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Programa Curricular ERGONOMIA. Docentes Responsáveis Prof. Auxiliar Raul cunca e Assistente Ana Lia Santos. Ano Letivo

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Academic year: 2021

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Programa Curricular

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RGONOMIA

Docentes Responsáveis | Prof. Auxiliar Raul cunca e Assistente Ana Lia Santos

Ano Letivo 2013-20114 Ciclo de Estudos Licenciatura | DE –ED | 1º ano

Período Lectivo 2º Semestre Horas semanais de aulas 1,5

ECTS 3 ECTS

1. > CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

Objetivos gerais – conceitos – perspetiva histórica Variabilidade Humana – universo de utilizadores Antropometria – métodos -aplicações

Posturas

Implantação – habitabilidade Fatores ambientais

Normalização

Avaliação ergonómica de bens de consumo Segurança

Design Inclusivo

Ergonomia versus Design de Equipamento

2. > OBJETIVOS DA UNIDADE CURRICULAR E COMPETÊNCIAS A ADQUIRIR Enquadramento

Ergonomics is the science of fitting the job to the worker and the product to the user.

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A Ergonomia (do grego: ergo -trabalho e nomos -leis) é a ciência que tem como objetivo a compreensão das interações entre o Homem e os outros elementos de um sistema de trabalho. A profissão de ergonomista aplica teorias, princípios, dados e métodos para a conceção de produtos e sistemas de trabalho, visando de forma integrada a saúde, a segurança e o bem-estar do indivíduo, bem como a eficácia dos sistemas. (definição adotada pelo departamento de ergonomia da Faculdade de Motricidade Humana – universidade técnica de Lisboa)

Enquanto disciplina, estuda o desempenho humano no uso de objetos e/ou espaço (execução de tarefas) e as relações métricas, anatómicas, fisiológicas, sensoriais, psicológicas e psicomotoras estabelecidas, visando a sua compreensão e estabelecendo os princípios orientadores para a identificação e instrumentalização deste conhecimento. O objetivo é garantir a eficácia do desempenho humano. É por isso fundamental o conhecimento, compreensão e respeito pelas características, limitações

e capacidades humanas.

É igualmente importante a capacidade de antever, entender e observar os efeitos diretos e indiretos que a interação (projetada ou verificada) entre o homem, o objeto, o ambiente e/ou tarefa implicam, implicarão ou implicaram.

Do ponto de vista do design de equipamento, a ergonomia orienta a abordagem projetual para a inclusão e validação da interdependência do trinómio: utilizador / produto / tarefa que valida os postulados da ergonomia enquanto ciência.

Objetivos

Integrando-se no programa geral do curso de Design de Equipamento, a cadeira semestral de Ergonomia pretende explorar a evidente correlação do papel do designer como “projetista” e a aplicabilidade direta da ergonomia nas suas diferentes modalidades tendo em vista que partilham, regra geral, como objeto o ser humano e as suas atividades, necessidades e aspirações. A sociedade, tal como a conhecemos, e mais particularmente a miríade de atividades económicas, culturais e outras que experimentamos, é condicionada por (e condicionante de) sucessivas mutações (demográficas, económicas, tecnológicas, de organização social) que vieram tornar cada vez mais interdependentes a condição humana e o Homem enquanto executante e utilizador. A consciência progressiva da integração do tempo de trabalho no "outro tempo" (pessoal), a valorização crescente dos regimes de proteção social, marcados pelo reforço das normas de legislação comunitária e a rápida evolução da flexibilidade de organização dos sistemas produtivos, obrigaram a uma atenção especializada na mais-valia do investimento, quer a nível científico, tecnológico ou quer ao nível dos recursos humanos.

“A vocação da Ergonomia evoluiu da exclusividade sobre a máquina à qual o trabalhador deveria adaptar-se, passando depois por uma fase em que as limitações das capacidades humanas, em particular os "erros humanos", obrigaram à concentração de estudos sobre o operador. Atualmente a Ergonomia dirige-se preferencialmente à dimensão sistémica das interações no interior do binómio Homem -Sistema. Deste modo, a Ergonomia é chamada a desempenhar uma ação preponderante no âmbito da otimização

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deste binómio, contribuindo de modo próprio e convergente para a eficácia de uma vasta cadeia de funções -da formação à reinserção profissional, da conceção à correção do produto e das situações de trabalho, da organização à produção laboral, da segurança ao bem-estar individual. Assim, a formação em Ergonomia parte do estudo do corpo humano enquanto suporte postural e interface mecânica com as condições do meio, explica os fenómenos de natureza física e química solicitados pelas funções laborais e analisa a regulação das exigências volitivas e emocionais das contingências do trabalho. Atualmente, os modelos e aquisições específicas da formação e da certificação profissional em Ergonomia encontram-se harmonizados pelas Sociedades e Associações Profissionais dos diferentes países da União Europeia.”

(in: “Criação e Justificação” da Licenciatura de Ergonomia pela FMU-UTL). Competências

No fim do semestre letivo, os alunos deverão estar aptos a reconhecer, compreender e respeitar a importância e o(s) momento(s) de inclusão das orientações ergonómicas na metodologia do projeto de design. Bem como estarem familiarizados com a sua aplicação. Os alunos devem estar também habilitados a recolher e tratar informação (bibliográfica, empírica e experimental/laboratorial), dominar a terminologia técnica e os procedimentos e métodos da ergonomia enquanto disciplina científica. Devem também ser capazes de trabalhar em equipa com ergonomistas.

