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AS DORES OBSERVADAS EM UMA MATERNIDADE: UMA REVISÃO DA LITERATURA ¹

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Academic year: 2021

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AS DORES OBSERVADAS EM UMA MATERNIDADE: UMA REVISÃO DA

LITERATURA ¹

LOVATO, Miriane Alves ²; KRUEL, Cristina Saling ³

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Estudo Baseado em Relatório final de Estagio Específico I - UNIFRA

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Curso de Psicologia (UNIFRA), Santa Maria, RS, Brasil

³ Professora do Curso de Psicologia do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS, Brasil.

Email:[email protected];[email protected]

RESUMO

O presente artigo teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre diferentes dores observadas em uma maternidade hospitalar. O estudo aqui apresentado foi idealizado a partir de um Estágio Específico do curso de Psicologia, realizado na Unidade Obstétrica de um Hospital Municipal de Santa Maria/RS. Para fins desta pesquisa, escolhemos aprofundar teoricamente as dores decorrentes do parto, da amamentação e da perda de um filho (bebê natimorto). Por meio da revisão bibliográfica, foi possível constatar que estas diversas dores podem ocasionar transformações no psiquismo da mãe e dos familiares, sendo fundamental a presença da psicologia nestas ocasiões. Para concluir, destacamos que as dores mencionadas podem ser muito intensas para a mulher e que estas experiências são singulares, podendo ser captadas através de uma escuta apurada da equipe de saúde, em especial, do psicólogo.

Palavras-chave: Maternidade; Psicologia; Dor; Amamentação; Parto. 1. INTRODUÇÃO

Tem-se conhecimento que a gravidez é um momento de sentimentos ambivalentes, ora de felicidade extrema por estar gerando uma vida, ora por dúvidas quanto à formação do feto, além do mais, essa fase é mercada não só por modificações físicas, também por modificações no modo de pensar e agir. A partir da notícia, a mulher começa imaginar e investir seus desejos em seu filho, tornando-o real em sua fantasia. Winnicott (1988) comenta que esta fantasia e desejo são originados antes mesmo da notícia da gravidez, logo o bebê imaginário é idealizado antes mesmo de o bebê real ser concebido. Assim sendo, desde muito cedo a mãe estabelece um vínculo com seu filho, imaginando ele e depositando expectativas e características.

Também com a notícia da gravidez sentimentos sobre o parto tornam-se presentes. Mesmo sendo algo que historicamente está vinculado com a figura feminina, muitas angústias permeiam nesse tema. Algumas mulheres acreditam que a dor tem que ser sentida como forma de passagem para a maternidade, outras mulheres prefere a utilização de anestesia para que a dor seja eliminada (BEZERRA e CARDOSO, 2006). Independente do tipo de parto, toda a mulher objetiva que seu parto tenha fim da melhor forma possível.

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Quando o resultado do mesmo não é o esperado, ocasionando a morte de seu bebê, ocorre uma frustração no ser mãe, causando diversos sentimentos, tais como sentimentos de incapacidade e culpa (SOIFER, 1992).

Considerando tais aspectos este trabalho tem como objetivo expor algumas dores vivenciadas pelas mulheres internadas, em uma Unidade Obstétrica de um Hospital Municipal de Santa Maria/RS, para ter o seu bebê. Essas experiências foram observadas e vivenciadas durante quatro meses de estágio e nesse tempo foi possível perceber diversos sentimentos originados da experiência de ser mãe. Algumas dessas experiências são permeadas de muita dor, sendo algumas dessas dores que vão ser retomadas e embasadas teoricamente nesse trabalho. As dores escolhida são: a dor do parto, a dor da amamentação e a dor da perda do bebê

2. AS DORES OBSERVADAS NA MATERNIDADE 2.1 Dor do Parto Normal

Historicamente o parto está ligado ao mito de ser algo intolerável e muito doloroso, mas, no imaginário de algumas mulheres, suportá-lo é crucial para se tornar uma boa mãe. Com isso desde muito jovem a menina já tem conhecimento dessa dor e espera que seu parto seja permeado pela mesma, para que, o alívio venha junto ao prazer da chegada do filho. Por outro lado, o medo de sentir dor é muito difundido pelas mulheres na atualidade e em algumas, a dor do parto é bastante intensa, sofrida, desgastante e causa medo, o que as faz optar pelo uso de anestesia e cesárea, que tem como objetivo aliviar o sofrimento. (RUANO et al, 2007)

Para os mesmos autores, a dor que está presente na hora do parto é influenciada por fatores biológicos, culturais, socioeconômicos e emocionais e, muitas vezes, ela é vista pelas mulheres como o marco inicial da maternidade. A dor sentida nesse momento, ou no momento que precede o parto, resulta, ainda, em uma resposta psíquica e reflete nas ações físicas. É fundamental compreender que cada mulher sente a sua dor, e responde de sua maneira a ela, e não pode ser generalizada a todos os casos.

