.
.,.,
OXIGÊNIO
Fazendinha do Ribeirão
Antigas
comunidades
noSul da Ilha
mantêm
tradição
local de
produção
artesanal de
farinha
e
cachaça, preservando
asraízes
açorianas
PÁGINAS
8/9
A
cidade
pintada
na
mídia
como
dourada
e
branca
não
reflete
todas
as cores
que
Floripa
tem
7E
__o.
EVIS.
Cesar
Souza Júnior
Prefeiro eleito fala
comexclusividade
aoZero
sobre
suasmetas para
otransporte,
saúde
e o novoPlano Diretor da
Capital
EDITORIAL
DIRETO
DAREDAÇÃO
o
dia-a-dia
como
valor-notícia
Florianópolis
vive,hámuito
tempo,da
imagem
decapi
taltranquila,
seguraebela,
onde o conforto da vida moderna
chegou
sem asmazelas das
grandes metrópoles.
É
inegável
queaimprensa
e osdemaisramosda indústria de bens culturais contribuíram
significativamente
para aconstrução
dessaimagem.
Sãováriososfatores que tornamos
veículos de
comunicação
cúmplices
na
disseminação
dosenso comum ede ideias
preconcebidas
arespeito
da realidade da sociedadeemqueestãoinseridos.
Os interesses econômicose
polí
ticos dos
proprietários
dos veículosde
comunicação
geralmente
entramemconflitocomfatosque ameaçam aestabilidade econômicaesocial. O
baixo investimento em estrutura e em
profissionais
qualificados
eexperientesreduzas chances deum
jor
nalismo
investigativo
e fiscalizador.As
redações,
cadavezmaisenxutas,forçam
osjornalistas
a acumularfunções
etarefas,
oque desestimula abusca de umacoberturaaprofun
dada dosacontecimentos.
OZero,nesta
edição,
sepropôs
anão
repetir
o discursohegemônico
da mídia tradicional. A
provocação
foi areportagem deOGloboapon tando
Florianópolis
como acapital
ClasseA,que sónãoé
perfeita
porqueOPINIÃO
ONDE
O LEITOR TEM VOZfaltammarinas paraopovo
guardar
suas lanchas. Ogancho
da reportagem foi uma
pesquisa
revelando,
entre outros
dados,
queomunicípio
temamaior
proporção
de barcos depasseio
emrelação
àpopulação.
Ovalor-notícia curiosidadesuperouto
dososoutroscritériosque
poderiam
viràtonasefosse feitaaconexãoen
treosdadoscomoutrasestatísticase,
principalmente,
com umaboa apuração
decampo. Oresultado foiumao
Zero,
nesta
edição,
se
propôs
a
não
repetir
o
discurso da
mídia
tradicional
reportagemquerefletearealidade de
umaminoriacomo sefosseo
quadro
dominante da
capital
catarinense.Quando
omaiorjornal
doestado,
oDiário Catarinense,
reproduziu
a mesma reportagem, arepercussão
nasredessociaisfoi imediataelogo
aweb disseminavaoutravisãodarealidade,
maispróxima
do diaadiade moradoresevisitantesde
Floripa.
Essemovimento inverteuoscritérios
Parabénsao
Jornal
ZerodaUFSC. Asmatériaspautadas
sãotemasde relevânciaparaacomunidadeuniversitária,
porémfaz-se
necessário queosalunosredatores
ultrapassem
oslimites dasimples
exposição
de dois lados da
questão
eaprofundem
suaanálisepolítico
socialsepretendem
contribuirtifetivamente
para
transformação
da sociedadeemquevivemos.Umavisão mais
pluralista
econtextualizadasocialmente sairá dos domínios da mídia
globalizada
queaqui
noestadojá
estáestabelecidapela edição
medíocre do
jornal
DiárioCatarinense.ThaisHelena
Lippel
-Florianópolis
de notícia:parao
público,
oquedeveriasermancheteera o seucotidia
no enãoarupturadessa
rotina,
a exceção.
Passoua ser umcompromisso
nosso mostrar um pouco do outrolado da
capital
catarinenseUma das razões de ser de um
jornal
laboratório éousarfazer experiências.
E oZerodecidiuexperi
mentar ao transformar o cotidiano emnotícia.A
grande
rupturadanormalidade,
nessecaso, élevar àspági
nasdeumjornal
oqueacidadevive, mas nuncavêpublicada
nosveículosque deveriam abrir espaço para o
debate dos
problemas
ealegrias
quecompõem
odiaadia do leitor.****
É preciso registrar
que, na se mana de fechamento destaedição,
Florianópolis
eoutros 15municípios
catarinenses viveram momentos de
violênciae
insegurança
pública
semprecedentes
na história recente.Às
vezes, os fatos que não ocupam o
devido
lugar
naspáginas
dosjornais,
vêm à luz de
qualquer
maneira,independentemente
dos donos damídia.A
força
docrimeorganizado
e aapatia
do Estadopodem
ter surpreendido o
público
que pensavaestarbem
informado,
masnãoeram novidade paraasfontese osdonos das
notícias.
PARTICIPE!
Mandecríticas,
sugestões
ecomentários[email protected]
Telefone
-(48)
3721-4833Joaquim
Toscano Neto-Belém,
PA Twitter-@zeroufsc
Amigos,
valeapena.Trabalhoconsistente,esclarecedor einteligente.
Sem maisdelongas,
saboreiema novacriadas alunos docursode
jornalismo
daUFSCOMBUDSMAN
BERNARDO KUCINSKI
Denuncismo
como
gênero
, uascontendasnaseleições
paradireção
doscentrosdeensino foram
superadas pela rápida
intervenção
da reitoria.No Centrode Ciências
Jurídicas,
houveimpugnação
contraA
oprazo de apenasquatrodias úteis para
inscrição
dascha-....l1iiii000''''' pas.
prolongado
oprazo, foramhomologadas
duaschapas,
vencendoa
encabeçada pelo
ProfessorLuizCarlosCanceller,
com74%dosvotos.Na
eleição
paraadireção
doHU,além doprazocurto,oDiretórioCentral de Estudantescontestoua
participação
defuncionários daFundação
deAmparo
áPesquisa
eExtensão por serem,arigor,
terceirizados.Excluídosesses funcionários e
prolongado
o prazo, concorreram duaschapas,
vencendoalideradaporCarlos AlbertoJusto
da Silva(Paraná).
