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Teste_Unidade 1_1P_1_corrigida.docx

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Texto

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Domínio da Leitura (100%)

Domínio da Leitura (100%)

Grupo I

Grupo I

 –  – 

 (75%)

 (75%)

Texto A

Texto A

Lê atentamente o texto.

Lê atentamente o texto.

Da nossa literatura vê-se o mar

Da nossa literatura vê-se o mar

Em mais de 800 anos, os autores portugueses fizeram do mar uma personagem que foi Em mais de 800 anos, os autores portugueses fizeram do mar uma personagem que foi revelando as suas várias faces, do desconhecido ao perigoso, da promessa à decadência, da revelando as suas várias faces, do desconhecido ao perigoso, da promessa à decadência, da esperança à tristeza.

esperança à tristeza.

Texto de Ana Cristina Câmara Texto de Ana Cristina Câmara “Da minha língua vê

“Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se

ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi a da nossa inquietação ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi a da nossa inquietação”,”,

escreveu Vergílio Ferreira. Essa língua, portuguesa, nossa, teve sempre o

escreveu Vergílio Ferreira. Essa língua, portuguesa, nossa, teve sempre o gosto salgado e o cheiro gosto salgado e o cheiro dada maresia. Dos primórdios da portugalidade, com as costas voltadas para Castela, só havia um maresia. Dos primórdios da portugalidade, com as costas voltadas para Castela, só havia um caminho: o mar. E esse mar, vizinho, desconhecido, foi sendo um mar experimentado, de riquezas, caminho: o mar. E esse mar, vizinho, desconhecido, foi sendo um mar experimentado, de riquezas, de desgraças e desilusões mas sempre presente.

de desgraças e desilusões mas sempre presente.

“A representação do mar na literatura é tão antiga quanto a própria literatura

“A representação do mar na literatura é tão antiga quanto a própria literatura”, afirma ao”, afirma ao SOLSOL

José Cândido Martins, professor de Literatura no Centro Regional de Braga da Universidade José Cândido Martins, professor de Literatura no Centro Regional de Braga da Universidade Católica. Já os poetas trovadorescos, dos séculos XII a XIV, se referiam a um mar

Católica. Já os poetas trovadorescos, dos séculos XII a XIV, se referiam a um mar “conotado com o“conotado com o

 perigo

 perigo ou ou com com a a representação representação simbólica simbólica do do homem amado homem amado ou ou distantedistante”. Martim Codax, um dos”. Martim Codax, um dos

expoentes desta literatura galaico-port

expoentes desta literatura galaico-portuguesa, compunha a canção de amigo: “uguesa, compunha a canção de amigo: “Ondas do Mar deOndas do Mar de

Vigo/, se vistes meu amigo! E

Vigo/, se vistes meu amigo! E ai Deus, se verrá cedo!/ Ondas do ai Deus, se verrá cedo!/ Ondas do mar levado,/ se vistes meu amado!/mar levado,/ se vistes meu amado!/  E ai Deus, se verrá cedo!

 E ai Deus, se verrá cedo!”. […]”. […]

Avançando sempre mais, os portugueses redefinem o mundo, traçam-lhe rotas, agigantam-no Avançando sempre mais, os portugueses redefinem o mundo, traçam-lhe rotas, agigantam-no mas também o domam. E a literatura reflete isso, com

mas também o domam. E a literatura reflete isso, com Os LusíadasOs Lusíadas como seu expoente máximo.como seu expoente máximo. Porque a epopeia de Camões celebra

Porque a epopeia de Camões celebra uma viagem histórica, contra o tempo a uma viagem histórica, contra o tempo a descoberta do caminhodescoberta do caminho marítimo para a Índia, com todos os perigos que houve que enfrentar, desde o medo do marítimo para a Índia, com todos os perigos que houve que enfrentar, desde o medo do desconhecido aos fenómenos naturais, da fome à doença, até à morte, nesse cemitério de desconhecido aos fenómenos naturais, da fome à doença, até à morte, nesse cemitério de

 portugueses qu

 portugueses que era o mae era o mar. […]r. […]

