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Academic year: 2021

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16°

TÍTULO: A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E O SEDENTARISMO EM ESCOLARES TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: EDUCAÇÃO FÍSICA SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: FACULDADES INTEGRADAS PADRE ALBINO INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): VINICIUS DOS SANTOS MAFEI, ADILSON APARECIDO MARTINS FONTES, EVERTON MATHEUS DIAS, RENAN BRUMATI RODRIGUES

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): ADEMIR TESTA JUNIOR ORIENTADOR(ES):

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1. RESUMO

A inatividade física facilita o surgimento de doenças, acarretando doenças crônicas e doenças comuns. Um fator que vem contribuindo para o sedentarismo é o fator do grande avanço em nossas tecnologias, deixando a nossa população dependente de celulares e computadores. Tal tecnologia faz com que as pessoas deixem de ir ao supermercado e lojas, afinal com um '' clique'' no celular, é possível comprar qualquer mercadoria, a qualquer distância, sem sair de casa. Objetivou-se conhecer o nível de obesidade, sedentarismo e prática de atividade física em escolares. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica, utilizando como descritores: obesidade e sedentarismo em escolares, nível de atividade física em escolares. Foi encontrado que jovens e adolescentes não são tão ativos como atualmente como há cerca de 20 anos. O meio escolar é a oportunidade de influenciar com grande frequência a importância da atividade física, assim provendo programas e trabalhos para saúde, pois assim há possibilidade de favorecer o desenvolvimento de uma população ativa, dentro e fora da escola. A adolescência por ser uma fase de crescimento e conhecimento para o jovem é onde começa a fase da construção da autoimagem diante da população. Por esse momento de mudanças, é onde se observa mais de 30 milhões de crianças com sobrepeso. Conclui-se que há necessidade de promover aprendizagens nas aulas de Educação Física que favoreçam a construção de valores positivos frente à prática de atividades físicas relacionadas à saúde.

2. INTRODUÇÃO

A inatividade física facilita o surgimento de doenças crônicas, e o aumento do sedentarismo em qualquer idade. Juntamente com a inatividade, o avanço da tecnologia é outro fator que contribui para esses problemas em nossa sociedade.

Estima-se que as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) é um dos principais fatores responsáveis pela maioria das doenças e mortes em muitos países, isso de acordo com a Organização Mundial da Saúde. O tabagismo, o consumo abusivo de álcool, a inatividade física e a alimentação não saudável são os principais fatores que mais matam no Brasil segundo dados do Ministério da Saúde (BRASIL, 2011).

Ferreira (2010) nos mostra que os jovens e adolescentes de hoje em dia não são tão ativos como antigamente. Isso acontece devido ao avanço tecnológico, pois os jovens passam muito mais tempo em frente à TV, computadores e celulares

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deixando de lado a pratica de atividade física, aumentando assim os riscos à saúde junto com o sedentarismo.

Observamos então que o aumento do sedentarismo e o avanço tecnológico vêm se tornando um problema para a saúde dos jovens e adolescentes de hoje em dia. Por esses motivos, Pelegrine et al. (2008) diz que é no âmbito escolar onde deve desenvolver programas para a saúde, e a importância da Educação Física escolar. Visando a pratica de atividades físicas dentro e fora das escolas, com objetivo de prevenir doenças crônicas não transmissíveis e o sedentarismo.

O período de escolaridade mostra para as crianças e adolescentes, a importância da pratica de atividade física para a prevenção de DCNT e obesidade (GOULART, 2011).

3. OBJETIVO

Conhecer o nível de obesidade, sedentarismo e prática de atividade física em escolares.

4. METODOLOGIA

O estudo trata-se de uma pesquisa qualitativa e transversal, que consistiu na análise das teorias e dados publicados sobre acidentes com crianças em diferentes contextos.

5. DESENVOLVIMENTO

O presente estudo trata-se de uma revisão da literatura. Foi feito o levantamento em diferentes bases de dados, utilizando os descritores: obesidade e sedentarismo em escolares, nível de atividade física em escolares. A busca foi realizada nos idiomas inglês e português. Todo o material foi lido e comparado através da leitura crítica de revisão bibliográfica.

6. RESULTADOS

A partir do crescimento da criança, ela passa a ter a capacidade de se auto avaliar. Com o contato com a sociedade, com diferentes pessoas, a criança passa a forma seu próprio estilo de vida, assim transmitindo sua aparência. A adolescência é vista como uma fase de transformação, ou seja, o momento em que a aparência é levada a mais a sério, onde os jovens estão em formação. Assim com transformações, a insatisfação e com consequência disso pode causar problemas psicológicos.

Quando existe uma boa relação entre os níveis de atividade física, diminuindo riscos de doenças não transmissíveis, como câncer e hipertensão. Além disso,

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também previne a obesidade. A atividade física seja em nível moderado ou intenso ajuda na redução da gordura visceral e dos níveis de triglicérides em crianças e adolescentes com sobrepeso (TENÓRIO, 2010).

