Motivação
Conceito:
Conjunto de impulsos que orientam o comportamento de uma pessoa
em direcção a determinado fim ou objectivo.
Pode caracterizar-se o comportamento motivado como:
o Comportamento orientado para um objectivo.
o Activado e controlado por forças internas (biológicas) ou
externas (sociais).
Ex.: a fome é desencadeada por uma força interna;
O desejo de sucesso é orientado por uma força externa.
Se o objectivo é alcançado, a motivação desaparece. A motivação
mantém-se enquanto o objectivo não é atingido.
Pode-se, então afirmar que todo o comportamento humano é motivado:
comer, fazer parte de grupos, desejar ser estimado, sentir-se seguro, se
bem-sucedido, etc.
Ciclo motivacional
O ciclo motivacional é o processo desencadeado por uma necessidade que gera
um impulso que orienta e organiza a acção em direcção ao objectivo que satisfaz a
necessidade inicial.
No ciclo motivacional ocorre uma sequência: necessidade, impulso,
comportamento/resposta e saciedade.
1
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2
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3
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4
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Aspectos fisiológicos da motivação
Nos comportamentos motivados podem estar envolvidos dois grandes sistemas:
Sistema
Nervoso
Hipotálamo – Tem um papel determinante nos comportamentos motivados,
nomeadamente na fome, na sede e no sono. É esta estrutura que detecta os estados de carência, fazendo com que sintamos a sensação de carência.
Sistema
Endócrino
Hipófise – Controla as motivações nomeadas anteriormente, juntamente com o hipotálamo.
As glândulas Sexuais – responsáveis pelo comportamento sexual, numa acção combinada com o hipotálamo e outras estruturas cerebrais.
Tipos de motivação
S
a
c
i
e
d
a
d
e
1
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2
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3
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Frustração
Estado psicológico que resulta do bloqueio de um comportamento
motivado.
Estado emocional que resulta da impossibilidade ou da incapacidade de
atingir um objectivo devido à interferência de um obstáculo.
Os obstáculos podem ser externos ou internos.
O nível de frustração depende:
o do tipo de intensidade da motivação;
o da importância do objectivo a atingir;
o do tipo de obstáculo;
o da idade do sujeito;
o das experiências frustrantes vividas;
o da personalidade do sujeito.
A frustração pode ter consequências como: a agressão e a apatia, entre
outros.
Conflito motivacional
Ocorre quando o sujeito se encontra face a motivações diferentes,
opostas, com intensidades semelhantes.
Sendo as motivações incompatíveis – a satisfação de uma impede a
satisfação da outra – o sujeito tem de optar.
O conflito surge, portanto, quando se tem de escolher a realização de
um objectivo, o que implica o abandono do outro.
O conflito ocorre quando:
o O sujeito está face a motivações simultâneas;
o A intensidade das motivações é semelhante;
o A impossibilidade de realizar duas ou mais motivações obriga o
sujeito a optar.
Os três tipos de conflito
Aproximação
-Aproximação
• O indivíduo deseja atingir dois objectivos igualmente positivos e atractivos, de intensidade semelhante. Como só pode concretizar um, tem de abandonar o outro.
Ex.: Gosto igualmente de dois CD, mas só tenho dinheiro para comprar um.
Aproximação
-Afastamento
• O indivíduo está perante uma situação que apresenta simultaneamente aspectos positivos e negativos.
Ex.: Faço uma viagem (positivo/aproximação) mas fico sem dinheiro que me faz falta para outras coisas (negativo/afastamento)
Afastamento
-Afastamento
• O indivíduo deseja afastar-se de duas situações igualmente negativas e repulsivas de intensidade semelhante. Como só pode afastar-se de uma, não pode evitar a outra. Ex.: a criança come a sopa ou fica sem brincar.
+
+
+
-
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-Podemos traduzir graficamente os três tipos de conflito que acabámos de
descrever:
- Sujeito
+
- Modo positivo
-
- Modo Negativo
Conflito
de
aproximação-aproximação (valências positiva-positiva).
Conflito
de aproximação-afastamento (valência postivia-negativa).
Conflito
de
Teorias da motivação
Teoria de Maslow
As motivações humanas organizam-se segundo uma hierarquia de
necessidades.
A satisfação das necessidades superiores depende da satisfação das
necessidades básicas.
Esta teoria apresenta-se numa pirâmide em que na base estariam as
necessidades fisiológicas – asseguram a sobrevivência – e no topo as
necessidades de auto-realização.