 Na

 Na transição transição do do século século XIX XIX para para o o XX, XX, será será aa  Mensagem Mensagem, de Fernando Pessoa, a celebrar, de Fernando Pessoa, a celebrar novamente as aventuras marítimas, porque mar e Portugal não podem ser separados

novamente as aventuras marítimas, porque mar e Portugal não podem ser separados –“ –“Ó marÓ mar

 salgado,

 salgado, quanto do teu sal/ São lágrimas de Portugal!/ Por te cruzarmos, quantas mães choraram,/quanto do teu sal/ São lágrimas de Portugal!/ Por te cruzarmos, quantas mães choraram,/ Quantos filhos em vão rezaram!

Quantos filhos em vão rezaram!”. Segundo Cândido Martins, o poeta traçou “”. Segundo Cândido Martins, o poeta traçou “uma imagem queuma imagem que

ANO LETIVO 2014/2015 ANO LETIVO 2014/2015 Docente: Docente:  _____________  _______________________________________________________________ Encarregado de Educação: Encarregado de Educação:  ______________  ________________________________________________________________  ___/ ____/____  ___/ ____/_____ _  Aluno/a:

Aluno/a: _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ Nº: Nº: _____ _____ Data: Data: ____/_____/14____/_____/14

FICH

FICH DE DE V V LI LI ÇÃOÇÃO SUM TIV

SUM TIV DE DE PORTUGUÊSPORTUGUÊS 8º ANO, TURMA: ________ 8º ANO, TURMA: ________

DOMÍNIO DA LEITURA DOMÍNIO DA LEITURA _________________

_______________________________________________________________ ____________ (_____100 (_____100 _________________________________________________DOMÍNIO DA GRAMÁTICADOMÍNIO DA GRAMÁTICA______________________________ _______________ (50 (50

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 sublinha os custos, as perdas. Mas, influenciado por Camões, fala do Mostrengo, que se verga à vontade do rei D. João II e do povo português”. Já Raul Brandão, n’Os Pescadores, retrata um mar realista, de todos os dias, “com pescadores que morrem no mar na luta pela sobrevivência diária”,

sem fins de riqueza ou fama, que nascem e morrem anónimos e esquecíveis.

in Tabu, n.° 216, 22 de outubro de 2010 (adaptado e com supressões)

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. Associa cada elemento da colunaAao elemento da colunaBque lhe corresponde, de

acordo com o sentido do texto. (4 %)

Coluna A Coluna B

1. O mar representa o desconhecido, os perigos e as doenças que os portugueses tiveram de enfrentar na descoberta do caminho marítimo para a Índia.

2. O mar é retratado com realismo, focando-se a vida quotidiana dos pescadores anónimos, a sua labuta e morte no mar.

3. O mar representa o perigo, a distância e a ausência do ser amado.

4. O mar representa o sacrifício da nação  portuguesa e a sua temeridade.

a. Camões b. D. João II c. Fernando Pessoa d. José Cândido Martins e. Martim Codax f. Raul Brandão g. Vergílio Ferreira

2.

Relê

o terceiro parágrafo do texto e indica a que se refere o pronome “

isso

” (L. 15

).

3.

Elabora

 respostas, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem.

3.1.

Em mais de 800 anos, os autores portugueses fizeram do mar uma

personagem”.

3.1.1.

Que tipo de relação os escritores estabeleceram com o mar ao longo dos

anos?

3.2.

Ao dizer “

 Da minha língua vê-se o mar 

.” (l. 4) Vergílio Ferreira dá vida à

língua portuguesa.

Explica esta afirmação.

3.3. Que

 faz Ana Cristina Câmara depois de citar Vergílio Ferreira.

3.4. Qual

a importância do mar n’

Os Lusíadas?

3.5.

