GRANDE DO SUL
CARINE PES WISNESKI
CUMPRIMENTO PROVISÓRIO DE SENTENÇA
Ijuí (RS) 2018
CARINE PES WISNESKI
CUMPRIMENTO PROVISÓRIO DE SENTENÇA
Trabalho de Conclusão do Curso de Graduação em Direito objetivando a aprovação no componente curricular Trabalho de Curso - TC.
UNIJUÍ - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
DCJS- Departamento de Ciências Jurídicas e Sociais.
Orientadora: MSc. Luiz Raul Sartori
Ijuí (RS) 2018
Dedico este trabalho à minha família e ao meu noivo, pelo incentivo, apoio e confiança em mim depositados durante toda a minha jornada.
3
AGRADECIMENTOS
À minha família, que sempre esteve presente e me incentivou com apoio e confiança nas batalhas da vida e com quem aprendi que os desafios são as molas propulsoras para a evolução e o desenvolvimento.
Ao meu noivo Daniel de Melo Radin, que colaborou sempre que solicitado, com boa vontade e generosidade, enriquecendo o meu aprendizado.
Ao meu orientador Luiz Raul Sartori, com quem eu tive o privilégio de conviver e contar com sua dedicação e disponibilidade, me guiando pelos caminhos do conhecimento.
“o direito deve ser um ativo promotor de mudança social tanto no domínio material como no da cultura e das mentalidades.” Boaventura de Sousa Santos
RESUMO
A corrente pesquisa a aborda o regimento do cumprimento provisória de sentença na esfera processual civil. Esse estudo tem como função conhecer a importância da lei e do procedimento da execução provisória como facilitador e da ágil efetivação da justiça. Para isso o estudo versa sobre o princípio de si próprio, considerando o direito contraposto e a evolução histórica do direito e as modificações do Código de Processo Civil, que entrou em vigor com a Lei 13.105/2015, publicado no dia 16 de março de 2015. Passando ainda, a entender como se procede ao cumprimento provisório de sentença no NCPC. Além do mais, apreciar a tese das doutrinas e a jurisprudências atuais do nosso ordenamento jurídico.
Palavras-Chave: Direito Processual Civil. Processo de Execução. Cumprimento Provisório de Sentença.
ABSTRACT
The current research addresses the provisional compliance order in the civil procedural sphere. This study has as function to know the importance of the law and the procedure of provisional execution as a facilitator and of the agile enforcement of justice. For this purpose, the study deals with the principle of self, considering the contrapposto law and the historical evolution of the law and the modifications of the Code of Civil Procedure, which came into force with Law 13,105 / 2015, published on March 16, 2015 And passing on to understand how to proceed to the provisional execution of sentence in the NCPC. Moreover, to appreciate the thesis of the doctrines and current jurisprudence of our legal system.
Keywords: Civil Procedural Law. Execution process. Provisional Judgment Compliance.
SUMÁRIO RESUMO
ABSTRACT SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...9
1 Desenvolvimento Hístorico da Execução Provisória no Direito Brasileiro...11
1.1 Nuances do Cumprimento Provisório e Definitivo de Sentença...13
1.2 Do Cumprimento Provisório...14
1.3 Seleção do Instrumento Executório...15
1.4 Obrigação Objetiva do Exequente...16
1.5 Hipótese de Compensação do Exequente...17
1.6 Restituição da Condição Anterior...18
2 Procedimento do Cumprimento Provisório...20
2.1 Cumprimento Provisório da Execução e a Suspensividade da Execução..22
2.2 Execução Provisória em Título Extrajudicial...24
2.4 Execução Provisória das Astreintes...26 CONCLUSÃO ... 29 REFERÊNCIAS ... 33
9
INTRODUÇÃO
Este estudo busca apresentar diversas transformações realizadas na norma da execução provisória, de forma a produzir uma sintética análise a respeito das modificações resultante da reforma, ou podemos falar em um NCPC.
O dilema oportuno do fato na defesa jurisdicional revela-se com objeto de enorme importância para os operadores do direito. Conhece-se que a desidiosa formação do conflito pelo Estado, além do mais por essa razão é o motivo da insegurança social, uma vez que é capaz de provocar outros litígios, é também uma forma de dilação do dissabor entre os litigantes. Por conseguinte, é tão relevante e recente, o processo como parte de apaziguamento social.
A contemporaneidade do assunto não é sentida somente pelas atuais transformações legislativas aplicadas na última reforma, além disso, porque a execução provisória, por meio das normas alteradas ou inseridas no sistema processual, baseia-se em um dos fundamentais instrumentos capazes a possibilitar o grande objetivo das normas que há pouco tempo vêm transformando o sistema jurídico processual, e a eficácia do processo.
O objetivo do estudo não é consumir por inteiro os problemas atinentes à execução provisória. Ao oposto, busca-se suscitar nos operadores do direito o entusiasmo pelo assunto e o proveito da regra como finalidade de demonstra a
eficiência da ação, de outra maneira, uma ação de conclusão, de absoluto resultado e de forma consequente o contentamento da corte.
Primeiramente, o estudo pretende localizar o assunto da execução provisória, no desenvolvimento da norma no direito brasileiro.
Em segundo, o tema trata sobre a diferenciação da execução provisória e a definitiva. E de maneira a organizar, traçar a atividade da lei por intermédio das teorias particulares, do procedimento adotado pelo Novo Código de Processo Civil.
