Avenue AAbdoulaye FFadiga
RELATÓRIO ANUAL DE 2011
VERSÃO RESUMIDA
RELATÓRIO ANUAL DE 2011
VERSÃO RESUMIDA
© Banco Central dos Estados da África Ocidental Avenue Abdoulaye FADIGA – BP 3108 – Dakar – Senegal
ÍNDICE
MOMENTOS IMPORTANTES DO BCEAO EM 2011. . . 8
COMPOSIÇÃO DOS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS E ORGANIGRAMA DO BCEAO . . . . . . 15
MENSAGEM DO GOVERNADOR. . . .. . . .31
VISÃO GLOBAL. . . .. . . . . . 33
I – CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO. . . .37
1.1 – CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO INTERNACIONAL . . . 37
1.2 – CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO DA UMOA. . . 40
1.2.1 - Produto interno bruto . . . . . .. . . 40
1.2.2 – Produção agrícola. . . 41
1.2.3 – Extração mineira . . . . . .. . . .43
1.2.4 – Produção industrial e volume de negócios do comércio de retalho . . . . . .. . . .43
1.2.5 – Evolução dos preços . . . 44
1.2.6 – Finanças públicas . . . .45
1.2.7 – Balança de pagamentos . . . .46
1.2.8 – Mobilização dos recursos e situação da dívida externa . . . .47
II – IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA .. . . . . . . .49
2.1 – OBJETIVOS DA POLÍTICA MONETÁRIA . . . . . . . . .49
2.2 – AÇÃO MONETÁRIA . . . . . . . . . 50
2.2.1 – Política das taxas de juro . . . . . . . 50
2.2.2 – Operações de open market . . . . . . . . . . . .50
2.2.3 – Ações nos balcões permanentes de refinanciamento . . . . . . . . 51
2.2.4 – Dispositivo das reservas obrigatórias . . . . . . . . .51
2.3 – EVOLUÇÃO DOS AGREGADOS MONETÁRIOS. . . . . . . . . . . . . .52
2.3.1 – Ativos externos líquidos . . . .52
2.3.2 - Crédito interno . . . . .53
2.3.2.1 – Posição líquida dos Governos . . . . . 54
2.3.2.2 - Créditos à economia . . . . .55
2.3.2.3 – Evolução dos créditos registados na Central de riscos . . . . . 56
2.3.3 – Massa monetária e base monetária . . . . .57
2.3.4 – Poupança privada recolhida pelos bancos e pelas caixas de poupança. . . . .60
2.3.5 – Créditos do Banco Central. . . . . . . . . .61
2.3.6 – Evolução das reservas obrigatórias . . . . . . .65
2.3.7 – Operações do mercado interbancário . . . . . . . . . . . . . . .67
III – EMISSÃO MONETÁRIA E SISTEMAS DE PAGAMENTO . . . . . . .71
3.1 – GESTÃO DA CIRCULAÇÃO FIDUCIÁRIA. . . . . . 71
3.1.1 – Levantamentos e depósitos nos balcões . . . 71
3.1.1.1 - Levantamentos . . . .71
3.1.1.2 - Depósitos. . . . . . 73
3.1.2 – Composição da circulação fiduciária . . . . .73
3.2 – EXECUÇÃO DOS PAGAMENTOS NO SEIO DA UMOA. . . . . . .74
3.2.1 – Movimentos das notas externas nos balcões das Agências do BCEAO. . . . . . .74
3.2.2 – Transferências entre os Estados membros da UMOA. . . . . 75
3.3 – EXECUÇÃO DOS PAGAMENTOS COM O ESTRANGEIRO . . . .76
3.3.1 – Operações sobre notas com o estrangeiro . . . .76
3.3.2 – Transferências escriturais . . . 76
3.4 – FUNCIONAMENTO DOS SISTEMAS DE PAGAMENTO . . . 77
3.4.1 – Sistema de Transferência Automatizada e de Pagamento na UEMOA (STAR-UEMOA). . . .. 78
3.4.2 – Sistema Interbancário de Compensação Automatizada na UEMOA (SICA-UEMOA). . . . . . .79
3.4.3 – Sistema monético interbancário regional. . . . . .80
3.4.4 - Central dos Incidentes de Pagamento . . . .81
3.4.5 – Supervisão dos sistemas de pagamento . . . .82
3.4.6 – Quadro jurídico e regulamentar. . . .83
3.4.7 – Organização e normalização bancária e financeira. . . .84
IV – SISTEMA BANCÁRIO E FINANCEIRO. . . . . . .85
4.1 – EVOLUÇÃO DO SISTEMA BANCÁRIO . . . . . .85
4.1.1 – Evolução da rede bancária . . . .85
4.1.2 – Atividade dos bancos e dos estabelecimentos financeiros . . . 86
4.1.3 – Situação em relação ao dispositivo prudencial. . . 88
4.1.4 – Dispositivo dos acordos de classificação . . . .89
4.2 – EVOLUÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO REGIONAL . . . 90
4.3 – EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS FINANCEIROS DESCENTRALIZADOS . . . .90
4.3.1 – Indicadores de atividade . . . .91
4.3.2 – Implementação do Programa Regional de Apoio à Finança Descentralizada (PRAFIDE). . . .92
4.3.2.1 – Desenvolvimento do quadro jurídico e do dispositivo prudencial . . . 92
4.3.2.2 – Supervisão do setor do microcrédito . . . . . . . .92
4.3.2.3 – Melhoria da informação financeira . . . .93
4.3.2.4 – Reforço das capacidades . . . 93
4.4 – REFORÇO DA ESTABILIDADE FINANCEIRA. . . .94
4.4.1 – Reuniões do Comité de Estabilidade Financeira no seio da UMOA. . . .94
4.4.2 – Produção dos Indicadores de Solidez Financeira (ISF). . . 95
V – OUTRAS ATIVIDADES DO BCEAO . . . .97
5.1 – GESTÃO DAS RESERVAS DE CÂMBIO. . . . . 97
5.2 – INTEGRAÇÃO ECONÓMICA DOS ESTADOS MEMBROS DA UEMOA. . . . . . . .98
5.3 – COOPERAÇÃO MONETÁRIA E FINANCEIRA . . . . . . .98
5.3.1 – Relações com as instituições de Bretton Woods. . . .98
5.3.2 – Relações com as outras instituições . . . . . . .99
5.4 – OUTRAS ATIVIDADES E PROJETOS DO BCEAO. . . .101
5.4.1 – Recolha, gestão e difusão de informações estatísticas . . . . . . . .101
5.4.2 - Central dos balanços. . . 101
VI – QUADRO INSTITUCIONAL E ADMINISTRAÇÃO DO BCEAO. . . .. . . 103
6.1 – VIDA E FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS . . . .103
6.1.1 – Conferências dos Chefes de Estado e de Governo da União . . . 103
6.1.2 - Conselho de Ministros da UMOA. . . .103
6.1.3 - Comité de Política Monetária do BCEAO. . . .. . . 104
6.1.4 - Conselho de Administração do BCEAO. . . . 104
6.1.5 - Comité de Auditoria do BCEAO. . . .105
6.2 – ADMINISTRAÇÃO DO BCEAO. . . . . 105
6.2.1 – Gestão dos recursos humanos . . . 105
6.2.1.1 – Organigrama e medidas individuais . . . 105
6.2.1.2 - Efetivo . . . . .105
6.2.1.3 - Formação . . . 106
6.2.2 – Evolução da rede do BCEAO. . . . .109
6.2.3 – Sistema de informação e de comunicação . . . .109
6.2.4 – Modernização da documentação dos arquivos . . . 110
6.2.5 – Dispositivos de controlo das atividades e das operações . . . 110
6.2.6 – Dispositivo de controlo de gestão . . . .113
ANEXOS. . . . . . . . . .115
- Cronologia das principais medidas de política monetária adotadas pelo BCEAO. . . 115
- Principais documentos divulgados pelo BCEAO. . . .. . . .. . . .127
LISTA DOS GRÁFICOS Gráfico 1 : taxa de crescimento do PIB em termos reais da UEMOA. . . .40
Gráfico 2 : produções alimentares. . . .42
Gráfico 3 : produções agrícolas de exportação . . . . . . .42
Gráfico 4 : crédito interno. . . .. . . . 54
Gráfico 5 : massa monetária. . . . . . .. . . 59
Gráfico 6 : base monetária . . . . . . .59
Gráfico 7 : UMOA – situação monetária integrada. . . . .. . . 60
Gráfico 9 : entradas e saídas de notas nos balcões do BCEAO. . . . . . . . . . .72
Gráfico 10 : entradas e saídas de moedas nos balcões do BCEAO. . . .72
Gráfico 11 : evolução dos efetivos do BCEAO . . . . . . . . . . . . 106
LISTA DOS QUADROS Quadro 1 : evolução das taxas médias anuais de câmbio (FCFA por unidade monetária). . . . . . .39
Quadro 2 : evolução das taxas médias trimestrais de câmbio (FCFA por unidade monetária). . . . . .39
Quadro 3 : variação dos preços no consumidor. . . . . . . . 44
Quadro 4 : coeficientes das reservas obrigatórias aplicáveis aos bancos. . . 51
Quadro 5 : situação monetária integrada. . . 52
Quadro 6 : evolução por país dos ativos externos líquidos . . . . . . . . . 53
Quadro 7 : evolução por país da posição líquida do Governo . . . . . . . . . 55
Quadro 8 : evolução por país dos créditos à economia. . . . . . .56
Quadro 9 : evolução por país da massa monetária. . . . . . . .58
