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TCC_MANFRINATO FILHO_Avaliação do Abastecimento de água da cidade de Sinop MT

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Avaliação do Sistema de Abastecimento de Água da Cidade de Sinop-MT

Evaluation of the Water Supply System of Sinop City-MT

Hugo Manfrinato Filho1, Cézar Cláudio Granetto2

Resumo: No presente trabalho, avaliou-se o sistema de abastecimento de água do município de Sinop/MT, através dos parâmetros descritos no Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água – PNCDA, com o objetivo de determinar os índices e comparar com diversos sistemas operacionais no Brasil. O procedimento da avaliação consiste na aplicação dos dados de todos os sistemas de fornecimento ativos em Sinop, dados estes fornecidos pela empresa Águas de Sinop S. A. o trabalho constatou um percentual de perda na distribuição de 45,40%, 35,02% do índice de faturamento da empresa e o índice de perda por ligação apresentou 369 L/dia.lig. Fora percebido o decréscimo de 15,44% de água não faturada no periodo da avaliação. Ao todo as perdas de água chegam à um valor estimado de R$ 10.476.976,40 milhões de reais.

Palavras-chave: Abastecimento de água, indicadores de perdas, perdas no abastecimento de água.

Abstract: In the present study, the water supply system of the municipality of Sinop / MT was evaluated through the parameters described in the National Program to Combat Water Waste - PNCDA, with the objective of determining the indexes and comparing them with various operating systems in the Brazil. The evaluation procedure consists of the application of the data of all the active supply systems in Sinop, data provided by the company Águas de Sinop SA the work found a percentage of loss in the distribution of 34.98%, 45.51% of the index of and the loss per connection index showed 369 L / day / liq. It was noticed the decrease of 15.44% of unbilled water in the evaluation period. In all, water losses amount to an estimated value of R$10,476,976.40 million in real. Keywords: Water supply, loss indicators, losses in water supply.

1 Introdução

A água é um recurso natural finito, nesses episódios de crise hídrica que ocorrem com certa frequência em todas as partes do mundo, as operadoras de saneamento, captação e distribuição de água, são submetidas aos pesados questionamentos da população e imprensa, especialmente quanto ao planejamento, é fato no Brasil o exercício do planejamento não ter relevância que mereça, mas talvez o maior problema não seja a falta de planejamento ou a qualidade dele, e sim a pouca atenção à execução e avaliação periódica dos instrumentos de planejamento disponíveis (ABES, 2015).

Vale ressaltar que a água é vital e de suma importância para a sobrevivência do ser humano e é um recurso limitado, ou seja, tratar da preservação da água e seu uso consciente é um dever de todos nós. A qualidade com que a água chegue até o consumidor final também é importante e deve ser prioridade pela parte da empresa.

O favorecimento pelo sistema de abastecimento de água é uma das fundamentais prioridades da população, tanto em quantidade quanto em qualidade adequadas são de suma importância quando relacionadas ao desenvolvimento industrial e à saúde, grandes esforços e investimentos são realizados na área, tornando possível o transporte e distribuição de água potável e de boa qualidade ao número máximo de usuários possíveis, especialmente em países menos favorecidos por água potável (TSUTIYA, 2006). Na procura em otimizar os lucros, tratando a água como produto devidamente tratado e transportado, portanto comercializado, a inserção de parâmetros para avaliação do sistema faz-se necessário, uma vez que a água que passa por todo o processo e não é faturado pela empresa ocasiona prejuízo na receita da

companhia, esses valores não faturados são surpreendentes.

A possibilidade de identificar resultados do desempenho no processo de distribuição desde a origem ao consumidor final, e analisar o rendimento diante de outras empresas nacionais e internacionais do ramo de abastecimento de água. O empenho de órgãos regularizadores em ter-se referências padronizadas que indiquem possíveis erros operacionais agrega valor no sentido da preservação de recursos naturais, uma vez que a imposição de algum orgão que reprima a má utilização da água ainda é projeto de lei.

Este trabalho nortea-se no sistema de distribuição de água, com origem na captação até a micromedição até o consumidor final devidamente credenciado pela empresa responsável pelo fornecimento da água, a equiparação do sistema operacional com outras empresas do ramo faz com que as gestões dessas companhias cresçam e obtenham resultados das diferentes etapas que consistem o sistema de abastecimento em geral e avanços progressivos na meta de preservação do recurso hídrico em questionamento, a água.

