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QUANTA Lite TM h-ttg IgA ELISA (HumanTissue Transglutaminase) Para utilização em diagnóstico In Vitro Complexidade CLIA: Elevada

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QUANTA Lite

TM

h-tTG IgA ELISA

708760

(HumanTissue Transglutaminase)

Para utilização em diagnóstico In Vitro Complexidade CLIA: Elevada

Aplicação Diagnóstica

QUANTA LiteTM h-tTG IgA é um ensaio imunoenzimático (ELISA) para a detecção semi-quantitativa de anticorpos IgA anti transglutaminase tecidular (endomísio) no soro humano. A detecção destes anticorpos auxília no diagnóstico de certas enteropatias sensíveis ao glúten como, por exemplo, a doença celíaca e dermatite herpetiforme.

Resumo e Explicação do teste

A doença celíaca e a dermatite herpetiforme, as duas formas reconhecidas de enteropatia sensível ao glúten (GSE) são caracterizadas pela inflamação crónica da mucosa intestinal e pelo aplanamento do epitélio ou “atrofia vilosa” positiva.1,2 A intolerância ao glúten, a proteína do trigo, do centeio e da cevada causam a GSE. Os doentes com a doença celíaca podem sofrer de diarreia, problemas gastrointestinais, anemia, fadiga, problemas psiquiátricos e outros efeitos secundários diversos ou podem ser assimptomáticos.2 A dermatite herpetiforme é uma doença de pele associada à GSE. Todos os doentes com GSE têm um risco elevado para linfoma.3 Uma dieta sem glúten controla a GSE e os riscos associados. A descoberta nos anos 50, de que o glúten causa a doença celíaca, tornou possível o tratamento ao submeter os doentes a uma dieta sem glúten. Após o desenvolvimento de um método para realizar biópsias do intestino delgado por via oral, os médicos eram capazes de pesquisar a atrofia vilosa. Enquanto a atrofia vilosa positiva pode ocorrer noutros distúrbios, a GSE pode ser diagnosticada seguindo o critério original da Sociedade Europeia de Gastroenterologia Pediátrica e Nutrição (ESPGAN). Estes critérios exigem aproximadamente um ano de estudos árduos com: a) uma biopsia inicial ao intestino positiva, b) 6 meses de dieta sem glúten, c) uma segunda biopsia ao intestino negativa, d) uma prova de glúten durante 6 meses e) uma terceira biopsia ao intestino positiva.

O desenvolvimento de testes ao soro para três anticorpos diferentes do isotipo IgA3 tornou possível gerar, critérios ESPGAN revistos mais rápidos para a doença celíaca, como foi relatado em 1990.2 Estes teste incluem anticorpos anti endomísio IgA (EMA),4 anticorpos anti gliadina IgA (AGA) e anticorpos anti-reticulina R1 (ARA). Os critérios ESPGAN revistos exigiram: a) uma única biopsia ao intestino positiva e b) a demonstração de pelos menos dois dos três anticorpos da classe IgA acima mencionados. Desde então, vários estudos demostram que os testes EMA IgA têm uma especificidade superior a 99% para GSE e uma sensibilidade maior do que os testes ARA ou AGA.5-13 Uma vez que os EMA IgA desaparecem quando os doentes com a doença celíaca ou a dermatite herpetiforme aderem a uma dieta sem glúten, os testes para estes anticorpos também ajudam a verificar se os doentes cumprem a dieta.4,5,12

Recentemente, o antigénio endomisial foi identificado como a proteína de ligação enzimática conhecida como transglutaminase tecidular (tTG).14,15 Os procedimentos ELISA específicos para antigénios com tTG permitem uma alternativa fiável e objectiva aos ensaios tradicionais baseados na imunofluorescência que incluem secções finas de esófago de primata como substrato.14-19 O procedimento ELISA pode ser adaptado tanto a um grande como a um pequeno número de amostras de doentes. Nos últimos dois anos, o antigénio humano tTG tem sido produzido por tecnologia recombinada. O antigénio humano recombinado pode ter certas vantagens comparando com o mais comum antigénio de fígado de porco da guiné.16,17,20