 Na expressão “

 A representação do mar na literatura é tão antiga quanto a

 própria literatura

” (L. 7

). Como é retratado o mar ao longo da literatura

 portuguesa.

Justifica

.

(2%) (10%) (20%) (10%) (15%) (14%)

(3)

Grupo II

 – 

 (25%)

Texto B

Lê atentamente o texto.

MARINHA GRANDE

CalazansTV no ar

5

A Escola Secundária Engenheiro Calazans Duarte na Marinha Grande está a desenvolver o projeto CalazansTV, o qual pretende conciliar a formação e informação de uma forma apelativa e procurando ir ao encontro dos interesses e motivações dos discentes. Para além disso, propõe-se reforçar a relação/aproximação da Escola com a Comunidade. Tornou-se, sem dúvida, uma via de acesso à escola e ao que por lá acontece  para toda a Comunidade.

Graças à CalazansTV, a Escola Secundária Engenheiro Acácio Calazans Duarte

encontra-se à distância de um simples “clic”. Para além

disso, talvez a grande mais-valia deste projeto seja o seu contributo para o reforço da identidade de uma escola que já é um marco na cidade da Marinha Grande.

Apesar da sua existência ainda embrionária e da escassez de recursos técnicos, já muitas foram as atividades levadas a cabo pela CalazansTV, graças ao esforço e persistência de uma equipa coesa que se recusa a baixar os  braços.

 Numa tentativa de apostar nos alunos e nas suas capacidades, de os manteragentes

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30

 participativos na vida escolar, esta equipa  promoveu um casting   de apresentadores. Os alunos aderiram de forma entusiástica, e deste casting  resultou um apresentador para a Gala de entrega dos Prémios Calazans realizada anualmente pela escola.

E, para aqueles mais curiosos que  pretendem conhecer como funciona uma

televisão “a sério”, a CalazansTV promoveu

um workshop dinamizado pela responsável do Departamento Juvenil das Produções Fictícias, Rita Bonifácio. Teve lotação esgotada e por isso é uma experiência a repetir.

Todos os eventos que foram acontecendo ao longo do ano letivo 2010-2011 foram sendo registados pelas câmaras desta TV, um olhar especial que permite a memória dos grandes momentos. Palestras, colóquios, aqui

há intervalo!… tudo passou pelas câmaras de

CalazansTV.

A CalazansTV esteve também presente na gravação do último programa do Herman2011 nos estúdios da Valentim de Carvalho.

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50

José Nobre, Ensino Magazine, n.º 166, dezembro de 2011

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1.

Os seguintes tópicos sintetizam a informação transmitida ao longo do texto, mas

encontram-se desordenados.

Ordena-os

 de acordo com o texto.

(4 %)

A.

Mais-valias do projeto CalazansTV

B.

Organização pela CalazansTV de um workshop dinamizado por Rita Bonifácio

C.

Objetivos do projeto CalazansTV

(4)

2. Indica

 a palavra a que se refere o pronome sublinhado na expressão seguinte:

o reforço da identidade de uma escola que já é um marco na cidade da Marinha

Grande.

” (ll. 17

-19).

(3 %)

3.

Para cada uma das alíneas que se seguem (

3.1.

 a

3.6.

),

assinala

 a opção que

completa cada afirmação de acordo com o sentido do texto.

3.1.

O projeto

CalazansTV consiste numa… (3 %)

a.

nova televisão nacional de âmbito generalista.

b.

televisão de uma escola.

c.

televisão árabe.

3.2.

Os objetivos da CalazansTV têm uma dimensão… (3 %)

a.

informativa e de ensino à distância.

b.

formativa, promovendo a ligação a antigos alunos.

c.

formativa e informativa, aproximando a comunidade da escola.

3.3.

A

frase: “

Graças à CalazansTV, a Escola Secundária Engenheiro Acácio

Calazans Duarte encontra-

 se à distância de um simples “clic”.” (ll. 12

-15)

significa que… (3 %)

a.

a vida escolar dessa escola é acessível de forma instantânea.

b.

as acessibilidades rodoviárias dessa escola foram melhoradas.

c.

essa escola foi dotada de computadores e outros meios informáticos.

