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Qualidade da água para consumo humano ofertada na cidade de Limoeiro do Norte, Ceará

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Qualidade da água para consumo humano ofertada na cidade

de Limoeiro do Norte, Ceará

1 1 1

Emanuel Neto Alves de Oliveira , Dyego da Costa Santos , Joabis Nobre Martins 2

e Diego Isaias Dias Marques 1

Unidade Acadêmica de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB, Brasil ([email protected], [email protected], [email protected])

2

Departamento de Ciências Básicas e Sociais do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, Bananeiras, PB, Brasil ([email protected])

Resumo - A água é um bem precioso de valor inestimável que desperta crescente preocupação da população com relação a sua qualidade. Objetivou-se com o estudo avaliar a qualidade físico-química e microbiológica da água destinada ao consumo humano na cidade de Limoeiro do Norte, CE. As amostras de água foram coletadas diretamente da torneira de quatro residências no município em estudo, sendo que as coletas foram efetuadas de 5 em 5 dias, por um período de 15 dias. Os parâmetros microbiológicos avaliados foram coliformes totais e termotolerantes e os físico-químicos foram pH, cloretos, alcalinidade e cloro residual livre. Observou-se que, durante o período de realização das coletas, todas as amostras apresentaram-se em acordo com os parâmetros físico-químicos e microbiológicos analisados, segundo recomendações da Portaria n° 518/04. Todos os parâmetros físico-químicos avaliados apresentaram efeito significativo a 1% de probabilidade, pelo teste F. Sugeri-se realização de novos testes microbiológicos e físico-químicos para atestar a qualidade da água fornecida aos moradores da cidade de Limoeiro do Norte, CE.

Palavras-chave: abastecimento de água, controle de qualidade, potabilidade

Water quality for human consumption in the city

of Limoeiro do Norte, Ceará

Abstract – Water is an essential asset, and major public concerns exist regarding its quality. The objective of the present study was to evaluate the physiochemical and microbiological quality of water intended for human consumption in the city of Limoeiro do Norte, Ceará. Water samples were collected directly from the tap of four homes in the city, every five days over a period of 15 days. The microbiological parameters evaluated were presence of total and fecal coliforms, and the physicochemical parameters were pH, chloride, alkalinity and free residual chlorine. It was observed that, during the sampling period, all samples were in agreement for the physiochemical and microbiological parameters analyzed, in accordance with recommendations of Ordinance No. 518/04. The physiochemical parameters evaluated had a statistically significant effect at 1% probability, according to the F test. The implementation of further microbiological and physiochemical testing is suggested to certify the quality of water supplied to residents of the city of Limoeiro do Norte, Ceará.

Keywords: water supply, quality control, potability

Introdução

A água, indispensável à vida é considerada um bem precioso de valor inestimável nos dias de hoje que passou por um processo de atribuição de valor ao longo do tempo. Em períodos anteriores ao capitalismo, era vista tão somente como uma dádiva divina para os povos que a utilizavam em seus cultivos, ou como uma graça dos deuses para civilizações que habitavam locais de escassez hídrica (Venancio & Kurtz, 2009).

Saber controlar a qualidade das águas destinadas ao consumo humano é, hoje, o alvo das preocupações das autoridades sanitárias em todo o mundo, e também dos responsáveis pela sua administração. Após o esforço no nível de produção, é necessário assegurar-se a qualidade da água e, para tal, padrões ambientais devem ser impostos e sua fixação constitui um elemento de política de prevenção que visa diminuir os riscos sanitários ligados à água (Abreu et al., 2000).

De acordo com Carmo et al. (2008), o termo vigilância pressupõe a avaliação frequente e continuada de aspectos diversos, objetivando a identificação de riscos potenciais à saúde humana, com vistas a possibilitar formas de intervenção ou controle, assumindo, assim, caráter rotineiro e preventivo. Quando aplicada à qualidade da água para consumo humano, o caráter preventivo torna-se um desafio para os profissionais da vigilância, já que a qualidade da água é dinâmica no tempo e no espaço, sendo o monitoramento realizado ao mesmo tempo em que a água é captada, distribuída e consumida.

