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O ensino das lutas nas escolas

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Academic year: 2021

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CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

O ENSINO DAS LUTAS NAS ESCOLAS

GÉVIO KOHLER SANTA ROSA - RS

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GÉVIO KOHLER

O ENSINO DAS LUTAS NAS ESCOLAS

Monografia apresentada à Banca Examinadora do Curso de Educação Física da Unijuí - campus Santa Rosa, como exigência parcial para obtenção do título de Licenciado e Bacharel em Educação Física.

Orientadora: CLÉIA INES RIGON DORNELES

Santa Rosa, RS 2015

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DEDICATÓRIA

Dedicado a minha família, minha esposa Marceli Köhler, meus filhos Gean Marcelo Köhler e Rian Lorenzo Köhler, também a minha mãe Noeli Antônia de Souza Köhler, pois entenderam a minha ausência em vários momentos em função do meu trabalho junto as artes marciais e aos Esportes de Combates, compreenderam a importância de levar para as diversas crianças e adolescentes uma filosofia de vida, uma integração com os demais em um trabalho de inclusão social, sem descriminações e preconceitos, buscando oportunizar a pratica saudável de um esporte que ensina além dos aspectos físicos e motores, os valores de direitos e obrigações de um cidadão, uma modalidade esportiva mas de integração, competitivas até certo ponto, mas visando sempre o espirito de confraternização onde os diferentes se encontram e partilham seus conhecimentos buscando apreender sempre com suas vitórias e derrotas, pois quando se tem este objetivo sempre se ganha e em competições deste porte não há perdedores, pois praticamos para o nosso conhecimento e não para glórias. “Quem faz o que gosta com satisfação esta mais próxima da felicidade”, pois não há caminho para a felicidade, e sim, ela é o caminho!

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AGRADECIMENTOS

Agradeço a meus familiares e amigos, minha esposa Marceli Kohler incansável incentivadora, meus colegas das lutas, tanto do Tatame quanto de ringue, um agradecimento aos professores da UNIJUÍ – Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS que me incentivaram para aprofundar as pesquisas e a elaboração dos conteúdos, obrigado professor Leomar Tesche e em especial a professora Cléia Dornelles minha orientadora, agradeço também aos meus colegas das modalidades diversas de lutas aos quais recorri em busca de orientações, as Federações e Confederações através de seus presidentes que me transmitiram detalhes importantes, enfim, diretores, professores, colegas, alunos e a todos que colaboraram com seus depoimentos para incluir neste trabalho.

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RESUMO

As Lutas constituem um dos eixos da Cultura Corporal de movimentos e deveria ser trabalhada junto à aula de educação Física Escola, mas não é o que vem ocorrendo, isso deve ser porque para muitos ainda as modalidades lutas são conceituadas como uma mesma área de conhecimento, sem uma classificação especifica. Precisamos entender as diferenças entre as modalidades e classificações do ensino de lutas e ai buscar maneiras de repassar este conhecimento de uma forma coerente aos alunos, sejam em escolas, seja em academias ou clubes esportivos. Principalmente quando inserida na educação precisamos de embasamentos técnicos e teóricos que nos levam o mais próximo da realidade e não como suposições e informações distorcidas muitas vezes pelos diversos meios de comunicação e que chegam de forma que não vem com o verdadeiro propósito da prática, a luta subdivide-se em Arte Marcial e Esporte de Combate e devemos saber estas diferenciações quando repassamos em escolas. Portanto, o objetivo deste estudo foi refletir, conceituar as diferentes manifestações e estilos de lutas de caráter esportivo e não esportivo, bem como, problematizar a relação das lutas , brigas e violência a partir do ensino das lutas como conteúdo curricular do Ensino Médio. A metodologia utilizada é descritiva, as amostras foram alunos do 2ºano do Ensino Médio da Escola Estadual Pedro Meinerz do município de Santa Rosa - RS. O instrumento utilizado foi um questionário com perguntas abertas e fechadas. Consideramos que muitos ainda veem as modalidades lutas sendo tudo a mesma coisa precisamos entender e buscar formas para que possamos repassar de uma forma coerente aos alunos utilizar a prática das lutas como mais um meio de atingir os objetivos gerais já que deve se utilizar de todos os esportes nas aulas de Educação Física além dos costumeiros coletivos de quadra, ou seja, os jogos.

PALAVRAS CHAVE: Lutas, artes marciais, esporte de combates, Currículo escolar, educação.

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ABSTRACT

The fights are one of the axes of Body Culture of movement and should be discussed with the class of education Physics School, but it is not what is happening, it must be because for many still the modalities fights are conceptualized as the same area of knowledge, without a specific rating. We need to understand the differences between the types and classifications of educational struggles and there look for ways to pass on this knowledge in a coherent manner to students, whether in schools, either in gyms or sports clubs. Especially when inserted in education we need technical and theoretical grounds that take us closer to reality rather than assumptions and distorted information often by various media and arriving so not condissem with the true purpose of practice, the fight subdivided into martial art and combat sport and we know these differences when we pass in schools. Therefore, the aim of this study was to reflect, conceptualize the different manifestations and styles of sporting character of struggles and not sports, as well as discuss the relationship of struggles, fights and violence from the teaching of struggles as curriculum content of high school. The methodology used is descriptive, samples were 2nd Year of high school students of the State School Pedro Meinerz the municipality of Santa Rosa-RS. The instrument was a questionnaire with open and closed questions. We believe that many still see the terms struggles are all the same need to understand and find ways so that we can pass in a coherent way students use the practice of struggle as an additional means of achieving the general objectives since it must be used for all sports in physical education classes in addition to the collective customary court, ie the games.

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SUMÁRIO

Introdução...07

R e vi s ã o d e L it e ra tu ra … …… … …. .. …… … … …… … …… …… … … …… …1 2 A proposta pedagógica...14

Minha trajetória sobre o ensino das Lutas como conteúdo da Educação F í s i c a n a e d u c a ç ã o b á s i c a . . . 1 7 Simplificando diferenças entre Artes Marciais e Esportes de Combates...20

A pratica das Artes Marciais nas escolas...22

A m í d i a d o U F C e M M A e o s e f e i t o s s o b r e o e n s i n o d a s L u t a s . . . 2 4 Co mo bu sca r con te úd o s p a ra o e nsin o d a s L uta s na s a u la s de E DF E s c o l a r ? . . . 2 5 Metodologia...28

Tipo de Pesquisa...29

Analise e discussões dos dados...30

C o n s i d e r a ç õ e s F i n a i s … … … 3 5 R e f e r e n c i a s … … … . 3 8 A n e x o s … … … . 4 0 Figura 01... 28 Gráficos 01... 30 Gráf ico s 02 , 0 3... 3 1 Gráficos 04, 05 ... 32 Gráficos 06, 07... 33

Anexo 1 - Questionário original utilizado para fazer o da pesquisa...41

Anexo 2 – Depoimentos sobre as lutas nas escolas...43

Anexo 3 – Relação lutas e professor – Frases de efeito...45

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INTRODUÇÃO

Durante muito tempo a aula de Educação Física vem sendo trabalhadas com jogos e raras vezes vemos os profissionais trazerem novas formas e novos esportes ao conhecimento dos alunos, tais como o atletismo, a natação, esportes radicais entre outros.

Neste contexto as lutas podem servir como uma modalidade inovadora e atrativa aos alunos, reaproximando muitos que se distanciaram da pratica esportiva.

O conteúdo das lutas não precisa necessariamente do contato físico, pois, existem várias brincadeiras relacionadas às lutas, adaptações e o próprio debate de um esporte que ganha força cada vez mais que pode ser trazidos pelo professor em suas aulas. Portanto, se lecionarmos na disciplina de educação física desde a educação infantil até o ensino médio com a introdução das modalidades de lutas o professor poderá comprovar que as lutas são sucesso em todos estes níveis.