Em possição constante, busca-se monster certos conteúdos em relação a execução provisória, entre elas; o cumprimento provisória em titúlo extrajudicial e a multa do art. 523 do CPC.
11 1 Desenvolvimento Hístorico da Execução Provisória no Direito Brasileiro
Para começar é necessário explanar previamente o histórico do cumprimento provisório em nosso ordenamento jurídico brasileiro. O cumprimento provisório teve seu começo no Brasil por meio do entusiasmo da legislação lusitana por intermédio da Ordem Filipina.
Notadamente verifica-se que no direito pátrio continuamente compreendeu que execução sem título executivo definitivo era caracterizado como uma execução, quer dizer, a agilidade executiva, comumente, era submissa ao trânsito em julgado das sentenças.
Por essa razão, o poder executivo imperioso ratificou a norma nº 737 de 1850, no Código Processual Comercial Brasileiro, que freava a execução provisória em seu art. 652, in verbis:
Art. 652: Os effeitos da appellação serão suspensivos e devolutivos ou devolutivos sómente; o suspensivo compete às acções ordinárias e aos embargos opostos na execução; ou pelo executado ou por terceiro, sendo julgados provados; o effeito devolutivo compete em geral a todas as sentenças proferidas nas demais acções comerciais. (grifo nosso).
Além disso, o processo civil permanecia sendo regido pelas Ordens Filipinas e por várias normas extravagantes, até o ano de 1876, que houve a Consolidação de Ribas, a qual ainda instituía a perspectiva da execução provisória. A conglobação do processo civil com o comercial, no Brasil, se deu pelo Dec. nº 763 de 90, anulando a Ordem Filipina e a Compilação de Ribas. 1
Pela promulgação da República Brasileira em 1891, por meio da Constituição, instituiu a probabilidade de o governo federal e os Estados formularem a observância do direito processual civil. 2
1
HOFFMANN, Ricardo. Execução Provisória. São Paulo: Saraiva, 2004. p. 63.
2
BUENO, Cassio Scarpinella. Execução provisória e antecipação da tutela: dinâmica do efeito suspensivo da apelação e da execução provisória: conserto para a efetividade do processo. São Paulo: Saraiva, 1999. p.88.
No entanto, as normas Estaduais começaram a ser impressas. Foram baseadas e comedidas inúmeras entidades procedimentais, dentro das quais o cumprimento transitório. Para elucidar, os princípios a qual presumiam o cumprimento eram os Estados da Bahia, Rio de Janeiro, Paraná, Distrito Federal e do São Paulo, exceto o Rio Grande do Sul que negava, taxativamente, a execução provisória, visto que não reconhecia o recurso de apelação sem ação suspensiva. 3
Por meio do surgimento da Carta Magna de 1934 e 1937, foi refeita o exemplar legislativo da norma processual. Bem como, sob a proteção desta última Constituição Federal que entrou em vigor o CPC de 1939, que presumiu taxativamente a entidade do cumprimento provisório da sentença. 4
Segundo Abelha (2015, p. 354):
Nesse diploma, existiam a ação executiva e a ação executória. A primeira era uma ação cognitiva que levava à formação de um título executivo judicial (sentença condenatória), mas que no seu procedimento havia um ato executivo instrumental (penhora). Já a ação executória era a ação judicial que dava início à tutela executiva, ou seja, a um processo autônomo de execução. Portanto, não existiam títulos executivos extrajudiciais e toda execução era lastreada em um título executivo judicial.
Assim, o regulamento de 1973 conservou o preceito da suspensão dos efeitos da apelação, considerando, meramente como isenção.
Nesse diapasão, o legislador permitia, em casos excepcionais, quando o recurso para atacar a sentença ou o acórdão fosse desprovido de efeito suspensivo, que o autor da demanda iniciasse formalmente uma execução provisória (cumprimento provisório da sentença) em autos apartados perante o juiz de primeiro grau. (ABELHA, 2015, p. 354).
3 BUENO, Cassio Scarpinella. Execução provisória e antecipação da tutela: dinâmica do efeito suspensivo
da apelação e da execução provisória: conserto para a efetividade do processo. São Paulo: Saraiva, 1999. p.89.
4
13 Conforme Abelha (2015,p. 356), nos mostra:
Aliás, o próprio art. 273, § 3.º, dizia expressamente que apenas “no que couber” é que se poderiam adotar as regras do art. 588 do CPC de 1973, deixando claro que somente os aspectos substanciais do instituto da execução provisória (cumprimento provisório da
sentença) – e com as devidas ressalvas – é que poderiam ser
utilizados.
Como se pode ver, aí estava imposta e exposta uma “crise de identidade” derivada de uma ausência de sistematização de institutos do art. 273 com o art. 475-O, ambos do CPC revogado, e que tinham finalidades muito próximas.
A questão era, e é, a seguinte: A sentença com cognição exauriente não tem eficácia imediata (apelação com efeito suspensivo), mas a técnica antecipatória de tutela, com cognição sumária, teria eficácia imediata (agravo sem efeito suspensivo).
1.1 Nuances do Cumprimento Provisório e Definitivo de Sentença
Descrever o cumprimento provisório e determinar a distinção por meio desta ou aquela por meio absoluto, como podemos verificar no art. 587 do CPC:
Art. 587/CPC. É definitiva a execução fundada em título extrajudicial; é provisória enquanto pendente apelação da sentença de improcedência dos embargos do executado, quando recebidos com efeito suspensivo.
