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AMAZONIA SÉC. XVIII. Prof. Tácius Fernandes

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PORTUGAL NA PRIMEIRA METADE DO

SÉCULO XVIII

Durante o reinado de D. João V (1706-1750), Portugal

desenvolveu uma imagem melancólica em relação ao

resto da Europa. Se precisasse de um estereótipo de

superstição e atrasos quase sempre se recorria a ele.

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Dependência Econômica

Economicamente, Portugal por todo o século XVIII, a foi

marcada pela dependência das matérias-primas e dos

produtos tropicais, oriundos de suas colônias na América, para

o comércio de reexportação. Essa dependência ganhou maior

impulso com a descoberta do ouro no Brasil, cujas remessas

aumentaram constantemente durante a primeira metade

desse século, vindo alcançar o se apogeu no início da década

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O ouro brasileiro proporcionou os meios para que a Inglaterra

criasse

uma

formidável

marinha,

e

estimulasse

o

desenvolvimento de importantes indústrias e fomentasse a

sua agricultura.

Portugal, na tentativa de contornar a difícil situação, procurou

incentivar as manufaturas e exportação do VINHO, único

produto que apresentava perspectivas de reduzir o déficit de

sua balança comercial, para tanto, teve ainda, que competir

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TRATADO DE METHUEN: Era o acordo que Portugal garantiu

mercado para o seu vinho na Inglaterra, e abriu-se para os

produtos da nascente indústria têxtil inglesa. Vale salientar que

no momento da assinatura, o referido Tratado refletia uma

consolidação de interesses de as ambas as nações.

Esse remédio, posteriormente, fez muito mal a economia

portuguesa, principalmente, porque enfraqueceu a indústria

nacional e promoveu o escoamento do ouro do Brasil para a

Inglaterra.

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Tratado, feito em 1703, entre Portugal e Inglaterra, que acordou a venda, em condições vantajosas, dos vinhos portugueses no mercado inglês. A Inglaterra, em troca, podia vender os seus tecidos (sobretudo de lã) nos mercados portugueses sem quaisquer restrições. Este tratado estimulou a produção de vinho, sobretudo do vinho do Porto, mas, por outro lado, levou ao abandono da politica manufatureira (sobretudo ao nível dos têxteis) e prejudicou também a cultura dos cereais, devido à plantação da vinha em terrenos tradicionalmente cerealíferos. O ouro brasileiro, escoado em grande parte para a Inglaterra a fim de equilibrar a balança comercial, foi pouco aplicado no sector manufatureiro.

Curiosidade: A designação usada para o tratado de 1703 entre a Inglaterra e Portugal deriva do nome do embaixador John Methuen que o assinou em Lisboa.

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POLÍTICA DE RECUPERAÇÃO DO REINO

Em 1750 dá-se início a uma nova era em Portugal e

particularmente para a América portuguesa: iniciou com a

assinatura do TRATADO DE MADRI, pelo qual se reconheceu

internacionalmente a expansão lusa a oeste de seus domínios

originais na América do Sul, que foram traçados em 1494, pelo

Tratado de Tordesilhas;

(11)

Em 1750 ocorrera em 13 de janeiro, a assinatura do Tratado de Madrid, onde Portugal e Espanha revogavam os antigos limites determinados pelo Tratado de Tordesilhas (1494). Após todos estes anos, Portugal acabou quebrando os antigos limites postos pelo Tratado de Tordesilhas, e depois com a junção das duas Coroas na União Ibérica (1580-1640), não houve uma definição clara das fronteiras. Com este novo tratado, o Brasil perdia a colônia de Sacramento no Uruguai, mas ganhava o que equivale hoje aos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de uma parte do Mato Grosso, e da Amazônia, a qual se chamava de Estado do Grão-Pará e Maranhão na época.

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Em meados do ano ocorreu a morte do rei D.João

V, e ascensão de D.José I ao trono Português. O

novo rei de Portugal elevou ao poder como seu

ministro Sebastião José de Carvalho e Melo,

conde

de

Oeiras

e

depois

MARQUÊS

DE

POMBAL, como ficou conhecido.

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(14)

O todo poderoso POMBAL tratou de

pôr em prática uma política de

recuperação nacional, com o objetivo

de liberar Portugal de dependência

inglesa

e

promover

uma

ampla

modernização

nas

instituições

sociais, políticas e culturais até então

dominadas

ideologicamente

pela

Igreja Católica. Paradoxalmente, a

economia permaneceu nos velhos

moldes mercantilistas.

MERCANTILISMO: Podemos definir o mercantilismo como sendo a política econômica adotada na Europa durante o Antigo Regime. Como já dissemos, o governo absolutista interferia muito na economia dos países. O objetivo principal destes governos era alcançar o máximo possível de desenvolvimento econômico, através do acúmulo de riquezas. Quanto maior a quantidade de riquezas dentro de um reino, maior seria seu prestígio, poder e respeito internacional.

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Despotismo Esclarecido*

Durante

o

governo

de

Pombal,

instaurou-se

o

Despotismo

Esclarecido e ocorreu uma serie de eventos que se relacionaram a

um só esforço: a nacionalização da economia brasileira. Pombal

organizou uma política de intervenção do Estado nos diferentes

setores

da vida

colonial,

visando

obter

maior

racionalização

administrativa e conseguir maior eficiência na exploração colonial

.