As inovações fazem parte do cotidiano do professor, buscar conhecimento e repassar aos seus alunos faz parte do complexo mundo esportivo inserido nas aulas de Educação Física. As lutas estão tomando espaço nos meios de comunicações e devem ser trabalhadas nas escolas para não serem destorcidas e chegarem aos alunos de uma forma não condizente com a real aplicação.

A partir disto, nos perguntamos podemos trabalhar as lutas como um conteúdo curricular nas aulas de Educação Física?

Quando falarmos de Esportes de combates inseridas na educação nós precisamos de embasamentos técnicos e teóricos que nos levem ao mais próximo da realidade e não como suposições e informações distorcidas muitas vezes pelos diversos meios de comunicação e que chegam de forma que não condiz com o verdadeiro propósito da prática.

Os professores e educadores devem utilizar-se de todos os esportes em suas aulas além dos costumeiros esportes coletivos de quadra (jogos) e a prática das lutas nas aulas de Educação física podem servir como mais um meio de atingir os objetivos gerais da educação física.

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Não nos referimos somente ás lutas tradicionais aqui chamadas de Artes marciais tais como o judô, o karatê, o kung fu, etc, mas também a prática da luta informal, pois é esta que muitas vezes chega ao conhecimento do aluno antes mesmo de termos conhecimento de sua existência, sendo que a própria LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), sugere o ensino das lutas como um dos eixos da educação Física Escolar como cultura corporal do movimento.

Durante muito tempo a aula de Educação Física vem sendo trabalhadas com jogos e raras vezes vemos os profissionais trazerem novas formas e novos esportes ao conhecimento dos alunos, tais como o atletismo, a natação, esportes radicais entre outros. Neste contexto as lutas podem servir como uma modalidade inovadora e atrativa aos alunos, reaproximando muitos que se distanciaram da pratica esportiva.

O conteúdo das lutas não precisa necessariamente do contato físico, pois, existem várias brincadeiras relacionadas às lutas, adaptações e o próprio debate de um esporte que ganha força cada vez mais que pode ser trazidos pelo professor em suas aulas. Portanto, se lecionarmos na disciplina de educação física desde a educação infantil até o ensino médio com a introdução das modalidades de lutas o professor poderá comprovar que as lutas são sucesso em todos estes níveis.

As inovações fazem parte do cotidiano do professor, buscar conhecimento e repassar aos seus alunos faz parte do complexo mundo esportivo inserido nas aulas de educação física. As lutas estão tomando espaço nos meios de comunicações e devem ser trabalhadas nas escolas para não serem destorcidas e chegarem aos alunos de uma forma não condizente com a real aplicação. Os parâmetros Curriculares Nacionais estabelecem objetivos, conteúdos e avaliações para a Educação Física Escolar , investigar pelos grupos sociais e expressam pelos movimentos, através da cultura corporal de movimento que se manifesta através das praticas corporais dos esportes, jogos, LUTAS, ginásticas, brincadeiras e dança, entendendo as condições que inspiram essas criações e experimenta-las, refletindo sobre quais alternativas e alterações são necessárias para vivenciá-las no espaço escolar, pois os alunos não tendo acesso a estas modalidades na

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escola buscam fora desta a pratica e muitas vezes acabam fazendo algo sem as orientações adequadas a sua faixa etária.

A intenção desta pesquisa foi levar informações mais concretas sobre as modalidades de lutas e desmistificar essa ideia da luta como sendo sinônimo de violência.

Portanto, o objetivo geral foi refletir e conceituar as diferentes manifestações e estilos de lutas de caráter esportivo e não esportivo, bem como, problematizar a relação das lutas, brigas e violência a partir do ensino das lutas como conteúdo curricular da Educação Física no Ensino Médio.

Destacamos como objetivo específico identificar as diferentes manifestações das lutas nas aulas de Educação Física Escolar.

Refletir sobre a relação das lutas com as brigas e violência na escola.

Inserir o ensino das lutas como conteúdo curricular nas aulas nas aulas de Educação Física Escolar.

Conscientizar os alunos sobre os cuidados e prevenção de acidentes durantes as pratica de lutas nas aulas.

Observar as alterações e mudanças no comportamento dos alunos após a vivência das lutas nas aulas de Educação Física.

Justificamos a intenção desta pesquisa devido à importância de trazer as modalidades de lutas nas aulas de Educação Física fará um enriquecimento às aulas, pois, com as mudanças de paradigmas que se tem buscado na Educação Física as Lutas tornaram-se um conteúdo de grande valor na escola, possibilitando aos educandos travar contatos com inúmeros contextos como violência e seus meios de controle, agressividade, socialização, atividades lúdicas, jogos e controle emocional.

Se tanto as crianças quanto seus pais e os professores souberem estas diferenciações podem conhecer e entender as modalidades de lutas e suas manifestações, escolhendo a modalidade e se aperfeiçoando em

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suas técnicas, isso irá com certeza contribuir na formação do individuo e aos poucos podemos ir retirando o mito de violência incutido as lutas pelos mais diferentes meios de comunicações, se o professor buscar trazer um conceito de que as lutas devem fazer parte dos conteúdos das aulas de educação física, tanto na educação infantil, ensino fundamental ou ensino médio e isso esta contribuindo para a formação do individuo, pois além dos movimentos corporais, do contato físico temos toda uma filosofia que acompanha estas lutas e o respeito tanto ao professor quanto aos colegas é prioridade nas aprendizagens, conseguiremos incorporar com tranquilidade estas modalidades nas aulas de Educação Física escolar.

Quando se pensa em lutas muitos acreditam que precisamos ser lutadores para levar este conhecimento, mas assim como não precisamos ser jogadores para transmitir o conteúdo do esporte chamado futebol, o profissional de Educação Física não precisa ser um lutador para introduzir estas manifestações junto às aulas de educação física escolar.

Justifico também pela experiência que adquiri no ensino de lutas que veem sendo trabalhadas em diversas cidades junto as Secretarias Municipais de Assistências Sociais como uma forma de retirar as crianças e jovens das ruas e do uso das drogas, trazendo para estes uma modalidade atrativa e que condiz com o seu dia a dia junto a violência e maus tratos, o que trabalha com estas aulas é doutrinar o que por natureza humana já esta presente em cada um que é o revidar para se defender e se proteger levando um espirito de companheirismo e não competitivo, o ensinar que se eu sei que sou superior ou inferior a alguém não é com brigas que iremos resolver.

Percebo o quanto o ensino de lutas tem contribuído nas mudanças de comportamentos das crianças, as mesmas começam a ver que alguém se importa com elas e entre os próprios colegas e começa a surgir um espirito de companheirismo e equipe, elas ficam mais cientes que precisam um do outro, que os comportamentos eliminando a violência pode lhes levar a vários lugares diferentes e saudáveis, que pode retirar as mesmas do mundo da exclusão para um mundo de cooperação, e o professor é a figura chave para estas mudanças ocorrerem.

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Atuo no mundo das lutas a mais de 30 anos e já comprovei mudanças no comportamento de crianças e adolescentes sob vários aspectos, mas principalmente a eliminação da violência no ambiente escolar, onde o colega diz “Por que tu não quebrou a cara dele, vai lá e dibuia ele!” e recebe como resposta: “Isso não é o que aprendi, isso não vai me tornar melhor que ele”. Esta é a linha de atuação dos ensinos das lutas como sendo uma arte marcial e não apenas um esporte de combate.