Segundo Abelha, (2015, p. 359):
A execução provisória (cumprimento provisório da sentença) corresponde ao instituto jurídico processual, em que se permite que sentenças ou acórdãos ainda não transitados em julgado possam produzir à satisfação do direito exequendo, reconhecida a possibilidade de desfazer o que foi executado caso seja provido o recurso do devedor.
Desse modo, caso a sentença houver transitado em julgado e só assim for instituída a execução, consistirá na consolidação e acompanhamento dos procedimentos habituais da ação de cumprimento, de acordo com a natureza admissível ao fato concreto.
De outo modo, será provisório o cumprimento enquanto inconcluso a apelação da sentença de improcedência dos embargos do executado, quando obtidos como consequência de efeito suspensivo.
Segundo Dinamarco, (2002, p. 505):
A essência da provisoriedade reside na circunstância de ser ela susceptível de desfazimento, retornando tudo ao status quo ante na medida do possível, caso a sentença exequenda venha a ser cassada em sede de recurso. Sendo susceptível de desfazer-se, provisória é a execução e assim ela é conceituada em prestigiosos ordenamentos processuais estrangeiros.
Nesse sentido, é essencial assimilar nada pode impedir a perspectiva de uma decisão interlocutória de origem condenatória, ora provisoriamente executiva, já que em caráter de julgamento da sentença, produz título judicial.
O cumprimento provisório é orientado por regulamentação exclusivo, conforme, o art. 520 do CPC.
Segundo Mendonça Lima (1990, p. 402-403):
Aduz que a execução provisória de sentença é a faculdade concedida ao vencedor de, apenas nos casos prescritos em lei, promover os atos que lhe assegurem a efetivação do direito já reconhecido, atendidas às normas acautelatórias do vencido, para o caso de tornar-se vencedor.
Mesmo que o código de processo civil meramente há a modificação da execução provisória em definitiva e nunca ao contrário.
Em vista disso, o cumprimento provisório tem obrigação de ser conhecida como execução de sentença que atinge vigência extraordinária, isto é, que mesmo antes do trânsito em julgado da sentença ela está sujeita à presunção de responsabilidade pelo exequente para autorizar a devolução das partes ao status
15 quo na casualidade de se reverter e se tornar indevida. 5
1.2 Do Cumprimento Provisório
O artigo 523 do Código de Processo civil leva em seu texto os fundamentos que dominam o cumprimento provisório, in verbis:
Art. 523º No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no caso de decisão sobre parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente, sendo o executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de custas, se houver.
§ 1º Não ocorrendo pagamento voluntário no prazo do caput, o débito será acrescido de multa de dez por cento e, também, de honorários de advogado de dez por cento.
§ 2 Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput, a multa e os honorários previstos no § 1o incidirão sobre o restante. § 3 Não efetuado tempestivamente o pagamento voluntário, será expedido, desde logo, mandado de penhora e avaliação, seguindo-se os atos de expropriação. (nosso grifo).
Além disso, o cumprimento provisório refere-se às concepções de execução, e se nota, entretanto diretrizes intrínsecas ao cunho provisório da execução.
1. 3 Seleção do Instrumento Executório
Logo após a remodelação do CPC, da seção Especial do código foi especialmente adequado ao processo de execução.
Conforme verificamos no artigo 771 do Código de Processo Civil:
Art. 771. Este Livro regula o procedimento da execução fundada em título extrajudicial, e suas disposições aplicam-se, também, no que couber, aos procedimentos especiais de execução, aos atos executivos realizados no procedimento de cumprimento de sentença, bem como aos efeitos de atos ou fatos processuais a que a lei atribuir força executiva.
5
NOGUEIRA, Antonio de Pádua Soubhie. Execução provisória da sentença: caracterização, princípios e procedimento. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005. p. 68.
Parágrafo único. Aplicam-se subsidiariamente à execução as disposições do Livro I da Parte Especial.
De acordo com o exposto acima, o art. 771/CPC, nos expressa o propósito dessa parcela do código que é um trâmite formado em título extrajudicial, porém as suas medidas também se efetuam, no que se enquadrarem as ações especiais de execução. Além disso, as práticas executivas realizadas no procedimento do cumprimento de sentença, igualmente aos frutos dos fatos e atos processuais que a norma outorga ao poder executivo, de forma a amparar.
Apesar de que a lei atual possa ter dado término à primazia da action iudicati, unindo os litígios de conhecimento e execução, continua a distinção no meio do cumprimento de sentença e das ações executivas. 6
Acontece que a metodologia do cumprimento de sentença dispõe de uma ligação recíproca de aplicação acessória com as leis convenientes ao processo de execução, a título de exemplo a mutualidade patrimonial, a satisfação de crédito, penhora expropriação, etc. 7
Nesta ocasião, o cumprimento de sentença é orientação máxima de centralização justamente dita do litígio principal e da action iudicati em um só processo. Nesse caso, o processo intelectivo gera uma resolução que será conhecida como título executivo judicial, na qual o Estado criará o ônus de ser produzida como mera fase processual, decorrência evidente do processo unificado. No entanto a execução formada em título extrajudicial ainda efetiva-se em ação autônoma, manejada pelo Sistema de execução em si.