Na Portaria n° 518 de 2004 do Ministério da Saúde/ANVISA, são estabelecidos mais de 50 padrões de potabilidade para substâncias químicas que representam riscos à saúde humana, como cloro residual livre, além de 20 padrões de aceitação da água para consumo humano, entre os quais cloreto, dureza e odor. O grande número de ensaios físico-químicos estabelecidos dificulta que sejam realizados na sua totalidade pelos laboratórios oficiais e privados para

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avaliar a qualidade das amostras de água destinadas ao consumo humano devido ao tempo que demandaria a sua execução e à capacidade técnica e de recursos humanos (Brasil, 2004; Tavares et al., 2009).

Na referida legislação, a água é considerada potável, sob o ponto de vista microbiológico, quando está de acordo com a seguinte conformidade: ausência de coliformes totais e termotolerantes em 100 mL de amostra de água para consumo (Brasil, 2004; Siqueira et al., 2010).

Uma das maiores preocupações dos consumidores com a água considerada potável é a contaminação por micro-organismos patogênicos. Certos micro-organismos, incluindo diversas bactérias, vírus e parasitas, são bem conhecidos contaminantes da água. A crescente incidência de infecções relacionadas com a ingestão de água tornou-se uma preocupação dominante para as entidades gestoras de sistemas de abastecimento. A água que circula nas redes de distribuição está longe de constituir um produto puro e estável, uma vez que a densidade dos micro-organismos presentes aumenta com o tempo de residência e a distância entre a estação de tratamento e o usuário (Chaves, 2004).

A demanda crescente de água ao longo do tempo e a necessidade de um controle mais eficiente de sua qualidade impulsionou a criação de agências e órgãos reguladores, bem como o desenvolvimento de pesquisas para assessorar as atividades de controle e manejo (Andrade et al., 2005).

Diversos trabalhos já foram desenvolvidos com o objetivo de avaliar a qualidade físico-química e microbiológica de águas para consumo humano no Brasil: Ramos et al. (2008) pesquisaram a qualidade microbiológica da água consumida pela população do Distrito do Sana, Macaé, Rio de Janeiro; Tavares et al. (2009) pesquisaram a qualidade físico-química e microbiológica da água de bicas localizadas nos municípios de Santos e São Vicente, Estado de São Paulo; Chicati et al. (2010) estudaram indicadores físico-químicos e bacteriológicos da qualidade da água para consumo humano e animal em área orizicola irrigada, estado do Paraná; Scorsafava et al. (2010) avaliaram físico-quimicamente a qualidade de água de poços e minas destinada ao consumo humano, São Paulo; Siqueira et al. (2010) avaliaram microbiologicamente a água de consumo empregada em unidades de alimentação na cidade de Recife, Pernambuco.

Uma vez que a água destinada ao consumo humano deve atender a certos requisitos de qualidade estabelecidos pela Portaria n.518 de 2004, objetivou-se com o estudo avaliar a qualidade físico-química e microbiológica da água destinada ao consumo humano na cidade de Limoeiro do Norte, CE, diagnosticando se o sistema de abastecimento e distribuição de água está sendo capaz de atender as normas legais, segundo análise dos parâmetros avaliados.

Material e Métodos

O estudo foi desenvolvido na cidade de Limoeiro do Norte (5°09'S e 38°06'O), localizada na Região do Vale do Jaguaribe, no Estado do Ceará, distante 205 km da capital

Fortaleza, apresentando como vias de acesso as rodovias BR-116 e CE-377.

Foram coletadas quatro amostras de água diretamente da torneira de quatro residências da cidade de Limoeiro do Norte, CE, totalizando em 16 amostras. As coletas foram realizadas em intervalos de 5 dias, por um período de 15 dias. As amostras foram acondicionadas em embalagens de polipropileno para análises físico-químicas e de vidro para as microbiológicas, ambas com capacidade de 500 mL. As amostras foram transportadas em caixas isotérmicas contendo gelo e encaminhadas, imediatamente, aos laboratórios de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos do Curso de Tecnologia de Alimentos da Faculdade de Tecnologia CENTEC – Campus de Limoeiro do Norte, CE, para realização das análises.