Das 11unidades docampus,noveaindaestavamemprocesso eleitoralno
fechamento desta
edição.
Escrevi o
parágrafo
quevocês acabaram de lerapartir
dacomplicada
reportagemda
página
3 doZeroanterior[edição
deoutubro].
Emportuguês
macarrônico,
desdeotituloatéaultimafrase,
citandoofatogerador
apenaslá
pela trigésima
linha,
areportagemdoZerofaztempestade
emcopo
d'água,
gastaumapágina
inteira paracontarumahistória queeuconsegui
sintetizarempoucaslinhas semperda
deinformações
essenciaise
-oque é
pior
-permite
umaleituraquefaz dareitoraavilã deumepisódio onde, pelas informações
daprópria
matéria,
elaagiu
de modoaaprimorar
oprocesso eleitoral.Se aminha leituraestácorreta, temosum
exemplo
do denuncismo comogênero.
Entresuascaracterísticasestáadenão ouviro"denunciado",
no caso a"interventora" RoselaneNeckel,
reitoradestaUniversidade,
ade destacar trechos de documentos rotineiroscomo sefossem provas
deumcrime,e adeinsinuarmá fé.Amatériafaz tudoisso. E mais: a
sucessãode títulos da última
edição
doZero,mefaztemerqueaculturado denuncismo
já
esteja
seinsinuandonoespírito
dojornal:
quase todospuxamparaaidéiade denúncia.
Amatéria sobreaadesão doHUao novosistemade
gerenciamento
proposto
pelo
governofederaljoga
uma falacontra aoutra, deixando o leitor maisangustiado
do que esclarecido. Issotambém não ébom.Gerenciamento de
hospitais
éhoje
atividade extremamentecomplexa.
É
reconhecidooproblema
daparalisia
dosserviços
públicos
porteremquerecorrer a concursos
públicos
elicitações
paraqualquer
contratação
oucompra, sempre
sujeitos
aliminares najustiça
pelos perdedores.
Aspolíticas públicas
paraasaúde dogovernofederaltemsepautado pelos
princípios
doSUS enãohárazão parasuspeitar
queestapropostaseja
uma
privatização
disfarçada
- fio condutor dereportagem.
É
falaciosooargumentodaEdileuzaFortuna,articuladora daFrenteNacionalcontraa
Privatização
daSaúde,
dequeapropostacontem"irregularidades"
entreelasanãocontratação
porconcurso ecomprassemlicitação pública.
Ora,
esseéopróprio objetivo
dapropostaenãoumairregularidade.
Aprópria
reportagemrevelaque60leitos doHU estãode sativadosporfalta depessoal.
Descobri(isso
areportagemnãodiz)
queéum emcadaquatro.Umescândalo.
Pergunto:
háquanto tempodesativados?Amatériadeveriaterseconcentradoemduas
questões
substantivas:ocontratocria"duas
portas"
ounão cria? OcontratodáemtesemaioreficiênciaaoHUounãodá?Uma
explicação
melhor decomofuncionaoHospital
das ClinicasdePortoAlegre poderia
teresclarecidoisso. Pauta:mandarum
repórter
doZeroaPortoAlegre.
AReitoriae oHUagradecem.
I r
,
ESPAÇO
OCUPADO ETRANSFORMADO/
Indice de
saneamento
na
Capital
é
ficção
Casan estima que metade dos imóveis
apresentam
alguma
irregularidade
em
Florianópolis
s dados oficiais indicam
que
Florianópolis
estáentreas 100 cidades bra sileirascommelhor
aten-dimento de saneamento
básico. A
pesquisa
foi realizada emjulho
pelo
Instituto TrataBrasil(ITB),
que avalia os índices de
população
atendida com
água
tratada e coleta de esgoto, quecorrespondem
respectivamente a98 e55%.Mas apesar do
índice considerado
alto,
o sistemadesaneamento na
Capital
está comprometido por
irregularidades
que atin gem tanto as redes de coleta quantoas
estações
de tratamento de esgoto.A
Companhia
Catarinense deÁguas
eSaneamento
(Casan)
estima que emcada bairro
atendido,
cerca de 50%dos imóveis apresentem
algum
tipo
de
irregularidade.
Noestado,
somente12%da
população
têmessesserviços
àdisposição.
Uma vistoriarealizada
pela
Fundação
do MeioAmbiente(Fatma)
entreosdias26e29 demarçonas noveesta
ções
detratamentodeesgotodaGrande
Florianópolis
encontrouproblemas
estruturais,
administrativos,
operacionaise de atendimento à
legislação
ambiental,
resultandoem umtotal de 15autuações.
Elasserãoatendidasporumtermode
ajustamento
de conduta que está sendoredigido pela
Fatmae
pela
Casan, comsupervisão
da 28°Promotoria de Justiça do Ministério
Público Estadual.A Promotoria recu sou a
primeira
propostado termo eoutraversão deve ser
apresentada
nodia22de novembro.
O
presidente
daFatmaMurilo Floresesclarece queaescolha de
redigir
umtermode
ajustamento
aoinvés depenalizar
a Casan,responsável pela
administração
darede,
se deve aostipos
deinfrações
cometidas. "NestesMulta
de
R$12
milhões
As
ligações
deesgoto clandestinas preocupam aSecretariaMunicipal
deSaúde,
que constatou alta incidência dedoenças
relacionadas àpoluição
daágua
comohepatite
A,dermatiteeconjuntivite,
principalmente
noverão. Emcarta àdireção
daCasan,odiretorda
Vigilância Municipal
emSaúdee osecretário de Saúde da
prefeitura
afirmaram que
grande
parte do esgotoque provoca as
doenças
vemdasr.edes instaladas
pela
Casan antes que as
estações
de trata-mentoestejam
pron-tas para funcionar.As
contaminações
seriam
responsabili-dade da
companhia
"aopermitir
que osusuários efetuem
li-gações
em umaredeinativa,que deveser
aúltimaetapadeumsistema
implan
tado",
dizem as autoridades municipais.