1.4 Obrigação Objetiva do Exequente
Com a alteração do art. 574 do CPC/1973 para o art. 776 do novo código de processo civil, comunica uma larga distinção técnica em seu texto, que o
6
ASSIS, Araken de. Cumprimento da sentença. Rio de Janeiro: Forense, 2006. p.150.
17 executor terá que responsabilizar-se objetivamente e dessa forma reembolsar ao executado as avarias que este vir a suportar, em que a sentença, transitada em julgado, decretar inexistente, no todo ou em parte, o ônus que possibilitou a execução.
Como nos mostra Abelha (359):
A possibilidade excepcional de executar antes do tempo com base em título provisório é uma posição de vantagem outorgada ao credor. Todavia, tal prerrogativa traz consigo um ônus que é objetivamente assumido (imposto pela lei processual) pelo credor-exequente que faz uso da execução provisória (cumprimento provisório da sentença). É que, para equilibrar o risco da execução fundada em título instável, o legislador impõe a regra da responsabilidade objetiva pelos danos que o executado venha a sofrer caso a sentença seja reformada (provimento do seu recurso).
Refere-se à execução inadequada, garantida por uma decisão do judiciário que decrete inexistente o título ou parte dele, como nos embargos de execução, com o parecer final da ação rescisória no cumprimento de sentença ou que resulte de recepção de alguma argumentação do executado, desde que transitado em julgado.
De outro modo, o art. 777/CPC diz que “A cobrança de multas ou de indenizações decorrentes de litigância de má-fé ou de prática de ato atentatório à dignidade da justiça será promovida nos próprios autos do processo”.
1.5 Hipóteses de Compensação do Exequente
Para atender o direito do executante, pelo levantamento do montante penhorado ou pelo produto da propriedade penhorada, e além do mais, proporcionar o alienamento forçado deste precedente, o exequente terá de propiciar caução satisfatória e integro determinado pelo juiz e manifestar-nos próprio processo, em consonância com o art. 520, IV, ou seja, a garantia se indica insubstituível a todo o momento que tiver variação nos recursos do executado.
Preliminarmente, não interessa a titulação do exequente e sua solvência, mas, no entanto, o seu prejuízo possível à parte contrária. A circunstância formada para prosseguir com a eficiência executiva deixa ao ceder-se pelo imperioso acesso à justiça. Cabendo assim ao poder judiciário, utilizando o principio da proporcionalidade e a razoabilidade de dar êxito terminativo fundamental, dispensando a caução, e, desse modo, fixar a ocorrência do artigo 520, IV, ao seu real objetivo. 8
Conforme verificamos no artigo 520, IV do Código de Processo Civil:
Art. 520: O cumprimento provisório da sentença impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo será realizado da mesma forma que o cumprimento definitivo, sujeitando-se ao seguinte regime:
IV – o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem transferência de posse ou alienação de propriedade ou de outro direito real, ou dos quais possa resultar grave dano ao executado, dependem de caução suficiente e idônea, arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos próprios autos.
Nessa sequencia, o magistrado tem a obrigação de ser intransigente na conferencia da penhora, para afastar condições de fraudulenta garantia. Conceder a execução provisória sem devido cuidado absoluto do perigo do dano para o executado consiste a insultar o devido processo legal e efetua verídico sequestro de propriedade, ao tremor da lei constitucional zela por tal direito. 9
Até então, o fornecimento da garantia será determinada em todos os acontecimentos em que, embora não havendo cessão de domínio, o ato executivo seja capaz, de produzir um sério dano para sujeito passivo da demanda.
1. 6 Restituição da Condição Anterior
8
ASSIS, Araken de. Cumprimento da Sentença. Rio de Janeiro: Forense, 2006.p.154.
19 Na compreensão do art. 520, II, ocorre que, de acordo com a ocasião da declaração, a execução provisória se exterminara, alterando-se para definitiva ou, a mudança pode vir a ser parcial ou completa, se parcial, continua a execução no que não foi acometido e ficará sem consequência, mas exclusivamente a parte afetada pelo cabimento do recurso; porém se total, incumbirá ao exequente voltar ao status quo, ou seja, ao estado anterior. 10
Por isso, a vinda ao status quo, a obrigação do exequente em devolver importância auferida, com correção de juros, sob a sanção de penar uma execução; comandam ainda os bens penhorados, mas ainda não alienados; também desfaz o usufruto imposto, a qual tem a obrigação de ressarcir o montante débito recebido; assim restaurando os valores levantados. 11
Nesse caso, à volta ao estado anterior que atingir terceiros, será dissolvido o acordo de transmissão e será resolvido o domínio. 12 Se, no entanto, foi transferido por arremate à terceiro, o exequente terá de assumir as suas responsabilidades e ressarcir os prejuízos decursivos da perda definitiva do bem expropriado. 13
10
ASSIS, Araken de. Manual da execução. 11. ed.rev.ampl.atual. São Paulo : Rev. dos Tribunais, 2007. p. 317.
11 ASSIS, Araken de. Cumprimento da Sentença. Rio de Janeiro: Forense, 2006.p.159 12
ASSIS, Araken de. Cumprimento da Sentença. Rio de Janeiro: Forense, 2006.p.159
13
2. Procedimento do Cumprimento Provisório
O cumprimento provisório era apreciado em nosso ordenamento de maneira bem definida, uma vez que, só consegue ser realizada nos íntimos limites de um ordenamento jurídico, ao mesmo tempo em que os modelos europeus pendem a modificar o estatuto em privilégio em leis sujeitas somente na avaliação do magistrado.