Os trabalhos com lutas veem sendo realizados junto as Secretarias de Assistências Sociais em diversos municípios nos chamados CRAS como uma forma de resgatar as crianças e jovens para uma vida social, retirando do mundo onde vivem rodeados por violência e consumo de Álcool e outras Drogas. Se as lutas estão sendo utilizadas como tratamento de resgate de valores e socialização, se inserirmos as mesmas nas aulas, ou seja, lá nas escolas, um trabalho para as Secretárias de Educação desenvolverem estaríamos tratando a prevenção e não a doença em palavras de fácil entendimentos, o professor mais uma vez como sendo a peça chave de transformação e aprendizagem.

Esta pesquisa foi organizada em três capítulos onde no primeiro capitulo apresentamos o referencial teórico embasado e publicações e leis existentes no nosso País sobre o ensino das Lutas nas aulas de Educação Física escolar, no segundo capitulo a metodologia utilizada na construção do questionário aplicado aos alunos do segundo ano do ensino médio e no três a analise e discussão dos dados expostos em gráficos finalizando considerações finais, as referencias e os anexos.

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1. REVISÃO DE LITERATURA

Procuramos buscar nas literaturas o conteúdo embasado em pesquisas e a relevância do estudo, pois sabemos que deve ser esclarecida a importância da pesquisa (tanto no plano teórico como no prático), além da contribuição com novos conhecimentos, atendimento e interesses gerais e particulares; Sabemos que além dos nossos argumentos, devemos nos referir a argumentos anteriores para desta forma atingirmos e despertar a necessidade de continuar as pesquisas e as contribuições que este trabalho dará através da leitura de textos sobre o seu tema.

1.1 Conceituando Lutas

Quando falamos em Lutas, encontramos poucos artigos científicos e livros literários, portanto podemos disser que as origens das Artes Marciais são uma incógnita, mas segundo alguns autores podem entender um pouco mais do que estamos tentando levar ao conhecimento dos professores, como:

Que as Artes Marciais são formas de combate que se utilizam do corpo para atacar e defender. Foram sistematizadas pelas culturas orientais e adquiriram características particulares que visam à preparação do indivíduo de maneira física e espiritual (CANTANHEDE, NASCIMENTO e REZENDE, 2010). Em se falando em preparação física os professores de Educação Física tem já incutido o seu papel junto a estas modalidades.

Possuem em sua estrutura influências das religiões e pensamentos filosóficos do oriente, de códigos de ética e da moral (BARREIRA e MASSIMI, 2006; DRIGO e GONÇALVES JUNIOR, 2007). Independente das suas origens as diversas manifestações de lutas detêm o espirito guerreiro geralmente a frente de seus ensinamentos.

1.2 Lutas como conteúdo da Educação Física na Educação Básica

Com a mudança de paradigmas que se tem buscado na Educação Física, as Artes Marciais tornaram-se um conteúdo de Educação Física

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de grande valor na escola, possibilitando aos educandos travar contatos com inúmeros contextos como violência e seus meios de controle, agressividade, socialização, atividades lúdicas, jogos, controle emocional, conhecimentos anátomo-fisiológicos, etc. (BRASIL, 1998; CANTANHEDE, REZENDE E NASCIMENTO, 2010; DARIDO, 2006). Bem se as Artes Marciais tornaram-se um conteúdo para a Educação Física Escolar, tanto as crianças quanto seus pais e principalmente os professores devem souber destas diferenciações, podemos conhecer e entender as modalidades de lutas e suas manifestações, escolher a modalidade e se aperfeiçoar em suas técnicas.

Lembrando que no universo chamado escola onde o educando se encontra inserido em diversas contextualizações, tais como a emocional, a social e a psicológica é possível, através da prática das Artes Marciais o desenvolvimento holístico do aluno, levando-o a aprendizados que visam valores para a vida (SILVA e CONRADO, 2010), Isso se dá em virtude de inúmeros fatores como, por exemplo, a falta de preparação teórico-prática docente no meio acadêmico dos futuros professores de Educação Física, bem como a fragmentação do ensino dentro do meio universitário. Como razão também se pode citar os professores de Educação Física que ao ministrarem as aulas não se sentem preparados à docência das Artes Marciais (TORRES e GOMES, 2010). Cria-se a necessidade do professor em aprofundar seus conhecimentos e agregar as modalidades de lutas a suas aulas de educação física escolar, pois vem citado na própria LDB.

1. 3 Lei de Diretrizes Básicas e a obrigatoriedade da Educação Física escolar A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) em sua proposta inicial, estabeleceu que a Educação Física é parte integrante da proposta pedagógica da escola, atuando de forma integrada com outras disciplinas da Educação Básica. A Educação Física como componente curricular, tem como pressuposto básico disseminar conhecimento sistematizado sobre a cultura corporal de movimento, capacitando o educando para a regulação, interação e transformação em relação ao meio em que vive, contribuindo para a formação do sentido de ser humano e enquanto área escolar, a Educação Física planeja seu

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ensino/aprendizagem de forma a oportunizar as crianças desafios motores sistematizados/racionalizados, segundo diferentes perspectivas, para construir esses conhecimentos, dentro de cada faixa etária. Essa disciplina busca oportunizar, nessa dimensão para que o aluno venha a descobrir e aprender diferentes possibilidades de movimento daquelas oferecidas culturalmente pelo seu entorno social imediato, contribuindo, dessa maneira, para a construção de novas referências sobre seu próprio corpo, bem como novas potencialidades para movimentar-se e interagir com o ambiente. A responsabilidade escolar junto a Educação Física nada mais é que o desafio vinculado à capacidade e incapacidade de se desenvolver e que através do exercitar-se não seja o bastante para dar conta da especificação do trabalho desta área.

1.4 A proposta pedagógica

A responsabilidade está diretamente relacionada à proposta pedagógica, possibilitando as mais diversas especificações como componente direto na formação do cidadão quanto à saúde, lazer, esporte, aptidão física e toda a cultura corporal de movimento, para isto se consolidar nos currículos escolares são indispensáveis encontrar formas viáveis de solucionar dialeticamente as contradições e superar a visão dicotômica entre teoria e prática no ensino da Educação Física. Criam-se propostas diferenciadas para a escola, enfatizando a formação cultural e política do educando e centradas no aspecto motor do desenvolvimento humano ou em interpretações da Psicologia da Educação, propondo uma educação cognitiva através do movimento humano.

Portanto, se lecionarmos na disciplina de educação física desde a educação infantil até o ensino médio com a introdução das modalidades de lutas o professor pode comprovar que as lutas são sucesso em todos estes níveis. Na educação infantil, começamos com as lutas de animais (luta de sapo, luta do jacaré, etc.) ou a luta do saci pode ajudar muito na liberação de agressividade das crianças, além de serem trabalhamos nestas atividades todos os fatores psicomotores. No ensino fundamental, podemos trabalhar as lutas que requerem um maior esforço e trazem excelentes respostas e no ensino médio podemos fazer um resgate histórico das modalidades, ligamos com a ética e os valores, as modalidades começam a ser exploradas de uma maneira mais

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profunda, levando ao conhecimento do tema. Bem o professor pode criar várias formas e métodos de levar os alunos a pesquisa e a prática como algo prazeroso em suas aulas. Mas para isso o educador deve ter o mínimo de conhecimento e não pode haver confusão de entendimentos básicos para a inclusão das lutas em suas aulas.

As lutas fazem parte da vida do homem desde os tempos mais remotos, pois, na perspectiva da sobrevivência humana os homens já traziam aspectos competitivos como em lutar por comida, abrigo ou pela simples defesa de seu território ou até mesmo como uma prática corporal para o bem estar orgânico além de que as lutas institucionalizadas enquanto modalidade esportiva constitui-se num fenômeno cultural de marcante universalidade, que, devido aos benefícios que advém de sua prática, tem cada vez mais um número gradativamente elevado de praticantes, o grande mal disso é que muitas vezes quem conhece a modalidade não tem formação e pode colocar em risco o aluno, pois alguns movimentos requerem de além do conhecimento da modalidade o conhecimento nas áreas de anatomia, fisiologia e a parte didática para este conteúdo ser repassado a crianças, jovem e adulto coerentemente compatível com sua faixa etária.