Os dois desenvolvimentos mais recentes na serologia da doença celíaca são o uso de transglutaminase tecidular humana nativa, isolada dos glóbulos vermelhos e o uso de testes com capacidade para detectar transglutaminase tecidular da classe IgG. O uso de glóbulos vermelhos nativos tTG em vez do antigénio de porco da guiné ou do antigénio humano recombinante derivado permite uma vantagem na facilidade de purificação e resulta em preparações livres de proteinas bacterianas, de insectos ou outras proteinas contaminantes.21, 22, 23, 24 Os testes tTG ELISA de antigénio humano que são apresentados na literatura, parecem funcionar bem em comparação com os testes baseados no antigénio mais comum de porco da guiné.16, 17, 20-23

Os dispositivos anti gliadina da classe IgG já são utilizados há algum tempo, essencialmente para ajudar a determinar os indivíduos com deficiências IgA. Vários investigadores têm demonstrado a utilidade clínica da detecção dos anticorpos da classe IgG anti tTG.17,20,21 Num teste de estudo, a sensibilidade aumentou de 91,5%, apenas para os anticorpos IgA, para 98,5% quando considerados ambos os resultados IgA e IgG.17

Princípio do método

O antigénio de transglutaminase tecidular humana nativa (h-tTG) isolado de glóbulos vermelhos frescos é ligado aos micropoços de uma placa de poliestireno sob condições que vão preservar o antigénio no seu estado nativo. Os controlos pré-diluídos e soro diluído dos doentes são adicionados aos diferentes poços, permitindo que quaisquer anticorpos h-tTG IgA presentes se liguem ao antigénio imobilizado. A amostra não ligada é lavada e adiciona-se um conjugado IgA anti-humano marcado a cada poço. Uma segunda incubação permite ao conjugado enzimático ligar-se a quaisquer anticorpos de doentes que tenham ficado agarrados aos micropoços. Depois da segunda lavagem para retirar o excesso de conjugado, a restante actividade das enzimas é medida adicionando um substrato cromogénico e medindo a intensidade da cor que se desenvolve. O ensaio pode ser avaliado por espectrometria, medindo e comparando a intensidade da cor desenvolvida nos poços do doente com a cor dos poços de controlo.

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Reagentes

1. Placa ELISA de micropoços de poliestireno revestidos com antigénios purificados h-tTG (12-1 x 8 poços), com suporte em embalagem de protecção com dessecantes

2. Controlo Negativo ELISA, 1 frasco de solução tampão com conservante e soro humano IgA sem anticorpos humanos anti h-tTG, pré-diluído, 1,2 ml

3. Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA, 1 frasco de solução tampão com conservantes e soro humano IgA com anticorpos anti h-tTG, pré-diluído, 1,2 ml

4. Positivo Alto h-tTG IgA ELISA, 1 frasco de solução tampão com conservantes e soro humano IgA com anticorpos anti h-tTG, pré-diluído, 1,2 ml

5. Diluente da amostra HRP, 1 frasco cor-de-rosa, contém solução tampão salina Tris, Tween 20, estabilizadores proteicos e conservante, 50 ml

6. Solução de lavagem HRP, 1 frasco 40x concentrado, de cor vermelha com solução tampão salina Tris e Tween 20, 25 ml. As instruções de diluição encontram-se na Secção Método.

7. Conjugado HRP IgA, (de cabra), IgA anti-humana, 1 frasco – de cor amarela com tampão, estabilizadores proteicos e conservantes, 10ml

8. Cromogénio TMB, 1 frasco com estabilizadores, 10 ml

9. Solução de paragem HRP, ácido sulfúrico 0,344 M, 1 frasco – incolor, 10 ml

Advertências

1. ADVERTÊNCIA: Este produto contém um químico (0,02% cloranfenicol) no diluente da amostra, nos controlos e no conjugado, considerado como cancerígeno no Estado da Califórnia.