No mesmo
documento,
afirmase que as
estações
de tratamento deesgoto vemsendo autuadas
pela
Vig
ilância Sanitária desde 2007equeummonitoramento realizado em 2011
demonstrou,
apartir
de análises reali zadaspelo
LaboratórioMunicipal
deFlorianópolis (Lamuf),
que "aCasan não consegue manter umpadrão
deoperação
quegarantaaqualidade
nasaída dos efluentes das
estações
detratamento de esgoto, estando estes
naimensa maioriadasvezes emdesa
cordocom
parâmetros
aceitáveispela
legislação
sanitária e ambiental emNovembro de 2012
vigor".
O estudo sobreestemonitoramento foi entregue à
presidência
daCasanem
janeiro
de2012,
doismesesantesdavistoriarealizada
pela
Fatma. Nototal,
aspenalidades impostas
pelas
autuações
daVigilância
SanitáriaMunicipal
contraaCasan são estimadas em
R$
12milhões,
relativas a69
processos que estão em fase final de
julgamento.
Ochefe dosetor
operacional
de esgoto da Casan Oci Silva
alega
que nogeral
asestações
de tratamentode esgotooperam bem equeemalgumas
situações
isoladas aqualidade
final doeflu-ente saiu um pouco do
parâmetro.
Em
relação
às outrasirregularidades,
Silva afirmaque osvazamentos indi cados
pela
vistoriadaFatmajá
foram resolvidosequeasdemaisadequações
serão realizadas
após
adefinição
dotermode
ajustamento
de conduta.Sobreafalta de
licença
ambiental paraoperação
dasestações,
adiretoria daCasan
afirmou,
emcartaaoMinistérioPúblico,
que solicitou diversas vezesdesde 2010 a
renovação
dalicença
junto
à Fatma, mas não recebeu retornodo
órgão
ambiental.Mariana Rosa
casosé mais
importante
discutira solução
paraoproblema
doquesimples
mentemultar."
Entreas
principais
irregularidades
apontadas pela
vistoria estão a qualidade da
água
que sai de quatrodasnove
estações
detratamentoeestáfora dospadrões legais,
acontaminação
do solo porvazamento, falta de ma
nutenção
dosequipamentos
elicença
ambiental de
operação
vencida desde2010."Háumasérie de
problemas,
alguns graves,outrosnemtanto.Do
jeito
queestánãodápra
ficar",
avaliaFlores, para quemas
irregularidades
nãotêm
impacto
significativo
nacontaminação
depraias
e riosda cidade. "Seas
estações
funcionassemplenamente,
contribuiriapara melhorarabalnea bilidade.Masaindatemosmuitasliga
ções
de esgotoclandestinas,
a ocupação
desordenadaéamaiorresponsável
pela poluição",
conclui.Qualidade
daágua
foiumdos fatores avaliados navistoriaA
Vigilância
SanitáriaMunicipal
firmou umconvêniocom aCasan para fiscalizaras
ligações
deesgoto
de 18milconstruções
das diferentes
regiões
deFlorianópolis.
Nãohá levantamentosobrea
quantidade
decasasque não estão
ligados
à rede deesgotonasáreas de
abrangência
da coleta.A estimativaéqueem cada bairroatendido,
cercade 50%dosimóveis apresentem
algum tipo
deirregularidade.
Oci Silvaavalia que entreas
principais
irregularidades
estãoaausênciade caixa degordura
e acoleta deágua
de chuvaligada
na redeesgoto,oque
sobrecarrega
a rede."A
fiscalização
éimportante
paragarantir
que
seja
feita ainterligação
corretacom arede",
explica
chefe do setoroperacional
deesgotoda Casan.
Um dosmotivos paraqueos moradores
não
façam
aligação
com a redeécustodaobra. Em
alguns
bairros,como a Costeira doPirajubaé,
casasconstruídasabaixo donível da rede coletora da Casanprecisam
de umaestrutura para bombearoesgoto, oque
pode
custaratéR$ 2 mil.Silva afirmaquea Casan
já
estudou umprojeto
de financiamento dos
equipamentos
para os moradores que não
puderem
pagarestevalor,masatualmentenão hánenhum programa
em
vigor.
Ele ressalta que são poucosos casos nosquais
ocustodaligação
na redepode chegar
aestevalor, edizquena maioria doscasos osmoradores não
ligam
pordesleixo.
Abrangência
da Rede de
Esgoto
Dos
domicílios de
Florianópolis,
82
..042
são
atendidos
pela
rede de
esgoto
dos domicílios atendidos
apresentam
irregulidades
Principais
Irregularidades
---',
I"�
�
4Owcalha deáguadachuva
ligadanaredeesgoto
ZERO
ligaçãodo esgoto
emredesinativas
falta de caixa degordura
,"";Z!íJ
�.,
ligaçãodo esgotonoscanos
ZERO ENTR VISTA
CESAR
SOUZA JR.
Prefeito eleito da
Capital
expõe
suas
metas
Aprovar
novo
Plano
Diretor
ern
2013 é
urna
das
prioridades
do futuro Chefe do Executivo
DUas
semanas
após
vencer aseleições
paraaprefeitura
de Florianópolis,
umdiaapós
voltar deviagem
dosEstadosUnidos,
CesarSouza
Júnior
recebeuosrepórteres
doZeroem seu escritórionoCentroda
Capital
paraumarápida
entrevista. Nasprimeiras
horasdeumasemanacheia de
compromissos
edefinições
na suaequipe
detransição,em cercademeiahora deconversa,oprefeito
eleitofalou sobreseusplanos
imediatos.Dentreelesaintenção
dereestruturaroInstitutode
Planejamento
Urbano deFlorianópolis (IPUF),
aprovarumPlanoDiretore
implantar
alicitação
dotransportecoletivo aindaem2013, além de elevarpara 80%acobertura dasredes deesgotonacidadeduranteo seumandato.