Com uma população estimada segundo as informações do IBGE (2010) de aproximadamente 132.934 habitantes, Sinop, Mato Grosso, tem o fornecimento realizado pela empresa privada Águas de Sinop S. A. - ASSA, que faz parte do grupo Nascentes do Xingú presente em outras 24 concessões no MT. Desde a captação até distribuição da água aos consumidores, o fornecimento é dividido por setores de fornecimento que tem a função de distribuir a água por todos os ramais e sub-ramais que lhe incorporam.

1Acadêmico de Engenharia Civil, UNEMAT, Sinop-MT, Brasil, E-mail: [email protected]

2Professor, UNEMAT, Sinop – MT, Brasil, E-mail: [email protected]

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Diante dos indicadores expostos no Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água – PNCDA, fora realizado a avaliação do sistema operacional com fundamentação nos indicadores de perdas adotados pela International Water Association – IWA, interligando e equiparando os dados da empresa Águas de Sinop S. A. com os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS, no ano referência de 2013.

Qualquer indústria produtiva e moderna se empenha para maximizar a eficiência interna, consequentemente, aumentando o seu faturamento, os indicadores de desempenho são recursos indispensáveis para avaliar até que ponto as metas são atingidas, uma vez que as decisões da equipe gestora é sustentada pela análise das têndencias e resultados reais (ALEGRE, 1998).

Para interpretação das perdas do método do balanço hídrico foi o proposto pelo autor, levando em consideração que as informações que compunham os índices de perda no sistema de abastecimento de água são fácilmente encontradas neste método.

2 Revisão Teórica

É um problema de todos as perda de água em redes de distribuição, exigindo uma administração estratégica e bem articulada a fim de focar no aumento da receita, na melhoria da eficiência dos serviços prestados, no desempenho financeiro, na redução dos custos operacionais e no aumento da oferta sem que seja prioritário expandir os sistemas de produção de água (COPASA, 2003).

A população no Brasil cresceu ao longo dos ultimos 19 anos cerca de 23%, como aponta as médias do IBGE que relatam o ano de 2010 como ultimo ano de estudo visto na tabela 1, a estimativa para a população atual no ano de 2016 é cerca de 132.934 habitantes, esse aumento acarreta na progressão positiva do censo demográfico, gerando cada vez mais demanda do consumo da água, o percentual de crescimento é elevado e situações com alto índice de população por metro quadrado o sistemas de transição da água acaba sendo complexo, e nescessita de uma gestão de qualidade.

Tabela 1: População em diversas regiões. ANO SINOP MATO GROSSO BRASIL

1991 38.374 2.027.231 146.825.475 1996 53.959 2.208.665 156.032.944 2000 74.831 2.504.353 169.799.170 2007 105.762 2.854.642 183.987.291 2010 113.099 3.035.122 190.755.799 Fonte: IBGE, 2010.

Cabe ressaltar a diversidade de considerações sobre o que são perdas e o que não é perda em sistema de abastecimento de água. Por não ter legislação vigente não há orgão que fiscaliza as ações operacionais das empresas, portanto, os parâmetros e considerações variam entre as empresas nacionais dificultando

comparações entre os sistemas, e por sua vez o avanço em prol da preservação do recurso natural. Avalia-se que os maiores investimentos em centros urbanizados serão para a recuperação das partes mais antigas do sistema de distribuição de água potável ocasionada pela deterioração. A não manutenção apropriada dos sistemas de transporte e distribuição de água acarretam elevada perda de água ocasionada pela deterioração dos sistemas, acarretando importantes perdas de faturamento por parte da companhia devido aos vazamentos, também torna vulnerável o sistema de abastecimento à contaminação da água através da perda de estanqueidade das juntas e tubulações danificadas. Quando se trata de perda de água a primeira noção que vem à mente é de que a água produzida se perdeu pelo caminho, não se chegando ao uso final pelos clientes da companhia de saneamento. Essa noção, entretanto, trata a perda como algo físico, um vazamento com volume de água perdido, por exemplo. Tem-se aqui efetivamente um caso concreto de um produto industrializado que se perde no transporte até o consumidor (TSUTIYA, 2006).