Quadro 10 : evolução por país da poupança privada recolhida pelos bancos e as caixas económicas. . . 61
Quadro 11 : créditos do Banco Central ... . . . . . . . . . 62
Quadro 12 : intervenções do BCEAO . . . . . . .63
Quadro 13 : evolução por país dos créditos do Banco Central... . . . . . . 64
Quadro 14 : créditos à economia e refinanciamentos. . . . . . 65
Quadro 15 : repartição dos refinanciamentos dos créditos à economia por balções. . . 65
Quadro 16 : evolução das reservas obrigatórias dos bancos. . . . .. . . .. . . .66
Quadro 17 : evolução das reservas obrigatórias dos estabelecimentos financeiros . . . 66
Quadro 18 : evolução das taxas interbancárias (média ponderada). . . . . . 67
Quadro 19 : evolução dos empréstimos interbancários no seio da UMOA em 2011. . . 68
Quadro 20 : repartição dos saques nos balcões das Agências do BCEAO . . . .71
Quadro 21 : repartição dos depósitos nos balcões das Agências do BCEAO . . . . . . . 73
Quadro 22 : composição das notas e moedas em circulação . . . 74
Quadro 23 : movimentos de notas externas nos balcões das Agências do BCEAO. . . . 75
Quadro 24 : transferências entre os países da UMOA .. . . . . . .75
Quadro 25 : fluxo das transferências via o BCEAO.. . . . . . 77
Quadro 26 : evolução de indicadores de STAR-UEMOA em 2011. . . . . . 78
Quadro 27 : dados caraterísticos das trocas no SICA-UEMOA a 31 de dezembro de 2011 . . . .81
Quadro 28 : dados obtidos da centralização dos incidentes de pagamento a 31 de dezembro de 2011. . 82
Quadro 29 : repartição dos estabelecimentos de crédito por país . . . . . . 85
Quadro 30 : evolução das aplicações e recursos dos bancos e estabelecimentos financeiros da UMOA. . . . . . . . . . . .88
Quadro 31 : acordos de classificação tratados em 2011 . . . . . . 89
A União Monetária Oeste Africana (UMOA), criada pelo Tratado de 20 de janeiro de 2007, que substituiu o de 14 de novembro de 1973, integra os seguintes oito Estados membros, sitos na África Ocidental :
BENIN MALI
BURKINA NÍGER
COTE D’IVOIRE SENEGAL
GUINE-BISSAU TOGO
O Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), cujo quadragésimo nono exercício de atividade é relatado aqui, é o Instituto de emissão comum dos Estados membros da UMOA, encarregue nomeadamente de assegurar a gestão da sua moeda comum, o Franco da Comunidade Financeira Africana (FCFA), das suas reservas de câmbio e implementar a política monetária comum.
MOMENTOS IMPORTANTES DO BCEAO EM 2011
O exercício concluído foi marcado, para o BCEAO, pelos seguintes eventos.
NO PLANO MONETÁRIO E FINANCEIRO
Implementação da campanha de comunicação sobre a promoção da bancarização e do uso dos meios de pagamento escriturais.
No quadro da promoção da bancarização e do uso dos meios de pagamento escriturais no seio da UEMOA, o ano 2011 foi marcado em todos os países da UEMOA (salvo na Côte d’Ivoire) pelo fim da campanha de comunicação sobre a promoção da bancarização no espaço UEMOA. Esta campanha a favor do grande público registou uma atenção particular da parte das populações. Os diferentes temas da campanha foram divulgados na Zona UEMOA, através dos órgãos da comunicação social radiofónicos e televisuais, afixações de cartazes a nível dos eixos rodoviários, advocacias, espetáculos, destruição de efígies e camisetas etc. No que diz respeito à Côte d'Ivoire, devido à crise pós-eleitoral, a campanha foi suspensa e registou-se um atraso na sua conclusão. O restante das ações a ser implementado
prosseguir-se-á durante o 1º semestre de 2012.
Os grandes temas abordados durante esta campanha são os seguintes :
a promoção do uso dos meios de pagamento escriturais, da bancarização e do acesso aos serviços de pagamento ;
as oportunidades oferecidas pelos novos sistemas de pagamento e as incitações ao uso deles ;
a difusão da informação sobre o quadro jurídico dos sistemas de pagamento ; a promoção da monética interbancária ;
a difusão da informação sobre a Central dos Incidentes de Pagamento.
Visita de Sua Alteza a Princesa Máxima do Reino dos Países Baixos à Agência Principal de Dakar
A Sua Alteza a Princesa Máxima do Reino dos Países Baixos, Advogada Especial das Nações Unidas para a Finança Inclusiva, realizou uma visita de trabalho à Agência Principal de Dakar a 9 de maio de 2011. A Sua Alteza estava acompanhada, entre outros, da Sua Excelência Gerber de JONG, Embaixador do Reino dos Países Baixos no Senegal, assim como de Bahia TAHZIB-LIE e Amina TIRANA, respetivamente Secretária Particular e especialista das questões políticas.
O objetivo da visita de trabalho era informar-se nomeadamente da visão do Banco Central sobre o desenvolvimento dos meios de pagamento em geral e mais particularmente o do « Mobile banking » e das ações levadas a cabo pelo BCEAO em prol da finança inclusiva, da promoção da bancarização e do desenvolvimento do microcrédito.
Seminário regional sobre «As dificuldades e as perspetivas de desenvolvimento do setor do microcrédito na Zona UEMOA».
O BCEAO organizou, entre 5 e 8 de junho de 2011, nas instalações da Sede em Dakar, um seminário regional sobre «As dificuldades e as perspetivas do setor do microcrédito na
sessenta participantes, dos quais representantes dos Estados membros da União, encarregues particularmente das questões relativas aos sistemas financeiros descentralizados, assim como os parceiros de desenvolvimento. Este encontro visava a identificar as principais disfunções do setor do microcrédito e a propor as ações suscetíveis de criar as condições dum desenvolvimento saudável e harmonioso do setor.
Seminário sobre o tema «Vigilância dos sistemas de transferência rápida de fundos»
No quadro da vigilância dos sistemas de pagamento da UEMOA, o BCEAO organizou, de 14 a 18 de novembro de 2011 em Dakar, um seminário sobre o tema «Vigilância dos Sistemas
de Transferência Rápida de fundos». O seminário agrupou cerca de cinquenta participantes
provenientes do GIM-UEMOA, da Secretaria-Geral da Comissão Bancária da UEMOA, das Direções Nacionais e dos Serviços Centrais da Sede do BCEAO. As Assembleias-Gerais foram animadas por intervenientes representando o Banco Mundial, o Grupo Consultivo de Assistência aos Desfavorecidos, a Iniciativa para o Reforço do Setor Financeiro (First Initiative), o Instituto Mundial das Caixas Económicas e o Banco de França. Responsáveis por operadores de transferência de fundos, tais como RIA-Senegal e Orange Money, enriqueceram igualmente este seminário pelo seu conhecimento do terreno.
O seminário visava a permitir aos participantes :
trocar sobre os conceitos, o funcionamento, o modo operatório, os riscos, os desafios e a regulamentação da transferência rápida de fundos em geral e na UEMOA em particular ; identificar a tipologia e as problemáticas ligadas às Transferências Rápidas de Fundos
(STRA) ;
finalizar a cartografia dos riscos ligados aos STRA ;
delimitar os perímetros de intervenção dos diferentes atores do BCEAO : regulamentação, supervisão dos operadores de STRA e vigilância dos STRA ;
definir as modalidades de vigilância dos STRA com o BCEAO.
NO PLANO DA INTEGRAÇÃO ECONÓMICA E DA COOPERAÇÃO MONETÁRIA Seminário sobre o tema «Técnicas econométricas»
No quadro da realização do seu programa de capacitação das Administrações Económicas e Financeiras dos Estados membros da UEMOA, o BCEAO organizou, de 10 a 21 de outubro de 2011 na Sede do Instituto de emissão em Dakar, um seminário sobre o tema «Técnicas
econométricas».