Eleitocompouco maisde 117 mil votos,ohomemque
governará
acidadenos
próximos
quatro anos é formadoem Direitopela Univali,
foideputado
estadual por duasvezesconsecutivas esecretário deTurismo,
Culturae EsportedeSanta Catarina. Durantesua
gestão,
o novoprefeito,
quetomaposseem1°de
janeiro
de2013,
temodesafio dedesenvolverpolíticas públicas
queatendam àdemandadeumacidadecom1,7mil lanchasemetade dassuas
residênciassem acessoàrede de coleta deesgoto.
Comoserá a
elaboração
donovoPlanoDiretor?
O
primeiro
passo vaiser o fortalecimentodoIPUF. Nosso
objetivo
vaiserrecuperar o
espírito
das audiênciaspúblicas já
realizadas,
formatartecnicamenteo
projeto
do PlanoDiretore
depois juridicamente
encaminhar oprojeto
à Câmarapara que eleseja
apreciado
e votado ainda em 2013.Vamos colocar muita
energia
nisso.Vou
precisar
daparceria
da Câmara, da sociedade. Mas não
podemos
esperar mais.
Chega,
acidadejá
esperou muito
pelo
seu Plano Diretor.A gente
precisa,
dentro doespírito
das audiênciaspúblicas já
realizadas realmenteformatar,
recuperar esseespírito
eatéofinalde 2013 votaro novoPlanoDiretor.Nas últimas semanas a Câmara
Municipal
votouprojetos
de mudança
de zoneamento da cidade.Amaioriados
projetos
implica
emmais
construções
em áreas quenãotêmainfraestrura
adequada.
Osaneamentonacidadeenfrenta
hoje
doisproblemas principais:
aprecariedade
dasestações
detra tamentodeesgotoe anecessidadede
ampliação
da rede.Quais
sãosuas propostas para estas ques
tões?
Primeiro, quero deixar muito clara minha contrariedade em
relação
aalterações
pontuais
no zoneamentoenquantoacidadenãotem um novo
PlanoDiretor. Em
relação
ao saneamento, um
compromisso
de campanhanossomuitoforteé: não
permitir
maisadensamentoemáreasquenãotêmestruturadeesgotamentosanitá
rio. Temos
hoje
cercade 52% de cobertura dacidade comesgotamento
sanitárioe anossametaélevaresse
índicepara até80%em quatro anos
demandato.Agente
pode,
sim,avançar muitonos
próximos
anos,já
queé uma área que tem muito recurso
federal
disponível.
Acidade tem quecobrar daCasan,queé a
prestadora
do
serviço,
metaseprazos.Mas,alémdisso,
também tem que recuperaraquela função
que é daPrefeitura,
que éa
fiscalização.
Como pensa em administrar
o conflito entre os
"poderosos
empresanos da
construção
civil" e a
população
que sofreasconsequencias da
degradação
ambiental e da
especulação
dosetorimobiliárionacidade?
Na
eleição, já
enfrentei esse assuntode maneira bastante firme. Quero
dizer o seguinte: nãovou promover
aqui
umalutadosricoscontraospobres.Nãosetratadisso.Acidadetem
que ter
lei,
e elatem que valer paratodomundo.Ofatoé que
hoje,
como aleinãoécumprida,
àsvezesquemtemmais
condição
financeira acabaconseguindo algumas
coisas equemé mais humildefica anos
esperando
por um alvará de
construção.
A leitemqueser
cumprida,
oPlanoDiretor tem que ser
respeitado,
tem quehaver
fiscalização.
E tem que ficarmuito claropara todo mundo oque
pode
e o que nãopode.
Apartir
daícabe à Prefeitura
organizar
eexercer seupapel
defiscalização.
Como o senhor
pretende
tratarquemmora emáreas
irregulares?
Meu foco vai ser
agir primeiro
nas cercadeseis mil pessoas quemoramem área de risco em
Florianópolis.
Primeiro vamos
agir
no risco. Temmuitagentevivendoemencosta,tem
muitagentevivendoemárea deala
gamento.E paraessaspessoas
preci
samos realmente reativarosprogramashabitacionaisda Prefeitura que
estão
parados. Principalmente
emrelação
às obrasdoPACdoMaciçodoMorrodaCruzetambémem
relação
à vila do
Arvoredo,
anteriormenteconhecida como favela do Siri, e à
duais,
já
queoorçamento
daPrefeituranãodácontadetodaademanda.
A
primeira questão
é trazeraclassemédica de volta para
junto
da administração
pública municipal,
comdiálogo.
Comocandidato,
estive nosindicato.
Logicamente
que nãovoupoder
atender a todas as demandasdodiaparaanoite,maséimportante que agentetenhauma
relação
muito
próxima.
Porque
quem atende àspessoas éo
médico,
não é oprédio.
Não adianta ter
prédio
bonito. Nãovouconstruirumaúnica obra nova
nasaúdeenquanto agentenão tiver
a
normalização
do númerode médi cosnospostosdesaúdeedos médicosespecialistas.
Então, se a atual gestão teveum
foco
emobras,
aminhavai terofoconaspessoas. De
prédio
a gentejá
está razoavelmente bem atendido emFlorianópolis.
Tem queterofocona
valorização
dosprofis
sionais,nãosó do
médico,
etambémterabusca derecursosfederaise
esta-,
"No
transporte
coletivo alicitação
deve estardentrodoespírito
deregião
metropolitana"
Durante a
campanha,
foi muito destacada a proposta de uma nova
licitação
dotransportecoletivo. Comoseráfeitoisso?
Ao assumir,vamoscriaracentralde
inteligência
no trânsito. Meu focoé fortalecer essa área com técnicos.