2.1 Origem das perdas e suas causas.

As perdas físicas totais em um sistema de abastecimento de água são as perdas que ocorrem durante o processo da captação da água até o cavalete do consumidor. Incluem-se no processo as perdas na captação e adução de água bruta; no tratamento; nos reservatórios nas adutoras, subadutoras de água tratada e instalações de recalque; e nas redes de distribuição e ramais prediais, até o cavalete, conforme especifica o quadro 1 (SILVA E CONEJO, 1999).

P E R D A S FI S IC A S

SUBSISTEMA ORIGEM MAGNITUDE

Adução de Água Bruta Vazamento nas tubulações Limpeza do poço de sucção Variável, função do estado das tubulações e da eficiência operacional Tratamento Vazamentos estruturais Lavagem de filtros Descarga de lodo Significativa, função do estado das instalações e da eficiência operacional Reservação Vazamentos Estruturais Extravasamento s Limpeza Variável, função do estado das tubulações e da eficiência operacional Adução de Água Tratada Vazamento nas tubulações Limpeza do poço de sucção Descargas Variável, função do estado das tubulações e da eficiência operacional Distribuição Vazamento na rede Vazamento em ramais Descargas Significativa, função do estado das tubulações e das pressões

Quadro 1: Origem e magnitude das perdas fisicas. Fonte: Silva e Conejo, 1999.

Já as perdas não físicas originam-se de ligações não credenciadas ou clandestinas, hidrômetros parados ou fraudado e outras. Nesse caso, também são perdas de

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faturamento, uma vez que seu principal indicador é a relação entre o volume disponibilizado e o volume faturado, o quadro 2 especifica as perdas não fisicas, também chamadas de “perdas aparentes” (SILVA & CONEJO, 1999). P E R D A S A P A R E N T E S ORIGEM MAGNITUDE Ligações Clandestinas/Irregulares Podem ser significativas, dependendo de: Procedimentos cadastrais e de faturamento, manutenção preventiva, adequação de hidrômetros e monitoramento do sistema Ligações não hidrometradas

Hidrômetros parados Hidrômetros que submedem Ligações inativas reabertas Erros de Leitura

Número de economias errado

Quadro 2: Origem e Magnitude das perdas aparentes. Fonte: Silva e Conejo, 1999.

2.2 Avaliação das perdas

Pode-se dizer que os volumes de água perdidos nos vazamentos acarretam consigo o custeio com o transporte e a produção, ou seja, a água tratada direcionada ao cliente devidamente cadastrado, que por algum motivo não completar o seu destino final traz prejuízo a empresa do abastecimento (TSUTIYA, 2006).

A detecção de possíveis vazamentos no sistema de distribuição de água tem o princípio da acústica, mas nem todos os vazamentos não-visíveis são detectáveis pelas tecnologias usuais de pesquisa, sendo denominados, no setor de saneamento, de “vazamentos inerentes”, representados no esquema da figura 1 (TSUTIYA, 2006).

Figura 1: Classificação dos vazamentos. Fonte: Tsutiya 2006.

2.3 Balanço Hídrico

No que diz respeito a equivalência de variados sistemas de abastecimento existem leituras técnicas que utilizam diversos procedimentos para avaliar as perdas. Com o passar dos anosa metodologia da IWA começou a ser referência entre os prestadores e reguladores das empresas de abastecimento, esta metodologia é baseada em uma matriz onde são

esquematizados os processos separadamente pelos quais a água pode passar desde o momento que entra, ou seja, o balanço hidríco tem como parâmetro incial o volume de água produzido que integra o sistema, o consumo autorizado é a referência à água fornecida aos clientes devidamente autorizados, enquanto as perdas correspondem à diferença entre o volume de entrada e o consumo autorizado (TRATA BRASIL, 2003).

A relação ilustrativa do método do balanço hídrico é mostrada na figura 2.

Figura 2: Método do balanço hídrico. Fonte: Tsutiya (2006).

2.4 Informações chave

As informações chaves são determinantes para que pode-se encontrar os índicadores de perdas do sistema, essas informações foram disponibilizadas pela empresa responsável.