Este seminário visava a familiarizar os participantes com técnicas econométricas cujo domínio torna-se incontornável na elaboração e avaliação das políticas económicas, com vista a reforçar as suas competências em matéria de especificaçâo de modelos econométricos, do uso do software E-VIEWS de interpretação dos resultados duma análise econométrica para políticas económicas.
A sessão agrupou vinte e três (23) agentes provenientes das Administrações Económicas e Financeiras dos oito (8) Estados membros da União e das Direções Nacionais do BCEAO.
Seminário sobre o tema «Avaliação das políticas públicas»
No quadro da execução do seu programa de reforço das capacidades das Adminitrações económicas e financeiras dos Estados membros da UEMOA, o BCEAO organizou um
seminário regional de formação sobre o tema «Avaliação das políticas públicas», de 24 a 28 de outubro de 2011 na Sede da Instituição em Dakar.
Essa sessão visa a divulgar as potencialidades oferecidas pela avaliação das políticas públicas enquanto instrumento de ajuda à decisão e ferramenta de melhoria do desempenho público e a familiarizar os participantes com as principais técnicas de avaliação das políticas públicas. A sessão agrupou cerca de cinquenta participantes provenientes dos oito (8) Estados membros da União.
4ª Conferência dos Chefes de Auditoria Interna dos Bancos Centrais dos Países Francófonos
O BCEAO organizou a reunião da Conferência dos Chefes de Auditoria Interna dos Bancos Centrais Francófonos de 10 a 11 novembro em Dakar. Participaram nesta reunião dezassete (17) Instituições cobrindo vinte e oito (28) países repartidos nos três (03) continentes. Os debates incidiram sobre as perspetivas da auditoria interna dos bancos centrais, assim como sobre «as problemáticas de riscos, de organização, de método, de sistema de informação e
de meios humanos ou técnicos apropriados». Missão do Governador em Kuala Lumpur
O Governador do BCEAO, Tiémoko Meyliet KONE, efetou uma missão em Kuala Lumpur (Malásia), de 14 a 17 de novembro de 2011, no quadro do encontro anual dos Governadores dos bancos centrais e Autoridades Monetários dos países membros da Organização da Conferência Islamita (OCI).
O Banco Central de Malásia (Bank NEGARA), em parceria com o Centro de Pesquisa Estatística, Económica, Social e de Formação para os Países Islamitas (SESRIC), organizou este encontro cujo tema geral era: «Práticas dos Bancos Centrais e Desenvolvimento do
Setor Financeiro». Nesta ocasião, os Governadores aprovaram as análises dos peritos que
defendem o desenvolvimento do setor financeiro, favorável à melhoria das condições de vida das populações, à criação de empregos duradouros e à transformação estrutural da economia.
Reunião de concertação anual BCEAO/BEAC
O encontro de concertação anual entre o Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) e o Banco dos Estados da África Central (BEAC) decorreu de 22 a 24 de novembro de 2011 na Agência Principal do BCEAO em Abidjan. Este encontro que se iniciou pelos trabalhos preparatórios dos peritos a 22 de novembro de 2011 na Secretaria- Geral da Comissão Bancária da UEMOA, permitiu avaliar o estado e as perspetivas da aplicação das ações em 2011 no quadro cooperativo e recensear novas preocupações.
A reunião dos Governadores dos dois institutos de emissão, realizada a 23 de novembro de 2011 foi a ocasião para os dois (02) Governadores, a saber Tiémoko Meyliet KONE e Lucas ABAGA NCHAMA analisarem a evolução da conjuntura económica e financeira nas duas (02) sub-regiões e as perspetivas para 2012.
Participação do Governador à inauguração oficial da Sociedade de Refinação de Petróleo de Zinder (SORAZ).
A convite da Sua Excelência o Senhor Issofou MAHAMADOU, Presidente da República do Níger, o Governador do BCEAO, Tiémoko Meyliet KONE, participou a 28 de novembro de 2011, na inauguração oficial da Refinaria de petróleo do Níger, implantada na região de Zinder. O Governador KONE estimou a qualidade do trabalho cumprido e congratulou-se com as felizes perspetivas que este projeto oferece ao país e à União inteira.
Participação do Governador na mesa redonda sobre o financiamento da ligação ferroviária Cotonou – Niamey- Ouagadougou –Abidjan
A convite do Governo da República do Níger, o Governador do Banco Central dos Estados de África Ocidental (BCEAO), Tiémoko Meyliet KONE, participou na mesa redonda sobre o financiamento da ligação ferroviária Cotonou – Niamey – Ouagadougou – Níger- Abidjan, a 29 de novembro de 2011.
Colocada sob o alto patrocínio do Presidente do Níger, a cerimónia registou a participação dos países interessados pelo projeto (Benin, Burkina Faso, Côte d'Ivoire, Mali, Níger e Togo), de doadores de fundos bilaterais e multilaterais (Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Agência Francesa de Desenvolvimento, KFW, África do Sul, XÁfrica do Sul, China), de parceiros técnicos e observadores (AREVA, EXIM BANK de China e SOFRECO consultants).
Participação do BCEAO na cerimónia de juramento do novo Presidente da Comissão da UEMOA.
O Governador do BCEAO, Tiémoko Meyliet KONE participou, a 30 de novembro de 2011 em Ouagadougou, na cerimónia solene de juramento do novo Presidente da Comissão da UEMOA, o senegalês Cheikh Aguibou SOUMARE, e do novo Comissário maliano Seydou SISSOUMA. Participaram nesta cerimónia numerosas personalidades do mundo político, económico, financeiro, diplomático, judiciário e tradicional, entre os quais antigos Primeiros-ministros dos Estados membros da União, o Presidente Estatutário do Conselho dos Ministros da UEMOA, os Ministros encarregues das Finanças dos Estados membros da UEMOA, os Presidentes dos Órgãos e Intituições comunitárias da UEMOA, assim como representantes de Sua Majestade, o Moogho Naaba Baongho.
Estavam igualmente presentes representantes de instituições internacionais, africanas e sub-regionais, do setor privado, da sociedade civil e de Organizações Não-Governamentais (ONG) internacionais, africanas, sub-regionais e nacionais.
NO PLANO DA GESTÃO DO BCEAO
Início dos trabalhos de realização do Plano da Continuidade de Atividade (PCA) do BCEAO.
Com vista a garantir a sua capacidade a prosseguir o cumprimento das suas missões em situação de crise, o BCEAO iniciou a realização dum Plano da Continuidade de Atividade. Este projeto visa a reduzir o impacto dum desastre a um nível aceitável, ao implementar uma organização, meios e procedimentos cujo cronograma de realização estende-se em dezoito (18) meses. Os trabalhos começaram a 18 de janeiro de 2011 através duma apresentação geral do procedimento de realização do PCA, seguida de entrevistas com as Direções dos Serviços Centrais, os Serviços da Agência Principal de Dakar e a Agência Auxiliar de Ziguinchor.
As seguintes etapas do procedimento prevêem a elaboração da estratégia da continuidade da atividade e dos planos. A última fase consagrada ao desdobramento será consagrada à tomada em conta das especificidades de cada sítio do Banco.
Seminário de reflexão e de concertação dos médicos conselho e auxiliares do BCEAO.
No quadro da política de assistência médica ao conjunto de funcionários do Banco Central, a Direção dos Recursos Humanos e da Formação organizou aos 24 e 25 de janeiro de 2011 na Sede da Instituição em Dakar, um seminário de reflexão e de concertação dos médicos conselho e auxiliares do BCEAO que agrupou os médicos da Sede, das Direções Nacionais e da Secretaria-Geral da Comissão Bancária da UEMOA, assim como agentes da Direção dos Recursos Humanos e da Formação. Este encontro tinha como objetivo criar um espaço de trocas entre os médicos conselho e auxiliares para a criação de medidas eficazes de prevenção das doenças mais crónicas e de controlo das despesas médicas.
Cerimónia de lançamento da edição 2012 do Prémio Abdoulaye FADIGA para a promoção da pesquisa económica, «Especial Cinquentenário do BCEAO»
Presidida por Jean-Baptiste COMPAORE, Governador interino do BCEAO, a cerimónia solene de lançamento da edição 2012 do Prémio Abdoulaye FADIGA para a Promoção da Pesquisa Económica «Especial Cinquentenário do BCEAO» decorreu a 24 de fevereiro de 2011 na sala de conferência da Sede do Banco Central. Retransmitida por videoconferência em todos os sítios do Banco Central, a cerimónia registou a participação de personalidades do mundo diplomático, universitário e da pesquísa, assim como da comunicação social. Participaram igualmente neste evento os membros do Gabinete do Governador, os membros do Comité de Direção alargado, assim como o Secretário Permanente da Associação dos Bancos Centrais Africanas (ABCA). Esta terceira edição do Prémio Abdoulaye FADIGA coincide com a comemoração do cinquentenário do Banco Central em 2012.