Criarofundo
municipal
detrânsito,
que vai ser oriundo de recursos de
multaseverbas deestacionamento e
de licenciamento deautomóveis. Isso vai dar uma estrutura de
gestão
de trânsito que acidade não tinha atéagora.Na
sequência,
fazera novalicitação
e, atocontínuo,
estruturarum novoprojeto
demobilidadeurbanaede transporte
público
encaminhando esses recursos viaBNDES. Minha
ideia é
poder
formatar esseprojeto
noprimeiro
anode mandatoeiniciarNovembro de 2012
Ponta do
Leal,
no continente. Sãoquestões
bemobjetivas, já
háprojetos
no governofederale agente
precisa
buscar esses recursos para
agir pri
meiro nas áreas de risco. E
aquelas
construções
que tenham sido feitasem
descompasso
com alegislação
oufraude à
lei,
aPrefeiturapode
simexercer o seu
papel
defiscalização
eaté,
nasquesejam
muitoagressivas,
entrarcom
ações
demolitórias.A
Organização
Mundial daSaúde(OMS)
trabalha com um índiceidealdeummédicoparacada mil
pessoas, mas
Florianópolis
temum paracada quatro mil. Na úl
tima entrevistaaoZero,osenhor
dissequecolocariaacidadenesse
índiceeaté melhor.Como
quadri
plicar
o número de médicos nacidade se o mercado não forma
tantos
profissionais
porano?asobras de faixa exclusivaa
partir
de 2014.feitos eleitos da Grande
Florianópolis
justamente
para tratar disso. Faltauma efetiva
integração
entreos municípios.
Tem muita gente que pra irde
Forquilhinhas
paraSerraria,dentrode São
José,
vem atéFlorianópolis.
Oprimeiro
passo é a genteintegrar
osprefeitos.
Notransportecoletivoalicitação
temqueestardentro doespírito
deregião
metropolitana.
Osusuários do
transporte
coletivo reclamamafalta deconexãoentreaslinhase ademora dos
trajetos.
Além da
licitação,
suagestão
vaiconsiderara
possibilidade
de alterações
nalogística
dosistema? Devofazeruma reunião com ospre-Como a
prefeitura
tratará aquestão
do trans po rte marítimo? Não adianta fa zer de uma maneira desconectada,
colocaruma
barcaça
paraatravessar as pessoas
deumladoparaooutro.
Transporte
marítimo éimportante,
mas
precisa
estarintegrado
aotransporte coletivo dos outros
municípios.
Paraser
barato,
todoessemovimento
precisará
de sub sídios. Tem queser
algo
bempensado
Novembro
de 2012
,
e
interligado
aotransportecoletivodeônibus.Sófazsentidose essetranspor
te for
metropolitano, já
que 54%dos usuários do TICEN são oriundos dos demaismunicípios
da Grande Florianópolis.
Sobrea
questão
dos moradores derua,acidade nãotem
albergues
esó há umcentro de
atendimento,
quenãopermite
opernoite.
Comoo Senhor vai resolver essa situa
ção?
Noscomprometemosacriaro
abrigo
municipal
paraomorador derua.Vamosfazer nocentro da cidadee será
integrado
a outras iniciativas quejá
trabalhamnaáreasocial. Queremos
criar no
abrigo
uma alternativa dequalificação
erecuperação
dedepen
dentes
químicos.
isso
junto
à Prefeitura paranãopermi
tir queo
jovem
saiaprematuramentedosistemaeducacional. Também
agi
remos em
parceria
com o estado emnível de
segundo
grau nacriação
decentrosde
formação
profissional
nosbairros. Em Canasvieiras vai terum
centrodesse
tipo,
assimcomo um nosule nocontinentetambém.
No final de agosto foi sancionada
alei que determina que 50% das
vagas em universidades federais
sejam
destinadas para alunos da redepública,
além denegros, par dos e Índios. Como isso aumentaa
responsabilidade
daprefeitura
paraospróximos
anos?O
grande
desafio deFlorianópolis
edo Brasil é a melhoria da
educação
básica. Comrelação
aoIdeb(Índice
de De senvolvimento daEducação
Básica),
há umagrande
discrepância
entreescolas da mesma cidade. Na Trindade é"Quero
dizer que
Existe uma
pré
via de
quantas
vagas existirãonesse
abrigo?
Trabalhocom uma
hipótese
de abrir80vagasrotativas.
não
vou
promover
aqui
uma
luta
dos ricos
contra
os
pobres"
A rede munici
pal
deeducação
é
responsável pelo
ensino básico(até
oquinto ano),
período
emque a
criança
aprende
aler e es crever.Umadas20metasdo Plano Nacional deEducação
é reduzir oanalfabetismo funcional em 50%.
Como o senhor
pretende cumprir
essametaem
Florianópolis?
Vamos atuar fortemente na área da
educação, principalmente
na melhoriada
qualidade
nas séries finais. Senas iniciaisela é
boa,
nas finais elacai eé aí quemora o
perigo.
Perde mosqualidade
no decorrer do sistema. Vamos articular com o Governo
Federal através deprogramascomo o
Pró-Jovem
eprojetos
quedãoumcom-plemento
de rendaaojovem
emsituação
carente.Vamosrealizar
ZERO
excelente,
nível de escolaparticular,
na Coloninha écomparável
aosertão nordestino. Temos que
agir
nas escolas depior
desempenho
paramelhoraraqualidade
eigualar
asoportunidades.
Vamosmelhorar também
independente
debairros,
procuramos melhorarosistema como umtodo.
Florianópolis
aparece na mídianacional como umacidade classe
A,
com belezas naturais e turismo de luxo. Como desenvolver a
atividade de forma sustentávelna
cidade?
Temos uma sazonalidade muito
grande
de turismo. Notadamente norevéillon e no carnaval. Assumirei
acidade com odobro do número de
habitantesqueelatemnormalmente.
Imagine
opeso quetodaessapopu-lação
tempara osserviços
.
como coleta de
lixo,
tratamento de
esgoto,
ener-]'
fi!
gia,
trânsito.Mascidade turísticapagaesse preço. O turismo é
importante,
mas não
pode
serpredatório.