Segundo PNCDA (2003) são consideradas informações chave as variáveis primordiais para composição dos indicadores de desempenho, estão contidos relatos sobre todas as etapas fundamentais no processo de distribuição e comercialização da água do sistema de abastecimento, descrita abaixo:. Volume Disponibilizado (VD): Soma algébrica dos volumes produzido, exportado e importado, disponibilizados para a distribuição no sistema de abastecimento considerado;

Volume Produzido (VP): Volumes efluentes da(s) ETA ou unidade(s) de tratamento simplificado no sistema de abastecimento considerado;

Volume Importado (Vim): Volumes de água potável, com qualidade para pronta distribuição, recebidos de outras áreas de serviço e/ou de outros agentes produtores;

Volume Exportado (Vex): Volumes de água potável, com qualidade para a pronta distribuição, transferidos para outras áreas de serviço e/ou para outros agentes distribuidores;

Volume Utilizado (VU): Soma dos volumes micromedido, estimado, recuperado, operacional e especial;

Volume Micromedido (Vm): Volumes registradas nas ligações providas de medidores; Volume Estimado (VE): Correspondente à projeção de consumo a partir dos volumes micromedidos em áreas com as mesmas características da estimada, para as mesmas categorias de usuários;

Volume Recuperado (VR): Correspondente à neutralização de ligações clandestinas e fraudes; Volume Operacional (VO): Volumes utilizados em testes de estanqueidade e desinfecção das redes (adutoras, subadutoras e distribuição);

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Volume Especial (Ves): Volumes preferencialmente medidos) destinados para o corpo de Bombeiros, caminhões-pipa, suprimentos sociais (favelas, chafarizes) e uso próprio nas edificações do prestador dos serviços;

Volume Faturado (VF): Todos os volumes de água medida, presumida, estimada, contratada, mínima ou informada, faturados pelo sistema comercial do prestador do serviço;

Número de Ligações Ativas (LA: Número de ligações ativas;

Extensão Total da Rede (ET): Extensão total de adutoras, subadutoras, rede de distribuição e ramais prediais; e

Número de Dias (ND) Quantidade de dias correspondente aos volumes trabalhados;

2.5 Indicadores de perdas

O avanço tecnológico constante cresce junto com o desenvolvimento populacional, pensando nisso a padronização das associações de abastecimento de água para que sejam caracterizadas e comparadas uma com as outras. A IWA apresenta, conceitua e discute uma série de indicadores de desempenho, onde se encontram os indicadores de perdas. No Brasil há as associações de empresas estaduais e municipais que formularam para padronização propostas para os cálculos dos indicadores (AESBE/ASSEMAE, 1997). A IWA tem focado esse conceito de indicador para as Perdas Reais, podendo, no entanto, estar sendo estendido as Perdas Aparentes e Totais, cujos estudos estão ainda incipientes na definição de alguns parâmetros relativos às Perdas Aparentes Inevitáveis, o que pode ser considerado uma desvantagem nesse momento, a baixa precisão dos números associados às hipóteses e estimativas refletem na quantificação final das Perdas Reais (TSUTIYA, 2006).

3 Metodologia

3.1 Caracterização

A distribuição de água no município de Sinop-MT para atender todos os bairros é realizada pelos 1.070 quilômetros de ramais, existem 18 setores de fornecimento, cada um deles possui sua própria captação de água subterrânea, realizada pelos poços. A área geográfica e determinação do alcance de cada sistema é mostrado com distinção de cores para ressaltar cada SF, conforme figura 3.

Figura 3: Mapa do sistema de abastecimendo de água tratada da cidade de Sinop-MT. Fonte: Águas de Sinop,

2016.

Nas subdivisões que ocorremem em cada sistema de fornecimento de água é contabilizada o número de ligação ativas, funcionando adequadamente as normas

da empresa responsável e a macromedição que é o volume que sai do reservatório para abastecimento, todos os setores que abastecem a região urbana de Sinop estão descritos na tabela 2.

Tabela 2: Setores de fornecimento atuantes em Sinop-MT. Fonte: Águas de Sinop S. A.

SETORES DE FORNECIMENTO UFMT SÃO FRANCISCO UMUARAMA II AMÉRICA VIENA ALTO DA GLÓRIA PÉROLA JACARANDÁS BOUGAINVILLE FLORENÇA ÁGUAS CLARAS BOA ESPERANÇA PALMEIRAS ÁREA CENTRAL PLANALTO CAMPING CLUB JARDIM DO OURO GENTE FELIZ

Fonte: Águas de Sinop S. A., 2016.