Fase ll do projeto de certificação ISO 9001
No quadro da preparação do desdobramento do Sistema de Gestão da Qualidade (SMQ), equipas técnicas do Banco Central efetuaram estadas de trabalho nas Agências Principais e Auxiliares das Direções Nacionais do BCEAO, assim como na Representação do BCEAO junto das instituições Europeias de Cooperação em Paris. Estes trabalhos que decorreram durante o período de 6 de junho a 14 de outubro de 2011, incidiram essencialmente sobre a apresentação da Política Qualidade do Banco, das novas normas de gestão documentaria, do dossiê processo contendo os elementos de controlo e de pilotagem do processo, assim
como sobre a formação dos membros dos Comités Qualidade sobre a norma ISO 9001 e dos utentes do programa de software de gestão do SMQ.
Seminário sobre o tema «Simulação e quantificação das estratégias de investimento»
No quadro da execução do seu programa de atividade, o Centro Oeste Africano de Formação e de Estudos Bancários (COFEB) organizou de 28 de junho a 5 de julho 2011, um seminário presencial sobre o tema «Simulação e quantificação das estratégias de
investimento». Esta formação tinha como objetivo reforçar as capacidades técnicas dos
agentes encarregues da gestão das reservas de câmbio para um melhor domínio das técnicas e modelos de valorização das estratégias de implementação no quadro da gestão duma pasta obrigacionista (curva, crédito, relative value, etc).
Transferência de poderes e prestação de juramento do Senhor Tiémoko Meyliet KONE, Governador do BCEAO.
A cerimónia marcando a transferência de poderes e a prestação de juramento do Senhor Tiémoko Meyliet KONE, novo Governador do BCEAO, decorreu num clima marcado de simplicidade e de sobriedade, a 28 de julho de 2011 na Sede do Banco Central sob a presidência de José Mário VAZ Ministro das Finanças da República de Guiné Bissau, Presidente do Conselho dos Ministros da União. Estavam presentes nesta cerimónia, Abdoulaye DIOP, Ministro de Estado, Ministro da Economia e das Finanças da República do Senegal, o Governador interino Jean Baptiste CAMPAORE, Vice-Governador, Ali Badjo GAMATIE e o Secretário-Geral do BCEAO, Senhor Mamadou CAMARA.
Primeiro encontro do Governador do BCEAO com o pessoal
Depois da cerimónia de juramento que marcou a sua tomada de função, o Governador do Banco Central dos Estados da África Ocidental, Tiémoko Meyliet KONE manteve encontro com todo o pessoal do BCEAO, a 8 de setembro de 2011.
Este encontro que decorreu por videoconferência em todos os sítios da Instituição visava estabelecer um primeiro contacto entre o Governador e o pessoal do Banco Central. Tiémoko Meyliet KONE aproveitou da ocasião para dirigir a todo o pessoal uma mensagem forte de confiança, de união, de coesão, de motivação, de solidariedade, de responsabilidade e de conciliação em torno de nossos valores e ideais comuns logo depois das disfunções e prejuízos sofridos pela Instituição, na sequência da crise pós-eleitoral profunda na Côte d'Ivoire.
Durante a sua intervenção, o Governador KONE colocou o Homem e o capital humano do Banco Central no centro da sua ação e da sua missão. Neste sentido, ele expôs igualmente as suas orientações, os seus valores e as suas expectativas para com os agentes, para consolidar e perpetuar a herança prestigiosa de notoriedade e de credibilidade da Instituição ao serviço do processo de integração regional e africana.
Cerimónia de Investidura oficial do Governador do BCEAO
A cerimónia marcando a investidura oficial do Senhor Tiémoko Meyliet KONE, Governador do BCEAO realizou-se, a 10 de setembro de 2011 na Sede do BCEAO, sob a presidência do Senhor José Mário VAZ, Presidente em exercício do Conselho de Ministros da União Monetária Oeste Africana, diante da grande família do Banco Central dos Estados da África Ocidental, como também de numerosas personalidades. Entre estas, convém notar a presença dos Presidentes das Instituições Financeiras Internacionais e chefes dos Órgãos e Instituições da UEMOA, antigos altos Responsáveis pelo Instituto de Emissão, Chefes de Missão Diplomática, membros do Conselho de Ministros da União, antigos Primeiros-ministros, assim como o Presidente do Tribunal Supremo da República de Côte d'Ivoire.
COMPOSIÇÃO DA CONFERÊNCIA DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO
DA UMOA
em 31 de dezembro de 2011
PRESIDENTE : Sua Excelência Faure Essozimna GNASSINGBE,
Presidente da República do Togo.
Sua Excelência Boni YAYI,
Presidente da República do Benin.
Sua Excelência Blaise COMPAORE, Presidente do Burkina Faso.
Sua Excelência Alassane OUATTARA, Presidente da República de Côte d’Ivoire.
Sua Excelência Malan Bacai SANHA, Presidente da República de Guiné-Bissau.
Sua Excelência Amadou Toumani TOURE, Presidente da República do Mali.
Sua Excelência Issoufou MAHAMADOU, Presidente da República do Níger.
Sua Excelência Abdoulaye WADE, Presidente da República do Senegal.
Sua Excelência Faure Essozimna GNASSINGBE, Presidente da República do Togo.
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS DA UMOA
em 31 de dezembro de 2011
PRESIDENTE : José Mário VAZ,
Ministro das Finanças da República da Guiné-Bissau. República do Benin
Srª. Alayi Adidjatou MATHYS, Ministra da Economia e Finanças ;
Sr. Marcel de SOUZA, Ministro da Análise Económica, Desenvolvimento e Prospetiva Burkina Faso
Sr. Lucien Marie Noël BEMBAMBA, Ministro da Economia e Finanças ; Sr. Vincent ZAKANE, Ministro Delegado junto do Ministro
dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Regional, Encarregue da Cooperação Regional.
República da Côte d'Ivoire
Sr. Charles Koffi DIBY, Ministro da Economia e Finanças ; Sr. Adama BICTOGO, Ministro da Integração Africana.
República da Guiné-Bissau
Sr. José Mário VAZ, Ministro das Finanças ;
Srª Helena Nosolini EMBALO, Ministra da Economia, Planificação e Integração Regional.
República do Mali
Sr. Lassine BOUARE, Ministro da Economia e Finanças ;
Sr. Sambou WAGUE, Ministro Delegado junto do Ministro da Economia e Finanças,
República do Níger
Sr. Mahamadou OUHOUMOUDOU, Ministro das Finanças ;
Sr. Amadou Boubacar CISSE, Ministro de Estado, Ministro da Planificação, Ordenamento do
Território e Desenvolvimento Comunitário. República do Senegal
Sr. Abdoulaye DIOP, Ministro de Estado, Ministro da Economia e Finanças ; Sr. Abdoulaye DIOP, Ministro Delegado junto do Ministro de Estado, Ministro da Economia e Finanças, encarregue do Orçamento.
República do Togo
Sr. Adji Othèth AYASSOR, Ministro da Economia e Finanças;
Srª Dédé Ahoéfa EKOUE, Ministra Delegada junto do Presidente da República,
COMPOSIÇÃO DO COMITÉ DE POLÍTICA MONETÁRIA DO BCEAO
em 31 de dezembro de 2011
PRESIDENTE : Sr. Tiémoko Meyliet KONE
Governador do BCEAO.
Sr. Jean-Baptiste M. P. COMPAORE, Vice-Governador do BCEAO. Sr. Mamadou DIOP, Vice-Governador do BCEAO.
MEMBROS REPRESENTANDO OS ESTADOS República do Benin
Sr. Houéssou Yaovi HADONOU, Diretor dos Assuntos Monetários e Financeiros.
Burkina Faso
Sr. Ousmane OUEDRAOGO, Antigo Vice-Governador do BCEAO, Antigo Ministro de Estado, antigo Ministro das Finanças e Planificação.
República da Côte d'Ivoire
Sr. Kanvaly DIOMANDE, Conselheiro Especial do Primeiro-ministro.
República da Guiné-Bissau
Sr. Rui Duarte FERREIRA, Diretor de Gabinete do Ministro das Finanças.
República do Mali
Sr. Bangaly N'ko TRAORE, Diretor-Geral da Dívida Pública.
República do Níger
Sr. Mahamane ANNOU MALLAM, Antigo Presidente do Grupo de Estudo e Pesquisa em Desenvolvimento Económico e Social (GERDES).
República do Senegal
Srª Gnounka DIOUF, Ministra Conselheira na Presidência da República.
República do Togo
Sr. Mongo AHARH-KPESSOU, Secretário Permanente para o Seguimento das Políticas de Reformas e dos Programas Financeiros.
República da França
MEMBROS NOMEADOS INTUITU PERSONAE
Srª Karidia SANON, Docente na Unidade de Formação e Pesquisa em Ciências Económicas e de Gestão (UFR/SEG) na Universidade de Ouagadougou
OUAGADOUGOU (Burkina Faso).