3.4.

Entre as atividades que o projeto promoveu, destaca-

se… (3 %) a.

um concurso de beleza.

b.

um casting  de apresentadores.

c.

uma gala de entrega de prémios.

3.5.

A CalazansTV promoveu um workshop de modo a mostrar como funciona uma

televisão “

a sério

”, dando a conhecer… (3 %)

a.

os meios com que funciona um canal de televisão estabelecido.

b.

o projeto de televisão amador CalazansTV.

c.

o tipo de programação que deve ser disponibilizado por uma televisão

credível.

3.6.

Passaram pela CalazansTV acontecimentos que marcaram… (3 %)

a.

a atualidade política nacional.

b.

a atualidade internacional.

(5)

DOMÍNIO DA GRAMÁTICA (50%)

1. Completa

as frases com os

advérbios

 adequados.

(28%)

a. O Ricardo comeu ________________ uma sopa. (advérbio de inclusão)

 b. Este edifício é ________________ valioso. (advérbio de quantidade e grau)

c. ________________colocaste o livro que te dei? (advérbio interrogativo)

d. O tempo arrefeceu, ________________ sinto calor. (advérbio conetivo)

e. O Alfredo saiu de casa ________________. (advérbio de modo)

f. Este café ________________ está quente. (advérbio de negação)

g. A árvore criou raízes ________________. (advérbio de lugar)

h. Li todos os livros ________________ aquele. (advérbio de exclusão)

i. ________________ tire positiva no teste. (advérbio de dúvida)

 j. ________________, fui ao teatro com o Luís. (advérbio de tempo)

k. ________________ os alunos do oitavo ano. (advérbio de designação)

l. Ela viveu no Nordeste ________________ foi muito feliz. (advérbio relativo)

m. ________________, vou à tua festa. (advérbio de afirmação)

n. O Manuel estudou bastante________________, teve má nota no teste. (advérbio conectivo)

2. Completa

o excerto que se segue com os marcadores discursivos em falta

:

depois de;

 porém ; e ainda; de facto; também; uma vez que.

(6%)

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 6 de novembro de 1919.

Foi nessa cidade e na Praia da Granja que passou a sua infância e juventude. Frequentou

Filologia Clássica na Universidade de Lisboa ______(a) não chegou a terminar o curso.

 ______ (b)ser mãe de cinco filhos, começou a escrever contos infantis. ______(c)

cantou o amor______(d) o trágico da vida, tendo usado motivos concretos e símbolos

excecionais, que foi buscar ao mar e aos pinhais que comtemplou na Praia da Granja.

 ______(e) tinha formação helenística, encontrou evocações do passado para sugerir

transformações do futuro. ______(f), pela sua constante atenção aos problemas do

homem e do mundo, criou uma literatura de empenhamento social e político, de

compromisso com o seu tempo e de denúncia da injustiça e da opressão.

3. Coloca

 os sinais de pontuação em falta nos locais indicado.

(16%)

O gato grande ___(a) preto e gordo olhava para ele com atenção ___(b) sentado no

 peitoril da janela ___(c) o seu lugar preferido___(d)

 ___ (e) Guardei os óculos da nadar? Zorbas ___(f) viste os meus óculos de nadar___ (g)

 Não___(h) Não os conheces porque não gostas da água___(i) Não sabes o que

 perdes___ (j) Nadar é um dos desportos mais divertidos___(K) Vão umas

 bolachinhas___(l) ___ (m) ofereceu o garoto pegando na caixa de bolachas para

gatos___(n)

Serviu-lhe uma ração mais que generosa___(o) e o gato grande___(p) preto e gordo

começou a mastigar lentamente para prolongar o prazer.

Luís Sepúlveda, História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar Bom trabalho!

Referências

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