Temos quedistribuir melhoressefluxo turísticodurante todoo ano.Agente
pode
avançar muitoem trazer eventoscul
turais,
esportivos, sociais,
paraatrairo turismo fora do
período
de verão.Queremos inaugurar
um turismo de eventos, atémesmopara atenderàdemanda dos
hotéis, principalmente
donorte da
ilha,
que ficamociososfora datemporada
deverão. Voutrabalhar obsessivamentenaatração
degrandes
eventosparaacidade.
/ •
Sobre a
Copa
2014, Florianópolis
será
promovida
comosubsede?Como secretário
já
trabalhei paraatrair
seleções
depontapara acidade. Há
possibilidades
reais.Temos queaproveitar,
criareventoseatrairocircuitoda
Copa
do Mundoparaacidade.Há viabilidade de promover esses
eventospor
aqui,
mesmoficandoa300kme400 km das outrascida des sede da
região?
Trezentos
quilômetros
são três horasdecarro,35 minutosde avião. Adis
tânciaentreos
jogos
édeuma semana.Temostodoo
público
doConeSulquevirá parao Brasil. Tenho certezaque
quem estiveremPorto
Alegre
eCuritibaterábonsmotivos para viraFloria
nópolis
fazerumavisita.Florianópolis
éumacidadedefasa da naquestão
cultural secomparada a cidades comoBlumenau e
Joinville.
Como fazer para desenvolveracultura nacidade sem se
apoiar
exclusivamenteemgrandes
eesporádicos
eventoscomo oshow do PaulMcCartney?
A
função
da Prefeitura é anterior aapoiar
grandes
shows.É
valorizarquem
produz
culturaemFlorianópo
lis.
Quando
secretário,
fiz aMaratonaCultural. Forammaisde 800 artistas
locaisque
participaram.
Minhaintenção
étornaramaratonanão maisumevento
esporádico,
mas permanente,espalhada
nosbairros,
para queagentepossaofertaráreaspara queo nosso
artista local
esteja
integrado
à nossaclasse culturale à
educação integral,
levandoaculturaparadentro da sala de aula.Com
relação
agrandes
eventos, a Prefeitura
pode
ser umafacilitadora,
mas recursopúblico
temqueir paraofomento da cultura local. O
orçamento é
apertado,
portanto voubuscar recursos estaduais e federais
paraatenderessaárea.
Leonardo Lima [email protected] Lucas Inácio [email protected] Mariana Rosa [email protected] Sâmia Fiates [email protected]
E
Õ
5
LINKS
PARA A VIDA SOCIALQuem
navega
na
Ilha
é
o
barco
de
pescador
Embarcações pesqueiras
superam
em
três
vezes o
número de
superlanchas
em
Florianópolis
final de semana e overão não começou
oficialmente,
E
mas ocalor convidaparaumaidaà
praia.
Melhor ainda:ótima
oportunidade
paradarumrolêcom alanchacomprada
noanopassado,
apatroavaicurtir,ascrianças vão adorar.Finalmenteserá
possível
tirá-ladamarinaefazer valeros
R$
800 mensais quesepagaparaguardá-la,
lá, paradinha.
Muitolegal
aquela
reportagemquesaiuoutrodia.Um
amigo
passapela
mesmasituação:
querumbarquinho
parasi,masfaltammarinasnacidade.
É
assimcom as1,7milfamíliasque queremter,
podem
ter,mas nãohálugar
ondeguardar
...ê,
província!
Enfrentamosumasuperlotação
nasmarinas.Apoucosmetrosdessamarina,naBarrada
Lagoa,
osábadonão
significa
muita coisaeé hora deaproveitar
osúltimosdiasantesdo
período
de defesopara pescaromáximodepeixes
possível.
Desperta-se
às quatrohoras damatina,
esó retornacom odiajá
escuro.É importante
providenciar
opé-de-meia
paraospróximos
quatromeses,quando
seráproibido
pescaralgumas
espécies
eépreciso
sevirarcom osalário mínimo dosegurodefeso.Assim vivemosmaisde
4,5
milpescadores registrados
naregião
da Grande
Florianópolis.
Outrostantosnãotêmregistro
e,portan to,nãorecebemoauxílio,Em
Florianópolis
existem,hoje,
17 marinas, quehospedam
umtotal de 1,7mil
embarcações
depasseio,
aproximadamente.
É
unanimidadeentreosfuncionáriosqueogrossodomovimentoficanoverão. Nosoutros mesesdo ano aslanchasraramentevão paraa
água,
apenasquando
ventosfracos,
martranquilo
etemperaturaagradável
coincidemcom umsábadoou
domingo.
Aomesmotempo,aregião
tem42 comunidadespesqueiras,
nasquais
trabalhammaisde4,5
milpescadores.
A maioriadelesnãotem
condições
deregistrar
seusbarcos.ACapitania
dos 'Portoséo
órgão
que reúneoscadastros deembarcações,
econtabilizaapenas167barcos depescaoutransporte.A
disparidade
entreodado oficiale oqueseencontranosranchoséconsequência
dastaxaseimpostos,
quasesempre
impagáveis
paraospescadores
artesanais.Além doscustos usuaisde
manutenção
dasembarcações,
queenvolvemrenovação
dapintura,
trocadepartesda estrutura,motor ecombustível,
é necessáriocadastrá-las
-comofazemoscom umcarro,por
exemplo.
É
preciso
pagarseuregistro,
o seguro,alicença
ambientale arevisãofeitapela
Marinha,
emqueobarco devepossuir
boia,
extintordeincêndio,
cabosecoletessalva-vidas.Obarcocusta
aproximadamente
R$
3mil,
e omotor(usado) R$
4 mil.Nocanal da Barra da
Lagoa,
barcos depesca artesanaldividem espaçocomembarcações
depasseio
Atravessador
diminui
os
ganhos
A
figura
dointermediário,
umrevendedor entre o
pescador
e aspeixarias,
tem dois lados para ascomunidades de
pescadores
artesanais.Ele fazotrabalho
logístico
detransporte,
negociação
evenda dospeixes.
Noentanto, pagamenos aopescador
eelevaopreço finalpara o consumidor. Opresidente
daFederação
de Pescadores de SantaCatarina,Ivo da
Silva,
vêcomo necessidade
importante
paraaregião
aconstrução
depelo
menos doisentrepostos.