Segundo Costa et al. (2001) a merenda escolar, juntamente com o trabalho do profissional de Educação Física, merendeiras e nutricionistas auxiliam na nutrição dos alunos, proporcionando a eles hábitos saudáveis de alimentação.

Com o avanço da industrialização e da economia de troca em um mercado sistematicamente global, surgiram as redes de fast-food de inspiração norte americana, tratando-se de verdadeiros centros comerciais de alimentação num espaço único. “Nele é proposto toda espécie de fórmulas rápidas: pizzas ou o trio refrigerante-hambúrguer-batata-frita (FISCHLER, 1998, p. 852).

Fischler (1998) diz que é na infância que se inicia a socialização alimentar, através da família, pois é onde o bebê é estimulado a se alimentar.

Por outro lado, Franco (2004) de certa forma defende o habito de fast-food e diz que não é uma regressão alimentar e sim uma forma adaptada de alimentação rápida conforme a cultura urbana e seu ritmo.

Segundo Silva et al. (2009), a falta de atividades físicas regulares, além de ser um fator de risco de várias doenças crônicas também levam muitas crianças e adolescentes a obesidade.

Através do grande avanço da tecnologia, a sociedade em que vivemos, estão diretamente relacionados pelo fácil acesso a meios de tecnologia e comunicação, e com a junção dos dois, se tornou um estilo de vida aliados um ao outro.

Segundo Farias (2009), para manter o controle de sobrepeso e da obesidade em jovens, é preciso a pratica regular de atividade física.

Anceshi (2016), mostra que a obesidade se inicia na infância, sendo assim, 50% do peso presente na infância é fator indicativo da obesidade na vida adulta. Uma das consequências preocupantes é hipertensão arterial.

A maioria das crianças a baixo de 5 anos está acima do peso. Mais de 30 milhões de crianças com sobre peso vivem em países em desenvolvimento e 10 milhões em países desenvolvidos. Nas últimas décadas ouve progressiva redução da desnutrição infantil, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (ANCESHI, 2016).

Pelegrini et al. (2008), diz que a obesidade vem se tornando um grande problema para crianças e adolescentes. Sendo assim, então cabe a escola e a todos profissionais da área de educação trabalhar de forma em que as crianças e adolescentes tenham uma boa educação alimentar, evitando problemas com

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sobrepeso no decorrer de seu amadurecimento.

Devido ao desenvolvimento tecnológico, os níveis de atividade físicos entre as pessoas de todas as idades vêm diminuindo. Com isso os níveis de sedentarismo, obesidade e riscos de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) vêm aumentando e se tornando um grande problema mundial.

Podemos relacionar as atividades físicas como um bem essencial para a saúde na infância, onde a ausência de prática do mesmo pode trazer problemas com sobrepeso (MATSUDO, 2015).

Pelegrini et al. (2008) indica a adolescência como principal faixa etária alvo do avanço tecnológico. Gallahue et al. (2005) complementa que quanto mais tempo os adolescentes passam frente à televisão, computadores e vídeo games, maior é a inatividade física e o cumulo de gordura corporal.

Marques (2016), diz que uma grande parte dos adolescentes praticam exercícios, porém não o suficiente para alcançar retornos positivos benéficos à saúde na qual o corpo necessita.

Com relação a pratica de atividades físicas, podemos observar a seguir algumas pesquisas que nos mostra os níveis da pratica de atividades físicas entre jovens e adolescentes de todo o Brasil.

Em um estudo realizado por Fermino et al. (2010) em Curitiba – PR, com cerca de 1.500 adolescentes entre 14 e 18 anos de escolas publica mostrou que apenas 14,5% praticam atividades físicas semanais conforme o recomendado, gerando uma insatisfação com sua imagem corporal.

Hallal et al. (2006) realizou uma pesquisa com 4.452 adolescentes da cidade de Pelotas no Rio Grande do Sul, entre 10 a 12 anos de ambos os sexos. Os resultados apontaram que 58,2% dos indivíduos são insuficientemente ativos.

Mello et al. (2012) nos mostra 117 adolescentes da cidade de Franca – SP de 14 a 18 anos de idade, sendo 21,4% inativos fisicamente.

Fidelix et al. (2009) mostra, em seu estudo realizado com 1.028 crianças e adolescentes na cidade de Aracaju, que 77% são afetados pelo sedentarismo.

Os fatores de inatividade física, sedentarismo e obesidade desenvolve nas crianças, adolescentes e jovens uma imagem corporal insatisfatória, como nos mostra o estudo de Carvalho et al. (2012), onde 73% dos adolescentes pesquisados na cidade de Castanhal no Pará, afirmam estar insatisfeitos com sua imagem corporal, sendo o sexo feminino o mais afetado.

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Diante desses resultados, podemos destacar a importância do papel da Educação Física escolar e familiar para a influência de uma vida ativa e saudável nas crianças.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Foi possível constatar no presente estudo que, devido aos novos hábitos de vida da sociedade, a população vem sofrendo com o aumento da taxa de obesidade e a inatividade física entre jovens e adolescentes. Esses fatores vêm aumentando devido ao grande avanço tecnológico, onde o interesse por celulares, computadores entre outros aparelhos eletrônicos se tornou maior que o interesse na prática de atividades físicas.