2. Todo o material de origem humana utilizado na preparação dos controlos deste produto foi testado e deu resultados negativos para métodos aprovados pela FDA para anticorpos anti HIV, HBsAg e HCV. Contudo, nenhum teste pode garantir com certeza absoluta a ausência de HIV, HBV, HCV ou outros agentes infecciosos. Assim, o Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA, o Positivo Alto h-tTG IgA ELISA e o Controlo Negativo ELISA devem ser manipulados como se fossem material potencialmente infeccioso.25

3. A azida de sódio é utilizada como conservante. Este produto é venenoso e pode ser tóxico se for ingerido ou absorvido pela pele ou pelos olhos. A azida de sódio pode reagir com componentes de chumbo ou cobre das canalizações formando azidas metálicas explosivas. Por esta razão, ao deitar fora os restos de reagentes é necessário deixar correr água em quantidade abundante para evitar a formação destas substâncias.

4. O conjugado HRP contém um químico diluído venenoso/corrosivo, que pode ser tóxico quando ingerido em grandes quantidades. Evitar o contacto com a pele e os olhos para prevenir a ocorrência de queimaduras químicas.

5. O cromogénio TMB contém um produto irritante, que pode ser prejudicial quando inalado, ingerido ou absorvido pela pele. Evitar inalar, ingerir ou o contacto com a pele e os olhos para evitar lesões. 6. A solução de paragem HRP consiste numa solução de ácido sulfúrico diluído. Evitar a exposição a bases, metais ou outros componentes que possam reagir com ácidos. O ácido sulfúrico é venenoso e corrosivo e pode ser tóxico se ingerido. Evitar o contacto com a pele ou os olhos para prevenir a ocorrência de queimaduras químicas.

7. Usar equipamento de protecção apropriado para trabalhar com os reagentes.

8. Os salpicos de reagentes devem ser limpos imediatamente. Observar todas as regulamentações ambientais nacionais e locais relativas à eliminação de resíduos.

Precauções

1. Utilizar somente para diagnóstico In Vitro.

2. A substituição de componentes do dispositivo por outros que não pertençam a este sistema pode originar resultados inconsistentes.

3. Uma lavagem incompleta ou inadequada e a aspiração insuficiente dos líquidos dos poços ELISA pode dar origem a imprecisão e/ou a uma elevada interferência de fundo.

4. A adaptação, total ou parcial, deste teste para processadores automatizados e outros aparelhos de processamento de líquidos pode dar origem a diferenças nos resultados obtidos nos testes por técnica manual. É da responsabilidade de cada laboratório garantir que o seu procedimento automático dá origem a resultados dentro dos limites aceitáveis.

5. Uma grande variedade de factores influencia a qualidade dos resultados obtidos. Entre eles devemos considerar a temperatura inicial dos reagentes, a temperatura ambiente, a precisão e a reprodutibilidade da técnica de pipetagem, a eficácia da lavagem e aspiração dos poços ELISA, o fotómetro utilizado na leitura dos resultados e a duração das incubações dos testes durante o ensaio. Deve ser dada atenção especial à consistência, necessária para obter resultados precisos e reprodutíveis.

6. O protocolo deve ser criteriosamente respeitado.

7. Uma selagem inadequada da saqueta com tiras de micropoços e dessecantes pode provocar a degradação do antigénio e baixa precisão dos resultados.

8. Absorvâncias demasiado baixas podem ser observadas depois de duas ou mais utilizações do mesmo frasco de conjugado HRP num determinado período de tempo. É importante cumprir todas as recomendações de preparação e manipulação do conjugado HRP para evitar estas ocorrências. 9. A contaminação química do conjugado HRP pode surgir por limpeza insuficiente dos equipamentos e instrumentos utilizados. Resíduos dos agentes químicos comuns em laboratórios, tais como a

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Precauções particulares de conservação

1. Conservar todos os reagentes a 2-8º C. Não congelar. Os reagentes permanecem estáveis até à data de validade indicada, quando armazenados e manipulados conforme descrito no protocolo. 2. As tiras dos micropoços revestidas com antigénios que não forem logo utilizadas, devem ser seladas

na embalagem protectora original com dessecantes e conservadas a 2-8º C. 3. O tampão de lavagem depois de diluído é estável durante uma semana a 2-8º C.