Aspectos relacionados a dor do parto, e todo o processo que está ao redor dele, são derivados de dimensões da vida de cada mulher, isto quer dizer, da ordem da subjetividade, por conseqüências das vivências afetivas emocional, história de vida e do plano fisiológico. No âmbito sociocultural, que está ligado ao pertencimento e identificação com os valores e práticas do grupo social e no nível sócio-institucional em que está inserida, e ainda, por referência ao sistema de saúde e seus provedores aos quais as mulheres têm acesso. (BEZERRA e CARDOSO, 2006)

Ao incluir o psicólogo na maternidade, Siqueira e Rodrigues (2008) salientam que é preciso pensar na prática através de uma escuta qualificada, tentando conhecer e entender

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o significado das expectativas e experiências referentes ao momento do parto para cada paciente. Assim, o psicólogo pode auxiliar a equipe envolvida na hora do parto, quanto à forma de lidar com a paciente, considerando a individualidade da mesma, já que, as mães ali internadas têm modos diferentes de pensar e qualquer atitude da equipe poderá marcar o momento especial de sua história para sempre, podendo ser positivamente ou negativamente.

2.2 A dor da amamentação

Assim como a dor do parto, a amamentação está ligada com aspectos culturais, sociais e históricos. Ela também está ligada, historicamente, ao papel do “ser mãe”. Para a criança a amamentação é de suma importância, já que ela propicia um contato físico com a mãe, ocasionando um prazer, não só de suas necessidades fisiológicas, fome, como também o prazer de ser segurado pelos braços de sua mãe, de ouvir sua voz, sentir seu cheiro, perceber seu carinho. É na amamentação que vão ser originadas as questões emocionais, psicológicos e orgânicos. Segundo Winnicott (1988), a amamentação é uma experiência importante não apenas para o desenvolvimento biológico da criança, mas também para o estabelecimento e fortalecimento da vinculação mãe-bebê.

Os aspectos psicológicos do aleitamento materno estão relacionados ao desenvolvimento da personalidade do indivíduo. Ou seja, as experiências vivenciadas na infância são extremamente importantes para determinar caráter do indivíduo quando adulto. Além disso, o amamentar estimula o desenvolvimento da musculatura bucal, proporcionando o desenvolvimento facial. (ZAVASCHI, 1991)

Porém, em alguns casos, o ato de amamentar torna-se fonte de dor, conflito e sofrimento. Alguns autores comentam que as rachaduras são ocasionadas pela sucção e deglutição do bebê. Para Monetti e Carvalho (1979) existem três causas cruciais para que haja problema e interrupção precoce da amamentação. O primeiro é derivado da ordem biológica, ou seja, está ligada a formação das mamas, as doenças crônicas ou agudas e ao uso de medicamentos que pode acarretar diminuição na produção do leite e ainda, causa muita dor no seio originando rachaduras e sangramentos. O segundo aspecto causal comentado pelo autor é da ordem emocional, ou psicológica, que está ligado à sensação de incapacidade de amamentar o filho recém nascido, a estética corporal e o medo da perda da individualidade. Como última causa está ligada a esfera do social, estando englobado aqui a incapacidade de amamentar devido ao trabalho, as pressões familiares e a distribuição gratuita do leite em pó.

É fundamental ter em mente que, muitas vezes a dor da amamentação não está ligada apenas ao aspecto físico dos seios, mas sim de questões relacionadas ao social e a pressão em que esta faz. Vale ressaltar que esta dor, seja ela física ou psicológica, pode

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levar a um desmame precoce do bebê, prejudicando assim o desenvolvimento da criança, já que o leite materno se constitui de diversas vitaminas essências para o bebê e a amamentação estimula a sucção. Os profissionais da saúde devem acolher e ajudar a mulher nesse momento de dor, estimulando a amamentação e cuidando das dores físicas e rachaduras (RAMOS e ALMEIDA, 2003). Também é importante o que o psicólogo, junto com a equipe, pense nos motivos da dor e tente achar meios que possam auxilia - lá, pensando não só na saúde física da mulher, mas também na sua saúde mental, já que, dores físicas são ocasionadas do sofrimento psicológico.