Outros fatores de riscos que influenciam o problema da obesidade são os “fast-food” que proporcionam uma alimentação rápida, porem extremamente calórica. Isso ocorre devido ao ritmo das grandes cidades, aumentando assim os ricos de DCNT como diabetes, colesterol, triglicérides, doenças cardiovasculares, problemas respiratórios na população.

Diante desse contexto, profissionais e estudiosos dessa área apostam na Educação Física Escolar para promover a aprendizagem e o interesse em atividades físicas, além da educação alimentar, favorecendo o desenvolvimento saudável das pessoas na sociedade.

8. FONTES CONSULTADAS

ANCESHI, S. A.; CORDEIRO J. P.; CUNHA, M. R.H.; DALMASO, S. B.; FERREIRA, L.G.; LEOPOLDO, A. S.; LEOPOLDO.A. P. L. Hipertenção em estudantes da rede publica de Vitória-ES: influência do sobrepeso na obesidade. Revista Brasileira

Medicina do Esporte – Vol. 22, No 1 – Jan/Fev, 2016.

BRASIL. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Ministério da Saúde. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/plano_acoes_enfrent_dcnt_2011.pdf

Acesso em 02/09/2016.

CARVALHO, D. C. G.; SANTIAGO R. S. D. C.; SILVA. A. O.; TAVARES. A. G. C. Autopercepção da imagem corporal relacionado ao índice de massa corporal de adolescentes escolares do município de Castanhal/PA. R. Min. Educ. Fís. Viçosa, Edição Especial, n. 1, p. 443-451, 2012.

FARIAS, E. S. Influence of programmed physical activity on body composition among adolescent students. Jornal de Pediatria, v. 85, n. 1, p. 28-34, 2009.

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FERMINO, Rogério, C.; HINO. A. A. K.; RECH, C. R.; REIS, R. S. Atividade física e fatores associados em adolescentes do ensino médio de Curitiba, Brasil. Revista, Saúde Pública. São Paulo, v.44, n.6, p. 986-995, 2010.

FERREIRA, C.T. Conhecimento sobre fatores de risco para doenças crônicas em professores e alunos de uma escola do interior do Rio Grande do Sul. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Educação Física). Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, RS, 2010.

FIDELIX, L. Y.; SILVA, A. F; SILVA, D. A. S; PELEGRINE. A.; PETROSKI, E. L. Nível de Atividade Física e Comportamento Sedentário em Escolares. Revista Brasileira Cineantropometria e Desempenho Humano. Florianópolis, v.11, n.3, p. 299-306, 2009.

FISCHLER, C. A “mcdonaldização” dos costumes. In: FLADRIN, J. L.; MONTANARI, M. (Eds.). História da alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, p. 841- 862, 1998.

FRANCO, A. De caçador a gourmet: Uma história da gas-tronomia. São Paulo: Senac, 2004.

GOULART, F. A. A. Doenças crônicas não transmissíveis: estratégias de controle e desafios e para os sistemas de saúde. Ministério da Saúde, Brasília-DF, 2011. Disponível em: http://apsredes.org/site2012/wp-

HALLAL, P. C.; BERTOLDI, A. D.; GOLÇALVES, H.; VICTORA, C., G. Prevalência de sedentarismo e fatores associados em adolescentes de 10-12 anos de idade. Cad. Saúde Pública. Rio de Janeiro, v.22, n.6, p. 1277-1287, jun. 2006.

MARQUES A.; PERALTA M.; MARTINS J.; SARMENTO H.; COSTA C.; Identificação de padrões de atividades físicas e comportamentos sedentários em adolescentes, com recurso á avaliação momentânea ecológica. Rev. Portuguesa de Saúde Pública, 34(1):38-45, 2016.

MELLO, M. R. I. De; TONELLO, M. G. M.; NEVES, M. P. O Nível de Atividade Física em Adolescentes Escolares do Ensino Público da cidade de Franca-SP. R. Min. Educ. Fis. Viçosa, Edicão Especial, n.1, p.571-582, 2012.

PELEGRINE, A.; SILVA, R. C. R. da; PETROSKI, E. L. Relação entre o tempo em frente à TV e o gasto calórico em adolescentes com diferentes percentuais de gordura corporal. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, Florianópolis, v. 10, n. 1, p. 81-84, 2008.

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SILVA, K. S.; NAHAS, M. V.; PERES, K. V.; LOPES, A. da S. Fatores associados à atividade física, comportamento sedentário e participação na Educação Física em estudantes do Ensino Médio em Santa Catarina, Brasil. Cad Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, n. 10, p. 187-200, 2009.

TENÓRIO M.C. M.; BARROS, M. V. G.; TASSITANO, R. M.; BEZERRA, J.; TENÓRIO, J. M. ; HALLAL, P. C. Atividade física e comportamento sedentário em adolescentes estudantes do ensino médio. Revista Brasileira Epidemiol.13(1): 105-17, 2010.

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