Além do mais, o cumprimento provisório era inconcluso, na dimensão em que resultava em caráter de precaução, precipitando as ações executivas, em vez de ocorrer o contentamento do exequente.
Na atualidade, o sistema do cumprimento provisório está estruturado no art. 520 do CPC.e seus incisos e parágrafos.
Como menciona Abelha, p. 357:
O fato verdadeiro é que o legislador processual acordou para o problema, e, justiça seja feita, tentou até o último momento inverter a regra do art. 520 do CPC/1973, mas pressões políticas (manutenção do poder no âmbito dos tribunais) mantiveram o atual regime de duplo efeito em que é recebida a apelação, tal como se observa no art. 1.012 do NCPC.
Nada obstante o retrocesso legislativo em relação a esse aspecto, o NCPC manteve as boas inovações que já haviam sido incorporadas no final da vida do CPC revogado, em especial contidas no art. 475-O, deixando, por outro lado, de inovar em tantos pontos acerca do tema.
Como apontado no dispositivo acima, sobre o assunto do cumprimento provisório da sentença, o estatuto da execução, do art. 475-O do CPC de 1973, este procede no mesmo engano conceitual na inovação que o ordenamento dá que o provisório não é o cumprimento, mas, o titulo executivo que o constitui, sendo que o mesmo depende de exame de recurso sem o efeito suspensivo. As ações executivas, ou seja, os inerentes ao cumprimento de sentença, de modo nenhum são provisórios, na efetividade, são adiantamentos dos atos de gozo do exequente, ainda mesmo do transito em julgado da decisão que reconhecera o seu direito.
21 No art.520, §4 do NCPC, verificamos:
Art. 520. O cumprimento provisório da sentença impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo será realizado da mesma forma que o cumprimento definitivo, sujeitando-se ao seguinte regime:
(…)
§ 4º A restituição ao estado anterior a que se refere o inciso II não implica o desfazimento da transferência de posse ou da alienação de propriedade ou de outro direito real eventualmente já realizada, ressalvado, sempre, o direito à reparação dos prejuízos causados ao executado.
O artigo exposto acima evidencia a exata compreensão do alienamento da posse que é conservado na hipótese de determinação de provimento do apelo do executado, ressalvando o direito do réu postular a indenização cabível.
O novo ponto é de conhecer se no momento em que o adquirente for o mesmo executante, garante a alienação ou a previsão do inciso II, que define como no entendido no CPC de 1973, é a restauração das partes é ao estado anterior. Isso dado que, o §4, torna desnecessário a estimativa do inciso II na quilo que já restou destacado do trecho acima, visto, que ele indica o comprometimento do exequente pelos prejuízos gerados pelo executado.
Ou melhor, no art. 520 tem uma expressa presunção de incidência de multa de 10% na hipótese do não pagamento no período de 15 dias, conforme exposto no parágrafo § 2º do artigo 520 do CPC.
A recente alteração do Código de Processo Civil versa sobre o assunto de forma diferente que passou a dominar na jurisprudência do STJ, apresentando que a existência sanção não é logicamente contrária ao cumprimento provisório. Sendo que não é a escolha realizada pelo NCPC oportunidade que deixa claro quando se realiza a leitura do §2º e, apesar do entendimento contrário, do que o §3º mostra. Também o §2º do art. 520 evidência da ocorrência dos honorários advocatícios no cumprimento provisório de sentença, sem o dano da multa. 14
14
NEVES, Daniel Amorim Assumpção. Manual de direito processual civil. Volume único. 8 ed. Salvador: Ed. JusPodivm, 2016. p. 1989.
Isso posto, para resguardar o devido processo legislativo, para fomentar as linhas provenientes do parágrafo único do art. 65 da CF, incumbe analisar que não houve a citação dos honorários advocatícios no § 2º do artigo 520 do CPC/2015. Mas não que não seja capaz de se chegar a este entendimento.
Contudo, há uma contrariedade de ordem formal na norma, a redação do Projeto da Câmera era certo quanto a obrigação de que o executado deveria ser intimado para, querendo, que apresenta-se sua impugnação.
Como menciona Assumpcão Neves, p. 2300:
No cumprimento de sentença, o executado será intimado para realizar o pagamento no prazo de 15 dias. Não ocorrendo o pagamento, o caput do art. 525 do Novo CPC prevê o início automático da contagem de novo prazo, também de 15 dias, para a impugnação do executado. É dispensada a intimação do executado para o início desse prazo, pois ele, sendo o responsável por tal pagamento, terá ciência se este foi ou não realizado no prazo legal.
Assim no texto final, é ajustada a regra do CPC com o modelo da constituição, no qual, diz que na mesma intimação do executado, também deve abranger a intimação relativa a viabilidade de ser oferecer a impugnação, mas, contudo, observando o disposto no art. 525/CPC, a iniciar pelo fato do prazo da apresentação.
2.1 Cumprimento Provisório da Execução e a Suspensividade da Execução
Assunto que se apresenta com frequência nos tribunais é a obscuridade que se tem no meio do efeito suspensivo da objeção apresentada pelo executado e a provisoriedade/definitividade da tutela executiva.
