Kristina Svartholm 157 Neurolingística
157 Edward Klima e Ursula Bellugi
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Prefácio
O manual Estudos Surdos I tem como grande objectivo dar a conhecer o trabalho desenvolvido por investigadores ouvintes que se dedicaram ao estudo das línguas gestuais e das várias áreas relacionadas com esta língua e com a comunidade surda.
Os investigadores abordados neste manual, para além de o seu trabalho ser reconhecido a nível mundial pela comunidade científica e público em geral, foram e são profissionais de elevada conduta profissional e pes soal, pois antes de iniciarem os seus estudos nesta área tiveram o cuidado de aprender as línguas gestuais dos seus países, de contactarem com as comunidades surdas e por terem integrado nas suas equipas investi‑ gadores surdos demonstrando, assim, o seu respeito e admiração por esta comunidade.
Para além dos investigadores que serão abordados neste manual muitos outros dedicaram as suas carreiras profissionais à área da surdez e da língua gestual, no entanto, a nomeação de todos eles e dos seus traba‑ lhos ultrapassaria em muito o âmbito deste manual. Assim, em vez de apresentarmos uma lista infindável e monótona de nomes de investiga‑ dores e das suas obras, optámos por seleccionar um autor de referência por cada área de investigação, escolher a sua obra mais marcante e aprofundá ‑la, traduzindo alguns excertos para língua portuguesa, efec‑ tuando comentários explicativos que considerámos pertinentes, tentando estabelecer relações com a realidade portuguesa.
Desta forma o presente manual está estruturado por quatro áreas de investigação:
E s t u d o s S u r d o s I
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Paulo Vaz de Carvalho
• Linguística das Línguas Gestuais – William Stokoe; • Educação Bilingue – Kristina Svartholm;
• Neurolinguística – Edward Klima e Ursula Bellugi.
As obras dos autores acima referidos e que aqui aprofundaremos, algu‑ mas com quase meio século de existência e outras mais recentes têm algo em comum para além de terem marcado o seu tempo – têm esta‑ do inacessíveis para a maioria dos surdos portugueses.
Como fizemos referência no manual História da Educação de Surdos II, Portugal viveu cerca de 85 anos de ensino oralista em que a Língua Gestual Portuguesa era proibida nas escolas de surdos, subsistindo du‑ rante este período na clandestinidade, longe dos olhares dos educadores e professores ouvintes. Embora esta língua tenha obtido o seu reconhe‑ cimento legal em 1997, a sua entrada plena nas escolas tem tardado como língua de educação e instrução das crianças e jovens surdos. Pelas razões que acabámos de apontar, a comunidade surda portugue‑ sa, em geral, evidencia alguns problemas em relação à leitura e escrita da língua portuguesa. Essas dificuldades redobram na leitura e escrita da língua inglesa e francesa. Assim, as obras de referência nesta área que têm sido publicadas a nível internacional, por não terem tradução para a língua portuguesa, têm estado inacessíveis à comunidade surda portuguesa.
Esperamos, assim, que o presente manual Estudos Surdos I seja mais um passo no sentido de tornar acessível à comunidade surda portugue‑ sa o conhecimento, para que de uma forma mais sustentada, os seus elementos possam decidir o seu próprio futuro.