Segundo a lei Federal 9.615/98 que institui normas gerais sobre o desporto, em seu artigo 20, determina que as entidades como Ligas, Federações e Confederações são as responsáveis pela organização esportiva das lutas em nível nacional, estadual ou regional, por outro lado a Lei 9.696/98 no artigo 3º afirma que compete ao profissional de Educação Física coordenar, planejar e supervisionar treinamentos especializados e prestar assistência nas diversas modalidades.

Portanto a interação dessas leis é motivo, no mínimo de preocupação por parte do profissional de Educação Física, pois se cria um conflito e uma nova realidade pode surgir, pois a falta de vivência dos profissionais de educação física com relação ás artes marciais somente poderá ser sanada através da busca de intercâmbio de conhecimento destes profissionais com os atletas e praticantes de lutas, até por que as lutas quando trabalhadas em um ambiente escolar deve ser abordada de uma forma diferente do que em uma

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academia e para que isso aconteça precisamos no mínimo entender sobre as manifestações diversas de lutas existe já que as “Lutas” constituem um dos eixos do ensino nas aulas de educação Física escolar propostos pelo MEC para a educação. Daólio (1996, p. 40) observa:

“O profissional da Educação Física não atua sobre o corpo ou com o movimento em si, não trabalha o esporte em si, nem com a ginástica em si. Ele trata do ser humano nas suas manifestações culturais relacionadas ao corpo e aos movimentos humanos, historicamente definidos como jogos, Esportes, Danças, Lutas e Ginástica. O que irá definir se uma ação corporal é digna de trato pedagógico pela Educação Física é a própria consideração e análise desta expressão na dinâmica cultural especifica do contexto onde se realiza”.

Segundo Saviani (1992, p. 23), a escola é “a instituição cujo papel consiste na socialização do saber sistematizado”. Em outras palavras, a escola deve promover uma educação diferenciada daquela na vida familiar, na convivência humana e no trabalho, no entanto sem descartar o conhecimento que os alunos possuem fora do ambiente escolar. Neste contexto, importa dizer que as disciplinas curriculares têm relevância na formação do indivíduo. As Diretrizes Curriculares de Educação Básica presentam como disciplinas: Arte, Biologia, Ciências, Ensino Religioso, Filosofia, Física, Geografia, Historia, Língua Estrangeira, Língua Portuguesa, Matemática, Química, Sociologia e Educação Física, área de conhecimento na qual se inseriu este trabalho.

As Diretrizes Curriculares ainda relacionam cinco eixos à Educação Física: o Esporte; a Ginástica; a Dança; as Lutas; e os Jogos e Brincadeiras. Todos os eixos têm sua importância no fundamento educacional, sendo a presença de cada um deles crucial no processo de construção do currículo das escolas.

Portanto, os professores de educação física devem organizar-se e podem conceituar suas aulas definindo com a ajuda da turma cada tema discutido. Por exemplo, lutas são atividades caracterizadas por regras, que têm segurança, respeito, Lutas são combates corpo a corpo. Brigas são práticas

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desregradas, violentas, desorganizadas e, por isso, perigosas, e assim incorporar as diversas modalidades de lutassem suas aulas de educação física escolar.

1.5 Minha trajetória na região sobre o ensino das Lutas como conteúdo da Educação Física na Educação Básica.

Depois de anos batalhando para levar os ensinamentos das lutas sem perder as raízes e verdadeiros fundamentos que norteiam as mesmas, levando em conta a importância do ensino dos Esportes de Combates (Lutas) está incluída nos parâmetros curriculares nacionais como um eixo da cultura corporal de movimentos e as “Artes Marciais” constituem um dos eixos do ensino das lutas propostos pelo MEC para a educação básica e essa aprendizagem possui uma filosofia e é baseada no desenvolvimento total do ser, ou seja: corpo mente e espírito e não meramente socos e pontapés como muitos assim ainda pensam, transmissões distorcidas de uma modalidade que pode contribuir em muito com o caráter do praticante, pois trás o respeito ao outro como um dos primeiros ensinamentos, pois se assim não for não teremos como praticar por que é imprescindível ter o colega para a prática deste esporte, sendo que sozinho não temos como pratica-lo, esperamos trazer alguns esclarecimentos importantes e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em sua proposta inicial estabeleceu que a Educação Física seja parte integrante da proposta pedagógica da escola, atuando de forma integrada com outras disciplinas da Educação Básica. A Educação Física como componente curricular, tem como pressuposto básico disseminar conhecimento sistematizado sobre a cultura corporal de movimento, capacitando o educando para a regulação, interação e transformação em relação ao meio em que vive, contribuindo para a formação do sentido de ser humano, as Lutas se tornam um componente muito atrativos aos alunos deste da educação infantil.

Na educação infantil, por exemplo, podemos começamos com as lutas de animais (luta de sapo, luta do jacaré, etc.) ou a luta do saci pode ajudar muito na liberação de agressividade das crianças, além de serem trabalhamos nestas atividades todos os fatores psicomotores. No ensino fundamental, podemos trabalhar as lutas que requerem um maior esforço e trazem excelentes respostas e no ensino médio podemos fazer um resgate

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histórico das modalidades, ligados com a ética e os valores, as modalidades começam a ser exploradas de uma maneira mais profunda, levando ao conhecimento do tema. Bem o professor pode criar várias formas e métodos de levar os alunos à pesquisa e a prática como algo prazeroso em suas aulas. Mas para isso o educador deve ter o mínimo de conhecimento e não pode haver confusão de entendimentos básicos para a inclusão dos Esportes de Combates em suas aulas.

Além disso, o ensino dos Esportes de Combates (lutas) nas escolas incutido nas aulas de Educação Física enriqueceria mais o conteúdo da disciplina, proporcionando uma vivencia a mais referente aos esportes tanto aos alunos quanto ao professor que deverá buscar conhecimento e aperfeiçoamento tanto do conteúdo quanto das regras aplicadas nas aulas e nos combates.

Para que tenhamos um entendimento detalhado e objetivo não podemos mais pensar que as lutas são todas iguais, ou que as Artes Marciais e os Esportes de combates são a mesma coisa ou que têm a mesmas finalidades, pois se pensarmos assim, diremos também que todos os jogos são a mesma coisa, pois todos se utilizam da “bola”, e não são, pois todos têm as suas regras, as suas práticas especificas e as suas formas de aprendizagens, as modalidades de jogos estão separadas em futebol, futsal, voleibol, basquetebol, handebol e assim por diante, se sabemos estas diferenciações podemos como profissionais de Educação Física aplicar aos alunos as formas de treinamentos, as regras e demais fatores pertinentes a estas modalidades, portanto como educadores precisamos distinguir estas diferenças no mundo dos Esportes de Combates em suas diversas manifestações, pois assim como nos jogos temos várias modalidades, tais como o judô, o Karatê, o taekwondo, o kickBoxing, o Jiu Jitsu, o Muay Thay, o Boxe e assim por diante, assim queremos transmitir algumas formas praticas de diferenciar estas modalidades e proporcionar um entendimento do mundo das lutas como esporte e um conteúdo da Educação Física e não mais como um símbolo de violência.