Colheita da amostra

Este procedimento deve ser efectuado com uma amostra de soro. A adição de azida ou de outros conservantes às amostras do teste pode interferir negativamente nos resultados. As amostras de soro com contaminação bacteriana, que sofreram tratamento térmico ou contendo partículas visíveis não devem ser utilizadas. Amostras ou soro muito hemolizados ou lipémicos devem ser evitados.

Após a colheita, o soro deve ser separado do coágulo. O documento H18-A2 da NCCLS recomenda as seguintes condições de armazenamento para as amostras: 1) Não armazenar as amostras à temperatura ambiente durante mais de 8 horas. 2) Se o teste não for concluído num prazo de 8 horas, guardar a amostra a 2-8º C. 3) Se o teste não for concluído num prazo de 48 horas, ou se houver transporte da amostra, congelar a –20º C ou a uma temperatura inferior. As amostras congeladas devem ser bem agitadas depois de descongelarem e antes de serem testadas.

Procedimento

Material fornecido

1 Placa de micropoços h-tTG IgA ELISA (12-1 x 8 poços), com suporte 1 1,2 ml Controlo Negativo ELISA, pré-diluído

1 1,2 ml Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA, pré-diluído 1 1,2 ml Positivo Alto h-tTG IgA ELISA, pré-diluído 1 50 ml Diluente da amostra HRP

1 25 ml Solução de lavagem HRP, 40x concentrado 1 10ml Conjugado HRP IgA, (de cabra), IgA anti-humana 1 10 ml Cromogénio TMB

1 10 ml Solução de paragem HRP, ácido sulfúrico 0,344 M

Material adicional necessário mas não fornecido

Micropipetas de 5, 100, 200-300 e 500 µl Pontas descartáveis para as micropipetas

Tubos de teste para diluições de amostras de doentes, volume de 4 ml Água destilada ou desionizada

Recipiente de 1 L para Solução de lavagem HRP diluída

Fotómetro para leitura da placa de micropoços, com capacidade de medição da densidade óptica de 450 nm (e 620 nm para leituras duplas de comprimento de onda)

Método

Antes de iniciar

1. Todos os reagentes e amostras devem encontrar-se à temperatura ambiente (20-26 ºC) e ser bem misturados.

2. Diluir a Solução de lavagem HRP 1:40, adicionando o conteúdo do frasco de Solução de lavagem HRP a 975 ml de água destilada ou desionizada. Se não for utilizada a placa toda durante este período, podem ser preparadas quantidades inferiores, adicionando 2,0 ml de concentrado a 78 ml de água destilada ou desionizada por cada 16 poços utilizados. A solução tampão diluída mantém-se estável durante uma mantém-semana a 2-8º C.

3. Preparar uma diluição de 1:101 de cada amostra de doente, adicionando 5 µl de amostra a 500 µl de diluente da amostra HRP. As amostras diluídas devem ser usadas num prazo de 8 horas após a sua preparação. NÃO DILUIR o Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA, o Positivo Alto h-tTG IgA ELISA e o Controlo Negativo ELISA.

4. A determinação da presença ou ausência de h-tTG IgA utilizando unidades arbitrárias requer o uso de dois poços para cada um dos três controlos, e um ou dois poços para cada amostra. Recomenda-se que as amostras Recomenda-sejam testadas em duplicado.

Técnica

1. ANTES DE INICIAR O TESTE, TODOS OS COMPONENTES DEVEM ENCONTRAR-SE À TEMPERATURA AMBIENTE (20-26º C). Coloque o número de tiras/micropoços necessários no

suporte. Guarde imediatamente as tiras que não foram utilizadas na saqueta com dessecante,

selando-a para minimizar a exposição ao vapor de água.