Em primeiro lugar, tem de se a dizer que a habilitação da execução em “definitiva” ou em “provisória” transcorre, na verdade, em um título fundamentado. Na ocasião em que a execução é transformada em título executivo provisório, identifica-se, assim nesse caso como provisória a execução, e quando é
23 transformada em título executivo definitivo, é reconhecida como execução definitiva. É compreensível que, no momento em que se trata de da primeira suposição, há alguma rigidez e imposição no caso de aquisição do contentamento do exequendo, mas a cerca de ambas as situações a execução será capaz de vir ao final.
De outro lado, é dito ser provisório o título no momento em que ainda está em criação, e o definitivo quando já está criado. São títulos definitivos quando eles já estão em transito em julgado. Dessa forma, no qual serve de apoio a uma execução, ela será assim definitiva. De outro modo, são os títulos provisórios todos os que sustentam as decisões judiciais interinas com eficiência executivas, isto é, até então não se encontram consolidado, e sendo assim podendo ser alterado para definitivo.
De modo como, podemos observar o que Abelha menciona p. 365:
Do contrário, toda sentença de mérito condenatória transitada em julgado e acobertada pela coisa julgada material não geraria a possibilidade de uma execução definitiva, caso, por exemplo, o executado ajuizasse uma ação rescisória da sentença transitada em julgado. Ou, ainda, bastaria ao executado oferecer a impugnação do executado para que a execução se transformasse de definitiva em provisória. Não há nada mais equívoco e absurdo do que esse entendimento.
Da mesma forma se passa com os títulos executivos extrajudiciais. Em virtude de ser efetuados, são definitivos. Agora existem e não serão alterados por outro título cabal. Já, apresentam a abertura ao cumprimento definitivo.
Conforme, Theodoro Júnior, nos fala, p. 148:
Todavia, pode o juiz atribuir-lhe efeito suspensivo, nos termos do citado § 6º do art. 525, desde que: (i) haja requerimento do executado; (ii) esteja garantido o juízo com penhora, caução ou depósito suficientes; (iii) os fundamentos do executado sejam relevantes; (iv) o prosseguimento da execução for manifestamente suscetível de causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação. É preciso, para obtenção do favor legal, que concorram todos os requisitos aludidos.
Nessa conexão, preconize a Súmula 317 STJ que “é definitiva a execução de título extrajudicial, ainda que pendente apelação contra sentença que julgue
improcedentes os embargos”, possibilitando esclarecer que nem a proposição dos embargos e nem a permissão do efeito suspensivo modifica a essência jurídica do cumprimento definitivo, até agora que inconcluso a apelação que julgue os improcedentes. 15
Junto com a vinda do NCPC, o problema não foi corrigido e se deteve a redação do art. 587 do CPC revogado, mas passou a sua ideia para o art. 1.012, § 2º, ao falar que, no fato de execução sem resolução do mérito ou no caso do julgamento improcedente dos embargos, o apelado será capaz, de proporcionar o pedido de cumprimento provisório de sentença, mas somente depois de publicada a mesma. Dessa forma, o magistrado converte em provisório a execução de um título extrajudicial.
2.2 Execução Provisória em Título Extrajudicial
No teor do artigo 517 do CPC de 2015, vejamos: “Art. 517. A decisão judicial transitada em julgado poderá ser levada a protesto, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo para pagamento voluntário previsto no art. 523”. Refere-se o exposto acima, a ideia executiva indireta, isto é, certa de impor psicologicamente ao executado a efetivar a responsabilidade por intermédio de ver a sua condição piorar caso não cumpra a obrigação na data limite de 15 dias.
A fim de, pôr em prática o protesto do § 1º, presume que e é de competência do exequente exibir a certidão de teor da decisão, e que de acordo com o § 2º terá de ser disponibilizado no prazo limite de três dias e apontara o nome e a qualificação do executante e do réu, o número do processo, o montante do débito e a época do decurso do prazo pagamento voluntário.
25 Conforme o §3º do artigo 517 do CPC de 2015:
Art. 517 A decisão judicial transitada em julgado poderá ser levada a protesto, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo para pagamento voluntário previsto no art. 523.
(…)
§ 3º O executado que tiver proposto ação rescisória para impugnar a decisão exequenda pode requerer, a suas expensas e sob sua responsabilidade, a anotação da propositura da ação à margem do título protestado.
Já o § 4º do mesmo dispositivo mostra;
A requerimento do executado, o protesto será cancelado por determinação do juiz, mediante ofício a ser expedido ao cartório, no prazo de três dias, contato da data de protocolo do requerimento, desde que comprovada a satisfação integral da obrigação.
Do mesmo modo, deve ser cancelado se o magistrado dispuser de compreender ter existido qualquer lacuna em sua produção. Todavia, refere-se de trâmites supérfluos, dado que o devedor consegue recolher o protesto demonstrando o seu pagamento do débito não posto em juízo.
2.3 Cominação da Multa do Artigo 523/CPC
Desse modo, o art. 523 do NCPC é equivalente ao art. 475-J do CPC de 1973, que prescreve que o executado:
Art. 523. No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no caso de decisão sobre parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente, sendo o executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de custas, se houver.
§ 1º Não ocorrendo pagamento voluntário no prazo do caput, o débito será acrescido de multa de dez por cento e, também, de honorários de advogado de dez por cento.
§ 2º Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput, a multa e os honorários previstos no § 1º incidirão sobre o restante. § 3º Não efetuado tempestivamente o pagamento voluntário, será expedido, desde logo, mandado de penhora e avaliação, seguindo-se os atos de expropriação.