É claro que para se trabalhar as lutas nas escolas devemos deter o mínimo de conhecimentos básicos, pois, sabemos que há cada vez mais estudos sobre o ensino das lutas e artes marciais na escola, porém muitas vezes,

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enfocando o conteúdo com um fim em si mesmo, ou seja, visando apenas a execução dos movimentos e não o fundamento desse movimento, dessa maneira, uma organização curricular para este conteúdo vem a contribuir para uma melhor compreensão dos Esportes de Combates e as artes marciais como um campo de análise e reflexão, com temas importantes a serem estudados, o objetivo deste é propor uma organização curricular para o ensino das lutas e artes marciais, as quais estão classificadas de acordo com sua origem Orientais ou não e podem estar presentes no contexto escolar enquanto conteúdo curricular da disciplina de educação física.

Segundo a lei Federal 9.615/98 que institui normas gerais sobre o desporto, em seu artigo 20, determina que:

“as entidades de prática desportivas e as entidades nacionais de administração do desporto, bem como as ligas que se trata o art.20 da Lei 9.615/98, são pessoas jurídicas de direito privado, com organização e funcionamento autônomo, e terão competência em seus estatutos.”

Sendo assim estas entidades são responsáveis pela organização esportiva em nível nacional, estadual ou regional e são organizadas em federações, confederações e ligas, por outro lado a Lei 9.696/98 no artigo 3º afirma que compete ao profissional de Educação Física:

“coordenar, planejar, programar, supervisionar, dinamizar, dirigir, organizar, ensinar, conduzir, treinar, administrar, implantar, implementar, ministrar, analisar, avaliar executar treinamentos especializados, prestar serviço de auditoria, consultorias e assessoria; participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares, elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos; prestar assistência e educação corporal a indivíduos ou coletividades, em instituições privadas ou publicas; prestar assistência e treinamento especializado; coordenar, organizar, supervisionar e ministrar cursos e atividades de orientação, reciclagem e treinamento profissional nas áreas da atividade física e desportiva”.

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A interação dessas leis é motivo, no mínimo de preocupação por parte do profissional de Educação Física, pois se cria um conflito e uma nova realidade pode surgir, pois a falta de vivência dos profissionais de educação física com relação aos Esportes de Combates somente poderá ser sanada através da busca de intercâmbio de conhecimento destes profissionais com os atletas e praticantes destas modalidades, até por que as lutas em um ambiente escolar devem ser abordadas de uma forma diferente do que em uma academia e para que isso aconteça precisamos no mínimo entender sobre as manifestações diversas dos Esportes de Combates existentes, e para isso devemos buscar conhecer as origens e métodos de treinamentos utilizados para a prática e incorporamos ao nosso conhecimento quanto a adequação das atividades a faixa etária, por exemplo.

1.6 Simplificando as diferenças entre arte marcial e esporte de combate

Ao falamos de lutas buscamos na história e quanto as origem podemos dizer que as Artes Marciais são uma incógnita, mas segundo alguns autores podem entender que as Artes Marciais são formas de combate que se utilizam do corpo para atacar e defender. Foram sistematizadas pelas culturas orientais e adquiriram características particulares que visam à preparação do indivíduo de maneira física e espiritual (CANTANHEDE, NASCIMENTO e REZENDE, 2010). Possuem em sua estrutura influências das religiões e pensamentos filosóficos do oriente, de códigos de ética e da moral (BARREIRA e MASSIMI, 2006; DRIGO e GONÇALVES JUNIOR, 2007). Independente das suas origens as diversas manifestações de lutas detêm o espirito guerreiro geralmente a frente de seus ensinamentos.

Há uma dificuldade muito clara quanto ao entendimento das diversas manifestações de lutas existentes e a maioria ainda acredita ser tudo a mesma coisa, mas todas são diferentes inclusive a uma diferenciação muito grande entre Artes marciais e Lutas quanto sendo um esporte de combate e cada particularidade esta inserida inclusive no modo de repassar o conteúdo principalmente quando se tratar de uma Arte Marcial, pois se faz um tipo de treino quando se tratar específico da Arte marcial e um treino totalmente diferenciado

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quando se tratar de uma competição desta modalidade, pois ai estará falando de regras de competição e não da Arte Marcial pura e objetiva.

A Arte marcial pura e objetiva é baseada na proteção, ou seja, é praticada para a autodefesa e não para medir forças em competições, o praticante de Arte Marcial pura procura conhecer o seu corpo através de movimentos precisos sempre busca evitar uma agressão, pois saberá que sua reação será instantânea e com certeza causará graves traumas em seu oponente, já a Arte Marcial praticada como um esporte é baseado em regras e com todos os equipamentos de proteção, sendo na sua maioria por pontuações. Em palavras simples podemos dizer que o professor que ensina uma Arte Marcial pura, prepara o seu aluno para a vida e os obstáculos encontrados no decorrer desta, enquanto o professor que trabalha somente a luta em si prepara o mesmo para o combate. Em poder deste conhecimento como professores devemos utilizar a prática dos Esportes de Combates como mais um meio de atingir os objetivos gerais da educação física. Não vamos deixar de utilizar, contudo, os esportes com bola (jogos diversos), as ginásticas, o atletismo, a dança e brincadeiras, enfim, todos os conteúdos que os profissionais da área estão acostumados, mas iremos recorrer também às atividades de lutas. Não estamos aqui nos referindo somente ás modalidades de lutas tradicionais, aqui chamadas de Artes marciais tais como o judô, o karatê, o kung fu, etc, mas também a prática da luta informal, pois é esta que devemos estar focados devido ao despreparo de quem as ensina e que a desinformação pode trazer consequências irreversíveis. Para que seja possível trabalhar os Esportes de Combates em uma aula de Educação Física e desde o primeiro momento poder contar com a participação de todos os alunos mesmos os que tenham algum tipo de deficiência, pois, o professor pode atribuir a eles algum tipo de responsabilidade, como por exemplo: elaborar um quadro/tabela com os diferentes tipos de luta que serão abordados ao longo das aulas, as características principais, o material necessário, entre outros. Eles podem atuar como informantes, inclusive buscando algumas informações que possam vir a ser necessárias tanto aos atletas quanto ao professor, ou seja, não existe exclusão nas modalidades de lutas.

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Converse com os alunos sobre o que eles entendem sobre lutas e brigas, elencando as diferenças. Apresente algumas fotos e desenhos de lutas e brigas para que apontem as características de cada uma. Provoque a garotada com algumas perguntas, como "socos e chutes também são específicos de alguma técnica de luta?", “o bom lutador sempre vence o combate?”, “qual é a melhor luta que você já viu?”, “Qual é a melhor Arte Marcial?”, Onde surgiu determinada modalidade e assim por diante.

Traga brincadeiras para suas aulas que simulem as diversas manifestações de lutas com o objetivo de equilíbrio e desequilíbrio, força, rapidez, atenção, cooperação entre outras, mas sempre lembrando que em todas as atividades é recomendável incentivar os alunos a usarem os braços, as mãos, os pés, enfim todas as partes de seus corpos observando as habilidades corporais com um olhar mais critico e aprofundado, os movimentos não podem serem feitos sem convicção, pois ou se faz correto ou melhor não o faze-lo, quem deve conduzir os alunos e atletas é o professor, pois “não existe mau aluno e sim professor despreparado para transmitir os conhecimentos”, os alunos apenas seguem o que lhes foi repassado, esta é a filosofia das lutas.

1.7 A pratica das Artes marciais nas escolas

Quem pratica Artes Marciais com bons mestres e com consciência, sabe que elas não têm nada a ver com violência. Pelo contrário, todas as teorias pregam sempre o bom senso, a disciplina e o respeito ao próximo, pois demandam compromisso e caráter de seus praticantes. A maioria das artes marciais pode ser praticada por pessoas de todas as idades. Desde crianças a vovôs e vovós, todos são bem-vindos, desde que tenham o acompanhamento adequado e sigam as orientações e limites do próprio corpo e a escolha da arte marcial que melhor se encaixa em sua personalidade, é pessoal e depende do temperamento de cada um.