Sr. Mathieu MELEU, Diretor-Geral do Instituto Nacional da Estatística de Côte d'Ivoire
ABIDJAN (República da Côte d'Ivoire).
Srª Aoua SYLLA BARRY, Secretária-Geral do Ministério das Minas BAMAKO (República do Mali).
Srª Aïchatou KANE, Governadora da Região de Niamey NIAMEY (República do Níger).
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO BCEAO
em 31 de dezembro de 2011
PRESIDENTE : M. Tiémoko Meyliet KONE Gouvernador do BCEAO
República do Benin
Sr. Alexis Bonaventure HOUEHA, Diretor-Geral Adjunto do Tesouro e Contabilidade Pública.
Burkina Faso
Sr. Moumounou GNANKAMBARY, Diretor-Geral do Tesouro e Contabilidade Pública.
República da Côte d'Ivoire
Sr. Adama KONE, Diretor-Geral do Tesouro e Contabilidade Pública.
República da Guiné-Bissau
Sr. Gabriel Lopes SO, Conselheiro Económico do Primeiro-ministro.
República do Mali
Sr. Abdoulaye TOURE, Secretário-geral do Ministério da Economia e Finanças.
República do Níger
Sr. Hanounou DJIBRIL, Secretário-geral do Ministério das Finanças.
República do Senegal
Sr. Waly NDOUR, Tesoureiro Geral, Agente Contabilístico Central do Tesouro.
República do Togo
Sr. Badawasso Tchanenzy GNARO, Secretário-geral do Ministério da Economia e Finanças.
República da França
Sr. Rémy RIOUX, Diretor Adjunto dos Assuntos Financeiros Internacionais e do Desenvolvimento na Direção Geral do Tesouro.
COMPOSIÇÃO DO COMITÉ DE AUDITORIA DO BCEAO
a 31 dezembro de 2011
PRESIDENTE : Sr. Gabriel Lopes SO
Conselheiro Económico do Primeiro-Ministro da República da Guiné-Bissau República do Benin
Sr. Alexis Bonaventure HOUEHA, Diretor-Geral do Tesouro e Contabilidade Pública.
Burkina Faso
Sr. Moumounou GNANKAMBARY, Diretor-Geral do Tesouro e da Contabilidade Pública.
República da Guiné-Bissau
Sr. Gabriel Lopes SO, Conselheiro Económico do Primeiro-Ministro.
República do Mali
ORGANIGRAMA DO BCEAO A 31 DE DEZEMBRO DE 2011
BANCO CENTRAL DOS ESTADOS DA ÁFRICA OCIDENTALa 31 de dezembro de 2011
GOVERNADOR : Sr. Tiémoko Meyliet KONE
VICE-GOVERNADOR : Sr. Jean-Baptiste M. P. COMPAORE
VICE-GOVERNADOR : Sr. Mamadou DIOP
SECRETÁRIO GERAL : Sr. Mamadou CAMARA
Conselheiro Especial do Governador : Sr. Oumar Tatam LY
Conselheiro do Governador,
Em matéria de Política Monetária : Sr. Kodzo Mawuéna DOSSA
Conselheiro do Governador, em matéria
da Administração Geral : Sr. Siriki KONE
Conselheiro do Governador : Sr. Abdoulaye SECK
Chefe de Gabinete do Governador : Srª Sylviane MENSAH CONTROLO GERAL
Controlador Geral : Sr. Amadou DIARRA
Conselheira do Controlador Geral : Srª Marguerite F. SOUMARE DEPARTAMENTOS
Diretor do Departamento da Administração
e da Contabilidade : Sr. Sidiki TRAORE
Diretor do Departamento dos Estudos
Económicos e da Moeda : Sr. Kodzo Mawuéna DOSSA
Diretor do Departamento das Operações : vago Diretora do Departamento dos Assuntos
Gerais : Srª Joëlle Annie BOLHO CONSELHEIROS DOS DIRETORES DE DEPARTAMENTO
Conselheiro do Diretor do Departamento
das Operações : Sr. Konzo TRAORE
Conselheiros do Diretor do Departamento
dos Assuntos Gerais : Sr. Moussa SIRFI Sr. Paul Kaba THIEBA
DIREÇÕES DOS SERVIÇOS CENTRAIS
Diretor da Inspeção e das Auditorias : Sr. Boubacar DIA
Diretor da Prevenção dos Riscos : Posto vago Diretor dos Estudos e das Relações Internacionais : Sr. Ismaïla DEM
Diretor da Pesquisa e da Estatística : Sr. Sogué DIARISSO Diretor da Estabilidade Financeira : Sr. Armand BADIEL
Diretor da Emissão : Sr. Domia KONE
Diretor das Operações de Mercado : Sr. Ahmadou Al Aminou LO
Diretor dos Serviços Bancários : Sr. Homialo GBEASOR
Diretor dos Estabelecimentos de Crédito e de Microcrédito: Sr. Ousmane SAMBA MAMADOU
Diretora dos Recursos Humanos e da Formação : Srª Séna Elda KPOTSRA
Diretor da Administração e do Património : Sr. Hadama YBIA
Diretor da Contabilidade, do Orçamento e
do Controlo de Gestão : Posto vago
Diretor dos Serviços Gerais : Sr. Evariste S. BONOU
Diretora dos Assuntos Jurídicos : Srª Aminata FALL NIANG
Diretor dos Sistemas de Informação : Posto vago Diretor do Centro Oeste Africano de
Formação e de Estudos Bancários (COFEB) : Sr. Alioune Blondin BEYE
REPRESENTAÇÕES
Representante Residente do Governador junto da Comissão
da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) : Sr. Cheikh Ahmed T. DIAKITE Representante do BCEAO junto das Instituições Europeias
de Cooperação : Posto vago
DIREÇÕES NACIONAIS
Diretor Nacional para o Benin : Sr. Alain KOUTANGNI
Diretor Nacional para o Burkina : Sr. Bolo SANOU
Diretor Nacional para a Côte d’Ivoire : Sr. Jean-Baptiste Ayayé AMAN
Diretor Nacional para a Guiné-Bissau : Sr. João Alage Mamadu FADIA
Diretor Nacional para o Mali : Sr. Oumar Tatam LY
Diretor Nacional para o Níger : Sr. Mahamadou GADO
Diretora Nacional para o Senegal : Srª Fatimatou Zahra DIOP
ENDEREÇOS DOS DIFERENTES SÍTIOS DO BCEAO
SEDE SOCIALAvenue Abdoulaye FADIGA - Boîte Postale : n° 3108 - Dakar
Telefone : (221) 33 839 05 00 - telefax: (221) 33 823 93 35 e 33 822 61 09 Site internet : http://www.bceao.int
BENIN Cotonou Avenue Jean-Paul II 01 Boîte Postale : n° 325 Telefone : (229) 21 36 46 00 Telefax : (229) 21 31 24 65
Correio eletrónico : [email protected]
Diretor da Agência Principal : Sr. Roger AGBOZOGNIGBE Parakou
Boîte Postale : n° 201
Telefone : (229) 23 61 03 25/29 Telefax : (229) 23 61 10 91
Chefe da Agência Auxiliar : Sr. Moussibaou SANNI BURKINA
Ouagadougou
Avenue Gamal Abdel NASSER Boîte Postale: n° 356
Telefone : (226) 50 49 05 00/01 e 50 30 60 15 Telefax : (226) 50 31 01 22
Correio eletrónico : [email protected]
Diretor da Agência Principal : Sr. Monlour DA Bobo-Dioulasso
Boîte Postale: n° 603
Telefone : (226) 20 97 04 44/45/46 Telefax : (226) 20 97 04 58
Chefe da Agência Auxiliar : Sr. Benjamin NANEMA CÔTE D’IVOIRE
Abidjan
Avenue Abdoulaye FADIGA
Boîte Postale: 01 BP 1769 ABIDJAN 01 Telefone : (225) 20 20 84 00 e 20 20 85 00 Telefax : (225) 20 22 00 40 e 20 22 28 52 Correio eletrónico : [email protected]
Abengourou
Boîte Postale : n° 905
Telefone : (225) 35 91 37 15 e 35 91 38 15 Telefax : (225) 35 91 31 76
Chefe da Agência Auxiliar : Vago Bouaké
Boîte Postale : n° 773
Telefone : (225) 31 63 33 13 e 31 63 33 14 Telefax : (225) 31 63 38 31
Chefe da Agência Auxiliar : Vago Daloa
Boîte Postale : n° 46
Telefone : (225) 32 78 38 85 Telefax : (225) 32 78 13 10
Chefe da Agência Auxiliar : Sr. Roland DOUHE Korhogo
Boîte Postale : n° 54
Telefone : (225) 36 86 01 10 e 36 86 01 11 Telefax : (225) 36 86 15 30
Chefe da Agência Auxiliar : Vago Man
Boîte Postale : n° 1017 Telefone : (225) 33 79 02 67 Telefax : (225) 33 79 02 28
Chefe da Agência Auxiliar : Vago San Pedro
Boîte Postale : n° 387 Telefone : (225) 34 71 21 74 Telefax : (225) 34 71 24 48
Chefe da Agência Auxiliar : Sr. Issouff OUATTARA GUINE-BISSAU
Bissau
Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria Caixa Postal : n° 38
Telefone : (245) 325 63 25 - 321 55 48 e 321 41 73 Telefax : (245) 325 63 00
Correio eletrónico : [email protected]
MALI Bamako Boulevard du 22 octobre 1946 Boîte Postale: n° 206 Telefone : (223) 20 70 02 00 / 20 22 25 41 e 20 22 54 06 Telefax : (223) 20 22 47 86
Correio eletrónico: [email protected]
Diretor da Agência Principal : Sr. Soumaïla KIDA Mopti
Boîte Postale : n° 180
Telefone : (223) 21 43 01 02 e 21 43 05 65 Telefax : (223) 21 43 05 07
Chefe da Agência Auxiliar : Sr. Amadou Boucari CISSE Sikasso
Boîte Postale : n° 453