2.3 A dor da perda de um filho (natimorto)

Ao mesmo tempo em que a notícia da gravidez chega à família, muitos sentimentos ambivalentes surgem, ou seja, é uma mistura de felicidade e aflição com o futuro. Nesse período, a espera potencializa fantasias e identificações com o bebê em que está sendo gerado. Assim, além do corpo da gestante ser fundamental para o crescimento físico do feto, o seu psiquismo, a partir da idéia de ser mãe, constrói uma imagem mental do bebê. (Stern, 1997). Essa se dá a partir da possibilidade dos pais em articular seus significantes pessoais na construção da imagem do futuro filho, interpretando os movimentos intra-uterinos, puramente fisiológicos, utilizando-os como recursos para a construção de imagens a respeito do bebê em formação. Os autores Stern et al (1999) comentam que é como se houvesse três gestações em uma só, isso quer dizer que, ao mesmo tempo em que há a o desenvolvimento físico do feto no útero, também há uma atitude da mãe no seu psiquismo materno e por último existe a formação do bebê no imaginário da mãe, e do pai.

Partindo o pressuposto do bebê imaginário, as gestantes sentem a necessidade de inserir o bebê em sua realidade, onde elas também fazem parte, caracterizando o bebê a partir de semelhanças a um dos pais, ou no casal (Piccinini, et al, 2003). Assim, a relação da mãe com o bebê existe desde a notícia da gravidez, originada dessas fantasias da mulher ligada com a possibilidade de ter um filho. Segundo Brazelton e Cramer (1992) a gestão é permeada pela presença do bebê imaginário, criado através de expectativas e dos sonhos.Segundo os autores citados anteriormente, a mãe, a partir da personificação do bebê e da atribuir de características e personalidade ao filho, começa a se relacionar com o mesmo, criando assim, um vínculo desde a vida intra-uterina. Nesta relação imaginária estabelecida desde o início da gravidez, o feto não é enxergado como tal, mas é representado como um bebê com um corpo formado e unificado (AULAGNIER, 1994).

Todo esse trabalho imaginativo sobre o futuro bebê durante a gravidez se apóia nas modificações corporais progressivas das gestantes, reforçando as fantasias presentes desde antes da concepção (DEBRAY, 1988). Porém quando o parto não ocorre da melhor maneira possível, ou da maneira esperada, a mulher se vê obrigada a lidar com sentimentos

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de impotência e de incapacidade, causando grande impacto em sua feminilidade e na sua visão de ser mãe. A partir disso, os desejos e sonhos da mulher em relação àquela criança são frustrados, impossibilitando-a de utilizar sua capacidade maternal e causando uma dor intolerável. (SOIFER, 1992). Outros sentimentos também emergem nesse momento, mas um dos mais fortes é o de culpa, o que ocasiona uma necessidade de suprir seus questionamentos sobre as causas desta perda.

Em grande maioria dos casos, vivenciados em um hospital do sistema único de saúde, há uma estimulação do parto normal, ou seja, além de uma dor da perda do filho, a mãe precisa que passar pela dor do parto que, nesse momento se torna mais dolorosa do que seria se nada tivesse ocorrido. Para Videla e Grieco (1993) essa vivência provoca uma forma única de elaboração do luto. Neste momento, a construção de vínculos afetivos fortes e de recordações de convivência mútua, entre bebê e a mãe, fica incapacitada, já que, as lembranças não podem ser retomadas posteriormente e a ausência da criança é profundamente sentida. Essa ausência de lembranças também pode trazer a sensação de que a criança foi alguém que não existiu, ocasionando a sensação na mulher de estar vivendo algo como um sonho. Isto quer dizer, por não ter a criança aninhada em seus braços para prestar-lhe os cuidados necessários, como havia imaginado, a mulher não se sente mãe do bebê, surgindo a sensação de despersonalização. Desta forma, para que o luto seja formulado da melhor forma possível Klaus e Kennell (1992) afirmam que é de suma importância que a mulher e o pai da criança tenham a possibilidade de olhar o bebê e tocá-lo. É claro que essa vivência pode ser extremamente dolorosa e possa despertar uma tristeza profunda, mas para Maldonado (1982) é só nesse momento que a realidade da perda vai se tornar real na vida dos pais.

Assim sendo, a angústia pela morte do bebê se expressa pela necessidade de repetidas provas de realidade e é nesta fase que uma depressão clínica pode se manifestar, o que geralmente provoca uma maior mobilização dos familiares e também médicos e enfermeiros. Logo, é de suma importância a presença do psicólogo tanto para auxiliar a família que está passando por uma perda de uma criança que foi tão imaginada e tão depositada, quanto para auxiliar os profissionais da saúde que estão presentes no momento. O psicólogo deve proporcionar abertura de espaços adequados para essas mulheres expressarem seus sentimentos dolorosos (DUARTE e TURATO, 2009). Também é papel desse profissional proporcionar um maior entendimento a equipe da saúde para com a mulher, que nesse momento necessita cuidados especiais.