Além disto, o principal e o mais evidente dos problemas de aplicação da multa do art. 523, § 1º do NCPC no cumprimento provisório é a sua essência jurídica de sanção processual. Assim não aparenta ser de forma logica que, ao mesmo tempo em que o executado ainda discute a decisão executável por via recursal, tenha uma pena por não cumprir uma obrigação provisória. De outro modo, o recebimento do montante exequendo para evitar a aplicação da multa espontaneamente retorna-se o recurso pendente de julgamento. Enfim, todo o ato de concordância expressa ou tácita da decisão põem fim ao direito de recurso e gera conflito lógico no julgamento do recurso.
A única maneira de tornar a norma não muito desagradável é de entender que o depósito no art. 520, §3º do NCPC não se cria confusão com o pagamento previsto no art. 523,§ 1º do NCPC, até então no que o §2º só artigo 520, do mesmo código que faça a alusão conclusiva a tal dispositivo. 16 Nessa ocasião, o emprego da multa iria a ser controlada por várias leis a necessitar da definitividade ou do não cumprimento de sentença.
Referindo-se ao cumprimento definitivo da sentença exclusivamente com o pagamento por parte do executado que o livrará da aplicação da multa, agora no cumprimento voluntário o depósito do montante em juízo, será o bastante para a formação de tal efeito. O depósito, por conseguinte, não representa a anuência do executado com a sentença, não obstante, logo, serve como pagamento da dívida e podendo a vir a originar a extinção da execução. Sendo que o valor ficará depositado em juízo, no aguardo do julgamento do recurso pendente. 17
2.4 Execução Provisória das Astreintes
O Novo Código de Processo Civil autoriza a utilização das ações de apoio ao cumprimento de sentença, referente aos encargos de fazer em relação às multas periódicas, isto é, as astreintes pelo não cumprimento da condenação. Presume, da
16 Wambier-Conceição-Ribeiro-Mello, Primeiros, p. 862. Contra, entendendo que se trata mesmo de
pagamento: Scarpinella Bueno, Manual, p. 392; Amaral, Comentários, p. 628.
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27 mesma maneira, que a sua finalidade independe de solicitação da parte, o que acontece também na fase de conhecimento, na sentença ou na tutela antecipada.
Sobrepõe, a jurisprudência da súmula do STJ no entendimento de que “a prévia intimação pessoal do devedor constitui condição necessária para cobrança de multa pelo descumprimento de obrigação de fazer ou não fazer” (Súmula 410-STJ). É racional que estando a multa como sanção pela desobediência da norma apresentada pela decisão judicial, somente tornar-se-á cabível após o momento em que a parte ter sido intimada sobre a determinação e não realizar o cumprimento do mesmo no seu prazo estipulado e assinado.
Segundo Assumpção Neves, p. 2051:
Apesar de o art. 806, § 1º, do Novo CPC prever que o juiz poderá, ao despachar a petição inicial, fixar multa por dia de atraso no
cumprimento da obrigação (astreintes), essa multa – que na
realidade não precisa ser diária – só passará a ser exigida após o
vencimento do prazo legal concedido pela lei para que o executado cumpra a sua obrigação.
A multa é suposta pelo não cumprimento da regra. É necessário, que o tempo do mandado termine, para somente depois do vencimento do prazo é que começará a correr o prazo do atraso fundamentado para o emprego da multa.
Consoante, com que Marcelo Abelha menciona, p. 105:
As astreintes impostas ao réu como categoricamente prescreve o § 4.º do art. 77. Nesse dispositivo o objeto tutelado é a dignidade da justiça e essa multa não se baralha com a astreinte, cujo papel coercitivo é precípuo e o sujeito processual por ela atingido é sempre o requerido em desfavor de quem é efetivada a tutela. A cumulatividade das duas multas processuais é absolutamente possível de acontecer como claramente estabelece o NCPC. É de observar, contudo, a regra do art. 96 do NCPC que fixa o beneficiário pela sanção de multa por má-fé imposta pelo juiz.
Em relação a essa novidade merece crítica a falta de sistematização do tema.
Na parte geral, aqui comentada, quando o instituto do contempt of court é aplicado mediante a punição com multa processual àquele que atentar contra a jurisdição (art. 77, §§ 1.º, 2.º e 3.º), a referida verba será destinada aos cofres públicos, o que nos parece lógico e sensato, pois trata-se de ato que atenta contra a jurisdição estatal.
Contudo, quando se lê o dispositivo correlato, que trata igualmente do ato atentatório contra a dignidade da justiça, só que especificamente no processo de execução (aplicável subsidiariamente ao cumprimento de sentença), o legislador se contradiz, pois a sanção de multa eventualmente aplicada ao devedor que atenta contra a dignidade da justiça, será revertida, como expressamente determina o art. 772, parágrafo único, “em proveito do exequente, exigível na própria execução, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material”. Ora, por que no art. 77, § 3.º, a multa por tal ato destina-se aos cofres públicos e aqui, no art. 774, parágrafo único, em proveito do exequente, ontologicamente a conduta é a mesma. Parece-nos que houve aí uma falha na sistematização dos dispositivos que tratam do mesmo instituto.