Telefone : (223) 21 62 00 77 e 21 62 06 57 Telefax : (223) 21 62 08 79
Chefe da Agência Auxiliar : Sr. Ibrahima TOURE NÍGER Niamey Rue de l'uranium Boîte Postale : n° 487 Telefone : (227) 20 72 33 30 e 20 72 33 40 Telefax : (227) 20 73 47 43
Correio eletrónico : [email protected]
Diretor da Agência Principal : Sr. Sahaka MAHAMAN SALAH Maradi
Boîte Postale : n° 265 Telefone : (227) 20 41 00 96 Telefax : (227) 20 41 00 45
Chefe da Agência Auxiliar : Sr. Achirou DAN MAGARIA Zinder
Boîte Postale: n° 133
Telefone : (227) 20 51 00 94 Telefax : (227) 20 51 07 24
SENEGAL Dakar
Boulevard Général De Gaulle x Triangle sud Boîte Postale: n° 3159
Telefone : (221) 33 889 45 45 Telefax : (221) 33 823 57 57
Correio eletrónico : [email protected]
Diretor da Agência Principal : Sr. Falilou DRAME Kaolack
Boîte Postale: n° 79
Telefone : (221) 33 938 40 00 Telefax : (221) 33 941 33 23
Chefe da Agência Auxiliar : Sr. Garantigui DOUMBOUYA Ziguinchor
Boîte Postale: n° 317
Telefone : (221) 33 991 10 39 e 33 938 80 35 Telefax : (221) 33 991 16 59
Chefe da Agência Auxiliar : Sr. Birama FALL TOGO
Lomé
Rue Abdoulaye FADIGA Boîte Postale: n° 120 Telefone : (228) 221 53 84 Telefax : (228) 221 76 02
Correio eletrónico : [email protected]
Diretor da Agência Principal: Sr. Kodjo SEDJRO Kara
Boîte Postale : no 75
Telefone : (228) 660 60 79 e 660 61 37 Telefax : (228) 660 62 69
REPRESENTAÇÃO DO GOVERNADOR JUNTO DA COMISSÃO DA UEMOA
Avenue Gamal Abdel NASSER, Ouagadougou, Burkina Boîte Postale : 64 OUAGADOUGOU 01
Telefone : (226) 50 31 61 01 Telefax : (226) 50 30 63 76
Correio eletrónico : [email protected]
REPRESENTAÇÃO DO BCEAO JUNTO DAS INSTITUIÇÕES EUROPEIAS DE COOPERAÇÃO
29, rue du Colisée, 75008 Paris, France Telefone : (33) 1 42 25 71 60
Telefax : (33) 1 42 56 00 37
Mensagem do Governador
O ano 2011 foi caraterizado por um abrandamento da economia mundial, marcada particularmente pela crise das dívidas soberanas nos países industrializados.
A atividade económica na União sofreu deste clima pouco favorável assim como das repercussões da crise pós-eleitoral na Côte d’Ivoire. O crescimento do Produto Interno Bruto em termos reais sobressaiu-se em 1,0% em 2011 contra 4,4% em 2010. A taxa de inflação estabeleceu-se em média em 3,9% em 2011 em relação essencialmente à subida de preços de 6,8% dos produtos alimentares.
A execução das operações financeiras dos Estados saldou-se em 2011 por uma agravação dos défices públicos. O défice orçamental global, base autorizações, excluindo donativos, aumentou para representar 6,5% do PIB em 2011 contra 5,4 em 2010.
Em relação à ação monetária, o BCEAO manteve imutáveis as suas taxas diretoras dado o contexto caraterizado por um aumento pressões inflacionistas e uma debilidade do crescimento económico. Desta feita, a taxa mínima de submissão às operações de open market e a taxa de empréstimo marginal permaneceram respetivamente em 3,25% e 4,25%. Ele manteve igualmente imutável o nível dos coeficientes das reservas obrigatórias em relação ao ano 2010.
Em 2011, como nos anos precedentes, os desempenhos económicos da nossa Zona continuaram abaixo dos níveis requeridos para reduzir, de modo significativo, a pobreza e melhorar as condições de vida das populações. Todavia, as perspetivas parecem favoráveis.
Com efeito, durante a década passada, os Estados membros da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) tomaram importantes medidas para sanear o seu quadro macroeconómico. Os esforços envidados permitiram a vários entre eles serem elegíveis a diferentes facilidades concedidas pela comunidade internacional, particularmente a Iniciativa em prol dos Países Pobres Muito Endividados (PPME) e a Iniciativa de Alívio da Dívida Multilateral (IADM), permitindo-lhes reduzir substancialmente a sua dívida externa e torná-la suportável.
Com esse trunfo e conscientes dos desafios consideráveis que ficam a enfrentar, para lutar eficazmente contra a pobreza, os Estados membros da União iniciaram políticas de crescimento acelerado. Essas são baseadas nos largos programas de reforço das infraestruturas sócio económicas e projetos visando a alargar e diversificar a base produtiva das economias.
Reforçados com este trunfo e conscientes dos desafios consideráveis a serem enfrentados, para lutar eficazmente contra a pobreza, os Estados membros da União iniciaram políticas de crescimento acelerado. Estas baseiam-se nos largos programas de reforço das infraestruturas socioeconómicas e de projetos visando alargar e diversificar a base produtiva das economias.
A implementação destas políticas ambiciosas necessitará da mobilização de importantes financiamentos, tanto junto dos doadores de fundos bilaterais e multilaterais, como junto dos mercados regionais e internacionais.
Nessa perspetiva, as mais altas Autoridades da União supervisaram a elaboração pelos Órgãos e Instituições comunitárias de um relatório sobre o financiamento das economias, propondo uma estratégia de mobilização dos recursos financeiros necessários para o desenvolvimento.
Esta estratégia articula-se em torno de cinco eixos prioritários, cujo primeiro preconiza o reforço a governação na conduta dos assuntos públicos e privados, para criar as condições para uma eficiência máxima das ações visando melhorar o financiamento das economias. O segundo eixo, que se relaciona à mobilização da poupança, tem como objeto aumentar a taxa de poupança através da melhoria da cultura financeira e do nível da inclusão financeira das populações assim como à promoção dos produtos de poupança diversificados.
As ações previstas no quadro do terceiro eixo prioritário colocam o acento sobre a criação de estruturas de financiamento consagradas aos setores portadores de crescimento e o alargamento da oferta de serviços financeiros. A aposta é de fazer emergir atores maiores, dotados de meios suficientes para participarem de maneira dinâmica, não somente no reforço do crescimento, como igualmente na promoção de mecanismos e instrumentos inovadores de financiamento que provaram a sua eficiência e o seu potencial de efeito de alavanca nos mercados modernos.
Com vista a melhorar o clima do financiamento das economias, objeto do quarto eixo retido, uma atenção particular será prestada às reformas visando a proteção dos direitos legais dos credores bem como à transparência e à informação do público.
A título da mobilização de recursos exteriores para o financiamento do crescimento, objeto do quinto eixo prioritário, os esforços serão, de modo resoluto, orientados para a busca de recursos financeiros disponíveis nos mercados de capitais, tanto no plano regional como no internacional.
Enquanto principal autoridade de supervisão do sistema financeiro, o Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) é um dos maiores atores da implementação das ações identificadas no programa de melhoria do financiamento das economias.
Em conformidade com o espírito da Reforma Institucional da UEMOA e do BCEAO, entrada em vigor a 1º de abril de 2010, que consagra o mercado financeiro regional como o lugar privilegiado para a cobertura das necessidades de financiamento dos agentes económicos, o Instituto de emissão consolidará o papel de supervisão, de estruturação e de consolidação do mercado financeiro que lhe é atribuído.