2. Adicione 100 µl do Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA, do Positivo Alto h-tTG IgA ELISA, do Controlo Negativo ELISA pré-diluídos e das amostras diluídas dos doentes aos poços. Tape os poços e efectue, numa superfície nivelada, a incubação durante 30 minutos à temperatura ambiente. A incubação inicia-se após a adição da última amostra.

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3. Lavagem: Aspire bem o conteúdo de cada poço. Adicione 200-300 µl de solução de lavagem HRP diluída a todos os poços e, em seguida, aspire. Repita esta sequência mais duas vezes num total de três lavagens. Depois da última lavagem, inverta a placa e coloque-a sobre papel absorvente para retirar qualquer líquido residual. É imprescindível esvaziar completamente os poços após cada passo do procedimento de lavagem. Mantenha a mesma sequência para a aspiração como aplicada na adição das amostras.

4. Adicione 100 μL do conjugado HRP IgA a cada poço. O conjugado deve ser removido dos frascos, usando condições padrão assépticas e boas práticas de laboratório. Retire do frasco apenas a quantidade necessária para o ensaio. PARA EVITAR UMA POTENCIAL CONTAMINAÇÃO

MICROBIANA E/OU QUÍMICA, NUNCA DEVE VOLTAR A COLOCAR O CONJUGADO NÃO USADO NO FRASCO. Faça a incubação dos poços durante 30 minutos, como descrito no passo 2.

5. Lavagem: Repita o passo 3.

6. Adicione 100 µl do cromogénio TMB a cada poço e faça a incubação durante 30 min., no escuro e à temperatura ambiente.

7. Adicione 100 µl de solução de paragem HRP a cada poço. Mantenha a mesma sequência e contagem de tempo na adição da Solução de paragem HRP, tal como efectuado para o Cromogénio TMB. Bata suavemente na placa para obter uma mistura homogénea nos poços.

8. Determine a densidade óptica (DO) de cada poço a 450 nm num prazo de 1 hora após a paragem da reacção. Se desejar uma leitura bicromática, pode usar como referência um comprimento de onda de 620 nm.

Controlo de qualidade

1. O Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA, o Positivo Alto h-tTG IgA ELISA e o Controlo Negativo ELISA devem ser processados com todos os lotes de amostras para garantir que todos os reagentes e procedimentos actuam correctamente.

2. Note que uma vez que o Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA, o Positivo Alto h-tTG IgA ELISA e o Controlo Negativo ELISA se encontram pré-diluídos, estes não controlam o procedimento associado à diluição das amostras.

3. Outros controlos podem ser testados de acordo com as directivas ou requerimentos locais e/ou nacionais ou de acordo com as disposições de organizações acreditadas. Outros controlos adequados podem ser preparados efectuando alíquotas de amostras de soro humano e conservando a < -20°C.

4. Para que os resultados dos testes possam ser considerados válidos, devem ser cumpridos todos os critérios a seguir definidos. Se algum não for cumprido, o teste deve ser considerado inválido e o ensaio repetido.

a. A absorvância do Positivo Alto h-tTG IgA ELISA pré-diluído deve ser superior à absorvância do Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA pré-diluído, que deve ser superior à absorvância do Controlo Negativo ELISA pré-diluído.

b. O Positivo Alto h-tTG IgA ELISA pré-diluído deve ter uma absorvância superior a 1,0, enquanto o Controlo Negativo ELISA pré-diluído não pode ter uma absorvância superior a 0,2.

c. A absorvância do Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA deve ser mais do dobro da absorvância do Controlo Negativo ELISA ou superior a 0,25.

d. O Controlo Negativo ELISA e o Positivo Alto h-tTG IgA ELISA servem para monitorizar falhas substanciais dos reagentes. O Positivo Alto h-tTG IgA ELISA não consegue assegurar a precisão no ponto de decisão do ensaio.

e. O utilizador deve recorrer ao documento C24-A da NCCLS para obter instruções suplementares sobre as práticas do Controlo de Qualidade apropriadas.