Grande parte das ARTES MARCIAIS é originária de países orientais por uma questão histórica e cultural já os ESPORTES DE COMBATES são de na sua maioria de países ocidentais, para melhor entender isso vejam algumas manifestações de lutas e Artes marciais e seu País de origem:

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Kung fu, taichi chun, wushu, sanshou são originárias da china.

Aikido, ninjutsu, judo, karatê, kenpo, kickboxing e jiu jitsu são originários do japão. Muay thai, krabi krabong são originários da tailandia.

Hapkido, taekwondo, tangsudo são originários da coreia.

Já as lutas ocidentais como o boxe, a capoeira, a esgrima, a luta livre, o krav maga, a greco-romana, o savate tem outras origens e, portanto outras filosofias em seus conteúdos.

Devemos lembrar que no universo chamado escola onde o educando se encontra inserido em diversas contextualizações, tais como a emocional, a social e a psicológica é possível, através da prática das Artes Marciais o desenvolvimento holístico do aluno, levando-o a aprendizados que visam valores para a vida (SILVA e CONRADO, 2010), é relevante ressaltar que embora tenham aumentado o interesse e os trabalhos, as Artes Marciais ainda não são um conteúdo que possui prioridade na Educação Física escolar. Isso se dá em virtude de inúmeros fatores como, por exemplo, a falta de preparação teórico-prática docente no meio acadêmico dos futuros professores de Educação Física, bem como a fragmentação do ensino dentro do meio universitário. Como razão também se pode citar os professores de Educação Física que ao ministrarem suas aulas não se sentem preparados à docência das Artes Marciais (TORRES e GOMES, 2010).

Na atualidade as Artes Marciais são praticadas por diferentes razões que incluem esporte, saúde, defesa pessoal ou pelo simples desenvolvimento pessoal e em sociedade, os ensinamentos das verdadeiras Artes Marcais vai servir para os praticantes disciplinar a mente, forjar o caráter e o crescimento da autoconfiança, difícil para quem desconhece a verdadeira prática das lutas entender, mas é impressionante o efeito psicológico que pode causar o fato de se lutar com um adversário ao qual não tememos nem odiamos e ao final da luta confraternizar com aquele que a pouco era nosso "adversário’". Só quem já passou por essa experiência sabe o que representa e o valor de cada vitória e derrota, pois quem as pratica com sabedoria jamais será perdedor, pois se

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apreende a cada erro e a isso chamamos de vitória, pois quando perdemos uma luta, por exemplo, não é sinal de derrota e sim é sinal que temos mais a aprender e nos esforçamos mais ainda.

Podemos dizer que a maior diferença entre as Artes Marciais para um esporte de combate é que nos Esportes de Combates o objetivo principal é vencer o oponente em combate, não queremos dizer com isso que excluam valores como o respeito, mas em seus combates buscam geralmente vencer o adversário em combate e o rendimento financeiro esta entre os objetivos da luta, os lutadores ou praticantes se submetem a treinos muitas vezes que vai além de suas possibilidades e aptidões físicas para não terem prejuízos financeiros e para isso colocam até sua própria saúde em risco. Por outro lado às lutas praticadas como Arte Marcial o praticante não precisa provar nada a ninguém e sim deve superar seus medos, os treinamentos são para se aprimorar a cada dia e se superar e não superar aos outros, não existindo perdedores e vencedores.

1.8 A mídia do UFC e MMA e os efeitos sobre o ensino das Lutas

Na atualidade, tem algumas lutas que estão ganhando cada vez mais espaço, principalmente pelos meios de comunicação e acredito que até seja polemico falar dessa forma, mas tem uma Luta que a cada dia cresce mais em todos os Países e é polemico colocar isso em pauta, o MMA ou UFC, bem estas siglas chamadas de o misto das Artes Marciais e que ganha espaço principalmente pelos meios de comunicação não é uma Arte Marcial como muitos assim as querem conduzir e levar ao conhecimento através da mídia, estas siglas são na verdade um nome dado a um Esporte de Combate que utiliza movimentos das Artes Marciais e aceita praticantes de todas as modalidades, ou seja, é uma empresa que possuindo um regulamento próprio, realiza competições onde os lutadores buscam provar que são melhores em combate no ringue ou Octagon, nestes casos o melhor combatente não quer dizer que é em conhecimentos e ensinamentos, mas sim em preparação física e conhecedores de regras relativas a estas competições, simplificando podemos dizer que enquanto o praticante de artes marcial devem vencer a si mesmo, tendo a auto superação como meta de treinamento, o praticante do esporte de combate tem o objetivo de vencer ao outro combatendo e prova que é melhor ou superior com suas vitórias nas competições.

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Para um entendimento melhor o UFC é uma sigla que significa ULTIMATE FIGHTING CHAMPIONSHIP, uma organização americana de Artes Marciais Mistas, também conhecida de MMA que quer dizer MIXED MARTIAL ARTS (O misto das Artes Marciais). As lutas deste campeonato envolvem uma mistura de estilos como jiu jitsu, boxe, Muay Thai, karatê entre outros, tem como particularidade o ringue de oito lados chamado de octógono, fechado com grades. O UFC foi o primeiro evento renomado do Vale-Tudo, realizado nos Estados Unidos em 1993 e foi inspirado no Vale-Tudo Brasileiro, tem por objetivo descobrir o melhor lutador do mundo independente do estilo de Artes Marciais ou Esporte de Combate que pratica.

1.9 Como buscar conteúdos para o ensino das Lutas nas aulas de Educação Física Escolar?

Os professores de Educação Física que queiram trabalhar as lutas em suas aulas jamais devem aprender com revistas ou com o mestre You Tube, devem sempre um mestre superior em conhecimentos e ensinamentos e seus treinos serão voltados ao aprimoramento de suas técnicas com responsabilidade, o verdadeiro faixa preta não se vangloria de sua posição e procura sempre ser o mais cortes possível, pois é este o caminho que os levam a serem educadores, a função de um faixa preta é servir os outros e repassar ensinamentos para construir cidadãos do bem e não são pessoas ligadas ao seu ego sem preocupações com o seus semelhantes.

Para podermos realizar um trabalho com coerência e não limitarmos nossos alunos ou até mesmo o professor não falar de algo vago em suas explicações o bom é ver algumas modalidades e manifestações de lutas e tentar explica sobre as mesmas, sem se aprofundar, pois se existir interesse deve-se procurar um profissional e praticar aquela que melhor deve-se adapta aos meus propósitos e esta deve ser muito bem estudada para que sejam transmitidos com coerência seus conceitos e entendimentos, pois se não for desta maneira é melhor não tentar ensinar, pois, tudo o que se transmite errado será feito desta forma cada vez com uma dimensão maior.

Assim como nas demais modalidades esportivas a prática de Artes Marciais sob as orientações de professores e instrutores qualificados trará

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benefícios inestimáveis para a criança, pois se ela for bem orientada e motivada, será um grande passo para se evitar o aparecimento de certos vícios (como o uso de drogas ou o alcoolismo, por exemplo). Lembrando que os objetivos das verdadeiras artes marciais é o de levar à criança a conhecer a si própria e as suas reações, elas adquirirem hábitos de disciplina e respeito e são levadas a abandonar o egoísmo e o individualismo e aprendem a trabalhar em grupo (desenvolver o espírito de equipe), entre outros.

Como instrutores e professores devemos acreditar sempre que a uma forma de repassarmos nossos conhecimentos e jamais desistir de ensinar alguém por ser difícil quem sabe. Assim como nas demais profissões os orientadores das mais diversas lutas existentes devem estar registrados para exercerem legalmente o direito de ministrar aulas, ou seja, devem estar filiados a entidades que os representem e os amparem em todos os direitos e deveres tais como Conselhos, ligas, federações e confederações, pois todos sabem que não basta ter formação, mas devemos estar registrados como profissionais para exercer nossas funções.