O BCEAO pretende, nesta perspetiva mobilizar os meios necessários para executar nos prazos previstos, as suas tarefas, para permitir a realização dos objetos fixados. Ele quer inscrever a inovação financeira na continuidade das suas missões tradicionais, visando responder aos imperativos de desenvolvimento dos Estados, no estrito respeito dos princípios de estabilidade monetária e financeira assim como de credibilidade.
O Governador do Banco Central dos Estados da África Ocidental,
VISÃO GLOBAL
O contexto internacional caraterizou-se em 2011 pela agravação da crise da dívida soberana no seio da Zona euro, contribuindo para a proeminência da orientação desfavorável da economia mundial. Segundo as últimas estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a taxa de crescimento da economia mundial fixou-se em 3,9% em 2011 contra 5,3% em 2010.
Os países emergentes e em desenvolvimento, menos atingidos pelos efeitos da crise da dívida soberana, mantiveram o seu dinamismo. A atividade económica progrediu de 6,2% nestes países contra 7,4% em 2010. Na África Subsariana, a taxa de crescimento do produto interno bruto, em termos reais, estabeleceu-se em 5,1% em 2011 contra 5,3% em 2010. Como no ano precedente, este aumento gradual da atividade é ligado, nomeadamente, ao dinamismo das exportações de matérias-primas, principalmente de produtos mineiros. Ele revela igualmente a evolução das despesas nas infraestruturas nos países da Zona Franco.
A inflação permaneceu relativamente elevada em 2011 em relação aos níveis do ano precedente. Apesar deste contexto, os principais bancos centrais continuaram a apoiar o crescimento económico, tendo em conta ao aumento das preocupações relativas à procura. Portanto, os principais bancos conservaram políticas monetárias acomodatícias.
No mercado do câmbio, o euro valorizou-se de 5,0% em relação ao dólar e de 1,2% em relação à libra esterlina, em média durante o 2011. Todavia, em relação ao Iene, a moeda única europeia desvalorizou-se de 4,5%, durante o mesmo período homólogo.
Nos Estados membros da UEMOA, a atividade económica sofreu do contexto pouco favorável, marcado pela prosseguição da crise da dívida soberana na Zona euro e nos Estados Unidos da América, bem como pelos efeitos da crise pós-eleitoral surgida na Côte d’Ivoire. Esta situação induziu uma baixa sensível do crescimento económico. O produto interno bruto registara assim, em termos reais, uma progressão de 0,6% em 2011 contra 4,4% em 2010.
A taxa de inflação, na UEMOA, fixou-se em média durante o ano 2011 em 3,9% contra 1,4% em 2010, sob o efeito da subida dos preços dos produtos alimentares, em relação à baixa da produção cerealífera da campanha agrícola 2011/2012 e o impacto das tensões sobre os preços mundiais dos produtos alimentares em 2011. Esta alta da inflação revela igualmente o aumento dos preços na bomba dos combustíveis, em relação à alta dos preços mundiais do crude. Por outro lado, o aumento dos preços observado na Côte d'Ivoire durante a crise pós-eleitoral contribuiu para manter as tensões inflacionistas na União.
A execução das operações financeiras dos Estados resultou em 2011 por uma agravação dos défices públicos. O défice global, base autorizações, excluindo donativos, estimou-se em finais de dezembro de 2011 em 2.353,7 biliões contra 1.868,4 biliões um ano antes. Em relação ao PIB, fixa-se em 6,5% em 2011 contra 5,4% em 2010. O saldo orçamental básico é deficitário de 950,3 biliões, passando de 1,3% do PIB em 2010 para 2,6% do PIB. Esta situação reflita a persistência das pressões sobre as despesas correntes, nomeadamente a massa salarial, bem como as transferências e as subvenções.
As estimativas para o ano de 2011 revelam uma nítida deterioração do perfil das transações com o exterior da União em relação ao ano 2010. Com efeito, as trocas comerciais com o exterior saldaram-se por um excedente de 394,0 biliões, contra 644,4 biliões um ano mais cedo. Esta evolução é ligada à baixa do excedente da conta de capital e de operações financeiras, não obstante o recuo do défice das transações correntes.
O défice da conta corrente reduziu-se de 43,5%, para fixar-se em 958,6 biliões, sob o efeito duma melhoria sensível do saldo comercial, cujo impacto foi atenuado pela agravação do défice dos serviços, dos rendimentos líquidos e pela baixa do saldo das transferências correntes. Tendo em consideração a evolução dos ativos não repartidos, ligada nomeadamente aos movimentos na conta de operações, e as correções dos aspetos induzidos pelas assimetrias, o saldo global da balança dos pagamentos dos Estados membros da UEMOA destacou-se excedentário de 203,3 biliões contra 139,5 biliões em 2010.
Os ativos líquidos estrangeiros das instituições monetárias estabeleceram-se em 5.839,4 biliões em finais de 2011, em alta de 203,3 biliões em relação aos finais de dezembro de 2010. As reservas oficiais de câmbio aumentaram de 522,6 biliões, para situar-se em 7.293,5 biliões em finais de dezembro de 2011. Resultou daí uma taxa de cobertura da emissão monetária do Banco Central de 109,1% contra 112,0% em finais de dezembro de 2010.
Ao estabelecer-se em 10.144,1 biliões em finais de dezembro de 2011, o crédito interno registou, em ritmo anual, uma progressão de 16,4%. Esta evolução é essencialmente tributável à degradação da posição líquida devedora dos Governos que se situou em 2.330,4 biliões em finais de dezembro de 2011, em alta de 423,9 biliões em relação ao nível atingido em finais de 2010. Ela é igualmente reforçada pela alta dos créditos à economia que progrediram de 14,8%, para estabelecer-se em 7.813,7 biliões em finais de dezembro de 2011.
Num contexto caraterizado pelo controlo das pressões inflacionistas e pelo fraco crescimento económico, o BCEAO manteve sem mudar as suas taxas diretoras durante o ano 2011. Desta feita, a taxa mínima de submissão às operações de open market e a taxa de empréstimo marginal (antigamente denominada taxa de pensão) permaneceram em 3,25% e 4,25%, nível vigente desde a 16 de junho de 2009.
Em 2011, o dispositivo das reservas obrigatórias do BCEAO não mudou em relação ao ano 2010, durante o qual todos os coeficientes das reservas obrigatórias aplicáveis aos bancos foram uniformizados. Assim, o nível dos coeficientes das reservas foi fixado em 7,0% para todos os bancos da UEMOA. O coeficiente das reservas obrigatórias aplicável aos estabelecimentos financeiros distribuidores de crédito continuou igualmente o mesmo em 5,0% em todos os Estados membros da UEMOA.
O Banco Central prosseguiu em 2011 as suas operações de injeção de liquidez nos balcões de concursos semanais e mensais. As intervenções do Banco Central no balcão semanal dos concursos traduziram-se em 2011 pela injeção média semanal de liquidez de 242,0 biliões de FCFA contra 117,6 biliões de FCFA em 2010. No balcão de um mês, os pedidos realizados em 2011 situaram-se em média em 176,8 biliões de FCFA contra 89,3 biliões de FCFA no ano precedente. A taxa marginal recuou progressivamente de 3,6000% em janeiro de 2011 para 3,4041% em abril de 2011, para permanecer sem mudar em 3,2500% de maio a novembro de 2011. Em dezembro de 2011, ela estabeleceu-se em 3,2950%.
No plano institucional, o ano 2011 foi principalmente marcado pela nomeação do Senhor Tiémoko Meyliet KONE, no posto de Governador do BCEAO, pela Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA), reunida em Sessão Extraordinária a 30 de maio de 2011, em Lomé. A cerimónia de transferência de poderes e a prestação de juramento decorreu quinta-feira a 28 de julho de 2011 na Sede do Banco Central. A instalação oficial decorreu a 10 de setembro de 2011 na Sede do Banco. O Comité de Auditoria do BCEAO realizou a sua primeira reunião a 14 de dezembro de 2011, sob a presidência do Senhor Gabriel Lopes SÓ, o seu Presidente estatutário, nas instalações da Agência Principal do BCEAO em Niamey. Nesta ocasião, os membros do Comité emitiram pareceres e recomendações sobre o sistema de informação contabilística e
de controlo do BCEAO, o dispositivo de gestão dos riscos e o processo de designação dos Controladores Externos ao BCEAO.