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CONCLUSÃO
Concernente ao assunto desenvolvido ao longo do existente trabalho assinala os fundamentais resultados quanto a concepção principal que alistaram o estudo:
De modo histórico, entendeu-se que não há fixação definida do advento do cumprimento provisório. Contudo, não se versa de regra contemporânea, em virtude que há tempos se constrói uma luta para ganhar a lentidão do processo, em favor a sua eficiência. O cumprimento provisório cria normas benéficas para a diminuição do prazo do processo, pois desenvolve o êxito da sentença. Isso aumenta a economia de tempo.
Analisando a evolução histórica, a norma brasileira percebe-se que o cumprimento provisório a todo o momento foi escasso a sua divulgação, em razão de se ter o efeito suspensivo do recurso de apelação ser a regra. Em contrapartida, as modificações trazidas pelas leis de 2002, 2005 e 2006 colaboraram com certeza para a normatização a incidência da norma.
No complexo do sistema processual brasileiro novo, o cumprimento provisório está elencado basicamente, nos artigos 520 aos 527 do Novo Código de Processo Civil, e representa a oportunidade de executar desde a decisão judicial pendente por razão de recurso que foi recebido apenas em efeito devolutivo.
Diante da análise da norma, averiguou-se que provisória é a expressão sobre que se forme o cumprimento e não o cumprimento em si, pois cria uma precipitação da ação executiva de uma determinada decisão judicial mesmo que pendente de recurso. A mesma coisa se a decisão é mantida na instancia superior, o cumprimento provisório somente será convertido em definitivo, assim sendo dispensável a realização de atos inerentes ao processo executivo, mas só a continuação da circunstancia em que se encontra.
A definição do cumprimento provisório está ligada com os feitos recursais. No caso de não haver a atribuição do efeito suspensivo ao recurso, permite-se que o credor execute de maneira imediata sentença. Sendo assim possível o cumprimento provisório da decisão.
No artigo 520 do NCPC salienta que a norma de que a apelação é auferida no duplo efeito, exceto nas hipóteses dos incisos I a VII. Deduz-se que, desde a compreensão da sistematização do CPC, em conjunto com os fundamentos da efetividade e da celeridade processual, tal norma deve ser agilizada, deixando ao juiz ou ao relator por meio de requerimento da parte, dar eficácia direta à decisão, corresponde dizer que o efeito suspensivo somente será usado nos casos em que de fato oferecer risco de lesão grave ou de difícil reparação ao recorrido.
A metodologia do cumprimento provisório será como do cumprimento definitivo, reconhecida, entretanto, as limitações contidas nos seus incisos. É dessa maneira que se deve compreender a definição da locução contido no caput do art. 520 do NCPC.
Em conformidade com o art. 520 do CPC, inciso I, a responsabilidade do exequente é de essência objetiva, isento da apuração da culpa para o dever de ressarcir os prejuízos sofridos pelo réu ou terceiro no caso de invalidez do cumprimento provisório. Sendo que não é obrigatória a caução para iniciar o cumprimento.
Do mesmo modo, no inciso II, no que nos relata é que as partes precisam ser restituídas ao estatus quo, isto é, no caso de ocorrer fortuita reforma de decisão,
31 da qual da qual esteja sendo cumprida provisoriamente, tens que se escolher pela restauração do estado anterior. E no caso da impossibilidade, tem de se recompor através de numerário.
Em consonância com o art. 520, IV, ou seja, a garantia se indica insubstituível a todo o momento que tiver variação nos recursos do executado. Observa-se nessa hipótese a dispensa de caução em que não é necessário, de forme em que o juiz, dependendo do fato material, pode definir a dispensa da caução, isto é, nas situações em que não oferecer risco ao réu.
A execução de título executivo extrajudicial, da qual relevâncias nos negócios do comércio são indiscutíveis, mas no chamado cumprimento de sentença, sendo o ato do juiz, que proferiu decisão ao final da lide, a qual pressuposta as partes se manifestam de modo divergente na apresentação de suas versões ou provas. Deste modo, o nível de afirmação da sentença inclina-se a ser mais apto do que os titulo extrajudicial.
Já com relação a multa do art. 523 do NCPC, prossegue a mesma compreensão do cumprimento definitivo, em virtude de que o devedor tem seu direito garantido constitucionalmente para recorrer, assim não podendo ser punido em razão de que se deve aguardar a decisão definitiva.
A respeito das astreites entende-se que é exigível de imediato momento. E, por causa da característica de provisoriedade da decisão de fixação de multa, o cumprimento pode ser provisório e, por conseguinte, obrigam-se as normas do art. 523 do NCPC. Já em consequência da reforma da decisão, o valor pago em multa também deve ser restituído.
As alterações realizadas na norma do cumprimento provisório de sentença, trazidos pelo NCPC tem por propósito oferecer a maior eficácia ao processo, assim alterando a sistemática do efeito suspensivo, provando o plano inegável do ordenamento processual brasileiro.
Inevitável destacar que o Novo Código de Processo Civil terminou com o efeito suspensivo automático, isto é, é indispensável que a parte faça requerimento perante o tribunal, em petição autônoma, assim tendo preferencia na distribuição e tornará competente o relator, para que seja concedido o efeito à apelação.
Deste modo, conclui-se, que o cumprimento provisório quer dizer que é uma importante opção para o poder judiciário pra evitar a demora no procedimento do processo, oferecido ao órgão judiciário para responder ao desejo social por uma justiça mais eficaz, em proveito da agilidade e efeito processual.
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REFERÊNCIAS
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THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil – Teoria geral do direito processual civil, processo de conhecimento e procedimento comum – vol. III. 47. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense, 2016.