Cálculo dos resultados

Em primeiro lugar é determinada a densidade óptica média (DO) para cada conjunto de duplicados. A reactividade de cada amostra pode ser calculada dividindo a DO média da amostra pela DO média do Positivo Baixo da tTG IgA ELISA. O resultado é multiplicado pelo número de unidades do Positivo baixo h-tTG IgA ELISA que se encontram no rótulo.

Densidade óptica da amostra

Valor da amostra = ———————————————————— x Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA (unidades) DO do Positivo Baixo h-tTG IgA ELISA (unidades) A relação entre a reactividade e a quantidade de anticorpos presentes é não linear. Apesar de o aumento ou a diminuição das concentrações de anticorpos no doente se reflectirem num respectivo aumento ou diminuição da reactividade, a alteração não é proporcional (ou seja, a duplicação da concentração de anticorpos não duplica a reactividade). Se for necessária uma quantificação mais exacta dos anticorpos do doente, será necessário efectuar diluições em série das amostras do doente, e a última diluição com resultado positivo no ensaio deve ser reportada como sendo o título de anticorpos do doente.

Interpretação dos resultados

O teste ELISA é muito sensível à técnica aplicada e é capaz de detectar até pequenas diferenças nas populações de doentes. Os valores abaixo indicados são apenas valores sugeridos. Cada laboratório deve estabelecer os seus próprios valores de referência, com base nas suas técnicas, controlos, equipamentos e

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A amostra pode ser classificada de negativa, fracamente positiva, moderadamente positiva ou fortemente positiva, de acordo com a tabela seguinte.

Unidades Negativa <20

Fracamente Positiva 20 – 30

Moderada a Fortemente Positiva >30

1. Um resultado positivo indica a presença de anticorpos h-tTG IgA e sugere a possibilidade de determinadas enteropatias sensíveis ao glúten como, por exemplo, a doença celíaca e dermatite herpetiforme.

2. Um resultado negativo indica ausência do anticorpo h-tTG IgA ou níveis abaixo do ponto de decisão do ensaio.

3. Sugere-se que os resultados apresentados pelo laboratório incluam a declaração: “Os resultados apresentados foram obtidos com o dispositivo INOVA QUANTA LiteTM h-tTG IgA ELISA. Valores de h-tTG IgA obtidos através de métodos de ensaio de outros fabricantes não podem ser comparados. A magnitude dos níveis IgA descritos não pode ser correlacionada a um título final.”

Limitações do método

1. A presença de imuno complexos ou de outros agregados de imunoglobulinas na amostra do doente pode causar um aumento do nível de ligação não-específica e produzir resultados falsos positivos neste ensaio.

2. Um resultado negativo h-tTG IgA num doente não tratado não exclui a enteropatia sensível ao glúten. Este resultado pode ser, frequentemente, explicado pela deficiência selectiva IgA, uma situação relativamente frequente na doença celíaca. A INOVA dispõe de um dispositivo h-tTG IgG para testar estes doentes (QUANTA LiteTM h-tTG IgG).

3. Os resultados deste ensaio devem ser utilizados em conjunto com as conclusões clínicas e outros testes serológicos.

4. As características de desempenho do ensaio não foram determinadas para outras matrizes além do soro.

Valores esperados

A capacidade do QUANTA LiteTM h-tTG (transglutaminase tecidular humana) IgA ELISA para detectar anticorpos IgA da transglutaminase tecidular foi avaliada através da comparação com outro teste de detecção de anticorpos IgA tTG assim como por comparação dos resultados com diagnósticos clínicos em duas avaliações clínicas externas e uma interna.

Intervalo de valores normais

O estudo dos valores normais foi efectuado no laboratório de pesquisa na INOVA Diagnostics. Foram testadas 185 amostras. Foram testadas 102 amostras masculinas. As idades variam entre os 6-60 anos, sendo a idade média de 34. Foram testadas 83 mulheres com idades entre os 7-63 anos, sendo a idade média de 31.