Com vista a garantir a sua capacidade de prosseguir o cumprimento das suas missões em situação de crise, o BCEAO iniciou a realização dum Plano de Continuidade da Atividade. Os trabalhos começaram a 18 de janeiro de 2011 pela apresentação geral do procedimento de realização do PCA, seguida pelas entrevistas com as Direções dos Serviços Centrais, os Serviços da Agência Principal de Dakar e a Agência Auxiliar de Ziguinchor. Este projeto visa reduzir o impacto de um desastre a um nível aceitável, implementando uma organização, meios e procedimentos cujo cronograma de realização é de dezoito (18) meses.
A cerimónia de lançamento da edição 2012 do Prémio Abdoulaye FADIGA para a promoção da pesquisa económica, «Especial cinquentenário do BCEAO» teve lugar quinta-feira a 24 de fevereiro de 2011 na Sede do Banco Central. Esta terceira edição é denominada especial na medida em que a consagração do seu laureado coincidirá com a comemoração do cinquentenário do Banco Central em 2012.
No termo do ano 2011, as contas do BCEAO foram submetidas à verificação dos Controladores Nacionais e do Comissário Controlador nomeado pelo Conselho de Ministros. O Comissário Controlador procedeu, por outro lado, conjuntamente com o Controlador designado pela França, à análise da aplicação da Convenção de Conta de Operações.
I - CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO
1.1 - CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO INTERNACIONAL
O contexto internacional caraterizou-se, em 2011, pela agravação da crise da dívida soberana no seio da Zona euro. Esta crise, que causou a deterioração das condições financeiras dos países industrializados, exacerbou-se durante o segundo semestre do ano, acentuando a orientação desfavorável da economia mundial.
Segundo as últimas estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a taxa de crescimento da economia mundial sobressaiu-se em 3,9% em 2011 contra 5,3% em 2010. Este abrandamento revela principalmente a fraqueza dos investimentos, em ligação nomeadamente com a degradação do sistema financeiro mundial. Ele reflita igualmente uma baixa do consumo e das trocas comerciais mundiais, num contexto de inércia da produção industrial.
Nos países industrializados, a atividade económica foi menos sustentada, devido à extensão da crise financeira e económica internacional e da sua incidência sobre a procura dos agregados familiares e das empresas. O produto interno bruto registou uma progressão de 1,6% em 2011 contra 3,2% em 2010.
A nível da Zona euro, a atividade económica registou uma nítida desaceleração. A alta do PIB estabeleceu-se em 1,4% em 2011, depois de 1,9% no ano anterior. Esta situação é principalmente ligada à variação dos stocks, num contexto de relativa baixa da produção industrial. Por outro lado, a economia da Zona euro sofreu muito da deterioração do clima dos negócios, induzindo uma baixa dos investimentos. Nos Estados Unidos, a atividade económica desacelerou-se igualmente, aumentando de 1,7% em 2011, contra 3,0% em 2010, apoiada essencialmente pela orientação favorável do consumo dos agregados familiares, consecutivo à implementação das medidas de apoio orçamentais e monetárias. No Japão, a atividade económica contratou-se em 2011. A taxa de crescimento do PIB fixou-se em -0,7% contra +4,4% em 2010. Esta evolução resulta do recuo da procura interna e da morosidade das exportações de produtos industriais.
Os países emergentes e em desenvolvimento, menos atingidos pelos efeitos da crise da dívida soberana, mantiveram o seu dinamismo em 2011. Neles, a atividade económica registou uma alta de 6,2%, depois de 7,5% em 2010. Esta evolução reflita a progressão da procura interna e das trocas comerciais regionais. Assim, na China e na Índia, o crescimento permaneceu forte, fixando-se respetivamente em 9,2% e 7,2%, em termos reais, contra 10,4% e 10,6% em 2010. Na América Latina e nos Caribes, o ritmo de expansão económica foi de 4,5%, depois de 6,2% em 2010. A alta do PIB explica-se principalmente pela das despesas públicas, que contribuíram para dopar a procura interna.
Na África subsariana, a taxa de crescimento do produto interno bruto, em termos reais, estabeleceu-se em 5,1% em 2011, depois de 5,3% em 2010. Como no ano precedente, esta alta é principalmente ligada ao dinamismo das exportações das matérias-primas, nomeadamente dos produtos mineiros. Ele revela igualmente o aumento das despesas de infraestruturas, nomeadamente nos países da Zona Franco.
Num contexto de aumento das incertezas quanto à orientação da atividade, as empresas não conseguiram criar suficientemente empregos novos. Portanto, a taxa de desemprego permaneceu elevada nos Estados Unidos, situando-se em 9,0% em 2011 contra 9,6% um ano mais cedo. Na Zona euro, esta taxa permaneceu sem mudar em 10%, dum ano para outro. No Japão, a taxa de desemprego sobressaiu-se em 4,6%, depois de 5,1% em 2010, enquanto no Reino Unido, ele aumentou de 0,7 ponto percentual, para estabelecer-se em 8,5% em 2011. A inflação permaneceu relativamente elevada em 2011 em relação a nível do ano precedente. Medida pelo índice dos preços no consumidor, ela sobressaiu-se em 2,7% nas
economias industrializadas em 2011 contra 1,6% em 2010. Esta evolução é ligada à alta dos preços dos produtos alimentares e petrolíferos durante a primeira metade do ano 2011, bem como à progressão dos créditos, consecutiva às medidas excecionais tomadas em apoio à economia. Nos países emergentes, o crescimento importante acompanhou-se com pressões nos preços internos. A inflação estabeleceu-se em 7,2% em 2011, depois de ter atingido 6,1% no ano precedente.
No plano da política monetária, os bancos centrais continuaram a apoiar o crescimento económico, tendo em conta ao aumento das preocupações sobre a procura. Desta feita, a Reserva Federal norte-americana, o Banco do Japão, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco de Inglaterra conservaram as suas principais taxas diretoras a níveis próximos de zero. Em particular, o BCE aumentou as suas operações de liquidez, e manteve o seu dispositivo de compra dos valores mobiliários, enquanto a Reserva Federal norte-americana levou a cabo o seu programa de compra das obrigações de Estado. Por sua vez, os Bancos do Japão e da Suíça contribuíram para descontrair as taxas nos mercados monetários. No seio dos países emergentes, políticas monetárias mais acomodatícias foram adotadas, em resposta ao abrandamento do crescimento económico e às incertezas que pesam no financiamento das economias.
Nos mercados do câmbio, o euro, não obstante as dificuldades a que enfrentam os países da Zona euro, registou, durante o ano 2011 uma valorização global em relação ao dólar, em ligação com os efeitos induzidos da desconfiança para com os ativos norte-americanos, ligada à degradação da nota sobre a dívida pública dos Estados Unidos. Esta tendência foi confortada pelas perspetivas de estabilização da situação económica dos países da Zona euro atingidos pela crise. Assim, o curso do euro, passou, em média, de 1,3257 dólar para um euro em 2010 para 1,3920 dólar, em média, durante o ano 2011, ou seja uma valorização de 5,0%. Por outro lado, para com o Iene, a moeda única europeia desvalorizou-se de 4,5%, enquanto ela registou uma alta de 1,2% em relação à libra esterlina no período homólogo. O franco CFA, devido à sua vinculação nominal ao euro, conheceu em relação às principais moedas dos países industrializados, uma evolução similar à da moeda europeia.
Em 2011, os mercados financeiros mundiais registaram globalmente evoluções desfavoráveis, sob o efeito das preocupações induzidas pela agravação da crise da dívida soberana e das ameaças de recessão. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones e Nasdaq registaram uma evolução contrastante. Com efeito, o índice Dow Jones progrediu de 5,5%, enquanto o índice Nasdaq contraiu-se de 1,8%. No Japão, o índice Nikkei 225 recuou de 17,3%. A nível dos países emergentes, o índice MSCI Emerging Market baixou de 20,4%. Esta morosidade dos mercados é ligada aos desempenhos medíocres das empresas exportadoras e à baixa dos preços das matérias-primas.
A nível regional, as principais moedas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) desvalorizaram-se em relação ao franco CFA. Com efeito, o naira, o cedi, o dalasi e o franco guineense estabeleceram-se em baixa de 2,51%, 7,40%, 5,48% e 17,36% respetivamente.
Os rendimentos obrigacionistas registaram evoluções contrastantes, refletindo as disparidades dos indicadores. Assim, nos Estados Unidos, a taxa média dos rendimentos dos empréstimos públicos de 10 anos passou de 3,22% em 2010 para 2,79% em 2011. Na Zona euro, esta taxa sobressaiu-se em 4,31% em 2011 contra 3,79% em 2010, enquanto no Japão, ela estabeleceu-se em 1,18% e 1,12% em 2010 e 2011, respetivamente.
A título das matérias-primas, os preços dos principais produtos básicos consolidaram-se globalmente, a favor da boa procura proveniente dos países emergentes da Ásia. Todavia, a tendência altista observada desde o início do ano inverteu-se a partir de agosto de 2011, em relação ao abrandamento do crescimento na Europa e nos Estados Unidos. Comparativamente