Em cada sistema de fornecimento são elaborados relatórios diários dos dados de utilização, por técnicos da companhia com o sistema, gerando um banco de dados durante os meses utilizados como referência para a avaliação. Destes relatórios é retirada as informações-chave do trabalho. em que a empresa será avaliada dentro das especificações e parâmetros da IWA.

A Águas de Sinop S. A. assumiu a concessão do abastecimento de água e esgoto em 2014, os sistemas de distribuição de água eram interligados, ou seja, os ramais eram submetidos á mais de um sistema de fornecimento, dificultando os relatórios de perdas de água. Em 2016 a empresa responsável distinguiu os setores de fornecimento e tornou-os independentes.

3.2 Informações chave

Segundo Silva e Conejo (1999), o volume disponibilizado, e o volume utilizado são representados conforme equações 1 e 2, respectivamente.

EX IM

V

V

VP

=

VD

(Equação 1) ES M

VE

VR

VO

V

V

=

VU

(Equação 2)

Estas equações iniciais esclarecem as correlações com os dados nescessários para obter-se os índices de desempenho.

3.2 índicadores de desempenho

Índice de perda na distribuição

É a relação entre o volume utilizado e o volume disponibilizado. A Água que passa pelo procedimento

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de comercialização e não é contabilizada, agrupa o conjunto das perdas reais e aparentes no subsistema que conglomera a distribuição, conforme equação 3 (SILVA E CONEJO, 1999).

VD

VU)

-(VD

100

=

IPD

(Equação 3) Onde:

IPD = índice de perda na distribuição (%) VD =volume disponibilizado (m³); VU= volume utilizado (m³).

Segundo Tsutiya (2006), o valor correspondente da equação 1 pode ser relacionado aos níveis da tabela 3.

Tabela 3: Índices percentuais de perdas Índice Total de Perdas

(%) Classificação do Sistema

Menor do que 25 Bom Entre 25 e 40 Regular Maior do que 40 Ruim

Fonte: Tsutiya, 2006. Indice de perdas de faturamento

É a relação entre o volume faturado e o volume disponibilizado. Representa a composição das perdas físicas e aparentes, congregam volumes utilizados não cobrados, ou seja, o volume especial e o volume operacional, como descrito na equação 4 (SILVA E CONEJO, 1999).

VD

VF)

-(VD

100

=

IPF

(Equação 4) Onde:

IPF = índice de perda de faturamento (%); VD= volume disponibilizado (m³);

VF = volume faturado (m³). Indice linear bruto de perda

É a relação entre o volume perdido total e o comprimento da rede de distribuição de água do sistema em análise, ou seja, este indicador distribui as perdas ao longo da extensão da rede, conforme equação 5 (SILVA E CONEJO, 1999).

ND)

(ET

VU)

-(VD

=

ILB

(Equação 5) Onde:

ILB = índice linear bruto de perda (m³/kmxdia); VD = volume disponibilizado (m³);

VU = volume utiizado (m³);

ET = extensão total da rede de distribuição (km); ND = número médio de dias do fornecimento de água (dias).

Indice de perda por ligação

É a relação entre o volume utilizado ao número de redes ativas e o volume disponibilizado, volumétrico como o índice anterior, mas mais preciso que os percentuais, como relata a equação 6 (SILVA E CONEJO, 1999).

ND)

(LA

VU)

-(VD

=

IPL

Equação (6) Onde:

IPL = índice de perda por ligação (m³/ligxdia); VD = volume disponibilizado (m³);

VU = volume utilizado (m³); LA = ligações ativas (n°);

ND = número médio de dias do fornecimento de água (dias).

4 Apresentação e Ánalise dos Resultados

Os dados comparativos foram coletados do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento, orgão do ministério da cidade que reune o levantamento das 100 principais cidades no país, com o ano de 2013 como referência, as comparações foram feitas com a município e capital do estado Cuiabá, com o estado Mato Grosso, a região Centro Oeste e o país Brasil, conforme dados relatados na tabela 4.

Tabela 4: Índices de perdas por regiões do Brasil. Fonte: SNIS, 2013.