Com essa estrutura,
pescadores
poderiam
qualificar
maisoproduto,
limpando,
selecionando e venden do-o diretamente. Issogeraria
no vospontosdecomércioeeliminaria,
pelo
menosparcialmente,
afigura
do intermediário.
Os
pescadores
daBarradaLagoa, por
exemplo,
nunca seorgani
zaram em umacooperativa,
e porisso acabam
dependendo
do intermediário,
que compra deles pararevender às
peixarias
do Centro erestaurantesda cidade.Issocortaos
ganhos
dospescadores
quasepela
metade.Na Pontado
Leal,
parte da produção
évendidaa um intermediário,
mas ospescadores
dacomunidade conseguem se
organizar
emum esquema de venda direta ao
consumidor,
no caso, de porta emporta.O
quilo
decorvina,
para citarum
exemplo,
évendido aointermediáriopor
R$
3,00,que revende parapeixarias,
custandoR$
8,00paraoconsumidor.Deporta emporta,os
pescadores
vendemporR$
6,00.
Giovanni Bello
LauraVaz
João Geraldo
Carvalho, 52anos,
viveepesca naPonta do Lealdesdeosseteanos
de idadee
explica
outroproblema
quesuacomunidadede
pescadores
enfrenta.Omelhor
lugar
parapescarnasproximidades
éocanal que passa sobas
pontes
queligam
ilhaecontinente. Noentanto,é
proibido
pescarna
região
pcr.caussdo
tráfego
de outros barcos,prihcipalrnente
osde passeio. Emcasode
flagrante,.
aMarinhapode
apreender
aembarcação,
ea multaparaliberá-Ia
pode chegar
aR$
5,8mil. Com um recursojudicial,
obarcopode
serliberado poraproximadamente
R$ 400,depois
deuma
declaração
formalexplicando
oporquê
de nãoarcar com ovalortotal da multa.
Aescassezno maré
sentida
nasbaías sulenorte,mas
JucemarTeiX�ira,
72anos,pescador
maisvelhoem(ltividade
na Barra daLagoa,
reclama domesmoproblema.
A
praia
fica dooutroladodailha,
ondesepescaem mar
aberto,
.eaindaassimfaltam
peixes.
Com 36anosdeatividade naBarra,Teixeira
garante:
"Há15,
20anoseramelhor,sepescavaaté12toneladaspor mês.
Hoje,
em umaboa safra,pescarumatoneladaestá muito bom...
"
A falta de
peixes
nomar,somadaàmoder-nizaçãOijas
ferramentas,acabouiPor
cortaronúmerodepessoas
necessárias
paraotrabalho.Antesumbarco
empregavaaté
seis homensnassaídas,
hoje
apenas dois outrês. Oremo deulugar
aomotornosanos1990.As
pesadas
redesnãoprecisam
maisser
puxadas
comosbraços,
umguincho
espE}cial
fazotrabalhosemgrandes
esforços.Jss9possibilitou
a.
adoção
deredesdearrastomaiores·
-se
antestionam.
300metros,agora chegam
ateratétrêsmilhas decomprimento.
Apraticidade
dosnovosequipamentos
mudouocenárionaBarra.NascontasdeTeixeira hámais barcose
menos
pescadores
queantigamente.
AfacHidadedeacessoà
educaçãotambém
acabaincentivando uma
diminuição
donÚrYl.erode
pescadores.
Teixeiratemsete
filh()slf3
sÓurn.·
deles..escolheuseguir(i
profissão
dopai.
Provavelmente,nenhum
dosnovenetos
seguirá
ocaminho doavô.Geraldotemquatroirmãos que,assimcomo
ele,viraram
pescadores.
Dosseisfilhos
queteve,apenas dois
seguiram
naprofissão.
Dos cinconetos,um
acompanhaas
pescariasdoavô."Elesolham pra
gente aqui
ganhando
poucoeresolvemestudar,
nãoquerem maisessa
vida, não",
lamenta.Cenas assimsetornamcadavezmaisraras em
função
dasnovas ferramentas de pescaCO
EXÕES
LINKS
PARA A VIDA SOCIALPaciência
à prova
com o
transporte
coletivo
Usuários enfrentam
longos períodos
de espera por ônibus
e
falta de linhas
nos
fins de
semana
ntreosmaisde 72 mil caminhosque
umusuário doSistema
Integrado
deTransporte (SIT)
pode
optarem Florianópolis,
há inúmeras históriasqueserepetemdiariamente. Hácasosde
quantidades
insuficientes delinhas,
esperanasfilas dos terminais ehoras
perdidas
dentro do ônibus.Apesar
desuassemelhanças,
raramenteganham
visibilidade e acabamesquecidas
aofim de cada
trajeto.
No Terminal doRio Tavares
(TIRIO),
passavadas 21h de
quinta-feira,
oito de outubro.Alheia à confusão de ônibus
lotados,'
pessoasapressadas
eváriasoutrasestáticasnasmuitasopções
defilas,
aartistaplástica
AnaPi,de 25anos, folheia as
páginas
de um caderno comrabiscosàprocura de
algo
para passarotempo- exatos
quarentaminutos atéo
próximo
ônibus da linhaCostadeDentro
chegar.
"Venho do Terminal doCentroeacabo deperder
aintegra
ção
por4minutos.Agora
perderei
mais40minaqui.
Escreveisso!", dizaoempolgar-se
com aoportunidade
de expor asituação
rotineiradeseu
trajeto
de volta paracasa,já
quedesistiudereclamar paraosfiscais que ficamnoTerminal.
Ela
justifica
suaindignação
com o sistemaintegrado pela
falta de linhas do TIRIO até obairro Costa de Dentro, onde mora,
(apenas
duas das181 existentesnaCapital)
epelos
horáriosescassos no
período
noturno(somente
oitoMais de 157 mil
passageiros
por diadependem
doserviço
emFlorianópolis
ônibusdas 20hOO à OOhOOparaum
trajeto
queatende à demanda de seis bairros
diferentes).
