CONGRESSO INTERNACIONAL DE REDES ELÉTRICAS DE DISTRIBUIÇÃO CIRED ARGENTINA 96

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Texto

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CONGRESSO INTERNACIONAL DE REDES ELÉTRICAS DE DISTRIBUIÇÃO

CIRED ARGENTINA’96

INTERFERÊNCIAS DE AVES EM REDES AÉREAS - A EXPERIÊNCIA DA CEEE NO RIO GRANDE DO SUL - BRASIL

Hélio Tessmer e Dagoberto Port (CEEE - Brasil)

RESUMO

O trabalho relata as principais interferências de aves silvestres nas redes aéreas de distribuição da CEEE - Companhia Estadual de Energia Elétrica no Estado do Rio Grande do Sul - Brasil. São descritas as situações de risco de falhas elétricas e relacionadas as espécies de aves que mais causam interrupções, suas características básicas e distribuição na América do Sul. É detalhado um projeto especial de estrutura de alimentador rural de 23 kV/60 Hz implantado em 1985 junto a Reserva Ecológica do Taim, importante área de banhados próximo ao extremo sul do Brasil. A partir da experiência de campo adquirida, pretende-se disseminar na empresa medidas adotadas para reduzir as falhas operacionais e também obter resultados ecológicos positivos.

INTRODUÇÃO

O sistema de distribuição aéreo de energia elétrica da CEEE, no Estado do Rio Grande do Sul / Brasil, é composto por 127.000 km de redes e 86.000 transformadores de distribuição. A CEEE supre 96,9 % da área geográfica do Estado o qual possui 269.344 km², com mercado de 14.988 GWh e 2,65 milhões de consumidores (1995). Na diversidade de meios ambientes em que habitam muitas espécies de aves e por onde cruzam as redes são inevitáveis conflitos ecológicos, ocorrendo inúmeros incidentes, em quantidade variável conforme a região. Em pesquisa efetuada junto a 30 Gerências Regionais da CEEE (dez/95)[1] , levantou-se a frequência de falhas por interferência de aves, conforme a tabela 1. Os prejuízos causados por falhas na rede, considerando reparos necessários (material + mão-de-obra) e energia não faturada anualmente, atingem os valores estimativos da tabela 2. Note-se que em 63,3 % das regionais os prejuízos são notados.

Tabela 1 - Frequência de Falhas por Aves - Percentual estimativo por Gerências

(%) --> Área

Frequente Ocasional Raro Não resp. Soma Urbana

Rural 6,7 23,3 23,3 56,7 63,3 20,0 6,7 0 100,0 100,0 Tabela 2 - Prejuízos Anuais por Interferências de Aves - Percentual de Gerências Prejuizos (%) Gerências Expressivos Razoáveis Pequenos Sem expressão 3,3 16,7 43,3 36,7 Soma 100,0

Não há cálculo exato sobre o montante financeiro dos prejuízos devido a esta causa no âmbito da empresa, por não haver registro específico nas planilhas de interrupções devido a pássaros, sendo esta causa integrada ao item meio ambiente de maior abrangência. Porém os autores por levantamento de campo efetuado nas áreas mais críticas, estimam-no em no mínimo US$ 2,5 milhões anuais, considerando gastos com manutenção nas redes (material + mão-de-obra) e energia não faturada.

Na área da Gerência Regional de Santiago, uma regional com predominância de redes rurais na zona oeste do Rio Grande do Sul, de 4.590 interrupções registradas no 1º semestre de 1.995, 1.100 (23,96 %) foram causadas específicamente por pássaros, sendo esta a segunda maior causa local de falhas após descargas atmosféricas.

Os tipos de interferência por aves que ocorrem podem ser agrupadas em três causas básicas que são a construção de ninhos nas estruturas, o pouso em pontos críticos pelo distanciamento entre partes vivas e aterradas e a colisão em pleno vôo com condutores.

Na sequência são detalhadas estas interferências e as principais aves que as causam, sendo apresentado na tabela 3 um quadro com dados ecológicos e observações gerais.

NINHOS DE PÁSSAROS

É o problema mais comum enfrentado nas áreas suburbanas e rurais de todo Estado do Rio Grande do Sul, e responsável pelo maior percentual de prejuízos ao sistema elétrico. Há locais de grande incidência como em zonas agrícolas produtoras de cereais (principalmente de arroz, soja, milho e sorgo) e alguns habitats específicos como as extensas áreas litorâneas e outras áreas abertas do Estado.