Para a coleta das amostras destinada às análises físico-químicas os frascos utilizados foram lavados abundantemente com a mesma água a ser coletada e para a coleta das amostras destinadas às análises microbiológicas, os recipientes foram lavados, secos e, em seguida, adicionados de 0,1 mL de tiossulfato de sódio a 10% para cada 100 mL de água a ser coletada, com a finalidade de impedir a ação do cloro residual, com posterior esterilização dos vidros em autoclave a 121 °C por 21 minutos. Antes da coleta efetuou-se higienização da torneira com aplicação de álcool a 70%.

As análises físico-químicas realizadas foram baseadas nas determinações de pH, cloretos (mg/L), alcalinidade (mg/L) e cloro residual livre (mg/L) segundo metodologias do Instituto Adolfo Lutz (Brasil, 2005).

Nos ensaios microbiológicos foram determinados: coliformes totais e termotolerantes pela técnica do substrato definido (Colilert), de acordo com metodologia preconizada em APHA (2005).

O delineamento experimental foi o de blocos inteiramente casualizados com dezesseis tratamentos e três repetições. Os dados foram submetidos à análise de variância e a comparação de médias foi feita pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Nas análises utilizou-se o software Assistat.

Os dados das análises físico-químicas e microbiológicas também foram comparados com os valores estabelecidos pela legislação brasileira vigente e com os valores referenciados na literatura.

Resultados e Discussão

Na Tabela 1 apresentam-se os resultados das análises microbiológicas das 16 amostras de água para consumo humano, provenientes da cidade de Limoeiro do Norte, CE.

Verifica-se que todas as amostras avaliadas apresentaram-se dentro dos padrões estabelecidos para coliformes totais e termotolerantes fixados pela Portaria n.518/04 (BRASIL, 2004), constatando-se ausência em 100 mL de água para ambos os microrganismos estudados.

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Tabela 2. Valores médios das análises de pH, cloretos, alcalinidade

e cloro residual livre de amostras de água para consumo humano coletadas na cidade de Limoeiro do Norte, CE.

Médias seguidas da mesma letra, nas colunas, não diferem significativamente entre si, pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. DMS = Desvio médio significativo; CV = Coeficiente de variação. ** Significativo a 1% de probabilidade, pelo teste F.

2004) que estabelece valor mínimo de 6,0 e máximo de 9,5. Os resultados de pH variaram de 6,08 a 6,83, com valor médio de 6,49.

As alterações de pH podem ter origem natural (dissolução de rochas, fotossíntese) ou antropogênica (despejos domésticos e industriais). Em águas de abastecimento, baixos valores de pH podem contribuir para sua corrosividade e agressividade, enquanto valores elevados aumentam a possibilidade de incrustações (Brasil, 2006).

Campos et al. (2003) verificaram pH médio de 6,96 em águas de torneiras ligadas à rede publica e de 7,32 em águas de reservatórios domiciliares localizadas na cidade de Araraquara, Estado de São Paulo. Já Tavares et al. (2009) verificaram valores variando entre 5,3 e 7,0 ao estudarem a qualidade físico-química de água de bicas localizadas nos municípios de Santos e São Vicente, também no estado de São Paulo.

Constata-se que os valores de cloretos encontram-se dentro dos padrões especificados pela portaria n.518/2004 que estabelece resultado máximo de cloreto de 250 mg/L (Brasil, 2004), como variação de 89,40 a 149,83 mg/L. Valores acima das especificações podem alterar as características organolépticas da água, principalmente os relacionados ao sabor. Silva et al. (2009) reportaram valores de cloretos variando de 115 a 180 mg/L ao estudarem águas de origem subterrânea em duas comunidades de Catolé do Rocha-PB.

De acordo com Von Sperling (1996), as bactérias do grupo coliformes são indicadoras de contaminação fecal, ou seja, indicam se uma água foi contaminada por fezes e, em decorrência, se apresenta uma potencialidade para transmitir doenças. De acordo com os resultados, constata-se que a água de consumo da cidade de Limoeiro do Norte, durante o período do estudo, estava microbiologicamente segura, sem potencialidade de transmitir doenças à papulação.