Quando estas 185 amostras foram testadas com o dispositivo QUANTA Lite™ h-tTG IgA, apenas uma amostra (0,5%) deu resultado positivo. Esta amostra teve um resultado imediatamente acima do ponto de decisão de 20 unidades. Além desta amostra fracamente positiva, a amostra seguinte com o valor de reactividade mais elevado teve um valor de 11,5 unidades e a maioria dos valores foram abaixo de dez. O valor médio para este grupo de amostras normais foi de 4,4 unidades.

Sensibilidade e Especificidade Relativa

Para determinar a sensibilidade e a especificidade do ensaio, foram testadas 257 amostras com o QUANTA Lite™ h-tTG IgA e com outro teste comercial de anticorpos tTG. Os resultados são descritos na tabela seguinte:

h-tTG

+ -

+ 51 4* Sensibilidade relativa 92,7% fígado de Porco Especificidade relativa 91,6% da guiné tTG - 17** 185 Eficiência relativa 91,8% * Duas destas amostras deram resultados negativos a endomísio e gliadina IgA.

** A maioria destas amostras eram celíacas conhecidas ou suspeitas, que em testes anteriores deram serologias fracas ou negativas.

Sensibilidade e Especificidade Clínica

O dispositivo QUANTA LiteTM h-tTG IgA foi avaliado num estudo clínico externo e num estudo clínico interno. A tabela seguinte descreve os resultados dos estudos clínicos internos e externos.

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Grupo de doentes N.º N.º Pos (%)

Normais 185 1* (0,5)

Celíaca 24 24 (100)

Celíaca (pediátrica) 11 10 (91)

Celíaca com deficiências IgA 16 0

Colite ulcerosa 14 0

Doença de Crohn 6 1** (17)

Anemia perniciosa 6 0

Hepatite crónica activa 9 0

Vários auto-anticorpos positivos do tecido conjuntivo 55 0 * Esta amostra foi fracamente positiva com 20 unidades.

** Esta amostra foi fracamente positiva com 23 unidades e também foi fracamente positiva com 22 unidades com o dispositivo QUANTA Lite™ tTG utilizando o antigénio de fígado de porco da guiné.

Reactividade cruzada

Para verificar a especificidade do dispositivo QUANTA Lite™ h-tTG IgA, foram testados 90 doentes com outros problemas gastrointestinais, assim como doentes com uma variedade de autoanticorpos com títulos elevados, associados à doença do tecido conjuntivo. Foram testados 14 soros de doentes com colite ulcerosa, 6 com a doença de Crohn, 6 com anemia perniciosa, 9 com hepatite activa crónica. Também foi testado um grupo de amostras proveniente de soros utilizados na produção de outros dispositivos de autoanticorpos INOVA ELISA. Foram testados 55 soros incluindo 8 positivos para SS-A, 6 positivos para SS-B, 9 positivos para Sm, 11 positivos para RNP, 13 positivos para Scl-70 e 8 positivos para Jo-1. Destas 90 amostras, apenas uma amostra de um doente com a doença de Crohn deu resultado positivo. Este doente deu um resultado positivo com 23 unidades para o h-tTG IgA. Esta amostra, quando testada com o dispositivo tTG baseado em porco da guiné, deu um resultado positivo com 22 unidades. Além desta amostra fracamente positiva, nenhuma das outras amostras deu resultados acima das 8 unidades.

Precisão e Reprodutibilidade

A precisão e a reprodutibilidade do ensaio foram medidas testando seis réplicas de cada tipo de amostra, fortemente positiva, fracamente positiva e negativa, em seis ensaios distintos. A reactividade média da fortemente positiva foi de 132,6 unidades, da fracamente positiva foi de 25,0 unidades enquanto que o valor médio da negativa foi de 13,4. O desvio padrão e o coeficiente de variação para cada amostra encontram-se resumidos na tabela que se segue.

Negativo Fortemente positiva Fracamente Positiva

DP CV DP CV DP CV Total 1,05 7,8% 3,76 2,8% 0,66 2,6% Dentro do teste 0,65 4,8% 3,01 2,3% 0,69 2,8% Entre testes 0,78 5,8% 3,21 2,4% 0,44 1,8%

Referências

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