*O despotismo esclarecido (ou ilustrado, ou ainda absolutismo ilustrado) é uma expressão que designa uma forma de governar característica da Europa continental da segunda metade do século XVIII, que embora

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Medidas Pombalinas

• Incentivos estatais para a instalação de manufaturas. • 1755: criação da Capitania de São José do Rio Negro,

hoje Estado do Amazonas.

• 1755: criação da Companhia de Comércio do Estado do Grão-Pará e Maranhão, estimulando as culturas do

algodão, do arroz, do cacau,

etc., e tentando resolver o problema da mão-de-obra escrava para a região.

• 1755: criação do Diretório, órgão composto por homens de confiança do governo português, cuja função era gerir os antigos aldeamentos. Pombal proibiu a utilização de línguas gerais (uma mistura das línguas nativas com o português), tornando obrigatório o uso do idioma português em toda a Colônia.

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• 1759: criação da Companhia de Comércio de Pernambuco e Paraíba, com o objetivo de estimular o cultivo da cana-de-açúcar e do tabaco. • 1759: extinção do sistema de capitanias.

• 1759: expulsão dos jesuítas (inacianos) da metrópole e da colônia, confiscando os bens.

• 1762: criação da Derrama com a finalidade de obrigar os mineradores a pagar os impostos atrasados.

• 1763: transferência da capital da colônia de Salvador para o Rio de janeiro.

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No

plano

econômico

geral,

Pombal

voltou-se

para

a

revitalização da agricultura, para a criação de companhias

de comercio e para o fomento às atividades industriais. Na

América,

implementou

essas

linhas

gerais

de

ação

acompanhadas de uma rigorosa política fiscal; combateu a

histórica rede de contrabando; preocupou-se com a

definição e consolidação das fronteiras territoriais; e deu

atenção aos novos produtos agrícolas,

“na melhor linha da

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Instrumentos Legais:

1– 1755: Autorização para os brancos a se casarem com as índias. Como prêmio seriam portadores de alguns privilégios;

2- 1755: Restituição aos índios a liberdade de suas pessoas, bens e comércio;

3 – 1755: Cassou o poder temporal dos missionários sobre os índios da Amazônia e ordenou que os administradores das aldeias fossem os seus próprios Principais, isto é, pelos próprios chefes indígenas. Dispôs, também, para que fossem designados para juízes ordinários, vereadores e oficiais de justiça das vilas, os índios naturais nelas;

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GOVERNO MENDONÇA FURTADO

Francisco Xavier Mendonça Furtado: 1700 -1769

Governador e Capitão-General do Estado do Grão-Pará e Maranhão (1751);

foi um administrador colonial português e fundador da cidade de Soure (Pará), capital da Ilha de Marajó.

Irmão do marquês de Pombal e de Paulo António de Carvalho e Mendonça.

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Irmandade:

Pintura de teto da Sala da Concórdia do Palácio Marquês de Pombal em Oeiras. Estão retratados, da esquerda para a direita, os irmãos Paulo de Carvalho e Mendonça (1702-1770), Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782) e

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Política e Administração

Processo de reformas : com base na filosofia ILUSTRADA, as quais refletiram no modo de administrar na colônia, na sociedade, na economia e na cultura – CENTRALIZAÇÃO DO PODER DOS ÓRGÃOS GOVERNATIVOS;

Implantaram um série de medidas legislativas:

- Reconhecimento e liberdade dos índios aldeados, passando a serem súditos de Sua majestade, com pleno direito e em pé de igualdade com os naturais do Reino;

- Incremento da Política de casamento misto entre os brancos e índias; - Abolição da administração temporal das ordens religiosas;

- A administração dos povos indígenas, passou a ser feita por entidades leigas, que deveriam nortear as suas ações pelo Diretório que se deve observar nas povoações de índios do Pará e Maranhão.

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Plano Econômico:

Economia

baseada

na

PRODUÇÃO

AGRÍCOLA

e

PECUÁRIA que permitisse a subsistência da população

interna

e

também

garantisse

o

abastecimento

de

contingentes em trânsito

– principalmente os ligados nos

mercados da Europa.

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A COMPANHIA GERAL de Comercio do Grão-Pará e Maranhão, criada em 1755, exerceu um papel fundamental no tráfico de escravos africanos, devido ao esgotamento do contingente da força do trabalho indígena da força do trabalho indígena, minguada pelos séculos escravidão pelas epidemias europeias. A Companhia incentivou a realização de experiências agrícolas, introduziu o ARROZ BRANCO, incrementou o cultivo do CAFÉ, CANA-DE-AÇÚCAR, do TABACO, do CACAU e do ANIL, impulsionou a tiragem de madeiras e de DROGAS DO SERTÃO, o que concorreu para inserção da Amazônia no comércio atlântico.

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Queda de Pombal

Em 1777, com a morte de D. José I, subiu ao trono Dona

Maria I, que afastou pombal do governo. A queda do

ministro foi comemorada por todos os opositores que,

finalmente, podiam voltar ao poder.

O governo da metrópole suspendeu o monopólio das

companhias de comércio e baixou um alvará proibindo a

produção manufatureira da colônia (com exceção do fabrico

de tecidos grosseiros para uso dos escravos).

Referências

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