As lutas fazem parte dos conteúdos que compõem a cultura corporal de movimento, a qual deve ser ensinada durante as aulas de Educação Física escolar, os professores precisam se inteirar das diversas manifestações de lutas para que assim possam auxiliar no processo de formação integral dos alunos como um cidadão e segundo citado no MEC.

“As lutas são disputas em que os oponentes devem ser subjugados, mediante técnicas e estratégias de desequilíbrio, contusão, imobilização, ou exclusão de um determinado espaço na combinação de ações de ataque e defesa. Caracterizam-se por uma regulamentação específica, a fim de punir atitudes de violência e de deslealdade.” (BRASIL, MEC, 1997, p.49).

O professor que desejar realizar um trabalho coerente com seus alunos e não expor tanto a si quanto aos seus atletas ou alunos precisa saber que para se trabalhar as lutas nas escolas devem deter o mínimo de conhecimentos básicos, pois, sabemos que há cada vez mais estudos sobre o ensino das lutas e artes marciais na escola, mas falta a vivência, a prática e isso podem deixar o professor perdido e ele optar em não ensinar.

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Como trabalhamos há muito tempo em escolas e com diversas crianças de diversas classes sociais podemos afirmar que é inquestionável o poder de fascinação que as lutas provocam nos alunos e nos dias atuais, constatamos que o tema está em moda, seja em desenhos animados, em filmes ou em academias. Não é difícil encontrar crianças brincando de luta nos intervalos das aulas, colecionando figurinhas dos heróis que lutam em seus desenhos animados. Os adolescentes compram revistas que se referem ao tema, livros de técnicas de luta e matriculam-se em academias para realizar a prática da luta. Portanto consideramos a ideia de que as lutas devem fazer parte dos conteúdos a ser ministrado nas aulas de educação física, seja na educação infantil, ensino fundamental ou médio o professor que tiver interesse deve procurar um profissional e praticar aquela que melhor se adapta aos meus propósitos e esta deve ser muito bem estudada para que sejam transmitidos com coerência seus conceitos e entendimentos aos alunos nas aulas de educação físicas das escolas.

Lembrando que um professor de Educação Física não sabe todas as regras e nem todos os movimentos fundamentais de todos os esportes. Isso parece óbvio, já que são muitos os conteúdos para trabalhar com os alunos, mas, como a maioria das aulas de Educação Física é ministrada a partir da prática, muitos conteúdos interessantes não são trabalhados com os alunos, porque o professor não sabe fazer, lembramos então que o professor de Educação física não precisa saber fazer tudo, pois o que ele precisa é saber ensinar!

Assim como para a prática do futebol, nas artes marciais as meninas praticantes podem vivenciar dois tipos de preconceitos: o primeiro é ser identificado como masculinizada, como homossexual; a segunda é por ter que se submeter a uma manifestação da cultura corporal ligada essencialmente a uma das matrizes de gênero, no caso, a masculina, que acaba por reforçar a primeira, criando-se, assim, um círculo vicioso, que se auto-alimenta continuamente. A menos que se interfira ativamente neste processo a fim de alterá-lo (VAZ, 2003). Para que os hábitos corporais masculinos e femininos, ao longo do tempo, não

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tornem um sexo mais hábil do que outro em termos motores é preciso que ambos tenham as mesmas possibilidades culturais.

É necessário, portanto, que as diferentes manifestações da cultura corporal estejam a serviço do desenvolvimento integral, e não parcial de homens e mulheres (DAÓLIO, 1997). E isto não depende apenas dos homens, afinal, a organização social de gênero é continuamente alimentada, também, por mulheres (SAFFIOTI & ALMEIDA, 1995).

Pensando desta forma, perguntamos: Por que não incorporar ás diversas manifestações de Artes marciais e de esportes de combates (lutas) nas aulas de Educação Física nas nossas escolas, podemos sim buscar formas e quebrar os paradigmas e fazer a diferença, vai depender de nós, afinal somos educadores e devemos estar sempre em busca de conhecimento e retransmitir estes aos demais, ou seja, preparar os indivíduos para que busquem maior qualificação sabendo diferenciar os verdadeiros ensinamentos dos aventureiros e pseudos professores que estão ensinando por ai, por isso aqueles professores que desejam trabalhar com estas modalidades em suas aulas devem buscar um embasamento ao qual poder recolher e engrandecer seus trabalhos nas aulas de Educação Física ampliando horizontes e inovando seus trabalhos com métodos diferenciados de trabalhos incorporando as lutas em suas aulas.

2. Metodologia

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Fonte: aartedeeducarofisico.blogspot.com

Na figura acima podemos demonstrar o que o professor enfrentará ao abordar as lutas nas escolas, as rejeições, a pratica, a diferença entre Luta esporte, a violência o entendimento e a disciplina aplicada as modalidades de lutas. No próximo capitulo abordaremos sobre a Metodologia aplicada nesta pesquisa:

2.1 Tipo de Pesquisa

Esta pesquisa é do tipo descritivo com abordagem qualitativa e quantitativa, optamos por esta metodologia segundo Gil (1999, p.44) a pesquisa descritiva caracteriza-se por ter como “objetivo primordial a descrição das características de determinada população, ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis”.

2.2 População e Amostra

Alunos do 2º ano do Ensino Médio Politécnico Turma da Manhã

Total de alunos na turma ...36 Total de Alunos que responderam ao questionário... 29 Dos alunos que responderam ao questionário:

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Total de meninas...13 Total de meninos...16

2.3 População

O universo dessa pesquisa foram os alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Pedro Meinerz de Santa Rosa - RS

2.4 Amostra

A pesquisa realizou-se com uma amostra de 29 alunos sendo 13 meninas e 16 meninos.

2.5. Instrumentos

Os instrumentos utilizados para a coleta dos dados foram questionários com perguntas abertas e fechadas, aplicados durante as aulas de estagio supervisionado III. Com objetivo de entender como os alunos conceituam as lutas durante as aulas de estagio e sua relação como conteúdo das aulas.

2.6 Procedimentos para a realização da pesquisa

1. Primeiramente entramos em contato com a escola. 2. No segundo momento a autorização da escola. 3. A aplicação do questionário.

4. A coleta de dados.

5. Os gráficos com os percentuais de respostas.

Dando continuidade na coleta de dados após ser recebido pelos diretores e coordenadores, onde tive a oportunidade de explicar sobre a minha proposta de trabalho, e pedir aceitação dos mesmos para que os alunos respondessem ao questionário, os quais prontamente concordaram e me encaminharam até o professor de Educação Física com quem também pude conversar e explicar sobre a minha proposta da pesquisa. O prazo dado aos alunos para responder foi na aula de educação Física correspondendo a duas horas, findando este tempo recolhi os questionários para analises.

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3. Analise e discussões dos dados

A analise dos dados foi realizada através de planilha do excel representada nos gráficos abaixo:

Gráfico 01 representa a analise da questão 01:

1. Que importância você vê nas aulas de Educação Física?

Fonte Kohler 2015

Através dos dados analisamos que 84% dos alunos veem muita importância nas aulas de Educação Física e 16% não veem nenhuma importância.

Gráfico 02 representa a analise da questão 02:

2. O professor influencia positivamente na sua vontade de fazer a aula de Educação Física?

Fonte Kohler 2015

Através dos dados analisamos que 82% dos alunos dizem que o professora influencia na vontade de fazer Educação Física e 18% disseram que não.

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Gráfico 03 representa a analise da questão 03:

3. Você faz (ou já fez) alguma espécie de dança nas suas aulas de Educação Física no Ensino Médio?

Fonte Kohler 2015

Através dos dados analisamos que 100% dos alunos dizem que nunca fizeram dança nas aulas de Educação Física.