João-de-barro (Furnarius rufus)

É ave muito comum em todo Estado e estimada pela população a ponto de fazer parte do folclore gaúcho. Utiliza as estruturas da rede para colocar ninhos em práticamente todos locais, urbanos e rurais, principalmente sobre cruzetas, topo de postes e transformadores. É frequente a existência de dois ou mais ninhos numa mesma estrutura, às vezes encostados lado a lado ou sobrepostos. Considera-se que existe risco de descarga elétrica via corpo do pássaro para ninhos distanciados a menos de 26 cm de fase viva, e alto risco para ninhos a menos de 19 cm. Quando construídos sobre isoladores diminuem o nível de isolação do sistema, especialmente com tempo chuvoso. Em levantamento de campo efetado em aproximadamente 80 km de redes da zona rural do município de Rio Grande [2], em área de maior incidência deste pássaro na regional

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local, verificou-se que de 1.148 estruturas haviam ninhos em 50,5 % do total e em 77,4 % das estruturas com transformador. O percentual de ninhos que oferecia alto risco de descarga via corpo do pássaro, por análise visual ao pé do poste, era de 19,3 % ou 128 unidades no caso que precisavam ser retirados.

Os ninhos de joão-de-barro em posição mais crítica, são os construídos sobre o poste quando existe isolador de topo nas montagens tipo U1, T1 e HC, seguidos dos ninhos sobre carcaças aterradas de transformadores e outros equipamentos e próximos a fases vivas e sobre cruzetas junto a isoladores. Nas redes classe 15 kV os riscos de descarga são maiores via corpo e ninho do pássaro que nas de classe 25 kV, pela menor dimensão dos isoladores. O mesmo para posteação de concreto comparativamente a de madeira pela menor rigidez dielétrica.

Figura 1 - Ninhos de joão-de-barro.

As medidas recomendadas são: a retirada dos ninhos que oferecem maiores riscos de falhas por redução da isolação da rede ou que estejam muito próximos de fases vivas; evitar em locais de alta incidência do pássaro estruturas de MT com isoladores de topo de poste.

Figura 2 - Ninho de cochicho.

Cochicho (Anumbius anumbi)

Pelas características do ninho, que atinge proporções consideráveis e pelos materiais utilizados pelo pássaro - gravetos e objetos de toda espécie, inclusive metálicos, ocorre alto risco de curto-circuitos e incêndios, havendo inúmeras ocorrências em transformadores, bancos de capacitores, chaves e malha da rede na posteação. Devido a alta incidência na região litorânea, causa expressivo prejuízo naquela região.

Como medidas recomenda-se programar a retirada sistemática dos ninhos, tomando o cuidado de desligar previamente o equipamento ou trecho da rede; os eletricistas colocam graxa na carcaça junto aos bornes de BT dos transformadores; em Osório experimenta-se um dispositivo isolante feito de cano Ø 75 mm de PVC,que protege os bornes e saídas de BT dos transformadores; a limpeza dos terrenos próximos quanto a lixo e objetos metálicos diminue as falhas.

Caturrita (Myiopsitta monachus)

Constrói grandes ninhos gregários nos postes, especialmente sobre mãos francesas de cruzetas, com alta incidência em regiões produtoras de cereais, especialmente nas regiões de planalto do Estado (vide mapa da figura 8). Os ninhos são usados para procriação e também abrigo o ano todo. A medida adotada é a simples retirada dos ninhos, principalmente no período da primavera, quando as caturritas intensificam sua construção; na regional de Santiago as cadeias de suspensão são aumentadas com mais isoladores de disco.

Figura 3 - Ninho de caturrita

Pica - pau (Colaptes campestris)

Deteriora os postes de eucalitos tratados em autoclave, por escavar tocas para nidificar em pleno cerne. É comum fazer vários buracos no mesmo poste; em Santiago verificamos postes com mais de 20 furos em diversas alturas. Até o momento a CEEE não adotou medidas específicas para combater a interferência de pica-paus.

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Figura 4 - Buracos de pica-pau em poste de eucalipto.