Ritter & Tondo (2009) também verificaram resultados satisfatórios, do ponto de vista microbiológico, ao analisarem águas para consumo humano em Porto Alegre, RS. Chicati et al. (2010), ao analisarem água consumida em região orizicola no Paraná, verificaram que, de maneira geral, estava contaminada tanto com coliformes totais como termotolerantes. Tavares et al. (2009), pesquisando a qualidade da água de bicas localizadas nos Municípios de Santos e São Vicente, SP, verificaram a presença de coliformes termotolerantes em 41,9% das amostras e Cabrini & Gallo (2001), ao investigarem águas minerais naturais envasadas na cidade de Piracicaba, SP, encontraram duas amostras positivas para coliformes totais.

Amostras Tempo (dias) Coliformes totais (NMP/100 mL) Coliformes termotolerantes (NMP/100 mL) Residência 1 0 5 10 15 Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Residência 2 0 5 10 15 Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Residência 3 0 5 10 15 Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Residência 4 0 5 10 15 Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Ausência Tabela 1. Valores médios das análises microbiológicas de amostras de água para consumo humano coletadas na cidade de Limoeiro do Norte, CE.

Verificam-se na Tabela 2 os resultados das análises físico-químicas das 16 amostras de água para consumo humano, provenientes da cidade de Limoeiro do Norte, CE.

Observa-se que todos os parâmetros analisados (pH, cloretos, alcalinidade e cloro residual livre) apresentaram efeito significativo em nível de 1% de probabilidade, pelo teste F, durante todo período de amostragem.

Os valores de pH encontram-se dentro dos padrões estabelecidos pela legislação brasileira vigente (Brasil,

Amostras Tempo (dias) pH Residência 1 0 5 10 15 cd 6,57 ab 6,77 f 6,08 bc 6,67 Residência 2 0 5 10 15 Residência 3 0 5 10 15 Residência 4 0 5 10 15 c 145,60 ijl 90,80 e 110,50 jl 90,37 Cloretos (mg/L) i 24,70 ab 37,83 g 32,47 ab 37,80 Alcalinidade (mg/L) bc 2,00 a 3,00 cd 1,77 cd 1,75 Cloro residual livre (mg/L) cd 6,58 a 6,83 e 6,30 cd 6,53 bc 6,62 ab 6,77 f 6,11 d 6,47 cd 6,58 cd 6,53 ef 6,20 e 6,30 a 149,83 h 93,00 d 113,17 hi 92,37 bc 147,00 g 98,60 f 108,27 l 89,40 b 147,57 h 93,23 d 114,23 hij 91,50 h 29,77 ef 34,27 ef 34,33 bc 36,60 cd 36,23 a 38,73 h 30,37 de 35,27 i 24,90 e 34,77 fg 33,17 cde 35,47 a 3,00 a 3,01 bc 2,00 bcd 1,80 bc 2,00 b 2,03 d 1,63 bc 2,00 bc 2,00 a 3,00 bc 2,00 bcd 1,80 Media geral DMS CV(%) Teste F 6,49 0,15 0,78 63,02 110,96 1,81 0,54 4.596,29 33,54 1,28 1,26 301,88 2,17 0,26 4,01 101,18** ** ** **

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Considerando que o valor máximo permissível para alcalinidade total em águas para consumo humano recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 1999), que é de 400 mg/L, todas as amostras para todos os períodos estudados possuíram valores de alcalinidade dentro dos limites, para uma variação de 24,70 a 38,73 mg/L (valor médio de 33,54 mg/L).

A alcalinidade de uma amostra de água é devida principalmente à presença de bicarbonatos, carbonatos e hidróxidos. De acordo com Brasil (2006), a alcalinidade indica a quantidade de íons na água que reagem para neutralizar os íons hidrogênio. Constitui, portanto, uma medição da capacidade da água de neutralizar os ácidos, servindo assim para expressar a capacidade de tamponamento da água, isto é, sua condição de resistir a mudanças do pH.