Aos
domingos,
alinhaCostadeCima,que circulana mesma
região,
nãotemnenhumhorário,
comooutras80emtodo
município,
"comose aspessoasnão
precisassem
sairnofinal desemana",ironiza. A artista
plástica
defendeque, porser umdireito
público,
que deveriasergratuito,
oserviço
émuitocaro epouco eficiente.A
opinião
écompartilhada pela
estudanteMariaEduardaSoares,de22 anos,que também
sabe oque
significa
contarminutosnaesperadeônibusnoTIRIO.
"Já
levei quatrohoras,
em um diaútil,
parafazer otrajeto
deIngleses
aAçores".
Soares, que diariamente leva duas horas
para irde sua casa, em
Açores,
até a Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC),
nãoSistema
integrado
é
criticado
em
Palhoça
Se nos terminaisde
Florianópolis
as reclamações
são constantes, emPalhoça,
ondeosistema
integrado
foiimplantado
emjulho
desseano,as
queixas
ganham
umtomde revolta.A
expressão
deindignação
deMaria Miranda,
56anos, éporgastarR$
4,20
parafazero
trajeto
do bairro BelaVista,ondemora,atéoTermínal Central de
Florianópolis
(TICEN).
Miranda paga
R$
2,65
notrajeto
bairro-Estação,
emaisR$
1,55,para iratéoTICEN,pois
osistemade
Palhoça
nãofuncionacomtarifaúnica,
oquesignifica
queaomudarparaumônibus quecustamais,paga-sea
diferença.
Nem mesmo o ônibus novo daJotur, for
radocomadesivosdestacandosupostas
quali
dades do
serviço,
convence a usuária de que ovalor daviagem
éjusto.
Mesmo assim,seutrajeto
parachegar
ao trabalho é feito diariamente,saindo5h30da manhã decasa,no
bairro BelaVista,para pegaro
primeiro
ônibusdodia e
chegar
àEstação
Palhoça
por voltadas
6h30, quando
embarcaemoutrocomdestinoao Centrode
Florianópolis
(antes
daintegração,
íadecasa aoCentro usando apenasum
ônibus).
Como nãoháintegração
tarifáriacom osistema
intermunicipal
daCapital,
elapagauma novapassagem até o
Abraão,
parafinalmente
chegar,
15minutosatrasada,
aolo cal onde trabalhacomobabá.Nos
domingos, quando
Mirandavai paraFlorianópolis
cuidar damãe,asolução
é saircedo paranãopegar trânsito. "O
problema
é queoprimeiro
ônibuschega
nobairro às5h50da manhãe o
próximo
só às08hOO",
reclama.Háum ano emeio,
quando
mudouparaPalhoça procurando
um local maissossegado
para morar,ela pensou que pegarseis ônibus
por dia não seria
problema. Após
registrar
maisde três
reclamações
naouvidoriadajotur,
principal
empresa daregião,
mudou deopin
ião,
principalmente
aosentiracontapesarnobolso: "nãosei exatamente quanto gastopor
mês,
masacabo de colocarmaisR$
50no meucartãoesei que nãoduraumasemana". Em
Palhoça
colocar dinheiro no cartãosignifica
pagaro mesmopreço dapassagem
comprada
comdinheirovivo.
Thaine Machado
thaíne.rnachaooesqmall.com
Passagens
vendidasMais
de
de
cartões
emitidos
em9
anos Custo médio de cada carro Idade média dos ônibusArrecadação
mensalexecutivos
Novembro de
2012
ZERO
serendeu às regras doSITedecidiu mudar de
endereço,
indomorar naTrindade.O dinheiroantes gasto com o passe de
estudante, R$
70por
mês,
éagoradestinadoaajudar
noaluguel,
juntamente
com o salário doemprego que arranjou
numaacademia do bairro.Aestudanteéprática:
"otempoqueeuperdia
noônibusago ra euganho
trabalhando".Quem
nãoreclama deperder
temponoônibus é Carlos Eduardo
Santos,
que trabalha há doisanos comomotoristada empresaTransol,
na linha Titri-UFSC. Aos 32 anos, Santos faz
partedalistade2.250motoristasecobradores
quetrabalhamna
Capital
(cada
ônibusprecisa
de,
emmédia,
2,5motoristase2,3cobradores,
o querepresenta 60% docusto paramanterosistema).
Após
seis horas novolante,
o funcionáriovira maisumusuário deônibus
querendo
voltarparacasa
após
o trabalho.NoTerminal deCanasvieiras, onde
aguarda
opróximo
ônibuspara o Rio
Vermelho,
Santos garante que aintegração
facilitou suavida,
"porque
antes oônibusiadoCentroatéoRioVermelho
pegando
e
largando
genteemtodosospontos".
Ele aindaacrescenta:"não dá para
agradar
todo mundo".O motorista tem razão, as maisde 72 mil
combinações
detrajeto
nãoagradam
toda apopulação
deFlorianópolis.
E,paraalguns
usuários,
estãolonge
disso.�.0Ji]
riJE)�
gill
"Já
acabpu
Otempoemqueosistema
integrado
erabom",
dizo
jornalista
João Batista Soaresenquanto aguarda
seuônibuschegar
noTIRIO. Aos 70anos,omorador do
Campeche
lembra aconfusão
dequando
osistemafoiimplantado,
em2003: "Foi umsusto, uma
migração
intensadetodoo
jeito".
O esquemaque distribuía 131linhas cobertas porumaafrota de 360
ônibus,
semcontaro investimentodeR$ 27
milhões da
prefeitura
nosistemaviário,
nãoagradou
imediatamenteosmoradores da
capital.
Após
nove anosdefuncionamento,a demanda aindaé
praticamente
a mesma
(mais
de cinco milhões depassagens/mês),
e os 110 ônibusincorporados
à frotadeum atendimento
igualou pior,
porum motivo que Soares sabe bem:
"otrânsito saturou". Mudandoa
expressão,
ojornalista
sorriaorelembrarque "trinta, quarentaanos
atrás fumava-senos
ônibus,
asfichaseram de
papel
equando
se puxavaa