Gráfico 04 representa a analise da questão 04:

4. Você faz (ou já fez) alguma espécie de luta nas suas aulas de Educação Física no Ensino Médio?

Fonte Kohler 2015

Através dos dados analisamos que 100% dos alunos dizem que nunca tiveram Lutas Nas aulas de Educação Física, bem a resposta a esta questão bate de frente com nosso

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Trabalho e com as Leis de Diretrizes Básicas que sugere o ensino das lutas como um dos eixos da educação Física Escolar como cultura corporal do movimento.

Citamos ainda um autor do referencial teórico que diz: Com a mudança de paradigmas que se tem buscado na Educação Física, as Artes Marciais tornaram-se um conteúdo de Educação Física de grande valor na escola, possibilitando aos educandos travar contatos com inúmeros contextos como violência e seus meios de controle,

agressividade, socialização, atividades lúdicas, jogos, controle emocional,

conhecimentos anátomo-fisiológicos, etc. (BRASIL, 1998; CANTANHEDE, REZENDE E NASCIMENTO, 2010; DARIDO, 2006).

Gráfico 05 representa a analise da questão 05:

5. O teu professor já falou com você sobre alguma modalidade de lutas, benefícios ou não nas aulas de Educação Física?

Fonte Kohler 2015

Através dos dados analisamos que 100% dos alunos dizem que nunca o professor Falou sobre as Lutas nas aulas de Educação Física, com a resposta a esta questão Voltamos ao nosso referencial “Como razão também se pode citar os professores de Educação Física que ao ministrarem as aulas não se sentem preparados à docência das Artes Marciais (TORRES e GOMES, 2010).

Gráfico 06 representa a analise da questão 06:

6. Você gostaria de aprender Lutas nas aulas de Educação Física?

Fonte Kohler 2015

Através dos dados analisamos que 96% dos alunos dizem gostariam de aprender Lutas nas aulas de Educação Física, Cria-se a necessidade do professor em

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aprofundar seus conhecimentos e agregar as modalidades de lutas a suas aulas de educação física escolar, pois vem citado na própria LDB.

Gráfico 07 representa a analise da questão 07:

7. Você participa de aulas de lutas fora do ambiente escolar?

Fonte Kohler 2015

Através dos dados analisamos que 79% dos alunos dizem fazer alguma modalidade

De Lutas fora do ambiente escolar e quem sabe com instrutores despreparados, levando os mesmos a realizarem atividades que não condizem com sua faixa etária. Lembrando que no universo chamado escola onde o educando se encontra inserido em diversas contextualizações, tais como a emocional, a social e a psicológica é possível, através da prática das Artes Marciais o desenvolvimento holístico do aluno, levando-o a aprendizados que visam valores para a vida (SILVA e CONRADO, 2010).

Em complemento aos resultados dos gráficos salientamos que segundo Saviani (1992, p. 23), a escola é “a instituição cujo papel consiste na socialização do saber sistematizado”. Em outras palavras, a escola deve promover uma educação diferenciada daquela na vida familiar, na convivência humana e no trabalho, no entanto sem descartar o conhecimento que os alunos possuem fora do ambiente escolar. Neste contexto, importa dizer que as disciplinas curriculares têm relevância na formação do indivíduo.

Outro importante ponto a ser discutido é o fato das Artes Marciais estarem ligadas a contextos belicosos (CANTANHEDE, REZENDE e NASCIMENTO, 2010), o que enseja cuidados especiais a este conteúdo dando-se ênfase a que os educandos estejam sempre dentro de situações em que o aprendizado não seja voltado para situações de violência sendo o professor de Educação Física o profissional capacitado e habilitado a repassar todos os tipos de esportes tais como jogos, dança, lutas, atletismo e ginástica não para formar atletas, mas sim para repassar o saber.

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Baseado na minha vivência no mundo das lutas, a revisão de literatura encontrada, as citações do MEC e em diversas informações coletadas junto ás federações e com os instrutores e professores de diversas modalidades de lutas, bem como alunos e pessoas que de uma forma ou outra praticaram ou vivenciaram alguma manifestação de lutas e esportes de combates, seja, em escolas ou em academias procuramos trazer de uma forma simplificada e objetiva este conteúdo, é claro que sempre buscando algumas referências bibliográficas, a fim de obter embasamento que engradecem e dão sentido melhor de entendimento ao assunto proposto.

Outro importante ponto a ser discutido é o fato das Artes Marciais estarem ligadas a contextos belicosos (CANTANHEDE, REZENDE e NASCIMENTO, 2010), o que enseja cuidados especiais a este conteúdo dando-se ênfase a que os educandos estejam sempre dentro de situações em que o aprendizado não seja voltado para situações de violência. Esperamos contribuir, e dessa forma repassar a todos um novo conceito e uma nova visão do ensino das lutas em academias, clubes, associações, mas principalmente em escolas junto as aulas de educação física escolar.

Nunca se esqueçam de levar ao conhecimento de todos que apesar de existir movimentos semelhantes, e muitos ainda confundirem ARTES MARCIAIS com Esportes de Combate, há umas diferenças significativas entre ambas e embora os Esportes de Combate utilizem movimentos das Artes Marciais tais como chutes, socos e imobilizações, não podem ser considerados como uma Arte Marcial, pois as Artes Marciais possuem um caminho, uma doutrina sempre respeitando o seu semelhante para obter o mesmo respeito. Em uma competição de Artes Marciais não se luta por valores financeiros e sim por valores éticos e disciplinares (marcial é relativo á militar) são disciplinas físicas e mentais codificadas em diferentes graus, que tem como objetivo um alto desenvolvimento de seus praticantes para que possam defender-se ou submeter o adversário mediante diversas técnicas. Existem diversos estilos, sistemas e escolas de artes marciais. O que diferencia as artes marciais da mera violência física (briga de rua) é a organização de suas técnicas em um sistema coerente de combate e desenvolvimento físico, mental e

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espiritual e a prática de exercícios físicos. Os professores de Educação Física devem estar atentos e não cometerem enganos e procurarem transmitirem o conteúdo das diversas manifestações esportivas, mas cuidado, Conhecendo o mundo das lutas teremos um campo muito produtivo em nossas aulas, mas como já dizia Gadotti:

Há, portanto um engano e uma fraude: engano dos educadores que não veem as implicações socioeconômicas e políticas dos seus atos, e a fraude daqueles que as vendo tentam camuflá-las sob o pretexto de estarem servindo ao humanismo” (GADOTTI, 1991, p. 86).

Vamos fazer a nossa parte como educadores físicos, vamos transmitir conhecimentos e levar a nossos alunos as mais diversas manifestações referentes aos esportes e a cultura corporal de movimentos e que as lutas estejam inseridas em nossas aulas de Educação Física como sendo mais uma forma de praticarmos atividades físicas e que jamais confundam as lutas com violência, pois o esporte foi criado com o intuito de integração e cooperação e jamais como sinônimo de discórdia e desavenças. Sendo a Educação Física uma disciplina escolar, e entendendo se que a escola tem como objetivo o ensino da cultura, Daólio (1996, p. 40) observa:

“O profissional da Educação Física não atua sobre o corpo ou com o movimento em si, não trabalha o esporte em si, nem com a ginástica em si. Ele trata do ser humano nas suas manifestações culturais relacionadas ao corpo e aos movimentos humanos, historicamente definidos como jogos, Esportes, Danças, Lutas e Ginástica. O que irá definir se uma ação corporal é digna de trato pedagógico pela Educação Física é a própria consideração e análise desta expressão na dinâmica cultural especifica do contexto onde se realiza”.

Neste contexto, importa dizer que as disciplinas curriculares têm relevância na formação do indivíduo. As Diretrizes Curriculares de Educação

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