Pretende-se em síntese dotar os alunos das ferramentas necessárias que lhes permita ter consciência que é necessário projetar corretamente do ponto de vista da adequação à utilização humana, nomeadamente faze-lo compreender:

• O que é a Ergonomia;

• Quais as suas áreas de aplicação;

• Como e para quê se definem regras ergonómicas;

• Qual é a importância da ergonomia para o design e vice-versa;

• A correta abordagem ao projeto de design do ponto de vista ergonómico. 3. > BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL

• EDHOLM, O. G., A Biologia do Trabalho, Porto, Editorial INOVA, 1968 • LAVILLE, A., L 'Ergonomie, Paris, Coll. Que sais-je? N°1626, PUF, 1976

• GRANDJEAN, E., Fitting the Task to the Man-an Ergonomie Approch, 1a ed., Ott Verlag Thun, 1963, Londres, 1981, Francis & Taylor Ltd.

• PHEASENTS, S., Standarts and Guidelines for Designers, Londres, (BSI, cat. N°PP 7317 -1987), 1978

• PHEASENTS, S., Bodyspace -Anthropometry, Ergonomics and Design, Londres, Francis & Taylor Ltd, 1988

• MONTMOLIN, M., Ergonomia, Lisboa Inst. Piaget, Lisboa, 1995

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• Macedo, R., Manual de Higiene do Trabalho na Indústria, Lisboa Fund. Calouste Gulbenkian, 1988

• Kendler, H., Introdução à Psicologia, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1980

• NORTH, K., STAPLETON, C., VOGT, C., Ergonomics Glossary, Ultrecht/Antwerp, Bohn, Scheltema & Holkema, 1982

• WILSON, Andrew, Are you sitting comfortably ?, Londres, ÓPTIMA, 1994

• Burgess J. H. (1986) Designing for Humans: The Human Factor in Engineering. Petrocelli Books, Princeton, New Jersey.

• Clark T.S. (1984) The Ergonomics of Workplaces and Machines. A design Manual. Taylor & Francis, London and Philadelphia.

• McCormick E. (1976) Human Factors in Engineering and Design. McGraw-Hill, Inc. Mital, Anil; Karwowski, Waldemar (1991) Workspace, equipment and tool design. New York: Elsevier, 1991.

• Pheasant S. (1989) Bodyspace Anthropometry, Ergonomics and Design. Taylor & Francis, London, New York, Philadelphia.

• Weir, George R. S.; Alty, James L. (1991) Human -computer interaction and complex systems. London: Academic Press.

• Woodson, Wesley E.; Tillman, Barry; Tillman, Peggy (1992) Human factors design handbook: information and guidelines for the design of systems, facilities, equipment, and products for human use. New York: McGraw-Hill.

• Badler, Norman I.; Phillips, Cary B.; Webber, Bonnie Lynn (1993) Simulating humans: computer graphics animation and control. Oxford: Oxford University Press.

• Grandjean E. (1984) Ergonomics and Health in Modern Offices. Taylor & Francis. London, New York, Philadelphia.

• Greenbaum, Joan; Kyng, Morten (1991) Design at work: cooperative design of computer systems. New Jersey: Lawrence Erlbaum.

• Panero, Julius; Zelnik, Martin (1983) Las dimensiones humanas en los espacios interiores: estándares antropométricos. 7º ed. México: ediciones G. Gili, 1996.

• Rodgers, Suzanne H. (1983) Ergonomic design for people at work. New York: Van Nostrand Reinhold.

• Roebuck, John A. Jr (1995) Antropometric methods: designing to fit the human body. Santa Monica: Human Factors and Ergonomics Society.

Bibliografia Existente na Bibliotecada FBA • D 2/27-Mc Cormick, E., Ergonomia • Dl/2-Hochberg, Julian E., La Precepcion • D 2/21-Dreyfus, H., Simbol Sourcebook

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• D 10/3-Panero, J., Zelnik, M., Lãs dimensiones humanas en los espacios interiores • D 10/4-Neufrat, Arte de Projectarem Arquitectura

• Dn(4)l-Mac Lean, Modernbook Design • D(?) -Cazamian, P, Traité d'Ergonomie

4. > METODOLOGIA DE ENSINO (AVALIAÇÃO INCLUÍDA) (HP84 / T22,5 / OT15/ P46,5)

A disciplina é caracterizada como teórico-prática. As sessões letivas são de 1,5 horas semanais, onde será dada informação para pesquisa teórica, bem como apresentados, acompanhados e avaliados os trabalhos práticos.

A avaliação será contínua, sendo composta pelos seguintes módulos de avaliação:

1º Exercício prático_ Antropometria: Caracterização da turma enquanto grupo: Perfil socioeconómico; Perfil etário/género; Perfil antropométrico básico.

2º Exercício teórico - prático_ Análise Ergonómica: Acompanhamento ergonómico de um projeto em desenvolvimento na cadeira nuclear de design de equipamento. (em grupo de 4 alunos)

3º Exercício teórico – Teste teórico para avaliar a capacidade de síntese dos alunos em relação à matéria estudada.

As notas são dadas de 0 a 20 valores. Para ser admitido à avaliação final a nota no teste não pode ser inferior a 8 valores e para se obter aproveitamento na disciplina deve-se obter uma média ponderada de 12 no conjunto dos exercícios práticos.

As notas abaixo de 12 e acima de 16 têm que ser defendidas em oral, a ser levada a cabo na última avalização do período letivo previsto. O 1º trabalho vale 10% da nota, o 2º Trabalho 30% da nota, o Teste Teórico 40% da nota e a assiduidade e participação nas aulas 20%.

A presença na avaliação final dos alunos admitidos é obrigatória. Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 05.02.20142

Referências

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