Teoria de Freud
(Ler unidade 1 e unidade 4)
Libido
Energia inata que nos motiva e possibilita sobreviver. O impulso sexual
seria uma das suas mais importantes manifestações. O impulso sexual seria uma das
suas mais importantes manifestações.
Pulsão
Força ou energia que tem origem numa tensão orgânica e que orienta o
comportamento do indivíduo num determinado sentido. Na base do dinamismo
psicológico estariam as pulsões. Têm a sua origem no id e para se concretizarem
procuram tornar-se conscientes, portanto, aceder ao ego. Essas pulsões são sobretudo
de origem sexual.
Origem da pulsão – zona do corpo que gera tensão;
Objecto da pulsão – meio que permite a descarga da tensão que produz
prazer.
A satisfação das pulsões permite atenuar a tensão orgânica: as actividades
que permitem uma descarga de tensão para produzir prazer. Os diferentes estádios de
desenvolvimento distinguem-se pela zona erógena, assim como pelo objecto em que a
libido é investida.
Dois grandes tipos de pulsões: as pulsões de vida, em que predomina a
pulsão sexual, e as pulsões de morte, que se manifestam através da agressão e
destruição.
Conflito
As três instâncias do psiquismo – id, ego, superego – têm características e
dinâmicas próprias, muitas vezes incompatíveis. Assim, as pulsões que tem origem
no id – que se orienta pelo princípio do prazer e que visa a satisfação das
necessidades – procuram tornar-se conscientes para se realizarem através do
comportamento. Contudo, o superego, que integra as normas e valores sociais,
impede esse acesso. O ego – que se orienta pelo princípio da realidade – sofre as
pressões do id e do superego, que são contrárias, gerando um a situação de conflito.
É o ego que tem de decidir pela realização, ou não, da satisfação das
pulsões através de comportamentos. As situações de conflito vividas pelo ego são
geradoras de tensão, ansiedade e angústia. Os mecanismos de defesa do ego são
meios para atenuar estas situações.
Mecanismos de defesa
Estratégias inconsciente a que o ego recorre para atenuar a tensão, a
ansiedade provocada por situações de conflito.
É graças aos mecanismos de defesa do ego, que o indivíduo não lida
directamente com a origem do problema, protegendo-se.
Recalcamento
Mecanismos em que os impulsos, desejos e sentimentos inaceitáveis ou desagradáveis são mantidos no inconsciente sendo impedidos de aceder ao ego, ou seja, são afastados da consciência.
As recordações ameaçadoras, causadoras da ansiedade, são “esquecidas”. Ex.: uma pessoa “esquece-se” que foi violada.
Regressão
Mecanismo em que são adoptados comportamentos característicos de uma fase anterior do desenvolvimento, de um nível etário anterior, durante a qual o sujeito se sentia mais seguro e mais confiante.
Ex.: uma criança que teve um irmão volta a fazer chichi na cama e a querer a chupeta.
Projecção
Mecanismo em que a pessoa, não admitindo para si sentimentos experimentados porque são indesejáveis, atribui-os a outras pessoas. Ex.: uma pessoa invejosa atribui este sentimento aos amigos ou à sociedade em geral.
Sublimação
Mecanismo em que a pessoa substitui um objecto que lhe satisfaria a motivação por um outro socialmente mais bem aceite.
O impulso inaceitável converte-se em acções aceitáveis. Ex.: uma pessoa agressiva ingressa na polícia.
Racionalização
Mecanismo em que as verdadeiras razões de um comportamento são distorcidas por justificações racionais.
Ex.: uma pessoa que não pôde ir a uma festa diz que não foi porque não queria ir.
Compensação
Mecanismo em que o indivíduo desenvolve actividades que valorizem ou compensem incapacidades, medos, sentimentos inconscientes de inferioridade.
Ex.: o sentimento de inferioridade pode ser compensado por uma actividade muito competitiva no mundo dos negócios.
Deslocamento
Mecanismo em que o indivíduo transfere sentimentos, emoções e impulsos para um outro objecto substituto, para uma pessoa a quem originalmente não se dirigiam.
Ex.: um trabalhador grita com um colega depois de criticado pelo chefe.
Formação Reactiva
Mecanismo em que o indivíduo apresenta comportamentos opostos ás pulsões para manter as características indesejáveis reprimidas. Ex.: manifestar comportamentos afectuosos relativamente a alguém que se detesta.