Os dados apresentados na tabela 3 são médias referentes ao ano de 2013, fornecidas pelas cidades para compor o banco de dados do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento – SNIS.

Com os dados fornecidos pela empresa responsável pelo abastecimento de água de janeiro à outubro de 2016, fora feita a média de cada informação para avaliação geral, conforme descreve a tabela 5.

Tabela 5: Média das informações chave.

INFORMAÇÕES MÉDIAS VOLUME PRODUZIDO 1.088.318 m³ VOLUME IMPORTADO 0 m³ VOLUME EXPORTADO 0 m³ VOLUME MICROMEDIDO 593.914 m³ VOLUME ESTIMADO 111 m³ VOLUME RECUPERADO 0 m³ VOLUME OPERACIONAL 96 m³ VOLUME ESPECIAL 0 m³ NÚMERO MÉDIO DE DIAS 31 dias

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Com as informações chave são gerados os resultados que fazem parte dos indicadores, esses dados são utilizados nas equações 1 e 2 e estão representados na tabela 6.

Tabela 6: Média das informações chave.

VOLUMES (m³)

DISPONIBILIZADO 1.088.318

UTILIZADO 594.121

FATURADO 707.096

Fonte: o Autor, 2016.

As ligações ativas tiveram um acréscimo de 1,71% no número de serviços de instalações novas, obtendo um acréscimo de 761 ligações ativas comparando janeiro e outubro, como mostra a tabela 7.

Tabela 7: Relação das ligações ativas durante o periodo da avaliação. Fonte: Águas de Sinop S. A.

PERIODO LIGAÇÕES ATIVAS

JANEIRO 44.403 FEVEREIRO 44.749 MARÇO 44.583 ABRIL 45.286 MAIO 45.053 JUNHO 44.231 JULHO 44.395 AGOSTO 44.425 SETEMBRO 44.794 OUTUBRO 45.164

Fonte: Águas de Sinop S. A.

Com os dados levantados fora dimensionado um índice de perda na distribuição em Sinop-MT fora encontrado o valor de 45,40%, segundo descreve Tsutiya (2006) o valor é “Ruim” e inferior a média da capital Cuiabá, de Mato Grosso, e do Brasil, ficando acima somente da média do Centro Oeste, as médias são apontadas na figura 4.

Figura 4: Comparativo entre a média dos índices de perda na distribuição. Fonte: Os autores, 2016.

As perdas de faturamento agem em relação ao faturamento da empresa, os volumes que a empresa não esta faturando é considerado como percas, acarretando prejuízos.

Com os dados do balanço hídrico do abastecimento de Sinop fora gerado uma média do índice de perda de faturamento média de 35,02%, superior à média brasileira e inferior a média do estado e da região Centro Oeste, conforme representado na figura 5.

Figura 5: Comparativo entre a média dos índices de perda de faturamento. Fonte: Os autores, 2016.

O índice de perda por ligação no sistema da IWA é apresentada em m³/dia/lig e no Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento é em L/dia/lig, unidade a qual usaremos para o dimensionamento e comparação.

O valor encontrado é alto pois leva em consideração somente as ligações que estão legalizadas e regulamentadas pela empresa, as ligações inativas e as fraudes não entram no dimensionamento, Sinop ficou abaixo da média brasileira e apresentou 369,00 L/dia/lig conforme descrito na figura 6.

Figura 6: Comparativo entre a média dos índices de percentagem da perda de água por ligação. Fonte: Os

autores, 2016.

A água não contabilizada na distribuição de água no entanto teve uma queda significativa entre o começo e o fim dos meses de análise , obtendo um decréscimo percentual de 15,44, e possui uma linha projetada linear que tende a continuar descrescendo como mostra a figura 6. 45,40% 67,29% 47,17% 33,40% 42,07% 0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00%

Indice de Perda na Distribuição

Sinop Cuiabá Mato Grosso Centro Oeste 35,02% 64,50% 48,05% 35,22%40,68% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00%

Indice de Perda de Faturamento

Sinop Cuiabá Mato Grosso Centro Oeste 369,00 1289,34 523,33 271,64 522,96 0,00 200,00 400,00 600,00 800,00 1000,00 1200,00 1400,00

Indice de Perda por Ligação (%) Sinop Cuiabá Mato Grosso Centro Oeste Brasil 0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00%

Jan FevMarAbr Mai Jun Jul AgoSet Out Água Não Contabilizada

Água Não Contabilizada Linear (Água Não Contabilizada)

(7)

Figura 6: Percentagem de água não contabilizada.Fonte: O Autor, 2016.