3 CONCLUSÃO

Este artigo teve como objetivo expor algumas dores observadas durante a realização do Estágio Específico do curso de Psicologia, em uma maternidade. Todas as dores citadas

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no presente trabalho foram trabalhadas em atendimentos psicológicos, com as mães e familiares, visando um bem estar psíquico dos mesmos. Vale ressaltar que todas as contribuições, até aqui referidas, possibilitam colocar em evidência a importância de uma escuta apurada dos aspectos psíquico-emocionais que surgem de um momento tão especial e específico da vida das mulheres, a maternidade. Assim, é possível pensar em um lugar privilegiado que tal escuta pode ocupar, pois ela pode ser fundamental no processo em que a mãe e a família estão passando.

Quanto ao trabalho de parto, é importante a presença da equipe multiprofissional junto com a mãe, pois é um momento de incertezas, de medos e dúvidas fisiológicas. Mesmo que a mulher já tenha tido experiências com parto, é possível perceber que cada parto é único, contendo diferenças significativas, e por consequência, dúvidas e medos. Após o parto, se for desejo da mãe, é importante que a criança seja colocada junto com a mãe, se possível já no seio, para que haja uma estimulação para a amamentação. A equipe aqui se torna fundamental, pois é importante, caso explicite necessidade ou dúvidas, que receba informações de como posicionar a criança, tenha a possibilidade de tirar suas dúvidas e comentar suas dores, psíquicas e físicas.

Também foi possível notar a importância de um trabalho psicológico com a equipe, já que, como eles estão lidando diretamente com as pessoas atendidas, os mesmos se tornam vulneráveis e acabam sendo influenciados psicologicamente. Em muitas situações de morte da criança há um abalo de toda a equipe, o que ocasiona em uma mudança completa no modo da mesma agir com a mãe. E, essa mudança repentina no modo da equipe agir, pode causar danos a mãe, ocasionando um possível aumento maior da dor.

4. REFERÊNCIAS

AULAGNIER, P. Um intérprete em busca de sentido. São Paulo: Escuta, 1990.

BEZERRA, M.G.A, CARDOSO, M.V.L. Fatores culturais que interfere nas experiências das mulheres durante o trabalho de parto e parto. Rev Latino americana de Enfermagem.v. 14, n. 3, pg 414-421, 2006.

BRAZELTON, T. B., & CRAMER, B. G. A pré-história do apego. Trad. Cipolla, M.B.. IN: As primeiras

relações. São Paulo: Martins Fontes, 1992

DEBRAY, R. Mães e bebês em revolta. Porto Alegre, Artes Médicas, 1988

DUARTE, C. A.; TURATO, E. R. Sentimentos presentes nas mulheres diante da perda fetal: revisão. Psicologia em Estudo, Maringá. v. 14, n. 3, pg. 485-490, 2009

KENNELl, J. H. KLAUS, M. H. T. Atendimento aos pais de um natimorto ou de um bebê que morre. In: Pais/bebês: a formação do apego. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992

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MALDONADO, M. T. Maternidade e paternidade: preparação com técnicas de grupo. São Paulo Rio de Janeiro: Atheneu, 1982

MONETTI, V. & CARVALHO, P.R. Aleitamento Materno: aspectos médico, sanitários e sociais. Publicação do Instituto de Saúde, 1979

PICCINNI, C. ET AL. O bebê imaginário e as expectativas quanto ao futuro do filho em gestantes adolescentes e adultas. Revista Interações, v. 8, n. 16, pg. 81-108, 2003

RAMOS, C.V., ALMEIDA, J.A.G. Alegações maternas para o desmame: estudo qualitativo. Revista da Pediatria. v.79, n. 5, p. 385-390, 2003.

RUANO, R. ET AL. Dor do parto: sofrimento ou necessidade. Revista da Associação Medicina Brasileira. v. 53. n. 5. 2007

SOIFER, R. Psicologia da gravidez, parto e puerpério. 6.ed. Porto Alegre, RS: Artes Médicas, 1992 STERN, D. A constelação da maternidade: o panorama da psicoterapia pais/bebê. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

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ZAVASCHI, M.L.S. Aspectos psicológicos do aleitamento materno. Revista Psiquiatria do Rio Grande do Sul. v. 13, n. 2, pg 77-82, 1991

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