Franca et al. (2006), analisando a qualidade de água dos poços e mananciais superficiais em Juazeiro do Norte, Ceará, em dois períodos do ano (seco e chuvoso), constataram que todas as amostras de água apresentaram valores de alcalinidade total aceitáveis para consumo humano. Já Mendes et al. (2008) ao estudar as características físico-químicas de águas também em dois períodos do ano na cidade de Congo, Paraíba, verificaram que a alcalinidade total das amostras variou de 43,50 a 482,5 mg/L, com média de 193,06 mg/L no período chuvoso e de 93,00 mg/L a 558,5 mg/L, com média de 229,43 mg/L para o período seco.

Quanto às analises de cloro residual livre, verifica-se valores compreendidos entre 1,63 e 3,01 mg/L, com média de 2,17 mg/L. Verifica-se que o teor de cloro residual foi superior a 0,2 mg/L em todas as amostras coletadas para todos os períodos, estando de acordo com o especificado pela legislação vigente (Brasil, 2004).

Tavares et al. (2009) reportaram resultados satisfatórios para cloro residual ao analisarem águas de bicas das cidades de Santos e São Vicente, estado de São Paulo, já Campos et al. (2003) ao estudarem água de consumo humano distribuída na cidade de Araraquara no estado de São Paulo verificaram teor de médio de cloro de 0,35 mg/L em água de torneiras ligadas diretamente à rede de abastecimento.

Os teores de cloro residual mantidos no sistema de distribuição são também, em si, indicadores da qualidade da água e da segurança sanitária do sistema de distribuição, uma vez que os valores usualmente exigidos são os considerados suficientes para a inativação bacteriana, no entanto, o cloro residual por si só pode aumentar a corrosão por meio da reação com íons de ferro e a consequente precipitação de hidróxido de ferro, passível de ser um importante nutriente para o crescimento microbiano (Brasil, 2006).

Na Figura 1, estão apresentadas as porcentagens de redução e aumento dos parâmetros físico-químicos avaliados por residência, considerando-se o tempo inicial (0 dias) e o tempo final (15 dias).

Figura 1. Porcentagem de aumento ou redução dos

parâmetros físico-químicos analisados ao longo de 15 dias de amostragem. 1,52 -37,93 53,04 -12,5 -4,25 -38,35 22,94 -40 -0,76 -39,18 -2,65 1,0 -2,27 -38 42,45 -10 -60 -40 -20 0 20 40 60 80 Porcentagem (%)

Residência 1 Residência 2 Residência 3 Residência 4

pH Cloretos (mg/L) Alcalinidade (mg/L) Cloro (mg/L)

Com relação ao pH, observa-se que a residência 1 foi a única que apresentou aumento (1,52%) ao final do período de monitoramento, mas não significativo. Já as demais residências apresentaram redução nos valores de pH ao final do período de coleta, correspondendo a 4,26; 0,76 e 2,27%, para as residências 1, 2 e 3, respectivamente.

Constatou-se comportamento decrescente nos valores de cloretos ao final do monitoramento da qualidade da água da cidade de Limoeiro do Norte, CE, com reduções de quase 40% nesse parâmetro.

No tocante a determinação de alcalinidade, verifica-se aumento nas residências 1, 2 e 4, correspondendo a 53,01; 22,94 e 42,45%, respectivamente, e redução na residência 3 (2,65%), ao compara-se os teores de alcalinidade inicias e finais.

Observa-se que ao final do período de coleta das águas, que apenas a amostra proveniente da residência 3 apresentou aumento (1%) no teor de cloro residual livre. As demais amostras de água coletadas nas residências 1, 2 e 4 apresentaram redução de 12,5; 40 e 10%, respectivamente.

Conclusões

1. A água distribuída para consumo humano na cidade de Limoeiro do Norte, CE, atende a todos os requisitos microbiológicos e físico-químicos analisados neste estudo e especificados pela legislação brasileira vigente.

2. Todos os parâmetros físico-químicos analisados apresentaram efeito significativo em nível de 1% de probabilidade para todo período de amostragem.

3. Sugere-se periodicidade na realização de novos testes microbiológicos e físico-químicos para atestar a qualidade da água fornecida aos moradores de Limoeiro do Norte, CE.

Referências

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