5 Conclusão

No período da avaliação houve um decréscimo de perdas de água 15,44% da água não faturada nos meses avaliados, o percerntual atua de forma positiva na procura da empresa em mitigar as perdas e otimizar os lucros.

A queda das perdas se deve ao fato do fechamento das interligações no sistema individualizando os setores de fornecimento, e das equipes de prevenção de perdas que fiscalizam os possiveis vazamentos, as irregularidades e fraudes.

A empresa vem inovando em busca de mitigar as perdas, as equipes de perdas contam com o apoio tecnológico do Geofone, aparelho que usa o método da acústica para identificar os vazamentos, as empresas nacionais se inspiram no programa de perdas da SABESP, o grupo de saneamento fornece cursos de especialidade no fornecimento da água para outras empresas na américa latina.

Tratando a água como produto comercializado, o qual é captado e transportado até o destino final, sofre com as perdas de faturamento da empresa. Na atual avaliação do municipio de Sinop – MT o preço residêncial no mês de janeiro de 2017, que é a tarifa mais em conta financeiramente é de 2,12 R$/m³, isso faz com que chegamos à um valor estimado de não faturamento entre os meses de janeiro à outubro, cerca de R$ 10.476.976,40.

Com o projeto de lei em trâmite na legislação brasileira, surge a nescessidade de mitigar as perdas já que a avaliação constatou um 45,02% em Sinop e a lei prevê uma perda máxima de 30%, deixando ao encargo do municipio a fiscalização e punição das empresas que não conseguirem atingir o máximo de perdas estipulado em lei pelo índice de perda na distribuição de água, a empresa terá 5 anos para adequar-se à lei a partir da sua vigência.

Agradecimentos

Agradeço a Deus pela dom da vida, à toda a minha família que sempre caminhou ao meu lado.

A minha filha Luísa, minha esposa Brunna que sempre em meio á aguas turvas sempre encontro meu porto seguro.

Aos meus pais minha eterna gratidão, obrigado Dona Mara que fez de mim um homem e não um covarde. À meu pai Pedro pelos ensinamentos da vida e meu pai Hugo pela herança da simplicidade.

Ao meu Professor e amigo Cézar Cláudio Granetto que cativou o carinho da minha amizade durante esses anos de convivência na universidade, fez parte sem igual neste trabalho.

A minha querida Associação Atlética Acadêmica Imperial e a todos os amigos envolvidos, por todas as vezes que me fizeram levantar e seguir em frente tornando sonhos em realidades.

Agradeço a empresa Águas de Sinop S. A. pela profunda cooperação e ajuda nas representações dos dados e pesquisa do projeto.

Referências

Associação Brasileira de Engenheira Sanitária e Ambiental (ABES). Controle e Redução de Perdas nos

Sistemas Públicos de Abastecimento de Água: Posicionameento e Contribuições Técnicas da ABES.

2015. Download de ( http://www.abes-sp.org.br/arquivos/perdas.pdf) em 24 de outubro de 2016.

AESBE – Associação Nacional das Empresas de Saneamento Básico Estaduais, Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento - ASSEMAE.

Indicadores de Perdas nas Entidades Prestadores de Serviços Públicos de Saneamento, Brasília, 1998

ALEGRE, H.; Indicadores de desempenho de sistemas

de abastecimento de água – trabalho em curso no âmbito da IWSA. Em: CONGRESSO DA ÁGUA. 1998.

Alegre H., Hirner W., Baptista J.M. and Parena R.;

Performance Indicators for Water Supply Services: IWA Manual of Best Practice, 2000.

COPASA, Companhia de Saneamento de Minas Gerais. Programa de redução de Perdas de Água em

Sistemas de Distribuição. COPASA / Superintendência

de Comunicação – SPCA, Minas Gerais, 2003.

Download de:

(http://www.copasa.com.br/media/Publicacoes/Reduca

oPerdas.pdf) em 13 de janeiro de 2016.

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Referências

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