Outras espécies

Outras espécies de pássaros instalam ninhos nas estruturas

da rede como o bem-te-vi ( Pitangus sulphuratus) em transformadores, e vários que ocupam ninhos vazios de

joão-de-barro, como o chopim (Molothrus bonarieriensis), pardal (Passer domesticus) e canário-da-terra (Sicalis

flaveola) por exemplo, também causando interferências mas

em menor escala. Eventualmente corujas e gaviões rapinam estes ninhos e os anteriormente citados e originam falhas elétricas.

POUSO NAS ESTRUTURAS

Em todo o Estado os chispadores de qualquer equipamento, na tensão de 13,8/23,0 kV, inclusive de subestações, representam significativo risco de curto-circuito por penetração de pássaros no gap. O mesmo acontece nos espaços exíguos entre baixadas de aterramento de pára-raios e fases vivas, como na montagem de transformadores, sendo comuns as falhas em vastas regiões rurais. Os pássaros que mais falhas originam são o pardal (Passer

domesticus) e o canário-da-terra (Sicalis flaveola). Para

estes casos a recomendação é evitar o uso de chispadores e aumentar os afastamentos exíguos - menores de 20 cm - entre fases vivas e partes aterradas.

Outros tipos de ocorrências por pouso são descritas a seguir:

Pombas (Zenaida auriculata) - provocam falhas pelo pouso de bandos em condutores de BT, onde pelo seu peso (em torno de 100 g) e pela grande quantidade de indivíduos pousados no mesmo vão de rede, provocam a colisão entre fases. Este problema é bem caracterizado na regional de Alegrete por exemplo, onde os plantadores/beneficiadores de arroz depositam cascas deste cereal próximo as redes,

atraindo então as aves para estes locais. Como principal medida neste caso são instalados na rede de BT espaçadores de PVC para evitar curto-circuitos por colisão de condutores. Problemas similares ocorrem com o chopim (Molothrus bonarienses), andorinhas (Progne chalybea), e garibaldi (Agelaius ruficapillus), que reúnem-se em bandos, pousando muitas vezes nas redes, acontecendo às vezes curto-circuitos via corpo dos pássaros ao levantarem vôo repentinamente.

Além das espécies citadas, ocorrem ainda falhas em menor escala, devido ao pouso de martim-pescador-grande (Ceryle torquata), gavião-carijó (Buteo magnirostris), gavião-caramujeiro (Rostrhamus sociabilis), caracará (Polyborus plancus), chimango (Milvago chimango) e a coruja-do-campo (Speotyto cunicularia). Com exceção do martim-pescador-grande que normalmente pousa nos condutores, os demais, em geral, pousam em cruzetas ou no topo de postes. Deve haver cuidado na instalação de hastes tipo Franklin para que fiquem afastadas o máximo possível de fases.

Figura 5 - Remoção sistemática de ninhos (cochicho).

COLISÃO EM VÔO

As aves aquáticas são as que ocasionam a maioria das falhas por colisão com condutores. O Estado é rico em habitats destas aves pela extensa área lacustre e existência de muitos rios e açudes, ocorrendo em determinadas redes frequentes acidentes, normalmente em pastagens úmidas e lavouras de arroz irrigado. As últimas, em determinados período do plantio e colheita, atraem grande quantidade de aves que próximas as redes colidem com condutores. As espécies que mais interferem são as seguintes : tachã (Chauna torquata); joão-grande (Ciconia maguari), cabeça-seca (Mycteria americana), marreca-irerê (Dendrocygna

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viduata) e marreca-parda (Anas georgica ). Foram

observadas ocorrências com outras espécies, porém com pequena incidência como: biguá (Phalacrocorax

olivaceus), carucaca (Theristicus caudatus),

garça-branca-grande (Casmerodius albus), quero-quero (Vanellus

chilensis) e urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus). Há

registro de colisão de um falcão-peregrino (Falco

peregrinus) com anilhas dos EUA em Alegrete (Fev/1996).

A medida adotada com bons resultados para evitar curto-circuitos entre fases é o afastamento entre os condutores. Em estruturas de MT tipo N1 rebaixar a cruzeta em 1,0 m, e em estruturas tipo HC afastar os isoladores em 1,0 m.

PROJETO ESPECIAL PARA A RESERVA ECOLÓGICA DO TAIM

A Reserva Ecológica do Taim, próxima ao extremo sul do Brasil, é uma área de banhados que constitue importante refúgio de fauna aquática, sendo habitat de aves raras que correm risco de extinção, como por exemplo o cisne-de-pescoço-preto (Cygnus melancoryphus). Fica adjacente em 16 km a uma rodovia federal onde tornou-se necessário instalar em 1985 um alimentador rural classe 25 kV com malha 3 # 1/0 CAA. A Gerência Regional de Rio Grande, responsável pela obra, e com a experiência já adquirida na região com as interferências de aves, optou por uma estrutura especial para minimizar as falhas por colisões de aves com condutores para o local, conforme figura 6.

Figura 6 - Estrutura especial (medidas em mm) - Taim.

Essa estrutura em poste de eucalipto tratado, com vão máximo de 130 m, foi escolhida pelos seguintes motivos :

 evitar curto-circuitos entre fases via corpo de aves de grande envergadura.

 evitar pontos de apoio preferidos pelos pássaros para construção de ninhos.

 permitir o pouso de aves no topo dos postes e em condutores com mínimos riscos de eletrocussão das mesmas.

 garantir melhor estabilidade mecânica à rede, pois o local é sujeito a fortes ventos e pela posteação estar em declive de aterro alagável em enchentes.

Desde a implantação da rede até o presente momento (Mar/96), constatou-se que a estrutura proposta atendeu a expectativa do projeto.

Figura 7 - Estrutura especial - Taim.

Legenda:

I - Planalto das Araucárias e Missões II - Planalto da Campanha Gaúcha III - Depressão Central

IV - Planalto Sul Rio Grandense V - Planície Costeira

VI - Lagoas

Figura 8 - Mapa do Rio Grande do Sul.

CONCLUSÃO

Face a importância crescente que a questão do meio ambiente assume em todas as áreas do desenvolvimento humano, também o setor de distribuição de energia elétrica insere-se neste contexto. Com o surgimento a partir de

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1996 das normas da série ISO 14.000 ressalta-se a questão ambiental na prestação do serviço.

As frequentes interferências de aves nas redes aéreas da concessionária e o volume de prejuízos causados, mostra que a questão tem importância técnica e ambiental, não podendo ser negligenciada. Por experiências de campo, constata-se que medidas simples adotadas para os locais afetados, como a previsão de estruturas adaptadas na fase de projetos e a programação de serviços de manutenção inserido na rotina dos serviços, resultam em benefícios técnicos pela melhor qualidade da energia fornecida e também em benefícios ecológicos.

O assunto deve evoluir com melhor informação e motivação do corpo técnico inclusive com normalização apropriada, e também com divulgação adequada do assunto ao público. Torna-se cada vez mais evidente que a prestação de um serviço público como a distribuição de energia elétrica, além de confiável técnicamente deverá coexistir em harmonia com o meio ambiente, o que aliás deve ser um escopo básico a qualquer empreendimento na área de engenharia.

Agradecimento - Os autores agradecem a cooperação do

Sr. Walter Adolfo Voss da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

Homenagem - O presente trabalho é dedicado em

homenagem póstuma ao Ph. Dr. Helmut Sick pelo incentivo recebido para o desenvolvimento desta pesquisa.

REFERÊNCIAS

[1]CEEE/SSD. ”Interferências de Aves nas Redes Aéreas”, Relatório de Pesquisa (1996).

[2]TESSMER,Hélio. ”Interferências de Aves Silvestres nas Redes Aéreas de Distribuição”, 10º SENDI, Rio de Janeiro (1988), pp 17.

[3]TESSMER,Hélio. “Interferências de Aves em Redes Aéreas”,Revista Eletr.Moderna, nº 180, pp. 36-42.

[4]SICK,Helmut. ”Ornitologia Brasileira - Uma Introdução”, Editora Universidade de Brasília (1985). [5]FRISCH,Johan Dalgas. “Aves Brasileiras”, Editora: Dalgas-Ecotec Ecologia Técnica e Comércio Ltda.. (1981). [6]RUSCHI,Augusto. “Aves do Brasil”, Vila Rica Editoras Reunidas Ltda. (1991).

[7]BELTON, William. “Aves Silvestres do Rio Grande do Sul”, Fundação Zoobotânica do Rio grande do Sul. (1993). [8]ANDRADE,Marco Antonio de. “Aves Silvestres de Minas Gerais”, Conselho Internacional para a Preservação das Aves - CIPA (1992).

[9]VEIGA, Luiz Alberto e outros. “Aves do Taim”, Edições ABRAPA (1996).

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Tabela 3 - Interferências de Aves nas Redes Aéreas - CEEE - Rio Grande do Sul / Brasil Nome Popular-Português Espanhol Científico/Família Dimensões aproximadas (cm) Interferência Distribuição na América do Sul O b s e r v a ç õ e s I = Incidência P = Período R = Região do Estado (figura 8) Outros Dados João-de-barro Hornero Furnarius rufus Furnariidae l = 19 h = 10 aa’ = 26 Ninho (cm) l = 23 a 30 h = 20 a 25 p = 18 a 20 BR ARG UR F = frequente P = todo ano com acréscimo na primavera R = todo Estado

Ninho em forma de forno, onfeccionado de barro úmido e um pouco de esterco misturado à palha. Possui duas câmaras, sendo a interna forrada. O peso médio é de 4,1 kg quando seco.

A maior ocorrência éna área rural em geral, vilas suburbanas e balneários. Cochicho Añumbi Anumbius anumbi Furnariidae l = 19,5 h = 9 aa’ = 25 Ninho (cm) l = 40 h = 60 a 100 p = 40 BR ARG UR F = frequente P = todo ano com acréscimo na primavera R = II - III - IV - V

Ninho é acúmulo de gravetos bem entrelaçados; a câmara interna é forrada de paina e capim; utiliza objetos diver sos,

inclusive metálicos em meio aos gravetos. Ocorrência similar ao joão-de-barro. Caturrita Myopsitta monachus Psittacidae l = 29 Ninho (cm) l = 60 a 100 h = 50 a 150 p = 60 a 100 BR ARG UR F = frequente P = todo ano com acréscimo na primavra R = II - III - IV - V

Ninho é acúmulo de gravetos entrelaçados, podendo atingir grandes proporções. Alta incidência nas áreas agrícolas produtoras de cereais, como milho, sorgo, soja, etc. Pica - pau Carpinteiro-campestre Colaptes campestris Picidae l = 31-32 Ninho (cm) l = 18 h = 40 p = 18 BR ARG UR I = frequente P = todo ano com acréscimo na primavera R = todo estado

Ninhos são ocupados por outros pássaros. Pardal Gorrión Passer domesticus Ploceidae l = 15 Pouso BR ARG UR I = ocasional P = todo ano R = todo Estado Penetra em chispadores/des-carregadores de chifre e em espaços exíguos entre fase e terra; já causou altos prejuízos em subestações. Canário-da-terra Jiguero-amarillo Sicalis flaveola Fringillidae l = 13-13,5 Pouso Idem ao pardal BR ARG UR VEN I = ocasional P = todo ano R = todo Estado Maiores prejuízos em transformadores na área rural. Pomba Paloma-torcaz Zenaida auriculata Columbidae l = 21 Pouso BR ARG VEN I = frequente P =todo ano com acréscimo no verão/outono. R = II - III

Maior incidência em locais produtores de cereais; Maior ocorrência durante a safra de cereais (arroz). Chopim Tordo-común Molothrus bonariensis Icteridae l = 21 Pouso BR ARG UR VEN I = ocasional P = primavera/verão R = todo estado Idem à pomba. Andorinha Golondrina Progne chalybea Hirundinidae l = 18 Pouso BR ARG UR VEN I = ocasional P = verão/outono R = todo estado

Eventos acontecem em locais de arribação. Tachã Chajá Chauna torquata Anhimidae l = 100 h = 61 aá = 150 a 170 Colisão BR ARG UR PAR I = frequente P = todo ano R = litoral

Habita banhados e campos úmidos de regiões fluviais/lacustres. João-grande Ciconia maguari Ciconiiidae l = 100 h = 70 aá = 170 Colisão AMÉRICA DO SUL I = ocasional P = todo ano R = II - III - IV - V Idem a tachã.

Observações : - Bibliografia de ocorrência em países da América do Sul - Frisch, J.D. [5].

- As dimensões das aves indicadas são : l = comprimento (bico a cauda); h = altura; aa’ = ponta a ponta de asa. - As dimensões dos ninhos são: l = largura; h = altura; p = profundidade

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Referências

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